Jamanta Produções Oníricas.
Noite passada, sonhei que eu estava chegando em uma festa, acompanhada de um amigo. A festa ficava numa chácara. O quintal escuro era vigiado por muitos cães e notei a presença de 3 felinos. Comentei com ele: - Parecem ser onças.
- São onças.
Ops.
E continuamos a procurar a casa, andando lado a lado.
Até que eu virei para o meu amigo e pedi, muito calmamente:
- Você pode me ajudar a tirar essa onça pendurada na minha mão? Os dentes dela afiados pra burro.
- Não vai dar.
- Por que não?
- Porque eu me cago de medo de onça.
Ô, modeus!
Lembro que me livrei da onça e entramos na casa. Meu amigo foi conversar na cozinha e eu fui para o quarto dormir. Eu estava morrendo de sono e de dor na mão. Os cães e as onças subiram na cama e não me deixavam adormecer.
Agora danou-se de vez.
Eu já tive tudo quanto é tipo de sonho nessa vida. Mas sonhar com a própria insônia foi a minha primeira vez.
23 setembro, 2003
22 setembro, 2003
Coisas que até Deus duvida II
Após desabar meu esqueleto no Amarelinho, percebi que eu estava doida de vontade de fazer xixi. Óbvio. Consumi 700ml de água nessa andança toda. Fui ao banheiro e qual não foi minha surpresa: 2 vasos sanitários no mesmo ambiente. What?
Então, pensei: o povo do amarelinho leva essa coisa das muulheres irem juntas ao banheiro a sério demais.
Tentei analisar, mas, entendam, era uma urgência. (700ml de água, eu já disse)
Desabei no primeiro vaso sanitário que vi pela frente.
Enquanto a natureza fazia seu trabalho, eu refletia: não é assim que funciona. O legal de 2 mulheres no banheiro é conversar, retocar maquiagem, falar mal dos outros. Procurei a descarga e não achei. Ops. Olhei pro vaso ao lado e ela estava lá. Então me dei conta de que havia algo de muito errado no projeto daquele banheiro. Olha a situação.
Tarde demais. Já foi. Agora, pensa bem: dá pra criar uma máxima com isso. Algo do tipo: - Mijei na bacia errada.
Ou quando você está aconselhando um amigo, você pode dizer: - Rapaz, você mijou na bacia errada. Que coisa.
Grande lição de vida esse banheiro do Amarelinho.
Após desabar meu esqueleto no Amarelinho, percebi que eu estava doida de vontade de fazer xixi. Óbvio. Consumi 700ml de água nessa andança toda. Fui ao banheiro e qual não foi minha surpresa: 2 vasos sanitários no mesmo ambiente. What?
Então, pensei: o povo do amarelinho leva essa coisa das muulheres irem juntas ao banheiro a sério demais.
Tentei analisar, mas, entendam, era uma urgência. (700ml de água, eu já disse)
Desabei no primeiro vaso sanitário que vi pela frente.
Enquanto a natureza fazia seu trabalho, eu refletia: não é assim que funciona. O legal de 2 mulheres no banheiro é conversar, retocar maquiagem, falar mal dos outros. Procurei a descarga e não achei. Ops. Olhei pro vaso ao lado e ela estava lá. Então me dei conta de que havia algo de muito errado no projeto daquele banheiro. Olha a situação.
Tarde demais. Já foi. Agora, pensa bem: dá pra criar uma máxima com isso. Algo do tipo: - Mijei na bacia errada.
Ou quando você está aconselhando um amigo, você pode dizer: - Rapaz, você mijou na bacia errada. Que coisa.
Grande lição de vida esse banheiro do Amarelinho.
He,he.
Meia hora depois, eis o 702. Ueba!
A cobradora conersava animadamente com uma amiga de longa data. Oh, boy! De novo, não!
- Errr, desculpe interromper a conversa de vocês, mas eu queria pagar a passagem e saber onde saltar para ir ao Panorama. Pode ser? Note que eu estava decidida, mas um tanto puta nas calças. A cobradora e sua amiga de longa data foram muito simpáticas, prometeram me avisar e continuaram lá no pa-tá-ti-pa-tá-tá. A viagem foi longa. Pra mais de meia hora. Passei pelo Cachoeirinha, depois pela Base Aérea, SIVAM. Uma espécie de city-tour a R$1,50. Adorei. Chegamos no ponto final de 702 eu, o motorista, a cobradora e sua amiga matraqueira. (como falavam aquela duas, môdeus).
Andei mais umas duas quadras e desabei meu esqueleto na melhor mesa do Panorama, mais conhecido no submundo do crime como Amarelinho.
Num falei pro cês que eu chegava? :O)
Meia hora depois, eis o 702. Ueba!
A cobradora conersava animadamente com uma amiga de longa data. Oh, boy! De novo, não!
- Errr, desculpe interromper a conversa de vocês, mas eu queria pagar a passagem e saber onde saltar para ir ao Panorama. Pode ser? Note que eu estava decidida, mas um tanto puta nas calças. A cobradora e sua amiga de longa data foram muito simpáticas, prometeram me avisar e continuaram lá no pa-tá-ti-pa-tá-tá. A viagem foi longa. Pra mais de meia hora. Passei pelo Cachoeirinha, depois pela Base Aérea, SIVAM. Uma espécie de city-tour a R$1,50. Adorei. Chegamos no ponto final de 702 eu, o motorista, a cobradora e sua amiga matraqueira. (como falavam aquela duas, môdeus).
Andei mais umas duas quadras e desabei meu esqueleto na melhor mesa do Panorama, mais conhecido no submundo do crime como Amarelinho.
Num falei pro cês que eu chegava? :O)
O 702.
Eu fiquei mais de 1/2 hora criando raízes na parada de ônibus. E nada do 702. Parou um 704, cuja placa dizia ir para o Educandos. Pensei: o que são 2 números de diferença, afinal? Ok. Eu nunca fui muito boa em números.
Subi o 1o degrau e tentei perguntar à cobradora se o dito passava perto do Panorama.
A criatura mugiu algo ininteligível, enquanto falava ao celular. Não entendi a resposta. Perguntei novamente. O ônibus arrancou no exato momento em que a bovina proferiu: - Não, não passa lá.
Vaca.
Fiquei no degrau onde eu estava e esperei a próxima parada. Eu não pago passagem de ônibus errado, ora pois.
Então, o ônibus parou, um passageiro subiu e eu tentei descer.
O motorista lazarento acelerou e eu fui arremessada para fora do coletivo.
Em slow-motion. Coisa de cinema.
Saldo de prejuízo: um corte no tornozelo - coisa pouca e a tampa do meu cotovelos esquerdo ficou no asfalto. Au. Isso dói.
Eu fiquei mais de 1/2 hora criando raízes na parada de ônibus. E nada do 702. Parou um 704, cuja placa dizia ir para o Educandos. Pensei: o que são 2 números de diferença, afinal? Ok. Eu nunca fui muito boa em números.
Subi o 1o degrau e tentei perguntar à cobradora se o dito passava perto do Panorama.
A criatura mugiu algo ininteligível, enquanto falava ao celular. Não entendi a resposta. Perguntei novamente. O ônibus arrancou no exato momento em que a bovina proferiu: - Não, não passa lá.
Vaca.
Fiquei no degrau onde eu estava e esperei a próxima parada. Eu não pago passagem de ônibus errado, ora pois.
Então, o ônibus parou, um passageiro subiu e eu tentei descer.
O motorista lazarento acelerou e eu fui arremessada para fora do coletivo.
Em slow-motion. Coisa de cinema.
Saldo de prejuízo: um corte no tornozelo - coisa pouca e a tampa do meu cotovelos esquerdo ficou no asfalto. Au. Isso dói.
Resolvi seguir em frente e tomar um café no quiosque do Pina. Pedi um café, uma água e um marlboro lights. (o Pina vende cigarro a preço de tabela. Uia. Adorei o Pina)
Fiquei l'apensando o que fazer da minha vida. Decidi perguntar que ônibus eu deveria pegar para ir ao Educandos (nome bonito para um bairro). O pina é um senho a caminho dos seus 60 e poucos anos, franzino, olhos azuis-turqueza e uma retração gengival preocupante. Perguntei sobre o Restaurante Panarama e ele deu seu sábio veredito: pega o 702 na parada do outro lado e peça ao motorista que te avise quando chegar.
- 702?
- 702.
- 702? Mesmo?
Eu estava indo para a o ponto do ônibus, quando o Pina alertou: - Vai pela passarela que é melhor.
Parece até que ele me conhece.
Fiquei l'apensando o que fazer da minha vida. Decidi perguntar que ônibus eu deveria pegar para ir ao Educandos (nome bonito para um bairro). O pina é um senho a caminho dos seus 60 e poucos anos, franzino, olhos azuis-turqueza e uma retração gengival preocupante. Perguntei sobre o Restaurante Panarama e ele deu seu sábio veredito: pega o 702 na parada do outro lado e peça ao motorista que te avise quando chegar.
- 702?
- 702.
- 702? Mesmo?
Eu estava indo para a o ponto do ônibus, quando o Pina alertou: - Vai pela passarela que é melhor.
Parece até que ele me conhece.
O grande dia.
Em comemoração aos 2 meses em Manaus, resolvi fazer algo diferente, mas ainda não sabia exatamento o quê.
Antes de qualquer coisa, fui ao correio (primeiro a obrigação), depois fui tentar, pela 3a vez, consertar minha câmera. É inadimissível eu não ter nenhuma foto daqui até agora. Saí do shopping, peguei o buzão e desci no terminal em frente ao porto. Andei pra caraio até chegar na loja que consertaria a bendita. Eram 13h33. Loja fechada. Grande. Eu devia ter ligado antes pra me informar. Mas, um dia de comemoração merece uma cota básica de atrapalhações e imprevistos nesta minha saga (ops) jamantácea.
Primeiro, eu tinha saído de casa disposta a voltar ao Bar do Galo Carijó pra comer jaraqui. Cheguei numa encruzilhada cruel: à direita , andando um pouco, eu chegaria no Bar do Armando (um estabelecimento muito tradicional) ou, à esquerda eu seguiria para o Carijó. Santa Indecisão, Jamanta. Acorda.
Em comemoração aos 2 meses em Manaus, resolvi fazer algo diferente, mas ainda não sabia exatamento o quê.
Antes de qualquer coisa, fui ao correio (primeiro a obrigação), depois fui tentar, pela 3a vez, consertar minha câmera. É inadimissível eu não ter nenhuma foto daqui até agora. Saí do shopping, peguei o buzão e desci no terminal em frente ao porto. Andei pra caraio até chegar na loja que consertaria a bendita. Eram 13h33. Loja fechada. Grande. Eu devia ter ligado antes pra me informar. Mas, um dia de comemoração merece uma cota básica de atrapalhações e imprevistos nesta minha saga (ops) jamantácea.
