
Ué.
:)
Boa semana pra você também.
Beijo.
A designer de sobrancelha é ótema também.
Recomendo fortemente. Vale uma passadinha na Lapa pra
conferir.
Já a Helena fica no Paraíso. Lógico.
This lightning storm, this tidal wave
This avalanche, I'm not afraid
Come on, come on
No one can see me cry
That sugarcane that tasted good
That's who you are, that's what you could
Come on, come on
No one can see you cry
That sugarcane that tasted good
That's who you are, that's what you could
Come on, come on
No one can see you cry
[Imitation Of Life - R.E.M.]
Sexta-feira ensolarada, 7 horas da manhã, mãe e filha
sonolentas, no carro, a caminho do colégio. No rádio,
horário político.
O locutor dá a deixa e o nobre candidato inicia o
discurso.
Lá pelas tantas, nobre candidato profere: graça ao
trabalho da prefeitura.
- Mãe, graça ao trabalho?
- Sim, porque foi um trabalho. Se fossem dois trabalhos
seria graças aos trabalhos. Tendeu?
- Tendi.
(bocejos)
PS: tendeu porque às 7h30 eu já tô me jogando no
sorvete, Auki?
A vida começa bem cedo por aqui. :)
Amigo: Pior que o animal humano não é omnívoro mas
frugívoro.
Eu: Controvérsias, controvérsias. Teriam então meus
quatro lindos caninos apenas uma função estética?
Amigo: Você tem caninos porque é uma tigresa!
Mas o animal humano não tem a configuração nem de
carnívoro e nem de omnívoro. Considerando o tamanho do
intestino, posição dos olhos, conformação da boca,
das mãos, a pele, etc e tal.
Eu: Um comentário muito lisonjeiro de sua parte. Thanks!
Mas fosse eu realmente uma tigresa, eu teria quatro lindos
dentes felinos.
E não quatro lindos dentes caninos. Né?
Amigo: Tá bom, tá bom. Serve uma loba?
Eu: Sim, lobas comem carninha tenra e baby beef. Ui! :)
Meu sono é que anda perturbado.
De domingo pra segunda, arranhei meu nariz enquanto dormia.
Nem maquiagem disfarça.
Eu tinha parado. Desde os tempos mais difíceis em Manaus
isso não ocorria mais. Tenho que cortar as unhas e dormir
com luvinhas de recém-nascido. Ódio.
Hoje, acordei com a testa inchada e não tenho idéia do
que aconteceu durante a noite.
Não. Não é o que sua mente feia, suja e malvada está
pensando.
A vantagem de estar sozinha e sem amor é exatamente essa.
Não se tem nada. Sequer chifre.
Duh!
Capreta e Silvinha,
Tenho tido muita sorte. Transporte coletivo é mesmo uma
coisa interessante. Salvo quando os dias amanhecem
carrancudos.
Meu ânimo costuma se dissolver sob nuvens densas.
Caminhar é uma prática que me induz ao vício. Quando
sou obrigada a ir de carro, eu já começo a me odiar.
Considero isso um progresso.
Ainda estou em busca do calçado perfeito. Tarefa árdua,
diga-se.
Hoje, por exemplo, me ferrei. Perdi a hora.
Vou de carro.
Eu me odeio.
Auki,
Recomendo cautela ao experimentar sorvete sabor Negresco,
viu?
Estou irremediavelmente viciada.
Outro dia, enquanto eu esperava a água do meu ban-chá
matinal ferver, abri o freezer e detonei uma bolota e meia,
assim, glump.
Antes das 7h30.
Foi mais forte do que eu.
É. Depois não diga que eu não avisei.
:)
Rubia,
Bad hair days se perpetuam por aqui, freqüência semanal.
Confesso, sob a chuva tudo fica mais difícil.
Né?
Aquela segunda-feira não foi fácil.
Semana passada, o cão rosnou foi na quarta-feira.
Os finais de semana me salvam, sempre.
