
Oi! Tudo bem?
Vocês vêm sempre aqui?
- Final de tarde da sexta-feira, ser convocada, com toda
equipe a comparecer à sala de reunião. Champagne gelada.
- Cheers! [lagriminhas, minhas]
(Prazer Incomensurável!, diria meu finado Prof.
Poropopó-Bambalalão)
I love it. : )
- Cortar o cabelo, no Visage, início de tarde daquele
sábado passado, gélido e chuvoso.
- Encontrar Fada das Navalhas e Tesouras e sua Fiel
Escudeira morrendo de saudades de mim e da minha filha.
(oumm)
- Ser abraçada por uma criatura deliciosa, outro ser das
Navalhas e Tesouras, que sempre faz questão de parar tudo
que está fazendo, apenas pra dar um oi pra irmã da
Olívia. (no caso, eu ; )
- Passar uma tarde maravilhosa com eles, a despeito das
condições climáticas:
tomando capuccinno quentinho, falando bobagem e lendo
revista de fofoca. Era tudo que eu precisava.
- Sair do salão com a sensação de que o corte ficou
per-fei-to. Ficamos apenas de acertar a cor, num futuro
muito próximo. O que torna tudo bem mais divertido.
- Ir à Brunella pra comer docinho e tomar café, mãe e
filha juntas, só pra resmungar da vida, que não tá
fácil pra ninguém.
- Encontrar minha mãe, minha filha, minha família, no
domingo. Vitórias importantes, o melhor ainda virá.
A pergunta que não quer calar é: esse frio do demônio
vai embora quando mesmo?
Tenho saudades dos meus braços, sabe?
É sério.
Comecei no trampo novo, logo no começo de junho.
A gente já tá, a passos largos, rumo ao final de julho.
Não me lembro de, um dia sequer, eu ter ido trabalhar com
uma blusa que não fosse de manga comprida. É sério.
Tenho saudades sinceras dos meus braços.
Tanto do direito, quanto do esquerdo.
Ultimamente, só os vejo quando tomo banho.
E mesmo assim, bem rapidinho. Eu morro de frio.
Aposto que isso ocorre com você também.
Na boa, isso não é vida.
Né?
Eu odeio esse frio.
Hora marcada com minha fada das tesouras e navalhas para
muito em breve. Compromisso inadiável com o espelho. Não
aguento me ver assim.
Quero novo corte, quiçá nova cor, para combinar com meus
novos planos de incendiar o mundo.
Talvez eu volte a ser ruiva. A ideia me agrada.
Este frio está me matando. Não tenho mais roupa pra
vestir. É sério. Nesta semana, tive que comprar, pelo
menos, uma camisa linda e uma blusa de lã colorida. Não
comprei nada, inverno passado.
Adoro o aroma da sopa quase natural de abóbora que invade
e, de certa forma, aquece minha casa agora. Eu não tinha
percebido o quanto um fogão de verdade estava me fazendo
falta.
Ainda não testei os recursos do forno. Talvez eu prepare
meus famigerados tomates assados, reserva especial, para a
grande estreia não marcada.
Bobagem.
Dia 17 fez dois anos que parei de fumar. \O/
Dia 19, três anos que voltei definitivamente para São
Paulo.
Parece que foi ontem.
Se bem que, não.
Não mesmo. Apenas passou muito rápido.
Apenas isso. Só eu sei. :p
E não é que a sopa de abóbora ficou perfeita?
:)
E se eu tentasse sonhar aquele sonho novamente? Aquele, de
ontem.
HS me contando aquelas coisas, tipo segredo. E declarando
coisas indefinidas.
Custa nada tentar.
Adoraria.
Não consegui visualizar Fulano, o tartarugo tiozão,
partindo pra ignorância. Sinceramente.
Mas como nem tudo é só desgraça ou leseira por aqui,
fomos, quatro amigos, almoçar no tchaina mais próximo.
Nesse ponto, não teve nem mais nem menos.
O rolinho primavera era tão leve e tão delicado, que
chegava a me gerar arrependimento profundo por ter pedido
apenas uma unidade.
A certeza absoluta é que eu nunca devorei um porco
agri-doce (hífen, ainda?) tão perfeito, na textura e no
equilíbrio dos sabores.
Amei a cozinha chinesa do Haudy.
[www.haudy.com.br]
Hoje, fui com a D. conhecer o restaurante natureba local.
Roteiro obrigatório, sempre.
Explorar as potencialidades de um restaurante natureba local
é tão necessário e instrutivo quanto a igreja matriz e
a padoca da avenida.