Primeiro, eu tinha saído de casa disposta a voltar ao Bar do Galo Carijó pra comer jaraqui. Cheguei numa encruzilhada cruel: à direita , andando um pouco, eu chegaria no Bar do Armando (um estabelecimento muito tradicional) ou, à esquerda eu seguiria para o Carijó. Santa Indecisão, Jamanta. Acorda.
20 setembro, 2003
19 setembro, 2003
O quase fim da insônia.
Noite passada, deu quase tudo certo.
Dobrei minha caminhada noturna. Descobri, pasmem vocês, que meu condicionamento físico melhorou visivelmente. Não chego em casa tão cansada quanto chegava antes. O jeito é andar mais.
Dobrei o consumo de suco natural de maracujá. Tomei, literalmente, 1 litro.
Dobrei o n. de cápsulas fitoterápicas. Tomei 4.
Mantive as 2 canecas de chá durante Sienfeld.
Capotei antes das meia noite. Ótimo sinal.
Acordei após um sono profundo e repousante.
À 1h20 da madrugada e morrendo de vontade de fazer xixi.
Onde foi que eu errei????
Noite passada, deu quase tudo certo.
Dobrei minha caminhada noturna. Descobri, pasmem vocês, que meu condicionamento físico melhorou visivelmente. Não chego em casa tão cansada quanto chegava antes. O jeito é andar mais.
Dobrei o consumo de suco natural de maracujá. Tomei, literalmente, 1 litro.
Dobrei o n. de cápsulas fitoterápicas. Tomei 4.
Mantive as 2 canecas de chá durante Sienfeld.
Capotei antes das meia noite. Ótimo sinal.
Acordei após um sono profundo e repousante.
À 1h20 da madrugada e morrendo de vontade de fazer xixi.
Onde foi que eu errei????
Dando início às comemorações dos meus 2 meses aqui em Manaus, Momento Cala a Boca, Magda I:
Foi na minha primeira semana. No terceiro ou quarto dia de trabalho. Eu estava precisando ir ao supermercado, e tinha o visto o comercial de dois, na tv.
Virei-me pra um colega e disparei, toda cheia de segurança:
- Onde fica o OB?
- =:o !!!!!
- O OB, o supermercado.
- Tem o CO e o DB. Qual você quer?
- Putz, foi mal. As siglas me confundem.
Corta.
Foi na minha primeira semana. No terceiro ou quarto dia de trabalho. Eu estava precisando ir ao supermercado, e tinha o visto o comercial de dois, na tv.
Virei-me pra um colega e disparei, toda cheia de segurança:
- Onde fica o OB?
- =:o !!!!!
- O OB, o supermercado.
- Tem o CO e o DB. Qual você quer?
- Putz, foi mal. As siglas me confundem.
Corta.
Eu tô me achando.
Tava eu na parada de ônibus, quando uma garota me perguntou qual ônibus passava na porta de um determinado supermercado.
- Você pode esperar o 118 ou o 404. Mas, ó, pode pegar esse aí, que ele pára lá.
Rá. Eu tô manjando tudo por aqui. :p
Fiquei lá esperando o meu bumba, e me lembrei de um episódio ocorrido logo na minha primeira semana aqui. Uma jamantada clássica, que merece ser registrada. Ei-la.
Tava eu na parada de ônibus, quando uma garota me perguntou qual ônibus passava na porta de um determinado supermercado.
- Você pode esperar o 118 ou o 404. Mas, ó, pode pegar esse aí, que ele pára lá.
Rá. Eu tô manjando tudo por aqui. :p
Fiquei lá esperando o meu bumba, e me lembrei de um episódio ocorrido logo na minha primeira semana aqui. Uma jamantada clássica, que merece ser registrada. Ei-la.
18 setembro, 2003
Outro dia, comprei uma tesoura. Sei lá porquê. O preço tava bom. E a tesoura era legal pra caramba. Nunca soube qual utilidade prática ela teria na minha vida.
Noites passada, sonhei (tá, estou insone, mas ainda não virei zumbi) que eu usava a tesoura para colher tulipas e enfeitar minha mesa de trabalho. Não é uma coisa meiga?
Noites passada, sonhei (tá, estou insone, mas ainda não virei zumbi) que eu usava a tesoura para colher tulipas e enfeitar minha mesa de trabalho. Não é uma coisa meiga?
Ciclo vicioso
Mais uma noite praticamente em claro.
Pela primeira vez, quase, mas quase perdi a hora. Foi por pouco. Tinha sobrado um anjo-da-guarda, também insone, de plantão.
Parece que a coisa não é só comigo. A Luciana comentou que a Rita Lee tá padecendo do mesmo mal. Esqueci do Saia Justa e liguei direto no Law & Ordem: Criminal Intent. :O)
Ontem à noite, tomei meio litro de suco natural de maracujá com duas cápsulas de um calmante fitoterápico à base de Valeriana, Melissa (já notou que essas duas estão sempre juntas nessas formulações?) e de um tal de Cratacavalus (que imaginei ser uma espécie de Contacarneirus).
Enquanto assistia Seinfeld, tomei duas canecas chá para bebezinhos. E nada do sono chegar.
Especialistas dizem que não é legal ir pra cama sem estar no estado capotante. Voltei pra varanda e comecei a ler. Nada.
Liguei a tv. Nada.
Voltei pra cama. Desisti. Estava começando a ficar no estado enervante.
Voltei pra varanda. Contei estrelas. Várias delas. Assisti a mais um episódio inédito de Mad About You.
Fui pra cama. Não sei como adormeci.
Acordei às 7h15. Puta merda. Isso não é hora de acordar. É hora de estar no ônibus. Meleca.
Agora, 13h30, horário local, já tomei meio balde de café, mas continuo no estado capotante.
MANHÊÊÊ!!!!
Mais uma noite praticamente em claro.
Pela primeira vez, quase, mas quase perdi a hora. Foi por pouco. Tinha sobrado um anjo-da-guarda, também insone, de plantão.
Parece que a coisa não é só comigo. A Luciana comentou que a Rita Lee tá padecendo do mesmo mal. Esqueci do Saia Justa e liguei direto no Law & Ordem: Criminal Intent. :O)
Ontem à noite, tomei meio litro de suco natural de maracujá com duas cápsulas de um calmante fitoterápico à base de Valeriana, Melissa (já notou que essas duas estão sempre juntas nessas formulações?) e de um tal de Cratacavalus (que imaginei ser uma espécie de Contacarneirus).
Enquanto assistia Seinfeld, tomei duas canecas chá para bebezinhos. E nada do sono chegar.
Especialistas dizem que não é legal ir pra cama sem estar no estado capotante. Voltei pra varanda e comecei a ler. Nada.
Liguei a tv. Nada.
Voltei pra cama. Desisti. Estava começando a ficar no estado enervante.
Voltei pra varanda. Contei estrelas. Várias delas. Assisti a mais um episódio inédito de Mad About You.
Fui pra cama. Não sei como adormeci.
Acordei às 7h15. Puta merda. Isso não é hora de acordar. É hora de estar no ônibus. Meleca.
Agora, 13h30, horário local, já tomei meio balde de café, mas continuo no estado capotante.
MANHÊÊÊ!!!!
17 setembro, 2003
Bobagens.
Os meninos, na sexta-feira, contando a vida pregressa de suas famílias.
Então, um começou: - É, eu tinha a tia Fulana, irmã de mamãe. Tia Fulana era terrível. Dava pra Deus e todo mundo. Ela deu pra tanta gente, que resolveu virar freira.
- Sim, já que deu pra todo mundo, tava faltando dar pra Deus.
- É isso mesmo, rapaz. Ela entrou pra um convento carmelita. É daqueles que a mulher entra, não pode receber visita, só sai de lá morta.
- Já ouvi falar. Congregação Carmelita. É... Congregação Carmelita é o Big Brother do Senhor.
Ô, modeus.
Os meninos, na sexta-feira, contando a vida pregressa de suas famílias.
Então, um começou: - É, eu tinha a tia Fulana, irmã de mamãe. Tia Fulana era terrível. Dava pra Deus e todo mundo. Ela deu pra tanta gente, que resolveu virar freira.
- Sim, já que deu pra todo mundo, tava faltando dar pra Deus.
- É isso mesmo, rapaz. Ela entrou pra um convento carmelita. É daqueles que a mulher entra, não pode receber visita, só sai de lá morta.
- Já ouvi falar. Congregação Carmelita. É... Congregação Carmelita é o Big Brother do Senhor.
Ô, modeus.
14 setembro, 2003
Hoje, é só pra ela.
Niver da Bia, niver da Bia, niver da Bia.
La, la, ri, la, ri, la.
Bia é minha 1a afilhada, por ordem cronológica. (sou madrinha da Babica também)
Lembro-me até hoje da sensaçao de pegar a Bia no colo, em seu 3o ou 4o dia de vida, ainda na maternidade.
Foi quando, pra mim, ela passou a ser a Bióca. Tao pequena, tao querida.
Mas a Bióca passou a infância deixando todo mundo de cabelo em pé.
Nao comia nada a Bióca. Era de enlouquecer. Vontade de dar um soco.
Cresceu à base de miojo, batata frita, hamburguer do Bob´s e chicletes Ploc.(desconfio que ela colecionava as figurinhas).
Contrariando todos os dogmas de médicos, nutricionistas e das revistas femininas sempre de plantao, Bia tá linda, leve e poderosa, a bordo dos seus 16 anos. Eu tento imitar a dieta dela, mas nao dá o mesmo resultado.
Quis o destino que eu nao estivese presente na festa dos seus 15 anos. Eu estava em Belém, a trabalho.
E cá estou, longe de novo.
Sinto-me uma madrinha desnaturada, eu confesso. A pior das madrinhas.
O que me resta a dizer?
Feliz aniversário, Beatriz.
Eu amo você.
Niver da Bia, niver da Bia, niver da Bia.
La, la, ri, la, ri, la.
Bia é minha 1a afilhada, por ordem cronológica. (sou madrinha da Babica também)
Lembro-me até hoje da sensaçao de pegar a Bia no colo, em seu 3o ou 4o dia de vida, ainda na maternidade.
Foi quando, pra mim, ela passou a ser a Bióca. Tao pequena, tao querida.
Mas a Bióca passou a infância deixando todo mundo de cabelo em pé.
Nao comia nada a Bióca. Era de enlouquecer. Vontade de dar um soco.
Cresceu à base de miojo, batata frita, hamburguer do Bob´s e chicletes Ploc.(desconfio que ela colecionava as figurinhas).
Contrariando todos os dogmas de médicos, nutricionistas e das revistas femininas sempre de plantao, Bia tá linda, leve e poderosa, a bordo dos seus 16 anos. Eu tento imitar a dieta dela, mas nao dá o mesmo resultado.
Quis o destino que eu nao estivese presente na festa dos seus 15 anos. Eu estava em Belém, a trabalho.
