20 junho, 2003

Perdeu a hora?
Perdeu tudo?
Ninguém é normal.
Ninguém merece isso.
Não captei.
Queria ter viajado. Talvez, arriscar um rapel. Acho que tava pronta isso.
Não rolou.
Paciência é tudo.

18 junho, 2003

Momento E.R.
Oba, vai começar.
Depois de um dia como o de hoje, é o que me resta.
Já notou como o Dr. John Carter está cada vez mais parecido com o Rodrigo Santoro. Presta atenção.
Momento Saia Justa.
Sei que muita gente não gosta.
Mas o programa é legal.
É só pensar assim, ó: quarta-feira à noite, tem futebol.
E a mulherada conversa lá, na GNT. É divertido.
Tá certo que a Monica Valdvogel (a grafia está correta?) me dá uma certa agonia. Tenho a impressão de que ela vai cair num choro catártico cada vez que fala. Mas é o jeito dela. Boa gente.
Fernada é aquilo que a gente já sabe, mas não deixa de ser divertida.
Rita Lee, fazendo tricot e chupando chupeta (poderíamos ser poupadas disso, é verdade).
Marisa Orth sempre genial. Desde os tempos da PUC.
Acho que o Saia Justa é uma espécie de Mesa Redonda.
Dá licença. Num tem nada melhor pra assistir, depois da novela.
E viva a frivolidade. Faz bem à pele. ;O)
É brincadeira??
Dois dias de trânsito caótico e feriado prolongado, na seqüência.
Não dá pra ser feliz desse jeito. Sacanagem.

17 junho, 2003

Só calêndula salva.
Foi um dia de tratamentos intensivos por aqui.
Pomada de calêndula é mesmo um grande remédio.
Os hematomas quase não aparecem. E os ferimentos estão limpinhos.
Ainda dói pra caraio, mas olhando de longe, nem dá pra notar.
Godzila continua de castigo. A pão e água.
Odeio ele.
Meleca.
Tive que ir buscar meu portfolio na casa do Lalau.
Era meu dia de rodízio. Esqueci completamente. Tarde demais. Era uma emergência. Acho que ninguém me viu.
Saco.

15 junho, 2003

São Longuinho, São Longuinho.
Cadê os raios dos arquivos, hã?
Quero todos. Saco.
Só dói quando eu respiro.
Droga. Godzila me mordeu. Foi feia a coisa.
Tá certo que se eu fosse uma mulher com mais juízo, teria ido ao PS pra fazer curativo. Mas não é o meu caso. Lavei os ferimentos com água e sabão. Não passei nada porque arde muito.
Saco. Só falta essa merda infeccionar.
Odeio Godzila. Odeio.
Não!!!!
Agora, meu mouse foi pro saco.
Ninguém merece.
Parei.
Teste.
ã , é , ë. ü , á , à . Dã!!!
Será que funcionou?

13 junho, 2003

Momento Seinfeld.
Fui ao supermercado. Carrefour anda lotado, ultimamente.
E aquela vaga reservada a deficientes fisicos, la, olhando pra mim.
Pensa em outra coisa.
Depois de muito custo, consegui estacionar numa vaga.
Chego em casa e ligo a TV.
Seinfeld.
O tema era o mesmo.
Merda. Ta certo que eu ja estacionei numa vaga dessas e sai mancando. Mas era uma emergência. Rapidinho. Coisa de 3 minutos. Da um desconto.
Eu sei que isso é podre.
Mas o povo do Seinfeld conseguiu me superar.
Nao perda.:O)) Tem reprise, hoje mesmo, la pelas 23h, na Sony.

A noite dos desnamorados.
Foi uma das coisas mais inusitadas de que eu ja participei na vida..
A Inês é mesmo uma anfitria perfeita. Reuniu pessoas com afinidadades, algumas conhecidas de longa data. Outras apresentadas na hora. Tudo nos trinques.
Foi muito legal. Conversa amiga. Bebidas e acepipes maravilhosos.
Lembro de estar euzinha, na boa e velha fila do banheiro, olhando um quadro de fotos. Vi a foto de uma garota ( eu e esse meu otimismo incorrigivel) a bordo de um colar legal. Lindo. Eu quero um desse!!!Bonito aquele colar. Mas, errr... a moça parece comigo.
Pensei: estranho. Que coisa. (se eu me estranho ao espelho, o que direi em fotos??)
Depois, olhei direito e vi: era eu, naquele quadro, no mosaico de fotos. Ueba..
Era uma foto no churrasco que rolou na casa do Leandro, ha coisa de uns 3 meses. E eu nem lembrava disso. Gostei.
Sai bem na foto. :O)
Thanks Inês! Foi muito divertido.
E creia: Santo Antonio ta com você, engrossando a nossa torcida. Você merece, mana. ;O)




12 junho, 2003

Moçoilas casadoiras.
Atençao meninas. Lembrem-se das simpatias para Santo Antonio nesta noite.
Eu considero a da vela a mais divertida.
Facil. Bateu meia noite? Encha uma bacia com agua. Acenda uma vela branca virgem. Incline-a e deixe que os pingos da parafina caiam sobre a agua. Tantos quantos forem a sua idade. Reza a lenda que irao se formar as iniciais da sua proxima vitima.
Boa sorte e depois me contem tu-do.
Muita calma nessa hora.
Inventei um mingau novo: farinha lactea, musli com amendoa e canela e queijo.
Ficou legal. Confesso. Mas tenho a sensaçao de ter comido uma feijoada.
Mantenha longe do alcance de crianças e animais domesticos.
Nao vai prestar.
A Festa dos Desnamorados, na casa da Inês. Toda a moçada avulsa na vida reunida. Vai ser divertido. Incrivel como um final de semana no campo mudou meu estado de animo. Notou?
Tucanaram a carroça.
A gente vi. Na estrada, pertinho de Monteiro Lobato.
O nome do restaurante: Resgate Caipira.

11 junho, 2003

[ Se voce esta chegando agora, aconselho ler primeiro os posts de terça-feira - 9/06. Estao logo ali abaixo. Caso contrario, voce vai ficar boiando.]

Continuando a historia. [falta pouco]
Cena XIII - Refem da escuridao.
Luzes apagadas. Silencio absoluto. Nao tem lua no ceu. Um breu total la fora.
Percebo que nao posso sair do sofa. Se eu tentar, posso tropeçar no Lu, ou na Re e acordar a casa toda. [o que nao deixa de ser uma ma ideia.] Esquece. Entenda: voce esta ilhada.
Pensa em outra coisa que passa. Coragem. Faça alguma coisa de util. Tente se lembrar do nome da atriz que tem nariz de focinho de porco. Nao consigo.
Meleca. Tente relaxar ouvindo o som da correnteza do rio. Naoaoaoaoao!!!! Isso da vontade de fazer xixi.
Feche os olhos. Focinho de porco. Imediatamente, vejo neons piscando: Sandra Bullok, Sandra Bullok, Sandra Bullok.
Puta merda. Enquanto voce dormia. Sandra Bullok. Claro. Como pude esquecer?
Vou acordar todo mundo pra contar. Eles nao podem dormir em paz sem essa informaçao.
Esquece.
Corta.

Cena XIV - O dia seguinte.
Noite longa. O dia começa a amanhecer. Bosta. Agora eu to com sono. Igor e Cao despertam todos na casa, com meigas lambidas. Eu dou meu braço direito e meu rim esquerdo em troca de 3 horas de sono. Me parece justo. Nao tem acordo.
Arrasto meu esqueleto. Estao todos na mesa 5, a da cozinha.
- Como foi sua noite no sofa?
- Errr... tipo assim. Enquanto experiencia, acho que foi suuuupervalida. Tem café? :.|

Cena XV - A fazenda de sacis.
Estamos indo em comboio para o ponto de partida para a trilha.
Na viatura, a Rezinha no comando, o guia da agência de turismo/prete da Rezinha e eu, de empata-foda. Tarde demais pra consertar minha mancada. Vamos em frente.
O pobrezinho dispara: - Ali na frente tem uma fazenda de sacis.
Silêncio.
Ele insiste: - Sim, uma fazenda de saci.
Eu: - Mas eles vendem ja engarrafados ou à granel?
Re: - Que legal. Vou mandar fazer um adesivo pro meu carro: ADOTE UM SACI.
Eu: - Se esse lance virar moda, daqui a alguns meses teremos milhares de sacis abandonados pela cidade...
Silencio.
Eu e minha grande boca..
Corta.

Cena XVI - Trancos e barrancos.
Começo a amaldiçoar o momento em que me rendi a vida sedentaria e a cultura de carpete.
Vexame. Nao tenho pernas pra subir e descer isso tudo. Mas o povo daqui tem solidaridade.
Se voce empaca na descida, alguem puxa pela mao. Se voce empacata na subida, alguem empurra pela bunda.
Grande licao de vida, essa. Impressionante.
Corta.