Sou muito ligada às tradições, vocês sabem.
Comi arroz integral; feijão de corda; couve-flor, batata e
maçãs gratinadas; vagem, nori e moyashi ao garam
massala. Os caras são xiitas.
Porém, tudo com um quê meio indefinido e quase nada de
sabor ou sal.
Os ingredientes não conversavam entre si.
Nem se davam muito ao trabalho de brigar.
A indiferença apenas foi rompida pelo valor do prato:
inexplicáveis R$20,00.
A grata surpresa foi conhecer o empório que habita o mesmo
recinto.
Coisas bem interessantes, como a linha de sorvetes Mel.
Fiquei especialmente inclinada em adquirir um pote de 750 ml
do sabor avelã e cacau, na próxima visita. (apenas ao
empório ;)
Massas secas bem interessantes, orgânicos frescos,
docinhos sedutores, chazinhos meigos.
Vez ou outra você se depara com um precinho razoável.
Fiquei especialmente encantada por uma espécie de miojo
naturebaço, feito com nissim integral, zero trans,
blá-blá e, pasmem, tempero sabor funghi. (!!)
Comprei um exemplar apenas para conferir do que se trata.
Missão científica e de paz.
No moleskine ficou anotado, então:
X & X - potencialmente um ótimo empório.
Almoce na padoca.
Conto o resultado do miojo pseudamente naturebaço, assim
que possível.
Funghi liofilizado é piada da indústria, né?
Adorei o raciocínio/ousadia dos caras.
Sem falar que a embalagem é fofa.
Tá.
Vou dormir.
Silêncio.
É, vamos considerar que eles ainda não entenderam
direito com quem estão lidando. Ou se recusam a.
Cada enxadada, uma minhoca, diria meu avô.
Tem sido assim, os dias.
Benza. :)
No próximo findi, vou lá pras bandas da rua Maria Paula
comprar apetrechos
para a minha cozinha.
O Ventilador vai ficar pequeno pra tanto assunto.
(cof, cof, cof)
A chegada das férias de julho tem sido um respiro salutar
na minha rotina pela cidade. Nunca mais levei duas horas
para voltar pra casa.
Quarenta minutos, hoje, significam dois palitos.
Literalmente.
Deveria ficar assim pra sempre.
Fui convidada a fazer revisão de estilo da autobiografia
de uma psicoterapeuta.
Só o convite já foi uma honra.
E daí o Kassab quer acabar com a circulação dos
ônibus fretados.
A ideia do palhaço é entupir ainda mais as vias
públicas de carros, eu suponho.
Errei?
Theo Becker era o cara.
Só a Record não conseguiu enxergar. :p
Sexta-feira passada, 6h42 da madruga fria, av. 23 de Maio,
sentido centro.
[Velvet Morning na caixa]
- Mãe, eu queria tanto ir a um show do The Verve
(suspiros)
- Se eles tivessem o hábito de fazer algum, facilitaria um
bocado. Concorda?
- Mãe, na Inglaterra eles fazem mais shows que o Chiclete
com Banana.
- Também não precisa esculhambar desse jeito. Chiclete
com Banana foi sacanagem com os caras.
[sobe trilha e encerra]
Podia ser pior. Pensa. :)
Olívia tem demonstrado progressos surpreendentes à
direção.
No entanto, meus freios imaginários talvez já estejam
precisando de pastilhas imaginárias novas.
Eu ainda sofro muito, concretamente.
Coisa de mãe. Vai passar, eu sei.
Ela tá se saindo muito bem.
Silêncio.
- Pergunta pro Fulano se ele quer fazer um frila e gastar
munição numas pombas que resolveram morar lá em casa,
disse calmamente outro colega.
Então você deve estar perguntando: - Ana, como é que
você tem essa capacidade de sempre trabalhar em lugar que
só tem figuraça desse naipe?
Ao que certamente eu vou responder: - Deve ser a tal da lei
da atração, mano. Só pode.
- Mãe, e o Dr. S. tá bem?
- Nesta semana, completamos 32 anos de namoro. Acredita?
- Acredito que talvez este seja o namoro mais longo da
história da humanidade.
- E ele nunca me pediu em casamento.
- Mãe, tá na cara. Esse cara tá te enrolando, cai
fora. :)
Ciça-Mãe tem 77.
Dr S., 88.
Namoram há 32 anos.
Sabe-se lá por quanto tempo se paqueraram.
Acho linda essa história.
Não fiz simpatia pra Santo Antonio. Nem fiquei triste no
dia 12.
Preguiça foi o meu principal pecado.
