19 julho, 2011
13 julho, 2011
Só uma.
Sobra de uma ninhada de cinco lindas e tenras maçãs que comprei para preparar um crumble. No refratário só couberam quatro.Foi um crumble memorável, aquele. Hã? ;]
A pobre maçã ficou por mais de quatro dias abrigada na casinha dos ovos, na porta da geladeira.
Os limpinhos neuróticos da TV são contra essa coisa de
A maçã tava inteirona, disso eu me lembro como se fosse hoje.
Passei a tarde daquela quinta-feira sonhando com a possibilidade de preparar um minicrumble para abreviar o sofrimento da maçã solitária. Um final muito digno, diga-se.
Comprei até um pote de Hägen-Dazs de creme com biscoito caramelizado para dar um certo requinte ao cerimonial. Praticamente um ato de misericórdia.
Cheguei em casa saltitante com meus planos.
Abri a geladeira. Abri as gavetas. Compartimento do freezer (vai que, né?). Vasculhei prateleiras. Novamente as gavetas. Lixo orgânico.
Nada.
CADEAPORRADAMAÇÃ????
Chamei São Longuinho.
Blasfemei.
Colérica, falei palavrão. Coisa que nem é do meu feitio, todos vocês bem sabem.
Fui obrigada a me render às evidências: alguma entidade sem mãe jogou a maçã no lixo.
A pergunta é: quem?
Hein?
Namorado Peixe? Nããão! Impossible.Ele nega terminantemente o delito, até hoje.
Eu não crio
Teria eu voltado à prática do sonambulismo?
Mil indagações na madrugada...
Desolada, naquela noite tensa eu me rendi à prática do desapego.
Não preparei meu tão sonhado minicrumble de (grrrrrrrrr..) maçã.
Em compensação, afoguei meu poço de mágoas no pote de Hägen-Dazs.
Praticamente um ato de misericórdia.
Merecidamente compartilhado, diga-se
:)
04 julho, 2011
Ligue para seu amigo numa hora que vc tem certeza de que ele
está acompanhado.
Se for pelo skype, melhor ainda.
Aborde assuntos gerais: tempo, temperatura, futebol e
bobagens do gênero.
Ao final da conversa, indague: "- E a NOVA namorada, como
vai? Vocês AINDA estão juntos?".
Pronto! Simples assim. Já tentou? :]
21 junho, 2011
07 junho, 2011
01 junho, 2011
Licenciamento do carro quase resolvido, o que já é meio
caminho andado. Eu disse quase.
Porta da entrada ainda não foi envernizada e moro num ap.
sem número.
Não gosto dos número que eu vejo.
Ainda faltam trocentas coisas, algumas bem chatas.
Um par de dias em sonoterapia não seria nada mau.
Uma ótima safra de pepinos assassinos, essa é a verdade.
Mas a sala ficou linda.
26 maio, 2011
24 maio, 2011
20 maio, 2011
meses. E com gratíssimas surpresas também. Fato. Depois
eu conto.
Mas eu falava do caos que vem de brinde em uma reforma. Eu
me tornei o tipo de gente que traz mala e cuia pro
serviço quando vai passar o final de semana na própria
casa, que por sinal, fica a apenas 11km de distância
daqui.
E eu esqueci o secador de cabelo. Lembrei agora. Droga.
Agora neste exato momento devem estar se resolvendo (ou
não) os detalhes finais da empreitada.
Vítimas mais experientes disseram que é sempre assim: o
dobro do tempo, o triplo do orçamento, não
necessariamente nesta ordem.
E eu, polyana, não acreditei...
Acho que vou precisar um mês de férias para me refazer
de tudo isso. Minhas olheiras que o digam.
Quanto tempo leva pra tirar um passaporte?
Ah, sim! Criando mais gerânios na janela e menos minhocas
na cabeça.
Acredita?
: )
Ãpidaite: os detalhes não se resolveram durante a tarde,
acabei de saber.
