14 março, 2008

Pérola dupla:
- Chegou uma hora que até minha perna começou a doer.
Aquela dor de frieira, sabe?
- [longo silêncio] Sei. Tipo uma dor que coça, né?

13 março, 2008

Tá. Parei.
- Você morava onde?
- Sabe a igreja?
- Sei.
- Sabe o hospício, atrás da igreja?
- Você morava no sótão?
- Não. No calabouço.

Isso não é conversa de louco. É papo de bêbado.
Cheguei em casa no começo da madrugada.
Capotei por volta das 2h.
Chutei longe o despertador e levantei quase atrasada.
Mais de 5 horas de sono foi praticamente um coma induzido.
Adorei.
Juno é um filme doce.
: )

12 março, 2008

- E aí? Cê tá bem?
- - Me dê três motivos pra eu estar bem.
- ???
- Apenas três. Me dê três motivos, anda.
- ???
E aí o elevador chegou.
Em alguns casos, o privilégio da ignorância é a fonte
da felicidade.

11 março, 2008


As noites de cão marcam volta triunfante.
Madrugada, por exemplo, assisti a dois episódios de Law & Order, um de Two and a Half Men, outro de Friends, então começou um filme no Premium. Por volta das 5h, começou House, hora em que evidentemente eu capotei.
Inferno.
Eu- Acho que esse negócio de eu ir ao cinema ver filme
triste não dá muito certo comigo. Eu sempre me desabo em
lágrimas e sempre saio da sala com cara de que levou 2
socos, um em cada olho. E sem rimel, não dá, né?
Alê: Simples. Vai na Caminho da Perdição Financeira e
compra rimel à prova d'água. Porque o rimel à prova
d'águ da Caminho da Perdição Financeira não sai nem
com demaquilante.
Eu- Sai com acetona, será?

10 março, 2008

07 março, 2008

Diante de tudo que poderia ter dado errado, deu tudo mais ou
menos certo.
Semana pra deletar do mapa.
Tudo meio fora de órbita. Hoje.
Gente nova no Ventilador, lista à sua direita.
Por um descuido inexplicável e indesculpável, esqueci deste link precioso.
Lembram da Amiga do Leste Europeu?
Pois o Vida de BalzaKa é todo dela.
Recomendo fortemente.
Hoje eu fiz coisas boas.
Hoje, não. Hoje nem teria dado tempo. Eu fiz ontem.
É que eu ainda não dormi.
Pra falar a verdade, eu ainda nem fui pra casa. Tô com a mesma roupa, aquela de ontem e, a julgar pelo reflexo no vidro, meu cabelo começa a ficar ensebado.
E a coisa aqui vai longe. Ainda tenho mais 2 textos para terminar, imprimir, revisar. Antes das 6h (bocejos), esquece.
Por volta da 1h, o sono começou a pegar.
Colega mais experiente foi às compras na loja de conveniência.
Trouxe um tablete de chocolatão e uma lata de Red Bull pra cada um.
Afirmou que com esse kit speed, a gente só adormece na Páscoa. Quero ver.
Mas eu tava dizendo que ontem eu fiz coisas boas para mim e para o universo como um todo:
- Paguei uma conta em dia
- Pedi para o moço da loja embalar meus doces em saquinho de papel pardo em vez de sacolinha de plástico
- Não puxei briga no trânsito
- Separei montão de folhas usadas pra usar como rascunho
- Matei um mosquito da dengue com minha lata de Red Bull.
Mas isso não foi ontem. Foi hoje. Agora há pouco.
Amanhã, me lembra de comprar marca nova de shampoo, urgente.
Amanhã, não. Hoje.

06 março, 2008

Hoje é niver do Louro José.
11 aninhos.
Fofo.

05 março, 2008

Tava rolando um assunto sobre como cada um nasceu.
Um foi direto pra encubadora, outra nasceu de 7 meses.
Minha colaboração na conversa foi relatar que eu nasci
com o cordão umbilical enrolado no pescoço.
O que me leva a supor que deva ser por isso que eu vivo
enforcada no cheque especial e todo fim de mês é aquele
sufoco que todo mundo já sabe.
Pior é que é verdade.
Marcelo é louco de pedra.
Rafinha foi mó traíra, fiquei boba.

04 março, 2008


Eu tive um sonho bizarro e um tanto perturbador, no final de semana.
Eu conversava com Querido Muito Querido, embora safadamente meu inconsciente o tenha distarçado de Sheldon Big Bang Theory.
Eu e Querido Muito Querido estávamos em uma loja meio confusa, tipo 1,99, só que as coisas eram lindas, sapatos espetaculares, de modo que, na realidade, a gente tava numa loja meio confusa, só que, tipo 499,00.
Eu e Querido Muito Querido conversávamos sentados em lindas cadeiras forradas com tecido macio. Eu olhava pra ele e pensava: rá, eu vejo Sheldon, mas eu sei que é Querido Muito Querido, pensam que eu sou trouxa? Rá.
Ele havia me dado uma borracha de presente. Borracha de apagar lápis mesmo, daquelas branquinhas, bem pobrinha mesmo, e eu torcia para que ela não tivesse custado 499,00, porque brincando, acidentalmente eu a quebrei em dois pedaços. :/
Foi logo depois disso que eu falei a maior bobagem que uma mulher poderia ter dito na vida. Imbecilidade completa e absolutamente desnecessária.
Querido Muito Querido, olhou pra mim com cara de Sheldon e um misto de interrogação e desprezo. Eu queria morrer de catapora.
Comecei a andar pela loja de 499,00 e, no meio da confusão, dei de cara com uma geladeira lotada de picolé Rochinha. (!!)
Fui experimentando um a um, uns 5 ao todo, tentando escolher o mais gostoso, para oferecer a Querido Muito Querido como pedido de desculpas pela minha idiotice.
Acordei exausta e com um sentimento de inadequação que me atormenta até agora.