Apenas ensinei minha filha a preparar risoto com alguns
segredos que eu nunca conto a ninguém. Ela aprendeu.
E, ó, o evento foi um sucesso. Eu soube.
De vez em quando eu acerto.
Bem de vez em quando.
Ontem/antesdontem, 13, foi niver da minha madrinha.
Mulher mais fofa e querida do mundo, ela.
Amo-a de paixão.
Hoje/ontem, 14, teve almoção em família pra comemorar.
De presente, comprei uma mantinha azul total e igualmente
fofa, daquelas que a gente adora usar pra se cobrir no
sofá, enquanto vê TV, degustando uma sopinha de pacote
ou sucrilhos kellog´s com leite ou mingau de farinha
láctea ou brigadeiro de colher.
Confort food.
I love it.
Eu sei que ela também ama ver TV assim.
: )
Amanhã/hoje, eu vou tomar caldinho de abóbora com
linguiça, enquanto espero a hora do rodízio passar, lá
no Gogó da Ema. Ou talvez eu arrisque o de cebola. Se bem
que aquele de mandioquinha com polenguinho.
Estou achando muito divertida a ideia de ter um local pra me
ancorar do lado de lá da ponte, até o trânsito insano
da cidade se acalmar.
Não tenho conseguido chegar em casa cedo.
Horas parada no trânsito pra voltar.
Horas. Muitas horas. Quase duas é muito.
Mas chega também de falar de comida.
Tenho falado demais.
Acho que estou com frio.
Melhor eu dormir um pouco.
Tentar, pelo menos.
Eu queria tanto conseguir voltar a dormir demais.
Tá.
Além da preguiça, a gula tem sido um pecado também.
Se bem que rola uma ira importante, de vez em quando.
Aliás, a ira é o meu pecado predileto. Adoro.
Talvez por isso eu não consiga dormir.
Será?
;)
*****
Ontem, eu e Olívia fomos almoçar na casa da
Ciça-Mãe.
Detalhe: ela foi dirigindo.
E eu fui o caminho todo pisando em ovos e no meu freio
imaginário.
Emoções fortes, viu?
Olívia tem pé de chumbo. Não sei a quem puxou, essa
menina. : )
*****
Sábado, eu fui às compras.
Investi em bolsas. Só pra variar.
Tô que não me aguento de alegria.
Fosse comigo, eu iria cair dura no chão, feito um carpete
enrolado.
Certeza.
Isso vai desde os tempos em que o ciclista Walter Feldman
morava
pertinho do trampo e inventou que rodízio de carros daria
um
algum resultado. Faz séculos isso. (vamos combinar que, de
certa forma, o
secretário verdolengo tinha alguma visão de futuro)
A partir de então, todos os carros que eu tive na vida
foram com
placa final 1, porque eu me acostumei com a ideia de que a
segunda-feira foi um dia milimetricamente planejado pra todo
mundo se foder desde a véspera, quando começam a soar os
primeiros acordes da musiquinha do Fantástico.
Não se tem pra aonde correr (ou pedalar, ou acelerar).
Antes às segundas do que às sextas, eu sempre disse.
A verdadeira pedra no meu sapato, hoje, é o Kassabi.
Na completa falta melhor do que fazer, o palhaço inventou
o caça-níquel da tal inspeção veicular.
Acompanhe minha triste trajetória.
No final de 2007, comprei um carro. Zerinho. Flex.
Bonito até, eu acho.
Em dezembro de 2008, eu sofri um acidente.
Tive meu carro ainda incompleto de volta à minha garagem
no final de fevereiro, começo de março. (estou
procurando um advogado, aceito indicações, pliz)
Só então tive a oportunidade lógica de fazer a tal da
inspeção, que ficou marcada compulsoriamente pelo tal
Controlar pra 23 de abril.
Oportunamente Ogun me protegeu, Iê!, porque choveu pra
dedéu na
ocasião, eu me ferrei até chegar a tempo às bandas do
Sacomã, apenas pra cumprir meu dever de cidadã.
(perdão pela rima infame). :P
Até hoje, eu não encontrei uma criatura capaz de me
convencer da razão ou da necessidade de inspecionar a
emissão de poluentes por um veículo com apenas 19.000 km
rodados, recém-saído da 2a revisão, que habitualmente
é abastecido por um mix de 1/3 de gasolina aditivada +
2/3 de álcool de boa origem comprovada pela Shell.
Então tá.
No dia 27 de abril, paguei o licenciamento, as duas multas
devidas e os R$11,00 pelo Sedex para receber a
documentação no aconchego fofo do meu lar.
