[Noel Gallagher]
Sei bem como é isso.
Fosse comigo, eu iria cair dura no chão, feito um carpete
enrolado.
Certeza.
Isso vai desde os tempos em que o ciclista Walter Feldman
morava
pertinho do trampo e inventou que rodízio de carros daria
um
algum resultado. Faz séculos isso. (vamos combinar que, de
certa forma, o
secretário verdolengo tinha alguma visão de futuro)
A partir de então, todos os carros que eu tive na vida
foram com
placa final 1, porque eu me acostumei com a ideia de que a
segunda-feira foi um dia milimetricamente planejado pra todo
mundo se foder desde a véspera, quando começam a soar os
primeiros acordes da musiquinha do Fantástico.
Não se tem pra aonde correr (ou pedalar, ou acelerar).
Antes às segundas do que às sextas, eu sempre disse.
A verdadeira pedra no meu sapato, hoje, é o Kassabi.
Na completa falta melhor do que fazer, o palhaço inventou
o caça-níquel da tal inspeção veicular.
Acompanhe minha triste trajetória.
No final de 2007, comprei um carro. Zerinho. Flex.
Bonito até, eu acho.
Em dezembro de 2008, eu sofri um acidente.
Tive meu carro ainda incompleto de volta à minha garagem
no final de fevereiro, começo de março. (estou
procurando um advogado, aceito indicações, pliz)
Só então tive a oportunidade lógica de fazer a tal da
inspeção, que ficou marcada compulsoriamente pelo tal
Controlar pra 23 de abril.
Oportunamente Ogun me protegeu, Iê!, porque choveu pra
dedéu na
ocasião, eu me ferrei até chegar a tempo às bandas do
Sacomã, apenas pra cumprir meu dever de cidadã.
(perdão pela rima infame). :P
Até hoje, eu não encontrei uma criatura capaz de me
convencer da razão ou da necessidade de inspecionar a
emissão de poluentes por um veículo com apenas 19.000 km
rodados, recém-saído da 2a revisão, que habitualmente
é abastecido por um mix de 1/3 de gasolina aditivada +
2/3 de álcool de boa origem comprovada pela Shell.
Então tá.
No dia 27 de abril, paguei o licenciamento, as duas multas
devidas e os R$11,00 pelo Sedex para receber a
documentação no aconchego fofo do meu lar.
Terça-feira, 05 de maio (!!), eu recebi um envelope do
correio que continha uma intimação para que eu
comparecesse à sede do Detran para regularizar a
situação do meu veículo.
What?
Pra encurtar a parada: o palhaço do Kassabi só inventou
a tal da inspeção veicular para carros novos, porque
mandar fazer inspeção em veículo velho, ele
confessou, ia dar pobrema. Modos que.
Pobrema maior foi a incompetência da entidade chamada
coisa
pública municipal.
Os sistemas não conversam entre si. Notem bem.
Prodam dormiu no ponto, não passou as infos necessárias
da Inspeção ao Detran e quem pagou o pato fui eu, placa
final 1, na leva dos primeiros dos veículos no showzinho
circense do nariz vermelho Kassabi.
Bois de piranha.
Eu tive que encarar a nojeira que é o prédio do Detran e
um bando de gente mal educada.
Até quem não é, fica.
Trust me.
O clima péssimo contagia.
Apresentei toda documentação necessária, comprovantes
de inspeção e de pagamento de taxas ao quadrúpede que
me atendeu.
Recebi minha documentação, sem nenhum pedido de
desculpas pela vacilada, em nome da Prefeitura ou do Detram.
Na miúda.
Neguinho se mancou, se calou e ainda me olhou feio, veja
só.
Tenho direito aos meus R$11,00 pagos pelo Sedex de volta.
Se sua placa é final 8 ou 9, não esmoreça jamais.
É meio provável que, até lá, tudo tenha se
ajeitado.
Kassabi é um cara meio devagar, sejam pacientes.
Mas se a gente for pensar bem, novembro ou dezembro tão
logo aí.
Né?
Noite de domingo, eu, filhota e sua amiga Miguxa fomos ao
Credicard Hall buscar os ingressos.
Óbvio, eu me perdi na Marginal Pinheiros.
Aquela ponte Transamérica é mesmo complicadinha, me
disseram, e é verdade.
Local inóspito.
Estressei-me. Muito.
Ao chegarmos, passou.
Incrível como algumas coisas na vida são universais e
atemporais.
A cena clássica de duas adolescentes comemorando com
pulinhos miúdos e gritinhos histéricos, por exemplo.
Constrangedor e fofo, ao mesmo tempo.
Até a mocinha da bilheteria se divertiu.
E eu me comovi, por razões que não veem ao caso agora.
Ao deixar Miguxa (gente boa pra caramba) em casa, beijinho,
desejei boa semana e disparei:
- Miguxa, adorei te conhecer, guarda o teu ingresso para o
show em local seguro, em um cofre se possível, pra não
ter perigo e, ó, desculpa o stress, tá?
- Qué isso, tia. Relaxa. Eu também sou a mó perdida.
Como assim?
....................
Tá certo que eu me atrasei um pouco para buscar a Oli. Em
compensação, chegamos cedão na casa da minha mãe.
Uma das tarefas importantes do dia era comprar chá. Nem
11h30 e eu já tava na feira, veja que progresso.
Irmã das Ervas nem acreditou quando me viu.
- Caiu da cama?
