29 março, 2004

Informação técnica:
“A tiamina é essencial para o metabolismo dos hidratos de carbono, (disso todo mundo sabe). Funciona como coenzima nas reaçõe sde descarboxilação oxidativa do ácido pirúvico até acetil-coenzima.” (essa tal de coenzima tá em todas).
Ingestão concomitante com outras substâncias.
“O produto não deve ser tomado com bebidas alcóolicas. “
Acho isso muito relativo. Por exemplo, o que eles chamam de bebida alcóolica?
Por que veja bem, uma dose de absinto é uma coisa. Uma lata de cerveja é outra bem diferente.

Reações adversas.
“As mais freqüentes são tonteira, sonolência ou insônia ,(querem decidir isso logo, por favor? Vocês estão me confundindo.) cansaço, enjôo, nervosismos, palpitações, tremores, azia, vermelhidão e coceira na pele. No caso de surgirem estas ou quaisquer outras reações desagradáveis, interromper o uso do medicamento e comunicar ao médico”.
Mas essa gente não sabe mesmo o que quer. Acabaram de falar que não é pra interromper, sem antes comunicar o doutor. E agora vêm com essa.
Bem, pelo menos não engorda, nem dá celulite. Acho.
Interrupção de tratamento.
“Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
Ora, se o médico não sabe que eu comecei, pra que vou ligar avisando que parei? Oh, raiossshh!
Cuidados de administração.
“O medicamento deve ingerido sem mastigar, com um pouco de líquido”.
Ah, é assim, é?
Medidas extremas.
Neste final de semana, resolvi dar um basta químico na minha dor no pescoço. Comprei um remédio prescrito por um ortopedista, há um cinco anos.
Sentei-me na varanda e comecei a ler a bula.
Fiquei sábado e domingo lendo aquela porra. Uma leitura muito instrutiva.
Estou sabendo tudo sobre interações medicamentosas e reações adversas.
Um perigo.

26 março, 2004

Perdão, rapazes.
Pensamento edificante do dia:
Um homem sem chifre é um animal indefeso.
(autora desconhecida)
Pogramação.
Cerveja no café da Louca, depois do selviço e ver Bigbróde, no aconchego do meu lar.
Sábado, dar um pulinho lá no Centro pra comprar cabide (R$ 2,50 a dúzia, oferta imperdível), parar na choparia e dar prosseguimento à minha catalogação dos tipos de cornos existentes. São muitos. Uma trabalheira.
Domingo, ah, sei lá. Não sei pensar a longo prazo.
Tapioquinha de castanha com queijo.
Faça três pra mim, por obséquio.

25 março, 2004

Juro que não fui eu.
O que falta de um “d” pode fazer com a vida de uma pessoa.
Uma mensagem enviada ao cliente.
Subject: Conforme o peido seu.
Abafa.

Iupiii, iupiii, iupiiii!!!!
Ciça-mãe enviou um sedex com algumas peças de roupa, um sabonete que dá sorte e a carta mais linda do mundo.

24 março, 2004

Poucas coisas na vida acalentam mais a alma do que tapioquinha com manteiga e cafezinho preto, em tarde de chuva e pouco trabalho na mesa.


Que maravilha!
- Poivre?
- Pra que?
- Pimenta...
- Não.
(Diálogo entre garçom e Solange BBB4)
Perdão pela piada interna. Só quem conhece bem a minha história entendeu.
Cof, cof, cof, cof, cof....
Uarrrrr, cof, cof, cof..
Aaatchim, cof, atchim.
Vai passar, vai passar.

23 março, 2004

Pensamento edificante do dia:
O que é um pedinho, pra quem tá todo cagado? (Frederico Teixeira, grande mestre)
Cuidados com a carcaça.
Comprei um novo creminho esfoliante, pra remover os bitrilhões de células mortas que habitam minha delicada cutis. De apricot. Uma maravilha. Estou praticamente em carne viva.
Só não funciona muito nos pés, que estão especialmente prejudicados. Pra eles, acho que somente língua de pirarucu vai funcionar.
E antes que eu me esqueça: engraçadinhos de plantão, calai-vos.:O)
Enquanto isso, no refeitório do presídio.....
- Quer um pouco da minha alface?
- Eu tenho cara de jabuti, caralho?
- Cretino.
Virose estranha.
Acho que muita gente já pegou essa porra, nesta semana.
Uma gripe braba, misturada com diarréia. Barra pesada.
Por enquanto, acho que me safei. Apenas um resfriado e uma desandada básica. Melhor eu fingir que não é comigo.

22 março, 2004

Ninguém crê.
Tô dizendo e ninguém me leva a sério. Eu vou começar a saltar de parapente.
Já comecei a treinar. Tenho dobrado a capa do meu monitor de um modo impecável.
Nem vem. Já é um grande começo, vá? :p
Movimento fraco.
Ontem choveu demais por aqui. Muito mesmo.
No final da tarde, a chuva deu uma trégua e um solzinho tímido resolveu aparecer. Foi quando a turma do parapente se animou. Mas foi pouquinho. Só quatro saltaram.
Voltar agora?
Nem pensar.
Sábado, completei 8 meses em terras manauaras.
Nunca imaginei que eu pudesse chegar a tanto.
Presente do final de semana: um cinto de ouriço de côco ma-ra-vi-lho-so. Eu nem imaginava que merecia.

19 março, 2004

No final de semana, vou procurar terra pra colocar na floreira da varanda.
Não tenho noção de quanto comprar.
Será que 3 alqueires bastam?
Acho que assim, minha casa vai ficar menos árida.
Só faltarão o jardim e o jantar. ;O)
Cenas bizarras do nosso cotidiano.