Entende a razão de eu precisar tanto de CRTL + Zol, 8 X ao dia?
Não desaparecendo os sintomas, um terapeuta deve ser consultado.
Entenda você como pedido de sinceras desculpas.
:O)
Eu recebi por e-mail. E customizei a bula de acordo com minhas necessidades, porque cada um tem o direito de ter o CTRL + Z que mecere.
Valeu, Mi. :O)
Eu quero! :O)



CTRL+ZOL ®

Indicações: Gafes e similares. Perfeito naqueles momentos logo após falar uma besteira tão grande que você tem vontade de arrancar sua cabeça, colocar num saco de papel e enterrar no quintal.
CTRL + ZOL® é indicado também para casos de declarações impertinentes, mensagens impulsivas e/ou respostas impensadas.
Efeitos colaterais: ressaca existencial e tendência à repetição podem surgir com o uso por tempo prolongado.
Superdosagem pode ser recomendada, conforme auto-avaliação do impaciente.

03 março, 2008

Pelo iChat, coleguinha tão afogado em jobs quanto eu:
- Oi.
- Ueba!
- Tá ocupada?
- Bobagem, que é isso! Só dei uma passadinha aqui no trampo pra ver se tá tudo certo, tenho que ir agora. Tô a fim mesmo é de pegar um cineminha.
- Bestinha.
Maisena e suas bikes estão de volta ao Ibira.
Boa semana!
:O)))

29 fevereiro, 2008

Hoje eu tive a penúltima consulta com Dr. Horse.
Ele comentou sobre o meu cabelo e observou que eu cortei bem curto.
Comentei que para conseguir cortar assim bem curto, precisei de anestesia geral.
Ele me perguntou por que as mulheres são tão dramáticas, pergunta para a qual, todos sabem, não existe resposta.
Então ele aplicou a anestesia local e, como de costume, não esperou o princípio ativo da bagaça começar a fazer efeito.
Eu já devia ter me acostumado.
Comentei que avisaram na TV: hoje, sexta-feira bissexta (olha que coisa!) a gente deveria tomar muito cuidado, e banho de descarrego, se possível. E que eu me atrasei de manhã, de modo que não rolou o sal grosso, mas eu nunca imaginei que iria sofrer tanta dor desse jeito, mesmo se tratando de uma sexta-bissexta.
Desta vez ele não perguntou por que as mulheres são tão dramáticas e, gargalhando, aplicou mais um pouco de anestésico.
Dr. Horse estava uma moça, hoje.

27 fevereiro, 2008


Não que a solidão represente algum mal.
O perigo é quando você se acostuma a viver com ela grudada em você.
I don't care if Monday's blue
Tuesday's grey and Wednesday too
Thursday I don't care about you
It's Friday I'm in love

Monday you can fall apart
Tuesday Wednesday break my heart
Thursday doesn't even start
It's Friday I'm in love
[The Cure]
Três notícias boas chegaram, todas inesperadas.
A que eu esperava mesmo e queria tanto, ainda não.
Quando eu cansar e der de ombros, não reclame.

26 fevereiro, 2008


That's all folks!
Eu paro para pensar e fico com a impressão de que
fevereiro tem 80 dias.
Socorro.
Lembre-se: hoje, 20h, The Big Bang Theory*
Antes, tem Two and a Half Men.
É o que eu chamo de terça-feira gorda. : )

[*reprise à meia-noite]

Estou longe de ser mimada, desconfiada ou temperamental.
O lance é que eu sou de lua. E, eu descobri, a minha fica
em escorpião.
Problema sério, nem queira saber.
- Quem você pretende matar com esse guarda-chuva?
- O primeiro que cruzar o meu caminho.

Te cuida.

25 fevereiro, 2008

Fui cortar o cabelo onde me chamam de Irmã da Olívia. Adoro.
Saí de cabelo chanelzinho quase curto, desfiado à golpes de navalha.
Para esses procedimentos, sou muito a favor da anestesia geral.
Programa Barriga Zero.
Antes que me chamem de doente mental, não está nos meus planos perder peso e sim perder medidas, o que é muito diferente. Tomei essa decisão enquanto ainda podemos falar em centímetros. Porque a continuar assim, daqui a um ano vou precisar perder um metro de barriga. Não quero.
Então eu botei o GF pra funcionar, ontem: hamburguer Wessel, rodelas de abobrinha, cebola roxa temperada com tabasco, queijo minas. Salada crua de abobrinha com cenoura e 1 fatia de pão integral para acompanhar.
Quase nada de sal e nadica de sobremesa.
Acho que agora vai.
E de hoje em diante só escrevo shoyo com u. Assim, shoyu, bem afetada mesmo.
Quem pergunta quer saber e talvez não é resposta.
Nunca foi.

22 fevereiro, 2008

Como perguntaria a Telinha, Globo Repórter de hoje é bicho ou doença?
Ok.
Refazendo a pergunta: Globo Repórter ainda existe?
Fui almoçar num daqueles lugares que a gente escolhe os ingredientes e manda o cara preparar na hora.
Acho um porre.
Minha vida me obrigada a tomar decisões a todo instante.
Prefiro que, pelo menos na hora do almoço, alguém decida por mim o que eu vou comer.
Que prepare uma comida bem feitinha e, se não for pedir demais, que dê na minha boca.
Ando precisando de um pouco de mimos extras.
Minha independência está me cansando.
Acho que vou tomar um dorflex.
Passei o dia inteiro com dor no pescoço.
Desconfio que o culpado foi o maluco da seringa.
Pesadelo.
Quero ver Juno.
Bate-papo por e-mail com Alê Ber, ao despencar da tarde:
Alê - Conte, o que tem de news?
Eu - Muita galinha pra pouco ovo, como diria vovô.
Tédio mode on. :| E por aí?
Alê - O tédio expandiu pra cá. Junto com muita dor
na perna.
Eu - Putz. Precisamos beber. :)
Alê - Si, mas coca zero.
Eu - Coca Zero dá síndrome metabólica, eu li na Veja.
Alê – Aiiii
Eu - Vódega não causa síndrome metabólica. No máximo, síndrome de abstinência, o que é facilmente tratável. : ]]
Alê - Mas engorda.
Eu - Síndrome metabólica causada pela Coca Zero
engorda tanto quanto, só que não dá barato. :p
Alê - O que raios é essa síndrome?
Eu - A síndrome metabólica é causada pelo consumo de
adoçantes artificiais, tipo sacarina e aspartame. O organismo não reconheceria tais substâncias e teria
uma reação muito doida, como disparar o acúmulo de gordura para se defender. Dizem que os caras dos adoçantes tão muito putos com essa parada, que é notícia plantada por fabricante de açúcar refinado, que os estudos são feitos a partir de experiências com ratos. Não se fala de outra coisa por aqui. :O))
Alê - Uau. Por isso tô começando a usar stevia. Óbvio que não é por isso, mas pelo acúmulo do sódio.
Eu - Acúmulo de sódio? Pelo consumo do aspartame, por exemplo? =0
Alê - Sim. Tudo que é artificial. Por exemplo: clight =- é a morte.
Eu - Clight eu quase não tomo. Nem refri.
Desde que parei de fumar, tomo 2 litros de água/chá espontaneamente, todo dia.
Tomo 2 ou 3 cafezinhos durante a manhã. Com aspartame. Vou cortar.
Pobrema é que eu me acabo nos iogurtes e suquinhos lights. Que saco.
Agora veja a vódega, por exemplo.
Não se tem estudos que comprovem o acúmulo de sódio por causa de uma, ok, três doses de vódega. Que, quando
acrescidas de frutas frescas, como lima da pérsia ou jaboticabas, tornam-se também uma rica fonte de vitaminas e
fibras. :)))
Alê. - Ai que delícia....
Eu - Bora. :)

