22 julho, 2001

Finalmente, a mocinha chamou meu nome.
Arre. Mais um pouco eu ia desmaiar de fome e ia ser um vexame.
Caraio! É ELA!!!!!! (aquela que me negou um copinho de água quando eu tava entrando na tumba barulhenta, lembram?)
Então. Era a pópria. E com aquele mesmo sorrizinho sádico nos lábios.
Mandou eu me sentar. Era legal a cadeira. Parecia de dentista (embora eu odeie dentista).
Amarrou o garrote no meu braço. Ei, precisa apertar tanto? Isso dói.
Amarrou, apertou a porra do negócio e foi preparar aqueles tubinhos de laboratório que nem os do meu jogo do Pequeno Químico.
Ei! Tá demorando. Meu braço vai gangrenar!
Cheguei lá no laboratório, tinha uma fila kilométrica. Meleca! Tô com fome. :[
Meu n. era 119 (bom palpite pra jogar no bicho) e estavam chamando o 92. Bosta.
Isso aqui vai demorar.
Se tem uma coisa que é meio patética na vida é sala de espera de laboratório. Fica todo mundo com cara de passageiro de metrô, num sei porquê.
Tá, eu sei que é chato ficar numa sala de espera, mas o povo podia puxar conversa, né? A hora passa mais rápido..
Pois é.
Fui lá, ontem.
E sobrevivi à noite de inanição (é com c cedilhado mesmo?)
Terminei de asssitir à série Os Normais e emendei a noite no Telecine. Assisti a um filme chamado Entre o Amor e a Possessão. Uma bosta. Deu um soninho....
Acordei no meio da madrugada e comecei assistir a outro, que eu não lembro o nome. Até que era legal. E, por sorte, ninguém comia nada. Aliás, ninguém comia ninguém ali. Voltei a dormir.
Despertei às 8h30, com a TV ligada.
Foda-se. O Ministério do Apagão há de me perdoar. Foi por uma causa nobre.

20 julho, 2001

Acho melhor eu acabar de assistir Os Normais e ler Os delírios de consumo de Beck Bloom no aconchego da minha cama.
Depois do jantar, esqueci de tomar meu chazinho de camomila.
Será uma noite longa.
Bosta.
Vê como as coisas são psicológicas, né?
Jantei exatamente às 20h33, de modo que, se eu acordar às 8h (o que eu duvido), às 8h30 estarei no laboratório (às vezes, acho que eu deliro) e às 9h00 já estarei tomando aquele lanchinho legal que eles servem lá para o povo que tira sangue.
São 23h20 e meu estômago já está colando nas costas.
Foooooooooooooooome!
Sinta o drama.
Liguei lá pra mocinha daquele Centro de Diagnóstico onde eu fiz aquele exame da tumba barulhenta.
Gentil, como sempre, pelo telefone, deu minha sentença: jejum de 12 horas e 24 horas sem tomar café e bebida alcoolica.
24 horas??? Capuccino pode???
- Não, senhora. (grrrrr...... odeio que me chamem de senhora, ninguém aprende isso? )
- Hum.. Jejum de 12? Sei.. Mas, err... um chazinho de camomila sem açucar, antes de dormir, pode, né?
- Apenas 12 horas antes do exame, sra. (grrrrrrr, um dia ainda mato um)

Num é que eu tenha medo de agulha, não.
Faria 42 exames, no mesmo dia, sem pobrema nenhum.
Agora, eu pergunto: precisa essa porra de jejum de 12 horas? Precisa?
Que frescura...
Meleca!
Amanhã, vou fazer um maldito exame de sangue. Num tem como adiar mais. Já foi prescrito há um mês.
Grrr...

18 julho, 2001

"Becky Bloom " é o máximo.
Tá quase virando meu ideal de ego. Falta pouco! :O)
Uma jornalista especializada em mercado financeiro, que vive estourada no limite do cartão de crédito.
Uma consumidora compulsiva. Ói só o pirigo!!!!
Tá certo que Becky não é tão atrapalhada como a imbatível como Bridge Jones. Mas ela tem um carisma adorável.

Ok, ok. Vou voltar a ler o meu bom e velho "Um Amor Transatlântico" - S. Beauvoir.
Dei um tempo, lá pela pág. 229, pq começou a me incomodar demais.
Os motivos são bastante óbveis, né? ;O)

O Marujo não pode esconder um certo ar de estranheza, ao ver a minha nova aquisição literária.
Mas, porra, no aeroporto, com o vôo atrasado, eu ia comprar o que?
"O Discurso do Método", de Descartes ????
Dá um desconto, vá?! :O)
Comprei um livro novo, no último final de semana, na La Selva de Congonhas, antes de embarcar para o Rio.
"Os delírios de consumo de Bechy Bloom" de Sophie Kinsella
(sei que não é algo que se confesse publicamente, mas foda-se.)
Tô adorando.
(confessar isso é pior ainda.. :ppp)
Mas é engraçadíssimo.
Leitura de sala de embarque.. (caso vc esteja em trânsito). Ou leitura de banheiro,.. (caso vc esteja no aconhego do seu lar).
Ora, um pouco de frivolidades também faz bem à alma! Relax!
Caraio..
Além do trânsito estar maravilhoso, há dois dias, a temperatura local se mantém no modo ambiente.
A vida tá perfeita.
Deve ter chumbo grosso pela frente. Num é possíver.. ;O)

É.. A coisa tá pior do que eu imaginava.
Há dois dias, o Cascão dá partida, logo cedo. Sem reclamar. E, por conta disso, não cheguei atrasada.
Isso é paranormal... :O)
Hum.. Tem algo de muito mais estranho rolando por aqui.
Há dois dias, meu chefe está um anjo.
Sinistro... Isso não é normal.