Terça-feira, 05 de maio (!!), eu recebi um envelope do
correio que continha uma intimação para que eu
comparecesse à sede do Detran para regularizar a
situação do meu veículo.
What?
Pra encurtar a parada: o palhaço do Kassabi só inventou
a tal da inspeção veicular para carros novos, porque
mandar fazer inspeção em veículo velho, ele
confessou, ia dar pobrema. Modos que.
Pobrema maior foi a incompetência da entidade chamada
coisa
pública municipal.
Os sistemas não conversam entre si. Notem bem.
Prodam dormiu no ponto, não passou as infos necessárias
da Inspeção ao Detran e quem pagou o pato fui eu, placa
final 1, na leva dos primeiros dos veículos no showzinho
circense do nariz vermelho Kassabi.
Bois de piranha.
Eu tive que encarar a nojeira que é o prédio do Detran e
um bando de gente mal educada.
Até quem não é, fica.
Trust me.
O clima péssimo contagia.
Apresentei toda documentação necessária, comprovantes
de inspeção e de pagamento de taxas ao quadrúpede que
me atendeu.
Recebi minha documentação, sem nenhum pedido de
desculpas pela vacilada, em nome da Prefeitura ou do Detram.
Na miúda.
Neguinho se mancou, se calou e ainda me olhou feio, veja
só.
Tenho direito aos meus R$11,00 pagos pelo Sedex de volta.
Se sua placa é final 8 ou 9, não esmoreça jamais.
É meio provável que, até lá, tudo tenha se
ajeitado.
Kassabi é um cara meio devagar, sejam pacientes.
Mas se a gente for pensar bem, novembro ou dezembro tão
logo aí.
Né?
Noite de domingo, eu, filhota e sua amiga Miguxa fomos ao
Credicard Hall buscar os ingressos.
Óbvio, eu me perdi na Marginal Pinheiros.
Aquela ponte Transamérica é mesmo complicadinha, me
disseram, e é verdade.
Local inóspito.
Estressei-me. Muito.
Ao chegarmos, passou.
Incrível como algumas coisas na vida são universais e
atemporais.
A cena clássica de duas adolescentes comemorando com
pulinhos miúdos e gritinhos histéricos, por exemplo.
Constrangedor e fofo, ao mesmo tempo.
Até a mocinha da bilheteria se divertiu.
E eu me comovi, por razões que não veem ao caso agora.
Ao deixar Miguxa (gente boa pra caramba) em casa, beijinho,
desejei boa semana e disparei:
- Miguxa, adorei te conhecer, guarda o teu ingresso para o
show em local seguro, em um cofre se possível, pra não
ter perigo e, ó, desculpa o stress, tá?
- Qué isso, tia. Relaxa. Eu também sou a mó perdida.
Como assim?
....................
Tá certo que eu me atrasei um pouco para buscar a Oli. Em
compensação, chegamos cedão na casa da minha mãe.
Uma das tarefas importantes do dia era comprar chá. Nem
11h30 e eu já tava na feira, veja que progresso.
Irmã das Ervas nem acreditou quando me viu.
- Caiu da cama?
Talvez como prêmio por bom comportamento, Irmã das Ervas
avisou que iria fazer uma mistura caprichada pra mim.
Acrescentou cinco pedaços de aniz estrelado. Uau! Agora
minha poção mágica é 5 estrelas. :p
Exatamente quando meu horóscopo manda que eu fique muito
atenta aos conteúdos reveladores dos meus sonhos nas
próximas três noites, tenho dormido feito uma pedra.
Justo agora?
Hoje, final de tarde ensolarada, porém, eu tive uma
recaída. Bateu saudade forte de passear sem pressa e
observar o movimento das pessoas pela rua.
Eu precisava comprar um pequeno retalho de tecido vermelho.
E um pedaço de fita, talvez.
A loja boa fica a uns três quilômetros daqui. Fui a
pé.
Na loja boa, conheci Vicente que, a julgar pelo bigode de
quermesse, tratava-se do vendedor senior, responsável por
orientar a nova colega trainee sobre a política da casa
quanto à metragem mínima a ser vendida aos clientes,
conforme o valor o tecido. Um critério bastante complexo,
me pareceu.
Perguntei ao Vicente sobre a política da casa quanto às
peças da banquinha de retalhos. E descobri que, neste
caso, não há. Ou leva o retalho pronto, já cortado ou
esquece, veja que coisa.
O corte que me interessou tinha 1,20m e eu precisava só de
30 cm. Foi uma negociação árdua e desgastante. Vicente
estava irredutível.