Tem quebradeira (e choradeira) amanhã. Melhor beber.
18 maio, 2011
27 fevereiro, 2011
26 fevereiro, 2011
Agradeço de coração todo seu carinho e consideração. =)
Eu sou uma mulher indisciplinada, quiçá pela minha natureza sagitariana.
A insônia tornou-se meu algoz, sabe-se lá desde quando.
Em determinado momento de minha angústia, pensei em apelar pela melatonina.
Desespero.
Só quem assiste o dia amanhecer sabe como é, né?
Dr. Bruxo, homeopata, me prescreveu gotinhas mágicas que, associadas à dieta noturna isenta de proteínas e lotada de alimentos ricos em triptofano, me fizeram dormir feito anjo.
As gotinhas acabaram (são caras pra burro!). Continuo com a dieta rica em tripto à noite e tem dado tudo muito certo.
Aguardo notícias suas, aqui no Ventilador. E espero encotrá-la em Sampa.
Levarei cookies. =)
bjs
29 janeiro, 2011
Pretendo fazer registros diários, mesmo que irrelevantes, neste humilde e abandonado Ventilador.
Por volta das 11h de hoje, deve chegar o eletricista, para trocar tomadas. espelhos, spots que não acendem.
Sim, um começo em grande estilo, percebam.
Conversei com o rapaz, para um orçamento inicial, no sábado passado.
Pedi que ele passasse aqui, porque era necessária uma avaliação.
Tocou o interfone, o porteiro anunciou a chegada do eletricista/orçamentista.
- Bom dia, Henfil.Tudo bem bem? Então, olha só a situação. Bla,bla,bla.
Com uma lista imensa de materiais a serem comprados, veio também o cartão do profissional.
E o nome dele é Fidel.
13 dezembro, 2010
11 dezembro, 2010
08 dezembro, 2010
Enfrentamos e derrubamos gigantes. Fato.
Terminando o ano, quase agora, com resultados muito interessantes.
Terminando o ano, com a linda calça branca, de sarja, nos trinques.
Dois quilos mais magras, no saldo quase final de 2010..
Praticamente sem marcas na pele.
Praticando esporte.
Andando de bike.
Não tenho passado vergonha no parque, nem na praia.
Pontos a favor: do que fiz por mim, pela minha profissão, por Näs, família, e tal.
Dia desses, faço listinha do que considero o que postei de melhor no Ventilador.
Bora considerar que em termos numéricos de postagens, foi um ano fraco.
Who cares?
Né?
05 dezembro, 2010
27 novembro, 2010
#1 comprei coisas para as cozinhas
#2 comprei saco e bicos de confeiteiro para decorar cokies. Certeza que isso não vai dar certo
#3 comprei cadarço lilás para o meu tênis bege não parecer tão triste e com cara de menino
#4 não comprar sapatos e bolsa foi uma demonstração de bom senso e prova de uma disciplina tibetana
04 novembro, 2010
23 outubro, 2010
20 outubro, 2010
#2 Existe coisa mais gostosa do que sair do trabalho, quase às 19h, ainda sob a luz do sol?
#3 Minhas férias foram adiadas para não sei quando. Entendo agora o que é a propriedade anestesiante do cansaço.
#4 Comprei um tabletinho de doce de leite com nozes. Odeio doce de leite e não faço muita questão de nozes. Isto pode ser catalogado como a propriedade emburrecedora do cansaço.
#5 Sexta-feira vou tomar uma cerveja com as meninas. Isto pode ser considerado o ganho secundário do cansaço.
# 6 Vou dormir. Cansei.
# 7 Mentira. Vou ficar acordada esperando o 14o capítulo de Vale Tudo, no Canal Viva.
18 outubro, 2010
Um procedimento relativamente simples, até as berinjelas marinadas assarem. Foi bem legal.