Talvez como prêmio por bom comportamento, Irmã das Ervas
avisou que iria fazer uma mistura caprichada pra mim.
Acrescentou cinco pedaços de aniz estrelado. Uau! Agora
minha poção mágica é 5 estrelas. :p
Exatamente quando meu horóscopo manda que eu fique muito
atenta aos conteúdos reveladores dos meus sonhos nas
próximas três noites, tenho dormido feito uma pedra.
Justo agora?
Hoje, final de tarde ensolarada, porém, eu tive uma
recaída. Bateu saudade forte de passear sem pressa e
observar o movimento das pessoas pela rua.
Eu precisava comprar um pequeno retalho de tecido vermelho.
E um pedaço de fita, talvez.
A loja boa fica a uns três quilômetros daqui. Fui a
pé.
Na loja boa, conheci Vicente que, a julgar pelo bigode de
quermesse, tratava-se do vendedor senior, responsável por
orientar a nova colega trainee sobre a política da casa
quanto à metragem mínima a ser vendida aos clientes,
conforme o valor o tecido. Um critério bastante complexo,
me pareceu.
Perguntei ao Vicente sobre a política da casa quanto às
peças da banquinha de retalhos. E descobri que, neste
caso, não há. Ou leva o retalho pronto, já cortado ou
esquece, veja que coisa.
O corte que me interessou tinha 1,20m e eu precisava só de
30 cm. Foi uma negociação árdua e desgastante. Vicente
estava irredutível.
Decidi então por um tecido que custava R$ 9,90 o m . Aí,
sim, eu pude pedir apenas os 30 cm de que eu precisava. Vai
entender.
Então, por apenas R$ 2,97 comprei 30 cm do mais lindo
tecido vermelho que havia na loja. Desejei bom feriado ao
irredutível Vicente e voltei caminhando pra casa, pensando
em como transformar aquele lindo retalho na peça que eu
tanto preciso. Um drama real, entendam. Prendas domésticas
nunca foram o meu forte. Nem pregar um botão eu sei.
Agora vai.
Daí só vai ficar faltando eu plantar a tal da árvore.
Aquele feijãozinho no algodão da pré-escola não
conta, eu sei.
Uma jaboticabeira, talvez.
De manhã logo cedo, muito cedo, ligo o rádio do carro.
Beatles.
Day Tripper.
À noite, chuva torrencial, cidade quase parando, ligo o
rádio do carro. Beatles.
Twist and Shout.
Uau.
Espero resposta importante. Em troca, recebo spam.
Mármores e granitos com preços promocionais para
igrejas.
É.
2009 não veio mesmo a passeio.
Hoje, ao ler sobre a tal da lei que proíbe o fumo em
locais públicos, fiquei indignada.
Sou a ex-fumante (há 21 meses :) mais boa gente do
planeta.
(meus amigos fumantes estão aqui e não me deixam mentir,
certo?) .
Nunca impliquei com gente fumando ao meu lado.
Minhas questãs são tão simplinhas:
1- O Estado pode determinar, por exemplo, que um
condomínio ou uma empresa não pode ter um fumódromo?
2- Ou que um bar não pode receber fumantes?
3- Isto é constitucional?
4- Quem José Serra pensa que é?
(como se já não nos bastasse ter um presidente pagando
de bobo da corte. Né?)
Enfim, a Quaresma tá acabando.
Nunca vi uma tão longa na vida.
Nunca mesmo.
Volto, portanto, a me recolher à minha insignificância,
de onde eu nunca deveria ter saído.
Fui.
Tava na bula:
Contra-indicações: hipersensibilidade compravada a
produtos originários de células de ovário de hamster
chinês.
E eu não tô de sacanagem. Te juro.
Fiquei imaginando o diálogo entre médico e paciente.
- Tem alguma hipersensibilidade comprovada a produtos
orignários de células de ovário de hamster chinês?
- Que eu me lembre, não, doutor. Tive problema com um
hamster, uma vez. Mas não era chinês.
- Ótimo.
[Ventilador - Setembro/2006]
Para casa ficar no jeito, ainda tenho muito chão pela
frente. Tem que refazer os azulejos e parte elétrica do
banheiro, derrubar cozinha e área de serviço antes de
pensar em mexer na sala. Depois deste pequeno teste, só
tomo coragem para começar de novo daqui a 10 anos.
Traumatizei.
Já que estou por aqui, não custa lembrar:
Se não sabe brincar, não desce no play;
Não pise nas flores;
Não seja louco de mexer com quem tá quieta.
Thanks!
Dezembro, por que estás tão longe?
Quase rompi cortei relação com Irmã das Ervas.
Veio com nhé-nhé-nhé que eu cheguei muito tarde de
novo, que a barraca tava fechando, blablabla.
Faltou pouco pra eu mandar Irmã das Ervas tomar banho.
Mó cavala.
Amanhã têm início as obras no banheiro aqui de casa.
Que Deus tenha piedade.
E o meu arsênico eu prefiro duplo e sem gelo, por favor.
Só dezembro salva, é o que eu sempre digo.
Boa semana.
Fiz caca.
Tomei meu chazinho sagrado antes das 21h. Burrada
imperdoável.
De novo, perdi o paredão. Droga.
Acordei às 00h30, capotei às 2h30, peguei caminho da
roça às 6h10. Bocejos lacrimejantes.
Passei o dia com humor do cão.
O vazamento no banheiro voltou, vai ter que arrebentar tudo,
o meu limite no especial, inclusive.