16 julho, 2001

Desembarquei no Rio às 22h50.
E fiquei mais 10 minutos esperando a porra da minha mochila ser desovada na esteira. Hunf!
Mas a faca tava lá dentro. Embrulhada pra presente. ;O)

Cheguei ao balcão do Check-in, joguei a mochila e fui enfática: -
Tem uma faca aqui dentro e não me deixaram embarcar.
A moça deu um pulo e me olhou como uma cara esquisita_ - HÂ?????
MELECA!!!!!!!!! EU COMPREI UMA FACA DE SASHIMI DE PRESENTE E A MOÇA DE LÁ NÂO DEIXOU PASSAR!!!!!!!!!!
- É , num pode mesmo!
- Mas é só uma faca de sashimi. Um presente. Olha pra mim, ó! Eu tenho cara de que vou matar alguém.
(a moça olhou pra mim,,, Well, àquela altura do campeonato... Tuuudo bem, xá pra lá)
Aí, o mocinho do check-in resolveu tumultuar. (eu vi que ele tava rindo do inusitado da situação, mas, porra!!!!!! Já tinham chamado meu vôo)
E ele tumultuou, sem dó, nem piedade: - A sra. (grrrrrrrrrrrrrrrrrrr eu odeio que me chamem de sra.) pode deixar a faca aqui com a gente.
- Não. A faca tem que ir.
- Mas a faca não pode ir no vôo. Tem ir no compartimento de carga.
- Err.. Tipo assim: se eu deixar a faca com a aeromoça.. Ela guarda pra mim, e, quando desembarcar, eu pego com ela, que tal?? ;O)) Quebra essa, vá? A esteira do Santos Dumont deve estar o caos, numa hora dessa. Deixa, vá? Eu juro que não tenho intenção de cometer nenhum homicídio. .. ;O))
- Não. A Sra. (grrrrrrrrrrrrrrrrr.) então, embarca com a mochila e pega a faca na esteira.
- Ué? Num tem perigo de extraviar a faca?
- Perigo sempre tem, né, sra? (grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.)
- Porra! Então não é mais jogo eu despachar logo a mochila?
- Sim! É mais garantido. (e sorriu pra mim)
Num dá vontade de dar um soco????
Eu só não estressei demais pq deu pra sacar que o menino tava se divertindo com a parada e, no final, eu também.
Estava eu e minha mochila, na sala VIP podre de chic do Diners, tomando uma taça de um Proseco que me era de direito, quando me lembro: - Hum,,,, Eu tô com a faca de sashimi que eu comprei pro Marujo na mochila. Isso vai dar merda. É arma branca.
Foi uma intuiçãozinha rápida que me passou pela cabeça, sãb? Nada muito persecutório.

Meia hora depois, olhei pra minha mochila. Ela olhou pra mim. Conclui: - Sim, isso vai dar merda.
Minha intuiçãozinha acabou virando convicção dos diabos, em menos de 30 segundos.
Bendita convicção!


O relógio bateu 21h30. Grrrr.
Minha convicção sugeriu-me que seria de bom alvitre eu me adiantar até a sala de embarque, mesmo com a previsão de decolagem do vôo estar marcada apenas para pras 22h00. Grrrrr.. Bendita seja ela.


21h40. Tô chegando na sala de embarque. Tiro minha mochila das costas, pra passar pelo detector de metais. Tudo ok.
Coloco minha mochilona azul na esteira.
A merda do detector de metais apita.
A filha da puta da mocinha, grita: - Tem uma faca nessa mochila. Não pode passar, não.
Detalhe: sala de embarque lotada. : [
Um executivo elegante, que estava à minha frente, me olha com ar de reprovação.
Ei!!! Num é nada disso que vocês estão pensando! Eu posso explicar. Olha de novo! É uma faca! Mas tá embrulhada pra presente!!!!!!

Num teve acordo. Tentei, pausadamente, convencer a mocinha que fica lá inspecionando a intimidade alheia de que era um presente inocente e que eu não era uma terrorista infiltrada.

Dancei.


Sob olhares esquisitos das pessoas que estavam ao redor, saí, roxa de vergonha, a bordo da minha mochilona azul, de volta ao check-in, pra despachar a dita cuja.
Detalhe: tinham acabado de chamar meu vôo. Aquele que era pra ter saído às 20h45 e eram quase 22h. Grrrrrrr.... Se eu perder esse, agora, só amanhã!!!
MALDIÇÃO!!!!!!
Como eu já tô com meu pobre saco pra lá de cheio com essa história de tomar canseira na sala de embarque, resolvi ficar esperta. Lembrei que eu tenho direito a permanecer na sala VIP do Diners. Uau! Podre de chique, né?
Hunf! Eu preferia a minha parte em pontualidade. :p
Pois é. A coisa foi feia mesmo, na sexta-feira.
O vôo só saiu de Congonhas por volta das 22h00. Grrrr.
Cê deve estar se perguntando: - Por que, afinal, essa anta insiste em voar pela Vasp?
Respondo: é que tem aquela Promoção, sãb? Se você juntar 9 comprovantes de embarque, o décimo trecho é de grátis. E eu já tô com 8. Sacou, agora? Hã, hã? :O))
Na próxima eu vou de Gol pra ver que bicho dá.
Voltei pra Sampa, hoje, pela manhã. Buá.
Foi uma viagem lotada de fortes emoções. Mas isso é papo pra muita cerveja. Güenta aí. Depois eu conto.

13 julho, 2001

Vou lá ver para que horas atrasaram de novo meu vôo e já volto.
Tô chutando pra algo em torno das 22h20.
Façam suas apostas.
Já sei, já sei. Meu trench coat é uma elegante capa de garoa. Perfeita para São Paulo, que vive nesse chove e não molha.
Faz sentido,faz sentido.
A pergunta que não quer calar é: Por que diabos tem uma etiqueta, em letras garrafais: SOMENTE LAVAR A SECO em minha capa de chuva???
Alguém pode me explicar essa lógica? Hein? Hein???
Tudo estaria razoavelmente perfeito se:
1- eu tivesse notado que o punho direito do trench coat estava meio sujinho.
2- se eu não tivesse deixado um pedaço do cinto pra fora do táxi, na hora em que eu bati a porta.Um motorista solidário me avisou. :[
(sim, esqueci de contar que o Cascão não pegou,logo cedo)
3- se eu não tivesse deixado cair um pinguinho de molho, na hora do almoço.
A melhor solução, nesse caso, é fazer cara de que não é comigo e apelar para o bom e velho "faz de conta que sujou agora"
:O)
Todo mundo falou que estou chiquérrima, hoje.
Ui.Isso faz bem pro ego.
É que eu cansei daquele visuca meio cara de trabalho e resolvi dar uma caprichada, hoje.
Malha bege, colete de lã preto, calça de risca-de-giz preta e um trench coat clarinho, meio cor de gêlo.
Perfeito, não?
Má ô meno.
Pois é. Eu já nem ligo mais.
São 21h11 e meu vôo das 20h45 foi estilingado para as 21h30.
Me engana que eu gostcho.
Antes das 22h, essa merda não decola.
Hunf.