Há uns quinze dias, a diretoria resolveu que todos os funcionários deveriam fazer as refeições no refeitório (???)
Acabou aquela putaria de almoçar na sala da produção.
O lance é que chamar aquele espaço diminuto de refeitório é uma espécie de otimismo delirante.
Trata-se de uma mesa fixa na parede e 5 banquinhos iguais àqueles da casa dos 7 anões.
Éramos 5 meliantes, comendo em marmitas daquelas com divisórias, tipo bandejão. Três comiam de garfo, dois de colher. Coisa mais pobre, impossível.
Foi então que comentei: - Isso aqui tá com todo jeito de refeitório de presídio. Que nem naqueles filmes de quinta, reprisados nas madrugadas de sábado, manja?
Pior é que trata-se da mais pura verdade. O finalizador estava preso porque deu uma facada e uma bicuda na costela na revisora. Tudo por causa de uma vírgula, veja que coisa.
A revisora, por sua vez, está presa por estrangulamento de um ficante. Crime passional. Alegou que o cabra falava demais. Confessou que planejava arrancar a língua do coitado, mas ficou com dó. Tem um coração de ouro, essa menina.
A menina do tráfego está detida por tentativa de homicídio. Fez uso de arma química. Colocou chumbinho no café do diretor de criação, mas errou feio na subdosagem. Saiu na urina. Se fodeu, a pobrezinha.
Um diretor de arte foi preso em flagrante assassinando um redator muito folgado, que vivia dando palpite nos layouts. Matou o mala de rir, entre rios de sangue e cócegas, com 232 facadas no sovaco.
Eu tô lá porque arranquei o olho direito de um diretor de arte com uma colher de sobremesa. Quem mandou ter a ousadia de colocar o meu tíulo brilhante e criativo em corpo 8? Hein? Hein?
O produtor gráfico, que foi preso pelo duplo homicídio de fornecedores, está foragido, mas deve ser capturado em breve.
É assim que nóis veve aqui, sabe
Agora eu pergunto: bife a cavalo? O correto não seria ovo a cavalo?
Bife, o cavalo?
Ah, sei lá.

A última do Fred.
O caboclo abre a marmita e, ao examinar o tamanho do bife a cavalo, exclama:
- Égua!

Programa mulherzinha.

Segunda-feira, as três meninas superpoderosas foram passear.
Saímos cedinho do trabalho rumo à primeira parada: delicatessem.
Pãezinhos, quichezinhos, sanduichinhos, suquinhos. Tudo muito meigo. Não era hora de pensar em calorias.
Então, chegou a 4a menina superpoderosa, a irmã da Cláudia.
Seguimos para um shopping distante. Chegamos cedo demais.
Hora dos docinhos. Puta merda.
Hora das comprinhas. Ai, ai, ai. Isso é que dá sair às 6h30 da agência pra pegar sessão das 21h10.
Alguém tem que ceder. Jack Nicholson e Diane Keaton.
Ela, mais amorrotada do que o necessário. Ele, a bordo de sua sobrancelha canastrona de sempre.
Final completamente previsível, a partir da terceira cena.
Valeu pelo passeio.
Cadê a semana que tava aqui, hein?
Essa eu não vi passar.

15 março, 2004

Pensamento edificante do dia: merdas cagadas não voltam ao cu.
Domingo é dia de me divertir com a turma do parapente.
Fico horas observando e, não raro, torcendo pra alguém se foder. Ontem, teve um pobre que pegou uma corrente de ar errada e foi parar lá no Eduardo Gomes. Judiacão.
Então, decidi: vou praticar essa merda. Preciso de emoções fortes na minha vida. É um jeito também de conhecer gente nova. De preferência rico, lindo de morrer, fiel, carinhoso, que leve e busque minhas roupas na lavanderia, que deixe dirigir o carro dele sem reclamar e, claro, que dobre certinho o parapente pra mim. :O)

Sexta-feira. logo cedo, estava eu esperando o táxi, quando o porteiro do prédio veio me avisar que vai vagar um apê mobiliado, que o rapaz vai sair logo, aquela conversa toda. Não sabe o preço. Apenas que é no 10o andar, com a varanda virada para o páteo interno. Nem fodendo. Não abro mão da vista que tenho. Só hoje é que fui me dar conta. Não tinha ligado o andar à pessoa, entende? Décimo andar. Puta merda, não pode ser. Será que o bonitão que está se mudando? Assim, tão cedo? Sem nem tempo da gente se conhecer? Sacanagem..

Ao gênio da lâmpada:
1- Pão de batata
2- Olivier Anquier
3- George Clooney
O urubu que odeia Creed.
Domingo, acordei de madrugada, em estado de agonia pura.
Uma agonia procedente. Motivos concretos.
Fui ver o dia amanhecer na minha varanda. O dia prometia ser de sol.
Um urubu pousou no peitoril. Eta bicho feio..
- Diga, meu rei. A que viestes?
- .............. (ele só olhava pra mim e virava a cabeça, conforme a entonação da minha voz)
- Muita reculhamba por aí?
- .....................
- É ,fio, a vida é assim. Agora, se você me dá licença, eu vou ali na cozinha pegar uma cervejinha e já volto. Pode ficar aí. Só não vale cagar na jardineira, tá?
- .....................
E não é que ele ficou ali me esperando e não cagou? Bonitinho.
- Mas, rapaz, me conta um negócio: esse seu pescoço em S, assim desse jeito, não dói não?
Acredita que ele coçou o pescoço com a perna (??) direita? Note a sintonia.
- Porque o meu tá também meio em S e dói pra caraio. Cê nem queira saber.
- ............................
E ele veio se aproximando. Sujeito abusado.
- Mas esse teu bico é feio, hein, colega? Onde Deus tava com a cabeça?
- ..............................
Então, começou a tocar Creed (Higher) e o urubu bateu asas e vôou, aquele ingtrato.
Resolvi sair pra andar um pouco. Pensar em soluções necessárias. Fui até a pracinha do Eldorado, comi uma tapioquinha com queijo coalho e tucumã e suco de maracujá pra ficar bem calminha.
Nessa brincadeira, acabei caminhando quase 1km, transpirei um bocado e me senti melhor.
Consegui a solução para o meu problema. Uma solução brilhante, por sinal. Simples e brilhante.
Tudo resolvido, voltei pra varanda. Não vivo mais sem ela.
Liguei o som e o urubu voltou.
Continuamos nossa conversa superanimada, até que começou a tocar outra música do Creed.
Claro, ele foi embora.
- Ora, vá-te à porra.
Hoje estou totalmente Creed.
Portanto, é de bom alvitre manter tesouras, crianças e animais domésticos longe do meu alcance.