E é melhor eu parar por aqui, porque como diria a
cachorrona Viviane*, meu sistema tá nervoso.
E pra não dizer que tudo é só desgraça, deu no Blue
Bus, eles voltaram!
www.nominimo.com.br, link à sua direita, delicie-se.
Meu coração quase explode de alegria.
\0/
Ah, sim. O encanador ficou de aparecer e, hunf, me deu o
cano.
Cortem-lhe as cabeças.
*Letícia Spiller, em Senhora do Destino.
Sábado, 8h30, numa feirinha informal, em alguma localidade
da Zona Sul da cidade. Temperatura local algo em torno de 31
graus Celsius.
Numa barraca de incensos de origem suspeita, panos de prato
pintados com acrilex, bijous de durepoxi e demais
tranqueiras, vi alguns pacotes de chás igualmente
suspeitos.
Um deles chamou minha atenção.
Chá Feminino.
Combate: corrimento, tpm, frigidez, cólica menstrual e
insônia.
- Moça, por favor, de todos este males aqui, o que me
aflige é o da insônia. Você teria algo mais
específico?
- Deixa eu ver.
- Porque assim, ó, eu tenho dormido uma média de 2 a 3
horas por noite. E isso não é de hoje. O que preciso é
de algo que eu tome esta noite e só venha a acordar na
Páscoa, por exemplo. O que você me sugere?
- [gargalhadas]
- Ok, acordando sexta-feira que vem já estaria ótemo.
- [gargalhadas] Você precisa tomar chá de erva de São
João.
- Eu quero! Tem aí?
- Não.
- [beicinho]
- Ou você pode tomar chá de alface.
- Al-fa-ce? Tá zoando?
- Não tô. Compra um pé de alface com raiz e tudo.
Ferva a raiz com o miolo e toma. Chá de alface derruba que
é uma coisa.
- Então se eu misturar chá de erva de São João com
chá de raiz e miolo de alface vai ser praticamente um coma
induzido. Acordo em agosto.
- NUNCA MISTURE OS DOIS!!!!! NUNCA!!!
- Buá.
Domingo, 13h30, em uma feira livre de um bairro tradicional
da Zona Norte da cidade.
Temperatura local: 33 graus Celsius.
- Mãe, onde eu compro erva na feira?
- Vai na banquinha de uma senhora que fica ali, perto das
barracas de peixe.
- Moça (essa foi bondade minha), a senhora tem erva de
São João?
- Tenho não, fia. Cabô, cê veio muito tarde.
- Teria em outra barraca?
- Fia, vai até lá o fim da feira, do outro lado, tem a
barraca de uma moça.
Então eu atravessei a feira sob uma temperatura de 33
graus Celsius, com a sensação térmica de 47.
Perceba que esta busca a começa a configurar um ato de
fé.
- Moça, cê tem erva de São João?
- Tenho não.
- Pfff. Sabe onde eu posso encontrar?
- Vai até lá o fim da feira e.
- Ei, eu vim de lá e a senhorinha da banquinha mandou eu
vir falar com você.
- Como ela era?
- Uma senhorinha bem senhorinha, com um pano amarrado na
cabeça.
- Não. Volta, passa a senhorinha, segue em frente até
achar uma barraca bem grande, a dona é uma negona daquelas
bem fortona.
- Como ela se chama?
- [silêncio]
- [expectativa]
- Irmã das Ervas.
Vai vendo.
Temperatura local: 33 graus Celsius. Sensação térmica:
49.
- Oi. Errr. Vc é a, errrr, irmã das ervas?
- Sim, respondeu a negona de avental azul e sorriso de
marfim.
- Tem erva de São João?
- Ter eu tenho, mas a barraca já fechou. Tá tudo dentro
da kombi.
- [beicinho] Pôxa, eu vim de tão longe. [note meu olhar
de súplica]
- Bai- a-noooô! Ache a erva de São João aqui pra nossa
amiga.
Esse é o tipo de coisa que mantém viva minha fé na
humanidade.
- Ouummm, Santa, você!
- Quem foi que te mandou aqui?
- A moça que vende ervas e temperos lá no fim da feira.
[silêncio]
- Sim, sei quem é.
Medo.
- Mas cê sabe que tá fazendo quase um século que eu
não durmo, né? Então, ontem, uma moça me disse que a
tal erva de São João é o bicho, fiquei louca pra
experimentar. Viu só minhas olheiras?
- Olha, vc tá com sorte. Baiano achou. Quanto você vai
querer? Cinco real, dez real?
- Cinco real pra começar, por favor.
- Pobrema é que hoje tá muito tarde. Volte semana que
vem que eu faço uma misturinha especial pra você.
Opa!
Tomei o primeiro bule de chá de erva de São João no
domingo à noite.
Perdi o paredão do BBB e acordei quase às 5h30.
De segunda pra terça, dormi quase à meia-noite e acordei
às 5h30.
Praticamente um milagre.
Quero ver é quando eu for buscar a tal da minha
misturinha. Zzzzz. : )
[Meu riso é tão feliz contigo, meu melhor amigo é o
meu amor]
Claudio se casou com a Sra dos Endividados e deixou a
Santinha prenha e a ver navios.
Maluco da Raquete se jogou de um precipício com carro e
bebê Fred a bordo.
Srta Stela virou mulher do Padre. Teria sido ela a última
a chegar?