Cena XVII - Sem noçao de perigo.
Rezinha no rapel. Eu e a Renata esperando na chegada. Começo sentir um certo aroma de perigo no ar.
A louca vai descer, acompanhada do guia/prete e a ex do rapaz esta cuidando da corda de segurança. Olha a situaçao. Corro para um lugar com uma melhor visao da desgraça. Serei testemunha chave nos tribunais.
Tudo deu certo. Sem sangue desta vez. Mas nao convem abusar, sua louca.
Corta.

Cena XVIII - JC me salvou.
Eu e a Renata esperando a hora de subir com o pessoal de apoio do rapel para encontrar o restante do grupo.
Renata observa que um dos garotos, jovenzinho, uns 20 anos, poderia ser muito mais bonito se cortasse o cabelo e a barba. Discordo em termos. Ta certo que se o moleque nao tomar cuidado, esta a um passo de parecer um fossil dos anos 70. Mas tosar o moleque como se fosse um cordeirinho nao e exatamente a melhor solucao.
Pergunto pra Renata: - Como e que ele chama mesmo?
- Quem?
- Esse menino.
- Jesus.
- Renata, nao exagera.
Hora de subir de volta. Nao vou conseguir escalar esse barranco nem a poder de feitiço.
Empaco na metade. Olho pra cima, J.C. estende seus braços e me conduz ate o alto do morro.
J.C. e um menino legal. So precisa mesmo redesenhar aquela barba.
Corta.

Cena XIX - Quatro patetas e um City-Tour - O resgate final.
Hora de voltar. O bom e velho comboio de sempre. Viatura I, Lu no comando, Renata na co-pilotagem.
Viatura II, Rezinha no comando e eu na co-pilotagem.
Os caes estao desmaiados no banco traseiro. E eu livre, leve e solta. Igor dorme. A paz reina absoluta.
Chegamos a S. Jose. Momento critico. Experiencias anteriores ensinam. Todas as atençoes voltadas para a Viatura I. Acompanho as placas. Bifurcaçao. Direita: Sao Paulo. Esquerda: Rio de Janeiro.
Viatura I segue o caminho a esquerda.
Nada de panico. Ele pode conhecer um caminho mais rapido por aqui. Nunca se sabe.
Seguimos. Estamos na Tamoios. Ok. Tamoios. Airton Senna. Sao Paulo. Tudo em casa.
Mas... er... tipo assim: por que tem mais carros do outro lado???
Opa. Uma placa: Ubatuba 195km.
Viatura II encosta num posto de gasolina.
Viatura I emparelha. Un?ssono: - Siiiimmmmmm!!!!! Vamos jantar na praia???
- Er..... vamos fazer o retorno aqui, certo?
- Certo mano.
E cada viatura segue ao seu ritmo na estrada, agora rumo a Sao Paulo.
Corta.

Cena XX - Imperdoavel
Rezinha me deixa na porta do meu predio. Cobertor, travesseiro, edredon, bolsa, mochila. Faltam ombros e braços pra tanta tralha.
Entro no elevador. Cade minha chave?
Ta aqui. Entro em casa. Godzila, saudade de voce, rapaz.
Tô morta. Feliz. Mas morta se cansaço.
TV. So reprises.
Capoto no sofa mesmo. Sensaçao de ter deixado de fazer alguma coisa. Acordo durante a madrugada.
Caramba! Nao me despedi deles. Do Lu e da Renata. Sacanagem.
Onde deixei meu ginko billoba?

THAT´S ALL FOLKS!

09 junho, 2003

Momento de desabafo.
Eu odeio o Blogger. Os comments foram para o saco e quero todos de volta.
O Blogger é feio, bobo e chato.
Pronto. Passou.
Vamos seguir viagem em pe. Estamos sem acentos. Nao reparem.


Reconhecimento do terreno.
Assim como os caes, os humanos costumam dar uma geral, assim que chegam a um novo abrigo.
Instinto de sobrevivência em estado bruto.
Mas, obviamente, cada um reage de uma forma.
Por exemplo, eu primeiro vou olhar a cozinha e descobrir onde fica o banheiro. Depois eu penso em outra coisa, como onde ficam os quartos.
Que reaçao mais primitiva essa a minha, mo Deus. Coisa feia.

Curiosidades domesticas.
A casa estava perfeita para aquele final de semana. Cozinha muito bem equipada. Banheiros com chuveiros quentes (isso pra mim é fator determinante para o meu estado de humor).
Uia! Piscina com agua natural. Geladissima, é claro. Mas era uma piscina. E nao so tinha sol, como também tava calor.
Morram de inveja, olha so. :p

Cena I - Mesa para todos.
Eu, na cozinha.
Nao lembro quem, grita: - Alguem viu onde ta tal coisa?
Eu grito: - Eu vi em cima da mesa.
- Qual delas?
- Pergunta dificil nao vale.
Serio. A casa tinha umas 8 mesas. Praticamente, uma por pessoa, mais as visitas, contando com os caes. Na proporçao, o numero de mesas era equivalente ao numero de pontes amarelas de Sao Francisco Xavier.
- Achei!!
- Onde tava?
- Na mesa da sala.
- Qual delas??
- Ah! Numa delas.
Entao ta, ne?
Corta.

Cena II - Acqua loucos.
Rezinha e o Lu ja prontos para um mergulho.
Eu e a Renata, observando de longe, na varanda.
Voces sabem que eu e o frio nao nascemos um para o outro. E vivo em letigio com agua gelada de qualquer origem.
Rezinha e o Lu sao mesmo muito corajosos.
Lu mergulha. Tenho a impressao de ouvir um grunido, semelhante a algo do tipo. Aarrrrghhhhhh! Mas o moço nao perde a classe, nao.
Renata pergunta: - Ta muito gelada, Lu?
Lu: - Nao esta gelada. Apenas muito fria.
Renata pergunta a mim: - Qual a diferença entre gelada e muito fria?
Eu: - Psicologico. Eu acho.
Corta.

Cena III - Tudo pelo social.
Eu e Renata descemos para a piscina.
Eu la, a bordo de minha cautela de sempre, tento experimentar. So os pezinhos. Agua estupidamente gelada. Sem esquema.
Ate que uma alma caridosa pergunta: - Sera que a cerveja ja gelou???
De onde se pode concluir que a agua de piscina e cerveja a gente so descobre se estao geladas, experimentando.
Profundo isso.
Corta.

Cena IV - Papo cabeça.
A cerveja nao esta tao gelada quanto a piscina. Mas, com o passar do tempo vai ficando tambem.
O sol vai esquentando.
E a conversa combina perfeitamente com o cenario. Cinema, televisao. E, claro, a vida dos outros. Obrigatorio, mas impublicavel. Sorry.
Corta.

Cena V - Enquanto vocês dormiam.
Rezinha adormece. O Lu tambem.
Fico jiboiando sob o sol, enquanto formigas devoram minha barriga.
Hora de preparar o almoço. Cuidar da vida. Ajeitar a mesa 7 na varanda. Renata ajudando na co-pilotagem do fogao.
Tudo pronto. Os dois acordam na hora certa. Conversa amena durante a refeiçao.
- Enquanto voces dormiam, descobrimos que nao tem saca-rolha.
- Isso e grave. O que sera de nos?
- Impossivel nao ter saca-rolha.
- Pera ai. Enquanto voce dormia e nome de um filme, ne nao?
- Historia do cara que ta em coma e tem a garota que era apaixonada por ele.
- Isso, isso, isso. Meg Rain?
- Nao.
- Aquela que tem um nariz que parece focinho de porco. Esqueci o nome.
E o almoço terminou com entraves a resolver: a falta de saca-rolha na casa e lembrar do nome da atriz que tem nariz de focinho de porco.
Problemaço.
Corta.

Cena VI - Hora da onça beber agua.
Começo a temer pelo meu destino. O povo todo ja se ajeitando pra tomar banho.
E se o chuveiro for frio? Caraio.
Nada de sofrer por antecipaçao. Espero o primeiro tomar banho e pergunto: que tal? Simples, mas pensando bem....
Na-na-ni-na! Ta louca? E se o Lu for o primeiro? Ai eu pergunto e ele, certamente, vai responder: nao esta muito fria.
Ja vi esse filme agora ha pouco.
E se for a Rezinha? Ela vai respondar: ah,,, ta ?tima. Vc acostuma rapido.
Naaaaoooo!!!! Conheço a peça.
Isso. A Renata sera minha salvaçao. Confio nos parametros dela. Pronto.
A Renata acaba o banho e me enche de confiança: pode ir que t? legal.
Realmente, a agua ta boa. Mas o chuveiro tem que ficar quase fechado. E a energia eletrica da casa começa a dar uma bobeada. Bosta. Tem que abrir mais o chuveiro.
O banho termina. Expectativa geral: - Entao????
- Hum... Tava morninha.
Grrrrrrr.....
Corta.