12 março, 2004

Pensamento edificante do dia:
Antes fazer mal, do que disperdiçar. (autor conhecido)
Objeto do desejo.
Bracelete de couro de tambaqui. Um, não. Dois. São maravilhosos.
Não posso me imaginar voltando pra São Paulo sem ter um desses.
Como poderei olhar nos olhos da minha neta, quando eu estiver velhinha e dizer: Então, querida, eu, na minha mocidade (quiá,quiá,quiá), vivi um tempo em Manaus. Naquela época, o uso de couro de peixe em jóias e acessórios estava apenas começando. A anta da sua vó ficou naquela bobagem de se controlar pra não gastar dinheiro e não comprou nenhuminha, pra ficar na caixa de herança da sua mãe Olívia.
Aí, ela vai responder: - Pô, vó. Que mancada!
- Mancada é não ter comido George Clooney, Santa!
Fala a verdade, serei uma vó cheia de história pra contar, né não?
Depois do tiro n'água que dei com meus pedidos ao gênio da lâmpada, resolvi fazer pedidos semanais, até aquele filho da puta resolver me atender.
Então, lá vai.

1- George Clooney
2- Um carregamento vitalício de Pita Bread, com prazo de validade infinito.
3- George Clooney
Semana que vem tem mais.
Delicatessen.
Boas padarias são raras nesta cidade. Raríssimas.
Ontem, fui a uma bem legal. Comprei broa de milho, pão árabe, queijo e manteiga Fazendinha. Eu queria a Cabeça de Touro é melhor, mas é difícil de encontrar. Voltei pra casa feliz da vida.
Tá certo que o pão árabe era praticamente uma panqueca americana, mas dá pra enganar.

11 março, 2004

Pensamento edificante do dia:
Um crustáceo fora d’água respira como pode. (autor desconhecido)

Estava andando na rua, ontem de madrugada, quando eu encontrei uma lâmpada. Dela saiu um gênio.
E lá fui eu fazer meus três pedidos:
1- Duas horas de massagem com o mestre e prof. Falcão. (cês não têm noção do quanto meu pescoço tem doído).
2- Cartões de crédito auto-sustentáveis,
3- Morte lenta e dolorosa a todo coentro do mundo.
Não necessariamente nessa ordem, tá?
Só quando cheguei em casa que eu me dei conta da cagada: ESQUECI DO GEORGE CLOONEY!
Ô, lesa!
Chego pra trabalhar e só tem um job na mesa: cartão de aniversário pra clientes de uma grande empresa.
Pedra na cruz, eu? Te juro que não fui eu, não, Moço.
Eu nem era nascida, tô Te falando...

10 março, 2004

Então, vamos ao edificante pensamento do dia: alegria de rato é ver a ratoiera se quebrar.
Descobri que, além de piadas de Joãozinho e muiraquitãs, estou colecionando apelidos. Os mais recentes, filé de borboleta e vara de pescar. O mais estarrecedor foi o de ontem, bandeira de pirata.
Explico: só osso e pano.
Alguém merece?
Moçoilas casadoiras, calma nessa hora.
Em Borba, o município mais antigo do Amazonas, estão guardados alguns restos mortais de Santo Antônio. Coisa pouca. Parece que um pedaço de pele e um teco do crânio, algo do tipo. O fato é que a Trezena de Santo Antônio atrai milhares de romeiros de toda parte do Brasil e até da Zeuropa. Dizem que a coisa é animada por lá.
Eu, hein?
- Como o Ford Ka é feio, deusdocéu.
- Feio é andar de ônibus, querida.

08 março, 2004

E aí, eu olho pra cima e pergunto a Deus:
- Adianta eu rezar? Adianta? Hein, hein? Adianta?
Franja nova.
Ueba. Cortei. Quero dizer, fui a um salão de beleza muito bem conceituado e entreguei minhas castigadas madeixas nas mãos da sábia e competente Claudete. Coisa profissa mesmo.
Então, cheguei na agência.
- Cortou, foi?
- :O))))))
- Quanto cê pagou?
- Trinta reá.
- Tamerda.. Por 10 reá, eu faria até desenhos no seu cabelo.
- Sei.
Então, um paulista, um mineiro e um amazonense foram pra Arábia Saudita e acabaram sendo presos e condenados à morte por estarem tomando doses generosas de Corote. Tremenda vacilada.
A mulher do Sheike ficou com dó das criaturas e pediu ao marido que abrandasse a pena para 20 chibatadas, mas com direito a um pedido cada um. Muito boazinha essa mulher do Sheike.
Aí, o paulista pediu um travesseiro pra amarrar nas costas. Lá pela 10a chibatada, o travesseiro estourou e o pobre levou mais 10 no lombo. Ficou todo fodido ele.
Chegou a vez do mineiro. Achando que era mais esperto, pediu logo dois travesseiros. Lá pela 15a chibatada, os travesseiros arrebentaram e o mineiro ficou todo fodido também.
Então, chegou a vez do amazonense: - Rapaz, tava pensando. Faz assim, amarra o mineiro nas minhas costas.
He,he.

05 março, 2004

I love Joãozinho
Uma professora pergunta a seus alunos :
- Se existem 5 passarinhos em um galho e você atira em um, quantos sobram?
- Nenhum!, responde Joãozinho, todos saem voando com o barulho do tiro.
A professora fica surpresa com a resposta.
- Não era essa a resposta que eu esperava, mas gosto do seu jeito de pensar.
- Eu posso fazer uma pergunta pra senhora? - pediu Joãozinho.
- Pode, Joãozinho.
- Existem 3 mulheres sentadas em um banco comendo picolés. Uma está lambendo, outra está chupando e a terceira está mordendo. Qual delas é a casada?
A professora fica vermelha, mas responde, timidamente:
- A que está chupando.
- Não, a casada é a que tem aliança no dedo, mas eu gosto do seu jeito de pensar...

Não se preocupem com esse monte de merdas que postei. Tá tudo certo.
Observando a plantinha da varanda, concluí:
Eu vergo, mas não quebro.
Sinceramente, não sei o que dói mais: depilação do buço com cera quente ou cãimbra na sola do pé.
Final de tarde, na agência:
- Ah, sei lá, tô sem idéia. Vamos brincar de catchaka real? (com sotaque mexicano) Bora?
- Fica quieta e continua cavando, Ana.
:{
Como diz meu chefe: Não é não, sim é não e talvez não existe.