E cá estou, longe de novo.
Sinto-me uma madrinha desnaturada, eu confesso. A pior das madrinhas.
O que me resta a dizer?
Feliz aniversário, Beatriz.
Eu amo você.
05 setembro, 2003
Ei???
Cheguei um pouco mais tarde do que de costume na agência.
- Bom dia
- Ana, você quer ir na Chácara com a gente? (note que a criatura nem me falou bom dia)
- Tá, o que é isso?? (sempre é bom perguntar)
- Um puteiro legal. Bora?
- Eu já te mandei à merda, hoje? (enquanto, calmamente, eu me servia de café)
Aos poucos, a equipe foi chegando. O trânsito tava mesmo brabo. Todo mundo chegou um pouco atrasado.
Lá pelas tantas:
- Ana, vc precisa me emprestar esse vestido.
- What???? (enquanto eu tirava o fone de ouvido)
- Ano passado, eu fui fantasiado de Mary Pink. Neste ano, quero ir com seu vestido. Me empresta?
Alguém pode me explicar o que está acontecendo por aqui, cacete?
Ninguém me explicou.
Quase na hora do almoco, reuniao de pré-produção de uma foto.
Conversa daqui, conversa dali, meu dupla dispara:
- Acho que o vestido da Ana seria uma toalha de mesa perfeita.
Danou-se.
Virei-me pro meu chefe e avisei: - Aê, chefia, vou chegar um pouco atrasada do almoco. Tenho que ir pra casa, trocar de roupa.
- ????
- Primeiro, me chamam pra ir a um puteiro, depois querem o meu vestido pra usar em desfile gay, agora pra toalha de mesa. Olha a situação.
Ele, pessoa muito séria, gargalhou.
O povo estava mesmo com a macaca, naquele dia.
Meio da tarde, producao pra foto toda montada. Parecia obra de prédio: 3 peões trabalhando e cinco em volta só olhando, manja? Era véspera de feriado, dá um desconto.
Até que um descoordenado derrubou café no chão. Senti 8 olhares esquisitos em minha direção.
- Nem vem! PANO DE CHAO, NÃOOOO!!!!!!!
Cheguei um pouco mais tarde do que de costume na agência.
- Bom dia
- Ana, você quer ir na Chácara com a gente? (note que a criatura nem me falou bom dia)
- Tá, o que é isso?? (sempre é bom perguntar)
- Um puteiro legal. Bora?
- Eu já te mandei à merda, hoje? (enquanto, calmamente, eu me servia de café)
Aos poucos, a equipe foi chegando. O trânsito tava mesmo brabo. Todo mundo chegou um pouco atrasado.
Lá pelas tantas:
- Ana, vc precisa me emprestar esse vestido.
- What???? (enquanto eu tirava o fone de ouvido)
- Ano passado, eu fui fantasiado de Mary Pink. Neste ano, quero ir com seu vestido. Me empresta?
Alguém pode me explicar o que está acontecendo por aqui, cacete?
Ninguém me explicou.
Quase na hora do almoco, reuniao de pré-produção de uma foto.
Conversa daqui, conversa dali, meu dupla dispara:
- Acho que o vestido da Ana seria uma toalha de mesa perfeita.
Danou-se.
Virei-me pro meu chefe e avisei: - Aê, chefia, vou chegar um pouco atrasada do almoco. Tenho que ir pra casa, trocar de roupa.
- ????
- Primeiro, me chamam pra ir a um puteiro, depois querem o meu vestido pra usar em desfile gay, agora pra toalha de mesa. Olha a situação.
Ele, pessoa muito séria, gargalhou.
O povo estava mesmo com a macaca, naquele dia.
Meio da tarde, producao pra foto toda montada. Parecia obra de prédio: 3 peões trabalhando e cinco em volta só olhando, manja? Era véspera de feriado, dá um desconto.
Até que um descoordenado derrubou café no chão. Senti 8 olhares esquisitos em minha direção.
- Nem vem! PANO DE CHAO, NÃOOOO!!!!!!!
Aromaterapia
A véspera do feriado foi muito divertida.
Um dia absurdamente quente, com céu azul, azul.
Parecia que todos os motoristas da cidade resolveram tirar suas carangas da garagem. Uma esbórnia.
Minha madrugada de quarta pra quinta havia sido desconfortável. Só adormeci por volta das 3h. Sono superficial e agitado. Na preguica de pensar, escolhi o primeiro vestido que vi no armário. Pela 1ª vez, lembrei de usar filtro solar. Minhas sardas triplicaram, desde que cheguei. Saí rtumo ao ponto de ônibus e comecei a me sentir melhor, apesar do sono absurdo. Notei que algo estava me deixando feliz. Muito feliz. Comecei a prestar aten´cao em mim e concluí que o aroma do filtro solar mudou meu estado de espírito. Eu me sentia em férias,, na praia. Delícia. Usem sempre, amigos. É muito bom.
A véspera do feriado foi muito divertida.
Um dia absurdamente quente, com céu azul, azul.
Parecia que todos os motoristas da cidade resolveram tirar suas carangas da garagem. Uma esbórnia.
Minha madrugada de quarta pra quinta havia sido desconfortável. Só adormeci por volta das 3h. Sono superficial e agitado. Na preguica de pensar, escolhi o primeiro vestido que vi no armário. Pela 1ª vez, lembrei de usar filtro solar. Minhas sardas triplicaram, desde que cheguei. Saí rtumo ao ponto de ônibus e comecei a me sentir melhor, apesar do sono absurdo. Notei que algo estava me deixando feliz. Muito feliz. Comecei a prestar aten´cao em mim e concluí que o aroma do filtro solar mudou meu estado de espírito. Eu me sentia em férias,, na praia. Delícia. Usem sempre, amigos. É muito bom.
03 setembro, 2003
P.F.
Mudei o roteiro e fui almoçar no restaurante da Faculdade de Enfermagem. Arroz, feijão preto (eu amo), farofa, espaguete e um filé de frango grelhado do tamanho de um prato de sobremesa.
Suco de cupuacú e picolé de açaí. Tudo a 4 reá.
Preciso comer lá pra sempre. Tenho comido muita tranqueira, ultimamente.
Mudei o roteiro e fui almoçar no restaurante da Faculdade de Enfermagem. Arroz, feijão preto (eu amo), farofa, espaguete e um filé de frango grelhado do tamanho de um prato de sobremesa.
Suco de cupuacú e picolé de açaí. Tudo a 4 reá.
Preciso comer lá pra sempre. Tenho comido muita tranqueira, ultimamente.
02 setembro, 2003
29 agosto, 2003
Foi nesta semana.
Tinha uma estagiária por aqui. E, desavisada, veio trabalhar com roupinha de verão. O frio aqui na sala é sempre cruel e notei que a pobrezinha estava sofrendo muito. Lembrei que um ex-colega tinha abandonado uma jaqueta, na primeira gaveta, e sugeri que ela a usasse.
Então, meu dupla dispara:
- Isso, usa mesmo. Tá certo que ele andou um tempo com uma micose, mas acho que não em problema, não.
Eu, já prevendo a merda: - Pois é. Foi feia a coisa.
- É. Impigem.
- Coitado. Tão novo.
- Mas ele teve sorte. Sarou.
- Rapaz, isso é muito raro. Impigem é uma praga. Quando pega....
E virando-se para a menina, ele disparou o tiro de misericórdia: - Mas pode usar a jaqueta sim, porque acho ele mandou lavar.
Acho que já estou pegando o espírito da coisa.
Tinha uma estagiária por aqui. E, desavisada, veio trabalhar com roupinha de verão. O frio aqui na sala é sempre cruel e notei que a pobrezinha estava sofrendo muito. Lembrei que um ex-colega tinha abandonado uma jaqueta, na primeira gaveta, e sugeri que ela a usasse.
Então, meu dupla dispara:
- Isso, usa mesmo. Tá certo que ele andou um tempo com uma micose, mas acho que não em problema, não.
Eu, já prevendo a merda: - Pois é. Foi feia a coisa.
- É. Impigem.
- Coitado. Tão novo.
- Mas ele teve sorte. Sarou.
- Rapaz, isso é muito raro. Impigem é uma praga. Quando pega....
E virando-se para a menina, ele disparou o tiro de misericórdia: - Mas pode usar a jaqueta sim, porque acho ele mandou lavar.
Acho que já estou pegando o espírito da coisa.
28 agosto, 2003
27 agosto, 2003
Ah, esses pesadelos.
Eles de novo. Essa noite foi cruel.
Sono leve e agitado. Difícil de adormecer.
Sonhei que uma pessoa conhecida minha, não me recordo quem, me indagava se eu era a autora do livro Causa Nobre.
Acordei no meio da madrugada.
Menos, Ana, menos.
Depois de muito custo, peguei no sono novamente.
Sonhei que estava andando por uma rua, com um amigo meu e fomos abordados por bandidos armados. Eles atiravam em nossa direção e eu tentava nos defender. Conseguia desviar os projéteis com a mão. Um ato de extrema bravura e inacreditável destreza psicomotora. Mas meu amigo foi atingido. Coitado do Marquinho. Teve morte instantânea. E acordei gritando que eu tinha sido atingida no fígado esquerdo. Isso mesmo. Fígado esquerdo, seja lá o que isso signifique. Passado o susto, comecei a refletir a razão dessa merda toda.
Ok. Estou nas páginas finais do Vivendo no Limite. Eu já havia contado pro cês que a leitura exige um certo estômago. Adormeci por volta das 5 da manhã, concluindo que são necessários também dois fígados.
Eles de novo. Essa noite foi cruel.
Sono leve e agitado. Difícil de adormecer.
Sonhei que uma pessoa conhecida minha, não me recordo quem, me indagava se eu era a autora do livro Causa Nobre.
Acordei no meio da madrugada.
Menos, Ana, menos.
Depois de muito custo, peguei no sono novamente.
Sonhei que estava andando por uma rua, com um amigo meu e fomos abordados por bandidos armados. Eles atiravam em nossa direção e eu tentava nos defender. Conseguia desviar os projéteis com a mão. Um ato de extrema bravura e inacreditável destreza psicomotora. Mas meu amigo foi atingido. Coitado do Marquinho. Teve morte instantânea. E acordei gritando que eu tinha sido atingida no fígado esquerdo. Isso mesmo. Fígado esquerdo, seja lá o que isso signifique. Passado o susto, comecei a refletir a razão dessa merda toda.
Ok. Estou nas páginas finais do Vivendo no Limite. Eu já havia contado pro cês que a leitura exige um certo estômago. Adormeci por volta das 5 da manhã, concluindo que são necessários também dois fígados.
26 agosto, 2003
25 agosto, 2003
Ah, o Bill.
Droga. O livro está acabado. Economizei o quanto eu pude. Mas restam apenas 6 ou 7 crônicas. Buá.
