20 janeiro, 2005

O lado bom da coisa.

Sejamos justos na avaliação dos acontecimentos. Se a caixa da descarga não tivesse quebrado, eu não teria sido obrigada a aproveitar a viagem e comprar logo a porra da pia logo de uma vez.
Com isso, se tudo ajudar, amanhã terei um banheiro com porcelanas e rejuntes novinhos. Isso tudo também me ajudou a descobrir que não tenho tendência a ter osteosporose. A porrada no cotovelo foi coisa pra fratura exposta.
Tá, tá, tá. Confesso: quebrei a caixa da descarga com o cotovelo.
Doeu pra burro, fez um corte de responsa, mas não quebrou. Sou dura na queda. :O)
Meu fiel amigo, o balde.

Desde o início da semana, não descarga no banheiro. A pia quebrou no ano passado.
Não que eu seja preguiçosa (ou porca) pra demorar tanto a tomar uma providência. Nada disso. É que eu sei bem a encrenca que me espera: a dor de cabeça pra lidar com fornecedor de material de construção e pedreiros indomáveis. Já ouvi depoimentos horríveis sobre isso. Uma coisa impressionante. Deu um certo desânimo, eu confesso. Ter o conforto de uma pia e descarga funcionando direitinho passou a ser uma espécie de valor pequeno-burguês, entende?
Por isso que eu gosto tanto do meu baldinho branco.

Enfeito Blondor.

As coisas andam um pouco mais atrapalhadas do que o habitual na minha vida, depois que adotei as madeixas 2 tons abaixo.
Não que tenham sido atrapalhações no nível da minha época áurea da jamantice. Coisas básicas, do tipo perder documentos vitais ou esquecer nomes de pessoas importantes. Eu já deveria ter me acustumado. Mas quebrar sozinha, numa manobra improvável, a caixa de descarga do vaso sanitário foi mesmo uma cagada federal. Francamente. Se eu estivesse acompanhada, vá lá.

11 janeiro, 2005

Buá.

Dez dias em São Paulo e nem deu tempo de ir ver o mar.
Ninguém merece.



Injustiça.

Já tem gente me chamando de Barbie por aqui.
Nunca vi tamanho exagero. ;O)


Humor negro.

Foi o livro mais violento que já li na minha vida, disse o ceguinho após ganhar um ralador de queijo.
Desculpa aê. Foi mal.

10 janeiro, 2005

Fui promovida.

Virei até presente de Natal.
Antes sesse. Antes sesse.
Voltei.

Linda. Leve. E (pasmem) Loira.
Agora fodeu de vez.

23 dezembro, 2004

Bizarrices

Sou a pessoa mais feliz do mundo.
Paguei o IPTU atrasado.
Contagem regressiva

Falta pouco, muito pouco mesmo. :O)))

18 dezembro, 2004

Não é má vontade minha, não.
Gosto de comprar coisinhas pra minha família e amigos.
Mas a ansiedade pela viagem tá inundando tudo.
Ansiedade do bem, se é que me entendem. :O)

Dia de shopping

Sábado à tarde. Shopping. Sei que é redundante dizer que está tudo lotado. Intransitável.
Comprei o que deu. E não foi nem a metade.
Amanhã vou ter que voltar lá.
Bosta.

17 dezembro, 2004

Diálogo insano:

O dono do restaurante, educadamente: O senhor já parou de comer?
O animal: Ainda não, só acabei o segundo tempo.
O dono do restaurante, muito sorridente: Então o sr. vai agora pro penalti?
O animal: Ou pra morte súbita....

Tamerdaaaa.

Peixaria Chapéu de Palha da Benção.

Almocei hoje lá. Aqui, eles chamam de -rodízio de peixe-. Imaginei que fosse uma espécie de churrascaria, onde os ex-seres das águas são servidos no espeto ou em badejas por garçons enlouquecidos, que não deixam você em paz um minuto. Chegando lá, descobri que é um cê-que-serve-se básico. Paga-se 15 reá e come até espocar. Tinha uns 5 ou 6 tipos de peixe e 4 ou 5 acompanhamentos. Examinei minuciosamente o baião-de-dois, que por obra e graça divina, não tinha coentro. Isso é raro. Acabei me deparando com um negócio que não dava pra sacar se era doce ou salgado. Me contaram que era salgado. A questão passou a ser outra: se tinha ou não coentro. Ó céus. Como o troço era bonito pra burro, arrisquei e mandei bem: não tinha coentro. Notem que está sendo meu dia de sorte. Era uma torta do deuses: uma camada de banana frita, outra de pirão de peixe que servia de apoio para lascas de filé de dourado. Repete a sequência de camadas até terminar com a banana e cobertura de queijo. De comer ajoelhada, rezando. Uma Cerpa geladinha acompanharia perfeitamente a combinação de baião-de-dois, filé de pirurucu à dorê e aquela torta de dourado. Mas a casa é de crentes. Só servem refri. ô, inferno.


Diálogo insano:

- Eu te amo como uma irmã, mas não agora.
- Cretino.
Muito thanks.

Valeu, amigos queridos que se lembraram do meu niver.
Foi uma comemoração modesta com os amigos. Ganhei presentinhos meigos e voltei pra casa com a vaga lembrança de que a mensalidade do meu plano de saúde vai ficar mais caro e minha carteira de motorista continua vencida. É. A história se repete.

09 dezembro, 2004

Atenção todos os carros.

O plantão Jamanta no Ventilador informa:
segundo informações colhidas (sic), hoje é o Dia Internacional do Alcóolatra Recuperado.
Donde pode se entender que é o dia daquele bêbado que meteu o pé na jaca e acordou pronto pra outra.
Mais informações a qualquer momento.

