29 junho, 2006


[Isso não vai funcionar]
Na falta de uma mala, no caso, a Luana, colocaram mais duas: Ana Carolina e, putz, Maitê Proença, no Saia Justa.
A galera do GNT surtou, foi?

[The day after]
Tive uma noite esquisita. Sono agitado e intermitente. Só consegui adormecer mesmo quase com o dia clareando. Sonho esquisito com Mr. Ghost. Procurávamos pelo meu carro no estacionamento de um shopping bizarro.
Despertei sentindo a dimensão real do acidente. Um galo na cabeça, o pescoço doendo além do normal e o pulso direito meio seqüelado.
Não fui malhar. Eu me sentia frágil e desanimada.
Vai passar.

28 junho, 2006


[Eu devia me levar mais a sério]
Veja você como são as coisas.
Acordei às 6h da madruga, como sempre.
Enrolei o que deu, assisti Third Watch, Mais Você, Cartoon. Preparei sanduiche pra levar, tomei banho mais demorado do que de costume.
Algo me dizia pra não sair de casa, mas não havia o que alegar, a não ser a ausência total de vergonha na cara.
Chamei o táxi. Meu celular tocou. Não deu tempo de atender. Retornei a ligação. Interurbano. Difícil de completar. O carro já devia ter chegado há séculos e eu ainda tentando resolver o envio de documentação importante, naquele horário improvável.
Começou a chover forte. Meu lado torrão de açúcar implorava por permanecer no ócio seguro.
Fui madura. Resolvi encarar minhas obrigações.
Trânsito quase lento, apesar do adiantado da hora. O motorista mudou de faixa. Freou bruscamente.
Só lembro de ter sentido a porrada e uma dor desumana na cabeça. Não sei quanto tempo levou.
Chegou outro táxi para continuar a viagem. Lembro de ter visto o estrago no pára-choque da Ranger que bateu atrás.
Tive um impulso de pedir pro motorista parar no 28 (um PS fuleragem). Achei arriscado.
Narrei o acontecido no trampo. Os coleguinhas amargaram uma certa esperança de que, com a porrada, minhas idéias voltassem pro lugar. Não rolou.
Minha cabeça dói.

26 junho, 2006


[Tudo tem seu lado bom]
Amanhã não vai ter expediente na firma.

[Hu,huu]
Já são 2,5kg em dois meses.
Obedecendo religiosamente as orientações competentes, não tô pulando nada.
Nem corda nem refeição.
Tá funcionando.
Voltando a fazer som-bra!
Voltando a fazer som-bra! :p