Cena VII - Sao Xico by night.
E la foram as duas viaturas pra cidade.
Duas tarefas: agendar a trilha pra manha seguinte e descolar um saca-rolhas.
Temperatura amena. Pessoas passeando. Lojinhas com muito artesanato. Rezinha encontra uma amiga dela, a Teka, a bordo de um prete. Os caes adorando o passeio e fazendo o maior sucesso. Surge um canideo do mal. O cao era mesmo sinistro. Queria bater no Igor, na Cao, nos caes de rua. Um inferno.
Lu e Renata vao ver uma exposiç?o/festa que ta rolando. Eu iria com a Rezinha pra agendar o passeio.
O ser maligno, de novo. Rosna pro Igor, avança num cao que estava atras de mim. O pobre virou pra se defender e acaba abocanhando minha perna, de leve. Vazei da area.
A Re segue pra cumprir a tarefa. E eu vou praticar meu esporte predileto: observar transeuntes.
Corta.

Cena VIII - Consumo secreto.
To eu la sentada, quietinha, observando os transeuntes, representados por uma fauna variadissima de pessoas.
A Renata e o Lu passam por mim. Sentam-se ao meu lado. Conversa breve. Silencio atento. Entao percebo que eles estao fazendo o mesmo que eu! Eles tambem sao observadores de transeuntes, meu caros. Ta vendo como a gente descobre as coisas? Observadores de transeuntes nao tem um perfil definido. Ai mora o perigo.
Dois garotos ao nosso lado estao sendo vitimas do ataque charmoso de 3 garotas. A de blusa listrada parecia interessada no moleque que se isolava dos est?mulos externos, ouvindo seu walkman. Mas e as outras? Seriam apenas alcoviteiras solidarias? Ou estariam interessadas no amiguinho do ser alienado?
Ent?o, começamos a inferir. A inferencia. O tipo da merda perigosa.
Idade dos meninos. Suposiçoes: eu aposto 10 e 11 anos. O Lu e a Renata também.
Na duvida, melhor tirar isso a limpo. Renata vai la e pergunta. Os patetas confirmam: 10 e 11 anos.
E as meninas continuam passando por eles. E nada acontece.
Lu acha que o moleque nao ta nada interessado. So quer saber de ouvir musica.
Eu discordo. Afirmo que o pobrema do garoto e timidez.
O Lu sai de cena. Pergunta se a gente quer tomar uma coca-cola.
Ta maluco, rapaz? Agora a gente nao sai daqui por nada deste mundo, ate ver como acaba isso.
Corta.

Cena IX - No sorteio ou na porrada?
Lu volta a bordo de sua latinha de coca-cola e ja vai contando a novidade: Teka e seu prete vao ficar em casa. E tocando no assunto, surge o tema que ate entao ignorado: quem dorme aonde.
Isso vai dar trabalho.
Logo ao chegar eu ja tinha visto um sofazinho no jeito. Por mim, tava resolvido.
Mas descubro que os meus amigos tambem ja estao de olho nele.
Ok, vamos negociar.
- Tenho insonia. No sofa posso dormir com a luz acesa, sem incomodar ninguem e eu ja me apeguei a ele.
Argumentaçoes das mais bizarras sobre os motivos de dormir no sofa. Tudo em vao.
Outra tentiva desesperada: sorteio. Que tal?
Tambem nao.
Tudo bem. Deixa. A gente resolve isso em casa.
Corta.

Cena X - Missao cumprida.
Rezinha volta com os caes. Eu e Renata continuamos torcendo pra que a garotinha de blusa listrada conquiste o ser.
Sentamos em uma mesa para assistir ao show.
Pergunto à Re se ela pediu o saca-rolhas emprestado.
Esqueceu.
Renata ve um garoto que trabalha na agencia de turismo de la. Chama o rapaz. Conversam sobre a festa, musica, dança, a familia como vai. Tudo. Menos perguntar se o cara tinha um saca-rolha pra emprestar. Tem gente que anda com isso no bolso.
Re fala que a Teka e seu prete vao dormir na casa com a gente.
Putz, perfeito. Sera que ela tem saca-rolha? Um canivete suiço, talvez?
O show ta chato. Hora de voltar. A menina de blusa listrada passeava sozinha, sem o seu principe do rap.
Chegamos em casa, dessa vez, em 3 viaturas. Com fome. E sem saca-rolhas.
Corta.

Cena XI - Soluçoes inteligentes.
Legal ter um monte de gente na cozinha. Eu adoro.
E ja que estamos sem saca-rolha mesmo, o jeito e improvisar do melhor modo.
Renata e Rezinha preparam o fondue de queijo. Especialidade da Renata. Barbaro. Uma mao na roda para viajantes que nao querem transportar as panelinhas e recheaus em viagens.
Eu volto a vasculhar as gavetas.
Seleciono alguns objetos que podem ajudar na funçao. Encaminho aos rapazes. Eles avaliam.
Tudo resolvido. O jantar pronto. O vinho aberto. Gargalhadas à mesa. Uma noite perfeita.
Apenas nao estou autorizada pelo grupo a contar como foi resolvida esta parada. A soluçao esta em fase de negociaçoes com um empresario do setor. Vamos vender o know-how.
Corta.

Cena XII - Hora de dormir.
Mais de meia-noite. Todo mundo com sono. Todo mundo quem, cara-palida?
Tudo bem. A louça fica pra amanha.Aquele tumulto basico de final de noite.
Quem vai dormir aonde? - a pergunta que eu temia.
Tento dar uma de espertinha, e corro pra me apossar do sofa. Uma especie de regressao a primeira infancia, nao repare.
Todos deitados e acomodados. Luzes apagadas.
Boa noite, John Boy.
Boa noite, Mary Helen.
Silencio.
Momento de reflexao: O Lu e a Renata estao no mesmo quarto que voce. Portanto, fofa, vai dormir (???) de luz apagada do mesmo jeito! Bem feito!!!!!! Pateta!.

............................................
Continua amanha. Aquela noite foi longa. Acredite.
Sabado - 7-06 - Pé na estrada.
Previsao do encontro no posto de gasolina la da A Senna: 8h30.
Hora do encontro: nao registrada.
Who cares?
Café, pao de queijo, agua pra beber na estrada e alguma conversa jogada fora depois: - Caminho da roça?
Caminho da roça.
Hora da partida: por volta de nove e pouco.
Pra onde mesmo? Sao Francisco Xavier.
Pertinho, pertinho de S. José dos Campos, né?
Eh.
Previsao de chegada? Ara, à hora em que chegarmos, chegamos.
Simples.

Quatro patetas e duas viaturas. Parte I - O City-Tour acidental.
Viatura I, no comando: o Lu, na direçao geral e a Rê, que é outra Rê, na co-pilotagem.
Viatura II, conduzida pela e euzinha, na co-pilotagem. A border-lata Cao e o husk Igor, no banco traseiro.
Ta certo que os caes estavam um pouco inquietos, alegremente ansiosos por saber o que o destino lhes tinha reservado. Eh natural.
Eu, na co-pilotagem, assumi a nobre funçao de impedir que o husk Igor, o mais afoito, pulasse para o banco da frente. Meu braço esquerdo fez o papel de uma espécie de trava de segurança. Exigiu uma certa força muscular que eu duvidava ter. Funcionou.
Tudo na santa paz.
Estando em Sao José, era so seguir as placas e pegar a estrada que leva a Sao Xico.
Em Sao José, Viatura I e Viatura II encontram um pouco de trânsito.
Viatura II continua seguindo a Viatura I pelas ruas daquela cidade.
Viatura II nota que tem uma placa indicando que seria legal se a gente virasse à direita.
Mas, digamos que a viatura I tenha seguido em frente.
Viatura II segue, confiante, a Viatura I.
A co-pilota da Viatura II pergunta à pilota da Viatura II: - ? assim mesmo?
- Acho que sim.
Dez minutos depois, a pilota da Viatura II indaga à sua co-pilota: - Por que ele nao para pra perguntar, mô deus?
- Porque o piloto da Viatura I é um piloto. E pilotos do sexo masculino dificilmente param pra pedir informaçoes. Faz parte do codigo genético. Nunca te contaram isso?
- Pois é, né?
- Eh. Mas, uau!!!! Ele ta parando pra pedir informaçao... Ueba!!!
Algumas quadras adiantante, o piloto I para e pede nova informaçao a outro transeunte.
Eu estava maravilhada e incrédula diante de tal cena. Com aquela atitude, o piloto da Viatura I nao so encontrou o caminho correto da estrada para Sao Xico, como também salvou o braço esquerdo da co-pilota da Viatura II de uma distensao muscular grave. O husk Igor tava mesmo começando a ficar impaciente. E vocês nao têm noçao do que isso significa.
- Caminho da roça?
Caminho da roça.
E fomos nos.