Klein,
Eu descobri a solução para minha solteirice crônica.
Poucas pessoas sabem, eu tenho um namorado imaginário e
é assim que minha vida afetiva sobrevive.
Desde que eu comecei esse lance, todas as lâmpadas de casa
funcionam, ele aprendeu a cozinhar com Jeff Smith e fez
curso de massagem quando foi pra Índia.
O cara não veio ao mundo a passeio.
Não reclama dos meus horários bizarros, nem dos meus
enlatados americanos.
Tem uma casinha modesta em Paúba e é pra lá que eu
vou, quando a barra pesa.
Não entende nada de chuveiros e eletricidade em geral, mas
não se pode querer tudo na vida.
Domingo, de manhã, por exemplo, ele me acordou com
morangos e champanhe.
Um fofo.
Thiago Johnny Walker, quando ainda era possível beber até
altas horas da madruga, eu num tava podendo. Agora que
aquela fase difícil passou e eu tô podendo, não se
pode mais beber em paz. Nem puro, nem com gelo.
Este mundo é mesmo muito injusto, você não acha?
Mas mesmo assim faz o seguinte: quando vocês resolverem
sair para beber, me chamem, tá?
Chama seu chefe. :D
Momento Futriquinha Básica:
Ainda sobre as desventuras na Americanas, Rezinha permanece
com o discurso micado da inocência adquirida na
Amazônia.
Inocência adquirida.
É ruim, hein?
Eu cito algo sobre a Olívia, daí chegam Silvinha e
Telinha mencionando Gilmore Girls. E eu fico toda bestinha,
me achando a Lorelai. :)
Sobre as desventuras na Americanas, meninas, tem uma coisa
que não entendo: minha amiga vem para Sampa e dá uma
mocorongada daquele naipe e a doida e/ou maluca sou euzinha?
Fala sério.
Mereço mesmo apanhar de verdade no quartinho escuro?
E se vocês acharam a história divertida, imaginem eu que
estava lá.
:D
...................
Silvinha, eu fico besta com o sorriso encantador do boss, de
Reaper. *
No feriado, enquanto andava no parque, pensava a respeito.
Perto dele, House é um garotinho manquitola de 9 anos, com
uma longa trilha a percorrer em termos de cinismo e
perspicácia.
Depois de assistir a Reaper, se alguém virar pra mim e
disser:
- Ora, vá pro diabo que te carregue!
A resposta virá no bate-pronto: - Demorô!
* Universal Chanel, sexta-feira, às 21 horas. Eu
recomendo.
..................
Auki, e a mega-sena acumulou de novo, cê viu?
E até agora, tô na mesma, amigo.
O que me leva a crer que aquele lance do
azar-no-jogo-blábláblá significa apenas que estou R$
1,75 mais pobre. :p
...................
Mi, a exemplo dos índios, também acredito que fotos
roubam almas.
Imagens, só no espelho e ainda assim, nos horários mais
favoráveis. : )
Ainda possuída pela minha ira, tentei adormecer novamente.
De vez em quando eu tenho a sorte de retomar o mesmo enredo.
Não tive desta vez.
Sonhei que eu paguei o mico de sair de casa completamente
nua, apenas calçando Havaianas e com uma toalha de banho
enrolada na cabeça.
Só percebi minha condição constrangedora quando estava
dentro de um supermercado lotado.
Um clássico ao amanhecer.
Daí, nesta noite de domingo pra segunda, sonhei que
Michelle Pfeiffer tentava brutalmente me afogar no mar
revolto. Briga de gente grande.Uma selvageria.
Na boa, eu não sabia que a broaca era tão a fim do House
desse jeito.
Não sabia mesmo.
Na área externa do auditório do Ibirapuera já havia
uma concentração considerável de pessoas.