[La vie en rose, la vie en rose]
Doris não levou raquetada do Maluco da Raquete mas apanhou
feito um cachorro do próprio pai. Foi lindo.
Diogo levou novo amiguinho Ricardo (gianechini) na festa de
formatura do colégio. Suzaninha (a Vieira), claro, tratou
de garfar o Carninha Tenra.
Suzaninha não tem jeito mesmo.
Dra Laura levou o resultado do teste de DNA para Teo em
plena festa de formatura.
Professora Raquel, a ex do Maluco da Raquete, recebeu
medalha de honra e leu o discurso escrito pelo finado bebê
Fred. E eu chorei pra dedéu.
Bomba! Professora Raquel está grávida de finado e
precoce bebê Fred!
E todo mundo achou fofo.
Corta.
A louca da Heloísa saiu do hospício e foi direto pra
festa de formatura. Parece que deu tempo de lavar o cabelo
antes.
[I waited 'til I saw the sun
I don't know why I didn't come]
Dra Laura entrega o resultado do teste de DNA que comprova:
Teo é mesmo o pai da chatinha da Salete. Vovó Malvada se
ferrou.
E no final da festa de formatura, todo mundo ficou com todo
mundo e todo mundo se beijou.
Fim.
[ La-ra-ri-la-ra-laaaa]
*****
Agora eu pergunto: tem como não amar Manoel Carlos? Tem
como?
Não sei o que serão das minhas tardes, de agora em
diante. :/
Mulheres Apaixonadas chega aos capítulos finais (buá) e
a minha teoria, toda aquela que eu prometi, ainda nem
comecei a escrever.
Deste final de semana não passa. Acho.
[Escuridão já vi pior endoidecer gente sã.]
Sonhos delicadamente pertubadores invadem as minhas noites
quase insones. Quem dera fossem eles premonitórios.
(suspiros)
[Será que o sol já vem?]
Encontrei meu moleskine curiosamente no último lugar onde
procurei. Duh! Bendita seja a mochila cor-de-rosa, como
não pensei nela antes?
As anotações exclusivas sobre o papel feminino na
evolução da humanidade estão a salvo. Aguardem
emoções fortes.
[I got you under my skin. So deep in my heart...]
Sábado, além da Sessão Negresco de Cinema, teve
maratona Jim Carrey.
The Truman Show =0
O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças =´]
Yes Man =]
Reparou como Jim Carrey tá ficando um tiozinho tchuco?
[La-ra-ri-la-ra-laaaa]
Se você quer mesmo me fazer feliz, pode me dar a
autobiografia de Eric Clapton. Segundo a locutora da
rádio, esta autobiografia foi escrita pelo próprio.
Ah, tá.
Mas eu quero mesmo. Muito.
É sério.
[La-ra-ri-la-ra-laaaa]
Achei que hoje o Maluco da Raquete iria encher a Doris de
porrada.
Não rolou.
Acho que de amanhã não passa.
Yuupii.
[O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos]
Moço bonito que não gosta de rock me disse, certa noite
linda, que o tal projeto vai me criar muitas inimizades no
universo feminino. Certeza.
Não me importo, eu disse.
Sendo assim, municiou-me de cases preciosíssimos de
meninos quarentões que padecem de uma tal síndrome ainda
não catalogada pela ciência comportamental, concluímos
nós. Prometi dedicatória e anonimato.
Amei.
[My heart is drenched in wine
But you'll be on my mind
Forever]
A cigana leu o meu destino e disse que haverá apenas mais
uma segunda chance. Apenas mais uma.
Em que momento perdemos a primeira? Quando foi a primeira?
Quando surgirá a segunda? Me avisa?
[Something has to make you run
I don't know why I didn't come]
Exclusivo para o Ventilador: não fosse por uma exigência
feminina, o homem
nunca teria descoberto o fogo.
Posso confessar? Tenho inveja roxa dessas mulheres que são
megeras.
Roxa de inveja.
Pronto. Falei.
[I don't know why I didn't come]
Mas não.
Não, não, não. [fecha aspas]
[Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert]
... Se duas cartas podem fazer isso - ressuscitá-lo em
carne e osso para mim -, o que acontecerá quando eu o
tocar de verdade? Tenho um cofre de segurança máxima
onde guardo as palavras, os olhares, os sorrisos, os beijos
que me tocaram o coração, mas não o abro com muita
frequência para não desperdiçá-los. Hoje, no
entanto, abri e toquei com emoção todos os meus
tesouros. Era doce senti-lo tão próximo durante todo o
dia, meu amor. (fecha aspas)
[Cartas a Nelson Algren - Um Amor Transatlântico
1947-1964, Simone de Beauvoir]
Melhor ator de série dramática, precisa dizer?
Melhor série dramática, você é capaz de adivinhar?
[suspiros]
Cheguei a um ponto em que a frase: [abre aspas]deixa que eu
resolvo isso pra você [fecha aspas] soa como música
suave aos meus ouvidos.
Alguém?
Ai, uma sonoterapia numa hora dessa e eu só acordo quando
tudo isso acabar.
Deixa, vai?
São coisas assim que fazem a vida valer a pena, fala
sério.
* no arquivo de julho/2006 tem um post sobre minha primeira
consulta ao Dr M., à época conhecido como dr
Superbacana.
A noite de quarta/madrugada de quinta-feira foi um pesadelo
sem fim.
Consegui cometer uma grande burrada. Quando eu digo grande,
quero dizer enorme. Tipo gigante mesmo.