Quatro patetas e duas viaturas - Parte II - Falta muito, mae????
Viatura I e Viatura II seguem rumo, serra acima.
Husk Igor continua tentando quebrar, literalmente, a barreira imposta pelo meu braço esquerdo.
- Falta muito, Rê-ê??????
- Nao, ta perto.
Quinze minutos depois..
- Rê??? : [[[[[
- Gente, agora ta pertinho...
- Pertinho quanto?????
- Coisa de 15 minutos. Chegando em Sao Xico, a gente descobre como chegar na casa. Facil.
Ops.
Co-pilota da Viatura II enlouquece. Vira-se para os caes e sugere: - Nao acreditem! Nao acreditem!!!!! Ela esta mentindo para nos. Nao existe um mapa. Ela mente para nos....
Menos, co-pilota II, menos!!!!! Calma! Seu braço esquerdo é mais forte do que aparenta. Igor, menos!
Coisa de 30 minutos depois, conforme o prometido, Viaturas I e II chegam, sas e salvas a Sao Xico. :O)))
Restava apenas um detalhe: descobrir onde ficava a casa. Elementar.
Foi facil encontrar a casa que nos daria a chave de nosso descanso merecido. Level 4.
Mas o caminho era um pouco mais complicado. Level 5.
Melhor anotar a indicaçao, né?
?.
Co-pilota da Viatura II tenta anotar, taquigraficamente, as informaçoes.
Falta tao pouco. Pega a estradinha tal, pra cachoeira David de Tal. Na segunda ponte amarela, pega a Miguel de Fulano de Tal, primeira à esquerda, segunda à direita, segue, tem uns pinheirinhos, uma pedra, uma porteira. Anotei tudinho.
Etcha!!!!Viatura II assume o comando da tarefa.
Agora vai.
Mas nao foi bem assim.
Viatura I ultrapassa a Viatura II e avisa: tem que voltar e virar naquela outra ponte amarela.
- Qual?
- Aquela outra. A segunda amarela.
- Segunda?
- Todas sao amarelas.
Putz. Era isso mesmo.

As perguntas quer nao querem calar até agora sao: por que todas as trocentas pontes de Sao Xico sao amarelas??? (isso confundiu tudo. Verdade. Todas as pontes sao amarelas, la). Por que nem eu entendo a minha letra? Qual a logica do sistema GPS? A apenas duas dessas perguntas tenho a resposta: eu nao sei porra nenhuma de taquigrafia e a pedra nao estava mesmo no caminho. Era a decoraçao do jardim da casa. Isso explica tudo.



01 junho, 2003

O pão que mata o pato.
Não adianta tentar explicar. Tem que assistir ao filme. About a boy.
O pão que mata o pato virou uma lenda. Um código. Um signo.
Uau! O dia em que eu disser: ""Esse pão matou o pato" significará que eu acertei na mosca. Ou no pato.
Tenho dó de patos. Enfim... Sei lá. Tem que assistir About a Boy pra entender.
Hunf!!!!!
Dia lindo!!!!! :O))))
Acordei lá pelas 8h;
Isso é raro. Amei.
O tel. tocou, lá pelas 14h. - Vamos almoçar aqui em casa?
Upssss. Só se for agora!
E assim foi o nosso domingo.
A a bordo de umas costelinhas de porco bárbaras.
O Carlos responsável pelo risoto dos deuses, e eu cá com a minha parca função do waffle de cereais, com calda de maçã. Sobremesa.
Carlos nos ajudou um bocado. O toque das raspas de limão e das colheradas de conhaque fizeram toda a diferença na massa.. Smack, Cá!
O almoço terminou lá pelas 19h. .
Assistimos a um episódio de E.R. Enquanto falávamos ao tel. com essa Mané.
Minha pateta predileta, dá licença. Oli também acha vc o máximo e nos espera aqui em Sampa. Combinado?
Toma jeito, mulé e corrija esse sotaque, certo?
Beijo enorme e cuida direitnho da Twigg. :pppp
Antes que eu me esqueça.
Thanks, Rê.

31 maio, 2003

Oh, boy!
Risquei a palavra saudade do meu vocabulário.
Em meu dicionário de sempre, tá lá: - Não faça com que as negações e as repressões psicanalíticas que eu levei tanto tempo pra construir caiam por água abaixo. Não agora.
Isso é justo, não?
Acho que sim.
Mudei os Cds que habitam o meu carro.
Cascão hoje porta um adesivo que diz " Prosperidade".
As músicas que tocam não me dão mais agonia. Mudei tudo.
Vida nova.
Salve!
Exorcisei.

About a boy.
Depois do Bazar e do almoço no Maestri, segui rumo à casa da Rê.
Assistimos ao filme, em DVD.
Confesso que cagos baldes pro Hugh Grant.
Ele sempre faz o papel dele mesmo. Um ser desprezível.
Mas o garoto é uma figura muito, muito legal. Uma criatura maravilhosa.
Não posso dizer que recomendo. Mas é interessante. Especialmente às mulheres.
Conheça antes que acabe!!!!!!
É de chorar.
Mas o Maestri in Cusina está fechando as portas.
Grande perda. Inestimável.
Quem quiser conhecer tem mais um ou dois meses pela frente.
Fica lá na Al. dos Nhambiquaras, esquina com a Av. Moema. (já postei uma porrada de vezes por aqui.
(É o meu quilão predileto.)
Maria Helena sempre tá lá, impecável, servindo uma comida pra lá de honesta, a um preço abaixo do que vale.
Mas como nem tudo é só desgraça por aqui, Maria Helena continuará na gastronomia.
Quem já conheceu o lugar, é só dar um toque. Talvez ela volte pro Jornalismo, talvez vire uma grande banqueteira.
Ela é genial.
Vale conhecê-la, pessoalmente.
Fica aqui a dica. ;O)

Ô, coisa boa!
Tava eu lá vendo se uma bermuda de antílope, linda, baratérrima, iria servir pra magrela Oli. (entre nós, o custo do ajuste sairia tremendante mais caro do que a bermuda em si).
A moça da barraquinha perguntou: - Qual é o seu tamanho?
- Hum... Não é pra mim.. É pra minha filha. Ela tem quase o meu tamanho, só apenas bem mais magrela.
- Ei.. Que idade?
- Ela tem tantos anos.
-. Hã? Com essa cara de bebê você tem uma filha dessa idade??
- Hum, hum..
- Vc tem cara de menina...
Confesso que tive ímpetos de dizer que parí aos 15 anos de idade, mas seria uma mentira deslavada. Uma indelicadeza imperdoável. Sacanagem.
Apenas respondi: - Com essa, vc fez eu me sentir o máximo!! Adorei! Thanks!!!! É minha auto-estima quem fala! :O)))
A vendedora apenas sorriu. E me conveceu de que a compra da blusa de crepe tinha sido mesmo uma grande escolha.
Adorei o Bazar.
Vai até às 17h do domingo. Ainda dá tempo.
Se eu tivesse com mais grana, teria feito a festa do ano. Verdade.
Sou maluca por produtos de papelaria. O GRAACC recebeu um carregamento de papéis de parede, como doação.
Pois não é que as mães das crianças transformaram os papéis de parede em capas de bloquinhos de notas e cadernos maravilhosos? Com papéis coloridos e capas divertidas. Lindo!
O que importa é o tamanho da sua solidariedade.
Que você tenha um grande domingo. Faz um bem tão bom! ;O)
Corra! Ainda dá tempo.
O Bazar do GRAACC tá 10!
De chorar e de espernear.
Tudo baratíssimo. Irresistível.
Comprei um conjuntinho de camiset e calcinha da Turma da Mônica, com a griffe do GRAAC e tudo, por 5 reá.
Lindo. Se a Oli não quiser, vai ficar pra mim. Amei.
Comprei também uma blusa de crepe, creme, gola-xale, podre de chique. Caimento perfeito. Linda.
Quanto? Dé reá.
E com um pouco de sorte, dá pra estacionar na rua, de grátis.
Vai perder essa?

30 maio, 2003

Por que os homens usam bigode?
Sinceramente, poucas coisas na vida me parecem tão antiestéticas.
As duas únicas pessoas no mundo que podem bigodes são Charles Chaplin e Tom Selleck. Até porque esses dois já saíram da maternidade portando bigodes. É o que parece.
George Clooney, NÃO!

Essa eu recebi da Alê.
Renée reencarna Bridget Jones por US$ 15 milhões
Renée: 1,5 mil calorias a mais por dia para reviver Bridget Nova York - Renée Zellweger já se prepara para reviver a solteirona gordinha Bridget Jones. Ela vai ganhar US$ 15 milhões para fazer a seqüência de O Diário de Bridget Jones, mais 10% do faturamento da fita. A atriz, segundo o web site Peoplenews.com, já está tentando engordar dez quilos para Bridget Jones: No Limite da Razão. Renée vai ter de comer 1,5 mil calorias a mais por dia para ganhar peso, além de parar de malhar, uma de suas obsessões. As filmagens vão começar em julho. Especula-se que o elenco do novo filme traga Hugh Grant e Colin Firth, da produção original, além de George Clooney, ex-namorado da atriz.


