14 março, 2008
13 março, 2008
12 março, 2008
11 março, 2008
triste não dá muito certo comigo. Eu sempre me desabo em
lágrimas e sempre saio da sala com cara de que levou 2
socos, um em cada olho. E sem rimel, não dá, né?
Alê: Simples. Vai na Caminho da Perdição Financeira e
compra rimel à prova d'água. Porque o rimel à prova
d'águ da Caminho da Perdição Financeira não sai nem
com demaquilante.
Eu- Sai com acetona, será?
10 março, 2008
07 março, 2008
Hoje, não. Hoje nem teria dado tempo. Eu fiz ontem.
É que eu ainda não dormi.
Pra falar a verdade, eu ainda nem fui pra casa. Tô com a mesma roupa, aquela de ontem e, a julgar pelo reflexo no vidro, meu cabelo começa a ficar ensebado.
E a coisa aqui vai longe. Ainda tenho mais 2 textos para terminar, imprimir, revisar. Antes das 6h (bocejos), esquece.
Por volta da 1h, o sono começou a pegar.
Colega mais experiente foi às compras na loja de conveniência.
Trouxe um tablete de chocolatão e uma lata de Red Bull pra cada um.
Afirmou que com esse kit speed, a gente só adormece na Páscoa. Quero ver.
Mas eu tava dizendo que ontem eu fiz coisas boas para mim e para o universo como um todo:
- Paguei uma conta em dia
- Pedi para o moço da loja embalar meus doces em saquinho de papel pardo em vez de sacolinha de plástico
- Não puxei briga no trânsito
- Separei montão de folhas usadas pra usar como rascunho
- Matei um mosquito da dengue com minha lata de Red Bull.
Mas isso não foi ontem. Foi hoje. Agora há pouco.
Amanhã, me lembra de comprar marca nova de shampoo, urgente.
Amanhã, não. Hoje.
06 março, 2008
05 março, 2008
Um foi direto pra encubadora, outra nasceu de 7 meses.
Minha colaboração na conversa foi relatar que eu nasci
com o cordão umbilical enrolado no pescoço.
O que me leva a supor que deva ser por isso que eu vivo
enforcada no cheque especial e todo fim de mês é aquele
sufoco que todo mundo já sabe.
Pior é que é verdade.
04 março, 2008

Eu tive um sonho bizarro e um tanto perturbador, no final de semana.
Eu conversava com Querido Muito Querido, embora safadamente meu inconsciente o tenha distarçado de Sheldon Big Bang Theory.
Eu e Querido Muito Querido estávamos em uma loja meio confusa, tipo 1,99, só que as coisas eram lindas, sapatos espetaculares, de modo que, na realidade, a gente tava numa loja meio confusa, só que, tipo 499,00.
Eu e Querido Muito Querido conversávamos sentados em lindas cadeiras forradas com tecido macio. Eu olhava pra ele e pensava: rá, eu vejo Sheldon, mas eu sei que é Querido Muito Querido, pensam que eu sou trouxa? Rá.
Ele havia me dado uma borracha de presente. Borracha de apagar lápis mesmo, daquelas branquinhas, bem pobrinha mesmo, e eu torcia para que ela não tivesse custado 499,00, porque brincando, acidentalmente eu a quebrei em dois pedaços. :/
Foi logo depois disso que eu falei a maior bobagem que uma mulher poderia ter dito na vida. Imbecilidade completa e absolutamente desnecessária.
Querido Muito Querido, olhou pra mim com cara de Sheldon e um misto de interrogação e desprezo. Eu queria morrer de catapora.
Comecei a andar pela loja de 499,00 e, no meio da confusão, dei de cara com uma geladeira lotada de picolé Rochinha. (!!)
Fui experimentando um a um, uns 5 ao todo, tentando escolher o mais gostoso, para oferecer a Querido Muito Querido como pedido de desculpas pela minha idiotice.
Acordei exausta e com um sentimento de inadequação que me atormenta até agora.
Entende a razão de eu precisar tanto de CRTL + Zol, 8 X ao dia?
Não desaparecendo os sintomas, um terapeuta deve ser consultado.

CTRL+ZOL ®
Indicações: Gafes e similares. Perfeito naqueles momentos logo após falar uma besteira tão grande que você tem vontade de arrancar sua cabeça, colocar num saco de papel e enterrar no quintal.
CTRL + ZOL® é indicado também para casos de declarações impertinentes, mensagens impulsivas e/ou respostas impensadas.
Efeitos colaterais: ressaca existencial e tendência à repetição podem surgir com o uso por tempo prolongado.
Superdosagem pode ser recomendada, conforme auto-avaliação do impaciente.
03 março, 2008
29 fevereiro, 2008
Ele comentou sobre o meu cabelo e observou que eu cortei bem curto.