O massacre da tesoura II.
Acreditem, minha franja tá quase grande. Cresceu rápido. Amor crescido funciona mesmo.
Acordei hoje meio atacada. O mesmo cenário: uma franja, uma mulher enlouquecida e uma tesoura sobre a pia.
O impuslo era forte. Lembrei-me do bonitão do 10o andar.
E então, tudo passou.
Mas que eu tou precisando cortar a franja, ah, eu tô.

01 março, 2004

Eu tava há tempos evitando tocar nesse assunto, que não me emputece. Ele me entristece.
Porra, 61 animais mortos e ninguém descobre nada.
Juro, não me conformo com isso. Não me conformo.
Número errado.
Sábado, 8h30 da madrugada. Toca o telefone. Atendo.
- É do O Gato Comeu?
- Hã?
- O Gato Comeu?
- Antes sesse, minha senhora, antes sesse.
Tum, tum, tum, tum, tum.
Zzzzzzzzzzzz........

É cada uma que me acontece, vou? Francamente.

27 fevereiro, 2004

Ontem, naquelas horas do dia que a gente pára o trabalho pra falar merda, discutíamos sobre sinais visíveis de pobreza. Falamos sobre ficar feliz quando faz sol, porque a roupa seca no varal. Oferecer um sorvete de casquinho com 1 bolota a R$ 0,50 pra menina do escritório aqui ao lado, como fez um nobre colega, na hora do almoço. Um mico federal, além de ser coisa de pobre.
Então, outra afirmou que pobreza é namorar na parada de ônibus.
Fui obrigada a discordar. Pobreza mesmo é não ter namorado, ora pois.
Chuveiro quente.
EU TENHO UM!!!! :O)
Acabaram-se meus dias de depressão.
Desde o dia 13 de janeiro de 2004 eu não tomava um bom banho quente.
Até meu cabelo mudou. Minha vida vai mudar. :O)

26 fevereiro, 2004

Joãozinho e a verdade.

Joãozinho estava no colégio quando um colega lhe diz que todos os adultos escondem algum segredo, e que por isso seria fácil chantageá-los. Segundo a teoria do garoto, bastaria chegar para um adulto e dizer: "Eu sei toda a verdade!". Joãozinho vai pra casa e, depois de cumprimentar a mãe, diz a ela com um olhar misterioso:
- Mãe... eu sei toda a verdade!
A mãe, toda preocupada, abre a carteira e lhe dá 5 reais, pedindo:
- Por favor não diga nada ao seu pai!
Joãozinho, todo contente, espera ansioso a chegada do pai. Quando este aponta na porta, o menino já grita:
- Pai eu sei toda a verdade!
O pai pega a carteira e lhe dá 10 reais, balbuciando:
- Toma filho... Não diga nada para a sua mãe!
Radiante com a facilidade com que havia arrancado a grana dos pais,
Joãozinho sai para a rua atrás de outras vítimas. O primeiro adulto que aponta na esquina é o carteiro. Ele corre, já gritando:
- Eu sei toda a verdade! Eu sei toda a verdade!
O carteiro estanca de repente. Deixa a mochila cair no chão. Aos prantos ele se ajoelha, abre os braços e diz:
- Vem dar um abraço no teu pai!!
Minha amiga Claudia tem sido, além de uma grande amiga, uma ótima fornecedora de piadas do Joãozinho. Estou colecionando piadas de Joazinho e muiraquitãs. Comprei dois novos, no carnaval. Muiraquitãs, não joãozinhos. Não faça confusão.
E o Lineu, hein?
Aposto que foi a Laura. Foi a Laura. Jamanta viu. :p

25 fevereiro, 2004

O legal de se perder de uma amiga é poder chamá-la pelo sistema de som da loja e ficar esperando a criatura, que fica com cara de pastel. Já é a segunda que apronto com a Liginha. Tá virando tradição.

Acredita que nem assisti ao BBB nenhuma vez durante estes dias todos?
Pois é. Nem eu acredito.


Não fui pro Jungle Palace. Nem encontrei o George Clooney. Fiz porra nenhuma.
Teria Deus me esquecido e me abandonado em terras inóspitas? Sinceramente, ninguém merece. ‘


20 fevereiro, 2004

Coisas de Jamanta.
Ontem teve espetáculo. Nem vem. Fazia tempo que não acontecia nenhum episódio jamantáceo comigo.
Estava eu sentada no banco de trás do táxi, quando percebi que não havia batido direito a porta. Cautelosa que sou, ainda tive o cuidado de conferir se não vinha nenhum motoqueiro ultrapassando pela direita. Veja como tenho progredido nesse ponto. Abri e bati a porta, com o carro em alta velocidade. Meu colega, no banco dianteiro, quase teve um ataque cardíaco e o motorista freou bruscamente. Ambos acharam que eu havia caído com o carro em movimento. Quase causou um engavetamento, ó o perigo.
Tudo bem que aqui eu já caí duas, não, três vezes na calçada, também da cama e do ônibus. Mas, puta merda, do táxi é um pouco demais da conta, né não?
Tá, tá. Já entendi.
Valha-me Deus. George Clooney deixou recadinho meigo no comments.
Vejo você no Jungle Palace, Geor-gê. ;O)

16 fevereiro, 2004

E o carnaval, hein?
Tamerda. Vou ficar 4 dias de bubuia, sem nadica pra fazer. Acho que vou me internar num hotel na floresta. Quem sabe George Clooney tem a mesma idéia. Custa nada tentar.
Então tá assim: a coisa tá tão feia que até peixe já tá nadando de lado. Triste.

13 fevereiro, 2004

Aqui, os dias têm sido assim: quando não é sexta-feira 13, é 31 de outubro. Tá feia a coisa.

11 fevereiro, 2004

Então, ficamos assim: voltamos ao template original e depois eu penso nisso. Combinado?
Muita calma nessa hora.
Eu vou conseguir dar um jeito na porra desse template.
Um pouquinho mais de paciência. Só um pouquinho.

09 fevereiro, 2004

Aviso aos navegantes.
Informo que estou gozando (hein?) de plena saúde e com pleno domínio das minhas faculdades mentais.
Ainda não comecei a hidroginástica, porque não encontrei um maiô legal. Mas eu vou começar. Juro que vou.