Burrada aquela que, não tenho dúvida, já garantiu
lugar no meu TOP 5 particular das Burradas Masters de Todos
os Tempos (breve em DVD).
Dizem que é sintoma do tal do stress pós-traumático,
eu sei, daqui a algumas semanas tudo vai ficar bem. O pior
do trauma já foi, eu tô me cuidando, blabla.
Passei a noite quase insone pensando na tal burrada. Após
duas horas minguadas de sono, eu acordei exausta, tensa e
ainda um tanto confusa com uma indagação a martelar
(au!) minha cabeça: Qual seria a função daquele ato
falho tão estúpido? Tem que haver alguma função ou
razão, não é possível. Já sei: foi encosto, só
pode.
(abre aspas) No silêncio da madrugada, meu constrangimento
me sussurrava a hipótese de vazar do país, viver uma
vida mais espiritualizada em busca do meu Eu Superior, tipo
na Indonésia. Mas vamos combinar que não seria
exatamente a auto-punição merecida. (fecha aspas)
[pequeno trecho publicável do Diário Impublicável de
Ana Almgren - 08/01/09]
Final de tarde de sexta-feira, troquei a fronha borrada de
rímel, coloquei as roupas de cama na máquina e joguei os
meus encantos na cozinha.
Cortei uma banana prata em 4 fatias longitudinais e as
coloquei na grelha pré-aquecida. Nada de manteiga, nada de
canela nem de açúcar.
Enquanto elas amoleciam e formavam uma delicada crosta
dourada, raspei dois, apenas dois quadradinhos de
Hershey´s meio amargo em lascas irregulares. Metade,
joguei no fundo de uma tigela para que derretessem sob o
calor das fatias fumegantes. O restante das raspas, joguei
por cima da banana quase cremosa e aguardei pacientemente um
minuto até que as leis da física completassem com
maestria o meu trabalho.
Desliguei a tv, sentei-me no chão da sala e degustei
aquele mimo singelo, sentindo a mistura dos sabores e os
pedacinhos de chocolate quase amolecidos acabarem de
derreter na minha boca, enquanto eu ia quase ao delírio.
Era o fim da minha auto-punição.
Parei de brigar comigo e dormi feito um anjo.
O que está feito, está feito.
- E o que você imagina que vai acontecer?
- No mundo ideal, eu vejo ele caindo na realidade e, logo
sem seguida, nos meus braços.
- Ahahahahaha!
Why not? Why not?
Mantra do Dia:
Não tome ban-chá depois das 17h.
Não tome ban-chá depois das 17h.
Não tome ban-chá depois das 17h.
Me disseram, sexta passada: ban-chá tem muita cafeína.
Ora, que coisa.
Então eu tenho feito assim: tomo ban-chá durante o dia e
a partir das 18h, tomo um mix de capim cidreira, erva doce,
camomila e hortelã + trocentas e quinze bolotinhas de
homeopatia.
Com isso, tenho conseguido dormir umas 5 horinhas.
Praticamente um milagre.
Procurei o chá calmante da Welleda, aquele que derruba
elefante em dia de fúria, e parece que tiraram do mercado.
Isso não se faz. É falta de consideração com um
próximo necessitado.
Alguém sabe se é verdade ou onde eu ainda consigo
encontrar em Sampa?
Hein?
Minhas olheiras abissais agradecem. =´)
A vantagem de ficar em casa em pleno dia útil é que tem
Vale a Pena Ver de Novo: Mulheres Apaixonadas - Manoel
Carlos - 2003.
Quase duas horas de duração. Sabe o que é isso? : )
A-mo-de-pa-i-xão.
[I got you under my skin.*]
E a novela do meu carro entra em seus dez últimos
capítulos.
O cara da corretora de seguros já tá virando meu chapa.
Ele sempre elogia minha calma e meu senso de humor, eu fico
até sem graça.
Hoje, tocou o telefone.
- Dona Ana, é W., da corretora Tal. Tudo bem com a sra.?
- Depende. As notícias são boas? Porque se forem ruins,
finge que é engano e desliga. Eu não conto nada pra
ninguém, na boa.
W. é um cara muito bacana, dois dias após o acidente,
quando eu ainda estava mega-confusa, tomou umas
providências burocráticas que sozinha eu não estava
conseguindo. Foi praticamente meu anjo.
Ele me disse que o carro vai ficar pronto no dia 16.
Sinceramente? Eu duvido, embora W. seja um anjo mesmo muito
bacana.
[Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, eu sei.*]
Eu estava tentando ver O Monge e a Sereia, no Telecine.
Adormeci no tapete da sala. Não, queridos, eu ainda não
virei um labrador.
Acordei com o telefone tocando.
[ I got you under my skin.*]
Nas horas em que eu mais preciso, não sei exatamente o que
dizer e eu pareço uma idiota.
Tenho que trabalhar agora, pesquisar e planejar pesquisa de
campo para amanhã.
Mas pensa numa mulher feliz. Feliz.
Oi. : )
[Será que o sol já vem?*]
* Trilha sonora da novela.
Por último:
A Vida Secreta das Palavras. Passou na noite de sábado e
eu, vítima do Efeito Zapping, vi que já estava quase na
metade e zap.
Durante novo Efeito Zapping, tava passando a reprise do
filme, numa parte esclarecedora da parada.
Puta merda, viu?
Tenho que ver desde o começo e prometo jogar o controle
remoto pela janela, pra não ter perigo.
