31 março, 2008
maluco do taco de beisebol sair em ataque de fúria cê me
convida? Sou doida pra fazer isso e nunca tive oportunidade.
Em troca, eu te ensino a transformar limões em armas
químicas.
- Como faz? Mas me diz: se vc for com o maluco do taco de
beisebol, vc vai querer entrar na pancadaria tb?
- Entrar na pancadaria como espancadora, lógico.
- Sim, claro : ). Quando aparecer uma oportunidade de
arrancar a cabeça de alguém pelo cu, eu te dou um toque
- Valeu! \O/. Daí eu prometo que te ensino aquela parada
com os limões.
- Como funciona?
- Existem várias formas. Mas, ei, vc tá querendo saber
demais, maluco.
- : )
madruga, com uma vaga esperança de que a chave de casa
estivesse caída no porta-mala do carro.
E também rezava fortemente pra que estivesse na porta de
casa mesmo.
Não estava.
Comecei a considerar seriamente a hipótese de dormir em um
motel.
Me pareceu uma idéia bastante razoável, dadas as
circunstâncias e o adiantado da hora.
Parei na portaria de um que me pareceu ser um motel de
família.
Concluí que não iria pagar 190 reais por 5 ou 6 horas de
sono. Desaforo.
Confesso, o dia e a noite estavam tão truncados que não
era hora de brincar com a sorte, Tive medo.
Um dia, eu juro, só de brincadeira vou dormir sozinha num
motel e conto tudo pra vocês.
Naquela noite, não.
Dei meia volta.
Cogitei dormir na casa da minha mãe. Daí eu me imaginei
ligando pra ela, em plena madrugada. Ciça Mãe ainda
está traumatizada com o telefonema do falso sequestro da
Olívia. Caso eu ligasse, talvez hoje eu não tivesse uma
mãe morta, mas certamente uma mãe com a saúde bastante
debilitada.
Resolvi preservá-la.
Estacionei na garagem de casa e me joguei no banco de trás
do Caveirão.
Enquanto não conseguia dormir, me diverti um bocado.
Ouvi música, li a Capricho da quinzena passada, pensei nas
mazelas da minha vida e no quanto eu preciso ser mais
atenta a alguns detalhes cotidianos, tipo chave de casa, por
exemplo.
Ódio mortal de mim.
Tentei dormir e obviamente não consegui.
Passei por aquele tormento que é cochilar sonhando e
acordar sem saber se sonhou ou o que foi. Delírios.
Pensei que sonhos fossem verdade. Enganos.
Quase ao amanhecer, o tempo esfriou muito.
Quase congelei.
Abri o porta-mala do carro, alcancei a mochila da academia.
Calcei minhas meias. Clamei por cobertas. Não havia.
Tentei dormi. Frio. Muito frio.
Alguma fome também. Tentei abstrair.
Acordei, já havia alguma luz do sol.
Mas ainda era cedo.
Meu corpo doía, eu estava exausta, gelada e tensa.
E o frio me atormentava. Eu queria minhas gotinhas mágicas
de criar sono.
Tentei ouvir um pouco de rádio, mas não.
Não rolou.
Imaginei que eu deveria me sentir uma mulher feliz.
Eu era uma homeless abrigada.
Caveirão havia se transformado no puxadinho lá de casa.
Poucas pessoas têm esse privilégio, eu tinha mesmo era
que agradecer.
Eu estava congelando com minha roupa pequena, mas eu tinha
que aguentar mais um pouco, ainda não eram oito horas, eu
tinha que fugir das tarifas noturnas dos chaveiros 24 horas,
aqueles exploradores da desgraça alheia.
O pior já havia passado.
Seja homem quando for preciso, Ana - me aconselhou uma vez
um ex-amor.
Comecei a observar em volta. Meu carro estava uma zona.