Casais insuportavelmente apaixonados prontos para o
acasalamento na grama, outros casais apenas burocraticamente
juntos, grupos de diversas facções (entre as que um show
de bossa nova poderia atrair, óbvio), labradores, teckels,
retrievers, SRDs, um raro cane corso, pentelhos da primeira
idade, gente sozinha, cachecóis coloridos, muitas bikes,
gente esquisita (e bota esquisita nisso), a terceira idade
mostrando seu valor, maconheiros em plena atividade
recreativa, uma festa. Let the sunshine.
Me agrada o clima eidiofaacuérious que se forma nessas ocasiões. Nelsinho Mota abriu a solenidade fazendo discurso bacaninha em
homenagem a João Donato, Orquestra Ouro Negro fez a
abertura enquanto montes de gentes continuavam a se aninhar
calmamente pelo gramado.
Um velhote de óculos escuros e chapéu australiano,
aparentando um certo requinte, bebia vinho tinto em pequena
taça de plástico.
Bebel Gilberto cantava e o sol começava a se pôr.
A mocinha imóvel há mais de meio século em posição
de lótus finalmente se mexeu, abriu a mochila natureba
feita em tear e acendeu um Marlboro. Vai entender.
Ao meu lado, parou uma bike, cujo dono era um cara meio
ruivo, que lembrava muito o Jamie Oliver, só que um pouco
mais limpinho.
Bebel Gilberto, de flor vermelha no cabelo, se despediu do
público pedindo que a gente cuidasse bem da Adriana
Calcanhoto. O que Bebel pensou? Que a gente fosse receber a
moça a tiros de flecha? Se bem que teve uma hora que deu
vontade.
O vento chato começou a soprar. Vesti uma blusinha de lã
que combinava perfeitamente com minha roupa, mas tava na
cara que ela não ia segurar o tranco. O sol e o céu
lindamente azul me iludiram.
Ambulantes vendiam latinhas de cerveja escondidas em
mochilas, como se fosse mercadoria ilícita.
Percebi que o Johny Depp de cabelos cacheados olhava
insistentemente para mim. Fiquei sem jeito e desviei o
olhar.
Duas fortes representantes da turminha da reposição
hormonal estenderam uma canga com estampa do calçadão de
Copacabana e sentaram-se atrapalhando a pouca visão que eu
tinha do palco. Eu prestava mais atenção na platéia.
O velhote da garrafa de vinho havia tirado o chapéu e
começava a esboçar alguns passinhos de uma dança
indefinida.
Três garotos de beleza inebriante levantaram sorridentes
entre a platéia e fecharam o cavalete de sinalização
que estava atrapalhando a visão de meio mundo. Todo o meio
mundo aplaudiu e assobiou. Eu, inclusive.
O vento estava cada vez mais forte.
Johnny Depp de cabelos cacheados sorriu para mim. Ai,
socorro.
Calcanhoto se despediu da platéia e ninguém atirou
flechas. Fica pra próxima.
Achei que já na hora, eu estava quase congelando. E
depois, show de bossa nova, a gente sabe, é aquilo mesmo,
ou seja: nao sai daquilo.
Velhote, já sem óculos, sem chapéu e sem a taça,
tinha pouco menos de ¼ do vinho que bebia no gargalo e
tentava interagir com as pessoas ao seu lado. Sem sucesso.
Ao me levantar, sorri para Johnny Depp e vazei da área.
Eu sou uma besta.
Ao chegar na rua, não havia nenhuma notificação de
multa no vidro do carro.
O que não quer dizer absolutamente nada, vamos combinar.
Peguei o valor equivalente ao cartão de Zona Azul e
apostei meus números na Mega-sena.
Durante o jantar, eu pensava que meu cabelo novo fez
relativo sucesso. Pelo menos com gente esquisita. Tipo
Johnny Depp de chachinhos.
E a mega-sena acumulou.
Explico. Quando fico muito feliz sou tomada por uma força
mais forte do que eu.