Comentei que para conseguir cortar assim bem curto, precisei de anestesia geral.
Ele me perguntou por que as mulheres são tão dramáticas, pergunta para a qual, todos sabem, não existe resposta.
Então ele aplicou a anestesia local e, como de costume, não esperou o princípio ativo da bagaça começar a fazer efeito.
Eu já devia ter me acostumado.
Comentei que avisaram na TV: hoje, sexta-feira bissexta (olha que coisa!) a gente deveria tomar muito cuidado, e banho de descarrego, se possível. E que eu me atrasei de manhã, de modo que não rolou o sal grosso, mas eu nunca imaginei que iria sofrer tanta dor desse jeito, mesmo se tratando de uma sexta-bissexta.
Desta vez ele não perguntou por que as mulheres são tão dramáticas e, gargalhando, aplicou mais um pouco de anestésico.
Dr. Horse estava uma moça, hoje.
27 fevereiro, 2008
26 fevereiro, 2008
25 fevereiro, 2008
Antes que me chamem de doente mental, não está nos meus planos perder peso e sim perder medidas, o que é muito diferente. Tomei essa decisão enquanto ainda podemos falar em centímetros. Porque a continuar assim, daqui a um ano vou precisar perder um metro de barriga. Não quero.
Então eu botei o GF pra funcionar, ontem: hamburguer Wessel, rodelas de abobrinha, cebola roxa temperada com tabasco, queijo minas. Salada crua de abobrinha com cenoura e 1 fatia de pão integral para acompanhar.
Quase nada de sal e nadica de sobremesa.
Acho que agora vai.
E de hoje em diante só escrevo shoyo com u. Assim, shoyu, bem afetada mesmo.
22 fevereiro, 2008
Acho um porre.
Minha vida me obrigada a tomar decisões a todo instante.
Prefiro que, pelo menos na hora do almoço, alguém decida por mim o que eu vou comer.
Que prepare uma comida bem feitinha e, se não for pedir demais, que dê na minha boca.
Ando precisando de um pouco de mimos extras.
Minha independência está me cansando.
Acho que vou tomar um dorflex.
Alê - Conte, o que tem de news?
Eu - Muita galinha pra pouco ovo, como diria vovô.
Tédio mode on. :| E por aí?
Alê - O tédio expandiu pra cá. Junto com muita dor
na perna.
Eu - Putz. Precisamos beber. :)
Alê - Si, mas coca zero.
Eu - Coca Zero dá síndrome metabólica, eu li na Veja.
Alê – Aiiii
Eu - Vódega não causa síndrome metabólica. No máximo, síndrome de abstinência, o que é facilmente tratável. : ]]
Alê - Mas engorda.
Eu - Síndrome metabólica causada pela Coca Zero
engorda tanto quanto, só que não dá barato. :p
Alê - O que raios é essa síndrome?
Eu - A síndrome metabólica é causada pelo consumo de
adoçantes artificiais, tipo sacarina e aspartame. O organismo não reconheceria tais substâncias e teria
uma reação muito doida, como disparar o acúmulo de gordura para se defender. Dizem que os caras dos adoçantes tão muito putos com essa parada, que é notícia plantada por fabricante de açúcar refinado, que os estudos são feitos a partir de experiências com ratos. Não se fala de outra coisa por aqui. :O))
Alê - Uau. Por isso tô começando a usar stevia. Óbvio que não é por isso, mas pelo acúmulo do sódio.
Eu - Acúmulo de sódio? Pelo consumo do aspartame, por exemplo? =0
Alê - Sim. Tudo que é artificial. Por exemplo: clight =- é a morte.
Eu - Clight eu quase não tomo. Nem refri.
Desde que parei de fumar, tomo 2 litros de água/chá espontaneamente, todo dia.
Tomo 2 ou 3 cafezinhos durante a manhã. Com aspartame. Vou cortar.
Pobrema é que eu me acabo nos iogurtes e suquinhos lights. Que saco.
Agora veja a vódega, por exemplo.
Não se tem estudos que comprovem o acúmulo de sódio por causa de uma, ok, três doses de vódega. Que, quando
acrescidas de frutas frescas, como lima da pérsia ou jaboticabas, tornam-se também uma rica fonte de vitaminas e
fibras. :)))
Alê. - Ai que delícia....
Eu - Bora. :)
Donde pode se concluir que a cara-de-pau do ser humano não tem mesmo limites. Né?
21 fevereiro, 2008
19 fevereiro, 2008

Acordei com tanto sono que nem parece que eu dormi.
Por alguns instantes, lembrei de ter tido um sonho bizarro, uma vaga impressão.
Quase sonâmbula, arrastei-me até o chuveiro morno.