02 fevereiro, 2004

Finalmente, encontrei Liginha. Ô, sardade.
Não fofocamos metade das coisas, mas já foi um bom começo.
À noite, fomos às compras.
Calma. Supermercado básico. Nenhuma extravagância.
Comprei uma toalha nova. Acho que vou começar a ginástica nesta semana. Eu disse "acho". Fui clara?
Meu processo involutivo prossegue a passos largos.
Escrota até a tampa. Preciso me controlar.

30 janeiro, 2004

Estou sem tempo pra escrever sobre as personagens que definem a escrotidão humana. Então vamos logo partir pra ignorância. Pra variar, não sei de onde foram tiradas as pérolas que se seguem. Quando eu descobrir, prometo que conto, tá?

Sexóloga responde dúvidas (com respostas adequadas).

1) Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que você acha?
R: Minha 1ª vez também foi com um namorado fixo. Eu o amarrei na cama.

2) O que fazer para surpreender um namorado tímido na primeira noite?
R: Apareça com um amante.

3) Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo..mas ele tem um pênis de 24 cm. Acho que vai ser doloroso, o que fazer ?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.

4) Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa.

5) Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro.Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem era mesmo galinha nesta história?

6) Quero saber como enlouquecer um homem só nas preliminares.
R: Mostre umas fotos de umas BMW.

7) Como enlouqueço meu parceiro em uma transa no banheiro?
R: Já usou desentupidor de pia?

8) Como conquistar um homem que tem namorada?
R: Pegue os dois logo. Gente complicada.

9) Saí com um gatinho e foi ótimo. Só que agora fico com o maior medo de ligar pra ele. Será que devo?
R: Depende. O gatinho sabe cagar na caixa de areia?

10) Eu tenho 18 anos mas adoro brincar de bonecas com a minha irmã de 2 anos. Tambem entro na net e não canso de ver  cenas de sexo. O que eu faço?
R: Passe numa sex shop e compre um boneco inflável de boas proporções.

11) Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.

12) O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe ele dirigir.

13) Porque, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora que o corpo entra em atrito, faz aquele barulho de quem esta batendo palmas?
Porque nessa hora a gente fica mais excitado?
R: É porque parece que tem torcida, tá ligado? Da próxima vez grite pra galera.

14) Eu não tenho uma cara propriamente linda, apesar de ser normal e não ser feia. O que mais atrai os rapazes é o meu corpo. O que fazer para conseguir comer alguns gatos, tendo em conta que tenho 13 anos?
R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?

15) Tenho 28 anos e sou virgem, não aguento mais esta situação. Como mudá-la o mais rápido possivel?
R: Está em Manaus? Vá à Getulio Vargas, de madrugada. Leve uns R$ 50.

16) Sou virgem e rolou, pela primeira vez, de fazer sexo oral. engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pela
orelha.

17) A primeira vez dói? Qual a melhor posição para a menina na primeira transa? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não aguentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, ô Cinderela.

29 janeiro, 2004

Vasculhando minhas gavetas, achei isso aqui, que ganhei logo ao chegar na agência. Relendo, seis meses depois, comprovo que assim mesmo.

Amazonês.
Pessoal, olha aí o nosso Amazonês!
Como ocupar o lugar similar ao de um amazonense típico?
Mais especificamente, como se passar por um "nativo"? Há algumas pistas.
É claro que são pistas generalizantes, que há exceções para mais ou para menos, como nas pesquisas eleitorais. Mas vamos a elas.
Primeiramente, você tem que treinar falar com as pessoas pegando nelas.
No braço, no ombro, no cotovelo. Mas tem de pegar. A linguagem corporal é tão importante para o amazonense quando o descanso o é para o baiano e a desconfiança para o mineiro. Beijinhos de cumprimento são sempre dois.
Os paulistas têm de aumentar um e os gaúchos têm de reduzir um. Isso pode causar uma série de beijos órfãos no ar para aqueles que estão em fase de adaptação. O pegar e o beijinho do amazonense não devem ser entendidos, grosso modo, como invasivos, mas como parte mesmo de sua enunciação, parte do sentido do dizer.
Outra coisa: amazonense aponta com a boca. Pergunte a um amazonense onde está algo e ele, muito provavelmente, em vez de levantar a mão e apontar, fará um biquinho em direção à coisa procurada. Aliás, um biquinho não, um beicinho.
Amazonense bom mesmo, típico, é aquele que não respeita sinais de trânsito.
Faixa de velocidade, então, vixe! Nem pensar. Muitos até fazem da faixa uma espécie de guia para centralizar seu carro, como fazem os aviões.
E vá tentar andar na faixa? Você é considerado o pior motorista do mundo, com direito a olhares feios e até alguns xingamentos. Por outro lado, se seu carro quebrar, logo aparecem muitos amazonenses querendo dar uma mãozinha.
Amazonense é solidário. Muito. Pergunte e ele responderá. Peça e ele
lhe ajudará. Dê trela e ele grudará.
O amazonense é muito caloroso. Não só pelo calor que faz em Manaus, mas porque facilmente puxa papo e se integra a um grupo. Basta uma possibilidade de entrada na conversa e..zapt! estamos dentro, na maior intimidade. Isso pode causar certo choque para as pessoas do sul e sudeste, mais reservadas no assunto amizade. É mais difícil "aprochegar-se" em São Paulo do que em Manaus, definitivamente. Mas há doces exceções.
Noves fora essas questões de relacionamento, há a questão da língua mesmo.
Algumas palavras e expressões que realmente levam algum tempinho para que sejam dominadas e internalizadas. Seguem abaixo algumas palavras e expressões típicas com suas explicações e comentários.

ÉGUA - Égua pode ser usado em várias situações. Tomou um susto:"égua!"
Alguém faz algo que você não entendeu: "égua..."
Uma situação estapafúrdia?
"Éééguaa, maninho..."

QUE SÓ - Locução adverbial de intensidade, similar a "pra caramba".
"Hoje está quente que só". "Ela é lesa que só". "A sala estava lotada que só."

LESO (A), LESEIRA - Um leso é alguém que sofre de leseira. Leseira é um abestalhamento momentâneo que acomete o leso. Se a leseira for uma característica contínua, dizemos que o leso sofre de leseira baré.
Segundo cientistas da Universidade de Kuala Lumpur, a leseira baré ocorre entre os amazonenses devido ao sol quente na moleira, que frita o cérebro e queima alguns neurônios. Temos ainda as expressões derivadas: "Deixa de ser leso!" e "Pára de leseira!". Mas como tudo tem seus dois lados, dizem que o sol também causa nos amazonense algo chamado tesão de mormaço.
Auto-explicativo.