21 junho, 2006


Momento iTunes.
Don t look back in anger > Oasis.
Essa vai pra Olívia. Ela sabe porquê. :O)
[Pra comer com os olhos]
Sábado, meio da tarde. Final de compras no shopping, sempre bate aquela fominha. Saímos sem destino, eu e Oli. Decidi ir a um lugar que há muito eu adorava, mas que por razões insanas, passei a evitar. Bobagem. Ela topou na hora.
Outback.
Tava com saudade daquilo. Decoração bacaninha, música boa, gente bonita. Tudo que eu tenho precisado ultimamente.
Sentamos naquelas mesas com banco de metrô, só que de madeira, e lustre pendurado na altura do nariz.
- Boa tarde, meninas!
Taí uma frase que atingiu em cheio o público pagante. No caso, eu.
Fê, o maitre Carninha Tenra, disse que iria cuidar da gente. Uau.
Quem me conhece, sabe que essa faixa etária não é exatamente o meu target. Tratava-se apenas de uma mera apreciação estética. E que estética.
Escolhemos nossos sanduíches e o fofo se encarregou de manter nossas canecas de refrigerante abastecidas a todo minuto. Era um momento para saborear a comida com calma, apreciar a paisagem, enquanto entre nós, as meninas, rolava uma conversa fiada da melhor qualidade.
Carninha Tenra, sempre atento ao exercício de sua função, cuidava de garantir que tudo estivesse certinho.
- E aí, meninas? O sanduíche de vocês tá legal?
- Ferfeitu..
- Quer mais Coca-Cola?
- Hum, hum.
Por que Carninha Tenra tinha que perguntar logo quando eu estava de boca cheia? Menino mau.
De sobremesa, derrubamos uma torre gigante de brownie, sorvete de creme, chantili e calda de chocolate. O café, a conta e a alma lavada de tanto rir, em 1h40 de pura diversão.
E, quer mesmo saber? Comi um Mad Max. Carninha Tenra que serviu :O)
[Mamãe não tem noção II]
Meu celular e o da Oli são gêmeos idênticos. Ambos repusavam inertes sobre o mesmo móvel. Foi quando eu vi Oli pegar o meu por engano. Alertei sobre o risco da merda que isso poderia dar.
Ela tentou diferenciar os dois. Avisei:
- A careta do seu bonequinho é mais meiga.
- Deixa eu ver a diferença de peso?.. Hum, o seu é mais pesado.
- Óbvio. O meu tem 38 mensagens acumuladas na caixa de entrada, fia.
- Mãã-ee!!!
- ;O)))
[Mamãe não tem noção I]
Olívia começou a ler O Diabo Veste Prada. A devorar, pra ser mais exata.
- Oli, em que página você está?
- 45.
- Então, Andrea e Alex já voltaram da Índia, né?
- Já.
Meia hora depois?
- Que página?
- 92.
- O Alex já morreu?
- Mãã-ee ???!!!
- :O)))
[Três gerações]
Depois de muitos e muitos anos, saímos eu, Ciça-mãe e Oli pra almoçar. Só nóises. :O)
Galetto?s do Kino. Comida boa e espumante gostoso pra brindar, porque a ocasião merecia.
Aproveitamos pra rir das próprias desgraças. E rimos muito. Mas muito mesmo. Haja desgraça.
Sorvete na Parmalat. Cappuccino na padoca cor-de-rosa pra fechar.
Tarde perfeita.

Diário de Bordo - Transcrições

[Cadê a frente fria que estava aqui?]
Voei compactada na poltrona 13 F, entre um obeso e um hiperativo.
Li boa parte do A Era do Escândalo. Primeiro capítulo: a queda do Foker 100, da TAM, em Congonhas. Gosto de emoções fortes.
Aterrisei em Sampa de noitão.
Frio confortável. Nada assustador.
Minha mãe, preocupadíssima, tinha separado 1 pijama de flanela, 2 cobertores e 2 colchas. Só pra mim.
E me obrigou a usar tudo.
Possuída pela exaustão, obedeci.
Acordei suando em bicas.

20 junho, 2006


[Só pra constar. ]
Então eu fui.
Mas já voltei.

09 junho, 2006


Momento iTunes
...so don't go away
say what you say
but say that you'll stay
forever and a day in the time of my life
cause i need more time
yes, i need more time just to make things right.
[Don't Go Away - Oasis :]

08 junho, 2006


Conclusão brilhante.
Há semanas, venho ruminando o que tá se passando comigo.
Durante o filme, descobri: ateísmo romântico.
Sim. Estou padecendo desse mal.
Voltemos à vaca fria.

Alguém Como Você.
Passou quarta-feira, na Fox. Já vi umas 8 vezes.
A teoria da vaca nova e da vaca velha é muito legal. E a inferência sobre o narcisismo masculino e vaca nova, bárbara.
Final feliz. Muito fofo.

Já chega.
Eu não agüento mais ouvir falar em Copa. Escalação. Castelo alemão. Chucrute.
Cerveja (veja a que ponto cheguei). Receitas de docinhos pigmentados com anilina verde e amarela. Ou sanduiches com recheios alternados de espinafre e molho ao curry.
Não agüento mais ouvir piadinha de loira vendo jogo.
Nem notícias dos pés do Ronaldinho, o bolha. E agora também tem Ronaldinho, o bunda.
Não vou nem falar o que estou pensando. Imagino que vocês tenham chutado o que é.