Ele que não me invente de aparecer de bigode.
Aberrações gastronômicas.
Recebi o folhetinho de um novo delivery na região.
Os caras conseguiram. Tá lá. Eu li.
Beirute da Casa: filé de frango, mussarela de RÚCULA, tomate seco e maionese light.
Como será isso?
Mulheres..
E o dia começou assim: a Rê manda um e-mail pra mim e pra Inês.
Tarefa simples. Mensagem básica e enxuta pra combinarmos sobre o Bazar do GRAAC e o almoço no Maestri in Cusina. Olha só no que deu.
1- O que vocês acham da gente ir ao Bazar e depois ir comer, lá pelas 13h?
2- Tá. Quem me acorda?
3- A que horas a gente te acorda?
4- Sei lá. Cês que mandam.
5- Gente, não é meio cedo, não? Tenho umas coisas pra resolver pela manhã. Que tal se a gente fosse lá depois ir almoçar mais tarde.
6- Então tá. Mas e se a gente primeiro almoçasse e depois fosse ao Bazar?
Resultado: até o início da noite, as mensagens ainda eram inconclusivas.
Tudo me leva a crer que será um dia e tanto. É só aguardar.
É neste final de semana.
Sábado e domingo tem bazar no GRAAC
Clube Ipê
R. Ipê, 130 - Ibirapuera.
Vai todo mundo, né?

29 maio, 2003

Ops..
Por falar nisso, tá começando episódio inédito de E.R., no Prime Time da Warner.
Vou lá.
Tenha sempre um ás na manga. De copas, é claro.
Aí, um dia, ela o encontra, ao acaso forjado de sempre.
Ele: - Onde vai tão linda?
Ela: - Não vou. Tô voltando.
Ele: - Linda assim, aposto que foi namorar.
Ela: - Tolinho. Fui cuidar da minha vida.
Ele: - Você podia cuidar de mim.
Ela: - Esqueceu que você é casado?
Ele: - Você é ciumenta?
Ela: - Me poupe.
Ele: - Desse jeito, você ainda vai me causar um enfarte. Cuida de mim, no hospital?
Ela: - Não será necessário.
Ele: - Por que?
Ela: - Enfarto em sujeitos jovens como vocês costumam ser fulminantes. Serás um homem morto.
Reza a lenda que, a partir desse dia, ele ficou irremediavelmente apaixonado por ela.

A cerimônia do chá.
Hoje descobri um chazinho novo. Um não. Dois.
Um chama Momento de Dormir. O outro, Momento de Relaxar. Produtos que fazem tomar chá um verdadeiro ritual. É. Eles dizem issso.
Na embalagem, diz que Momento de Dormir é feito com uma combinação de ervas naturais que preparam a vítima em potencial para uma boa noite de sono.
Sim, tudo começa a fazer sentido.
O Momento de Relaxar diz que para dar um tempo na correria do dia-a-dia, nada melhor do que um chá de ervas naturais, de sabor suave e relaxante. Momentos de calma e bem estar que sua vida merece.
Uau! Eu mereço isso tudo mesmo.
Acabei levando essa parada do "verdadeiro ritual" mesmo a sério. Apenas não sabia qual preparar primeiro. Na dúvida, misturei os dois, num balde só. Nessa brincadeira, acabei perdendo grande parte de um episódio de Friends que eu não tinha visto.
Tudo bem que tem reprise à 1h da madruga. Mas se eu não estiver dormindo numa hora dessa, vou processar o fabricante.
Avisados?
Nem vem.
O relógio do computador atrasou. O de pulso parou. E o despertador do quarto também.
Não estou gostando nada, nada disso.
É comigo a coisa.
Impressionante. Ontem, levei mais de 1h30 para percorrer uma distância que costumo fazer em 20 ou 25min., na 23 de maio, sentido Centro. O sentido Aeroporto até que tava legal.
Hoje, levei a mesma hora e meia, pra fazer o mesmo percurso, desta vez, no sentido Aeroporto.
Dessa vez, pro Centro tava indo bem.
É perseguição ou é impressão minha ?
Saco.

28 maio, 2003

Efeito Placebo.
Taí um bom nome pra um filme com Robin Willians.
Serve pra nada, mas engana que é uma coisa.
Pronto. Agora eu apanho.

Doces Sonhos.
É do Dr. Oetker.
Ideal para relaxar após um dia agitado, segundo as indicações na embalagem.
Há controvérsias, meu caro. Até que é gostosinho. Mas, pra causar algum bocejo, é preciso tomar um balde. Talvez seja indicado pra quem já vive com uma certa letargia. Não é exatamente o meu caso.
Mas se você pensar que uma caixa com 20 sachês de Sleeptime, o demolidor chá de ursinho, tá mais de 16 conto, não custa apostar no efeito placebo.
Grr.
Rosemary, a telefonista??
Alô, Terra chamando.
Rosemary é a telefonista do Hong Kong Fu.
Desculpe, engano.
Tudo errado.
Mulheres Apaixonadas tá pegando jeito agora, não?
Mas a sucessão de cagadas no socorro às vítimas do acidente de carro foi fenomenal.
Qualquer criança de 7 anos de idade sabe que só profissionais de saúde devidamente treinados devem movimentar uma vítima no trânsito. O que fizeram com Rosemary, a telefonista, foi piada de mal gosto. Arrastaram a criatura pra calçada, enquanto ela referia dor no pescoço e nas costas. Deu sorte a moça. Ao que parece, não virou um quiabo. Não dessa vez.
Que mancada, hein, Manezão?
Por falar nisso.
Serei o-bri-ga-da a fazer as unhas e caprichar no batom, amanhã.
Acabou a ração do Godzila.
Alguma encomenda?

Enquanto isso, na sala de espera do veterinário....
O vet.: - Desculpem-me pelo mal jeito. Estou todo sujo. Estava cuidando dos vermes do porco do George Clooney.
Ela: - George Clooney tem um porco???? Quero vê-lo imediatamente.
O vet.: - Como?
Ela: - Preciso anotar meu telefone nas costas dele, AGORA.

Cybill Shepherd em episódio de Cybill.

Eu anotaria também CIC e RG, só pra garantir.

Só pra lembrar.
ATENÇÃO TODOS OS CARROS: BAZAR NO GRAACC.
No próximo final de semana. De 31/05 a 01/06. Jogo rápido. Corra.
A grande Nelinha, mãe da trabalha lá.
Roupas, sapatos, artesanato. Tudo de primeira. Precinhos camaradas.
Uma causa nobre.
Divulgue e apareça.
Nos encontramos por lá?
Anota aí:
Clube Ipê
Rua Ipê, 103
Ibirapuera ( é fácil de chegar. Todo mundo, no Ibirapuera, conhece o Clube Ipê)
Das 9h às 17h (não vá perder a hora. :p)
Oli, avise seus amigos, combinado?



25 maio, 2003

ATENÇÃO TODOS OS CARROS: BAZAR NO GRAACC.
No próximo final de semana. De 31/05 a 01/06. Jogo rápido. Corra.
A grande Nelinha, mãe da trabalha lá.
Roupas, sapatos, artesanato. Tudo de primeira. Precinhos camaradas.
Uma causa nobre.
Divulgue e apareça.
Nos encontramos lá? Hã? :O)
Anota aí:
Clube Ipê
Rua Ipê, 103
Ibirapuera ( é fácil de chegar. Todo mundo, no Ibirapuera, conhece o Clube Ipê)
Das 9h às 17h (não vá perder a hora. :p)
Oli, avise seus amigos, combinado?


Não perda!!!!
Esta semana, será desvendado o mistério de Lucas.
Quem é o Lucas?
É aquele maleta que só come batata frita.
Se fosse meu filho, eu já tinha afogado.
Passa amanhã.
Hoje não tem historinha, porque Ela não encontrou com Ele.
Fica pra semana que vem.
Tá bom.
Parei. Chega de blasfêmias por hoje.
Genesis.
Então, Deus acordou um dia, com um puta mau humor e inventou o frio.
´Muuuuito tempo depois, um bando de jesuítas de merda inventou de criar uma cidade localizada bem no meio de encontro de frentes frias vindas da Argentina.
Odeio frio. Deu pra notar?
Brrrr..

24 maio, 2003

De novo, não!
Não se pode falar nada.
Quase 1h30 da manhã e nada do sono chegar.
Saco.
É sempre assim.
Ela lê seu horóscopo, antes de sair: aproveite o dia de hoje para verbalizar seus sentimentos mais profundos.
Perfeito. Desta vez, estava segura de que não iria gaguejar. Seria firme. Inteligente. Interessante. Irresistível. Os astros estão a seu favor.
Ela o encontra propositalmente, assim, como se fosse ao acaso, no lugar de sempre. Sempre foi assim.
Ele a cumprimentou com um beijo caloroso.
Ela estremeceu. Ele nunca foi tão digamos, incisivo.
Conversam amenidades enquanto os olhares se devoram: o tempo. A falta de tempo. Um dia a gente precisa sair.
Até que o assunto faltou.
Ela arriscou. Olho no olho. Aproximou-se. Sentiu a própria respiração alterada. O coração acelerou.
Ele permanecia imóvel, à espera da tão esperada iniciativa.
Ela tossiu. Tossiu. Tossiu e tossiu. Faltou o ar.
Ele bateu em suas costas. Levantou seus braços. Chamou por São Bras. E nada.
Ela ficou cianótica. Cianótica e humilhada.
Desta vez, não ficou vermelha. Estava roxa.
Tentava falar. Ele não entendia.
A crise passou.
Ela, que nunca acreditou mesmo em horóscopo, apenas blasfemou: Eu odeio o Quiroga. Maldito!