11 julho, 2001

A garrafa de coca-cola acabou de congelar.
Socorro! Padre Quevedo tá aí, de plantão?
É. A coisa anda feia mesmo pro meu lado.
Melhor ir mimir..
:/
Bosta.
Sexta-feira, 13, vou voar pro Rio.
Já viram que a merda promete ser de bom tamanho, né?
Wagnão! Pega leve, rapaz! Caso queira continuar SÓ atrasando os vôos da Vasp, zuuudo bem, viu? Não faça cerimônia, não.
Vc é 10, viu, fo-fo!
Eu, hein? |:/


Caraios me fodam.
Tem um exú-tranca-rua hospodado na minha geladeira.
É sério.
Num entendi o que tá rolando por lá, não.
A despirocada da minha geladeira deu, de ontem pra hoje, de congelar, aleatoriamente, algumas coisas, sem nenhum critério. Tá possuída, a coisa.
Saldo do prejuízo: um queijo minas novinho em folha, um galão de 2l. de suco de maçã e 2 latinhas de cerveja completamente congelados.
Engraçado que os Yakults continuam com seus lactobacilos vivinhos da silva e minha sagrada embalagem de catchup Heinz continuam intactos.
Vá de retro, satanás!!!
Diazinho desgraçado por aqui.
Humor do cão.
Num repara, não. Uva também passa.
Blaaaaag! (Essa foi podre, Jamanta.)
Falei pro cês que a coisa num tá boa, por essas bandas.

10 julho, 2001

Aproveito, então, o ensejo: troco pescoço seminovo por um zero kilomêtro, com atestado negativo de cervicobraquialgia bilateral. De brinde, dou Godzila, com todas as revisões de fábrica e um sofá meia-boca. É pegar ou largar. Aceito contra-proposta.
Dia meio perdido, hoje. :[
Caí na besteira de morrer de dozinho do Godzila, ontem à noite e me fodi.
Dormi no sofá, com ele. Acordei com o pescoço completamente inutilizado.
Doendo pra caraio.
Meleca. Há umas duas semanas que ele não doía desse jeito.

09 julho, 2001

Aproveitei a viagem e também assisti ao enterro do Comandante Rolim.
Bonita, a cerimônia.
Ok, sei que o trocadilho foi infeliz. Mas num resisiti. É meu jeintin..
:O)
Feriadão em plena segundona é um troço do grande caralho, né?
Adorei!
Acordei meio-dia. Não fiz porra nenhuma.
Assisti aos jornais locais e aos programas femininos, da pogramação da tarde.
Que povo vagabundo. Ninguém ao vivo. Tudo reprise. Receitas requentadas.
Vida boa, hein?
Augusto Pinochet tá tentando se safar, alegando demência.
Se der certo, isso pode significar que a mente capta que vos tecla pode se safar também, se cair na malha fina do Leão?

08 julho, 2001

Amarrei com nó de Marinheiro :O))) meus pedidos nos bambus.
Fui bastante criteriosa.
Que Orihime e Kengyu entendam minha letra, desta vez, plizzz! :O)
Saldo do prejuízo de nossa passagem pelo Tanabata Matsuri:
- dois espetinhos de bolinho de peixe e duas cervejas, pra mim e pra Rê.
Saldo do prejuízo dos espetinhos de bolinho de peixe: Igor comeu duas bolinhas do meu espetinhos e duas do da Rê. Cara guloso. Hunf!
- dois tempurás de camarão, do tamanho de uma pizza brotinho e mais duas cervejas.
Igor! Senta e fica! Hunf! ;O)
- Comprinhas, comprinhas, comprinhas: dois filmes de 24 poses a 4,50 cada. Pechincha! Ueba!
- Achei a faca pra sashimi, nível 1, a 35 reá. Pechincha! Dá-me dos. :pp
- Mais tempurá de camarão e rolinho primavera, porque a gente ainda tava com fome.
Delícia!
E a festa foi boa!
Fomos eu, a Rê e o Igor. ( o suspeito husky branco)
Não deu pra entrar num restaurante por causa do Igor. Enfim, comemos nas barraquinhas.
Foi divertido. Os transeuntes arriscando seus palpites sobre a raça do Igor.
É um akita.
Olha, um husky.
Uia, que cachorrão bonito..
É um akita.
He,he.. mal sabem eles...
Eis o mistério da fé.
Um fato é inegável: cão em local público é um fator delicioso de socialização.
Pena que Godzila odeie tanto sair de seu ninho. :[
No final das contas, ontem acabei despencando na festa lá na Liberdade.
A Tanabata Matsuri. Transcrevi o texto do folheto oficial.
Taqui ó:

Tanabata Matsuri - A origem
Ao se conhecerem, uma princesa chamada Orihime e seu amado Kengyu dedicaram-se apenas ao amor, esquecendo-se completamente de suas obrigações. Por esse motivo, foram castigados pelos Deuses, sendo transformados em estrelas separadas pela Via Láctea. Um único encontro anual, no mês de julho, foi concedido ao casal apaixonado.
Esta lenda, de mais de 4.000 anos, deu origem ao Tanabata Matsuri ou Festival das Estreals.
Date Masamune, rei do norte do Japão, no início do século XVII e fundador da província de Miyagui, foi o maior incentivador deste festival. Comemorado em grande estilo na cidade de Sendai, capital de Miyagui, o Tanabata Matsuri é considerado uma das mais belas e maiores manifestações do folclore oriental.
Este Festival foi trazido para o Brasil em 1979, com o nome de São Paulo-Sendai Tanabata Matsuri, sendo realizado anualmente no mês de julho. A comemoração também ocorre nas cidades de Açaí (PR), Belo Horizonte (MG) e Niterói (RJ). Durante o evento, são realizados concursos de fotografias, decoração, haiku, haikai e Miss Tanabata.
No dia do Tanabata é tradição amarrar papeletas (Tanzaku) nos ramos de bambu (sassatake). Segundo a crença, no momento mágico do encontro das estrelas, os pedidos serão atendidos.
Os enfeites são produzidos artesanalmente, por voluntários que dedicam seu tempo para a realização deste evento tão belo, projetando o espírito da Festa das Estrelas. Diz o folclore que se o espectador contemplar as estrelas com este sentimento terá sua alegria multiplicada.
Rapaz! O Comandante Rolin foi pra vala.
Ironia do destino, né? Espatifou-se, de helicóptero.
Sinistro.
Eu, hein?
Reza a lenda que o Wagner Canhedo está consternado com a notícia.
Wagnão!!!! A exemplo do finado, pontualidade nos vôos da Vasp é pedir demais, hã??? Hã???
Num precisa nem do tapetinho vermelho. Sair na hora já tá bão, meu fio! ;O)
E num é que hoje é domingo e eu nem me dei conta?
Gostei! Quero feriado toda segundona, dia de rodízio. :O)

07 julho, 2001

Acabo de lembrar que o Marujo tinha me pedido pra eu comprar uma faca de sushi pra ele.
Vou aproveitar o ensejo e dar conta da encomenda.
Falei pro cês que vai dar merda... He,he.
Já volto.
Vejam vcs como são as coisas.
Tô acabando de postar estas mal tecladas e a Rê acaba de me ligar.
Conforme minhas previsões, a festa lá na Liberdade começa hoje.
Tô indo pra lá, agora.
Aguardem. Jamanta em local público sempre acaba fazendo caquinha
Estávamos lá pela terceira Xingu, fazendo uma avaliação de nossas vidas. Voltamos nossas lembranças aos pedidos pendurados naquela festa. Concluímos que evoluímos um pouquinho. Mas, no geral, tudo tá na mesma merda.
Quando o garçom repousou nossa quarta Xingu na mesa, concluí: É isso!! Como não pensei nisso antes!!????? É craaaaro! Escrevemos nossos pedidos em letra cursiva. Da próxima vez, tem que escrever em letra de forma!!!!!! Os Deuses não nos atenderam, simplesmente, por que não entenderam nossa letra. Obv!
Fé, irmãos!!!!!! :O))))
Garçom, uma coca-light, plizzz.
Fofocamos, obvs, sobre todos nossos conhecidos. Amigos e canídeos. Sim, caros leitores. Não escapou um! :O)
Melancolicamente, lembramos que há um ano, fomos à festa lá na Liberdade, quando eu fiz aquela merda com a latinha de cerveja e o marronzinho do CET. (a história toda deve estar num dos arquivos por aqui).
Pelas nossas contas, a festa deve se repetir no próximo domingo.
A Rê vai viajar e eu tenho que dar conta de alguns compromissos familiares.
Buá. Saldo do prejuízo: este ano, não vai ter papeizinhos manuscritos com os pedidos, amarrados nos bambus da praça. :[[
Ei! Péra aí. Tô lembrando agora: a gente tinha ido num sábado! Rê! Será que ainda dá tempo????
Fazia tempo que eu não saía à noite. E há alguns muitos meses, não encontrava pessoalmente a Rê - antiga companheira de algumas baladas por bares paulistanos, e de alguns saraus gastronômicos. A vida tá corrida pra todo mundo.

Ontem, fui ao Parrilla Argentina com a minha amiga Rê. A vizinha aqui do Manueladas, sãb?
Poderosérrimas, enchemos a lata na medida. De Xingu, gelada no ponto certo, porque não somos bobas. E fechamos a noite com algumas rodadas de Original, porque Xingu a R$ 5,50 a garrafa é pra apreciar mesmo com moderação. Buá.
Caímos de garfo e faca num queijo branco grelhado maravilhoso, coberto com um molho indescritível. Tinha orégano a dar com o pau e uma porrada de temperinhos. Quero a receita! :p

05 julho, 2001

Dilema existencial básico: preciso cortar meu cabelo. Ele está intransitável.
De sábado, não passa.
Carregar esse edredom nas costas tem me custado uns 10 kWh, (é assim que se escreve, Sergiô, do Catarro?) na minha conta de luz. Lavar madeixas com quase meio metro de comprimento gasta um chuveiro federal, pensa o que?
Meleca! Chanelzinho, nem pensar. Me deixa com cara de ovo.
Já sei. Vou apenas aparar as pontas. Um dia, lavo. No outro, faço uma trança. No outro, também. Depois, boto uma peruca ruiva pra combinar com minhas sardas. Volto a desfilar de trança e lavo o edredom apenas 1 vez por semana. Isso, isso, isso!!!!
Eu juro que não vi. Foi uma amiga que me contou. Disse que a filha viu na tv:
Carla Perez está lançando um kit de depilação sem dor.
Deus do céu.
Só agora a moça descobriu que raspar a perna com gillette não dói?
Vocês hão de concordar comigo.
Quinta-feira é um dia muito mais civilizado, não?
É véspera de sexta. Dia de tomar cervejotas, sem culpa. E significa também que o pior já foi. A quarta.
Tá certo que toda quinta é um prenúncio vago de que algo pior ainda logo vem: o domingo. Mas ainda faltam 3 dias. Relaxe! Pensa noutra coisa que passa! ;O)