29 maio, 2006

26 maio, 2006

Momento iTunes
Amor, sinto a sua falta.
E a falta é a morte da esperança.
Por onde andei - Nando Reis.
[Já disse que esse cara devia ser proibido de compor. :]

25 maio, 2006


Caminho Suave.
Hoje, o computador da academia comandou, em letras garrafais, que eu procurasse meu professor. Completei 7 treinamentos [sic]. Série encerrada. Eu me senti ganhando uma estrelinha na lição de casa. Faltei bastante no começo e ainda teve a viagem imprevista.
Então comecei a 2a série, feliz como uma criança. Do primário.
Depois eu conto dos meus novos amiguinhos.

23 maio, 2006


Damura.
Comprei um quando estive em São Paulo. Permanece intacto sobre o sofá.
Eu olho pra ele. Ele evidentemente não olha pra mim.
Não sei o que desejar. Também nunca tive muito jeito pras artes gráficas. Estagnei na fase da garatuja.
Fico com receio de desenhar um olho gordo.

19 maio, 2006


Body Balance.
O cartazete novo no painel de escada convidava para uma aula experimental grátis.
Em síntese, é uma modalidade híbrida de yoga + tai chi + pilates, que jura combater o stress, dores na coluna e todas aquelas coisas que fazem a gente sofrer.
As imagens mostram mulheres praticando contorcionismo bizarro, com sorriso plácido nos lábios. Impressionante.
Confesso que gerou uma certa curiosidade e pensei em me inscrever.
Desisti. Não tenho tamanha elevação de espírito.

Slowly.
Os ganhos na balança não seguem o ritmo animado que estava em São Paulo.
Por aqui houve um certo retrocesso. Culpa do coentro, meu eterno algoz.
Por outro lado, a academia tem sido a hora do recreio. Não preciso nem pousar de hamster por 30 minutos na esteira, pra poupar energia. A de pagar mico, inclusive.
Vou quando quero, ou seja: 2 vezes por semana.
Uma disciplina tibena praticamente.
Os aparelhos usados na temporada balofa 2005 eram mais legais. Os de agora são bem mais puxados [sem trocadilho]. Exigem mais esforço e concentração.
Faço a série completa, tomo banho e almoço por lá mesmo, vendo TV.
Não existe a ansiedade de perder. Só o esforço de ganhar.
Sem pressa.

Reformas internas.
O teto da varanda está quase são. A massa corrida, ainda em fase de secagem, cobre os rombos aparentes, o que dá um certo alívio. Não está perfeito, mas já posso olhar o céu e o horizonte sem aquela sensação horripilante de que o mundo tá desabando.
Duas demãos de tinta e tudo volta ao que era antes.
Devagar, as coisas vão indo.
Devagar também outras vão voltar.
[suspiros]
Amém.

Previsões para o futuro.
Escrevam o que eu digo: dia 06/06/06 será um dia besta.
Cuidado pra não fazer nenhuma cagada, senão sua vida vai virar um inferno.

17 maio, 2006


Diálogos internos I.
Superego, o ser bruto.
[São Paulo, noite fria no início de maio. Quase chegando em casa, surge a voz]

Super: - Por que você fez aquilo?
Eu: - O quê?
Super: - Aquilo.
Eu: - Ora, bobagem. Eu tava distraída.
Super: - Não pode ser assim, você tem que prestar mais atenção.
Eu:- Tá. Errei o caminho. Perdi a entrada certa. Fui até prudente. Parei no posto. O frentista me ensinou como sair de lá.
Super: - Você foi parar na Cupecê, Ana. Quase pegou o acesso pra Cidade Ademar. Sozinha. Tarde da noite. Sabe o que é isso? Queria virar assunto no Datena? Queria?
Eu: - Tá. Foi cagada. Obrigada por se preocupar. Meu pensamentos estavam distantes. Cabeça na lua.
Super:- Isso. Fica assim, com a cabeça a 13 andares do solo e, dia desses, vai acordar a 7 palmos da terra.
Eu:- [bocejos] Ignorante.