23 maio, 2003

Missão cumprida.
Como você já devem ter notado, sou uma mulher que cumpre o que promete.
Levei o Igor, da pra tomar vacina.
É o tipo de boa ação que faz bem à alma, sabe? :p
Pensando bem, acho um risco para a saúde do animal uma tabela de vacinação semestral.
Um intervalo bimestral seria perfeito. Mensal, talvez. :O)))
O melhor da noite.
Chá de ursinho, edredon e Causa Nobre (estou adorando Causa Nobre).
Nem tudo está perdido.
George Clooney está de volta nas incansáveis reprises de E.R. (suspiros)
Promessa de final de semana.
Não vou mais bisbilhotar a vida dos vizinhos.
Entenda bem. Não neste final de semana.
Nada como uma boa noite de sono.
Parece que meu sono está mesmo se normalizando.
O único pobrema é que a homeopatia está acabando. Vou ter que voltar lá naquele consultório que fica na rua que termina no cemitério. Oh, céus. Eu não tenho descanso.
Alegria de pobre dura pouco.
Tava tão bom aquele veranico.
Essa maldita frente fria era absolutamente necessária???
Grrr.

22 maio, 2003

Os fantasmas se divertem .
Assim, sem mais. De uma hora pra outra, meu mouse resolveu ficar canhoto.
Não sabe brincar, não brinca, tá?
Oh, shit.
Ela o vê de longe. Está especialmente bonito.
Ele acena e sorri.
Ela corresponde, sorrindo. Sente seu rosto ardendo. Vergonha.
Ele continua a encará-la.
Ela engata a primeira marcha. Acelera.
Ele sorri como um gesto de despedida. Puro charme.
Ela deixa morrer o carro. Quer morrer. Jura nunca mais passar por ali.
Ela é tímida. Descoordenada. E não tem a menor palavra.


O pior pesadelo.
Pêlos encravados. Que ódio.
Disciplina é tudo.
Minha insônia tá desencanando de mim.
Faz, pelo menos, 4 noites que tenho uma qualidade de sono bastante razoável.
Parece que o efeito da homeopatia resolveu dar o ar de sua graça. Minha cutis agradece, de joelhos.
Amém.
Malditos disjuntores.
(...) O relacionamento rateou durante algum tempo, mas não adiantou juntar os caquinhos. Depois que meus olhos se abriram, não adiantava mais tentar fazer aquilo funcionar. Tudo antes se baseava no meu desejo de conquistá-lo, o que fazia todas as incoerências e crueldades dele parecerem obstáculos a serem vencidos, em vez de defeitos nada atraentes que agora eu via bem nitidamente. Fiquei horrorizada com o meu sangue-frio. Se tivesse sido menos radical, talvez tivesse pensado melhor no amor, que significa assumir tudo, o lado bom e o ruim. Que tinha sido culpa minha, também, deixar aquela dança peculiar começar e continuar como havia continuado, sem enfrentá-lo antes. Mas tudo agora estava preto no branco para mim. O disjuntor havia se desarmado.
Helen Fielding in Causa Nobre.

Novo sonho de consumo.
Um binóculo mais potente com George Clooney na vizinhança, por favor.
Janela indiscreta.
Sei que isso é muito feio. Um crime até.
Mas não resisto à tentação de observar a vida dos vizinhos do prédio mais próximo.
É mais forte do que eu.

17 maio, 2003

Vai comer agora ou quer que embrulhe?

O diálogo:
Ele: - Nossa! Há quanto tempo. Sumiu.
Ela, sorrindo: - Não, é você que nunca tá por aqui.
Ele: - Tá bonita!
Ela apenas sorri.
Ele: - ........(engasga)
Silêncio constrangedor.
Ela, completamente tímida: - Viu a sinápse, ontem?
Ele: - Errr... O que?
Ela, ruborizada: - Desculpe. O que eu falei?
Ele: - Sinápse.
Ela, clamando pela morte rápida: - Errr, err, não é isso. Errr. O eclípse? Da Lua. Teve ontem. Viu?
Ele: - Ah! Não vi. Dormi. Cê viu?
Ela: - Vi. Foi lindo....
Ele: - Quando vai ter o próximo?
Ela, gaguejando: - Não sei. Não li.
Ele: - Quando tiver o próximo, liga pra me acordar.

Putz. E não é que o cara pediu pra embrulhar? Que mancada!


Mudando (quase) tudo.

Além do meu ciclo de sono (hã??), continuo com algumas mudanças importantes. Quase radicais. Por exemplo, comprei um adesivo novo pro Cascão. Aquele maldito, o antigo que cicatrizou no vidro, ah, está com horas contadas. Amanhã eu arranco aquela merda, nem que o vidro saia junto.
Sentiu firmeza? Me aguardem.
Minha próxima vítima será Godzila. Mas esse vai dar um tremendo trabalho. Melhor seguir do mais simples para o mais complexo.

Insônia - Como enlouquecer em 10 lições.
1- Tente parar de fumar. (coragem, você consegue os dois: parar e enlouquecer.)
2- Siga corretamente as orientações do seu médico com relação à medicação, que irá ajudá-lo(a) a segurar a onda da abstinência à nicotina.(certifique-se que o remédio tenha a insônia como efeito colateral. Isso ajuda um bocado)
3- Comece a ler um livro que revire profundamente suas emoções mais fétidas e cruéis.(Stephen King não vale. Muito manjado).
4- Consulte rotineiramente seu saldo bancário (isso é fundamental).
5- Resista bravamente à tentação de fazer compras. Sofra por resistir (lembre-se que o seu desejo compulsivo de consumo é inversamente proporcional ao montante do seu saldo bancário).
6- Passe o dia dando telefonemas a pessoas que estão sempre em reunião e nunca retornam suas ligações.(dois coelhos numa cajadada só: você se sente culpado(a) por estar gastando além da conta e ainda aumenta seu sentimento de rejeição. Jogada de mestre)
7- Suspenda sua alimentação normal. Nada de alimentos muitos saudáveis.(sim, um pouco de auto-punição é elementar).
8- Passe o dia imaginando o que vai fazer com o bolão da megassena que você tem certeza absoluta de que vai ganhar sozinho (o da lotomania também serve. Não custa nada sonhar e isso vai elevar seu grau de ansiedade às alturas)
9- Assista a um programa da Marcia Goldsmith (perfeito para ativar aquela sensação inexorável de perda de tempo)
10- Assista ao Globo Repórter As Maravilhas do Pantanal. (é praticamente o seu tiro de misericórdia. Não perca sua chance)

E aê? Tudo normal com você? Tá dormindo direitinho à noite? Muito bem.

16 maio, 2003

Ressaca - Gritos, Sussuros e Lobotomia.
Quando não beber.
......Quando encontrar seu ex com outra.
Quando encontrar seu atual com outra
Quando encontrar seu atual com outro.

Danuza Le㯠in Na Sala com Danuza.

E num é que faz um puta sentido?
Apesar de que encontrar o ex com outro também não deve ser nada fácil, hã?



Acho que já chega.
Deu pra notar o que a insônia é capaz de fazer com uma criatura?

Banheiro - Território Sagrado.
Bunker de azulejos que serve para todas as coisas que ninguém nem às paredes confessa. Local onde a intimidade de cada um atinge a plenitude total, ampla e irrestrita. Tudo que se passa dentro de um banheiro assume ares de mistério. Daí aquele fetiche do buraco da fechadura. Faça dessa oficina um altar para suas mais recônditas displicências e um camarote impenetrável. Saiba que usar banheiro de portas abertas pode ser uma heresia. E Eros castiga.
Eduardo Logullo in Na Sala com Danuza.

É. Taí uma verdade inquestionável. A ira de Eros não perdoa certas coisas.
Próximo!
Ela de novo.
...Ouvi ou li, já não me lembro, que o fim de um amor deveria ser comemorado com uma festa. Não para festejar o fim de alguma coisa (o que é sempre triste), mas como o princípio de uma nova fase. Por que não tentar?
Danuza Leão in Na Sala com Danuza.

Então tá, né? Quem leva o bolo? (perdão pelo trocadilho infeliz)
Tá vendo só? Tá vendo só???
.....Não sou a favor do fumo, claro. Mesmo que fosse, não seria louca de levantar essa bandeira. Mas ouvi, de fonte muito bem informada, que morre muita de gente de infarto, só de tensão - pela falta de um cigarro.
Danuza Leão in Na Sala com Danuza.

Eu falei...