Sandálias de salto no lado do passageiro, roupas de
ginástica usadas inutilmente como coberta, a rosa vermelha
que ganhei murchando no painel, o pão de batata com frango
de sexta, que sabiamente não comi.
Escondida no carro, vi a vizinha do 14o saindo, talvez para
passear.
Sempre a achei uma idiota. Mas era uma idiota que, sem
dúvida, dormiu protegida em lençóis limpos e estava de
banho tomado.
Merda.
Fui até a padaria, pedi vitamina de frutas, pão na chapa
com queijo branco e café quentinho.
Voltei a me sentir humana.
Enquanto isso, eu pensava: preciso de cópias de chaves,
muitas, muitas. Quantas o meu dinheiro puder comprar.
E preciso também criar ambiente mais favorável pra
Caveirão.
Tipo cobertor Parayba, travesseirinho portátil e comida
liofilizada no porta-mala, porque o inverno tá logo aí.
E nunca se sabe o dia de amanhã.
E vou ter que distribuir chaves: uma pra mim, outra pra Oli,
outra pra morar no Caveirão, outra pra Ciça Mãe, uma
pra deixar na firma, uma pra sortear entre os amigos e outra
pra dar pra alguém que teje pricisanu.
Acabou a fase da miséria de chaves aqui em casa.
Passado o pesadelo e pouco antes de dormir, subi até a
floricultura.
Comprei rosas brancas para o meu banho. Porque era sábado,
dia de faxina pesada e eu tava precisando.
28 março, 2008
Daí que eu enquanto trabalhava, deparei-me com algumas
verdades internas, a partir da indagação: a quem eu
quero enganar?
Detalhes não importam. Insights.
Final do dia, decisões inadiáveis: inscrição na
academia, escolher meu presente por ter parado de fumar e ir
ao cinema.
Na academia, três surpresas e uma decepção.
Mensalidade com aumento quase nulo, anteciparam minha
avaliação física que seria só em maio e uma sessão
de massagem como cortesia. Amei.
De brinde, um squeeze :/ (eu falei que tinha sido um dia
quase perfeito)
Tudo bem que é um squeeze importado, suíço.
Eu não entendo nada de squeezes. Mas olhando pra ele, posso
imaginar que se trata de uma espécie de Victorino no
universo dos squeezes mais cobiçados.
Posso até me ver andando de bike pelo parque, as pessoas
apontando para mim e comentando:
- Olha, aquela moça tem um sigg!
- Poderosa, hein?
- Olha que luxo, e o sigg combina com suas unhas vermelhas!
- Aonde ela pensa que vai com esse sigg? Metida!
Eu sei, posso arrasar corações e causar inveja, assim que decidir
seriamente a me dedicar a atividades aeróbicas com algum
empenho.
Mas eu queria tanto o roupão.
Soquei o squeeze vermelho na bolsa e fui ao cinema.
27 março, 2008
1- Andei até bem pra lá da fantástica fábrica de chocolate. Distância razoável.
2- Resolvi 2/3 das pendências bancárias que me acorrentavam a alma.
3- Jurei mais nunquinha dormir no ponto desse jeito. Como pude?
4- No caminho, descobri que desconfio imensamente de restaurantes com nomes temáticos, tipo Garfus, Pratus, Guardanapus.
Tinha um monte no caminho.
5- Torrei parte do troco da multa da conta atrasada em supino light e barrinha Quaker sabor torta de limão. Ótimo
investimento.
6- Eu procuraria doutora meio bruxa das gotinhas mágicas e inocentes agora mesmo. Quem sabe ela é capaz de dar
jeito também no meu juízo. Pensou?
Conclusão edificante do dia:
Dê-me seis horas ininterruptas de sono e serei capaz de conquistar o mundo.
(cof, cof cof)
E superego implacavelmente recomenda: Cala a boca e continua remando, Ana. Continua remando.

Passo o dia de ontem pensando que eu merecia duas noites consecutivas de bom sono. Lembro que, há mais de um mês, comprei e nem tomei gotinhas mágicas e inocentes que doutora meio bruxa me receitou faz uma cara.