Demorou bastante até as ditas aceitarem ser amassadas com um garfo. Foram rendidas, desmaiadas e amassadas, no fundo da vasilha refratária.
Temperei o divino creme com tahine, limão, azeite, pimenta cayena, e mais alguns pequenos segredos.
Corrigi o sal.
Separei uma parte para consumo imediato, com torradas quentinhas de pão de aveia, porque a fome era muita.
A outra, lembro-me de ter acomodado em uma vasilha plástica, com boa vedação para conservar todos os aromas. E a penúltima lembrança que tenho era ter jantado como uma rainha.
A última, foi de ter adormecido como uma princesa.
Acordei divinamente bem.
Pensei em levar para o almoço mais um pouco daquele creme de berinjela, que estava muito próximo do que eu considero a perfeição.
Mas, cadê?
Procurei na geladeira, prateleira por prateleira.
No armário de guloseimas.
No forno.
[Sim, engraçadinhos de plantão, eu procurei no freezer também.]
Sonhei?
Sonambulei?
Ao chegar em casa, depois de um dia intrigante de trabalho,
abri a geladeira, e lá estava ele, o creme de berinjela.
Na segunda prateleira!
Começo a crer em universos paralelos.
Só pode ser.
16 outubro, 2010
A saudade é um fator que pesa nesta hora, desapega.
Tudo que eu precisava era de férias. Mas vai ter que ficar pra depois.
É hora de ser adulta. Prioridades e tal.
Dormi até perto do meio-dia. Evento raro. E necessário.
Saí para uma caminhada, mais para evitar a invasão da faxineira em casa, do que pelo exercício propriamente dito.
Parei na padoca, comi pão com manteiga na chapa e tomei um espresso puro.
(e eu nem podia tomar café tão puro assim.)
Tá. Confesso: comi dois pãezinhos. Tava muito bom e aquela padaria sempre me anima.
Encontrei o Albino, balconista há séculos da melhor padaria da avenida principal.
Albino é albino, manco e miope.
Criatura mais feliz no bairro, não há.
Basta sair uma fornada de pãozinho de queijo. Caso o Albino esteja do lado de lá do balcão, corra, porque não sobra um, em menos de cinco minutos. Se tem um cara que nasceu pra vender é o Albino.
Ele me viu sentada no banquinho do balcão, perguntou se eu não queria um pedacinho de bolo indiano (que é dos deuses, diga-se).
Eu disse que não.
Ele disse que eu tava triste e deveria adoçar minha vida, mesmo que fosse com um pedaço de bolo indiano.
Albino é o cara.
Subi a avenida, cheguei à outra avenida principal, fui pesquisar fofuchices para Näs, tive grandes ideias.
Caminhar sempre me faz bem.
Voltei pra casa e não demiti a faxineira. Momentos decisivos.
Assisti a Algemas de Cristal. (Teneessee Williams).
Estou numa fase Telecine Cult.
Adorei. Dizem que ele (TW) não gostou nada do final, vou investigar a razão.
Agora começou "Armadilhas do Amor", no Telecine Premium, de 2009, com Meg Ryan na fase pós-instalação de silicone na face.
Acho que eu posso me poupar disso.
Zapeando, vejo que às 20h05, no mesmo canal, vai passar "Arraste-me para o Inferno".
D´onde se pode concluir que não há nada que não possa piorar.
Não é?
:)
10 outubro, 2010
Sempre digo que meninos, quando estão tristes, vão ao puteiro. Fato.
Meninas, quando tristes, vão à cartomantes. Fato.
Além de triste, eu também estou pobre. (não vou falar das razões da minha tristeza agora)
Ontem, fui às compras. Na condição de pobre, porém ainda um pouco inteligente, rendi-me aos encantos do comércio popular da Praça da Árvore. Adoro.
Então, quando eu estou triste e pobre, sem poder gastar grana com luxos, tipo cartomantes, vou à perfumarias.