Leitores mais antigos devem se lembrar, quando estava em
Manaus e eu encontrava Liginha, sempre rolava um momento
mongolóide, tipo fingir que eu estava perdida no
supermercado e pedia ao gerente para chamar minha mana no
sistema de alto-falante da loja. Liginha queria morrer de
catapora, o que tornava tudo bem mais divertido. Encontrar
Liginha era sempre uma festa.
O tempo passou, voltei para São Paulo, aparentemente eu
cresci e o tal espírito de porco aparentemente encontrou a
luz. Ou não.
Na outra, outra semana, Rezinha estava na cidade. Motivo de
alegria.
Só uma mulher que já morou no Norte entende o tipo de
privação que a gente passa, se não pela falta de
determinados produtos na região, certamente pelo fato
de eles custarem, na melhor das hipóteses, os olhos da cara.
Isso era muito triste, por vezes, desesperador.
Rezinha queria ir à Lojas Americanas e eu nunca negaria
essa gentileza. Quando eu vinha a Sampa tudo que eu queria
era as melhores padarias cidade e Lojas Americanas, claro.
E fomos nós.
Rezinha se esbaldou feito criança e lotou uma cesta de
comprinhas meigas e absolutamente necessárias. Eu escolhi
uma singela caixa de Bis.
E cada uma foi para um caixa diferente.
A mocinha que me atendeu ofereceu o cartão fidelidade da
rede dizendo as palavras mágicas: descontos em produtos.
Rê estava entretida com os 485 itens de sua cesta básica
de cosméticos, de modo que a compra iria demorar mais
alguns muitos minutos para se encerrar. Certeza.
Sem nada avisar, acompanhei a gerente até o fundo da loja
e passei os documentos para a mocinha efetuar o cadastro
que, me juraram, não levaria mais do que cinco minutos.
Passaram-se dez.
Meu celular tocou.
- Onde cê tá?
- Relaxa. Deu um pobreminha no caixa, o segurança achou
que eu tava roubando a caixa de Bis. Ele me trouxe aqui pra
um quartinho escuro, estou apanhando um pouquinho, mas acho
que ele vai me liberar logo. Só mais uns socos e fica tudo
certo. Güenta aí que eu já vou. Rapidão. Beijo.
Tchau.
E desliguei.
Num disse? A coisa é mais forte do que eu.
Quando eu me dei por mim, já tinha falado.
Era a tal mediunidade subdesenvolvida mostrando a que veio.
E nada do tal do cadastro ficar pronto.
Eu já devia estar apanhando há 15 minutos no tal do
quarto escuro quando o telefone tocou novamente:
- ANA, ONDE VC ESTÁ?????
- Calma que eu já vou. O pior já foi. Tô indo, calma
aê, beijo, tchau.
Note que não foi culpa minha. Cinco minutos, foi o
prometido.
Meu cartão finalmente ficou pronto, saí louca-babando da
loja e encontrei a Rê fumando na porta do shopping, com
cara de poucos amigos.
Eu me aproximei saltitante e tive a ligeira impressão de a
ouvir rosnar pra mim.
- O que aconteceu? Onde você estava?
- No fundo da loja, fazendo meu cartão que dá descontos
na compra de produtos. Agora eu tenho um. :)))
- Eu chamei o segurança da loja.
- Mentira.
- Perguntei por que eles te prenderam se você tava na fila
do caixa. E o cara pegou o rádio para perguntar a não
sei quem porque te prenderam e porque estavam te batendo.
- Rezinha-do-Céu, me diz que você não fez isso. Diz que
você tá zoando. Diz.
- Você falou que tava apanhando num quartinho escuro. :[
- E você caiu feito um patinho.
- :|
- Rê, você acreditou?
- :|
- Rê?
- Vai à merda!
:)))
Não é por nada não, mas desconfio seriamente que tá
na hora da Rê voltar de vez pra cidade grande.
Mó mocoronga.
Né? :)
Papo cabeça tipo assim, mais para papo-cabeça-de-bagre,
que fique bem claro.
:)