04 julho, 2001

Como nem tudo é só tragédia ou ventania por aqui, hoje, apesar de ser uma quarta-feira, almocei no Servidor (meleca, como se faz pra teclar um arroba com uma letra "e" dentro? Bah! Vc entedeu). Aquele restaurante que fica no prédio do UOL, ali na Faria Lima, sabe qual é?
Gostei da parada.
Atendimento eficiente. Comida boa (uma abobrinha com um toque de curry impagável, no buffet de saladas). Preço honestíssimo e uma ambiente pra lá de agradável.
Pensando bem, não foi a pior quarta-feira da minha vida. ;O)
Quarta-feira, 9h15 da madrugada, saindo de casa. Banho GAP e roupa bonita.
Atraso regulamentar de 15 minutos. Perfeito, levando-se em conta que é uma quarta-feira ,óbvio. Tudo dentro do chamado "atraso social". Lindo.
Fiz um belo milagre, se você considerar que eu levantei às 8h40, é claro. Bosta.
Cheguei ao Bradesco, pontualmente, às 9h30. Ueba! Às 10h15 devo chegar ao trabalho, com apenas (GLUMP!!) 45 minutos de atraso. Tudo vai dar certo. Fé, irmãos!
Nove e trinta e dois , tava eu lá, sentadinha no sofá, à espera do atendimento da gerente da minha ex-conta.
Notem que eu tive o cuidado maquiavélico de me informar, antes, com a mocinha do Bradesco, (aquela sorridente traírona, que sempre fica logo na entrada, manja?), se era com a gerente mesmo que eu tinha que resolver o meu caso. Há, há! Pensaram que iam me mandar de bobeira pra fila do caixa, desta vez, hã?
Cinco minutos de espera. Hunf!
A assistente da gerente me atende. (Sorry, que frase horrível.. )
Conto minha história triste: que eu tinha encerrado a porcaria da minha conta em abril, mas que uma infeliz do telemarketing, em janeiro, encheu tanto o meu pobre saco, que eu acabei aderindo ao tal nem lembro mais o nome, que é um título de capitalização, a uma módica quantia de 9 reá/mês, fora o buzão, debitada tomaticamente da minha conta. Como a dita conta foi encerrada, eu podia jurar, pela lógica de seres pensantes normais, que eles teriam anulado a operação, ou que deveriam ter me consultado se era esse meu desejo. Faz sentido, não?
Não! Pra eles, não.
A pobre ficou me olhando com cara de ué?
Explico tuuuudo novamente, o que em português claro, pode ser traduzido, laconicamente: - quero me ver livre desta merda!!!!!!
Nova cara de ué??? da menina.
Mereço.
9h45 - A menina preenchendo, sem brincadeira, 4 vias de um documento, manualmente.
9h50 - Assinei as 4 vias, que deveriam me livrar, definitivamente, de qualquer contato com o maldito Banco.
Atrasadérrima, louca, babando, pego a minha via e antes que eu fosse capaz de jogá-la dentro da bolsa, a moça dispara a pérola do dia: - Vc tem um crédito a receber. Assim que for liberado, será depositado na sua conta corrente.
Sim, aquela, que eu encerrei em abril, lembram????
Pergunto pro cês: num é o caso de contratar um capanga e mandar soltar uma bomba numa porra dessa?
Como eu sou da paz e num me estresso facilmente, cês sabem disso, perguntei se num seria o caso dela ligar pra mim, quando liberassem a pícola fortuna a que tenho direito. (nada além de 9 reá)
Esperei mais 10 minutos, até a mocinha, após passar mais 7 minutos ao telefone, concluir, brilhantemente: - Tudo resolvido!!! :O))) Me dá seu telefone, que eu ligo pra você, assim que o dinheiro for liberado.
GRRRRRRRRRR.....
Dá vontade de dar um soco, não dá não?
E a quarta-feira chegou.
Como eu sempre digo, quarta-feira é um dia mala. Muito pior do que o domingo. Sempre foi assim. A vida inteira.
Hoje, não foi diferente. E nem tinha motivo para ser diferente. Pelo contrário, tinha um agravante.
Acordei atrasada. Meleca.
Atrasos às quartas-feira sempre me pareceram mais cruéis do que os atrasos às segundas, por exemplo. Sei lá. Uma espécie de culpa por me sentir obrigada a estar em plena atividade, gozando (oopss) de grande disposição e capacidade criativa a todo vapor. Bah! Esquece.
O que me atormentava, na verdade, era aquela maldita carta que eu recebi do Bradesco, semana passada, convocando para que eu comparecesse à agência pessoalmente, para resolver uma pendência de uma bosta de uma conta que eu tive que abrir, ano passado e que já encerrei, sem dó nem piedade, em abril passado.
Brasdesco e quarta-feira são duas coisas que não combinam.
Aliás, definitivamente, Bradesco e quarta-feira não combinam com nada.
Blaaag!
Apesar da correria, não pensem vcs que a Vasp não pisou na bola, de novo.
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.
Embarquei na sexta-feira, para o Rio, com hora e meia de atraso no vôo. Zudo bem.. Começo de final de semana e férias de julho... Chegar mais tarde.. Cês sabem que eu não sou de comprar briga.O tráfego aéreo tá foda. Zuuudo bem.
Na segunda, de volta a Sampa, em pleno Santos Dumont, o mocinho do check-in foi categórico: o das 10h34 vai sair na hora.
Saldo do prejuízo: o vôo decolou por volta das 11h40.
Preciso dizer que me fodi, de novo???
Pergunto: por que sempre eu? Hã?

03 julho, 2001

Correndo, louca, babando, antes da quarta-feira chegar.
Blaag. Poucos dias da semana são mais escrotos do que uma quarta-feira.
Quarta-feira é o limbo existencial de qualquer criatura.
Fujo das quartas-feiras. Argh!
As lembranças do final de semana insistem em se esvairem pelo ralo e ainda tem uma quinta e uma sexta-feira pela frente.
E eu que achava que os domingos eram os piores. Nada como um dia após o outro, hã?
A morte é feia. Sim, ela é. E ponto.
Ela dói e assusta. De um modo muito cruel, pra quem fica. Pobre de nós.
Porque traz o relembrar da boa e velha consciência de nossa finitude.
(Por favor, sejam delicados. Foi a minha primeira vez, como testemunha ocular.)
Enfim, uma pessoa muito querida se foi, sábado, do alto dos seus 91 anos, e sem cair do salto.
Ela deve ter, também a bordo do mais alto grau de sua grande sabedoria, negociado seu up-grade, por mais alguns ou tantos minutos.
Grande figura ela. Sempre adorável. Que soube, exatamente, quando e como se despedir de cada um que esteve ali presente.
E o fez do modo mais doce, firme e sereno. Sem dor, sem agonia. Partiu em paz.
E é a exemplo dessa paz que a vida deve seguir seu curso. A despeito de tudo.
Inté amanhã.