Chego em casa pouco antes das 23h, com texto que Máquina de Moer Macacos me pediu leitura e opinião sincera. Demorô. = )
Instalada no sofá, começo a ler a bula das gotinhas mágicas e inocentes. Fico pensando na imprecisão das informações.
Lá dizia sobre a posologia: em casos de instabilidade e ansiedade – de 20 a 30 gotas. Insônia e agitação, de 30 a 40 gotas, após o jantar e ao se deitar.
As perguntas começam a atormentar: jantei faz uma hora e acabei de me deitar. No sofá vale como ato de se deitar?
Devo dobrar a dose, contando o jantar e o deitar?
Dado o adiantado da hora, o jantar e o deitar podem ser considerados uma ação dois em um?
E olha que nem considero o fato de além de insone, eu me sentir um tantinho ansiosa. Confusa, não.
Tomo 50 gotinhas mágicas e inocentes diluídas em dois dedinhos de água de bolotas.
Pego os escritos de MMM e faço algumas anotações com dúvidas, exclamações e opiniões sinceras, até a metade da página dois. Começo a gostar dos meus manuscritos.
Dada a responsa da tarefa, decido fazê-la com a atenção que Mr. Howard merece.
Gotinhas mágicas e inocentes começam a incitar bocejos.
Acordo com a TV ligada.
Seis da matina.
Malévola? Quem é Malévola?
Sim, a bruxa boa no Oeste, agora me lembro.
26 março, 2008
25 março, 2008
andar do que pra comer. Acabou indo longe demais. O
restaurante era mediano, tendendo a muito ruim. Na vagem
havia coentro. Impressionante o azar da pessoa.
Ligaram da academia. Queriam saber porque não tenho levado
mais meu corpinho para pegar um tônus, como eu fazia
antes.
Decidi voltar de vez e pronto.
Cansei desse eterno voltar à estaca zero E também vou
parar de reclamar tanto das coisas, tentar ser um pouquinho
mais tolerante com as pessoas.
Só não dá pra imaginar o que tem na cabeça um
desqualificado capaz de servir vagem com coentro.
Não dá.
Tenho uma listinha importante. Podia aproveitar a viagem : )
- Hmmm.. A gente sempre pode unir o útil ao agradável.
- Tudo gente que pisou nas minhas flores. Você ficou de me
defender e eu serei-lhe eternamente grata por isso. : )
- Passa a lista e o que vc quer que aconteça com eles...
- Hmm. Quantos dias você vai ficar e quantos consegue
abater por dia?
- Depende. Uns 15
- Uau. Com uma produtividade dessa, posso arrumar inimizade
até
onde não existe.
- Viu só?
- Ô!
- Sou praticamente uma máquina de moer macacos.
- Há macacos em tudo que eu vejo. Cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro.
- HahahahhHHAHAHAHHA
: )
23 março, 2008
19 março, 2008
duas colheres.
Diante do penúltimo pedaço, o clássico obrigatório:
- Ana, mata você.
- Não, você mata.
- Ana, você tá na academia.
- Não, eu tenho um número de matrícula.
- Já é alguma coisa. Mata aí.
Mas o que eu queria mesmo contar é que, pela primeira vez
na minha vida, eu sentei à mesma mesa com uma bolsa Prada.
Lin-da-a.
Fiquei com a impressão de que até o barulho do fecho tem
sotaque.
Te juro.
Alê é mesmo puro luxo, poder e riqueza.
:O)
18 março, 2008
Tem festa à fantasia no ap. de Penny.
Leonard, Sheldon e os outros dois nerds foram convidados.
Custou muito para eles se acertarem com as fantasias,
óbvio.
Sheldon foi de Efeito Doppler (sempre ele!). Leonard, de
Frodo.