16 maio, 2006

Não foi nada fácil.
Ontem, passei o dia atrás de notícias, desde a hora que me levantei e vi as primeiras imagens nos noticários da manhã.
Na hora do almoço fui pra casa acompanhar os telejornais. Fiquei assustada ao ver que a Record tinha suspendido a programação e fazia cobertura ao vivo. Soube depois que a Globo fez o mesmo. Minha vontade era pegar o primeiro avião e ver as pessoas que eu amo. Fui covarde e fiquei.
No fim do dia, a coisa também tava braba por aqui. Trânsito caótico. Mais de 40 minutos para percorrer um trecho que não leva mais do que 15.
Cheguei em casa com tudo às escuras. Apagão em boa parte da cidade, sem previsão de volta. Localizei um maço de velas sobre o fogão. Acendi duas e as coloquei no cinzeiro que nunca uso. Fui pra varanda sentindo uma inquietação insuportável.
Chamei um táxi. Na recepção do prédio, os vizinhos se aglomeravam em volta da TV alimentada pelo gerador. No Jornal Nacional o assunto era futebol. Que saco!
Fui ao supermercado para compras rápidas. Esqueci dos cigarros.
De volta, as velas ainda ardiam na varanda. Aproveitei aquela luz pra escrever bobagens que me divertem. Impublicáveis.
O telefone tocou. Calma nessa hora.
Eram apenas as notícias que eu espera: apesar do susto e da tensão, todos estavam bem.
Continuei os registros dos meus diálogos internos e nem percebi quando a energia voltou.
Esperei as velas terminarem e só então liguei a TV.
Diazinho de merda.

11 maio, 2006

Ctrl + alt + del.
Definitivamente o bimestre março/abril não existiu.
Apaga.
Passa a borracha.
Começa de novo.
Volta.

10 maio, 2006

Na balança.
Engordei 610 gramas, em 11 dias.
Boa menina, não pulei nenhuma refeição.
Ninguém notou. Mas eu sei que eles estão aqui. Eu sinto que estão.
Zzz.
Trabalho hercúleo o de arrumar a cama.
Colcão pesado. Difícil de levantar.
Dei meu jeito. O edredon ainda é o antigo, de modo que lembra uma toalhinha sobre uma mesa de jantar.
Vesti camisola cheirosa e acendi incenso gostoso. Ficou bom.
Às 22h, já tava caindo de sono na sala. Não resisti e capotei.
Só fui despertar às 7h. Levantei sonolenta, mas disposta.
Voltei a me sentir um pouco mais em casa. Só um pouco.
Sono de boa qualidade pode fazer milagre.
Again.
Embarque péssimo em Cumbica. Odeio aquele aeroporto que sempre me traz recordações péssimas,
Cheguei em Manaus no início da tarde de ontem, sob um forte temporal.
Fui direto pro trabalho, de mala e cuia. Nada de extraordinário aconteceu durante minha ausência.
Voltei pra casa com um nó na garganta.
Ao abrir a porta, encontrei uma casa limpa e quase arrumada, o que me deu uma sensação de alívio e aconchego.
As malas, implorando para serem desfeitas e o corpo exausto, gritando pelo dolce far niente.
Não tinha por onde escapar. Muito a fazer. Uma cama nova pra arrumar. Roupas pra separar.
A Kipling azul deixou a função repentina de bagagem de mão e voltou a ser sacola de academia.
Tudo tem me obrigado a ser forte.
É melhor mesmo eu malhar.