Donde pode se concluir que a cara-de-pau do ser humano não tem mesmo limites. Né?
Sono pesado, só consegui ouvir minhas tempestades emocionais. Nem percebi que choveu de madrugada.
Sonhei com agulhas, medicação intra-venosa e um algoz que me torturava com injeções insuportáveis na jugular.
Foi tenso.

21 fevereiro, 2008

O Arca de Moisés, sim, é um lugar decente.
O guioza de lá não tem coentro.
Hunf.

Hoje eu almocei no Arca de Moisés.
Comi inarizushi, a barquinha que deu origem à lendária Arca de Moisés que navega no mar de shoyo.
Não são lindas?
Comprei um grill G.F., ontem, pouco antes da 20h, porque eu tenho até final de junho para ficar com um corpinho perfeito.
Entregaram hoje, pouco antes das 11h.
Não vejo a hora de chegar em casa, coisa que não vai rolar antes das 22h.

20 fevereiro, 2008

Liçãozinha manjada: nunca substime o inimigo.
Nunca.

19 fevereiro, 2008

Tudo errado. Tudo errado. Tudo errado. Tudo errado. Tudo
errado.
E o tiro na moleira sempre vem de onde a gente menos espera.
Eu deveria ter aprendido isso faz tempo.
Merda.
Preguiça de sair para almoçar.
Pedi açaí com mamão e banana.

Acordei com tanto sono que nem parece que eu dormi.
Por alguns instantes, lembrei de ter tido um sonho bizarro, uma vaga impressão.
Quase sonâmbula, arrastei-me até o chuveiro morno.
Aos poucos, o enredo foi se formando e as lembranças se tornaram mais nítidas.
Enquanto secava o cabelo, eu me perguntava: quantos centímetros teria a testa de Frankenstein?
Será um longo dia.
Amei Queridos Amigos. Não quero perder nenhum capítulo, o que vai fazer das minhas noites uma correria sem fim.
Hoje, por exemplo, tenho que sair do trampo, no mínimo, às 19h, para chegar na academia com calma e estar na bike às 20h em ponto e pedalar enquanto assisto a um episódio inédito de The Big Bang Theory.
Preciso treinar até às 21h30, correr para casa para pegar o paredão já começado e finalmente, jantar algo bem levinho vendo Queridos Amigos.
Espero não capotar antes. Reza aê.

18 fevereiro, 2008


Aê, moleque! :O)
Deu na Capricho, edição que tem o fofo do Rafinha na capa.
Apenas mulheres que tem 4 dedos ou mais de testa podem usar franja reta.
Eu medi a minha.
Tenho 4 dedos e meio de testa.
Será que isso influencia alguma coisa?
Acordei ouvindo Sunshine Days, achando que podia ser prenúncio de algo.
Não era.
Apenas dormi com a TV ligada.
Tédio mode on.
Não-fumante há 7 meses.
Sempre é bom lembrar. :O)

17 fevereiro, 2008

Ouvindo, ouvindo, ouvindo:
When The Night Comes.
Joe Cocker.
Eu fiz as contas: 14 meses.
Um ano e dois meses em busca da sandália preta perfeita.
Eu sei, sou enjoada para escolher sapatos, tenho uma série
infindável de critérios.
Dou mais atenção aos meus pés do que a qualquer outra
parte de mim.
Tipo minha testa, por exemplo. :)
Sandália preta é e sempre foi a escolha mais difícil,
não entendo a razão.
Na praça do shopping, o banner da anunciação gritava:
Empório Naka - 70% off.
(dava para ouvir as trombetas triunfantes)
Danou-se: salto 11, meia-pata, confortável, perfeita para
uso diário. Linda.
Um belo jeito de iniciar a semana. Se não chover, é
claro.
Rafinha é o cara.

16 fevereiro, 2008

Rola uma conversa sobre um babaca, idiota, sujeito que não presta mesmo.Faço comentário oportuno, ferino e pertinente. Recebo, de sopetão um beijo efusivo na testa* e uma proposta:- Casa comigo!
De sopetão, respondo: Não. Casamento estraga a amizade.
Resposta certa, hora errada. Um clássico.
Eu devia me dar um tiro pertinente na nuca. Ou na testa, né?