30 novembro, 2004

Não basta ser pai. Tem que revisar.

Aconteceu com um amigo meu. O filhinho, em fase de alfabetização, tinha que fazer exames laboratoriais. O pai, muito responsável e devotado, fez questão de que o menino participasse ativamente de todo o processo e não apenas exercesse o papel passivo de um simples fornecedor do material, digamos assim. Então, lá foi o moleque etiquetar os potinhos, conforme o conteúdo. O pai seguiu pro trabalho e a mãe foi com o filho entregar o produto. Passou a maior vergonha, a pobrezinha, ao notar o olhar indignado do atendente no balcão. Em um potinho tinha ?xixi?. No outro, ?merda?.
Fitness.
Nesse ponto, até que as coisas vão bem. Falta eu perder apenas 500g para atingir a meta dos 51kg. Três quilos e meio em dois meses e meio até que tá bom. Sem dieta rigorosa, sem fazer grandes sacrifícios e sem recusar uma cerveja sequer. Acho que vou lançar o exclusivo método Jama de emagrecimento rápido. :O)

Um arsênico duplo, por favor.

Estou com uma gripe desgraçada. Ok, não é exatamente uma gripe. Uma coriza, um resfriado no capricho. Não tinha um treco desse há quase um ano. Deve ser meu inferno astral. Só pode.
Mas inferno mesmo tá a vida do povo aqui da agência. Eu não paro de espirrar, desde que cheguei. Grr...

24 novembro, 2004

Dai-me serenidade, Senhor!

Tenho andado sem muita paciência para certas coisas e pra determinados tipos de gente. Os zé-ruelas, por exemplo, eu tenho vontade de matar. Hoje quase arranquei o olho de um abestado, que tava empatando fila no caixa eletrônico. Ora, francamente.

23 novembro, 2004

Mudança de estação.
E o inverno começa a dar sinais de aproximação.
Tinha até me esquecido de como era.

22 novembro, 2004

Pensamento edificante do dia:
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo.
Você terá toda a eternidade pra ser só osso!
(autor desconhecido)
;O)

19 novembro, 2004

That?s all folks.

Semana que vem tem mais. Acho.
Falta de tempo.

Já é final da tarde de sexta-feira.
Se você for pensar bem, este fim de semana praticamente já foi.

Pura maldade.

A coisa anda braba nessa agência. Hoje, no meio da agonia, enquanto o telefone tocava histericamente, meu dupla procurava o aparelho. De sacanagem, passei o primeiro objeto preto que vi pela frente. Foi quando eu testemunhei um diretor de arte atendendo um grampeador. Yes!

Efeito Nazaré.

Em 15 dias, uma colega levou um tombaço na escada e outro quase repetiu a dose. Outra vítima quase se estatelou feio. E, pasmem vocês, eu escapei ilesa.

16 novembro, 2004

Já vou logo avisando. Chego dia 24/12 em Sampa.
Quem estiver com saudade de mim que dê seu jeito pra me encontrar porque o tempo vai ser curto.
Pretenciosa, eu? Nunca.


Já me chamaram de tudo na vida: Fratura Exposta, Pouca Carne, Bandeira de Pirata. Mas Capa de Flauta é um pouco demais, né não? Ninguém merece.
Hoje é terça-feira.
Se você for pensar bem, essa semana praticamente já foi.

08 outubro, 2004

Toc, toc, toc.
Alguém em casa?
(silêncio)

01 outubro, 2004

Tudo tem sua primeira vez.

Nunca na minha vida de eleitora tive que justificar meu voto.
Nunquinha. Sempre enfrentei fila, na boa, imbuída do meu melhor espírito cívico. Neste ano, vou ter que justificar.
Já imprimi o formulário. Mas ainda não descobri onde fica a zona mais próxima. Que por falar nisso, zona vai virar esta cidade. Transporte coletivo grátis e os motoristas ameaçando entrar em greve.
He,he. Tô pagando pra ver.

Malhação

Não é só o regime. A bike e a musculação estão mostrando seus primeiros resultados, apesar de eu não poder me considerar uma aluna exemplar. Eu poderia ser beeeeeem mais disciplinada. Não sou também um exemplo de socialização. Ainda não tenho novos amiguinhos. Tudo é uma questão de tempo. Calma.
Só sei que meu professor, o Neto, é um sujeito meio atrapalhado. Tipo assim, Jamanta. Muito atento, cuidadoso e tudo. Mas ainda não aprendeu meu nome. Cismou que sou Andrea. Já corrigi. Não adiantou. Vou começar a chamá-lo de Júnior pra ver se ele se manca. Ou começar a usar crachá.

Boas novas

Minha briga com a balança vai indo bem: tô ganhando de 2 a O.
Ontem, fui malhar e me pesei. Em 20 dias, perdi 2 quilos. Só faltam 2. :O)

Diálogo insano (entre diretor de arte e redator)

- Já jogou o texto pra mim?
- Não, mas o texto é bem pequeno... Só tô dando uma penteada nele.
- Você está penteando o testículo?
Então, passa a redatora e chuta pro gol: isso é o que se pode chamar de "a vaidade levada ao extremo.."
Corta.

Hein?

Oi. Tudo bem? Como vai?
Olha, só posso dizer que hoje o dia nem precisa terminar bem. Terminando logo já tá bom.