Na festa, todos acham que Sheldon é uma zebra. E Leonard,
um dos sete anões. Fofos.
Não perda, pelaamordedeus.
Na Warner, às 20h.
17 março, 2008
16 março, 2008
A série House, do Universal, foi eleita uma das mais
inteligentes de todos os tempos pela Mensa International,
sociedade formada por pessoas de alto Q.I.
A pedido do site Fancast, a entidade avaliou programas que
trazem personagens e enredos de alto nível intelectual.
Desculpa aê. :)
casa da mãe, o que dá praticamente na mesma.
Parei na videolocadora e, por total falta de opção,
selecionei Eu Sei Quem Me Matou.
Tá. O título entregava e Lindsay Lohan era protagonista.
Droga na certa. E eu não percebi os sinais.
Aliás, eu não ando muito boa em perceber sinais. Vacilo.
Do DVD, valeu apenas o trailer: em breve, A Invasão das
Formigas.
Uhuu! :)
15 março, 2008
14 março, 2008
mandou bem:
- Aquele cara me parece mais um feliz habitante do planeta
"Sei Lá Entende?"
Fui obrigada a concordar. Não sem antes gargalhar. E
lamentar.
Contei do meu voto imaginário de celibato, com opção
de clausura.
Ao que ele respondeu:
- Ora, vá-te à porra!
- Num vou a nenhum lugar que insinue algum conteúdo
sexual, acabei de dizer: clausura é o que me resta.
Perdão pela piada interna. Não resisti.
Voltemos à vaca fria.
13 março, 2008
12 março, 2008
11 março, 2008
triste não dá muito certo comigo. Eu sempre me desabo em
lágrimas e sempre saio da sala com cara de que levou 2
socos, um em cada olho. E sem rimel, não dá, né?
Alê: Simples. Vai na Caminho da Perdição Financeira e
compra rimel à prova d'água. Porque o rimel à prova
d'águ da Caminho da Perdição Financeira não sai nem
com demaquilante.
Eu- Sai com acetona, será?
10 março, 2008
07 março, 2008
Hoje, não. Hoje nem teria dado tempo. Eu fiz ontem.
É que eu ainda não dormi.
Pra falar a verdade, eu ainda nem fui pra casa. Tô com a mesma roupa, aquela de ontem e, a julgar pelo reflexo no vidro, meu cabelo começa a ficar ensebado.
E a coisa aqui vai longe. Ainda tenho mais 2 textos para terminar, imprimir, revisar. Antes das 6h (bocejos), esquece.
Por volta da 1h, o sono começou a pegar.
Colega mais experiente foi às compras na loja de conveniência.
Trouxe um tablete de chocolatão e uma lata de Red Bull pra cada um.
Afirmou que com esse kit speed, a gente só adormece na Páscoa. Quero ver.
Mas eu tava dizendo que ontem eu fiz coisas boas para mim e para o universo como um todo:
- Paguei uma conta em dia
- Pedi para o moço da loja embalar meus doces em saquinho de papel pardo em vez de sacolinha de plástico
- Não puxei briga no trânsito
- Separei montão de folhas usadas pra usar como rascunho
- Matei um mosquito da dengue com minha lata de Red Bull.
Mas isso não foi ontem. Foi hoje. Agora há pouco.
Amanhã, me lembra de comprar marca nova de shampoo, urgente.
Amanhã, não. Hoje.
06 março, 2008
05 março, 2008
Um foi direto pra encubadora, outra nasceu de 7 meses.
Minha colaboração na conversa foi relatar que eu nasci
com o cordão umbilical enrolado no pescoço.
O que me leva a supor que deva ser por isso que eu vivo
enforcada no cheque especial e todo fim de mês é aquele
sufoco que todo mundo já sabe.
Pior é que é verdade.
04 março, 2008

Eu tive um sonho bizarro e um tanto perturbador, no final de semana.
Eu conversava com Querido Muito Querido, embora safadamente meu inconsciente o tenha distarçado de Sheldon Big Bang Theory.