Aos poucos, o enredo foi se formando e as lembranças se tornaram mais nítidas.
Enquanto secava o cabelo, eu me perguntava: quantos centímetros teria a testa de Frankenstein?
Será um longo dia.
Hoje, por exemplo, tenho que sair do trampo, no mínimo, às 19h, para chegar na academia com calma e estar na bike às 20h em ponto e pedalar enquanto assisto a um episódio inédito de The Big Bang Theory.
Preciso treinar até às 21h30, correr para casa para pegar o paredão já começado e finalmente, jantar algo bem levinho vendo Queridos Amigos.
Espero não capotar antes. Reza aê.
18 fevereiro, 2008
17 fevereiro, 2008
Um ano e dois meses em busca da sandália preta perfeita.
Eu sei, sou enjoada para escolher sapatos, tenho uma série
infindável de critérios.
Dou mais atenção aos meus pés do que a qualquer outra
parte de mim.
Tipo minha testa, por exemplo. :)
Sandália preta é e sempre foi a escolha mais difícil,
não entendo a razão.
Na praça do shopping, o banner da anunciação gritava:
Empório Naka - 70% off.
(dava para ouvir as trombetas triunfantes)
Danou-se: salto 11, meia-pata, confortável, perfeita para
uso diário. Linda.
Um belo jeito de iniciar a semana. Se não chover, é
claro.
16 fevereiro, 2008
De sopetão, respondo: Não. Casamento estraga a amizade.
Resposta certa, hora errada. Um clássico.
Eu devia me dar um tiro pertinente na nuca. Ou na testa, né?
* Um dia vou escrever um post sobre todos os beijos na testa que recebi nesta minha vida.
Recebi mais beijos do que levei sorvetes, posso adiantar.
O que há com a minha testa?
Estava na dúvida. Faltavam poucas páginas para o final do livro, que comecei a ler em meados de 2007.
Quase ao sair do shopping, deparei-me com um temporal de bom tamanho.
Achei prudente largar a mão de ser fresca e entrar logo no cinema, até a coisa melhorar.
Eu estava com dó de assistir, antes de terminar a leitura que tanto tem me encantado. Mas em determinadas passagens, o impacto emocional era tão forte que eu travava e não conseguia prosseguir. Nem por Hugh Laurie, perceba o tamanho do estrago.
Eu gostei muito da narrativa de Khaled Housseini, são raros os autores que me levam às lágrimas e Khaled me fez passar vergonha na praia várias vezes. Vou ler A Cidade do Sol.
Como eu entrei no cinema sem o menor planejamento, não tinha lencinhos de alta absorção na minha handbag fofa-desencanada de ir ao shopping.Restou-me treinar autocontrole. Foi uma tentativa válida.
Começou o filme.
Estrutura da narrativa fiel ao livro. Começou bem e sem firulas.
Algumas passagens que na leitura me soaram irrelevantes, a direção e a fotografia sensível me deixaram sem fala.
Momento owmm + choro abafado + risinho: Midnight Oil.
Beds are burnning.
Nunca imaginei ser possível. E não é que funcionou?
Midnight Oil no Caçador de Pipas, quem poderia imaginar? :).
Amei de paixão Baba, pai do Amir. O cabra é bom, me lembrou um pouco Alexandre Borges.
Alguém?
Menino Hassan, lindo, bom pra caramba. Senti falta da cicatriz no lábio leporino, mas, menino Hassan sempre me fez chorar. Menino Hassan não corre atrás de pipas. Corre apenas até certo ponto. Menino Hassan apenas sabe.
Menino Hassan sabe onde as pipas caem.
Coisa mais linda. E isso eu nunca vou esquecer.
Por mais que eu tenha treinado autocontrole, em algumas cenas chorei feito gente grande.
Não teve como, foi durante a carta de Hassan, puta merda.
Assim como não tem como evitar a conclusão, em determinado momento da história: Afeganistão não deve mesmo ser um lugar muito aprazívelvel para se viver.
Coisa impressionante.
O filme acabou lindo como imaginei no livro e sei que isso não afetou em nada minha leitura que ainda permaneceinacabada. Falta tão pouquinho.
`A pergunta inevitável, eu respondo: o livro é tão bom quanto o filme e vice-versa. Uma boa história comporta qualquer formato e esse é bem o caso.
Vai ver, depois me conta.
Ou vai ler, e a gente conversa.
Antes de voltar pra casa, parei no supermercado.
Fome, precisava de algo leve para o jantar.
Comprei queijo, frutas e sorvete light de baunilha com calda de maracujá.
Tinha parado de chover. E de ventar.
14 fevereiro, 2008
13 fevereiro, 2008

Meus queridinhos da vez: The Big Bang Theory.