Decidi então por um tecido que custava R$ 9,90 o m . Aí,
sim, eu pude pedir apenas os 30 cm de que eu precisava. Vai
entender.
Então, por apenas R$ 2,97 comprei 30 cm do mais lindo
tecido vermelho que havia na loja. Desejei bom feriado ao
irredutível Vicente e voltei caminhando pra casa, pensando
em como transformar aquele lindo retalho na peça que eu
tanto preciso. Um drama real, entendam. Prendas domésticas
nunca foram o meu forte. Nem pregar um botão eu sei.
Agora vai.
Daí só vai ficar faltando eu plantar a tal da árvore.
Aquele feijãozinho no algodão da pré-escola não
conta, eu sei.
Uma jaboticabeira, talvez.
De manhã logo cedo, muito cedo, ligo o rádio do carro.
Beatles.
Day Tripper.
À noite, chuva torrencial, cidade quase parando, ligo o
rádio do carro. Beatles.
Twist and Shout.
Uau.
Espero resposta importante. Em troca, recebo spam.
Mármores e granitos com preços promocionais para
igrejas.
É.
2009 não veio mesmo a passeio.
Hoje, ao ler sobre a tal da lei que proíbe o fumo em
locais públicos, fiquei indignada.
Sou a ex-fumante (há 21 meses :) mais boa gente do
planeta.
(meus amigos fumantes estão aqui e não me deixam mentir,
certo?) .
Nunca impliquei com gente fumando ao meu lado.
Minhas questãs são tão simplinhas:
1- O Estado pode determinar, por exemplo, que um
condomínio ou uma empresa não pode ter um fumódromo?
2- Ou que um bar não pode receber fumantes?
3- Isto é constitucional?
4- Quem José Serra pensa que é?
(como se já não nos bastasse ter um presidente pagando
de bobo da corte. Né?)
Enfim, a Quaresma tá acabando.
Nunca vi uma tão longa na vida.
Nunca mesmo.
Volto, portanto, a me recolher à minha insignificância,
de onde eu nunca deveria ter saído.
Fui.
Tava na bula:
Contra-indicações: hipersensibilidade compravada a
produtos originários de células de ovário de hamster
chinês.
E eu não tô de sacanagem. Te juro.
Fiquei imaginando o diálogo entre médico e paciente.
- Tem alguma hipersensibilidade comprovada a produtos
orignários de células de ovário de hamster chinês?
- Que eu me lembre, não, doutor. Tive problema com um
hamster, uma vez. Mas não era chinês.
- Ótimo.
[Ventilador - Setembro/2006]
Para casa ficar no jeito, ainda tenho muito chão pela
frente. Tem que refazer os azulejos e parte elétrica do
banheiro, derrubar cozinha e área de serviço antes de
pensar em mexer na sala. Depois deste pequeno teste, só
tomo coragem para começar de novo daqui a 10 anos.
Traumatizei.
Já que estou por aqui, não custa lembrar:
Se não sabe brincar, não desce no play;
Não pise nas flores;
Não seja louco de mexer com quem tá quieta.
Thanks!
Dezembro, por que estás tão longe?
Quase rompi cortei relação com Irmã das Ervas.
Veio com nhé-nhé-nhé que eu cheguei muito tarde de
novo, que a barraca tava fechando, blablabla.
Faltou pouco pra eu mandar Irmã das Ervas tomar banho.
Mó cavala.
Amanhã têm início as obras no banheiro aqui de casa.
Que Deus tenha piedade.
E o meu arsênico eu prefiro duplo e sem gelo, por favor.
Só dezembro salva, é o que eu sempre digo.
Boa semana.
Fiz caca.
Tomei meu chazinho sagrado antes das 21h. Burrada
imperdoável.
De novo, perdi o paredão. Droga.
Acordei às 00h30, capotei às 2h30, peguei caminho da
roça às 6h10. Bocejos lacrimejantes.
Passei o dia com humor do cão.
O vazamento no banheiro voltou, vai ter que arrebentar tudo,
o meu limite no especial, inclusive.
E é melhor eu parar por aqui, porque como diria a
cachorrona Viviane*, meu sistema tá nervoso.
E pra não dizer que tudo é só desgraça, deu no Blue
Bus, eles voltaram!
www.nominimo.com.br, link à sua direita, delicie-se.
Meu coração quase explode de alegria.
\0/
Ah, sim. O encanador ficou de aparecer e, hunf, me deu o
cano.
Cortem-lhe as cabeças.
*Letícia Spiller, em Senhora do Destino.