Olhei no guia da NET, não vai reprisar este mês. Reza
pra passar de novo em fevereiro. No Telecine.
Grande ironia:
Após quase 72 horas de maratona de filmes, seriados e
afins, o melhor do melhor foi um filme que eu não assisti
inteiro.
Vai entender.
Ok, eu entendo.
Ontem, acordei com vontade comer pãozinho. Pãozinho
mesmo.
Achei receita tradicional de pãozinho de minuto, que eu
tinha desde menina.
Final de tarde, preparei minha receita reduzida e adaptada
para a versão com farinha integral imaginada por euzinha.
Tenham fé, tudo vai acabar bem.
Fiz tudo certinho, conforme eu disse, com receita reduzida e
a novidade da farinha integral. Detalhes bobos.
Notei que a textura da massa não possibilitava a moldagem
manual dos pãezinhos, conforme eu me lembrava e que eu
tanto adorava na infância. Aquela coisa lúdica, sabe?
Brincar de massinha. :p
Usei duas colheres. Deu certo. Os pãezinhos foram se
esparramando pela forma, assim, espontaneamente, enquanto eu
batia a gema para pincelar. A gema que iria dourá-los ao
forno.
Achei melhor respeitar a lei da gravidade e deixei a
natureza terminar o que seria meu trabalho de esquecer a
idéia da farinha integral. Era tarde demais.
Vamos aos fatos: em questão de minutos, meus pãezinhos
integrais de minuto se esparramaram e se transformaram em
cookies integrais de minuto. Nada contra.
Criei uma nova modalidade. Why not?
Levei-os ao forno pré-aquecido.
E a coisa demorou pra assar, viu?
Coisa de hora e meia.
Mas os cookies aparentemente se achataram tanto, formaram
uma massa de pão integral da melhor qualidade.
Vou vender este know-how.
Ficou uma delícia!
Estou orgulhosa de mim.
: )
Segue, então, minha retrospectiva, porque eu adoro pensar
nisso.
Só com o melhor de 2008, porque o pior eu faço questão
de esquecer.
.........
O tema do ano: Reencontros. [lindos, improváveis,
adoráveis e inesquecíveis.] Quero lembrar pra sempre.
Todos.
Música do ano: Up Where We Belong - by Joe Cocker
[que continua sendo a voz mais sexy do planeta.]
Hobbie do ano: Voltei a cozinhar, mesmo sem ter me dado ao
trabalho de comprar um fogão ou um microondas. :]
Filme do ano: PS: I Love You. [a história que me desabou.
Coisa mais linda.]
Restaurante mais querido: Cacilda.[rua Tito, quase ao lado
do Teatro - Vila Romana]. Não me lembro de ter conhecido
um lugar com charme maior.
Bandejão mais fofo e honesto do mundo: Sesc Fábrica
Pompéia. [Rua Clélia, quase X Av. Pompéia - R$ 6,50]
Refúgio rotineiro: As sobremesas reconfortantes do
Mercattore e o modo encantador como sempre me atenderam por
lá. [Vespasiano X Tito - Vila Romana].
Refúgio necessário: Praia, Paúba, ever.
Refúgio pragmático: Market Place, ever. Eu amo muito.
Grande descoberta: O Aprendiz, um restaurante surpreendente
- Vila Madalena. [suspiros :]
Correio Elegante: Bilhete manuscrito e perfumado. Obtive
resposta. :]
Vinho: Encuentro - Malbec 2007 [Mendoza].
Perfume da sorte: Paco Rabanne [o nome? Eu não digo,
nunquinha :]
Vício da vez: Negresco, versão biscoito, versão
sorvete. I love it ;]
Prato da vez: Guacamole de fabricação caseira,
preparado por mim, com nachos by Elma Chips.
Surpresa da vez: miniaturas de quindim.
Ousadia improvável: cabelos curtos como nunca d´antes;
mechas louras, muito louras, como as da infância. Amei-me.
Limite é bom e eu gosto: Não pise nas [minhas] flores,
eu sempre disse.
Prova de fogo: Permanecer firme, não-fumante e com o
coração em chamas.
Exemplo de superação: Descobrir que a Lapa/Vila Romana
tem seus muitos encantos.
Futuro hobie: Jardinagem.
Ganhei da Rê um vaso meigo de crisântemos
cor-de-rosa-quase-choque. Coisa mais linda. É uma
espécie de laboratório. Se as flores sobreviverem a mim
(uhahahhahaha), por um mês, estarei capacitada a cultivar
a floreira gigante da minha janela, na sala de estar.
Tornei-me uma criatura mais sensível, após o acidente,
eu notei. : )
Figuraça do ano: Rosângela, a minha designer de
sobrancelha - Rua Clélia, 1.485. Recomendo fortemente. Vai
lá. Se quiser o telefone, me escreva.
O diálogo do ano:
- A mina quer um filho meu.
- Liga pro seu advogado e manda redigir contrato. Melhor
coisa.
- Mas a mina é louca.
- Então abrevia seu sofrimento e diz que você teve
caxumba aos 30. Sabe, né?
- Boa!
(por vezes, meu pragmatismo me espanta. : )
Frase recorrente:
Eu acredito em combustão espontânea.
Sintonia perfeita, naquelas nossas horas vagas:
- Bohemia ou Bohemia?
- Bohemia. : )
O encontro do ano: um olhar profundo e um abraço apertado,
sem entendermos ao certo qual era a função da nossa
enorme saudade.