Foi o Bill quem me fez descobrir a razão para eu tropeçar tanto nas coisas.
das duas, uma: ou minhas pernas nunca foram devidadamente apresentadas uma à outra, ou eu tenho duas pernas esquerdas.
Bingo. Bill Bryson é o máximo.
Droga. O livro está acabado. Economizei o quanto eu pude. Mas restam apenas 6 ou 7 crônicas. Buá.
Foi o Bill quem me fez descobrir a razão para eu tropeçar tanto nas coisas.
das duas, uma: ou minhas pernas nunca foram devidadamente apresentadas uma à outra, ou eu tenho duas pernas esquerdas.
Bingo. Bill Bryson é o máximo.
As batatas.
Desde que cheguei aquim eu tava paquerando o carrinho de batata e banana fritas que fica no ponto de ônibus. Eu já havia experimentado as famigeradas e aclamadas bananas chips que vendem no supermercado. Não achei muita graça nelas. São de uma higiene quase hospitalar. Punk e autênticas mesmo são aquelas que o velhinho vende no ponto de ônibus. É certo que se você for uma pessoa razoavelmente sensata vai notar que aquele óleo no qual elas são fritas é de uma procedência bastante duvidosa. Sem contar a poeira e uma série de outros fatores. Mas é exatamente isso que torna a aventura tão emocionante. Na sexta-feira, resolvi arriscar (note como eu sou ajuizada. Escolhi a noite de sexta-feira porque caso meu fígado entrasse em colapso, eu teria o final de semana todo pra me recuperar. Eu ando pensando em tudo).
Então, tomei coragem e pedi um copinho de batata frita. Já cheguei chutando o balde e pedi logo o de 1 reá. (tem copinho de R$ 0,70, mas esse não inclui o catchup e a maionese). Lotei as batatas com catchup até a tampa e me senti a mais valente das criaturas.
Foi exatamente nessa hora que o 118 chegou. Meleca. Copinhos de batata fritas cheios de catchup e ônibus lotado não nasceram um para o outro. Mas a sorte estava a meu favor. Tinha um lugar no último banco. (isso, no banco dos bobos). Comecei a devorar as batatas assassinas - acho que podemeos chamá-las assim. Percebi que aquela mistura saturada de sal e gordura reciclada era mesmo bombástica. Notei que o cobrador me observava. Havia um misto de desaprovação e piedade naquele olhar. Eu compreendo. Estava chegando a minha hora de descer e nada das batatinhas acabarem (pensando bem, eu devia ter comprado o copinho de R$ 0,70). Pra localizar o $ da passagem, tive que apoiar o copo imundo de batatas na mesinha do cobrador. Não teve outro jeito. Notei naquela hora um misto de desaprovação e ódio em seu olhar. Não posso culpá-lo por isso. Pedi desculpas e desci. Emfim, sobrevivi. Às batatas e à ira do borador.
Sexta-feira que vem, vou experiemntar o copinho de banana frita. O de R$ 0,70. E acho que vou voltar de táxi. É só aguardar.
Desde que cheguei aquim eu tava paquerando o carrinho de batata e banana fritas que fica no ponto de ônibus. Eu já havia experimentado as famigeradas e aclamadas bananas chips que vendem no supermercado. Não achei muita graça nelas. São de uma higiene quase hospitalar. Punk e autênticas mesmo são aquelas que o velhinho vende no ponto de ônibus. É certo que se você for uma pessoa razoavelmente sensata vai notar que aquele óleo no qual elas são fritas é de uma procedência bastante duvidosa. Sem contar a poeira e uma série de outros fatores. Mas é exatamente isso que torna a aventura tão emocionante. Na sexta-feira, resolvi arriscar (note como eu sou ajuizada. Escolhi a noite de sexta-feira porque caso meu fígado entrasse em colapso, eu teria o final de semana todo pra me recuperar. Eu ando pensando em tudo).
Então, tomei coragem e pedi um copinho de batata frita. Já cheguei chutando o balde e pedi logo o de 1 reá. (tem copinho de R$ 0,70, mas esse não inclui o catchup e a maionese). Lotei as batatas com catchup até a tampa e me senti a mais valente das criaturas.
Foi exatamente nessa hora que o 118 chegou. Meleca. Copinhos de batata fritas cheios de catchup e ônibus lotado não nasceram um para o outro. Mas a sorte estava a meu favor. Tinha um lugar no último banco. (isso, no banco dos bobos). Comecei a devorar as batatas assassinas - acho que podemeos chamá-las assim. Percebi que aquela mistura saturada de sal e gordura reciclada era mesmo bombástica. Notei que o cobrador me observava. Havia um misto de desaprovação e piedade naquele olhar. Eu compreendo. Estava chegando a minha hora de descer e nada das batatinhas acabarem (pensando bem, eu devia ter comprado o copinho de R$ 0,70). Pra localizar o $ da passagem, tive que apoiar o copo imundo de batatas na mesinha do cobrador. Não teve outro jeito. Notei naquela hora um misto de desaprovação e ódio em seu olhar. Não posso culpá-lo por isso. Pedi desculpas e desci. Emfim, sobrevivi. Às batatas e à ira do borador.
Sexta-feira que vem, vou experiemntar o copinho de banana frita. O de R$ 0,70. E acho que vou voltar de táxi. É só aguardar.
24 agosto, 2003
ô, preguiça II
Hoje eu tinha planejado ir ao sambódromo assistir aos jogos finais do campeonato de volei de praia. Os insanos locais montaram uma quadra com areia. Esquemaço. A coisa deveria ser animada. Acordei às 7 horas, mas não deu coragem. O sol já estava feroz e a caminhada até o sambódromo é tarefa pra gente grande. Fiquei fazendo preguiça lânguida em casa, até às 11, e depois fui pro Caranguejo. Pra comer caranguejo, é claro. Só pra não perder o costume.
Hoje eu tinha planejado ir ao sambódromo assistir aos jogos finais do campeonato de volei de praia. Os insanos locais montaram uma quadra com areia. Esquemaço. A coisa deveria ser animada. Acordei às 7 horas, mas não deu coragem. O sol já estava feroz e a caminhada até o sambódromo é tarefa pra gente grande. Fiquei fazendo preguiça lânguida em casa, até às 11, e depois fui pro Caranguejo. Pra comer caranguejo, é claro. Só pra não perder o costume.
Ô, preguiça. I
Não fiz nada no final de semana. Saí pra fazer uma pequena caminhada, no sábado, logo cedinho. E só. Fiquei em casinha. Dormi pra caramba à tarde. TAva mesmo precisando. Foi uma semana meio enlouquecedora essa que acabou de passar. De bom mesmo, conversei com a Rê. , na sexta. Conversei também com meu primo-irmão/compadre Wal e com a minha mãe, no sábado. Fiquei animada com o saldo geral. A Rê está tirar férias e planeja passar uns dias por aqui. O Wal deve ira à Venezuela em breve e, na volta, talvez passe uns dias por aqui também. Setembro promete ser divertido. Que assim seja.
Não fiz nada no final de semana. Saí pra fazer uma pequena caminhada, no sábado, logo cedinho. E só. Fiquei em casinha. Dormi pra caramba à tarde. TAva mesmo precisando. Foi uma semana meio enlouquecedora essa que acabou de passar. De bom mesmo, conversei com a Rê. , na sexta. Conversei também com meu primo-irmão/compadre Wal e com a minha mãe, no sábado. Fiquei animada com o saldo geral. A Rê está tirar férias e planeja passar uns dias por aqui. O Wal deve ira à Venezuela em breve e, na volta, talvez passe uns dias por aqui também. Setembro promete ser divertido. Que assim seja.
22 agosto, 2003
Noite insone. Leituras torturantes.
Nada demais. Nada mesmo.
One day.
(The Verve) eles, de novo, merda.
One day maybe we will dance again
Under fiery skies
One day maybe you will love again
Love that never dies
One day maybe you will see the land
Touch skin with sand
You've been swimming in the lonely sea
With no company
Oh, don't you want to find?
Can't you hear this beauty in life?
The roads, the highs, breaking up your life
Can't you hear this beauty in life?
One day maybe you will cry again
Just like a child
You've gotta tie yourself to the mast my friend
And the storm will end
Oh, don't you want to find?
Can't you hear this beauty in life?
The times, the highs, breaking up your mind
Can't you hear this beauty in life?
Oh, you're too afraid to touch
Too afraid you'll like it too much
The roads, the times, breaking up your mind
Can't you hear this beauty in life?
One day maybe I will dance again
One day maybe I will love again
One day maybe we will dance again
You know you've gotta
Tie yourself to the mast my friend
And the storm will end
One day maybe you will love again
You've gotta tie yourself to the mast my friend
And the storm will end
Nada demais. Nada mesmo.
One day.
(The Verve) eles, de novo, merda.
One day maybe we will dance again
Under fiery skies
One day maybe you will love again
Love that never dies
One day maybe you will see the land
Touch skin with sand
You've been swimming in the lonely sea
With no company
Oh, don't you want to find?
Can't you hear this beauty in life?
The roads, the highs, breaking up your life
Can't you hear this beauty in life?
One day maybe you will cry again
Just like a child
You've gotta tie yourself to the mast my friend
And the storm will end
Oh, don't you want to find?
Can't you hear this beauty in life?
The times, the highs, breaking up your mind
Can't you hear this beauty in life?
Oh, you're too afraid to touch
Too afraid you'll like it too much
The roads, the times, breaking up your mind
Can't you hear this beauty in life?
One day maybe I will dance again
One day maybe I will love again
One day maybe we will dance again
You know you've gotta
Tie yourself to the mast my friend
And the storm will end
One day maybe you will love again
You've gotta tie yourself to the mast my friend
And the storm will end
20 agosto, 2003
A última dos meninos
Tava eu tomando um cafezinho, um deles chegou perto de mim e começou a cutucar a minha têmpora.
- Tem uma coisinha branca, aqui.
- Papel?
- Não. Mas não quer sair.
- Pasta de dente?
- Não sei. Vai lá ver no espelho.
- Depois. Tô com preguiça.
(O outro) - Se eu fosse você, iria correndo. Você sabe.... Michael Jackson começou assim..
Agora pergunto: Eu preciso de inimigos? Preciso?
Tava eu tomando um cafezinho, um deles chegou perto de mim e começou a cutucar a minha têmpora.
- Tem uma coisinha branca, aqui.
- Papel?
- Não. Mas não quer sair.
- Pasta de dente?
- Não sei. Vai lá ver no espelho.
- Depois. Tô com preguiça.
(O outro) - Se eu fosse você, iria correndo. Você sabe.... Michael Jackson começou assim..
Agora pergunto: Eu preciso de inimigos? Preciso?
A coisa começa a complicar.
Por uma grande ironia do destino, tentei pagar a conta de energia elétrica pelo telefone. Aquele serviço básico que todo banco oferece para maior comodidade dos seus clientes, sabe? Levaram alguns minutos para a mocinha do outro lado da linha concluir que o banco não está habilitado a receber pagamentos de contas da Manaus Energia.