* Um dia vou escrever um post sobre todos os beijos na testa que recebi nesta minha vida.
Recebi mais beijos do que levei sorvetes, posso adiantar.
O que há com a minha testa?
Ouvindo sem medo: One Day - The Verve.
Tropa de Elite conquista Urso de Ouro em Berlim.
Amei essa parada.
Fui ver o Caçador de Pipas, sábado passado. Acidentalmente, mas fui.
Estava na dúvida. Faltavam poucas páginas para o final do livro, que comecei a ler em meados de 2007.
Quase ao sair do shopping, deparei-me com um temporal de bom tamanho.
Achei prudente largar a mão de ser fresca e entrar logo no cinema, até a coisa melhorar.
Eu estava com dó de assistir, antes de terminar a leitura que tanto tem me encantado. Mas em determinadas passagens, o impacto emocional era tão forte que eu travava e não conseguia prosseguir. Nem por Hugh Laurie, perceba o tamanho do estrago.
Eu gostei muito da narrativa de Khaled Housseini, são raros os autores que me levam às lágrimas e Khaled me fez passar vergonha na praia várias vezes. Vou ler A Cidade do Sol.
Como eu entrei no cinema sem o menor planejamento, não tinha lencinhos de alta absorção na minha handbag fofa-desencanada de ir ao shopping.Restou-me treinar autocontrole. Foi uma tentativa válida.
Começou o filme.
Estrutura da narrativa fiel ao livro. Começou bem e sem firulas.
Algumas passagens que na leitura me soaram irrelevantes, a direção e a fotografia sensível me deixaram sem fala.
Momento owmm + choro abafado + risinho: Midnight Oil.
Beds are burnning.
Nunca imaginei ser possível. E não é que funcionou?
Midnight Oil no Caçador de Pipas, quem poderia imaginar? :).
Amei de paixão Baba, pai do Amir. O cabra é bom, me lembrou um pouco Alexandre Borges.
Alguém?
Menino Hassan, lindo, bom pra caramba. Senti falta da cicatriz no lábio leporino, mas, menino Hassan sempre me fez chorar. Menino Hassan não corre atrás de pipas. Corre apenas até certo ponto. Menino Hassan apenas sabe.
Menino Hassan sabe onde as pipas caem.
Coisa mais linda. E isso eu nunca vou esquecer.
Por mais que eu tenha treinado autocontrole, em algumas cenas chorei feito gente grande.
Não teve como, foi durante a carta de Hassan, puta merda.
Assim como não tem como evitar a conclusão, em determinado momento da história: Afeganistão não deve mesmo ser um lugar muito aprazívelvel para se viver.
Coisa impressionante.
O filme acabou lindo como imaginei no livro e sei que isso não afetou em nada minha leitura que ainda permaneceinacabada. Falta tão pouquinho.
`A pergunta inevitável, eu respondo: o livro é tão bom quanto o filme e vice-versa. Uma boa história comporta qualquer formato e esse é bem o caso.
Vai ver, depois me conta.
Ou vai ler, e a gente conversa.

Antes de voltar pra casa, parei no supermercado.
Fome, precisava de algo leve para o jantar.
Comprei queijo, frutas e sorvete light de baunilha com calda de maracujá.

Tinha parado de chover. E de ventar.
À mesa, éramos cinco.
Parecíamos mais.
Em tempo, D1 era o cara do ventríloquo, tá?
Cinco meses depois, Ana, D1 e D2, o genial criador da Arca
de Moisés*, se encontram e seguem juntos pela madrugada.
Apenas porque Deus é bom e, de vez em quando, Ele lembra
que eu mereço uma pequena dose de boemia. :O)

*texto original no arquivo de 06/10/07.

14 fevereiro, 2008

Eu estava na loja de doces. Carregava uma quantidade anormal de chocolatinhos.
- Onde a srta vai com tudo isso?
- Conquistar o mundo.
- Ah, vai mesmo.
Ah, se fosse simples assim.

13 fevereiro, 2008

Supino light sabor Banana e Café.
Eu comeria mais cinco, agora mesmo.

Meus queridinhos da vez: The Big Bang Theory.
No episódio de ontem, Penny, a gostosa do apartamento em frente, está na sala dos nerds Leonard e Sheldon (foto).
Penny: - Arrumei um emprego em um bar e meu chefe me mandou preparar os drinks. Vou treinar com vocês.
Leonard, quase babando: - É na repetição que se atinge a perfeição.
(ou algo assim, mas o sentido era esse).
Sheldon, indiferente: - Nem sempre.
Leonard: - Quando não?
Sheldon: - Em caso de suicídio, por exemplo.

Não sei, acho que eu amo o Sheldon.

12 fevereiro, 2008

BBB8.
Tem coisas que, por mais que eu me esforce, não entendo, tipo o comportamento dos líderes da casa. Thati, por exemplo.
Cabocla passou 15 horas pagando mico e sofrendo, pulando feito uma idiota com um pato na cabeça, com o objetivo de conquistar a tal da liderança.
Conseguiu. Mereceu, derrotou marmanjo forte. Chorou muito. Cansaço, exaustão extrema, emoção.
Perfeitamente compreensível, até eu fiquei com lágrimas nos olhos, porque não deve ser fácil mesmo ficar pulando feito uma idiota, com um pato na cabeça, por 15 horas, diante de toda uma nação.
Sei dar valor ao esforço de uma pessoa. :p
Só que, meia hora depois, remeça a choradeira.
O Marcelo iria escolher os acorrentados e tinha o lance da auto-indicação, sendo que ela, mesmo líder, poderia pagar o pato.
Ok, entendo. Alguma parte do seu corpo deve ter piscado, o que desencadeou aquela choradeira descontrolada tudo de novo.
Então chegou o dia do paredão e a infeliz ainda estava ali, a sofrer, porque, cara, eu não quero indicar ninguém, sabe?, todos aqui são meus amigos e buá.
Eu já disse, não entendo.
No meu tosco entender, alegria de líder, sua razão de viver, seria arremessar algum pentelho mal-caráter pro paredão, com requintes. Ou não?
Daí, a triste vai e indica Bianca. E choooooooora. E se culpa. E chooooora.
Sei.
Daí, ela tem que desempatar as indicações da casa.
Indica o Felipe e se descabela em prantos.
Alto lá.
Tem algo de muito errado com essa moça.
Ficou 15 horas pulando pato pra quê?
Pra exercitar os músculos?
Come on!

PS: eu não entendo uma palavra do que a Bianca fala.