Sábado, 8h30, numa feirinha informal, em alguma localidade
da Zona Sul da cidade. Temperatura local algo em torno de 31
graus Celsius.
Numa barraca de incensos de origem suspeita, panos de prato
pintados com acrilex, bijous de durepoxi e demais
tranqueiras, vi alguns pacotes de chás igualmente
suspeitos.
Um deles chamou minha atenção.
Chá Feminino.
Combate: corrimento, tpm, frigidez, cólica menstrual e
insônia.
- Moça, por favor, de todos este males aqui, o que me
aflige é o da insônia. Você teria algo mais
específico?
- Deixa eu ver.
- Porque assim, ó, eu tenho dormido uma média de 2 a 3
horas por noite. E isso não é de hoje. O que preciso é
de algo que eu tome esta noite e só venha a acordar na
Páscoa, por exemplo. O que você me sugere?
- [gargalhadas]
- Ok, acordando sexta-feira que vem já estaria ótemo.
- [gargalhadas] Você precisa tomar chá de erva de São
João.
- Eu quero! Tem aí?
- Não.
- [beicinho]
- Ou você pode tomar chá de alface.
- Al-fa-ce? Tá zoando?
- Não tô. Compra um pé de alface com raiz e tudo.
Ferva a raiz com o miolo e toma. Chá de alface derruba que
é uma coisa.
- Então se eu misturar chá de erva de São João com
chá de raiz e miolo de alface vai ser praticamente um coma
induzido. Acordo em agosto.
- NUNCA MISTURE OS DOIS!!!!! NUNCA!!!
- Buá.
Domingo, 13h30, em uma feira livre de um bairro tradicional
da Zona Norte da cidade.
Temperatura local: 33 graus Celsius.
- Mãe, onde eu compro erva na feira?
- Vai na banquinha de uma senhora que fica ali, perto das
barracas de peixe.
- Moça (essa foi bondade minha), a senhora tem erva de
São João?
- Tenho não, fia. Cabô, cê veio muito tarde.
- Teria em outra barraca?
- Fia, vai até lá o fim da feira, do outro lado, tem a
barraca de uma moça.
Então eu atravessei a feira sob uma temperatura de 33
graus Celsius, com a sensação térmica de 47.
Perceba que esta busca a começa a configurar um ato de
fé.
- Moça, cê tem erva de São João?
- Tenho não.
- Pfff. Sabe onde eu posso encontrar?
- Vai até lá o fim da feira e.
- Ei, eu vim de lá e a senhorinha da banquinha mandou eu
vir falar com você.
- Como ela era?
- Uma senhorinha bem senhorinha, com um pano amarrado na
cabeça.
- Não. Volta, passa a senhorinha, segue em frente até
achar uma barraca bem grande, a dona é uma negona daquelas
bem fortona.
- Como ela se chama?
- [silêncio]
- [expectativa]
- Irmã das Ervas.
Vai vendo.
Temperatura local: 33 graus Celsius. Sensação térmica:
49.
- Oi. Errr. Vc é a, errrr, irmã das ervas?
- Sim, respondeu a negona de avental azul e sorriso de
marfim.
- Tem erva de São João?
- Ter eu tenho, mas a barraca já fechou. Tá tudo dentro
da kombi.
- [beicinho] Pôxa, eu vim de tão longe. [note meu olhar
de súplica]
- Bai- a-noooô! Ache a erva de São João aqui pra nossa
amiga.
Esse é o tipo de coisa que mantém viva minha fé na
humanidade.
- Ouummm, Santa, você!
- Quem foi que te mandou aqui?
- A moça que vende ervas e temperos lá no fim da feira.
[silêncio]
- Sim, sei quem é.
Medo.
- Mas cê sabe que tá fazendo quase um século que eu
não durmo, né? Então, ontem, uma moça me disse que a
tal erva de São João é o bicho, fiquei louca pra
experimentar. Viu só minhas olheiras?
- Olha, vc tá com sorte. Baiano achou. Quanto você vai
querer? Cinco real, dez real?
- Cinco real pra começar, por favor.
- Pobrema é que hoje tá muito tarde. Volte semana que
vem que eu faço uma misturinha especial pra você.
Opa!
Tomei o primeiro bule de chá de erva de São João no
domingo à noite.
Perdi o paredão do BBB e acordei quase às 5h30.
De segunda pra terça, dormi quase à meia-noite e acordei
às 5h30.
Praticamente um milagre.
Quero ver é quando eu for buscar a tal da minha
misturinha. Zzzzz. : )
[Meu riso é tão feliz contigo, meu melhor amigo é o
meu amor]
Claudio se casou com a Sra dos Endividados e deixou a
Santinha prenha e a ver navios.