29 junho, 2001

Assim que der jeito, mando novas notícias, em edição extraordinária.
E, ó, nem vem. Tenho que embarcar HO-JE. Se Wagner Canhedo vier de novo com aquela gracinha de cancelar meu vôo eu dou um soco. Juro.
Pois é. Conforme as minhas previsões, são 21h12 e ainda estou na sala de embarque, aguardando o vôo que era pra ter decolado às 20h45. Previsão de saída? Tá sentado? Às 22h00, em casos otimistas.
Grrrrrr... Mas o otimismo é uma espécie de falta de informação. Alguém já disse isso e eu concordo.
Hunf! Hunf! Hunf!
Rezem!
A coisa no Santos Dumont esteve braba, nesta quinta-feira.
São Pedrô!!!! Alivia essa, vá!
Preciso desembarcar amanhã à noite.
Quebra essa pra euzinha, quebra?
É seu dia, lembra, fofo? :O)
Resolvi o pobrema das taças de cristal e acabei criando um maior pra mim.
Bosta. As caixas com as taças não cabem na minha mochila.
´Já vi tudo.. Vou me foder, amanhã.
E lá vou eu, de novo, dormir tardão e rezo pra não perder a hora.
Disciplina é tudo, Jamanta!
Um casal muito estranho.
Pois é. Jack Lemon deve estar bagunçando, de novo, o ap. de Walter Mathaw lá em cima.
Lembra desse filme? :O)

28 junho, 2001

Ando abusando da sorte, parte II.
Acho que ainda num tô podendo. Tentei organizar os arquivos desta ventania e minha intuição feminina me diz que foram todos pra vala. :[[
E antes que algum dos meus prezados e fiéis 6 leitores de plantão me pergunte, respondo:
- Craaaro que não!!! Não fiz back up.
Grrr.
Arsênico duplo, plizzz!

27 junho, 2001

Ando abusando da sorte.
A bateria do Cascão está nos últimos suspiros.
Meleca!
Por falar nisso, voltar a acordar em horário comercial também seria de bom alvitre.
Despertar às 8h30 da manhã é um pouco de abuso, pelo trotar da carroagem, né não?
Estou tentando voltar a dormir em um horário mais civilizado.
Hei de conseguir.

26 junho, 2001

No frio, as coisas sempre são mais complicadas aqui em casa.
Olhando daqui, se eu não tomar uma providência, a Vigilância Sanitária deverá interditar minha cozinha, em breve.
|Hunf! No calor, tudo é mais confortável, não?
Alguém pode, por gentileza, avisar as otoridadi lá de cima, que vento gelado, úmido e numa temperatura selvagem num tem graça nenhuma. Façam isso por mim, por favor. Minha barra deve andar meio suja por aquelas bandas.
Meleca! Estou congelando por aqui. :[
Meu pescoço dóóóóóóóíiiii! Muito.
Preciso ir dormir.
Mas, antes, plizzzzzzzzz... A greve do metrô acabou??? Hein? Hein???
Diga que sim, diga que sim!!!!!! :O)))
Três horas no trânsito, de novo, eu num vou agüentar, não!
Eu quero a minha mãe.
Aprendam com o meu desepero: nem pensem em comprar cristais pela Internet.
Perca de tempo. :pppp
Acabei indo trabalhar de carro.
Grrrr..... 1hora e meia pra percorrer um trecho que eu faço em 25 minutos.
Grrrrrrrrrr.......
Segunda-feira, dia de rodízio.
A anta que vos tecla, acordou cedinho e cumpriu todas as funções matinais.
Assistiu ao Bom Dia São Paulo, incrusive.
Greve de metrô. Caos na cidade.
Hum...Sei. Grande novidade..
E o que a anta aqui fez, hã? Hã?????
Chamou um taxi e levou a pequena Oli pra escola.
BOSTA!!!!!! Com a greve do metrô, a meleca do rodízio foi liberada.
Lá se foram 25 pratas jogadas pela janela.
Grrr...

24 junho, 2001

E lá se vai indo mais um domingo.
Esse até que passou rapidinho.
Nem doeu. :p
E a história se repete.
Exatamente, um ano depois, volto pra casa, de mãos abanando e sem comprar o presente do Marujo.
A pergunta que não quer calar é: por que diabos o mundo só fabrica taças de cristais lapidadas como se fossem um abajour?
Ano passado foi o mesmo drama.
Lá vou eu, de novo, rodar mais 5 shoppings até encontrar as taças do jeito que ele gosta.
Agora à tarde, fui assistir Shrek com a Oli e mais 5 monstros.
Humor inteligente, sarcástico, escatológico. Sacadas fenomenais do Burro Falante.
Veja a versão legendada. Shrek não poderia ter outra voz que não a do Bussunda.
Do grande caralho.
Ontem foi um dia de prezuízos incalculáveis.
Perdi um patinete, um Pentium III e 5 milhões de reais.
O patinete no bingo que rolou na festa junina da escola da Oli.
O Pentium III, na rifa da festa junina.
E 5 milhões de reias, na minha aposta da megasena.
Bosta.

23 junho, 2001

Xii... Tentei acessar e o Ventilador tava desligado.
Hunf! Num vai começar tudo de novo, né?