AGORINHA - Diferentemente do uso no sudeste, agorinha quer dizer "há alguns segundos", referindo-se ao passado e não ao futuro. "Ela estava aqui agorinha, mas sumiu".

OLHA JÁ! - Expressão de indignação correspondente a "Mas que abuso!".
"E aí, gata, me dá um beijo?" "Mas, olha já esse aí...Te manca!"

MANO(A) - Tratamento carinhoso entre conhecidos ou não. Muito usado para fazer perguntas e pedidos. "Mana, faz um favor pra mim". "E aí, tudo bem, mano?"

PITIÚ - Cheiro. Geralmente associado a peixe. "Tá sentindo um pitiú danado aqui?"

BORIMBORA - Vamos embora. "A gente não tem mais nada a fazer aqui. Borimbora!"

COM BORRA (E TUDO) - Com tudo. Expressão de alopro. "Ela estava aprendendo a dirigir. Foi entrar na garagem e pisou no acelerador ao invés de pisar no freio. Aí entrou com borra e tudo na garagem, arrebentando o carro todo.

TEM MIL! - Expressão que significa indignação. "O chefe disse pra tu
fazeres o relatório sozinho". "O quê? Sozinho? Tem mil pra eu fazer!"

MAS QUANDO? - Ver "Tem mil!"

FICAR DE BUBUIA - Ficar sem fazer nada, ficar flutuando na água. "E aí, Zé, nadando um pouco?" "Não. To só aqui de bubuia um pouquinho".

BATORÉ - baixinho (a). "Procura por ele lá. Ele é um batorezinho gordo que fica no portão".

MACETA - Grande, imenso, de proporções anormais. "Eu disse que ia lá brigar com ele e quando eu olhei o cara era macetão. Saí fora..."

RECREIO - Barco. "Que horas sai o recreio para Eirunepé?"

QUERIDA - Cuidado! Esse é um falso cognato. O uso da palavra "querida" aqui em Manaus denota um certo sarcasmo ou uma certa ironia. "Escuta aqui, minha querida. Eu sou a mulher dele, entendeu?" "Você não está entendo, querido. (= você é burro!)"

PINCHA - Tampinha de refrigerante. Mas só as de metal. Já meio raras.
"Cadê a pincha do guaraná? É que eu faço coleção".

CARAPANÃ - Pernilongo. Só que mais chato e mais chupador. Termo
indígena para "lança voadora", segundo a lenda urbana.

DE LASCAR - Indica intensidade. "O sol está de lascar". "A prova foi
de lascar."

MALINAR - Reinar, fazer malvadeza gratuita, como por exemplo beliscar um bebê porque ele é muito fofo. "Ele é tão fofinho que dá vontade de malinar com ele".

MEU GRANDE - Tratamento para desconhecidos. Pode ser utilizado
intercambiavelmente com "mano". "E aí, meu grande. Tudo bom?". "Fica de olho aí no meu carro, falou, meu grande?"

ERAS... - Usado para momentos de perplexidade. "Eras...deixei meu
carro aqui...cadê ele?"

MÁ RAPÁ - O mesmo que "Olha já!". "Me empresta teu carro?" "Má rapá! Claro que não!"

Enfim, meu grande, são essas algumas palavrinhas e expressões que vão dar ao forasteiro um sentimento de pertença ao social amazonense. Como nós somos muito solícitos, mano, eu resolvi então escrever esse texto. Mas chega de falar leseira. Égua! Vou descer e vou tomar um banhinho de piscina. E, com certeza, vou ficar de bubuia. Tem mil pra eu ficar aqui escrevendo com um sol de lascar desse lá fora. Má rapá....

(autor desconhecido)
Ela chegou.
Manaus nunca mais será a mesma.
Iremos abalar as estruturas da cidade. Creio que literalmente.
Liginha, a pateta mor, está em terras manauaras.
Ainda não a encontrei. Talvez a gente se encontre no final de semana. Não sei, não sei, tenho que resolver o pobrema do meu chuveiro. Prioridades, Jamanta!
Pensando bem, o chuveiro pode esperar.
Não vejo a Liginha há 3 anos. E agora ela está aqui.
Sou feliz. Sou feliz.
Acidente de percurso.
Ontem, por algumas horas, este Ventilador ficou de template exposto. Um vexame. Juro que a cagada não foi minha. Sei de quem foi, mas não conto nem sob tortura.
Tudo certo, por enquanto. Eu disse por enquanto.

28 janeiro, 2004

Alô, som... testando.
Sorry. Uma jamantadazinha básica.
Preciso me lembrar de escrever mais alguns capítulos sobre a escrotidão humana.
Cê não tem idéia das coisas que ando ouvindo por aqui.
Tenho andado mais abestalhada do que o normal, ultimamente.
Deve ser a falta de chuveiro quente. Só pode ser.

26 janeiro, 2004

Ai, ai. Cá estou a deslapidar-me.

23 janeiro, 2004

A melhor do Joãzinho. :O)

A professora divide a classe em dois grupos e decide fazer uma disputa de
perguntas.
 
Para que Joãozinho não lhe encha o saco, ela o coloca no grupo dos
inteligentes.
Aproveitando-se disso, ele grita para o outro grupo:

 - Nós vamos arrasar com vocês, cambada de idiotas !!!
 
 Começa a disputa...

 - Quem descobriu a América?
 
 O grupo de Joãozinho responde:

 - Cristóvão Colombo!
 
 E o Joãozinho grita: Eu não falei? Bando de orelhudos, 1 a 0!!!

 A professora lhe repreende:

 - Cala a boca Joãozinho!!!

 Segunda pergunta:

 - Que idioma se fala na Espanha?
 
 O grupo de Joãozinho responde:

 - Espanhol, fessora!!!!
 
 E o Joãozinho:

 - Viram só? Seus filhos duma égua, 2 a 0 !!
 
 A professora lhe repreende:
 
 - Cala a boca Joãozinho!!!

 Terceira pergunta:

 - Como Cristóvão Colombo chegou à América?

 O grupo de Joãozinho responde:

 - Nas caravelas.

 Joãozinho, emocionadíssimo, disse:

 - Eu bem que avisei, seus sacos de merda, 3 a 0!!!