Eu precisava de um apontador de lápis de maquiagem. Porque eu tinha um que era o exemplo da perfeição. Mas até ele eu perdi, não me pergunte como. Os dias não têm sido muito gentis comigo, e minha coleção de lápis de maquiagem não tem me ajudado muito a manter as aparências.
Ameaçava chover e, óbvio, eu estava sem guarda-chuva.
Resolvi ir a uma outra perfumaria. Cansei daquela de sempre.
O lugar era uma zona federal. Critério nenhum na organização das prateleiras. Algo que muito se assemelhava ao armário do meu banheiro.
Iniciei meu trabalho de reconhecimento do terreno. Apesar da bagunça, os preços eram muito bons, tendo aquela loja lá da Liberdade como referência. ;)
A vendedora Dora perguntou se eu precisava de algo. Contei o que procurava.
Ela me apresentou todo um universo variado de apontadores de lápis de maquiagem, de todos os preços.
Após um suspiro profundo, desabafei: - Você não tem um azulzinho? Acho que era da Nivea. Eu perdi o meu, não me confoooormooo, eu o tinha há uns, sei lá, (chutei) uns 11 anos. Era perfeito. Não sei aonde foi parar. Sabe qual é? (quase chorei nessa hora)
Dora sorriu pra mim, com um olhar de quem entende perfeitamente o meu sofrimento. Tocou no meu ombro e disse: - Sim, azulzinho, é da Nivea, sim. Era importado da Alemanha. Não importam mais, faz muito tempo. Eu tenho um há mais de 15 anos e ainda está perfeito. Como você foi perder?
Senti-me totalmente acolhida. Uma pessoa capaz de conservar um apontador de lápis de maquiagem da Nivea, o azulzinho, por mais de 15 anos só pode ser merecedora de todo meu respeito e consideração.
Dora, talvez percebendo que eu estava mesmo triste, encarregou-se de fazer uma triagem do universo de apontadores que havia me apresentado. Ficamos entre três possibilidades (nenhuma que chegasse aos pés do Nivea, mas, ok, desapega!).
Dora olhou pra mim por alguns segundos, e notando minha indecisão, apresentou-me uma quarta possibilidade.
E disfarçadamente sussurrou: - Entre este aqui (sem nome conhecido) e este aqui (grife poderosa X), a diferença está no preço, mas se perguntarem, não fui eu quem disse, entendeu? (pisc)
(comentário típico de uma criatura capaz de conservar um apontador Nivea por mais de 15 anos, concorda? :)
Comprei mais algumas bobaginhas necessárias e despedi-me de Dora prometendo voltar sempre.
Estou
Pelo menos posso maquiar meus olhos com um traço bem delineado, de modo a parecerem menos tristes.(pisc)
Thanks, Dora!
Eu saí da loja que parecia uma zona federal e tinha parado de chover.
Nem posso reclamar tanto da vida.
03 outubro, 2010
23 setembro, 2010
Nada mal para um almoço no lava rápido do posto de combustível.
A dieta das proteínas e gorduras, durante o dia, e carbos complexos à noite tem funcionado.
Estou dormindo bem. Ligeira impressão de que minha barriga secou.
Dr. Bruxo é bruxo mesmo.
Provável que traga amor perdido de volta em 3 meses. E nem falou nada.
Vou ligar lá.
Tem dois pombos na janela.
Me acudam que eu sou donzela.
14 setembro, 2010
13 setembro, 2010
07 setembro, 2010
02 setembro, 2010
É estranho. Quando você acha que já passou por tudo na sua vida, descobre que estava empurrando com a barriga uma crise conjugal instalada dentro si. Tsc, tsc.
Antes de ir para o trabalho vou passar na farma de manipulação encomendar os vidrinhos.
Tudo indica que as noites de pesadelo estão com os dias contados.
Tomara.
Eu já andava, numa espécie de Virundum óbvio, cantando
There is no pain
You are sleeping.