Dias mais felizes do ano: 21/07; 27/09; 12/10; 08/12.
18/12. É.
Eu vou morrer de saudades.
A pergunta do ano: Eu feri alguém?
Up Where We Belong
Joe Cocker & Jennifer Warnes
Who knows what tomorrow brings
In a world, few hearts survive
All I know is the way I feel
When it's real, I keep it alive
The road is long,
there are mountains in our way
But we climb a step every day
CHORUS:
Love lift us up where we belong
Where the eagles cry on a mountain high
Love lift us up where we belong
Far from the world we know,
up where the clear winds blow
Some hang on to "used to be"
Live their lives, looking behind
All we have is here and now
All our life, out there to find
The road is long,
there are mountains in our way,
But we climb them a step every day
CHORUS
Time goes by
No time to cry
Life's you and I
Alive, today
Ontem, fui completamente Cinderela.
Sozinha em casa, lavei, passei e cozinhei o dia inteirinho,
inteirinho.
Hunf. Pero que los hay, los hay.
Momento CSI.
Chega uma hora na vida em que não dá mais para evitar
certos enfrentamentos.
Daí eu tive que encarar de frente meu casaco de moleton
branco e meu jeans manchados de sangue, abandonados na
área de serviço desde aquele aniversário esquisito.
Separei meu arsenal para remoção de manchas difíceis,
respirei fundo e lá fui.
Primeiro foi o choque: o casaco estava muito mais manchado
do que eu me lembrava.
Segundo foi o estranhamento da localização das manchas
maiores: o carro tombou para o lado esquerdo e todos os
ferimentos na cabeça foram evidentemente no lado esquerdo.
O fato intrigante: as principais marcas ficaram localizadas
no capuz, do lado direito. Eu não sou Unabomber para andar
dirigindo de capuz, ora. E por que no lado direito?
Ok, vamos raciocinar. Eu desmaiei. Imagino que minha
cabeça tenha pendido para o lado oposto, por isso as
manchas e a dor intensa na musculatura do cervical no lado
direito. Só pode. Esquisito foi ver também umas manchas
fortes no punho direito, talvez inconscientemente eu tenha
tentado me limpar. Sensação muito esquisita essa de
supor o que eu fiz desacordada e ferida ao examinar minha
própria roupa. Uau.
Enquanto imaginava qual teria sido o trajeto do meu corpo,
eu usava um pincel para aplicar água oxigenada nas manchas
com uma precisão cirúrgica.
Fiz uma primeira lavagem e, ao final, lá estavam elas,
intactas. Certo. Lembrei: água oxigenada funciona bem
quando as manchas ainda estão, digamos, fresquinhas. Tipo
um, dois dias, no máximo. Fica a dica.
Segunda tentativa: vanish em pó mais vanish alvejante.
Segunda lavagem completa. Não rolou.
Terceira tentativa: pastinha forte de vanish aplicada com
pincel diretamente sobre as manchas. Nova lavagem, desta vez
no ciclo molho limpeza profunda.
Trabalho profissa. Perfeito. Fiquei orgulhosa de mim.
Tempo total da Operação CSI: cinco horas.
Agora posso dizer que entre mortos e feridos salvaram-se
todos.
Meu moleton branco, inclusive. :))
Então, depois dessa maratona toda, não quero mais ouvir
falar em vidros, estilhaços ou coisas do gênero.
Combinado?
Quando falarem comigo, plizz, não digam: - Ana, passe o
vidro de catchup pra cá.
Digam: - Passe o frasco de catchup pra cá.
- Tem filmão na TV hoje: A Casa de Vidro. Vamos ver?
- Desventuras em Série, que tal?, eu vou responder.
- Dá pra você abrir o vidro, que tá abafado aqui?
- Não, não dá, liga o ventilador. :p
- Verdade que David Bowie tem olho de vidro?
- Mentira, é de acrílico.
Eu ainda estou meio traumatizadinha. Só um pouquinho.
Vai passar.
Então, respondendo, sergio, foi assim ó: era meio da
tarde de sábado, eu estava de carro, a menos de um
quilômetro de casa, numa via de mão única, com pouco
movimento e muitas lombadas, indo almoçar na casa da minha
mãe. Acordei na calçada, com uma moça de voz
angelical, e com um basset no colo, me dizendo calmamente
que eu havia sofrido um acidente de carro, enquanto a amiga
de cabelos encaracolados e olhos arregalados tamponava minha
cabeça com uma toalha verde clarinho. Assustei com as
manchas de sangue na toalha e na minha blusa branca mas eu
não conseguia me lembrar de nada. Fiquei por uns instantes
calada. O veterinário da clínica, que ficava bem em
frente de onde eu provavelmente dei a primeira batida, veio
perguntar se tava tudo bem, seu eu precisava de mais alguma
coisa ou chamar alguém. Perguntei como tinha sido o
acidente. Ele disse que ninguém viu. Só ouviram as
porradas muito fortes, saíram para me socorrer e deram com
o carro capotado.
Fiquei novamente em silêncio. Vi uma viatura de polícia.
Temendo pela resposta, perguntei ao vet. se eu havia ferido
alguém.
Os policiais se aproximaram, um deles perguntou se eu
lembrava do que havia acontecido, fez um breve
interrogatório, anotou as respostas, perguntaram se eu
queria ao hospital. Lógico que não, tá maluco?