 A professora, de saco cheio, grita:

 - Joãozinho!!! Levanta e sai, porra!!!

 Joãozinho responde de imediato:

 - O pênis, fessora! Show! 4 a 0 seus babacas !!!

 A professora indignada volta a gritar:
 
 - Joãozinho, sai e não volta mais !!!

 Joãozinho contente responde:

 - O cocô, professora. Hahaha, se ferraram, 5 a 0 !!!
 
 A professora, não agüentando mais, grita:

 - Joãozinho, SAI E NÃO VOLTA DENTRO DE UM MÊS!!!
 
 Joãozinho, feliz da vida, responde aos berros:
 
 - A MENSTRUAÇÃO!!! PUTA QUE O PARIU, 6 a 0 GANHAMOOOOOOOSSS !!!

21 janeiro, 2004

O Processo Involutivo.

Nesta agência ocorre um fenômeno interessante com todo mundo que chega, especificamente neste departamento.
A tese parece complexa, mas hoje entendo que é bastante simples. Elementar.
As pessoas começam a trabalhar aqui como diamantes lapidados: finas, educadas, intelectualmente requintadas e com um vocabulário de gente do bem. Com o passar do tempo, sabe-se lá a razão, começam a deslapidar-se (perdão pelo neologismo).
O diamante começa a ficar embaçado. Vai embaçando, embaçando, involuindo, involuindo e quando a gente se dá conta, virou um toco de carvão. E, dizem, é irreversível.
Veja o meu caso, por exemplo. Ontem, passei por uma avaliação. A equipe concluiu que já estou em avançado processo de involução: uma metade, apenas um diamante tosco. A outra, já é um carvão da melhor qualidade.
Eu tô vendo acontecer o mesmo com a revisora, que está conosco há 5 meses. É verdade.
Você pode pensar que estou imaginando coisas. Não, são essas vozes na minha cabeça.
Diálogos meigos (o povo ainda mangando da minha franja)

- Emília.
- Não enche
- Rita Lee
- Ora, vá-te à porra.
- Glória Perez.
- Ó, não sabe brincar, não brinca, tá? Bruto.


Hoje, 21 de janeiro, este Ventilador completa 3 anos e eu, 6 meses nesta agência de loucos-de-pedra.
Por uma coincidência intrigante, o Ventilador nasceu inspirado num blog famoso, na época recém-nascido. Anos depois, vim desabar em Manaus, em parte, por obra dessa mesma criatura. Coisa do capeta. Na hora do almoço, irão instalar meu telefone. À noite, vou fazer um 21. Saudades da Olívia e da Ciça-Mãe.

20 janeiro, 2004

Mantenham facas, tesouras e colheres de sobremesa fora do meu alcance, por favor.
Muito agradecida.

19 janeiro, 2004

Ai, a mudança.
Ainda estou em fase de adaptação à nova casa. Este final de semana foi a prova de fogo.
Saí pra comprar material de limpeza pra faxina pesada. Voltei pra casa com aquele bando de sacola, vassoura e rodo. Elevador parado no 10o andar.
Não, Senhor, imploro, com vassoura e rodo, não. Por favor.
O elevador descendo e eu rezando: Não pára, não pára, não pára.
Passou direto pro subsolo. Não parou.
Deus é pai.

16 janeiro, 2004

Chove torrencialmente na capital amazonense. Comprei um guarda-chuva. Feio que só o diabo. Mas por 5 reá é lindo.
Cortei as unhas dos pés. Sinto-me outra mulher. :O)

15 janeiro, 2004

O bonitão do 10o andar.
Aconteceu na terça. Terminada a mudança, comecei a entrar em estado de angúsita: sem copos, pratos (talheres eu tenho), travesseiro e TV. Impossível alguém viver assim. Fui ao shopping do jeito que eu estava: toda descombinando. Acabei resolvendo as compras no supermercado mesmo e voltei de táxi. Briguei com o taxista, porque o viado não tinha troco pra 10. Coloquei tudo no carrinho e, enquanto esperava o elevador de serviço, um sujeito aproximou-se lentamente. Tomei um sustão. Era surpreendentemente lindo. Estava chegando de viagem, lotado de malas e mochilas. Eu lá, descombinada daquele jeito, com a franja torta, rabo-de-cavalo, sem um pingo de maquiagem, empurrando um carrinho com um 14”, 2 travesseiros, forro de colchão e mais um monte de sacolinhas de compras prosaicas. O carrinho de supermercado mais deselegante que já empurrei na vida. O elevador chegou e ficou aquela situação meio besta. Ele, além de lindo, pareceu ser também muito educado. Soltou uma valise no chão, abriu a porta pra mim, eu agradeci, entrei e fiquei esperando ele fazer o mesmo (por que eu fui cortar minha franja? Droga). Gentilmente, perguntou se tinha lugar pra ele (mas é claro, meu filho, se não tiver a gente arruma). Ajeitei-me espremida entre o carrinho e o painel do elevador. Como gentileza se retribui com gentileza, me ofereci pra apertar o botão.
- Qual andar?
- 10o
(ai, isso vai dar merda)
A porra daquele elevador é lerdo que só. E aquele silêncio constrangedor pairando (merda, a unha do meu dedão do pé tá suja). Minha visão periférica (aquela que o Toni Ramos perdeu na novela, naquele tiroteio no Leblon) é bastante apurada e eu, um pouco envergonhada, notei que ele estava rindo, olhando pro meu carrinho. (puta merda, Julia Roberts chegaria em casa com um lindo saco pardo lotado de hortaliças frescas, um maço de flores do campo e eu assim, na lama)
O segundo andar chegou. E eu avisei pro cês que ia dar merda. Eu estava prensada e não tinha como sair, por conta das malas do felino. Fui obrigada a lançar um olhar de súplica. Ele sorriu. (não é um encanto?)
- Notou a Lei de Murphy? (nossa, ele tem uma conversa tão diferente dos outros rapazes).
- Juro que eu pensei nisso. (eu tinha pensado mesmo) ... Foi falta da gente combinar, né?
- Eu devia ter perguntado antes. (não se culpe, lindinho, eu que sou uma lesa)
Pois o pobre teve que arrastar todo aquele bando de mala pra fora do elevador, segurar a porra porta, esperar eu conseguir me desenroscar do canto que estava, manobrar o carrinho e sair. Tropecei na mochila. Pedi desculpa. Ele riu.
- Deixa que eu seguro a porta pro cê.
- Valeu. Boa noite pro cê.
- Noite.
E antes de empurrar o carrinho, olhei pelo visor da porta. Ele tava olhando pra mim. E provavelmente, pensando: essa louca tem franja torta, unha do dedão suja e faz compras estranhas. Bela imagem.
Desovei tudo em casa, abri uma cerveja e fui pra varanda pensar nas lições de vida daquele dia.
Acabei por concluir:
1- Preciso urgentemente dar um jeito na casa.
2- Nunca mais devo sair de qualquer jeito na rua.
3- Elegância, Jama, elegância.
4- Comprar uma burca não é um plano totalmente descartado.
O segundo andar.
Mudei na terça-feira. O 208 está um pardieiro e não vejo muito jeito de melhorar aquela coisa, a curto prazo.
O caos está instalado. Todas as minhas roupas estão no sofá da sala e não sei o que está aonde. Esqueci de comprar cabides. Agora, ficou pra sábado. Não tem esquema. Francamente, eu me recuso a pagar R$ 6,00 por um jogo de 3 cabides. No centro da cidade deve ser mais barato. Mas a TV eu já comprei. Comprei e não instalei. Deu pobrema no cabo da antena, sãb? Os burros cortaram o cabo e deixaram só o cotoco. Tenho que comprar uma extensão. Por falar nisso, seria de bom alvitre eu providenciar uma linha telefônica. Estou incomunicável. Sem campainha e sem companhia. Ora, tenham compaixão.