No episódio de ontem, Penny, a gostosa do apartamento em frente, está na sala dos nerds Leonard e Sheldon (foto).
Penny: - Arrumei um emprego em um bar e meu chefe me mandou preparar os drinks. Vou treinar com vocês.
Leonard, quase babando: - É na repetição que se atinge a perfeição.
(ou algo assim, mas o sentido era esse).
Sheldon, indiferente: - Nem sempre.
Leonard: - Quando não?
Sheldon: - Em caso de suicídio, por exemplo.
Não sei, acho que eu amo o Sheldon.
12 fevereiro, 2008
Tem coisas que, por mais que eu me esforce, não entendo, tipo o comportamento dos líderes da casa. Thati, por exemplo.
Cabocla passou 15 horas pagando mico e sofrendo, pulando feito uma idiota com um pato na cabeça, com o objetivo de conquistar a tal da liderança.
Conseguiu. Mereceu, derrotou marmanjo forte. Chorou muito. Cansaço, exaustão extrema, emoção.
Perfeitamente compreensível, até eu fiquei com lágrimas nos olhos, porque não deve ser fácil mesmo ficar pulando feito uma idiota, com um pato na cabeça, por 15 horas, diante de toda uma nação.
Sei dar valor ao esforço de uma pessoa. :p
Só que, meia hora depois, remeça a choradeira.
O Marcelo iria escolher os acorrentados e tinha o lance da auto-indicação, sendo que ela, mesmo líder, poderia pagar o pato.
Ok, entendo. Alguma parte do seu corpo deve ter piscado, o que desencadeou aquela choradeira descontrolada tudo de novo.
Então chegou o dia do paredão e a infeliz ainda estava ali, a sofrer, porque, cara, eu não quero indicar ninguém, sabe?, todos aqui são meus amigos e buá.
Eu já disse, não entendo.
No meu tosco entender, alegria de líder, sua razão de viver, seria arremessar algum pentelho mal-caráter pro paredão, com requintes. Ou não?
Daí, a triste vai e indica Bianca. E choooooooora. E se culpa. E chooooora.
Sei.
Daí, ela tem que desempatar as indicações da casa.
Indica o Felipe e se descabela em prantos.
Alto lá.
Tem algo de muito errado com essa moça.
Ficou 15 horas pulando pato pra quê?
Pra exercitar os músculos?
Come on!
PS: eu não entendo uma palavra do que a Bianca fala.
11 fevereiro, 2008
O pessoal chama de padoca. Não é.
É boteco. Limpinho, mesinha bonitinha, cara de padoca, mas não vende pão, nem pão doce, nem sonho recheado. Então é boteco.
Hoje, almocei lá pela primeira vez.
Pratos do dia:
- virado à paulista, com bisteca, couve, ovo e banana frita.
- carne assada com arroz, tutu de feijão, couve e banana frita
As porções servem bem um ogro.
Dividi um prato de carne assada com uma diretora de arte.
Garçonete veio nos avisar que a couve tinha acabado.
Opções: torresmo, ovo frito ou batata frita.
Prefirimos batata frita. (um pouquinho mais light)
Ou seja, hoje eu almocei em um boteco, com cardápio de pedreiro educadinho.
Gastei 8 reá, incluindo o suco natural de melancia.
Adorei.
07 fevereiro, 2008
Era finalzinho de tarde, eu tava lendo um blog qualquer, enquanto ouvia alguma besteira na TV.
Toque indefinido no celular. Torpedo.
Era um pedido de socorro: liga pra Deus Grego. Igor comeu MEIO rato.
Isso mesmo. MEIO rato.
Esse é o bom e velho Igor que eu conheço.
Comecei a imaginar que dar de cara com MEIO rato no quintal não deva ser um cenário dos mais animadores, mas a idéia de ligar pra Deus Grego me agradou um bocado. Falta de serviço é uma coisa.
Liguei.
- Oi, preciso falar com Deus Grego, por favor.
- Quem gostaria?
- Ana, sou dona de um paciente de Deus Grego. Preciso de uma orientação.
- Dr. Deus Grego não se encontra. (se tem uma coisa que eu odeio na vida é gente que diz que o outro não se encontra.)
- Posso falar com algum veterinário, por favor?
Silêncio.
- Alô. Quem fala?
- A.
- A.,vc é veterinária?
- Sim.
- Oi, meu nome é Ana, meu cachorro foi cliente de Deus Grego por muitos anos. A, eu preciso da sua orientação, não se assusta com o que eu vou te contar.
Silêncio.
- É que assim, uma amiga minha acabou de me mandar um torpedo, ela se mudou faz pouco tempo pra Santarém com dois cachorros, e ela tá desesperada pq o Igor, um husk branco, comeu MEIO rato. Eu não sei te falar o tamanho do rato, mas foi só metade, pelo menos foi o que ela escreveu.