11 fevereiro, 2008

Abriu um estabelecimento novo, aqui perto.
O pessoal chama de padoca. Não é.
É boteco. Limpinho, mesinha bonitinha, cara de padoca, mas não vende pão, nem pão doce, nem sonho recheado. Então é boteco.
Hoje, almocei lá pela primeira vez.
Pratos do dia:
- virado à paulista, com bisteca, couve, ovo e banana frita.
- carne assada com arroz, tutu de feijão, couve e banana frita
As porções servem bem um ogro.
Dividi um prato de carne assada com uma diretora de arte.
Garçonete veio nos avisar que a couve tinha acabado.
Opções: torresmo, ovo frito ou batata frita.
Prefirimos batata frita. (um pouquinho mais light)
Ou seja, hoje eu almocei em um boteco, com cardápio de pedreiro educadinho.
Gastei 8 reá, incluindo o suco natural de melancia.
Adorei.

Meus queridinhos da vez: The Big Bang Theory.
Dos criadores de Two and a Half Men e Gilmore Girls.
Eu me acabei no episódio da festa à fantasia.
Terças, às 20h, na Warner.
Não perda. :)

07 fevereiro, 2008


Mucura.
Da série Coisas Más Acontecem Com Pessoas Boas.
Pedi guioza para o almoço.
Tinha coentro.
Coentro. No guioza. Sabe o que é isso?
Quero saber quem foi o quadrúpede que colocou coentro no guioza.
Nomes. Eu quero nomes.
Perceba com atenção, eu estava quieta no meu canto. Quietinha em casa pra não ter perigo de fazer bobagem.
Era finalzinho de tarde, eu tava lendo um blog qualquer, enquanto ouvia alguma besteira na TV.
Toque indefinido no celular. Torpedo.
Era um pedido de socorro: liga pra Deus Grego. Igor comeu MEIO rato.
Isso mesmo. MEIO rato.
Esse é o bom e velho Igor que eu conheço.
Comecei a imaginar que dar de cara com MEIO rato no quintal não deva ser um cenário dos mais animadores, mas a idéia de ligar pra Deus Grego me agradou um bocado. Falta de serviço é uma coisa.
Liguei.
- Oi, preciso falar com Deus Grego, por favor.
- Quem gostaria?
- Ana, sou dona de um paciente de Deus Grego. Preciso de uma orientação.
- Dr. Deus Grego não se encontra. (se tem uma coisa que eu odeio na vida é gente que diz que o outro não se encontra.)
- Posso falar com algum veterinário, por favor?
Silêncio.
- Alô. Quem fala?
- A.
- A.,vc é veterinária?
- Sim.
- Oi, meu nome é Ana, meu cachorro foi cliente de Deus Grego por muitos anos. A, eu preciso da sua orientação, não se assusta com o que eu vou te contar.
Silêncio.
- É que assim, uma amiga minha acabou de me mandar um torpedo, ela se mudou faz pouco tempo pra Santarém com dois cachorros, e ela tá desesperada pq o Igor, um husk branco, comeu MEIO rato. Eu não sei te falar o tamanho do rato, mas foi só metade, pelo menos foi o que ela escreveu.
Silêncio (e tive a impressão de ter ouvido um suspiro, mas não posso afirmar).
- Ele tá vacinado contra lepto?
- Tá, né, se não tivesse vacinado ele não teria embarcado no avião. (duh!)
- Então deixa quieto.
- Como assim, deixa quieto? Ele comeu um rato. Meio rato, quero dizer.
Silêncio. Longo silêncio.
- Não tem o que fazer. Apenas observar se ele apresenta alguma alteração na urina.
- Como assim, alteração?
- Na cor, se ficar meio com cor de coca-cola, a gente entra com um antibiótico.
- Ok, mas agora me conta, Deus Grego ainda é sócio daí, né? (pensei em perguntar se ele ainda tá casado com aquela baranga, mas achei melhor não).
Eu agradeci imensamente a atenção e desliguei.
Passei torpedo pra Rê, com as preciosas e tranquilizadoras informações da Dra. A.
Depois, achei melhor ligar. Conversamos um pouquinho e eu agradeci a oportunidade de ter uma desculpa pra ligar pra Deus Grego, mesmo ele não estando lá.
Antes de desligar, fiz um pedido:
- Rê, fala pro Igor comer uma mucura, da próxima vez. Vai ser legal, pensa, eu duvido que Deus Grego saiba o que é uma mucura. Vai render assunto. Fora que é bem mais chique ligar pedindo socorro porque o destrambelhado comeu uma mucura do que um rato, né?
Ok, meio rato.

06 fevereiro, 2008

Gordon Ramsay.
Eu gosto desse cara.
Mandaram a Thalita-Chucky pra casa.
Brasileiro num sabe mesmo votar.
Ontem, foi dia de faxina no micro.
Joguei monte de coisa fora.
O que postei ontem, nem tinha como.
Greg Behrendt diz que algumas cartas de amor devem ser guardadas.
Aquela era de junho/99.

05 fevereiro, 2008

Meus olhos foram treinados para entender o mar. Eu sabia que
aquelas ondas que eu via têm nome. Não eram exatamente
vagas, mas marulhos. Elas não foram geradas ali, elas
foram geradas por ventos... elas estavam na minha frente,
mas foram geradas longe, muito longe dali...
Eu sei que elas se repetem segundo um certo padrão. Uma
das grandes
surgiu. Eu abracei meu cão. Quando ela se desfez, deixou o
mar tranqüilo por um tempo.
Dei as costas e voltei para casa.
Te amo muito, Ana
c.

03 fevereiro, 2008

Breves palavras sobre BBB8:

Eu amo o barraco que anda rolando.
A-mo.
Permita-me uma certa frivolidade, carnaval, meu 2008 promete
ser longo, trust me.

Thalita-Chucky se revelou a insana que todo BBB pediu um
dia.
Boninho, querido, he-llo: se liga, deixa a louca na casa,
providencie isso.
Vai por mim.

Fernando, o lindo necessario. A vida deste Brasil anda
precisando de colirios dessa qualidade.
Lindo daquele jeito, nem precisa ter atitude.
Melhor mudar de assunto.