;)
Então bora caprichar no café da manhã.
Preciso de proteínas e gorduras para ativar a vesícula e começar bem o dia.
D´onde se conclui que devo ser a única criatura sobre a face da Terra que voltou a fumar (em 2007) e passou a comer ovos com bacon por ordens médicas. (hahaha!)
01 setembro, 2010
E quando eu acordo pensando assim, significa que a coisa não passa mesmo do prazo.
Liguei para o homeopata, que também é especialista em ortomolecular e nutrólogo.
Tinha uma consulta disponível ou a próxima, só pra daqui a 15 dias.
Se de hoje não passa, então assim será.
- O que te trouxe aqui?
- Insônia, dr. Eu capoto, acordo e depois não durmo mais.
- Vc tem parentes próximos problema na vesícula Sua pressão arterial é boa...
- Sim. Como sabe?
- Alguns sinais evidentes nos seu olhos e na sua face. Algum problema de saúde que não a insônia?
- Nada que me preocupe, acho que não.
- Alguma dor?
- No pescoço, sempre. Dor crônica na cervical.
- Vc se mexe muito à noite?
- Não que eu me lembre, mas acordo cansada.
- Sua vesícula está brigando com seu fígado, Ana. Eles não estão se entendendo.E eles têm funções complementares. Quando o fígado descansa, a vesícula passa a funcionar, e vice-versa. A alternância é entre às 15h e às 3h. Por isso, você acorda às 3 da madrugada e tem sono às 15h. Eles estão brigando.
(foi nesta hora eu quase larguei minha bolsa e saí correndo. Eu não falei nada disso, das horas de sono, como cazzo ele adivinhou? Bruxo!)
- Vamos tratar dos dois e você vai voltar a dormir, ele disse. E prosseguiu: - Pela manhã, coma proteínas fortes (ovos, queijos) e gorduras leves, tipo um pouco de azeite de oliva, duas ou três castanhas para despertar com disposição. À noite, coma carbos complexos: batata, cará, aveia, grão de bico e legumes cozidos. Triptofanos geram serotoninas, ajudam a criar uma sensação de bem-estar e a relaxar. Isto induz ao sono.
Adorei a orientação alimentar, me pareceu neurologiamante coerente (cof, cof, cof), saborosa e quase divertida.
Saí do consultório com duas páginas de formulações pra fortalecer o matrimônio abalado do meu fígado com minha vesícula. Como foi que a coisa chegou neste ponto?
Who cares? Serei uma santa casamenteira pra reestabalecer a paz nesta relação.
Esqueci apenas de perguntar ao Dr. K em que momento exatamente o chocolate pode entrar como mediador nesta negociação "meu fígado x minha vesícula".
Vou ter que ligar lá.
Mas de hoje não passa.
27 agosto, 2010
26 agosto, 2010
23 agosto, 2010
22 agosto, 2010
21 agosto, 2010
15 agosto, 2010
O Gramado dos Cisnes
O sábado amanhece mais gélido do que o necessário. A crise respiratória na madrugada, inédita no meu rol de mal-estares caseiros, foi, no mínimo, cansativa. Eu me sinto sonolenta, com a cabeça pesada e o nariz, insuportavelmente congestionado.
Arrasto os chinelos até a cozinha, tomo suco com suplementos vitamínicos e ibuprofeno, como o penúltimo pedaço do queijo que eu ganhei. O raciocínio é lento ou quase ausente.
Durante o banho escaldante, tento realinhar meus pensamentos. Minha mente está tão embaçada quanto o espelho do banheiro. Maldito cloridrato de prometazina.
Decido que não vou riscar nada da agenda planejada, sob pena de passar os próximos dias me sentido uma inútil. Visto uma roupa sem graça e sigo para o salão da Helena, a grande fada das navalhas e pincéis. Mas ainda falta muito para as 11 horas.