Silêncio (e tive a impressão de ter ouvido um suspiro, mas não posso afirmar).
- Ele tá vacinado contra lepto?
- Tá, né, se não tivesse vacinado ele não teria embarcado no avião. (duh!)
- Então deixa quieto.
- Como assim, deixa quieto? Ele comeu um rato. Meio rato, quero dizer.
Silêncio. Longo silêncio.
- Não tem o que fazer. Apenas observar se ele apresenta alguma alteração na urina.
- Como assim, alteração?
- Na cor, se ficar meio com cor de coca-cola, a gente entra com um antibiótico.
- Ok, mas agora me conta, Deus Grego ainda é sócio daí, né? (pensei em perguntar se ele ainda tá casado com aquela baranga, mas achei melhor não).
Eu agradeci imensamente a atenção e desliguei.
Passei torpedo pra Rê, com as preciosas e tranquilizadoras informações da Dra. A.
Depois, achei melhor ligar. Conversamos um pouquinho e eu agradeci a oportunidade de ter uma desculpa pra ligar pra Deus Grego, mesmo ele não estando lá.
Antes de desligar, fiz um pedido:
- Rê, fala pro Igor comer uma mucura, da próxima vez. Vai ser legal, pensa, eu duvido que Deus Grego saiba o que é uma mucura. Vai render assunto. Fora que é bem mais chique ligar pedindo socorro porque o destrambelhado comeu uma mucura do que um rato, né?
Ok, meio rato.
06 fevereiro, 2008
05 fevereiro, 2008
aquelas ondas que eu via têm nome. Não eram exatamente
vagas, mas marulhos. Elas não foram geradas ali, elas
foram geradas por ventos... elas estavam na minha frente,
mas foram geradas longe, muito longe dali...
Eu sei que elas se repetem segundo um certo padrão. Uma
das grandes
surgiu. Eu abracei meu cão. Quando ela se desfez, deixou o
mar tranqüilo por um tempo.
Dei as costas e voltei para casa.
Te amo muito, Ana
c.
03 fevereiro, 2008
Eu amo o barraco que anda rolando.
A-mo.
Permita-me uma certa frivolidade, carnaval, meu 2008 promete
ser longo, trust me.
Thalita-Chucky se revelou a insana que todo BBB pediu um
dia.
Boninho, querido, he-llo: se liga, deixa a louca na casa,
providencie isso.
Vai por mim.
Fernando, o lindo necessario. A vida deste Brasil anda
precisando de colirios dessa qualidade.
Lindo daquele jeito, nem precisa ter atitude.
Melhor mudar de assunto.
Questiono a lisura do processo no lance com a Bianca.
Acho a menina um nada na casa. Nem se trata disso.
A Globo abusou de um recurso sacana.
Eu tava meio dormindo, enfim, o Bial avisou aos
telespectadores: o telefeone vai tocar e o otario que
atender vai pro paredon, se liga vc ai de casa.
Hein?
Ele avisou? Avisou? Eu tava no banheiro nessa hora?
Pq do jeito que eu vi, meio dormindo, me pareceu uma coisa
muito desleal.
Ao vivo, o tel. toca.
So que a galera do Boninho jah tinha um script combinado, eu
imaginei.
Assim:
Se o Marcelo atender, ele pode ir visitar a mae.
Se o Rafinha atender, ele ganha um corte de cabelo
Se a Natalia atender, ela ganha uma cartela de Lexotan para
uso individual
Se a Bianca atender, paredon.
Tudo combinado entre a producao, na reuniao de pauta, ta
ligado?
Tendo em vista isso, achei o paredon da Bianca a coisa mais
injusta que eu vi na minha vida.
Como disse tbm anteriormente, acho que o Brasil merece a
dadiva do apreciar a beleza do Fernando nos proximos dois
meses (pensa, um mes de BBB ja foi, puta merda)
BBB8 sem Thalita-Chucky, melhor pegar controle remoto e dar
uma espiadinha no telecine. Come on!
Eu sou pela nulidade desse paredon, bota todo mundo no
confessionario, coloque-se um contra o outro e bora.
02 fevereiro, 2008
01 fevereiro, 2008
Coloquei em prática uma decisão de ano novo: largar mão de ser cavalo de carroça e inventar caminhos novos, sempre que possível. E ontem eu não tinha nada melhor pra fazer.
Eu estava numa rua estreita, duas mãos, paralela à uma grande avenida. Pode parecer uma imbecilidade o que eu vou dizer, mas essa via paralela acaba na tal grande avenida. O cara que afirmou que paralelas nunca se encontram não conhecia esta rua.
De longe, vi um montão viaturas de polícia paradas, com portas abertas. Coisa de filme. Eu podia seguir em frente ou virar à esquerda.