Questiono a lisura do processo no lance com a Bianca.
Acho a menina um nada na casa. Nem se trata disso.
A Globo abusou de um recurso sacana.
Eu tava meio dormindo, enfim, o Bial avisou aos
telespectadores: o telefeone vai tocar e o otario que
atender vai pro paredon, se liga vc ai de casa.
Hein?
Ele avisou? Avisou? Eu tava no banheiro nessa hora?

Pq do jeito que eu vi, meio dormindo, me pareceu uma coisa
muito desleal.
Ao vivo, o tel. toca.
So que a galera do Boninho jah tinha um script combinado, eu
imaginei.
Assim:
Se o Marcelo atender, ele pode ir visitar a mae.
Se o Rafinha atender, ele ganha um corte de cabelo
Se a Natalia atender, ela ganha uma cartela de Lexotan para
uso individual
Se a Bianca atender, paredon.
Tudo combinado entre a producao, na reuniao de pauta, ta
ligado?

Tendo em vista isso, achei o paredon da Bianca a coisa mais
injusta que eu vi na minha vida.
Como disse tbm anteriormente, acho que o Brasil merece a
dadiva do apreciar a beleza do Fernando nos proximos dois
meses (pensa, um mes de BBB ja foi, puta merda)
BBB8 sem Thalita-Chucky, melhor pegar controle remoto e dar
uma espiadinha no telecine. Come on!


Eu sou pela nulidade desse paredon, bota todo mundo no
confessionario, coloque-se um contra o outro e bora.

02 fevereiro, 2008

Carnaval me enche de tédio.

Fui comprar comida.
Na volta, parei no Shell da Lorena pra tirar grana, onde
caixa eletrônico que sempre achei seguro.
Preciso de emoções fortes.
Não coincidiu. (foi recadinho, sim. Smack)

01 fevereiro, 2008

Mantrinha de carnaval:
Vai pra academia
Vai pra academia
Vai pra academia
(repete 7 vezes)
Ontem, final de tarde, começo de noite.
Coloquei em prática uma decisão de ano novo: largar mão de ser cavalo de carroça e inventar caminhos novos, sempre que possível. E ontem eu não tinha nada melhor pra fazer.
Eu estava numa rua estreita, duas mãos, paralela à uma grande avenida. Pode parecer uma imbecilidade o que eu vou dizer, mas essa via paralela acaba na tal grande avenida. O cara que afirmou que paralelas nunca se encontram não conhecia esta rua.
De longe, vi um montão viaturas de polícia paradas, com portas abertas. Coisa de filme. Eu podia seguir em frente ou virar à esquerda.
Preciso contar. Eu tenho um distúrbio. Tá,tá. Eu tenho um outro distúrbio. Eu sofro de curiosidade mórbida. Não posso ver uma muvuca, tipo atropelamento, bate-boca, tiroteio que eu quero logo saber do que se trata.
Andei mais uma quadra e deu pra notar que a coisa tava feia mesmo. Respirei fundo, virei na outra à esquerda e caí na avenidona, onde havia um grande bloqueio policial, fechando o acesso ao bairro de onde eu vinha.
Sei não. Acredito que minha sábia decisão de vazar dali tenha sido o primeiro sinal de cura espontânea da curiosidade mórbida.
Coisas que a Ciência não explica.

31 janeiro, 2008

BBB8
Rafinha é uma espécie de Bam-Bam que foi pra escola e
estudou direitinho.

Sessão Häagen-Dazs, sábado.

29 janeiro, 2008

Gente boa e nova no Ventilador.

Os neo-mocorongos Igor e Cau, do Caboclo Igor, ainda vão dar muito o que falar, pode escrever.

E ainda vai rolar muito sangue no Fonte dos Ventos, do querido Dan, o hilário D2, o descobridor da Arca de Moisés, lembram?
(arquivo de 06/10/07 )

Links à sua direita, lamento, ainda não consegui lembrar como faz aquele link bonitinho.

28 janeiro, 2008

Sonhei com Rapaz Muito Interessante.
A gente se encontrou na rua, tinha um clima de praia, pessoas passando.
Ele falou coisas que eu não me lembro bem, porque fomos atacados por uma gang de crianças e adolescentes, pareciam infratores fugitivos da Terra do Nunca. Seres violentos que saltavam de carros estranhos, acompanhados de cães, para nos atacar.
Queriam revistinhas. Foi que eu disse: revistinhas.
E, perdão, nos revistavam para ver se não tínhamos exemplares escondidos sob nossas roupas. Até me viraram de ponta-cabeça.
Fomos covardemente atacados pela abominável Gang do Gibi.
Rapaz Muito Intererssante nada pode fazer.
E eu tinha um guaxinim.
Daí eu acordei.
Bando de empata-foda.
- Ana, a gente tá atualizando nossa lista de
aniversário.
- Meu aniversário continua sendo comemorado no mesmo dia
de sempre,
mas dá pra mudar, tipo pra julho?
- ????
- Eu sempre quis ser leonina. Deixa vá, ninguém tá
vendo.

25 janeiro, 2008

Consegui sair numa hora boa do trabalho e resolvi ir ao
cinema, tipo pegar sessão das 19h10.
Praticamente milagre.
Peguei baita congestionamento no caminho e fila gigante na
bilheteria do cinema. Não foi uma hora tão boa assim,
pensando bem. De marra, resolvi esperar a sessão das 22h.
Então, o jeito era fazer hora. Aproveitei pra refletir e
fazer as contas: o último filme que vi no cinema foi A
Menina de Ouro, no Amazonas Shopping, em 2004. =|
Perceba o meu grau de preguiça de ir ao cinema. E, que
coisa, perceba a coincidência, outro filme com Hillary
Swank.*

Na livraria, tomei duas xícaras de chá de frutas,
comprei um livro que eu tava querendo e que Olívia vai
amar.
Aquela vontade adiada de tomar missoshiro voltou.
Necessário levar em conta que, quando o corpo fica
debilitado por um importante desequilíbrio eletrolítico
causado pela desidratação, o organismo trata de avisar o
dono, no caso, o cérebro, qual o tipo de nutriente mais
urgente para a pronta recuperação.
E meu organismo como um todo cismou com o tal missoshiro,
desde às 17h. Melhor atender, né?
Já que eu não tava fazendo nada mesmo, tomei dose
medicinal de missoshiro e aproveitei pra comer um temaki de
salmão bem basiquinho e inocente, sem maionese, pq ainda
não seria bom abusar, mas eu tava era verde de fome. Meu
organismo como um todo ficou eternamente grato, apenas por
alguns breves instantes.
Comprei o ingresso pro cinema, sem fila, voltei pra praça
de alimentação e li meu livro novo, sonhando com 3
bolotas de sorvete de maracujá, pistache e crocante, sem
cobertura, mas não seria bom abusar. Apenas sonhei.
Até que deu minha hora, mandei meu organismo como um todo
calar a boca, abstrair e se concentrar no filme.
Entrei na sala 1, Cinemark.