Eles foram embora, fiquei esperando o guincho enquanto aos
poucos minha cabeça parava de sangrar. Eu não sentia
dor. Agradeci a todos que tão gentilmente me socorreram,
deixei meu telefone com o vet. porque eu acabei com a porta
do carro dele e pedi que ele avisasse ao pobrezinho do dono
do monza abandonado, que teve a lateral direita inteira
detonada.
O cara do guincho me deu carona até em casa e levou meu
carro todo acabadinho pra oficina.
Cheguei em casa, avisei a família, deitei e dormi. Não
podia dormir, eu sei. Rompi nais essa lenda. : )
A Silvinha, sempre tão querida, escreveu preocupada.
Relaxa, viu? Eu tô ótima, ainda um bocadinho dolorida,
com alguns estilhaços de vidro no couro cabeludo, a
natureza fez seu trabalho e alguns já foram expulsos.
Nenhuma marca no rosto ou no corpo. Acredita em milagre?
Ah, eu fui violentamente arrasta pela minha filha até o
pronto-socorro, no domingo. O médico que me atendeu disse
que eu tava ótima, orientada (cof, cof, cof, viram, não
fui eu que disse isso :) e que o procedimento seria
aguardar que os caquinhos saíssem e controlar a dor com
analgésicos. Simples assim.
Durante a semana, vida normal, indo e voltando do trabalho
de busão e metrô. Até quarta-feira eu ainda estava com
a musculatura cervical e dos ombros absurdamente doloridas.
Ontem, sábado, o foi meu primeiro dia livre, desde
então. Foi dia de ficar jogada no sofá, esquema
come-dorme-vê-filme-acorda-toma-sorvete-volta-a-dormir.
Tava merecendo. : )
Telinha, minha flor, permita-me discordar de ti. Diante dos
últimos acontecimentos, começo a acreditar que devo ter
uma espécie de pelotão do BOPE no reino dos
anjos-da-guarda especialmente destacado pra cuidar da
integridade da minha pessoa. Um anjo sozinho, por mais
brucutu que fosse, não daria conta, né? Ok. Prometo
não abusar da sorte. : )
Mi, sumida hein?, este foi o inferno astral mais atípico
de todos os tempos. Mas ainda não sei ao certo. Acredito
que, neste ano, a exemplo do nosso Verão (o que é mesmo
Verão?), o meu inferno astral também chegou atrasado.
Atrasado e meio emputecido, eu senti na pele. ; )
Mama and Papa, obrigada pelo imenso carinho. Tá tudo sob
controle agora.
Como vocês devem ter notado, Deus foi Pai comigo. : )
Beijos
Igor, sorria, Jamanta não morreu.
Se bem que você sabe, há controvérsias, caro cão.
Há controvérsias. : p



- Você nunca usa seta, não? Se eu estivesse atrás,
xingaria.
Isto foi há 24 anos. Em 84. Sem noção desde menina, eu
sei.
- Sim, acho que eu conheço você de algum lugar.
Isto foi há 7 anos. Em 2001. E eu continuava uma
destrambelhada sem noção.
- Por que não aconteceu antes?
- Porque tudo tem sua hora, eu disse.
E isto foi praticamente ontem. Quando eu quase perdi a
noção do tempo.
Quais são cores e as coisas pra te prender?
[Paralamas]
Escolhi aquele trajeto impensável porque, olhando pela janela do
ônibus, cheguei à conclusão que sou uma completa imbecil.
Durante o longo tempo que morei na floresta, descobri na pele que
saudade dói. Tipo dor física mesmo, difícil de explicar, mas deve ser
fácil imaginar que a intensidade não é para amadores. E eu sentia uma
saudade por vezes insuportável não apenas de pessoas minhas, mas também
de lugares. Avenida Paulista, por exemplo.
E eu retornei já há mais de dois anos e acho que ainda não voltei como
deveria e nem saí para passear como merecia. Tchonga, eu.
But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn
All the love I have is in my mind?
[The Verve]
Eu amo horário de Verão. Amo muito.
Parei no supermercado, quase ao anoitecer. Comprei nachos, frutas
frescas e pão de queijo congelado.
Preparei o guacamole quase perfeito para o jantar e lá se foram quase
um pacote inteiro de doritos e mais 5 quadradinhos de Intense Garoto,
durante uma reprise de Friends.
Descontrol level 5.
Tomei chá calmante.
What are you doing wich a fool like me?
[Joe Cocker]
Aos meus leitores tão amados, peço perdão sincero pelo aparente
abandono dos comentários. A vida por aqui anda um tanto confusa, vocês
devem ter notado.
Mantenho firmes minha esperança e meu propósito de colocar tudo em dia,
correspondências bloguísticas inclusive, durante as férias que se
aproximam a passos largos.
Oremos, sim?
Estou com medo de tudo que terei que fazer, organizar e providenciar
durante as minhas férias. E desta vez, não tem Paúba, baby.
Alô, Alice, Terra chamando.
Eu fui lá fora e vi dois sóis
E a vida aqui ardia sem explicação.
[Nando Reis]
Fulano grita, avisando a equipe: - Vou ao banco.
O engraçadinho pergunta: - Banco de sangue?
Meia hora depois, outro pergunta: - Cadê Fulano?
O lunático responde: - Foi doar sangue.
Quinze minutos depois, Fulano volta.
E o Sem Noção pergunta: E aê? Verdade que doar a medula dói pra cacete?