Que delícia. Vou ter que ir de ônibus à uma agência dos Correios. Quer coisa mais de pobre do que isso? Melhor entrar no clima e comprar também uma Telesena da Independência logo de uma vez.
Por uma grande ironia do destino, tentei pagar a conta de energia elétrica pelo telefone. Aquele serviço básico que todo banco oferece para maior comodidade dos seus clientes, sabe? Levaram alguns minutos para a mocinha do outro lado da linha concluir que o banco não está habilitado a receber pagamentos de contas da Manaus Energia.
Que delícia. Vou ter que ir de ônibus à uma agência dos Correios. Quer coisa mais de pobre do que isso? Melhor entrar no clima e comprar também uma Telesena da Independência logo de uma vez.
Por que só comigo?
Eu tinha que ajeitar um monte de documentos, organizar meus papéis, ontem. Pois foi eu chegar em casa, pimba: caiu uma tempestade descomunal e acabou a luz. E eu, morrendo de fome, sem conseguir enxergar nada na cozinha.
Então, está anotado tudo na próxima lista de compras. Um maço de velas, um guarda-chuva e, claro, um gerador de energia.
Hunf.
Eu tinha que ajeitar um monte de documentos, organizar meus papéis, ontem. Pois foi eu chegar em casa, pimba: caiu uma tempestade descomunal e acabou a luz. E eu, morrendo de fome, sem conseguir enxergar nada na cozinha.
Então, está anotado tudo na próxima lista de compras. Um maço de velas, um guarda-chuva e, claro, um gerador de energia.
Hunf.
14 agosto, 2003
13 agosto, 2003
Acidentes domésticos: as estatísiticas comprovam tudo.
Por uma grande coincidência, tava lendo isso aqui, ontem a noite. Olha só que legal.
Mas, doutor, eu só dei uma deitadinha...
por Bill Bryson.
Eis aqui um fato. Segundo as últimas estatísticas publicadas no Statistical Astract of United States, todos os anos mais de 400 mil norte-americanos sofrem acidentes domésticos com camas, colchões e travesseiros. Pense um pouco nisso. São quase 2 mil acidentes por dia. Enquanto você lê este artigo, 4 americanos terão, sabe-se lá como, tido um acidente com seus apetrechos de dormir. Meu objetivo aqui não é sugerir que os norte-americanos sejam mais ineptos que o resto do mundo na hora de deitar e dormir (embora obviamente existam milhares que se beneficiariam com um treinamento adicional), e sem observar que não existe quase nenhuma estatística relacionada com esta vasta e esparramada nação que não nos faça parar pra pensar.
[...] Mas é aí que está o xis da questão dos acidentes dométicos, a se acreditar na Tabela no. 206 (a dos acidentes relacionados a produtos de consumo) - eles podem acontecer com praticamente qualquer coisa. Em 1992, (útilmo ano para o qual há dados disponíveis) mais de 400 mil pessoas nos Estados Unidos sofreram acidentes com cadeiras, sofás e sofás-camas. O que pensar deste número? Será que ele nos diz algo de contundente sobre o desenho do mobiliário moderno ou simplesmente que os norte-americanos são absolutamente descuidados na hora de sentar? O certo é que o problema está se agravando. Houve 30 mil acidentes a mais com cadeiras e sofás-camas do que no ano anterior, o que sem dúvida é preocupante, mesmo para aqueles que são definitivamente destemidos diante de sofás e poltronas. (Aliás, talves esteja aí o nó da questão: excesso de confiança).
[...] Também gostaria muito de bater um papo com qualquer das 263 mil pessoas feridas por tetos, paredes e lambris. Impossível pensar em algum ferido por um teto que não tenha alguma história para contar.
[...] Mas quem eu realmente gostaria de conhecer são os 142 mil infelizes que tiveram de passar por tratamento de emergência por terem sido feridos por roupas.
E ele finaliza brilhantemente:
[...] O que isso sisgnifica, claro, é apenas que, estatisticamente falando, em New Hampshire tenho uma probalidade muito maior de ser ferido pelo meu teto ou pelas minhas cuecas – para citar apenas dois dos exemplos potencialmente letais – do que por um estranho e, francamente, não acho isso nem um pouco reconfortante.
20 de outubro de 1996
Por uma grande coincidência, tava lendo isso aqui, ontem a noite. Olha só que legal.
Mas, doutor, eu só dei uma deitadinha...
por Bill Bryson.
Eis aqui um fato. Segundo as últimas estatísticas publicadas no Statistical Astract of United States, todos os anos mais de 400 mil norte-americanos sofrem acidentes domésticos com camas, colchões e travesseiros. Pense um pouco nisso. São quase 2 mil acidentes por dia. Enquanto você lê este artigo, 4 americanos terão, sabe-se lá como, tido um acidente com seus apetrechos de dormir. Meu objetivo aqui não é sugerir que os norte-americanos sejam mais ineptos que o resto do mundo na hora de deitar e dormir (embora obviamente existam milhares que se beneficiariam com um treinamento adicional), e sem observar que não existe quase nenhuma estatística relacionada com esta vasta e esparramada nação que não nos faça parar pra pensar.
[...] Mas é aí que está o xis da questão dos acidentes dométicos, a se acreditar na Tabela no. 206 (a dos acidentes relacionados a produtos de consumo) - eles podem acontecer com praticamente qualquer coisa. Em 1992, (útilmo ano para o qual há dados disponíveis) mais de 400 mil pessoas nos Estados Unidos sofreram acidentes com cadeiras, sofás e sofás-camas. O que pensar deste número? Será que ele nos diz algo de contundente sobre o desenho do mobiliário moderno ou simplesmente que os norte-americanos são absolutamente descuidados na hora de sentar? O certo é que o problema está se agravando. Houve 30 mil acidentes a mais com cadeiras e sofás-camas do que no ano anterior, o que sem dúvida é preocupante, mesmo para aqueles que são definitivamente destemidos diante de sofás e poltronas. (Aliás, talves esteja aí o nó da questão: excesso de confiança).
[...] Também gostaria muito de bater um papo com qualquer das 263 mil pessoas feridas por tetos, paredes e lambris. Impossível pensar em algum ferido por um teto que não tenha alguma história para contar.
[...] Mas quem eu realmente gostaria de conhecer são os 142 mil infelizes que tiveram de passar por tratamento de emergência por terem sido feridos por roupas.
E ele finaliza brilhantemente:
[...] O que isso sisgnifica, claro, é apenas que, estatisticamente falando, em New Hampshire tenho uma probalidade muito maior de ser ferido pelo meu teto ou pelas minhas cuecas – para citar apenas dois dos exemplos potencialmente letais – do que por um estranho e, francamente, não acho isso nem um pouco reconfortante.
20 de outubro de 1996
11 agosto, 2003
O tombo do século.
Foi horrível. Eu acordei em queda livre. Tarde demais. Nada a ser feito. Isso mesmo. Eu caí da cama. Pronto, contei. Não me pergunte como eu consegui, porque eu não saberei responder.
Saldo do prejuízo: um hematoma horrível no braço direito, um galo na testa, dores no corpo todo. Sem falar na humilhação.
Acho que antes de ir pra casa, vou parar no shopping. Vou comprar um berço pra mim. É mais seguro.
Foi horrível. Eu acordei em queda livre. Tarde demais. Nada a ser feito. Isso mesmo. Eu caí da cama. Pronto, contei. Não me pergunte como eu consegui, porque eu não saberei responder.
Saldo do prejuízo: um hematoma horrível no braço direito, um galo na testa, dores no corpo todo. Sem falar na humilhação.
Acho que antes de ir pra casa, vou parar no shopping. Vou comprar um berço pra mim. É mais seguro.
Agora vai.
No sábado, fui ao Mercado Central e comprei uma panela. Perfeita. Vou voltar a cozinhar em casa e preparar omeletes e batatas-rosti maravilhosas. Eu já estava farta de jantar sanduíches de queijo toda noite. A única coisa que não tem como enjoar é sorvete de açaí. Duas bolotas, todas as noites.
No sábado, fui ao Mercado Central e comprei uma panela. Perfeita. Vou voltar a cozinhar em casa e preparar omeletes e batatas-rosti maravilhosas. Eu já estava farta de jantar sanduíches de queijo toda noite. A única coisa que não tem como enjoar é sorvete de açaí. Duas bolotas, todas as noites.
08 agosto, 2003
05 agosto, 2003
Notícias de Godzila.
A Simone me ligou, ontem. Contou que o maleta tá ótimo e brinca com todo mundo. Parece que nem está sentindo mais a minha falta. Ingrato.
Depois fiquei pensando: bem que Deus Grego podia ter cumprido a promessa de montar um pet hotel na clínica dele. Preciso me lembrar de mandar um cartão postal. Suspiros.
A Simone me ligou, ontem. Contou que o maleta tá ótimo e brinca com todo mundo. Parece que nem está sentindo mais a minha falta. Ingrato.
Depois fiquei pensando: bem que Deus Grego podia ter cumprido a promessa de montar um pet hotel na clínica dele. Preciso me lembrar de mandar um cartão postal. Suspiros.
03 agosto, 2003
Sonho recorrente.
Nesta madrugada, ele, de novo. Oh, boy!
Não exatamente o mesmo sonho. Mas o mesmo tema. Uma espécie de continuação do filme. Bosta. Não quero mais dormir, nem sonhar. Não esse sonho. Traga-me um outro cardápio, por favor. Acordei travada, novamente. Não, não. Chega.
Antes de levantar-me, tomei algumas decisões importantes:
1- Nunca mais ouvir Velvet Morning na vida, o que inclui jogar o CD do The Verve no lixo, sem dó, nem piedade. Que dó.Sou contra radicalismos.
2- Dar um tempo na leitura do livro Vivendo no Limete. Tenho sérias suspeitas de que ele é o grande culpado na origem dessa porra toda. Mas, justo agora que eu tô quase acabando? Só mais 5 minutos, vá!
3- Não ficar parada em casa. Sair. Ver gente na rua. Descobrir coisas. É isso.
Sair, bom. Ficar em casa, não bom.
Amanhã é segunda. Tudo de volta à normalidade.
Nesta madrugada, ele, de novo. Oh, boy!
Não exatamente o mesmo sonho. Mas o mesmo tema. Uma espécie de continuação do filme. Bosta. Não quero mais dormir, nem sonhar. Não esse sonho. Traga-me um outro cardápio, por favor. Acordei travada, novamente. Não, não. Chega.
Antes de levantar-me, tomei algumas decisões importantes:
1- Nunca mais ouvir Velvet Morning na vida, o que inclui jogar o CD do The Verve no lixo, sem dó, nem piedade. Que dó.Sou contra radicalismos.