15 maio, 2003

Novamente, a saga de uma quase ex-fumante.
Está cada hora mais difícil suportar. Sucumbi. Confesso. Mas com a piteira da terceira fase. Apenas 5 cigarros. Pra quem já tava passando a marca dos 35/dia, até que está muito bom. Ora, dá um desconto.
A verdade é que ficar o dia todo em casa não ajuda nem um pouco.
Uau!
Calma, crianças.
Não estou tão amarga quanto posso parecer.
Deve ser o eclipse lunar. Só pode ser.
Essa é genial.
Confiança.
É como morder uma maçã dourada, confiando em sua sadia e suculenta veracidade, e descobrir entre os dentes um verme rastejante.
In
Brian Gallagher in Viciada em Feng Shui (minha atual leitura de sala de espera)
Como assim, uma ocorrência isolada?
Lembram do episódio da vitamina C que veio sem bula?
Olha só o que eu recebi hoje?

Prezada senhora.
Agradecemos seu contato com o nosso Serviço de Informações XYZ.
Informamos que, após o ressarcimento, a amostra foi enviada ao Departamento de Controle e Garantia de Qualidade.
Informamos que, na consulta à documentação referente ao processo de embalagem do lote em questão, não foram observados registros de ocorrências de falta de bulas. Esclarecemos que há um sensor específico para sinalizar a presença de bula, só permitindo a liberação do medicamento quando a bula está incluída. Como as evidências disponíveis indicam o funcionamento normal dos equipamentos, julgamos ter sido uma ocorrência de forma isolada.
Agradecemos mais uma vez a sua informação, pois os contatos dos nossos consumidores e colaboradores podem nos auxiliar a cada vez mais aprimorar nossos processos, para mantermos a qualidade de sempre, fundamental à saúde humana.
Permanecemos à disposição etc, etc, etc,
Atenciosamente,
Produtos XYZ Químicos e Farmacêuticos S . A


Então tá. Daí conclui-se que, conforme afirmei anteriormente, minha embalagem veio mesmo "premiada". Ou há alguma entidade brincalhona que rouba as bulas de remédio e contas a pagar que habitam a minha casa?


Algumas coisas são imexíveis.
Um arranhão no paralama do Cascão, por exemplo.
Outro dia, o vet. de Godzila disse que sabia que eu estava na clínica, porque reconheceu o arranhão no meu carro.
Ora, depois dessa, o arranhão foi promovido à cicatriz. Pronto.(suspiros)
Quase um ex-Cascão.
Meu carro também está sofrendo com minhas transformações internas.
Levei o pobre pra tomar banhão. Barba e cabelo. Selviço compreto.
Foi lavado, encerado, aspirado. Até alguns adesivos foram pro saco.
O adesivo que eu queria mesmo que fosse arrancado, aquele, a origem de tudo, não sai mais.
Parece que cicatrizou no vidro. Que coisa.
Mas Cascão é hoje um novo carro.
Manda bala!!!
Sim, comprei um carregamento quase que vitalício de Tic-Tac e de Mentos.
Principalmente, quando estou dirigindo dá pra distrair.
Mas, de que tamanho eu vou ficar, môdeus?
Xiiiii.
O problema é a sede que dá. Não sei, exatamente, se o efeito da medicação ou se é psicológico.
O fato é que a sede não é brincadeira.
Sem sacanagem. Em 24 horas, consumi 3,5 litros de água.
Se continuar assim, vou ter que comprar uma sonda.
Quase uma ex-fumante.
Tá difícil. Cês num têm noção.
Passo o dia inteiro na boa. Tá bom. Quase na boa. Dá pra distrair a vontade.
É à noite que o bicho pega.
Mas eu vou conseguir. Agora virou questão de honra.

12 maio, 2003

Who I am???
Tem teste pra saber quem eu sou no South Park???
Pequena Oli adoraria saber. :O)
Ops, melhor eu ir dormir.
Hoje é um dia de vida nova.
Parei.
Incofessável...
Dia desses, fiz o teste pra saber que personagem do The Simpsons eu sou.
Esse, eu juro que não conto. :O)
Maldita insônia!!!
Eu sou o póprio.




Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Blog do Idiota


Esse eu peguei aqui, que por sua vez, pegou daqui

11 maio, 2003

O presente mais lindo.
Acordar na casa da Cissa-Mãe.
O sofá da casa da Cissa-Mãe é um delícia de se adormecer.
Passamos de sábado pra domingo por lá.
Godzila se fodeu, tadinho. Ficou sozinho em casa, mas foi por uma causa nobre.
Acordei lá pelas 11h deste domingo, a bordo de um café da manhã, no sofá. Uau!
Suco de laranja, melancia, mamão, uva-itália sem semente, maçã. E beijo na testa.
Delícia. Tudo muito frugal, simples e prático. Como a paixão que eu tenho pela minha filha e pela minha mãe.
Thanks, Oli
Adorei. :O)

09 maio, 2003

Mulheres Apaixonadas.
Caramba.
Tanto mistério pro marido da Raquel, a perseguida, ser um sósia forjado do Tom Hanks?
Não valeu.
Se ainda fosse um sósia forjado do George Clooney ainda vai, né?
Que falta de imaginação.
Ah! Sim... Tem essa também.
Ordens médicas: fazer Yoga.
Ela me disse que tem no Ibirapuera, de grátis.
Se alguém souber de algum lugar legal, baratinho, quase de grátis, plizzz.
Ordens médicas são ordens médicas, vocês sabem. ;O)
Tudo vai melhorar.

Cá estou.
A consulta foi ótima. Coisa rápida. Acho que durou pouco mais de 30 minutos.
O veredito da doutora: você tem que parar de fumar.
Sim, você está em consultório, numa rua que termina no portão do cemitério.
Você vai discutir??? Hã? Hã?
Saí de lá a bordo de uma receita homeopática pra dar conta da minha insônia e de outra de um remédio de última geração pra parar de fumar.
Enquanto a doutora Ingrid falava sobre a ação desse remédio, lembrava de Asimov.
Imaginava pequenas naves poderosas capturando implacavelmente todas as substâncias que causam minha dependência à maldita nicotina. Viagem Fantástica.
Já comprei o bendito.
Vou começar na segunda-feira.
Nem vem, na segunda-feira o remédio contra insônia ficará pronto.
Daí, eu começo o pacote completo.
Dia produtivo hoje, notou? :O)
Coisa de doido.
Hoje acordei decidida a cumprir todas as minhas metas. Tô dando uma geral na minha vida. Estou adorando.
Uma consulta à uma nova médica era uma delas. Médica de convênio. Procurei lá no livrinho e arrisquei. Um tiro no escuro clássico. Não tentem fazer isso em casa.
Podia jurar que o consultório era numa travessa da Av. Sto Amaro.
Eu e minhas ilusões.
Tinha anotado que a rua era Desembargador Fulano de Tal.
Pois fui até a São Gabriel e nada da Desembargador.
Fiz o retorno. Achei um posto de gasolina.
Aprendam uma coisa na vida, meninas: não existe ser mais solidário com motoristas sem rumo do que os frentistas. Nessa, dei sorte. Além de um frentista solícito, tinha um moto boy abastecendo. Beleza. Tem uma Desembargador a três quadras daqui, terceiro farol.
Três quadras depois, descobri que tinha mesmo uma Desembargador. Mas não era o Fulano de Tal. Era a Desembargador Sicrano que Tal.
Não servia.
Fiz novamente o retorno, e voltei pra Santo Amaro. Parei num posto, no sentido oposto.
Esse frentista não era nada legal. Fujam dele. Mandou eu entrar na Cotovia e perguntar no ponto de taxi da esquina.
Entrei na Cotovia e não tinha nenhum ponto de taxi na primeira esquina.
Que grande filho da puta.
Não se pode confiar em nada, hoje em dia.
Liguei pro consultório, com a idéia de avisar que chegaria atrasada à consulta. Quanta ingenuidade a minha.
Telefone ocupado.
Shit!
Não estressar é a ordem do dia.
Fiquei lá no carro, esperando a velhinha do consultório resolver despendurar da porra do telefone.
Quinze minutos depois...
- Ah! Dona Ana. A sra. tá muito longe. Segue a Sto Amaro de volta, até passar o Borba Gato.
(arggggggggggh!!!!! Borba Gato não!!!! Meeeedo!!!!)
Depois a sra. segue em direção ao Largo 13.
(puta que me pariu!!!! Largo 13??? Ai, ai, ai)
Daí, a sra. vira à esquerda. E segue até encontrar o cemitério.
(sim, tudo começa a fazer sentido, agora. Isso não vai dar certo, melhor voltar pra casa.)
O final da nossa rua fica bem em frente ao portão do cemitério.
(estou adorando o cenário. Muito obrigada. Eu chego lá, já que cheguei até aqui).
Pronto. Cheguei.
O cenário era mesmo assustador. Rua movimentada, comércio pra lá de popular. Difícil de achar lugar pra estacionar o Cascão. Mas eu cheguei, isso é o que importa.
A casa mais estranha que já entrei na vida.
A velhinha do telefone me atendeu calorosamente. Não era tão velhinha quanto a sua voz soava ao telefone. Mas a casa era muito, muito estranha.
Não era um lugar onde você se sentisse mal. Apenas estranho. A boa e velha desconfortável sensação de estranheza.
Sentei-me no sofá.
Abri meu livro e tentei me concentrar na leitura. Não deu.
Senti sede. Tinha um bebedouro na sala.
Peguei um copinho. Era daqueles copinhos descartáveis próprios pra servir gelatina de limão em festa infantil. Coisa estranha. Notei a emenda do carpete remendada com fita crepe. Gambiarra.
Medo. Acho que vou sofrer uma lobotomia a céu aberto nesse muquifo.
Não, não. Respire. Relaxe.
Por uma fração de segundos, senti-me como Simplesmente Alice. Wood Alen, manja?
Já que estou aqui, foda-se. Vamos ver o que acontece.