16 setembro, 2004

Duty Free

Duty Free.
Aproveitei o final de semana passado pra abastecer a geladeira, tendo como critério meus novos hábitos alimentares, ricos em fibras e zero de gordura. Um tédio, se você for pensar bem.
Sem sacanagem, só me lembro de ter feito compras mais saudáveis quando eu era gestante, e isso faz tempo pra burro.
Como uma mulher da neogeração saúde que sou, comprei deliciosos congelados light em espartanas porções individuais: risoto de 7 cereias, nhoque de abobrinha, suflê de cenoura com ricota e por aí vai.
O legal dessa parada é que tudo chega importado de Sampa. Ando com saudade do tempero paulistano, entende?
No final, ficou assim: uma alimetação rica em fibras, quase nada de gorduras e ZERO DE COENTRO. É tão bom que é vendido em farmácia. Ya-ba-da-ba-dooo!

Fuleragem

Acabo de conhecer uma dupla sertaneja em formação:
Churrasco de Gato & Água de Torneira.
Será que eles são brutos?


Ô, môdeus!

Lembram do italiano? O felino com olhos de águia?
No final de semana retrasado, tive o privilégio de revê-lo. (suspiros)
E graças a ação eficiente da Rê e da Liginha Papparazi, agora tenho lindos flagrantes do rapaz.
Foi um final de semana divertido, aquele. Embora não tenha rolado uma focagem de jacaré sob o camando do moço.
Descobri que a esposa felizarda é uma tremenda de uma baranga, daquelas de dar medo. Beleza. Sinal que posso ter alguma chance. Ueba.


Fitness

Meus esforços começam a mostrar os primeiros resultados. Em 1 semana, perdi 1kg de banha. Meus músculos estão se desenvolvendo e por mais que eu relute, meus neurônios estão se atrofiando. É assim mesmo, hein?

13 setembro, 2004

Cunhã-Baranga

Conforme o combinado, iniciei minhas aulas na academia.
A avaliação física foi a pior possível. Quase 4 quilos de banha mal alojados na cintura e na parte interna das coxas. Isso significa fechar definitivamente a boca e malhar pesado na hora do almoço e depois do trampo. Ta merda. Isso nunca me aconteceu antes.

Diálogo insano

- Será que vai chover, hein?
- Vai.
- Merda.
- Não. Tomara que seja água.
- Hunf.
A passagem do Rê por aqui?
Estou aguardando o diário de viagem dela chegar a Manaus para dar a minha versão dos fatos. :O)

27 agosto, 2004

Bode expiatório

Olá. Desculpem a prologada ausência.
É que estou trabalhando pra caraio, tô sem tempo, uma puta dor nas costas, sem grana, com um humor do cão e o encanamento do banheiro estourou.
Tudo culpa da Daiane, é óbvio.

17 agosto, 2004

Este foi mais um episódio da série ? Coisas que só acontecem comigo?.

Nunca vi tamanha ingratidão.

A pequena ficou lá por mais de hora e meia. Aquilo tava começando a me dar agonia. Eu, na melhor das intensões, fui levar a vasilha de água pra mais perto dela e me lasquei. A pateta se assustou e bateu asas para nunca mais voltar.
Antes assim.

Quase entrando num acordo.

Hora de conversar de novo. Tipo ?discutir a relação? , entende?
Mas ela estava irredutível. Ajeitou-se na porta do meu quarto e lá ficou.
Tudo bem, não vamos brigar por conta disso, mas uma hora você vai ter que comer alguma coisa e não tenho a menor noção do seu cardápio. Serve mamão?
Hunf.

O pulo do gato.

O lance é jogar um tico de água na cabeça do bicho que ele se anima.
Ok. Vamos ao ataque.
Fiz conforme os porteiros orientaram e a destrambelhada vôou.
De volta pra varanda. Merda. :[

Isso já está indo longe demais.

Com todo cuidado e carinho, afastei o móvel para que ela pudesse se ajeitar. Acho que já estava me apegando à ela. Bosta.
Ela correu para trás do móvel e lá ficou. Não parecia estar tão machucada, mas tava mais assustada do que eu.
Um inferno.
Liguei para a portaria e contei minha história triste.
A muito custo, os porteiros entenderam do que se tratava. A princípio acharam que eu queria que eles fossem lá pra espantar a bichinha, vejam que crueldade.
Desliguei o telefone com uma solução simples e eficaz.
Aconteceu a mesma coisa com a moça lá do 608. Eu soube.

Alguém faça isso por mim.

Fiquei lá na minha cadeira pensando onde é que eu iria desovar o cadáver. Pensei em deixar a natureza fazer seu trabalho e depois só recolher os ossos, mas desconfiei que os vizinhos iriam estranhar o cheiro e chamariam a polícia. Resolvi partir para a ação. Subi no sofá pra ver o estrago e descubri que a lesa ficou prensada entre a parede e o móvel, com a asa dobrada pra cima.
Era só o que me faltava: adotar um pássaro portador de necessidades especiais. Ninguém merece.

Linda, mas burrinha, burrinha.

Tive um papo muito sério com a moça. Sei lá, cismei que ela era menina.
Disse que podia ficar ali o tempo que achasse necessário e pedi encarecidamente que não cagasse na varanda. Ofereci uma tampa de batata Pringle com água fresca e terminei de assistir a novela. Tudo estava indo muito bem, até que a infeliz resolveu levantar vôo, foi de bico na parede do fundo da sala e pareceu ter caído sobre o móvel grandão.
Agora danou-se.

Ma-nhêêêê!!!!!!!!!

Achei por bem ligar pra casa. Cissa-mãe sempre tem ótimas idéias em emergências dessa natureza.
Contei minha história triste e sua imensa sabedoria materna me aconselhou o mais sensato a fazer: - Feche todas as portas, para que ele não entre na casa e peça ajuda aos porteiros do prédio.
Puta merda, como não pensei nisso antes?