2- Dar um tempo na leitura do livro Vivendo no Limete. Tenho sérias suspeitas de que ele é o grande culpado na origem dessa porra toda. Mas, justo agora que eu tô quase acabando? Só mais 5 minutos, vá!
3- Não ficar parada em casa. Sair. Ver gente na rua. Descobrir coisas. É isso.
Sair, bom. Ficar em casa, não bom.
Amanhã é segunda. Tudo de volta à normalidade.
Pesquisa de preços.
Se tem uma coisa que sobra nesta terra é salão de beleza. É sério. Sem sacanagem. Tem um em cada esquina. Tem mais salão de beleza do que butecos. Só aqui, no bairro, já contei uns 5. Sem falar daqueles nos shoppings. Esses são pra madame, portanto não entram na conta.
Tô falando de salão de beleza pra pobres mortais, assim como nós.
Então, eu tava num pequeno shopping, onde habita meu supermercado predileto (sim, eu já tenho um) e vi um salão de beleza com uma tabela de preços colada na porta. Aquela listinha básica que toda mulher conhece desde o berço. O que me chamou a atenção foram os últimos ítens:
- depilação básica e artística (sic) - R$ 15
- enrolados em geral (sic) - R$ 10
Achei melhor sair correndo dalí.
Se tem uma coisa que sobra nesta terra é salão de beleza. É sério. Sem sacanagem. Tem um em cada esquina. Tem mais salão de beleza do que butecos. Só aqui, no bairro, já contei uns 5. Sem falar daqueles nos shoppings. Esses são pra madame, portanto não entram na conta.
Tô falando de salão de beleza pra pobres mortais, assim como nós.
Então, eu tava num pequeno shopping, onde habita meu supermercado predileto (sim, eu já tenho um) e vi um salão de beleza com uma tabela de preços colada na porta. Aquela listinha básica que toda mulher conhece desde o berço. O que me chamou a atenção foram os últimos ítens:
- depilação básica e artística (sic) - R$ 15
- enrolados em geral (sic) - R$ 10
Achei melhor sair correndo dalí.
A melhor tapioquinha do mundo.
Ela mora aqui, bem perto de casa. Na pracinha do Conjunto Eldorado, perto da lavanderia.Descobri isso ontem, olha só. Toda tapioquinha que eu já comi na vida era sempre feita de dois jeitos: ou dobrada como um crepe, ou enrolada como uma panqueca.
Pois a mulher da pracinha faz uma recheada. Isso mesmo. Ela prepara duas bases de tapioquinha e coloca o queijo no meio pra derreter. Fica do tamanho de uma pizza brotinho. Depois ela corta em 4 triângulos e serve num prato retangular. Um charme. E aí, você senta-se à uma mesa sob uma árvore e lê o jornal do dia, enquanto degusta aquele manjar dos deuses. Acompanha um café preto.
Não existe brunch melhor. Acredite.
Ela mora aqui, bem perto de casa. Na pracinha do Conjunto Eldorado, perto da lavanderia.Descobri isso ontem, olha só. Toda tapioquinha que eu já comi na vida era sempre feita de dois jeitos: ou dobrada como um crepe, ou enrolada como uma panqueca.
Pois a mulher da pracinha faz uma recheada. Isso mesmo. Ela prepara duas bases de tapioquinha e coloca o queijo no meio pra derreter. Fica do tamanho de uma pizza brotinho. Depois ela corta em 4 triângulos e serve num prato retangular. Um charme. E aí, você senta-se à uma mesa sob uma árvore e lê o jornal do dia, enquanto degusta aquele manjar dos deuses. Acompanha um café preto.
Não existe brunch melhor. Acredite.
Momento Seinfeld.
Na lavanderia, a moça tava conferindo as roupas e ficou mais tempo do que o normal olhando pro meu vestido marrom. Na hora, lembrei-me do episódio de sexta-feira, quando o Jerry levou o seu terno Armani pra lavanderia e, à noite, enconcontrou o tintureiro usando o próprio, na fila do cinema.
Se eu encontrar a moça da lavanderia na rua usando meu vestido marrom, juro que eu mato. Morte lenta e com requintes de crueldade.
Sorry. Eu morro de ciúmes do meu vestido marrom.
Na lavanderia, a moça tava conferindo as roupas e ficou mais tempo do que o normal olhando pro meu vestido marrom. Na hora, lembrei-me do episódio de sexta-feira, quando o Jerry levou o seu terno Armani pra lavanderia e, à noite, enconcontrou o tintureiro usando o próprio, na fila do cinema.
Se eu encontrar a moça da lavanderia na rua usando meu vestido marrom, juro que eu mato. Morte lenta e com requintes de crueldade.
Sorry. Eu morro de ciúmes do meu vestido marrom.
The Day After - Sábado, 10h.
Acordei com uma ressaca existencial braba. Talvez eu precisasse ir à agência, mas nada confirmado. Eu estava sem reação.
Bora resolver a vida, sua anta, pq você não viajou mais de 15.000 km pra ficar de bobeira, certo? Certo. Liguei pra agência, conversei com o chefe. Ueba! Ele aprovou, por telefone, o texto que eu havia deixado sobre sua mesa, na tarde de sexta-feira. Meu chefe é mesmo um anjo.
Mas já era um pouco tarde pra ir ao Mercado Central. O legal é ir logo cedo.
Decidi levar minhas roupas à lavanderia, fazer uma caminhada pelo bairro e depois ir ao supermercado pra garantir os víveres da semana.
O dia e alma não estavam pra grandes performances.
Acordei com uma ressaca existencial braba. Talvez eu precisasse ir à agência, mas nada confirmado. Eu estava sem reação.
Bora resolver a vida, sua anta, pq você não viajou mais de 15.000 km pra ficar de bobeira, certo? Certo. Liguei pra agência, conversei com o chefe. Ueba! Ele aprovou, por telefone, o texto que eu havia deixado sobre sua mesa, na tarde de sexta-feira. Meu chefe é mesmo um anjo.
Mas já era um pouco tarde pra ir ao Mercado Central. O legal é ir logo cedo.
Decidi levar minhas roupas à lavanderia, fazer uma caminhada pelo bairro e depois ir ao supermercado pra garantir os víveres da semana.
O dia e alma não estavam pra grandes performances.
Noites terríveis.
Tudo começou na noite de 5a.-feira passada.
Tava terminando um episódio de Seinfeld, quando começou a barulheira.
Um maldito show de pagode, a algumas quadras de casa. A maldição começou eram mais de 22h30. Notem que lei do silêncio não existe por aqui. Se existe, pelo menos às 5as-feiras está liberado. Pois a porra toda rolou até 2h30 da madruga.
O som parecia vir da minha sala.
Ninguém trabalha amanhã, não? Merda.
Cheguei na agência com um humor do cão. Os meninos foram logo me avisando que o pior ainda estava por vir. Ensaios de escola de samba também costumam rolar por alí. Além do que, na sexta-feira teria um show da Ivete Sangalo. Puta que me pariu. Assim não dá. E assim foi. Na noite de sexta-feira, logo depois do Seinfeld, começou a barulheira de novo. Sim, são pontuais os filhos da puta.
Eu estava tão exausta que capotei por volta da meia-noite.
Tive o sonho mais estranho dos últimos anos. Não foi um pesadelo. Foi um sonho. Um sonho inquietante. Angustiante é a palavra exata.
Acordei achando que já era de manhã. Bosta. Ainda era 1h30.
Vi o dia amanhecer, enquanto bitucas de cigarro se acumulavam no cinzeiro improvisado.
Bem feito. Quem mandou ouvir Velvet Morning durante a tarde? Quem Mandou? Bem feito.
E trate de comprar logo um cinzeiro de gente.
Tudo começou na noite de 5a.-feira passada.
Tava terminando um episódio de Seinfeld, quando começou a barulheira.
Um maldito show de pagode, a algumas quadras de casa. A maldição começou eram mais de 22h30. Notem que lei do silêncio não existe por aqui. Se existe, pelo menos às 5as-feiras está liberado. Pois a porra toda rolou até 2h30 da madruga.
O som parecia vir da minha sala.
Ninguém trabalha amanhã, não? Merda.
Cheguei na agência com um humor do cão. Os meninos foram logo me avisando que o pior ainda estava por vir. Ensaios de escola de samba também costumam rolar por alí. Além do que, na sexta-feira teria um show da Ivete Sangalo. Puta que me pariu. Assim não dá. E assim foi. Na noite de sexta-feira, logo depois do Seinfeld, começou a barulheira de novo. Sim, são pontuais os filhos da puta.
Eu estava tão exausta que capotei por volta da meia-noite.
Tive o sonho mais estranho dos últimos anos. Não foi um pesadelo. Foi um sonho. Um sonho inquietante. Angustiante é a palavra exata.
Acordei achando que já era de manhã. Bosta. Ainda era 1h30.
Vi o dia amanhecer, enquanto bitucas de cigarro se acumulavam no cinzeiro improvisado.
Bem feito. Quem mandou ouvir Velvet Morning durante a tarde? Quem Mandou? Bem feito.
E trate de comprar logo um cinzeiro de gente.
02 agosto, 2003
31 julho, 2003
O longo caminho de volta.
Saí da agência um pouco mais tarde. Perdi o 118. (aqui, você pede o ônibus pelo número). Como depois do 118, sempre vem o 404, fiquei esperando. Passaram o 645, 613, 403, 405, 407. Depois vieram o 516, 504, 508, 13 e o 407 de novo. Deu vontade de pegar o 403 que, afinal, é vizinho do 404, se a gente for pensar bem.
Mais de 20 minutos e nem sinal do 118, nem do 404.
Minha vontade mesmo, era de pegar um taxi. Antes que eu voltasse a blasfemar compulsivamente, surgiu o 118.
Nada como chegar em casa e desmaiar na cadeira da varanda, não?
Saí da agência um pouco mais tarde. Perdi o 118. (aqui, você pede o ônibus pelo número). Como depois do 118, sempre vem o 404, fiquei esperando. Passaram o 645, 613, 403, 405, 407. Depois vieram o 516, 504, 508, 13 e o 407 de novo. Deu vontade de pegar o 403 que, afinal, é vizinho do 404, se a gente for pensar bem.
Mais de 20 minutos e nem sinal do 118, nem do 404.
Minha vontade mesmo, era de pegar um taxi. Antes que eu voltasse a blasfemar compulsivamente, surgiu o 118.
Nada como chegar em casa e desmaiar na cadeira da varanda, não?
Dia de cão.
Todo mundo tem um. E o meu primeiro dia de cão em Manaus foi ontem.
Eu tinha que ir a um Banco 24h para efetuar um depósito, na hora do almoço. Coisa simples: pegar um ônibus, chegar lá, depositar, pegar outro ônibus de volta. E com um pouco de sorte, ainda daria tempo de comer alguma coisa.
Então, eu fui. Peguei o ônibus certinho. Desci no hipermercado onde tem um 24h. Descobri que aquele equipamento não aceita depósitos. Voltei para o ponto do ônibus. Um calor também do cão. Nada do ônibus passar.