Maluco da Raquete se jogou de um precipício com carro e
bebê Fred a bordo.
Srta Stela virou mulher do Padre. Teria sido ela a última
a chegar?
[La vie en rose, la vie en rose]
Doris não levou raquetada do Maluco da Raquete mas apanhou
feito um cachorro do próprio pai. Foi lindo.
Diogo levou novo amiguinho Ricardo (gianechini) na festa de
formatura do colégio. Suzaninha (a Vieira), claro, tratou
de garfar o Carninha Tenra.
Suzaninha não tem jeito mesmo.
Dra Laura levou o resultado do teste de DNA para Teo em
plena festa de formatura.
Professora Raquel, a ex do Maluco da Raquete, recebeu
medalha de honra e leu o discurso escrito pelo finado bebê
Fred. E eu chorei pra dedéu.
Bomba! Professora Raquel está grávida de finado e
precoce bebê Fred!
E todo mundo achou fofo.
Corta.
A louca da Heloísa saiu do hospício e foi direto pra
festa de formatura. Parece que deu tempo de lavar o cabelo
antes.
[I waited 'til I saw the sun
I don't know why I didn't come]
Dra Laura entrega o resultado do teste de DNA que comprova:
Teo é mesmo o pai da chatinha da Salete. Vovó Malvada se
ferrou.
E no final da festa de formatura, todo mundo ficou com todo
mundo e todo mundo se beijou.
Fim.
[ La-ra-ri-la-ra-laaaa]
*****
Agora eu pergunto: tem como não amar Manoel Carlos? Tem
como?
Não sei o que serão das minhas tardes, de agora em
diante. :/
Mulheres Apaixonadas chega aos capítulos finais (buá) e
a minha teoria, toda aquela que eu prometi, ainda nem
comecei a escrever.
Deste final de semana não passa. Acho.
[Escuridão já vi pior endoidecer gente sã.]
Sonhos delicadamente pertubadores invadem as minhas noites
quase insones. Quem dera fossem eles premonitórios.
(suspiros)
[Será que o sol já vem?]
Encontrei meu moleskine curiosamente no último lugar onde
procurei. Duh! Bendita seja a mochila cor-de-rosa, como
não pensei nela antes?
As anotações exclusivas sobre o papel feminino na
evolução da humanidade estão a salvo. Aguardem
emoções fortes.
[I got you under my skin. So deep in my heart...]
Sábado, além da Sessão Negresco de Cinema, teve
maratona Jim Carrey.
The Truman Show =0
O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças =´]
Yes Man =]
Reparou como Jim Carrey tá ficando um tiozinho tchuco?
[La-ra-ri-la-ra-laaaa]
Se você quer mesmo me fazer feliz, pode me dar a
autobiografia de Eric Clapton. Segundo a locutora da
rádio, esta autobiografia foi escrita pelo próprio.
Ah, tá.
Mas eu quero mesmo. Muito.
É sério.
[La-ra-ri-la-ra-laaaa]
Achei que hoje o Maluco da Raquete iria encher a Doris de
porrada.
Não rolou.
Acho que de amanhã não passa.
Yuupii.
[O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos]
Moço bonito que não gosta de rock me disse, certa noite
linda, que o tal projeto vai me criar muitas inimizades no
universo feminino. Certeza.
Não me importo, eu disse.
Sendo assim, municiou-me de cases preciosíssimos de
meninos quarentões que padecem de uma tal síndrome ainda
não catalogada pela ciência comportamental, concluímos
nós. Prometi dedicatória e anonimato.
Amei.
[My heart is drenched in wine
But you'll be on my mind
Forever]
A cigana leu o meu destino e disse que haverá apenas mais
uma segunda chance. Apenas mais uma.
Em que momento perdemos a primeira? Quando foi a primeira?
Quando surgirá a segunda? Me avisa?
[Something has to make you run
I don't know why I didn't come]
Exclusivo para o Ventilador: não fosse por uma exigência
feminina, o homem
nunca teria descoberto o fogo.
Posso confessar? Tenho inveja roxa dessas mulheres que são
megeras.
Roxa de inveja.
Pronto. Falei.
[I don't know why I didn't come]
Mas não.