Eu e Querido Muito Querido estávamos em uma loja meio confusa, tipo 1,99, só que as coisas eram lindas, sapatos espetaculares, de modo que, na realidade, a gente tava numa loja meio confusa, só que, tipo 499,00.
Eu e Querido Muito Querido conversávamos sentados em lindas cadeiras forradas com tecido macio. Eu olhava pra ele e pensava: rá, eu vejo Sheldon, mas eu sei que é Querido Muito Querido, pensam que eu sou trouxa? Rá.
Ele havia me dado uma borracha de presente. Borracha de apagar lápis mesmo, daquelas branquinhas, bem pobrinha mesmo, e eu torcia para que ela não tivesse custado 499,00, porque brincando, acidentalmente eu a quebrei em dois pedaços. :/
Foi logo depois disso que eu falei a maior bobagem que uma mulher poderia ter dito na vida. Imbecilidade completa e absolutamente desnecessária.
Querido Muito Querido, olhou pra mim com cara de Sheldon e um misto de interrogação e desprezo. Eu queria morrer de catapora.
Comecei a andar pela loja de 499,00 e, no meio da confusão, dei de cara com uma geladeira lotada de picolé Rochinha. (!!)
Fui experimentando um a um, uns 5 ao todo, tentando escolher o mais gostoso, para oferecer a Querido Muito Querido como pedido de desculpas pela minha idiotice.
Acordei exausta e com um sentimento de inadequação que me atormenta até agora.
Entende a razão de eu precisar tanto de CRTL + Zol, 8 X ao dia?
Não desaparecendo os sintomas, um terapeuta deve ser consultado.

CTRL+ZOL ®
Indicações: Gafes e similares. Perfeito naqueles momentos logo após falar uma besteira tão grande que você tem vontade de arrancar sua cabeça, colocar num saco de papel e enterrar no quintal.
CTRL + ZOL® é indicado também para casos de declarações impertinentes, mensagens impulsivas e/ou respostas impensadas.
Efeitos colaterais: ressaca existencial e tendência à repetição podem surgir com o uso por tempo prolongado.
Superdosagem pode ser recomendada, conforme auto-avaliação do impaciente.
03 março, 2008
29 fevereiro, 2008
Ele comentou sobre o meu cabelo e observou que eu cortei bem curto.
Comentei que para conseguir cortar assim bem curto, precisei de anestesia geral.
Ele me perguntou por que as mulheres são tão dramáticas, pergunta para a qual, todos sabem, não existe resposta.
Então ele aplicou a anestesia local e, como de costume, não esperou o princípio ativo da bagaça começar a fazer efeito.
Eu já devia ter me acostumado.
Comentei que avisaram na TV: hoje, sexta-feira bissexta (olha que coisa!) a gente deveria tomar muito cuidado, e banho de descarrego, se possível. E que eu me atrasei de manhã, de modo que não rolou o sal grosso, mas eu nunca imaginei que iria sofrer tanta dor desse jeito, mesmo se tratando de uma sexta-bissexta.
Desta vez ele não perguntou por que as mulheres são tão dramáticas e, gargalhando, aplicou mais um pouco de anestésico.
Dr. Horse estava uma moça, hoje.
27 fevereiro, 2008
26 fevereiro, 2008
25 fevereiro, 2008
Antes que me chamem de doente mental, não está nos meus planos perder peso e sim perder medidas, o que é muito diferente. Tomei essa decisão enquanto ainda podemos falar em centímetros. Porque a continuar assim, daqui a um ano vou precisar perder um metro de barriga. Não quero.
Então eu botei o GF pra funcionar, ontem: hamburguer Wessel, rodelas de abobrinha, cebola roxa temperada com tabasco, queijo minas. Salada crua de abobrinha com cenoura e 1 fatia de pão integral para acompanhar.
Quase nada de sal e nadica de sobremesa.