O tilintar das xícaras, a mistura aconchegante de aromas de café, pães diversos e o burburinho das pessoas na padoca começam a me animar. Tomo um expresso puro, como um pãozinho na chapa e uma fatia modesta de um bolo de nozes mais bonito do que gostoso. Mas eu me sinto bem melhor mesmo assim.
A caminho do salão, não por acaso no Paraíso, sinto que minha roupa não apenas está sem graça como também inadequada. Frio, muito frio.
Encontrar Helena é sempre alegria. Passo o briefing do meu novo cabelo, escolho uma revista de fofocas e ganho um cappuccino duplo e fumegante. Entendeu porque fica no Paraíso?
Três horas depois, completamente informada a respeito do encantador e exclusivérrimo universo das celebridades, dou um abraço apertado na Helena e, jurando gratidão eterna, sigo meu rumo, confiante de que sou capaz de dominar o mundo e a pessoa mais preparada para responder qualquer pergunta a respeito do nascimento do filho da Galisteu.
Pouco mais de 16h, decido ir para casa, porque a temperatura parece estar caindo e meu modelito exige reforços. Mais meias, mais agasalhos, mais meio tablete de chocolate e pronto.
Ligeira impressão de que estou esquecendo algo mas mesmo assim, eu sigo para o parque.
Dia de show de abertura do Bourbon Street Fest. Quem é louco de perder?
Para variar, paro no portão mais longe e eu sempre me perco dentro do parque.
Sigo meio de longe o moleque acima de qualquer suspeita que acabara de estacionar o carro, bem à minha frente. Ele pergunta algo que eu suponho ser “onde é o show?” pra tia da água de coco, que gesticula algo e eu continuo o seguindo. Ele entra por um atalho. E eu o seguindo. Percebo que estou na trilha sinuosa do bosque. Começo a desconfiar que moleque pode ser um psicopata assassino e que está indo para qualquer lugar, menos para o show. Bad way.
Então, nunca sigam estranhos no parque. Esta foi a mensagem do dia.
Faço meia volta e sigo o fluxo dos transeuntes. Minha caminhada ganha um ritmo cadenciado, consigo controlar melhor a respiração. Começo a observar as pessoas. O parque está diferente. Pessoas com roupas bonitas, gorros e cachecóis coloridos, em grupos, sozinhas, com cães. Cenário bonito. Eu nunca havia ido ao Ibira em um dia tão frio.
Olho à minha esquerda, e me surpreendo ao ver um grupo de cinco cisnes negros pastando no gramado. E eu me indago: - Ué, cisnes pastam?? (algo me diz que pastar é uma atividade reservada aos quadrúpedes, estou confusa). Não localizo na minha memória registros que me revelem cisnes fora d´água. Apenas no caso do Patinho Feio, é claro, que penou um bocado, pra lá e pra cá, até encontrar o seu lugar e brilhar entre os seus iguais.
Sigo meu caminho, chego ao lugar do show, que ainda não havia começado.
O público do gargarejo já a postos, casais de namorados degustam vinho no gramado, famílias fazem pic nic. Sinto falta da minha cadeira de praia, eu sabia que tinha esquecido algo.
Vejo pessoas que me parecem familiares e sempre fico com a impressão de que foram meus colegas no cursinho. Não encontro ninguém conhecido.
Fico impressionada como as meninas conseguem se produzir bem para ir ao parque. Meias caneladas, minissaias, botas, casacos lindos. Invejinha. Sempre acho que, no parque, minha meia vai desfiar, minha bota vai estragar e eu me sinto meio que um patinho feio. Tenho preguiça.
O show começou há um tempo e ainda nem prestei atenção direito nos músicos. Ao fundo do palco, um cara usa algo que me parece um colete de lata, sobre o qual faz uma percussão interessante. O som da banda me agrada, mas não me seduz.
Continuo andando entre o público e começo a me sentir como a menina do desenho animado em P&B.