21 junho, 2001

Ah! Sim, antes que eu me esqueça.
Aos cientistas de plantão: a primeira criatura deste universo capaz de desenvolver um aparelho de ressonância magnética que permita a vítima entrar naquela tumba portando um game boy, um walk man ou um lap top.. Tá bom, nem precisa tanto. Uma tumba que tenha música ambiente, mesmo que seja musak de sala de espera de dentista, eu juro, eu dou um beijo na boca.
(fecha a cena com carimbo "Compromisso Jamanta")
Hum... Mas deu um treco meio estranho lá que ainda num entendi direito. A princípio, conclui que significa uma lesão na cervical que indica um processo inflamatório. Vou consultar as bases técnicas, depois eu conto!
Hoje, saiu o resultado.
Uebaaaa!!!!! Não tenho hérnia de discô, num tenho hérnia de discôô, lá,lá,lá,lá,ri,lá! :O))))
Num vou entrar na faca, num vou entrar na faca, lê,lê,lê,rê,lê,lê. :O))))
De certa forma, foi mais fácil pq eu lembrei de pedir um cobertor pra enfermeira e já conhecia o roteiro:
1- Passar por uma forte luminosidade.
2- Ouvir um barulho chato.
3- Longo silêncio sepulcral.
4- Novo barulho, como se fosse uma metralhadora. (Jogue Quake, Jamanta, jogue Quake!)
5- Barulho contínuo como se fosse uma turbina. (Você está na Ponte Aérea, Jamanta! )
6- Silêncio sepulcral. (Pensa noutra coisa que passa, Jamanta!!)
7- Barulho de tic-tac de relógio (esse é infernal. :p)
8- Novamente as metralhadoras entram em cena. (Jogar Quake nessas horas, funciona que é uma coisa)
9- Hora de voltar a rezar pra essa porra acabar logo, pq você num agüenta mais e aquela tumba lacrada faz vc perder a noção do tempo.
10- A maca começa a andar, e, finalmente, a tortura chega ao fim. Ueba! (Você sobreviveu, Jamanta! :O)

Anotaram o passo-a-passo? He, he..
Tá certo que eu sou Jamanta, mas não sou uma anta. Notei que tinha alguma coisa errada que num tava certa, ao me meterem naquela porra sem falar nada sobre o motivo que me levou de volta lá: a tal misteriosa aplicação do contraste.
Aos sair da máquina, logo pude notar que eu tinha caído numa arapuca.
Eu estava pronta para fugir, e nunca mais voltar, quando a enfermeira dispara: - Nâo, não.. Ainda não acabamos. Agora vamos aplicar o contraste. Não vai doer..... É só mais um poquinho. O pior já foi, viu?

Havia um misto de docilidade e sadismo naquele tom de voz que acabou me fazendo rir e achando que o melhor era encarar na boa.Num tinha como escapar.
Fazer o que? Já que estou aqui,,, - uma Absolut, plizz! Ok, um copinho de água e não se fala mais nisso, certo?
Não, num teve acordo. A enfermeira estava irredutível.
Tive que deitar e encarar a tumba, as etapas de 1 a 10, quietinha, sem pular nenhuminha.
Eu mereço. :p


Ontem, eu tava um tiquinho estressada, mas já passou.
Motivo: a mocinha do centro de diagóstico por imagem, a do exame de Ressonância Magnética, me ligou, convocando pro segundo tempo. Meleca! Eu tinha jurado a mim, que nunca mais deitaria meu esqueleto sobre aquela tumba barulhenta. Como não tenho palavra, obedeci as ordens médicas. O exame do sábado tinha sido inconclusivo. Bosta. Desta vez, teria que fazer o exame com aplicação de contraste. Sinistro... Argh! Isso deve doer..

Na hora do almoço, despenquei por lá.
Larguei o Cascão com o manobrista perguntão e entrei, tremendo como uma vara verde.

O legal daquele laboratório é que eles são pontuais. Era 12h04, lá tava eu no vestiário, vestindo aquele pijamão constrangedor e aquelas sapatilhas limpinhas e mal desenhadas. Na correria, acabei rasgando a bendita e meu dedão ficou de fora. :{

Mas eu tava me controlando legal. Já sabia como era a parada e quais os truques que eu deveria lançar mão para me livrar daquela sensação horripilante, que é ficar deitada, inerte, com as mãos sobre o peito, prontinha pro velório. Eu, hein? Mantenha-me fora disso.



E num é que a Liginha, sim, meninas, a Liginha apareceu pelo ICQ, horas depois!? Não creio!
Liginha! Tomaremos vergonha na cara e seremos grande empresárias, em Nikiti, quando mesmo??? Patetona! :pp
Acabei de ter um papo-cabeça com meu grande amigo Fer Freitas, pelo ICQ.
Aprender a ser "filho-da-puta justo" , hoje em dia, é um capítulo que consta no "Manual de Sobrevivência na Selva" escrito ou postado por cada um de nós.
Ser filho da puta é uma coisa, buscar seus direitos ou não se permitir se sentir um otário é outra. Desencana, Fer! :O)

20 junho, 2001

Só pra não perder o costume: o frio vai embora quando, mesmo?
Porra! Hoje tá ruim, não tá?

Ta´bom. Quer chover, chove.
Tamos mesmo precisando.
Mas precisa ser essa garoa pentelha, que só ajuda a gelar o esqueleto?
Decisão de segunda-feira, tardiamente postada: chega de tentar dar conta de tudo, sozinha.
- Godzila! A louça de domingo está lá, sobre a pia! Essa é sua, garoto!

17 junho, 2001

Em tempo. Ana Beskw tem um blog que eu acho o máximo.
Visita lá: www.ana.beskow.nom.br
Adorei ler o patinho!
Smack, Aninha! :O)
Como este final de semana foi cheio de grandes descobertas, tive uma das mais importantes pra mim.
Minha boa e velha cervobraquialgia bilateral é apenas um sintoma.
Com o toque precioso da Ana Beskow, concluí o que eu já descofiava, mas estava evitando: muito provavelmente, estou tendo crises de Síndrome do Pânico, e é aí que está a origem das dores musculares absurdas que eu tenho sentido, há tantos meses.
Nesta semana, vou procurar orientação médica especializada, além da fisioterapia.
Vai começar tuuuuudo de novo. Lá vou brigar com o povo do plano de saúde, mas isso faz parte do show. ;O)
Aguardem! Vem aí uma nova Jamanta!
A bordo do resultado da R.M., o plano de vôo é: serei submetida às mãos milagrosas, nem por isso menos torturantes do Prof. Falcão. Um fisioterapeuta da pesada, que me examinou em janeiro e pediu o exame, pra descobrir o mistério da porra da cervicobraquilagia bilateral crônica (o grifo é meu ;O).
Na época, ele fez uma massagenzinha básica, com direito à aplicações de gelo em spray (não queiram saber o que é isso, quando cê tá com uma crise de dor muscular) e 10 minutos de eletro-choque. Saí de lá, fui à praia e fiquei 10 dias sem lembrar que pescoço existe. É. O cara num brinca em serviço, não.
Detalhe: o consultório do Falcão fica em Niterói. Vou ser o-bri-ga-da a viajar, quinzenalmente.
São ordens médicas, nem vem! ;O)

Pronto! O pior já foi.
O resultado sairá na quinta-feira e estou na torcida para que a hipótese diagnóstica do Dr. Sérgio tenha sido apenas um exagero, para o povo do plano de saúde se comover com minha história triste e liberar a porra da autorização da ressonância.
Não, pelamordedeus, eu num tô com hérnia de disco cervical, não. Eu, hein?
Consegui dar conta de uma das novelas da minha vida.
Lembram da minha cervicobraquialgia bilateral? Pois é, ela vai bem, firme e forte, obrigada!
Mas, depois de uma grande via sacra, lotada de telefonemas, exame marcado e desmarcado umas 3 vezes, em função da burocracia do plano de saúde, ontem, finalmente, fiz a bendita ressonância magnética.