Sábado, 14 de agosto, hora da novela.

Noite quente, porém agradável. Pra não perder o costume, eu estava assintindo à novela, na varanda, jogada na cadeira, com os pés languidamente estendidos. Cerveja gelada, cigarro comprado e pão de cerveja recheado pra tirar o gosto. Gosto de que, hein?
Assim, do nada, um ser num vôo rasante pousou sob a minha cadeira.
Na hora, pensei: Caralho, é um morcego.
Com o raciocínio um pouco prejudicado pela cerveja, pelo susto e pelo cansaço da longa caminhada, concluí: - Morcego não pousa no chão, sua burra.
Resolvi conferir e dei de cara um pássaro acuado e ofegante.
Então, pensei: Caralhos me fodam, o que eu faço com essa criatura?
Jurei não ter mais nada que defeque em casa. Isso não é justo.

12 agosto, 2004

O que acontece?

Sem assunto. Sem tempo.
E o Blogger agora inventou de não publicar meus posts.
Ninguém merece.

10 agosto, 2004

Hã? Por que? Onde?

Calma.
Foi apenas um sonho ruim.
Esquece.

03 agosto, 2004

Diálogo insano.
Cenário: mesa de bar, sob uma árvore frondosa.
- Tá chovendo?
- Não. Acho que foi um passarinho.
- Não tá chovendo?
- Não. Olha a lua. É passarinho.
- O que a lua tem a ver com a chuva?
- Chuva precisa de nuvem, que encobre a lua, sacou?
- E o que o passarinho tem a ver com isso?
- Puta merda....



Quedas e tombos.
A Cacau perguntou, lá no comments, o que eu fiz pra parar de cair como antigamente. A resposta é muito simples: não parei de cair. Apenas parei de falar sobre o assunto. Sábado retrasado, por exemplo, eu toda me achando, fui sair do barco sem pedir ajuda, não tive perna e acabei deixando uma lasca da minha canela no ancoradouro. Tem coisas na gente que não dá pra mudar, entende? :p



Não ouse me convencer do contrário.
Já tentei de todas as formas, mas tudo foi em vão.
Não tem acordo.
EU ODEIO COENTRO.


As fotos.
Revelei parte delas. As que eu tirei do felino de ohos de águia azuis foram pro saco, mas Oli salvou a pátria. Tenho, portanto, meia foto do bofe segurando uma cobra. Melhor do que nada.


Quando entrar setembro.
Garanto a vocês: mês que vem eu começo a academia lá no Nacional.
Sei que estou adiando essa porra desde janeiro. Chega.
Do mês que vem não passa.

Nada consta.
Fiz porra nenhuma, no final de semana.
Nada, nada, nada.
Acho que é saudades da Olívia. Bosta.

28 julho, 2004

Mau humor, eu?
Só pra provar que não, aqui vai uma do Joãozinho, que a Millady me mandou. Valeu, Mi!
 
A professora ralhava com o Joãzinho:
_JOÃZINHO , a que distância vc mora da escola?
_A doze quilômetros, professora!
_E a que horas vc sai de casa?
_As sete e quinze, professora!
_Então, se vc tem quarenta e cinco minutos para percorrer apenas dois quilometros, por que é que chega atrasado?
_É que tá cheio de placas escrito:"Devagar, Escola".
Alerta: o conto do espinafre.
Eu já caí nesse duas vezes, em estabelecimentos, até então, confiáveis.
Você vê um creme de espinafre lindo de morrer e tenta se afogar nele. Eis que você, tarde demais, descobre que está lotado de coentro. Posso afirmar que o gerente de compras agiu de má fé.
Outro dia, fui novamente iludida. Canelone de ricota com espinafre, era o que dizia a plaquinha do quilão bacana, quando tratava-se, na verdade, de ricota com coentro. Não queiram saber o que é isso.
Então, pessoas, fiquem atentas. O inimigo se mimetiza em qualquer lugar. É um ser do mal.
Justiça seja feita.
Punição para sequestro seguido de morte: coentro.
Pena para bigamia: coentro.
Punição para crime da mala e outros esquartejamentos: coentro.
E assim por diante.
Alguém me tire daqui!!!!!!
Socorro. Nõa aguento (cadê o trema?) mais. Não sei que diabo deu no povo do Biruta. Há 15 dias, tudo tem coentro. Tudo.
Estou há dois dias almoçando melancia. Praga maldita.