Fui ver P.S. I Love You, dando ouvidos às forte
recomendações de Alê Totalmente Bridget.
Também atenta às sempre sábias recomendações da
minha dileta amiga, antes de começar o filme, localizei o
pacotinho individual que contém 16 lencinhos de papel de
alta absorção, que carrego habitualmente na minha bolsa.
Agora aviso eu: foi pouco, fica esperto(a) quando vc for ver
P.S. I Love You.
Coisa mais linda do mundo, viu?
Mulheres, não ousem usar rimel nesse dia, tá? Se bobear,
nem batom.
Nem sei se já falaram isso, tipo em jornal importante ou
em algum blog de gente enturmadinha, mas o enredo me remeteu
imensamente ao livro O Mundo de Sofia, só que se refere ao
mundo encantado do coração, perdas e mazelas.
Não se trata de um filme exatamente triste.
É apenas um filme muito comovente. E se vc é do tipo que
chama filme comovente de piegas ou de apelativo, toma todo
seu leitinho e vá cedinho pra cama. Fica em casa, porque a
porrada é seca.
Chorei, chorei e chorei. Não foi pouco. Mas o tipo do
choro bom, entende?
Tapei o nariz, numa tentativa inválida de parar de chorar,
em determinado momento, engasguei.
E eu tossia enquanto chorava.
A cena do karaokê, aquela que Holly canta música linda,
essa foi a mais difícil pra mim.
Foi nessa hora que eu tossia enquanto chorava. E, enquanto
eu chorava, so queria o nome do filho da puta que escreveu
essa historia. Inveja branda, socialmente aceitavel.
Lisa Kudrow, fazendo Denise, me pareceu viciada demais em
Phoebe. Isso é detalhe.
Se bem que o acerto de contas entre Holly com Denise, sobre
a coisa de ir em frente, foi o golpe de misericórdia para
mim. Mas isso não vem ao caso agora. Prometo escrever
sobre isso um dia, ainda não dá.

Em síntese, aconselho: se vc, assim como eu, é do tipo
que percebe alguma mensagem e se comove até com comercial
do guarana Dolly , espera P.S. I love you sair em DVD.
Vai por mim. : )
Compra dois potes de sorvete do bom, só pra vc, tipo
Häggen-Dazs de tiramisu ou outro sabor de sua
preferência, pacotes de lencinhos de papel de alta
absorção no atacado, assista ao filme de pijama e/ou
penhoir, enxugue as lágrimas e do nariz no penhoirzinho
mesmo ou em rolos de papel, caso acabem os lencinhos de
papel de alta absorção.
Não se trata de um filme pra iniciantes emocionais. Não
mesmo.
Amei.

Alê, minha flor, adorei o filme e tudo.
Mas quando a gente se encontrar e espero que seja em breve,
me lembre de eu te dar uma garrafada na cabeça, sim? :O)


* Eu nem acho a Hillary grande coisa, odiei Menina de Ouro.

24 janeiro, 2008

Dieta do dia: água de côco, pedialyte, pão integral, queijo branco, vitamina de mamão. Fome.
Burrada do dia: pedi smoothie de mamão com maçã e frozen iogurte, sem açúcar. Veio com calda e pedregulho de chocolate.
Ai, se meu ódio matasse.


Comparada a ontem, no mesmo horário, hoje sou praticamente outra pessoa.
Nenhuma intercorrência importante, não fosse o sono. Fome.


Tô pensando em ir ao cinema ver PS: I love you.
Mas ainda não sei. Li a sinopse, é barra, meus olhos marejaram só de imaginar o conteúdo das cartas.
Alê, Totalmente Bridget, contou que se acabou em lágrimas.
Talvez eu ainda esteja meio desidratada demais para me acabar em lágrimas desse jeito.


Se bem que seria a primeira vez na vida que eu iria ao cinema carregando um frasco de soro, 500ml, na bolsa.
Ok, pode ser uma experência divertida, praticamente uma homenagem, considerando que Lisa Kudrow* está no elenco.


Nem me lembro qual foi o último filme que me deixou em prantos, assim descontrolados.
As Sete Regras do Amor, acho.
Será?


Não, não. Acabei de encontrar um cardápio perdido na minha mesa.
Ao sair daqui, vou no Empório comprar um missoshiro sarado pra viagem e volto pra casa, que hoje é quinta, dia de House.
Melhor. :O)


De tudo isso, fica a constatação da qual não posso mais fugir: preciso comprar um fogão.

*Phoebe, de Friends. :O)
Foi coisa de gente grande a quantidade de líquido que meu estômago, amotinado, me fez perder, ontem.
Acabei jogando a toalha, abandonei trampo e Caveirão e aceitei o favor do motorista da firma.
Comprei soro e plasil na farmácia, Oli apresentou os mesmos sintomas, na praia, lembrei a caminho de casa.
Por que não fui ao hospital? Simples. Considerando meu estado, não me pareceu justo submeter colegas de sala de espera aos surtos de rebeldia do meu estômago, se é que me entende. Eu só queria meu cobertor, meu pijaminha e meu controle remoto.
Pobrema: eu só tinha um mamão e meio pacote de all bran em casa, descobri tarde demais.
Tive medo sincero de ter um treco durante a noite e, hohoho, acordar mortinha.
Foi tenso.