Não, não, não. [fecha aspas]
[Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert]
... Se duas cartas podem fazer isso - ressuscitá-lo em
carne e osso para mim -, o que acontecerá quando eu o
tocar de verdade? Tenho um cofre de segurança máxima
onde guardo as palavras, os olhares, os sorrisos, os beijos
que me tocaram o coração, mas não o abro com muita
frequência para não desperdiçá-los. Hoje, no
entanto, abri e toquei com emoção todos os meus
tesouros. Era doce senti-lo tão próximo durante todo o
dia, meu amor. (fecha aspas)
[Cartas a Nelson Algren - Um Amor Transatlântico
1947-1964, Simone de Beauvoir]
Melhor ator de série dramática, precisa dizer?
Melhor série dramática, você é capaz de adivinhar?
[suspiros]
Cheguei a um ponto em que a frase: [abre aspas]deixa que eu
resolvo isso pra você [fecha aspas] soa como música
suave aos meus ouvidos.
Alguém?
Ai, uma sonoterapia numa hora dessa e eu só acordo quando
tudo isso acabar.
Deixa, vai?
São coisas assim que fazem a vida valer a pena, fala
sério.
* no arquivo de julho/2006 tem um post sobre minha primeira
consulta ao Dr M., à época conhecido como dr
Superbacana.
A noite de quarta/madrugada de quinta-feira foi um pesadelo
sem fim.
Consegui cometer uma grande burrada. Quando eu digo grande,
quero dizer enorme. Tipo gigante mesmo.
Burrada aquela que, não tenho dúvida, já garantiu
lugar no meu TOP 5 particular das Burradas Masters de Todos
os Tempos (breve em DVD).
Dizem que é sintoma do tal do stress pós-traumático,
eu sei, daqui a algumas semanas tudo vai ficar bem. O pior
do trauma já foi, eu tô me cuidando, blabla.
Passei a noite quase insone pensando na tal burrada. Após
duas horas minguadas de sono, eu acordei exausta, tensa e
ainda um tanto confusa com uma indagação a martelar
(au!) minha cabeça: Qual seria a função daquele ato
falho tão estúpido? Tem que haver alguma função ou
razão, não é possível. Já sei: foi encosto, só
pode.
(abre aspas) No silêncio da madrugada, meu constrangimento
me sussurrava a hipótese de vazar do país, viver uma
vida mais espiritualizada em busca do meu Eu Superior, tipo
na Indonésia. Mas vamos combinar que não seria
exatamente a auto-punição merecida. (fecha aspas)
[pequeno trecho publicável do Diário Impublicável de
Ana Almgren - 08/01/09]
Final de tarde de sexta-feira, troquei a fronha borrada de
rímel, coloquei as roupas de cama na máquina e joguei os
meus encantos na cozinha.
Cortei uma banana prata em 4 fatias longitudinais e as
coloquei na grelha pré-aquecida. Nada de manteiga, nada de
canela nem de açúcar.
Enquanto elas amoleciam e formavam uma delicada crosta
dourada, raspei dois, apenas dois quadradinhos de
Hershey´s meio amargo em lascas irregulares. Metade,
joguei no fundo de uma tigela para que derretessem sob o
calor das fatias fumegantes. O restante das raspas, joguei
por cima da banana quase cremosa e aguardei pacientemente um
minuto até que as leis da física completassem com
maestria o meu trabalho.
Desliguei a tv, sentei-me no chão da sala e degustei
aquele mimo singelo, sentindo a mistura dos sabores e os
pedacinhos de chocolate quase amolecidos acabarem de
derreter na minha boca, enquanto eu ia quase ao delírio.
Era o fim da minha auto-punição.
Parei de brigar comigo e dormi feito um anjo.
O que está feito, está feito.
- E o que você imagina que vai acontecer?
- No mundo ideal, eu vejo ele caindo na realidade e, logo
sem seguida, nos meus braços.
- Ahahahahaha!
Why not? Why not?
Mantra do Dia:
Não tome ban-chá depois das 17h.
Não tome ban-chá depois das 17h.
Não tome ban-chá depois das 17h.
Me disseram, sexta passada: ban-chá tem muita cafeína.
Ora, que coisa.
Então eu tenho feito assim: tomo ban-chá durante o dia e
a partir das 18h, tomo um mix de capim cidreira, erva doce,
camomila e hortelã + trocentas e quinze bolotinhas de
homeopatia.
Com isso, tenho conseguido dormir umas 5 horinhas.
Praticamente um milagre.
Procurei o chá calmante da Welleda, aquele que derruba
elefante em dia de fúria, e parece que tiraram do mercado.
Isso não se faz. É falta de consideração com um
próximo necessitado.
Alguém sabe se é verdade ou onde eu ainda consigo
encontrar em Sampa?
Hein?
Minhas olheiras abissais agradecem. =´)