Preciso contar. Eu tenho um distúrbio. Tá,tá. Eu tenho um outro distúrbio. Eu sofro de curiosidade mórbida. Não posso ver uma muvuca, tipo atropelamento, bate-boca, tiroteio que eu quero logo saber do que se trata.
Andei mais uma quadra e deu pra notar que a coisa tava feia mesmo. Respirei fundo, virei na outra à esquerda e caí na avenidona, onde havia um grande bloqueio policial, fechando o acesso ao bairro de onde eu vinha.
Sei não. Acredito que minha sábia decisão de vazar dali tenha sido o primeiro sinal de cura espontânea da curiosidade mórbida.
Coisas que a Ciência não explica.
29 janeiro, 2008
Os neo-mocorongos Igor e Cau, do Caboclo Igor, ainda vão dar muito o que falar, pode escrever.
E ainda vai rolar muito sangue no Fonte dos Ventos, do querido Dan, o hilário D2, o descobridor da Arca de Moisés, lembram?
(arquivo de 06/10/07 )
Links à sua direita, lamento, ainda não consegui lembrar como faz aquele link bonitinho.
28 janeiro, 2008
A gente se encontrou na rua, tinha um clima de praia, pessoas passando.
Ele falou coisas que eu não me lembro bem, porque fomos atacados por uma gang de crianças e adolescentes, pareciam infratores fugitivos da Terra do Nunca. Seres violentos que saltavam de carros estranhos, acompanhados de cães, para nos atacar.
Queriam revistinhas. Foi que eu disse: revistinhas.
E, perdão, nos revistavam para ver se não tínhamos exemplares escondidos sob nossas roupas. Até me viraram de ponta-cabeça.
Fomos covardemente atacados pela abominável Gang do Gibi.
Rapaz Muito Intererssante nada pode fazer.
E eu tinha um guaxinim.
Daí eu acordei.
Bando de empata-foda.
25 janeiro, 2008
cinema, tipo pegar sessão das 19h10.
Praticamente milagre.
Peguei baita congestionamento no caminho e fila gigante na
bilheteria do cinema. Não foi uma hora tão boa assim,
pensando bem. De marra, resolvi esperar a sessão das 22h.
Então, o jeito era fazer hora. Aproveitei pra refletir e
fazer as contas: o último filme que vi no cinema foi A
Menina de Ouro, no Amazonas Shopping, em 2004. =|
Perceba o meu grau de preguiça de ir ao cinema. E, que
coisa, perceba a coincidência, outro filme com Hillary
Swank.*
Na livraria, tomei duas xícaras de chá de frutas,
comprei um livro que eu tava querendo e que Olívia vai
amar.
Aquela vontade adiada de tomar missoshiro voltou.
Necessário levar em conta que, quando o corpo fica
debilitado por um importante desequilíbrio eletrolítico
causado pela desidratação, o organismo trata de avisar o
dono, no caso, o cérebro, qual o tipo de nutriente mais
urgente para a pronta recuperação.
E meu organismo como um todo cismou com o tal missoshiro,
desde às 17h. Melhor atender, né?
Já que eu não tava fazendo nada mesmo, tomei dose
medicinal de missoshiro e aproveitei pra comer um temaki de
salmão bem basiquinho e inocente, sem maionese, pq ainda
não seria bom abusar, mas eu tava era verde de fome. Meu
organismo como um todo ficou eternamente grato, apenas por
alguns breves instantes.
Comprei o ingresso pro cinema, sem fila, voltei pra praça
de alimentação e li meu livro novo, sonhando com 3
bolotas de sorvete de maracujá, pistache e crocante, sem
cobertura, mas não seria bom abusar. Apenas sonhei.
Até que deu minha hora, mandei meu organismo como um todo
calar a boca, abstrair e se concentrar no filme.
Entrei na sala 1, Cinemark.
Fui ver P.S. I Love You, dando ouvidos às forte
recomendações de Alê Totalmente Bridget.
Também atenta às sempre sábias recomendações da
minha dileta amiga, antes de começar o filme, localizei o
pacotinho individual que contém 16 lencinhos de papel de
alta absorção, que carrego habitualmente na minha bolsa.
Agora aviso eu: foi pouco, fica esperto(a) quando vc for ver
P.S. I Love You.
Coisa mais linda do mundo, viu?
Mulheres, não ousem usar rimel nesse dia, tá? Se bobear,
nem batom.
Nem sei se já falaram isso, tipo em jornal importante ou
em algum blog de gente enturmadinha, mas o enredo me remeteu
imensamente ao livro O Mundo de Sofia, só que se refere ao
mundo encantado do coração, perdas e mazelas.
Não se trata de um filme exatamente triste.