Consegui chegar ao Caixa Eletrônico, dentro de um posto de gasolina.
Tentei mandar o doc. Não sabia o n. do banco. Esqueci o celular na agência. Entrei no Select pra comprar cartão telefônico. Andei até o orelhão. Liguei pra São Paulo. Anotei o n. do banco. Voltei ao Caixa Eletrônico. Consegui mandar bendito o doc. Voltei ao Select, comprei cigarros a preço de tabela (isso é raríssimo por aqui) e tomei um copo de iogurte. Caminhei uns 200 metros até o ponto de ônibus, sob uma temperatura de 36 graus. Peguei um ônibus errado, que me deixou a uns 300 metros da agência. Cheguei com a camisa grudada no corpo e os cabelos ensopados. Eu era puro suor e blasfêmias. Temperatura da sala: 19 graus. Ainda vou morrer disso.
Todo mundo tem um. E o meu primeiro dia de cão em Manaus foi ontem.
Eu tinha que ir a um Banco 24h para efetuar um depósito, na hora do almoço. Coisa simples: pegar um ônibus, chegar lá, depositar, pegar outro ônibus de volta. E com um pouco de sorte, ainda daria tempo de comer alguma coisa.
Então, eu fui. Peguei o ônibus certinho. Desci no hipermercado onde tem um 24h. Descobri que aquele equipamento não aceita depósitos. Voltei para o ponto do ônibus. Um calor também do cão. Nada do ônibus passar.
Consegui chegar ao Caixa Eletrônico, dentro de um posto de gasolina.
Tentei mandar o doc. Não sabia o n. do banco. Esqueci o celular na agência. Entrei no Select pra comprar cartão telefônico. Andei até o orelhão. Liguei pra São Paulo. Anotei o n. do banco. Voltei ao Caixa Eletrônico. Consegui mandar bendito o doc. Voltei ao Select, comprei cigarros a preço de tabela (isso é raríssimo por aqui) e tomei um copo de iogurte. Caminhei uns 200 metros até o ponto de ônibus, sob uma temperatura de 36 graus. Peguei um ônibus errado, que me deixou a uns 300 metros da agência. Cheguei com a camisa grudada no corpo e os cabelos ensopados. Eu era puro suor e blasfêmias. Temperatura da sala: 19 graus. Ainda vou morrer disso.
28 julho, 2003
Livros
O susto inicial: não há livros para se comprar nessa terra. Cheguei até a pensar em deixar um bilhete pro povo da agência dizendo: valeu, meninos. Foi lindo, mas não vai dar pra eu ficar, não.
Medo. Até que eu achei uma bookstore.
Alívio. Não só tinham livros interessantes, como também tinha uma barraquinha de ofertas: qualquer título a 9 reá.
Uma maravilha.
Estou lendo 4.
- Mrs. Dalloway de Virgínia Wolf, com tradução de Mario Quintana. Esse eu me dei de presente, primeiro porque eu mereço e também porque o livro da Simone de Beauvoir estava me deixando profundamente deprimida. Eu odeio Nelson Algren. Odeio.
- Megalomania de Freud de Israel Rosenfield.
É o tipo de leitura que não recomendo para leigos. Pra entender a ironia do tema, tem que ter lido muito Freud na vida. Lamento ter deixado o Freud Além da Alma, de Sartre em Sampa. A leitura simultânea seria perfeita.
- Vivendo no limite de Joe Connely.
É o livro que inspirou Martin Scorsese no filme com o mesmo nome. O filme é foda. O livro também. O porra-louca do Joe viajou tudo que pode pelos EUA, até que decidiu fazer um curso de enfermagem e desabou no Harlem como paramédico. O cara é bom. Mas só pra quem tem estômago, se é que me entendem.
Crônicas de um País bem grande de Bill Bryson.
Um americano que viveu por 20 anos na Inglaterra e, já a caminho da meia-idade, voltou aos EUA. É uma leitura que estou economizando. Leio 2 ou 3 crônicas, choro de rir, fecho e deixo o restante para depois. Sim, algumas leituras me obrigam a isso. Eu gosto tanto que não quero que acabe. Fiz isso com Viciada em Feing Shuy, cujo autor é, surpreendentemente, um homem.
MAs, enfim, estou completamente apaixonada pelo Bryson. Ele é genial.
O susto inicial: não há livros para se comprar nessa terra. Cheguei até a pensar em deixar um bilhete pro povo da agência dizendo: valeu, meninos. Foi lindo, mas não vai dar pra eu ficar, não.
Medo. Até que eu achei uma bookstore.
Alívio. Não só tinham livros interessantes, como também tinha uma barraquinha de ofertas: qualquer título a 9 reá.
Uma maravilha.
Estou lendo 4.
- Mrs. Dalloway de Virgínia Wolf, com tradução de Mario Quintana. Esse eu me dei de presente, primeiro porque eu mereço e também porque o livro da Simone de Beauvoir estava me deixando profundamente deprimida. Eu odeio Nelson Algren. Odeio.
- Megalomania de Freud de Israel Rosenfield.
É o tipo de leitura que não recomendo para leigos. Pra entender a ironia do tema, tem que ter lido muito Freud na vida. Lamento ter deixado o Freud Além da Alma, de Sartre em Sampa. A leitura simultânea seria perfeita.
- Vivendo no limite de Joe Connely.
É o livro que inspirou Martin Scorsese no filme com o mesmo nome. O filme é foda. O livro também. O porra-louca do Joe viajou tudo que pode pelos EUA, até que decidiu fazer um curso de enfermagem e desabou no Harlem como paramédico. O cara é bom. Mas só pra quem tem estômago, se é que me entendem.
Crônicas de um País bem grande de Bill Bryson.
Um americano que viveu por 20 anos na Inglaterra e, já a caminho da meia-idade, voltou aos EUA. É uma leitura que estou economizando. Leio 2 ou 3 crônicas, choro de rir, fecho e deixo o restante para depois. Sim, algumas leituras me obrigam a isso. Eu gosto tanto que não quero que acabe. Fiz isso com Viciada em Feing Shuy, cujo autor é, surpreendentemente, um homem.
MAs, enfim, estou completamente apaixonada pelo Bryson. Ele é genial.
O trânsito em Manaus.
Se tem uma coisa complicada aqui é a vida de pedestre. O risco de atravessar uma rua é enorme. Ninguém respeita as faixas de rolamento. Uma selvageria.
Andar de ônibus até que é fácil de encarar. Na boa. E antes que me perguntem, já vou logo adiantando: ainda nao levei nenhum tombo no ônibus. Mas é tudo uma questão de tempo. É só aguardar.
Se tem uma coisa complicada aqui é a vida de pedestre. O risco de atravessar uma rua é enorme. Ninguém respeita as faixas de rolamento. Uma selvageria.
Andar de ônibus até que é fácil de encarar. Na boa. E antes que me perguntem, já vou logo adiantando: ainda nao levei nenhum tombo no ônibus. Mas é tudo uma questão de tempo. É só aguardar.
26 julho, 2003
O primeiro passeio.
Pelo menos até agora, tá tudo dentro do planejado.
Acordei cedo e fiquei bundando um pouco em casa. Decidi que eu iria conhecer o Mercado Central. Acho que esse é um hábito que herdei do meu avô, um grande viajante: eu sempre preciso conhecer o mercado central das cidades por onde eu passo. Fumei um cigarro na varanda e me lembrei das recomendações de um colega:
- Se você vai ao mercado sozinha, tudo bem, mas tenta não parecer muito turista pra não ser assaltada.
- Tá. Como eu faço isso?
Silêncio. - Hum, não tem muito jeito não.
- Melhor rezar?
- Melhor rezar, e não levar bolsa.
- Certo, mano.
E lá fui eu, crente que estava mimetizada entre os nativos.
Desci na estação hidroviária e ao dar o primeiro passo sobre a calçada, um homem me aborda, oferecendo serviços de passeios de barco e city tour de taxi.
Puta merda, eu não acerto uma.
No final, deu tudo certo.
Me diverti um bocado. Fiquei menos do que eu imaginava, tá certo. Mas, o calor estava começando a ficar insuportável, por volta das 11h.
E eu que tava doida pra comer um caboquinho, tive que mudar de planos.
Calma, aê. Caboquinho não é gente, é um sanduba feito com casca de tucumã e queijo coalho.
Comprei uma cesta de palha linda de morrer, pra transportar pequenas compras cotidianas e as roupas pra lavanderia. Nela estou trazendo pra casa o jornal do dia, maços de cigarro, mamão papaia, sabonete líquido de andiroba, um garfo e uma faca. Parei no supermercado e me dei de presente uma garrafa da Sunny Days pra brindar as minhas vitórias.
Amanhã eu passo aqui de novo, pra contar mais coisas. Deixei minhas anotações em casa.
Ah, sim. Comprei eu caboquinho pra viagem. E não fui assaltada.
Pelo menos até agora, tá tudo dentro do planejado.
Acordei cedo e fiquei bundando um pouco em casa. Decidi que eu iria conhecer o Mercado Central. Acho que esse é um hábito que herdei do meu avô, um grande viajante: eu sempre preciso conhecer o mercado central das cidades por onde eu passo. Fumei um cigarro na varanda e me lembrei das recomendações de um colega:
- Se você vai ao mercado sozinha, tudo bem, mas tenta não parecer muito turista pra não ser assaltada.
- Tá. Como eu faço isso?
Silêncio. - Hum, não tem muito jeito não.
- Melhor rezar?
- Melhor rezar, e não levar bolsa.
- Certo, mano.
E lá fui eu, crente que estava mimetizada entre os nativos.
Desci na estação hidroviária e ao dar o primeiro passo sobre a calçada, um homem me aborda, oferecendo serviços de passeios de barco e city tour de taxi.
Puta merda, eu não acerto uma.
No final, deu tudo certo.
Me diverti um bocado. Fiquei menos do que eu imaginava, tá certo. Mas, o calor estava começando a ficar insuportável, por volta das 11h.
E eu que tava doida pra comer um caboquinho, tive que mudar de planos.
Calma, aê. Caboquinho não é gente, é um sanduba feito com casca de tucumã e queijo coalho.
Comprei uma cesta de palha linda de morrer, pra transportar pequenas compras cotidianas e as roupas pra lavanderia. Nela estou trazendo pra casa o jornal do dia, maços de cigarro, mamão papaia, sabonete líquido de andiroba, um garfo e uma faca. Parei no supermercado e me dei de presente uma garrafa da Sunny Days pra brindar as minhas vitórias.
Amanhã eu passo aqui de novo, pra contar mais coisas. Deixei minhas anotações em casa.
Ah, sim. Comprei eu caboquinho pra viagem. E não fui assaltada.
A primeira semana.
Poucas coisas são mais embaraçosas na vida do que o primeiro dia de trabalho.