26 julho, 2004

JamaTour ? Retrospectiva 2004.
Sábado ? 10/04. Olívia desembarca no Eduardo Gomes, às 14h. Almoço no shopping e prospecção de gastos futuros, para a minha desgraça. À noite, um brinde com Sunny Days.
Domingo ? 11/04. Ressaca. Preguiça. Café da manhã na pracinha. Varanda. Bubuia. Dia de comer na hora que dá vontade.
Segunda-feira ? 12/07. Meu primeiro dia de férias. Yabadabadoo. Dia de acordar tardão. Manicure, pedicure e almoço no Mostarda. Visitamos o Teatro Amazonas e caminhamos um bocado até o mercado. Oli ainda se recente um pouco com o calor e não vê nenhuma graça no Adolpho Lisboa. Voltamos de táxi para o shopping e, confesso, não lembro onde almoçamos.
Terça-feira ? 13/07. Almoço no Allegro e novas prospecções de gastos futuros. Ó, Senhor.
Quarta-feira ? 14/07. De volta ao centro da cidade. Mercadão da Beleza e Adolpho Lisboa. Supermercado para garantir congelados do jantar.
Quinta-feira ? 15/07. Almoço no Fiorentina, visita à agência no final da tarde e happy hour no Biruta.
Sexta-feira ? 16/07. Preparativos para o embarque. A floresta nos aguarda. À noite, a primeira focagem de jacaré.
Sábado ? 17/07. Trilha na selva. Piscina. Segunda focagem de jacaré.
Domingo ? 18/07. Praia do Tupê. Piscina e regresso para Manaus.
Segunda-feira 19/07. Volto para o trabalho. Buá. Oli almoça comigo no Biruta e conhece meu amigo anão, o Paulão. Passa boa parte da tarde no cyber e conhece também meus colegas de trabalho.
Terça-feira ? 20/07. Almoço no Biruta. É encontrado um pedaço de durex no filé ao molho madeira. Blagh. Olívia passa a tarde no cyber e tem happy hour no Biruta.
Quarta ? 21/07. Dia de folga. Ueba. O jeito é ir às compras. Centro de Artesanato Branco e Silva e depois, shopping. Valha-me Deus. Almoço no Allegro e mais algumas comprinhas. Tamerda.
Quinta ? 22/07. Dia de trabalho. Almoço com Oli e as superpoderosas no Mostarda. Happy hour no Biruta.
Sexta-feira ? 23/07. Almoço no Sabor a Mi e happy our no Biruta.
Sábado ? 24/07. Passeio de barco, supermercado e à noite, brinde de despedida co Sunny Days.
Domingo ? 25/07. Ressaca, preguiça. Vontade de chorar. Despedidas.
Funny Days.
Sabatina ? Novo repertório III.
- Como chama aquela fruta do suco no hotel?
- Taperebá.
- Aquela outra?
- Abacaba.
- A árvore do leite?
- Amapá.
- Pernilongo?
- Carapanã.
- Aquela flor que parece bromélia?
- Maria mole.
- Agito no rio?
- Banzeiro
- Papo pro ar?
- Bubuia.
- Pobre?
- Reculhamba.
Sabe tudo essa menina. :O)
Diga cheese.
Temos muitas fotos. Contabilizei 53 até agora, mais as 36 que ainda estão na máquina. Oli disse que vai postar algumas em seu blog. Se ela postar alguma minha, eu juro que enforco.


Decisões radicais.
Há algum tempo, decidi que não quero mais na minha vida cão, gato, passarinho, papagaio, peixinho dourado, bodó, furão, hamster ou deuses gregos. Para ser mais exata, nada que defeque.
Uma samambaia de plástico a gente pode até negociar.
Se bem que uma preguiça.... Hum. Sei não.
Pense em outra coisa que passa, Jama. Já.
Os seis pecados capitais.
Vamos raciocinar. Com essa coisa de inveja, soberba, cobiça, gula, avareza, ira eu até posso concordar. Inveja é mesmo uma merda e a gula não leva a pessoa a lugar nenhum, a não ser à obesidade mórbida. E se todo mundo fosse avarento, não existiria Becky Bloom. Tudo foi muito bem pensado, tenho que admitir.
Mas a preguiça NÃO, dá licença!!!!!
Você olha pra ela, e ela sorri assim pra você: :]
Assim mesmo, bradipodídea desdentada que é. :]
E parece não ter nariz. Apenas narinas. Assim: :]
Ela agarra forte seu dedo com as três unhas superpontudas e sorri assim ó: :]
A preguiça é uma criatura desprovida de testa. Vai dos olhos ao longo topete penteado pra trás, sem escala.
A preguiça é muito fo-fa. Não é justo ser pecado.
Os malas do IBAMA que se fodam. Quero uma pra mim. :]


Corrida de canoa.
É uma coisa muito divertida. O grupo foi dividido em 4 canoas motorizadas e os canoeiros decidiram apostar corrida, rio acima. Um banzeiro irado. Delícia. Nossa canoa ficou em terceiro lugar. Merda.

O encontro das águas.
Nós fomos, no sábado. Típica excursão de turista.
Coreanos: milhões deles. Japoneses: trilhões deles.
Americanos: dois deles. Paranenses: cinco deles.
Cariocas: três deles. Baianos: nenhum deles. Paraenses: uma mala.
Manauaras: muitos deles.
Mas, vocês sabem, excursão sempre é uma excursão. Não tem pra onde fugir. É pagação de mico em estado bruto.
O encontro das águas em si é muito bacana. Manja um bolo frapê? Pois é.
Não se misturam mesmo. Não na nossa frente. Só pra lá, a uns 18km de distância. Ou seriam 8km? Coisa de doido. Só vendo.

Às compras.
Quarta-feira passada, tinha pouco trabalho por aqui e meu santo chefe camarada sugeriu que eu tirasse mais um dia de folga pra ficar com a Oli.
Foi assim que começou nossa ruína financeira.
Olívia queria levar presentinhos pra um batalhão de gente e a coisa pegou pro meu lado.
Nem queiram saber. É o tipo da situação na qual cabe a sábia indagação do meu dileto amigo Fred: o que é apenas um peido quando se está todo cagado?
Bora mudar de assunto.
PS: Rezinhaaaaa! Ligue pra Oli porque tem uma lembrancinha pro cê. :O)

Buá. II - JamaTour News ? Última edição.
Então, ela se foi . Já está em São Paulo e fez uma boa viagem.
Agora, é botar força na peruca mais um pouquinho só, porque se você parar pra pensar, vai ver que o Natal praticamente já chegou. E aí será a minha vez de visitar família e amigos em Sampa. Falta pouco. Muito pouco. Me aguardem e reserve você aí um tempinho pra nossas cervejotas sagradas, porque assunto é o que não falta e tem ampola de Real na parada.
Fui clara?