Penso que as coisas nunca voltam a ser o que eram, mas precisam ser retomadas de algum ponto ou de alguma forma, se o desejo é que a coisa evolua. Lagriminha.
[Corta]
O tempo começa a esfriar pra valer.
Tenho vontade de enrolar o cachecol na minha cabeça. Não ouse, Ana, isso é ridículo.
Decido ir embora, porque meu nariz começa a incomodar e até chegar ao carro, tem uma bela caminhada.
No contrafluxo, continuam chegando meninas de minissaias e meias caneladas, o must have da estação. Como elas aguentam, com todo este frio?
Sigo caminhando, atenta para não me perder nas bifurcações do parque, já no escuro da noite.
Num pequeno declive, antes de chegar na praça da estátua do porquinho, paro para observar o
gramado dos cisnes.
Não há mais nenhum por lá.
Será que eles dormem na água?
13 agosto, 2010
Nem tô reclamando.
Apenas constatando: ô semaninha pra repensar a vida.
12 agosto, 2010
11 agosto, 2010
(silêncio)
- ...Causar uma perturbação oscilária crescente no processo.... Hahahha! A-MEI! Preciso adotar isso no meu discurso diário. Assim que eu entender o que significa, é claro.
(três minutos depois....)
- Ana, “causar uma perturbação oscilatória crescente no processo” é mais ou menos isto aqui, ó.
- Caraaaaca! Aquela oscilação foi mesmo muito perturbadora, hein? Que meda!
Não obtive resposta. =)
10 agosto, 2010
09 agosto, 2010
06 agosto, 2010
01 agosto, 2010
E sou obrigada a confessar: não sei o que seria de mim sem a memória impressionante da Mi.
Thanks! Adorei! -=)
31 julho, 2010
O encontro marcado com os amigos de um passado quase distante não deu certo. Pelo menos pra mim.
Ainda não perguntei o que houve. Ou se não houve.
Cheguei em casa um pouco contrariada com a somatória de equívocos aleatórios e famélica além do que o justo e do suportável. Estágio terminal de uma TPM era detalhe irrelevante.
Estava mesmo crente que um prato fundo de uma comida caseira autêntica, deliciosa o suficiente para dar vontade comer de colher e de joelhos, seria o padrão confort food necessário para a ocasião.
Decidi preparar um ragu de legumes com shitake fresco e um toque de pimentas.
Coisa muito simples, cujo segredo estava apenas nas proporções.
Preparei um ragu de pimentas com shitake fresco e um toque de legumes.
Ou seja.
Quem-te-ve-um-dia-pa-re-ci-do-com-o-meu-põe-o-de-do-aqui!
24 julho, 2010
- Sábado é dia de compras no hortifruti, prefiro chamar de sacolão, planejar cardápio, preguiça, reprises na TV muito bem paga. Deveria haver um parágrafo no Código de Defesa do Consumidor proibindo a reprise de Velozes e Furiosos (e subprodutos) nos próximos 45 anos. Ti-Ti-Ti daqui a pouco (adorando!), arrumar coisinhas aqui, outras ali.
- Existe algo de libertador na solidão.
- Sou a favor de dois sábados por semana. A vida seria muito mais produtiva.
- Domingo é um dia inútil, psicologicamente falando.
- Se tem um programa que eu amo na vida é SuperNanny. Desencanei de Law & Oder, coisa muito deprê.
- =)
22 julho, 2010
19 julho, 2010
Parece calda de vinho pra fazer sagu.
Ok, estou péssima para definições hoje.
Observando com mais pesar minhas compras, notei que, por acaso, comprei o tal blended em duas versões:
Sossega Leão é pros meninos (hibiscus, melissa e folha de laranjeira)
Serenity é pras meninas (hibiscus, melissa e erva luiza)
O fabricante é Flor de Hibiscus. Produto orgânico e certificado.
E este não é um post patrocinado.





