18 outubro, 2010

Ontem à noite, eu preparei uma pasta de berinjela.
Um procedimento relativamente simples, até as berinjelas marinadas assarem. Foi bem legal.
Demorou bastante até as ditas aceitarem ser amassadas com um garfo. Foram rendidas, desmaiadas e amassadas, no fundo da vasilha refratária.
Temperei o divino creme com tahine, limão, azeite, pimenta cayena, e mais alguns pequenos segredos.
Corrigi o sal.
Separei uma parte para consumo imediato, com torradas quentinhas de pão de aveia, porque a fome era muita.
A outra, lembro-me de ter acomodado em uma vasilha plástica, com boa vedação para conservar todos os aromas. E a penúltima lembrança que tenho era ter jantado como uma rainha.
A última, foi de ter adormecido como uma princesa.
Acordei divinamente bem.
Pensei em levar para o almoço mais um pouco daquele creme de berinjela, que estava muito próximo do que eu considero a perfeição.
Mas, cadê?
Procurei na geladeira, prateleira por prateleira.
No armário de guloseimas.
No forno.

[Sim, engraçadinhos de plantão, eu procurei no freezer também.]

Sonhei?
Sonambulei?
Ao chegar em casa, depois de um dia intrigante de trabalho,
abri a geladeira, e lá estava ele, o creme de berinjela.
Na segunda prateleira!
Começo a crer em universos paralelos.
Só pode ser.

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