25 julho, 2004

Buá.
Ela embarcou há pouco, com destino a Sampa. Passei em casa e parece tudo vazio.
Amanhã eu volto pra colocar tudo em dia. Sorry.

22 julho, 2004

Por hoje já deu, né?
Amanhã tem mais. E o Alce chegou. Agora danou-se. Olívia não vai querer mais saber de mim.
Ah, sim. Pessoal do comments, amanhã eu atualizo tudo, tá?
Pequenas correções.
Voltamos para o hotel por volta do meio-dia.
Aquela rotina não muito animadora: almoço, piscina, fechar a conta e uma preguiça boçal de arrumar as coisas.
Mas, já que era inevitável...
Quase na hora de embarcar, todo mundo no pier jogando conversa fora e eu estendida na rede, fingindo que dormia, mas de butuca na conversa.
Duas senhoras, aquelas do pré-pânico quando ficamos à deriva, falavam sobre a trilha que tinham feito pela manhã.
- A gente viu goiaba de.....
(um dá palpite); - Goiaba-de-capivara, né? A gente viu ontem.
- Não, não era capivara....
(outra afirma, categórica): - Goiaba-de-paca....
E eu pensando: puta merda.
- Isso mesmo, goiaba-de-paca.
Juro, eu não podia deixar ficar assim, contribuindo para a ignorância nacional.
- ANTA!!!
A senhora olhou pra mim como se eu a tivesse chamado de puta.
Repeti:
- ANTA! GOIABA-DE-ANTA.
E, satisfeita pela missão cumprida, ouço o uníssono:
- Isso, isso, isso.
E a prosa seguiu seu rumo, quando outro desavisado indaga:
- As senhoras tomaram leite de macapá.
Ah, não. Isso já está indo longe demais.
Fui obrigada a interferir, de novo: leite de amapá. E se os senhores me dão licença, preciso fechar a bagagem.
Fui para o quarto imaginando que eles deviam estar chamando maria mole (uma flor) de pé-de-moleque.
Ai, ai, se não sesse eu, fala a verdade.


O primeiro banho.
Confesso. Nunca havia entrado num rio antes.
Foi praticamente um batismo.
Adorei a brincadeira. Fiquei surpresa ao notar que a água do rio Negro é vermelha. Tô falando sério.
Nadei até a mão enrugar. Já tive notícias de que a sensação de nadar no rio Negro é, mais ou menos, como mergulhar num potão de geléia. Comigo, não foi bem assim, embora eu não tenha ido além de 5 metros da margem.. Será que faltou-me profundidade?


Programa Sede Zero.
Um casal bacana salvou a pátria. O cara tinha levado um trocadinho. Todo gentil e cheio de solidariedade, foi lá na barraca, comprou uma bolha gigante de coca-cola, outra de fanta e ninguém passou necessidade.
E apenas pra provar que a lei daquele menino, o Morph, existe mesmo, o cara era abstênio, acreditam? Cerveja, nem pra remédio, amigos.


O confessionário.
Notei um silêncio meio constragido no grupo.
Aqueles dois casais separatistas não contam, porque eles nunca abriam a boca mesmo, a não ser pra se beijar e olhe lá.
Mas todo mundo tava quieto. Eu só pensando na porra da grana que eu esqueci de pegar e aquele monte de cerveja olhando pra mim. Isso não é justo.
Até que o pai daqueles adolescentes deu a mão à palmatória: esqueci a carteira no hotel. Era o que precisávamos ouvir, porque todos confessaram o que, até então, era inconfessável. Só os filhos da puta daqueles dois casais levaram grana, se fizeram de mortos e ficaram nos esnobando e se exibindo com suas garrafas de coca-cola e água mineral geladas. Manés.


A praia.
O lugar é lindo. Complemente diferente do que eu tinha imaginado.
Depois de dois dias num isolamento quase completo, onde tudo que você vê é água e mato. pensei numa praia completamente selvagem, desfrutando apenas a companhia de carapanãs irados.
Pois não é que lá havia toda uma infra? Barraquinhas vendendo peixe na brasa e todo tipo de bebidas. Até banheiro tinha. Eu e minhas ilusões...

Sem lenço, sem documento..
Acordamos meio tristonhas, no domingo. Último dia é sempre meio melancólico, não reparem.
A gente tava gostando tanto daquela parada, que mais 2 dias não seria uma má idéia.
Tomamos o café da manhã animal de sempre e fomos nos arrumar para a ir à praia.
Movimentação intensa no pier. A gang dos gringos estava de partida para Manaus, acompanhada do felino com olhos de águia azuis. Gente de sorte. E a reculhamba esperando pra embarcar na nossa catraia furreca.
Enquanto via o recreio elegante se distanciar, pensei: aquilo era uma friaca dos diabos. Acompanhe meu raciocínio: bonito e carismático demais da conta, além de ser casado.
Homem bonito e carismático sempre acaba em desgraça. Já passei por isso. E depois, minha empresa de demolição de lares foi definitivamente encerrada no dia 17/04/03, eu me lembro como se fosse hoje.
Isso posto, vá com Deus, bonitão.
Pronto, passou.
Quase chegando à praia, meu coração parou.
Não posso dizer que estava sem lenço, porque tinha uma canga na bolsa, o que é praticamente a mesma coisa. Mas, estava sem documento e, puta que me pariu, sem um puto, de novo.
Cabeça-de-pudim.
PS: esqueci também a escova de cabelo e o filtro solar. :[

JamaTour News.
Episódios inéditos.