12 janeiro, 2004

O fusca 77.

Já tá tudo certo. Ele continua à venda e vai ser nosso.
Eu, a Beth e a Claudia vamos comprar um fusca, em sociedade. Será o nosso grito de libertação. Poderemos ir a qualquer lugar, sem depender daqueles seres cruéis e ignorantes. Poderemos almoçar em lugares decentes e nunca mais teremos que comer aquela lavagem de porco que servem aqui na esquina. E também vamos nos matricular numa academia. Ficaremos ainda mais poderosas.
E eu vou fazer musculação. Em 2004, serei uma Fratura Exposta sarada.

Mantenham facas e tesouras fora do meu alcance, por favor.

09 janeiro, 2004

O massacre da tesoura.

Acordei endiabrada, juntando as coisas pra mudança, na correria. Os prazos sempre me atormentam. Arrumando as coisas da pia do banheiro, dei de cara com uma tesoura. Ueba. Eu me olhei no espelho e vi que o soco que dei no Fred tinha sido injusto. A caricatura que ele fez de mim tava igualzinha. Eu era um sheepdog.
Então, danou-se. Um estrago federal na franja. Irreversível. Indisfarçável. Fo-deu.
Prendi o cabelo, botei força na peruca e fui enfrentar os leões selvagens.
A princípio, ninguém percebeu. Os leões demoram a despertar.
- Má rapá, que cê fez nessa franja?
Pronto. Armou-se a parada. Cinco em volta de mim, dando palpite.
- Puxa pro lado.
- Corta o outro lado, que ficou torto.
- Puxa pro outro lado, assim.
- Até que não ficou tããão torto.
- Joga tudo pra trás.
- Se mata, sua burra.
Quando me dei por si, a menina do tráfego tava com a tesoura do chefe na mão, tentando arrumar o estrago e a revisora revisando o corte. Não teve muito acerto, não. Mas eles bem que me deram apoio. Vocês sabem, o lado psicológio conta muito nessa hora.
A única solução é comprar um frasco de xampu de Amor Crescido, uma burka e esperar a natureza fazer seu trabalho.

08 janeiro, 2004

Da Escrotidão Humana – Capítulo II


Quanto desgosto pra uma mãe.


Segunda-feira, 21 de julho de 2003. Por volta de dezoito horas depois da minha chegada a Manaus, fui jogada aos leões. Poucas coisas são mais constrangedoras do que o primeiro dia de trabalho, principalmente quando você vem de uma comarca distante.
Minha cadeira estava reservada ao lado do Fred. Sujeito de poucas palavras. Diretor de arte, sabe?
Os dias foram se passando e, observadora sagaz que sou, fui entendendo tudo.
Menino casado, pai de dois filhos, muito devotado à família. Não bebe, nem fuma. Ilustrador de mão cheia. Soube, dias depois, que aquela criatura é também um baterista. Músico de renome nas madrugadas manauaras. Um desbravador.
Sua mãe, pianista, foi por muitos anos professora de música no Teatro Amazonas. Mulher educadíssima, que tentou estimular a suposta vocação do filho para a erudição. Dela, ganhou um piano. Seu pai também alimentava muitas esperanças. Deu-lhe um violino. O primogênito recebeu educação religiosa desde a tenra infância. Dizem até que foi coroinha. Mas, desde pequeno, o safado gostava mesmo era de bater tambor. De onde se pode concluir que a escrotidão humana, assim, pura, não é resultado de herança genética ou da vontade divina.
Às vezes, é coisa do capeta mesmo.
Não houve salvação e deu no que deu: o desgraçado virou publicitário e baterista.
Então, você, pra variar, deve estar se perguntando: e daí? Deixa o pobre tocar zabumba.
Mas, ele é baterista de grupo de pagode, meus amigos. Pagode. Veja que desgraça pra uma familia de gosto musical tão apurado.
Outro dia, arrisquei matar minha curiosidade:
- Frederico, sua mãe não morre de desgosto, não?
- Ela se nega a tocar nesse assunto.
Num disse?

07 janeiro, 2004

Os meninos podem me jurar que esse diálogo existiu de verdade:
- O senhor tem pé-de-galinha.
- E a senhora tem cara de puta.
Ai, ai, que saudades de casa...

Passatempo ou perda de tempo?
Uns dias antes de viajar, montei 2 CDs de presente pra Oli. Selecionei músicas que me fazem lembrar dela, sorrir, ou morrer ainda mais de saudades. Acho que ela gostou da idéia.
Desde que voltei, tô criando uma porrada de arquivos especiais pra um monte de gente que eu gosto, gente que conheço de longe e até pra gente que eu quero esquecer. Talvez um dia, virem CDs bucaneiros. É divertido.
Adotei o esporte.