23 janeiro, 2008

Nada pára no meu estômago. Nem pepsamar, epoclair, chá de erva cidreira.
Nada.
Já colocoram o motorista da firma à disposição para me levar pro hospital.
Medinho.
Sou uma patife.
Pensa, podia ser pior. Bem pior.
Alguns dias antes de voltar, passamos em Maresias para comprar bananas. Não havia bananas-maçã em Maresias. Mas havia uma farmácia com uma balança, que acusou meu peso com o dedo em riste: 57 kg (!). Medo.
Impossível. Reclamei com a balconista.
Fomos até Boiçuká (sic). Havia uma outra farmácia, também com uma balança que marcava meu peso abusivo.
Mas no supermercado havia bananas-maçã.
A Fê, 17 anos, do alto de sua sabedoria, solucionou o meu caso: os dias de longas caminhadas e exaustivas partidas de frescobol à beira-mar aumentaram minha massa muscular, consequentemente, meu peso.
A Fê é um amor de menina.

22 janeiro, 2008

Final de tarde, entrei no elevador e o rapaz de terno e
gravata elogiou minha elegancia.
Agradeci.
Fui buscar o carro na oficina, pq cometeram a cachorrada de
me venderem um carro sem protetor de cater. Acredita?
O mecanico disse que eu fiquei muito chique de carro novo,
que agora sim, o carro combina comigo.
Agradeci.
Desse jeito, vou acabar acreditando.
Faltava apenas um dia pra gente voltar.
Meio contrariados, fomos visitar a praia de Santiago.
Todo mundo tava querendo ficar em Pauba, fomos votos
vencidos.
Conversando sobre musica, na trilha que nos levaria a
Santiago, eu disse ao Ivo, 17 anos, que eu sempre achei que
a voz de Joe Coker era a coisa mais sexy do mundo do rocky.
Ao que ele respondeu: Tem certeza de que nao eh do Robert
Plant?
Ao que eu respondi: Joe Coker e nao se fala mais nisso, ok?

21 janeiro, 2008

Final de tarde, começo de noite do domingo.
A chuva deu uma pausa e eu peguei caminho de casa.
Antes de chegar na avenida principal do bairro, a polícia me parou.
Foi o momento mais Lorelai* da minha vida e agora agradeço aos céus por Olívia não estar comigo.
O meganha mandou eu encostar o Caveirão.
Pra começo de conversa, eu achei que o meganha tava zoando, ou que se tratava de um equívoco, de modo que eu custei a entender que a parada era comigo.
Então eu parei o Caveirão e o soldado pediu os documentos, tipo do carro e a carteira de motorista (demorô! :O))
Foi nessa hora que começou a palhaçada. Porque quem me conhece de perto sabe que, quando eu fico nervosa, eu falo muita bobagem, quase a ponto de colocar minha vida em risco. Perceba.
- Moço, olha, eu juro pro senhor que eu não estou armada. Tenho pavor de armas, mas eu vou precisar me abaixar para pegar minha bolsa, porque vocês mesmo é que mandam a gente não andar com a bolsa no banco, pra não dar mole pra ladrão, né?
O soldado, incrédulo, concordou.
- O que o sr. quer mesmo?
- Documento do carro e sua habilitação, sra.
- Olha, o sr. não repara, não, mas eu vou te contar, é a primeira vez na minha vida que a polícia me pára pra pedir os documentos, então eu não tenho muita prática, eu nem sei onde eu guardo a carteira de motorista, pro senhor ter uma idéia.
Silêncio.
- O IPVA o senhor quer também?
Notei que o soldado estava ficando amargamente arrependido de ter parado justo o Caveirão, com tantos outros carros passando pela rua.
- Olha, eu vou ser sincero com a sra, esta é apenas uma abordagem burocrática.
- Como assim?
[suspiros profundos] - Pra inglês ver, minha senhora, pra inglês ver.
- Então faz de conta que o inglês num tá vendo e me deixa ir embora, na miúda. (juro, eu só pensei, juro, eu não falei)
O soldado passou meus documentos pro comparsa dele verificar e ficou aquele silêncio meio besta. Então eu puxei assunto.
- Então quer dizer que agora vcs também podem multar a gente, né?
- Sim, mas só em determinadas infrações. E bla,bla,bla.
Não entedi direito porque eu me distraí com a boina dele, que estava com uma parte descosturando, o superior dele ia ficar muito puto se visse e aquilo tudo começou a me dar nervoso. O tipo de nervoso que dá quando você está conversando com uma pessoa com implante de cabelo, que fica como o couro cabeludo que nem de boneca e desvia toda a atenção. Foi bem assim.
Interrompi o discurso do soldado e lancei a pergunta mais imbecil que alguém pode fazer a um policial:
- Por exemplo, minha placa é final 1 e eu tô pensando seriamente em furar o rodízio amanhã. Eu devo ter medo da PM por causa disso?
Incrédulo, ele respondeu: - Não, a gente não multa por causa da municipalidade da lei.
E eu fiz de conta que entendi, porque eu num sou louca nem nada. Né?
O comparsa do soldado devolveu meus documentos e, acredito eu, a abordagem pra inglês ver ficou por isso mesmo.
Voltei pra casa ouvindo The Verve no último volume e com uma vaga sensação de que eu sou uma grande ameaça pra mim mesma. E se você quer mesmo saber, eu não furei o rodízio. Perdi a hora e acordei tardão.

* Lorelai é a mamãe Gilmore, do Gilmore Girls, lembrou?
Voltar é sempre difícil.
- Cinqüenta reais, gasolina, da aditivada, por favor.
- Tá tudo bem com a senhora?
- Podia estar melhor, bem melhor.
Cinquenta reais depois, volta o frentista para me devolver a chave, enquanto eu reforço o rímel diante do espelho retrovisor.
- Mas por que a senhora disse que podia estar melhor?
- Porque hoje é segunda e não é sexta, concorda?
Silêncio.
- Concordo.
The Verve. Tipo, aquela, Space and Time.
Entendeu? :O)
Num foi brincadeira o que choveu, na ZN, neste domingo.