20 julho, 2004

Amanhã, a penúltima edição do JamaTour News, onde você poderão saber sobre o último dia no hotel, o passeio à praia do Tupê e a viagem de volta a Manaus. Mas, não fiquem tristes. Sábado, temos programado um passeio até o encontro das águas e, se tudo der certo, o Alce também vai. A aventura continua.
Não perda.
Espero vocês, amiguinhos. :O)
A segunda focagem.
A turma da reculhamba toda reunida, ou seja, só os brasileiros. O guia, um peruano de poucas palavras. O barqueiro, nosso herói, o bom e velho Tampinha.
Fizemos um percurso diferente da noite anterior. Mas isso não quer dizer que a gente tenha dado de cara com um jacaré. Como persistência é tudo na vida, continuamos nossas buscas. Enquanto navegávamos pelo igarapé, notei que o motor da canoa não tava lá essas coisas e que a merda estava próxima.
Gente, eu já tive um Fiat 147. Eu sei como é isso.
Entramos em um igapó e o motor começou a falhar até morrer.
Não disse?
O Tampinha deu a partida com a aquela correira de puxar e deu tudo certo. Cinco metro depois, puf.
Tampinha puxou, puxou, puxou até conseguir arrebentar a correira.
Porra, Tampinha, cê tá foda, hoje, hein?
Ficamos à deriva.
Só o barulho da água batendo na canoa e nós lá.
E, vocês sabem, numa hora dessa, cada um reage como pode.
Duas senhoras ensaiaram um pré-pânico, devidamente controlado em 5 minutos. Eu, como sempre, comecei a falar merda e a fazer piadas de humor negro. Uns 15 minutos depois, chegou nossa canoa-resgate, com 6 passageiros a bordo. Juntando os 12 do nosso grupo... Aperta que cabe.
O guia peruano queria deixar o Tampinha lá. Houve um motim a bordo. Todos exigindo que a canoa-resgate também rebocasse o Tampinha.
E assim chegamos de volta ao hotel: sem ver nenhum jacaré, mas pelo menos os meus pés estavam limpinhos.


Bubuia.
De volta ao hotel, almoço frugal: comi beterraba e batatas cozidas, cenoura crua e uma posta de dourado. Abacaxi de sobremesa.
Depois, fui para o bar da piscina escrever e Oli foi brincar com aqueles adolescentes enfezados, que já não me pareciam mais tão enfezados assim.
Enquanto escrevia, o felino de olhos de águia azuis passou por mim, sorriu e eu puxei assunto. Queria saber onde tem uma caldeirada de bodó decente (se é que isso é possível), em Manaus. Ele me falou de um lugar manjadíssimo, em Cacau Pereira, na casa do caralho, Em Manaus, falou de um lugar onde eu já fui e sei que não tem. Cheguei à triste conclusão que o felino de olhos de águia não entende porra nenhuma de caldeirada de bodó.
No final da tarde, ele voltou, e eu continuava escrevendo. Perguntou o que eu fazia, eu respondi, e aproveitei o gancho pra contar que eu iria para a focagem de jacaré, de novo. A decepção: ele não seria o guia, dessa vez.
Buá.

A trilha na selva.
Seguimos naquela fila indiana clássica, comandada pelo Tampinha e seu facão implacável.
Vimos aranhas, pássaros, conhecemos algumas plantas que têm cheiro de vick vaporub.
Tampinha cortou a folha de uma palmeira, enrolou as folhas e improvisou uma espécie de sapatilha pra subir numa palmeira de abacaba. Colheu alguns frutos pra gente experiementar no hotel. Tampinha é um cara batuta.
Com seu facão, fez uma fenda numa árvore enorme e eu experiementei leite de amapá, que tem gosto de leite de magnésia.
E o moleque pentelho atrás de mim o tempo todo, sem calar a matraca:
- Papai, os cogumelos são venenosos?
- Papai, papai, olha aqueles cogumelos!!!!!!
- Papai, por que os cogumelos são venenosos???
- Papai, posso levar aquelas folhas pra casa?
- Papai, posso levar essa árvore pra casa?
Depois de quase hora e meia, eu já tava quase dizendo:
- Lindinho, vem cá que a titia vai dar uns cogumelos bem to-to-sos pra você. Vem.
Ô, moleque mala. Olívia achou ele fofo.
A trilha acabava numa pequena praia, onde havia apenas a casa de um caboclo que montou uma vendinha, com água de côco, refri, cerveja e água.
E nós sem lenço, sem documento e.... sem um puto no bolso.
Quando eu iria imaginar que iria precisar de grana, em plena floresta?
Mancada do Tampinha. Ele bem que podia ter nos avisado.


The day after.
Acordamos completamente relaxadas. Tomamos um café da manhã magistral: suco de taperebá, goiaba e graviola, fatias de mamão e abacaxi, tenros pãezinhos de leite com presunto, queijo, ovos mexidos, tapioca com queijo, banana frita e cafézinho preto pra encerrar.
Às 9h em ponto, todos a bordo da canoa que nos levaria até a trilha, com o molequinho pentelho incluso no pacote. No comando, o Tampinha, que foi o barqueiro da focagem e agora seria o nosso guia.
Eu e Oli partimos sem lenço, sem documento e... sem um puto no bolso.

A pergunta que não quer calar: cobra tem rins?
Biólogos de plantão, manifestai-vos.