Mas o povo da agência é muito divertido, e logo nas primeiras horas já estava me sentindo em casa.
No segundo dia, começou a vida dura pra valer. O que significa ir e voltar do trabalho de ônibus. Não deixa de ser interessante. A gente saca um bocado sobre o comportamento humano. Na quinta-feira, já tinha aprendido um pouco sobre as leis: Deus criou o cotovelo pra abrir passagem nos ônibus lotados. Essa é a lição n. 1.
Poucas coisas são mais embaraçosas na vida do que o primeiro dia de trabalho.
Mas o povo da agência é muito divertido, e logo nas primeiras horas já estava me sentindo em casa.
No segundo dia, começou a vida dura pra valer. O que significa ir e voltar do trabalho de ônibus. Não deixa de ser interessante. A gente saca um bocado sobre o comportamento humano. Na quinta-feira, já tinha aprendido um pouco sobre as leis: Deus criou o cotovelo pra abrir passagem nos ônibus lotados. Essa é a lição n. 1.
Reconhecimento do terreno.
O flat é uma delícia. Tudo no jeito. Naquele domingo faltava apenas descobrir o que fazer. No meio da tarde, eu estava famélica. Peguei um táxi e fui comer alguma coisa no shopping, que fica relativemente perto. Com um pouco de boa vontade, dá até pra ir a pé. Notem o perigo. Isso ainda vai dar merda.
O flat é uma delícia. Tudo no jeito. Naquele domingo faltava apenas descobrir o que fazer. No meio da tarde, eu estava famélica. Peguei um táxi e fui comer alguma coisa no shopping, que fica relativemente perto. Com um pouco de boa vontade, dá até pra ir a pé. Notem o perigo. Isso ainda vai dar merda.
Pânico no ar.
Conexão em Brasília, com destino a Manaus. Avião lotado até a tampa.
Meu nariz já começou a se amotinar contra o ar condicionado.
Dei pela falta dos cartões de embarque com os comprovantes da bagagem. Puta merda. Sem eles, não tenho roupas para usar. Na sacola de bolotas só tem sapatos. Maldição.
Essa idéia me atormentou o resto da viagem, o que de certa forma foi bom. Neutralizou a choradeira.
A pouco minutos de pousar, achei os benditos no meio do meu livro.
Agradeci a São Longuinho. Não pude dar 3 pulinhos, porque o avião tava lotado e eu estava na janelinha. Tô devendo essa.
Conexão em Brasília, com destino a Manaus. Avião lotado até a tampa.
Meu nariz já começou a se amotinar contra o ar condicionado.
Dei pela falta dos cartões de embarque com os comprovantes da bagagem. Puta merda. Sem eles, não tenho roupas para usar. Na sacola de bolotas só tem sapatos. Maldição.
Essa idéia me atormentou o resto da viagem, o que de certa forma foi bom. Neutralizou a choradeira.
A pouco minutos de pousar, achei os benditos no meio do meu livro.
Agradeci a São Longuinho. Não pude dar 3 pulinhos, porque o avião tava lotado e eu estava na janelinha. Tô devendo essa.
23 julho, 2003
22 julho, 2003
20 julho, 2003
E teve o bota-fora.
Foi um monte de gente legal, de quem eu gosto pra caraio.
Isso merecia um post gigante, contando mais detalhes. Mas agora não dá tempo. Depois eu conto. Só posso adiantar uma coisa: Alê, você é uma mulher mor-ta. Fui clara?
Foi um monte de gente legal, de quem eu gosto pra caraio.
Isso merecia um post gigante, contando mais detalhes. Mas agora não dá tempo. Depois eu conto. Só posso adiantar uma coisa: Alê, você é uma mulher mor-ta. Fui clara?
Despedidas familiares.
Então, teve um jantar em família, na casa da minha mãe.
E entrou um maldito mosquito na cozinha. Um mosquitinho, menor do que uma drosófila. E a Olivia inventou de matar o infeliz. Corria pela cozinha, plac, errou. Plac, errou. Já tinha dado duas voltas em torno da mesa, plac. Errou de novo.
Plac. Agora ela acertou.
- Porra, Olívi-a. O mosquito caiu sobre o queijo.
- Hum, foi mal.
Confesso, vou sentir falta disso.
Então, teve um jantar em família, na casa da minha mãe.
E entrou um maldito mosquito na cozinha. Um mosquitinho, menor do que uma drosófila. E a Olivia inventou de matar o infeliz. Corria pela cozinha, plac, errou. Plac, errou. Já tinha dado duas voltas em torno da mesa, plac. Errou de novo.
Plac. Agora ela acertou.
- Porra, Olívi-a. O mosquito caiu sobre o queijo.
- Hum, foi mal.
Confesso, vou sentir falta disso.
19 julho, 2003
Ligações perigosas.
Por falar no maleta, preciso lembrar de ligar pro vet. do Godzila para avisá-lo. Tantos anos, ele cuidando tão bem do ser. Poucas vezes na vida a criatura ficou doente. Ele salvou a vida de Godzila quando o alucinado devorou um frasco de Cataflan e quase morreu. O cara é mesmo competente. Acho que merece essa consideração. Merece, merece. Eu sei, ter um caso com o veterinário do seu pet é uma coisa Jim Davis demais da conta. Não é o meu número. He,he. ;O)
Por falar no maleta, preciso lembrar de ligar pro vet. do Godzila para avisá-lo. Tantos anos, ele cuidando tão bem do ser. Poucas vezes na vida a criatura ficou doente. Ele salvou a vida de Godzila quando o alucinado devorou um frasco de Cataflan e quase morreu. O cara é mesmo competente. Acho que merece essa consideração. Merece, merece. Eu sei, ter um caso com o veterinário do seu pet é uma coisa Jim Davis demais da conta. Não é o meu número. He,he. ;O)
Momento Mãe e Filha.
Churrascaria. Só nós duas. Recordando bons momentos. A gente já se divertiu muito ali. Comemos mais dos que os nossos dois magrelos esqueletos são capazes de suportar. Recordamos e praticamos o velho truque do café com chantily. É assim: a gente pede o café com chantily. A mãe toma o café e a filha come o chantily. Bons tempos.
Conversamos feito gente grande.
Churrascaria. Só nós duas. Recordando bons momentos. A gente já se divertiu muito ali. Comemos mais dos que os nossos dois magrelos esqueletos são capazes de suportar. Recordamos e praticamos o velho truque do café com chantily. É assim: a gente pede o café com chantily. A mãe toma o café e a filha come o chantily. Bons tempos.
Conversamos feito gente grande.
Eu, Oli e Godzila.
Estávamos aqui. Muita coisa pra conversar.
Algumas apurrinhações pra resolver. Mudanças são assim, não tem jeito.
Então, ficou assim: - Godzila, cuida da Oli, eu já volto.
E lá fui, pensando em tudo.
Resolvi o que tinha a ser resolvido.
De volta, pela sombra sob a porta, ele tava lá, cuidando da Oli e da segurança amiga da casa.
Meleca.
Haja coração.
É chega a hora. Godzila vai pro hotel da Simone.
A gente tem a plena certeza de que ele estará bem com ela.
Ele sente o esquema.Cobertor e brinquedos socados na mochila. Ele uiva e chora.
A gente segura a onda. A Simone vai cuidar bem dele, sem dúvida. Relax.
Estávamos aqui. Muita coisa pra conversar.
Algumas apurrinhações pra resolver. Mudanças são assim, não tem jeito.
Então, ficou assim: - Godzila, cuida da Oli, eu já volto.
E lá fui, pensando em tudo.
Resolvi o que tinha a ser resolvido.
De volta, pela sombra sob a porta, ele tava lá, cuidando da Oli e da segurança amiga da casa.
Meleca.
Haja coração.
É chega a hora. Godzila vai pro hotel da Simone.
A gente tem a plena certeza de que ele estará bem com ela.
Ele sente o esquema.Cobertor e brinquedos socados na mochila. Ele uiva e chora.
A gente segura a onda. A Simone vai cuidar bem dele, sem dúvida. Relax.
17 julho, 2003
16 julho, 2003
15 julho, 2003
Faltam 14 dias pra última temporada.
A última temporada de Frieds está um must. Não perdam, plizz. ;O)
Apareceu a Janice, das cinzas. Ela é muito escrota. E o John Stamos é o canditado à inseminação artificial na Monica. Inseminação artificial, fofa? Uau. Acorda, Monica!
Sem sacanagem, eu encho o saco de todo mundo com Friends. Eu sei. Mas o povo de lá é bom. Ninguém brinca em serviço, não. Tem o David, cujo sobrenome é uma sopa de consoantes impronunciável, - o mala do Ross, o palenteólogo - que escreveu e participou de um episódio lindo do Wonder Years - lembra disso? Eu sempre chorava no final.
Anos Incríveis, passava na TV Cultura. Hoje, passa lá pelas 7h30 da madrugada, no Multishow. I love Wonder Years. :O) I love Friends, foda-se. ;O)
Vou sentir falta dessa porra. Sei disso.
A última temporada de Frieds está um must. Não perdam, plizz. ;O)
Apareceu a Janice, das cinzas. Ela é muito escrota. E o John Stamos é o canditado à inseminação artificial na Monica. Inseminação artificial, fofa? Uau. Acorda, Monica!
Sem sacanagem, eu encho o saco de todo mundo com Friends. Eu sei. Mas o povo de lá é bom. Ninguém brinca em serviço, não. Tem o David, cujo sobrenome é uma sopa de consoantes impronunciável, - o mala do Ross, o palenteólogo - que escreveu e participou de um episódio lindo do Wonder Years - lembra disso? Eu sempre chorava no final.
Anos Incríveis, passava na TV Cultura. Hoje, passa lá pelas 7h30 da madrugada, no Multishow. I love Wonder Years. :O) I love Friends, foda-se. ;O)
Vou sentir falta dessa porra. Sei disso.
Crianças não tomam Lipton.
Perfeito. Eu amo aquilo. Mad about You. Tá certo, o horário não colabora. Às 16h é coisa pra gente desocupada. Mas tem reprise às 4 h da manhã.
Helen Hunt. Acho aquela mulher o máximo. Ela grávida. O marido, juro que não sei o nome dele. São ótimos. Jamie e Paulie. É muito bom aquilo. O texto deve ter sido escrito por um judeu. Pronto, agora eu apanho. Mas os judeus são ótimos redatores, fazer o que?
Perfeito. Eu amo aquilo. Mad about You. Tá certo, o horário não colabora. Às 16h é coisa pra gente desocupada. Mas tem reprise às 4 h da manhã.
Helen Hunt. Acho aquela mulher o máximo. Ela grávida. O marido, juro que não sei o nome dele. São ótimos. Jamie e Paulie. É muito bom aquilo. O texto deve ter sido escrito por um judeu. Pronto, agora eu apanho. Mas os judeus são ótimos redatores, fazer o que?
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