Acho que agora vai.
E de hoje em diante só escrevo shoyo com u. Assim, shoyu, bem afetada mesmo.
22 fevereiro, 2008
Acho um porre.
Minha vida me obrigada a tomar decisões a todo instante.
Prefiro que, pelo menos na hora do almoço, alguém decida por mim o que eu vou comer.
Que prepare uma comida bem feitinha e, se não for pedir demais, que dê na minha boca.
Ando precisando de um pouco de mimos extras.
Minha independência está me cansando.
Acho que vou tomar um dorflex.
Alê - Conte, o que tem de news?
Eu - Muita galinha pra pouco ovo, como diria vovô.
Tédio mode on. :| E por aí?
Alê - O tédio expandiu pra cá. Junto com muita dor
na perna.
Eu - Putz. Precisamos beber. :)
Alê - Si, mas coca zero.
Eu - Coca Zero dá síndrome metabólica, eu li na Veja.
Alê – Aiiii
Eu - Vódega não causa síndrome metabólica. No máximo, síndrome de abstinência, o que é facilmente tratável. : ]]
Alê - Mas engorda.
Eu - Síndrome metabólica causada pela Coca Zero
engorda tanto quanto, só que não dá barato. :p
Alê - O que raios é essa síndrome?
Eu - A síndrome metabólica é causada pelo consumo de
adoçantes artificiais, tipo sacarina e aspartame. O organismo não reconheceria tais substâncias e teria
uma reação muito doida, como disparar o acúmulo de gordura para se defender. Dizem que os caras dos adoçantes tão muito putos com essa parada, que é notícia plantada por fabricante de açúcar refinado, que os estudos são feitos a partir de experiências com ratos. Não se fala de outra coisa por aqui. :O))
Alê - Uau. Por isso tô começando a usar stevia. Óbvio que não é por isso, mas pelo acúmulo do sódio.
Eu - Acúmulo de sódio? Pelo consumo do aspartame, por exemplo? =0
Alê - Sim. Tudo que é artificial. Por exemplo: clight =- é a morte.
Eu - Clight eu quase não tomo. Nem refri.
Desde que parei de fumar, tomo 2 litros de água/chá espontaneamente, todo dia.
Tomo 2 ou 3 cafezinhos durante a manhã. Com aspartame. Vou cortar.
Pobrema é que eu me acabo nos iogurtes e suquinhos lights. Que saco.
Agora veja a vódega, por exemplo.
Não se tem estudos que comprovem o acúmulo de sódio por causa de uma, ok, três doses de vódega. Que, quando
acrescidas de frutas frescas, como lima da pérsia ou jaboticabas, tornam-se também uma rica fonte de vitaminas e
fibras. :)))
Alê. - Ai que delícia....
Eu - Bora. :)
Donde pode se concluir que a cara-de-pau do ser humano não tem mesmo limites. Né?
21 fevereiro, 2008
19 fevereiro, 2008

Acordei com tanto sono que nem parece que eu dormi.
Por alguns instantes, lembrei de ter tido um sonho bizarro, uma vaga impressão.
Quase sonâmbula, arrastei-me até o chuveiro morno.
Aos poucos, o enredo foi se formando e as lembranças se tornaram mais nítidas.
Enquanto secava o cabelo, eu me perguntava: quantos centímetros teria a testa de Frankenstein?
Será um longo dia.
Hoje, por exemplo, tenho que sair do trampo, no mínimo, às 19h, para chegar na academia com calma e estar na bike às 20h em ponto e pedalar enquanto assisto a um episódio inédito de The Big Bang Theory.
Preciso treinar até às 21h30, correr para casa para pegar o paredão já começado e finalmente, jantar algo bem levinho vendo Queridos Amigos.
Espero não capotar antes. Reza aê.
18 fevereiro, 2008
17 fevereiro, 2008
Um ano e dois meses em busca da sandália preta perfeita.