Confesso pra vocês que num foi uma tarefa fácil, não.
Pensar em entrar novamente naquele caixão barulhento e ficar por lá durante 30 minutos quase me levou à conclusão que minha cervicobraquialgia bilatateral até que não é tão ruim assim.. :p
Crraro que perdi a hora. Exame sábado, às 17h20 é uma coisa meio fora de contexto, concordam? Vejam que não foi culpa minha.
Estaciono o Cascão na porta da clínica. O manobrista, pergunta, meio irritado: - A sra. (grrrrrrr...) veio fazer exame?
- Não, Pedro Bó, vim fazer as unhas! Hunf! - pensei.
Esse povo faz cada pergunta, viu.

Domingos... Sempre os domingos.
Num tem mesmo como pular esse capítulo da semana, né? :[

15 junho, 2001

Justiça seja feita.
Pessoalmente, não gosto da Adriane Galisteu. Acho o pograma uma bosta. Mas sempre dou uma zapeada por lá.
Hoje, flagrei uma matéria sobre filhotes e parei.
Sou obrigada a prestar minhas modestas honras à moça.
O discurso da loira sobre a reponsabilidade que representa adotar um animal de estimação, e sobre as controvérsias sobre as raças discriminadas, como pit bulls e rots, é digno de nota.
Posso ser cruel em tudo, mas tenho que ser justa, uma vez na vida.
Ela é partidária à filosofia da famigerada "posse responsável". E como eu, e tantos amigos que lutam tanto sobre isso, recomendou também saírem de casa com saquinhos de plásticos, para recolher a caca produzida pelos próprios cães, na calçada.
Isso é apenas uma questão de civilidade. É básico. O duro mesmo é concluir que quem pensa assim, tá acima.
Pobre de nós.
No final de junho, voltarei a Nikiti. Dessa vez, teremos filhotinhos pequeninos na casa. Pequena Lina deverá parir filhotinhos.
Ueba!!!! Adoro cuidar de filhotinhos caninos.
Ontem, tive mais um motivo para ficar feliz.
Maurício, meu amigão lá do Rio, ligou aqui, pra saber se eu estaria na cidade, no feriadão.
Mau é o marido da Amália e o pai da Frida (uma coker linda de morrer, que há pouco pariu uma linda ninhada de Fridinhas :O)
Adoro essa grande família e fiquei com vontade de estar no Rio, pra pegar uma praia com eles. E, claro, renovar meu estoque de piadas sobre argentinos, né Amália ;O)! Pegar uma praia em Camboinhas com esse povo é memorável!
Hum... Vontade de comer Empada da Praia( a minha de camarão e outra de queijo com cebola, plizz), queijo coalho grelhado, e muita conversa fiada. Com muita cerveja, obvs..
Adoro esse povo! Sardade do cês! ;O)
Hoje, foi dia de pé-na-jaca geral, aqui em casa.
TV e computador ligado o dia todo. Ueba!
Foda-se.
Mas também senti na pele o drama de ter uma pré-adolescente a bordo, recebendo mais duas amiguinhas para o lanche.
Saldo do prejuízo: a sensação de que minha casa foi alvo de uma batalha entre Unos e Visigodos.
Hei de sobreviver.
Anotem a dica: minisalsichinhas do Clubinho Sadia são 10! Tempero suave e não tem corantes. Mom Jamanta recomeiiinda! :p

Despedi-me dos meus primos, não sem antes observar o cenário.
Estamos ficando velhos, alguns mais barrugudos, outros mais relutantes. Mas todos nós com alguns cabelos grisalhos que delatam o passar do tempo. Meleca!

Outra coisa de que eu estava sentindo falta na vida: encontrar meus primos.
Tenho apenas 5, pela família materna.
Eu sou a caçula e a única filha única da família.
Danou-se! :O)
Bebemos quase nada, conversamos muito e rimos demais das próprias desgraças, pessoais e familiares.
Eu nunca poderia imaginar que o meu primo mais velho, aquele rebelde anos 70, um dia, seria eleito o síndico do condomínio onde mora, por exemplo.
Ao mesmo tempo em que ele nunca imaginaria que eu seria capaz de passar duas semanas, sem levar o carro ao auto-elétrico...
Pedi um desconto. Sou quase loira, afinal. ;O))
Eram 5 primos ao redor de uma mesa, que um dia foi reservada apenas aos adultos da família.
Uau! Estamos assumindo o manche?
Cada um com suas conquistas, mas ainda temendo o futuro.
A crise tá braba pra todo mundo. Mas, não vamos queimar o nosso berço, nem os pés da nossa mesa da sala de jantar, na lareira, neste inverno.

Há poucas horas, cheguei da festa de aniversário da minha madrinha.
Uma figuraça muito querida na minha vida.
Levei de presente um "kit apagão".
Uma vela decorativa, com um pacote de pétalas secas de baunilha, pra perfumar a casa e deixar a vida mais divertida.
Podre de chique, né? Eu sei, eu sei, há controvérsias! :p
Mas, quando a grana tá curta, o jeito é mesmo apelar pra criatividade que resta. :[
Ah! Sim. Antes que eu me esqueça: comi como se fosse uma refugiada de guerra.
Rango de mãe e de madrinha não é pra deixar passar impunemente.
Você,que come todo dia no quilão da esquina, sabe sobre o que eu teclo. ;O)