Coisas que a gente nem imagina.
Segui minha vida.
Encontrei uma pessoa muito, muito querida, à tarde.
Tava de aliança de casado.
Achei engraçado, pelo discurso clássico da criatura: "usar aliança é como usar coleira de cachorro. Não uso, etc."
O fato é: a criatura foi devidamente "encoleirada". Achei divertido.
Achei apenas estranho o fato dele estar usando uma pulseira. Péra aí: "coleira existencial", ou "matrimonial" ainda que tudo bem. Ué??? Pulseira??????????
Depois relevei. Vai ver que ele pode ter adquirido alguma doença neurológica, como epilepsia, por exemplo.
Talvez, seja uma pulseira chique de identificação, em caso de emergência. Vai saber.
Sou uma pessoa de natureza discreta demais pra perguntar.
Mundo cruel, não?
Não se pode dizer "nunca", jamais. Aprendam isso.

08 maio, 2003

Melhor esperar secar..
O estrago já estava feito. Portanto, siga em frente.
Até que não ficou tão ruim quanto eu imaginava.
Bola pra frente.
The day after.
Brrr.. Após a madrugada mais fria do ano, noite insone, lendo Melancia, um livro que, pelo menos nas 150 páginas iniciais, é muito deprimente, despertei.
Lembrei-me do massacre da tesoura. Oh, shit!
Medo de levantar e de me olhar no espelho.
Uau. Isso nunca me aconteceu antes.
Foi cruel. Inevitável. O retrato era cruel. Eu era uma mancha amorfa frente ao espelho.
Talvez por causa do frio e da noite insone. Melancia é mesmo um livro meio pesado, no começo.
Melancia me deixou meio deprimida e me rendeu pesadelos cruéis. Não mereço.
Resolvi lavar o cabelo e encarar a realidade.
Ainda com o cabelo molhado, pensei: acho melhor sair e comprar um turbante.
Ficou mesmo uma merda.
Vamos dar um desconto.
Nada que um copo de leite aquecido, uma cápsula de Centrium e um episódio inédito de Caroline in the City não alivie.
Caroline in the City é divertido e, de certa forma, a personagem é meio parecida comigo.
Vamos deixar o cara a cara, frente ao espelho pra mais tarde. Certo?
Certo.


07 maio, 2003

A tesoura assassina.
LIVICA, MINHA FILHA, FIQUE LONGE DESTE POST, SIM?
Não sei o que deu em mim. Enquanto assistia a Mulheres Apaixonadas, deu-me uma vontade incontrolável de cortar a franja. Impulso em estado bruto. Estado troglodita, eu diria.
Pois de posse de minha tesoura, iniciei o massacre, com requintes de crueldade. Não só tosei a franja, como repiquei o cabelo. Sou uma mulher muito observadora. Eu vejo como os cabelereiros fazem.
Procurei uns grampos daqueles profissionais para separar as mechas do cabelo. Não achei. Depois lembrei que usei alguns deles para vedar pacotes de biscoitos e de ração do Godzila. É verdade, os objetos aqui em casa sempre foram muito versáteis.
Achei uns dois ou três, no fundo da gaveta do banheiro. Daí eu comecei a cortar. A princípio, cautelosamente. Depois, sabe como é, a gente acaba se empolgando.
Não dá ainda pra saber exatamente a qualidade do resultado. Ou a dimensão do surto, se preferir.
Cometi a loucura de cortar as madeixas secas. Preguiça mata, eu sei.
O jeito é esperar amanhã chegar. Agora tá muito frio pra lavar e conferi o tamanho do estrago.
O que me consola é que com telefone e internet, hoje em dia a gente pode resolver a vida em casa mesmo. Cabelo é o tipo da coisa que cresce rapidamente. Nada de pânico.
Se eu tiver que sair, acho que posso usar um turbante. Sei lá.
Quarta-feira e Bradesco de novo, não!!!!

Aconteceu. O que eu temia aconteceu. Tive que ir lá. E no meu dia tradicional de stress.
Lá fui. Claro, arrumei briga.
Não sei se é comigo a coisa.
Não tem uma vez que eu vá ao Bradesco e não saia blasfemando.

04 maio, 2003

Não fui. : [
Nada de Paralamas.
Se alguém foi ao show, por favor, conte tu-do.
Os mistérios da madrugada.
Tava eu aqui, por volta de 1h e pouco da manhã.
Comecei a ouvir uma gritaria fenomenal.
Para meu alívio, não era aqui no prédio. Menos mal.
Consegui identificar que o barraco tava rolando na rua aqui de cima.
Acionados todos os procedimentos básicos de segurança pra observar a desgraça alheia, como apagar as luzes e me fingir de morta, achei um canto estratégico na janela.
Não deu pra entender direito o motivo: assalto, dor de corno, disputa por herança. Vai saber.
O fato é que foi uma barulheira dos diabos, que durou uns 20 minutos.
Agora, eu pergunto: onde está o Brasil Urgente e o Cidade Alerta que não aparecem com suas viaturas e moto links pra contar tudinho, ao vivo? Hã?
Que coisa.

03 maio, 2003

Saldo geral.
1- Não consegui resolver metade das minhas pendências financeiras, em dia de ponte de feriado. (negativo)
2- Melhor relevar. (positivo)
3- Jantei com uma amiga muito querida e ganhei um CD lotado de músicas que eu adoro, by Rê Clone Records. (positivo)
4- Fiz as pazes com a Alê. (neutro, eu nem tava com tanta raiva dela assim. Era só charme)
5- Mandei o Lalau à merda, pelo ICQ. Adoro. :p (positivo)
6- Cheguei em casa e Godzila tinha feito cocô na sala. (negativo)
7- Pisei. (duas vezes negativo)
8- A NET continua fora do ar (oito vezes negativo)
9- Meu CD player pifou (isso já era esperado, então, não conta)
10- A luz da sala de jantar acabou de queimar. (acho que chega, né???? )

Enfim, domingo tem show do Paralamas (será que vai chover???)
Lembranças, lembranças.
Lembramos do tempo da juventude. (até que não faz tanto tempo assim, muda de assunto). Globo Repórter é meio comprido.
O saldo geral foi bem positivo. Até que eu sempre fui uma garota interessante. Não exatamente uma beldade. Aquela coisa de parar o trânsito. Nunca. Mas acho que só hoje me dei conta de quanta gente interessante já atraí na minha vida. Isso é bom. Muito bom.
Dia desses, eu e a Rê vamos sair pra dançar e ver o que acontece. A ingrata também está convidada.
Deu pra perceber a nobreza do meu caráter?
Sim, o perdão existe em mim. Isso é uma virtude. Vi no pograma da Orga Bongiovanni.
Bora mudar de assunto. Deleta.
Enquanto isso...
O telefone tocou.
Era ela. A ingrata. A desertora. Grrr...
Já fui logo avisando: - A batata dessa mulher nem tá assando. Já virou carvão. Me esquece.
Coisa de 20 minutos depois, tava eu lá, ao telefone, falando com a moça, chorando feito uma anta.
Eu deveria ter mais auto-disciplina, essa que é a verdade.
Alê, minha filha, sua batata foi resgatada. Mas não se anima muito, não. Ela apenas deixou de ser carvão e voltou pra fogueira, me entende?
Fome zero.
Fui jantar na casa da .
Choramos um pouco as pitangas da vida, enquanto assistíamos o último capítulo do Beijo do Vampiro. Vou sentir saudade do Zeca.
Comemos pão centeio com semente de linhaça, elaborado diretamente da cozinha experimental da Dona Rê, durante os telejornais. Choramos com a história do motorista do trator que se recusou a derrubar a casa, atendendo a uma ordem judicial. Arnaldo Jabor, às vezes, acerta em cheio nos seus comentários.
Mulheres Apaixonadas, hora de tomar sopa. De legumes. Sopa aquece a alma. Faz bem.

Pé no saco.
Poucas coisas me irritam mais na vida do que Globo Repórter, nessa série ecológica.
Isso me faz lembrar vôo da TAM. Chega.