Eu sei, sou enjoada para escolher sapatos, tenho uma série
infindável de critérios.
Dou mais atenção aos meus pés do que a qualquer outra
parte de mim.
Tipo minha testa, por exemplo. :)
Sandália preta é e sempre foi a escolha mais difícil,
não entendo a razão.
Na praça do shopping, o banner da anunciação gritava:
Empório Naka - 70% off.
(dava para ouvir as trombetas triunfantes)
Danou-se: salto 11, meia-pata, confortável, perfeita para
uso diário. Linda.
Um belo jeito de iniciar a semana. Se não chover, é
claro.
16 fevereiro, 2008
De sopetão, respondo: Não. Casamento estraga a amizade.
Resposta certa, hora errada. Um clássico.
Eu devia me dar um tiro pertinente na nuca. Ou na testa, né?
* Um dia vou escrever um post sobre todos os beijos na testa que recebi nesta minha vida.
Recebi mais beijos do que levei sorvetes, posso adiantar.
O que há com a minha testa?
Estava na dúvida. Faltavam poucas páginas para o final do livro, que comecei a ler em meados de 2007.
Quase ao sair do shopping, deparei-me com um temporal de bom tamanho.
Achei prudente largar a mão de ser fresca e entrar logo no cinema, até a coisa melhorar.
Eu estava com dó de assistir, antes de terminar a leitura que tanto tem me encantado. Mas em determinadas passagens, o impacto emocional era tão forte que eu travava e não conseguia prosseguir. Nem por Hugh Laurie, perceba o tamanho do estrago.
Eu gostei muito da narrativa de Khaled Housseini, são raros os autores que me levam às lágrimas e Khaled me fez passar vergonha na praia várias vezes. Vou ler A Cidade do Sol.
Como eu entrei no cinema sem o menor planejamento, não tinha lencinhos de alta absorção na minha handbag fofa-desencanada de ir ao shopping.Restou-me treinar autocontrole. Foi uma tentativa válida.
Começou o filme.
Estrutura da narrativa fiel ao livro. Começou bem e sem firulas.
Algumas passagens que na leitura me soaram irrelevantes, a direção e a fotografia sensível me deixaram sem fala.
Momento owmm + choro abafado + risinho: Midnight Oil.
Beds are burnning.
Nunca imaginei ser possível. E não é que funcionou?
Midnight Oil no Caçador de Pipas, quem poderia imaginar? :).
Amei de paixão Baba, pai do Amir. O cabra é bom, me lembrou um pouco Alexandre Borges.
Alguém?
Menino Hassan, lindo, bom pra caramba. Senti falta da cicatriz no lábio leporino, mas, menino Hassan sempre me fez chorar. Menino Hassan não corre atrás de pipas. Corre apenas até certo ponto. Menino Hassan apenas sabe.
Menino Hassan sabe onde as pipas caem.
Coisa mais linda. E isso eu nunca vou esquecer.
Por mais que eu tenha treinado autocontrole, em algumas cenas chorei feito gente grande.
Não teve como, foi durante a carta de Hassan, puta merda.
Assim como não tem como evitar a conclusão, em determinado momento da história: Afeganistão não deve mesmo ser um lugar muito aprazívelvel para se viver.
Coisa impressionante.
O filme acabou lindo como imaginei no livro e sei que isso não afetou em nada minha leitura que ainda permaneceinacabada. Falta tão pouquinho.
`A pergunta inevitável, eu respondo: o livro é tão bom quanto o filme e vice-versa. Uma boa história comporta qualquer formato e esse é bem o caso.
Vai ver, depois me conta.
Ou vai ler, e a gente conversa.
Antes de voltar pra casa, parei no supermercado.
Fome, precisava de algo leve para o jantar.
Comprei queijo, frutas e sorvete light de baunilha com calda de maracujá.
Tinha parado de chover. E de ventar.