É apenas um filme muito comovente. E se vc é do tipo que
chama filme comovente de piegas ou de apelativo, toma todo
seu leitinho e vá cedinho pra cama. Fica em casa, porque a
porrada é seca.
Chorei, chorei e chorei. Não foi pouco. Mas o tipo do
choro bom, entende?
Tapei o nariz, numa tentativa inválida de parar de chorar,
em determinado momento, engasguei.
E eu tossia enquanto chorava.
A cena do karaokê, aquela que Holly canta música linda,
essa foi a mais difícil pra mim.
Foi nessa hora que eu tossia enquanto chorava. E, enquanto
eu chorava, so queria o nome do filho da puta que escreveu
essa historia. Inveja branda, socialmente aceitavel.
Lisa Kudrow, fazendo Denise, me pareceu viciada demais em
Phoebe. Isso é detalhe.
Se bem que o acerto de contas entre Holly com Denise, sobre
a coisa de ir em frente, foi o golpe de misericórdia para
mim. Mas isso não vem ao caso agora. Prometo escrever
sobre isso um dia, ainda não dá.
Em síntese, aconselho: se vc, assim como eu, é do tipo
que percebe alguma mensagem e se comove até com comercial
do guarana Dolly , espera P.S. I love you sair em DVD.
Vai por mim. : )
Compra dois potes de sorvete do bom, só pra vc, tipo
Häggen-Dazs de tiramisu ou outro sabor de sua
preferência, pacotes de lencinhos de papel de alta
absorção no atacado, assista ao filme de pijama e/ou
penhoir, enxugue as lágrimas e do nariz no penhoirzinho
mesmo ou em rolos de papel, caso acabem os lencinhos de
papel de alta absorção.
Não se trata de um filme pra iniciantes emocionais. Não
mesmo.
Amei.
Alê, minha flor, adorei o filme e tudo.
Mas quando a gente se encontrar e espero que seja em breve,
me lembre de eu te dar uma garrafada na cabeça, sim? :O)
* Eu nem acho a Hillary grande coisa, odiei Menina de Ouro.
24 janeiro, 2008
Burrada do dia: pedi smoothie de mamão com maçã e frozen iogurte, sem açúcar. Veio com calda e pedregulho de chocolate.
Ai, se meu ódio matasse.
Comparada a ontem, no mesmo horário, hoje sou praticamente outra pessoa.
Nenhuma intercorrência importante, não fosse o sono. Fome.
Tô pensando em ir ao cinema ver PS: I love you.
Mas ainda não sei. Li a sinopse, é barra, meus olhos marejaram só de imaginar o conteúdo das cartas.
Alê, Totalmente Bridget, contou que se acabou em lágrimas.
Talvez eu ainda esteja meio desidratada demais para me acabar em lágrimas desse jeito.
Se bem que seria a primeira vez na vida que eu iria ao cinema carregando um frasco de soro, 500ml, na bolsa.
Ok, pode ser uma experência divertida, praticamente uma homenagem, considerando que Lisa Kudrow* está no elenco.
Nem me lembro qual foi o último filme que me deixou em prantos, assim descontrolados.
As Sete Regras do Amor, acho.
Será?
Não, não. Acabei de encontrar um cardápio perdido na minha mesa.
Ao sair daqui, vou no Empório comprar um missoshiro sarado pra viagem e volto pra casa, que hoje é quinta, dia de House.
Melhor. :O)
De tudo isso, fica a constatação da qual não posso mais fugir: preciso comprar um fogão.
*Phoebe, de Friends. :O)
Acabei jogando a toalha, abandonei trampo e Caveirão e aceitei o favor do motorista da firma.
Comprei soro e plasil na farmácia, Oli apresentou os mesmos sintomas, na praia, lembrei a caminho de casa.
Por que não fui ao hospital? Simples. Considerando meu estado, não me pareceu justo submeter colegas de sala de espera aos surtos de rebeldia do meu estômago, se é que me entende. Eu só queria meu cobertor, meu pijaminha e meu controle remoto.
Pobrema: eu só tinha um mamão e meio pacote de all bran em casa, descobri tarde demais.
Tive medo sincero de ter um treco durante a noite e, hohoho, acordar mortinha.
Foi tenso.
23 janeiro, 2008
Impossível. Reclamei com a balconista.
Fomos até Boiçuká (sic). Havia uma outra farmácia, também com uma balança que marcava meu peso abusivo.
Mas no supermercado havia bananas-maçã.
A Fê, 17 anos, do alto de sua sabedoria, solucionou o meu caso: os dias de longas caminhadas e exaustivas partidas de frescobol à beira-mar aumentaram minha massa muscular, consequentemente, meu peso.
A Fê é um amor de menina.
22 janeiro, 2008
gravata elogiou minha elegancia.