Em tempo.
O cheiro do xixi de cobra sai com um bom banho de óleo de maracujá, sim, viu Sr. Auki? ;O)

A primeira noite.
Sexta-feira, após a focagem, estávamos exaustas. Eu precisava, no mínimo, de uma cerveja e um cigarro.
Fui direto para o banho, por razões óbvias.
Capotei na cama, tentei ler pelo menos um capítulo da Becky Bloom (muito legal, viu, Cacau!), mas adormeci feito uma pedra, embalada pelo suave balanço do rio Negro.
Ou seja: dormi famélica, sem cerveja e sem cigarro.
Isso sim foi um ato de bravura.


Parada técnica
Uma pequena pausa nos relatos do Jama Tour News para uma singela homenagem ao Dia do Amigo.
Essa data me faz lembrar que há exatamente 1 ano, 20/8/03, eu estava decolando do Aeroporto de Congonhas, após despedida chorosa da minha mana-bródi Rê (tô sem menu pro link) e com o coração em frangalhos. Cinco horas depois, eu desembarcava no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, sem sequer saber o nome da criatura que estaria me esperando. Hoje, bem..., vocês sabem como eu estou.
A todos os meus amigos, beijos, beijos muitos.
Saudades.

19 julho, 2004

Well, por hoje é só.
Pra amanhã, tenho aqui algumas anotações sobre a trilha na selva, a segunda focagem de jacaré, na noite de sábado e o banho de rio na praia do Tupê.
Não perdam as próximas notícias do JamaTour News. :O)
Focagem de jacaré ? Saldo geral.
1- É diversão para todas as idades, sem restrição.
2- Bricandeiras sobre a beleza inebriante do guia à parte, os profissionais envolvidos sabem o que estão fazendo e não brincam em serviço.
3- Jacarés não vimos nenhum. Mas não são bichos contratados para pousar pra fotos. Focagem é uma loteria.
4- É uma prática que não agride o animal. Tá certo que ele pode tomar um sustão e mijar em você. Mas o cheiro asqueroso sai com um bom banho. Eu garanto. E recomendo.


Focagem de jacaré IX - Última tentativa
Atravessamos para outro igarapé. Olhos de águia azuis achou outra jibóia na árvore. Essa era mesmo linda, em nuances marrom e castanho. Eu continuo achando cobra um ser meio repugnante, mas envolta naquela mão... Hum.
Com a desculpa de registrar a focagem a cobra, acho que tirei uma foto dele. Não sei se saiu, porque eu me atrapalhei e a porra do flash disparou desenfreadamente. Tomara que tenha ficado legal.
Ele disse que já viu uma cor de esmeralda que é a coisa mais linda do mundo.
- Uma azul turquesa, da cor dos seus olhos, nem pensar, né? ? pensei.
Eram quase 22h30 e a brincadeira já tava começando a perder a graça. Ele decretou: - Bora de volta pra casa.
Ó, que fofo. Ele tem sotaque local. :O)


Focagem de jacaré VIII? Felino ferido.
Felino cm olhos de águia azuis localizou um jacaré entre cipós.
Obstinado, fez o diabo pra focá-lo.
Acabou cortando o lábio numa folha de tiririca.
Ta-di-nhô!

Focagem de jacaré VII ? Os sons da floresta.
Entramos num igapó muito irado, com mata bem fechada.
Ele apagou o holofote e o barqueiro deslicou o motor.
Silêncio. Ouvimos grilos, cigarras e rãs.
Os pássaros, como nós, também estavam em silêncio.
A luz do céu fazia com que as copas das árvors inundadas se refletissem no rio, dando impressão de estarem com a altura duplicada.
A moça do primeiro banco rompe o silêncio e indaga.
- O que a gente está ouvindo são jacarés??
- São rãs, minha senhora. Rãs.
Caralhos me fodam.

Focagem de jacaré VI ? Ah, não!
O japonês do primeiro banco perguntou ao italiano:
- Desde quando você gosta tanto de cobra?
- Desde criança. Eu via uma e queria pegar.
Pelamor de Deus, não. Diga que não.

Focagem de jacaré V ? Grandes emoções.
Frustrada a tentaiva da primera focagem, o felino de olhos de águia azuis localizou, sabe Deus como, uma jibóia na copa de uma árvore.
Mandou o canoeiro embrenhar o barco entre os galhos e para que pudesse alcançá-la.
Porca miséria, esse italiano é leso.
Arrancou a camisa, cortou um galho, tentou capturá-la, mas não conseguiu. Jogou a camisa de novo e pegou a pobre no muque mesmo. Gosto de gente assim: determinada.
Era uma jibóia de coloração bem clarinha. Falou sobre as características da espécie, como gente que entende mesmo do assunto. Ele percebeu meu certo incômodo e perguntou se eu queria segurá-la.
- Nem fodendo, bonitão ? pensei.
- Não, obrigada ? respondi.
Olívia quis. E eu iria fotografar a cena.
Tudo estaria certo, não fosse o fato da maldita cobra inventar de mijar bem na hora. Foi uma lambança desgraçada e muitos respingos atingiram meu pé.
Ele apenas sorriu e disse que em 12 dias o cheiro sai.
Cazzo. Fala sério.


Focagem de jacaré IV ? Localização privilegiada é tudo.
Eu e Oli nos sentamos no segundo banco da canoa. Nosso guia, em pé lá na frente, comandava tudo com extrema maestria. Vez ou outra, se aproximava do 2o banco (suspiros) para dar explicações e orientar procedimentos.
Eu localizei um jacaré ao mesmo tempo que ele. (note nossa perfeita sintonia). Ele ordenou que o barqueiro se aproximasse. E o jacaré lá, paradão. Foi quando ele notou uma malha de pesca e mandou o canoeiro recuar. Veja como ele zela pela nossa segurança, acima de qualquer coisa. Não é um amor?
Praticamente, um felino com olhos de águia azuis. (suspiros) :O)