Agradeci.
Fui buscar o carro na oficina, pq cometeram a cachorrada de
me venderem um carro sem protetor de cater. Acredita?
O mecanico disse que eu fiquei muito chique de carro novo,
que agora sim, o carro combina comigo.
Agradeci.
Desse jeito, vou acabar acreditando.
Meio contrariados, fomos visitar a praia de Santiago.
Todo mundo tava querendo ficar em Pauba, fomos votos
vencidos.
Conversando sobre musica, na trilha que nos levaria a
Santiago, eu disse ao Ivo, 17 anos, que eu sempre achei que
a voz de Joe Coker era a coisa mais sexy do mundo do rocky.
Ao que ele respondeu: Tem certeza de que nao eh do Robert
Plant?
Ao que eu respondi: Joe Coker e nao se fala mais nisso, ok?
21 janeiro, 2008
A chuva deu uma pausa e eu peguei caminho de casa.
Antes de chegar na avenida principal do bairro, a polícia me parou.
Foi o momento mais Lorelai* da minha vida e agora agradeço aos céus por Olívia não estar comigo.
O meganha mandou eu encostar o Caveirão.
Pra começo de conversa, eu achei que o meganha tava zoando, ou que se tratava de um equívoco, de modo que eu custei a entender que a parada era comigo.
Então eu parei o Caveirão e o soldado pediu os documentos, tipo do carro e a carteira de motorista (demorô! :O))
Foi nessa hora que começou a palhaçada. Porque quem me conhece de perto sabe que, quando eu fico nervosa, eu falo muita bobagem, quase a ponto de colocar minha vida em risco. Perceba.
- Moço, olha, eu juro pro senhor que eu não estou armada. Tenho pavor de armas, mas eu vou precisar me abaixar para pegar minha bolsa, porque vocês mesmo é que mandam a gente não andar com a bolsa no banco, pra não dar mole pra ladrão, né?
O soldado, incrédulo, concordou.
- O que o sr. quer mesmo?
- Documento do carro e sua habilitação, sra.
- Olha, o sr. não repara, não, mas eu vou te contar, é a primeira vez na minha vida que a polícia me pára pra pedir os documentos, então eu não tenho muita prática, eu nem sei onde eu guardo a carteira de motorista, pro senhor ter uma idéia.
Silêncio.
- O IPVA o senhor quer também?
Notei que o soldado estava ficando amargamente arrependido de ter parado justo o Caveirão, com tantos outros carros passando pela rua.
- Olha, eu vou ser sincero com a sra, esta é apenas uma abordagem burocrática.
- Como assim?
[suspiros profundos] - Pra inglês ver, minha senhora, pra inglês ver.
- Então faz de conta que o inglês num tá vendo e me deixa ir embora, na miúda. (juro, eu só pensei, juro, eu não falei)
O soldado passou meus documentos pro comparsa dele verificar e ficou aquele silêncio meio besta. Então eu puxei assunto.
- Então quer dizer que agora vcs também podem multar a gente, né?
- Sim, mas só em determinadas infrações. E bla,bla,bla.
Não entedi direito porque eu me distraí com a boina dele, que estava com uma parte descosturando, o superior dele ia ficar muito puto se visse e aquilo tudo começou a me dar nervoso. O tipo de nervoso que dá quando você está conversando com uma pessoa com implante de cabelo, que fica como o couro cabeludo que nem de boneca e desvia toda a atenção. Foi bem assim.
Interrompi o discurso do soldado e lancei a pergunta mais imbecil que alguém pode fazer a um policial:
- Por exemplo, minha placa é final 1 e eu tô pensando seriamente em furar o rodízio amanhã. Eu devo ter medo da PM por causa disso?
Incrédulo, ele respondeu: - Não, a gente não multa por causa da municipalidade da lei.
E eu fiz de conta que entendi, porque eu num sou louca nem nada. Né?
O comparsa do soldado devolveu meus documentos e, acredito eu, a abordagem pra inglês ver ficou por isso mesmo.
Voltei pra casa ouvindo The Verve no último volume e com uma vaga sensação de que eu sou uma grande ameaça pra mim mesma. E se você quer mesmo saber, eu não furei o rodízio. Perdi a hora e acordei tardão.
* Lorelai é a mamãe Gilmore, do Gilmore Girls, lembrou?
- Cinqüenta reais, gasolina, da aditivada, por favor.
- Tá tudo bem com a senhora?
- Podia estar melhor, bem melhor.
Cinquenta reais depois, volta o frentista para me devolver a chave, enquanto eu reforço o rímel diante do espelho retrovisor.
- Mas por que a senhora disse que podia estar melhor?
- Porque hoje é segunda e não é sexta, concorda?
Silêncio.
- Concordo.