09 maio, 2006

One Art

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
-- Elizabeth Bishop
Duelo de gigantes.
Preciso registrar os dialogos internos. Nas andanças pela cidade, estabeleci papos impagaveis com meu Superego.
Faço isso no aviao, aproveitando que o voo eh direto.
Metade das malas prontas.
A operaçao vai ser de guerra, nesta manha de terça.
E eu aqui, enviando fotos/reliquias do meu travado Outlook pro webmail, aguardando a boa vontade do Yahoo.
Certos habitos não mudam nunca. Talvez ai que esteja a graça
Eu bem que tentei evitar.
Vou deixar - Skank.
Samuel Rosa era assunto proibido. Acordo interno.
Burlei
Despedidas.
Almoço meigo no America. Passagem obrigatoria pela Fnac.
Tarde e inicio de noite perfeitas. Sofa, edredon e 4a temporada de Friends, embalada pra presente
Insight.
A gente soh perde por esperar.
Ana Almgren
Termostato.
Que friaca, hein?
Probrema na logistica.
Quatro horas antes de embarcar pra Sampa, comprei um colchao. Pro ap. de Manaus, claro.
Eu fiz isso. Juro. Descontrol total. Não tente entender.
Quando eu deveria estar organizando a bagagem, triando roupas e livros, estava plantada na sofa, esperando a entrega da mercadoria.
Colchao bonito. Grandao. Uma beleza. Já ate paguei a primeira prestaçao.
O bicho eh grande mesmo, de modo que o enxoval teve que ser renovado como um todo. Precisa de protetor e lençois no tamanho adequado. Achei uma loja otima, perto da casa da minha mae.
E agora eu to aqui, olhando pros pacotes, tentando arquitetar como vou levar essa porra toda no aviao.
Na mala não cabe. Nem pense.
Vai ser mico na certa.
Acredita que ainda nem testei o dito? Entregaram em casa, sessao comedia, e pouco mais de duas horas depois, embarquei.
Foi o tempo de fazer as malas, na correria. E ca estou.
Ainda quero crer que foi um negocio da China.
Minha fe permanece inabalavel.
Momento 89 FM.
Don´t stop dancing - Creed.
Ta, I can fly, alway, eu sei.Mas da pra parar?
Coisa!
Novo vicio.
Comprar café na padaria do bairro, toda manha.. Pra viagem.
Enquanto o balconista prepara, voce fica de butuca na TV, vendo o noticiario. Rapidinho.
Entao voce volta pra casa, liga o radio, o computador, faz planos e a vida segue seu curso.
Ta certo que o café poderia ser de melhor qualidade. Bem melhor, diga-se. Mas dah um certo clima legal.
Não sei como passei esse tempo todo sem fazer isso.
E tambem não sei como vou viver.
Misterio
Momento 89 FM
Candy.
Queria ter o timbre de voz da Kate Pierson.
A dupla Kate & Iggy Pop comete milagres sobre minha alma.
Ponta de estoque.
Eu e Oli fomos comprar sapato que combine com o vestido poderoso.
Loja manjada em Moema.
Lotaçao cruel de mulheres histericas.
Preciso de uma sandalia nova. Urgente. Não encontrei nenhuma.
Meu grau de exigencia anda insuportavel.
Oli garimpou um scarpin lindo. Preço idem.
Ela sabe das coisas.
Momento 89 FM.
Cassia Eller canta Nando Reis e Coldplay, na sequencia.
Isso foi um ataque covarde.
Desse jeito vou acabar puxando um gato da TV a cabo do vizinho.
Abstinencia.
Quase não vejo TV, há 8 dias.
Sinto falta.
Saudade do Jake. Perdi dois episodios.
Alias, vi um sosia dele, no McDonald´s. Quase pedi autografo.
O moleque não iria entender nada.
Two and a half men não eh coisa pra criança.
Momento Becky Bloom.
Orientei a Oli na compra de um vestido para uma festa importante.
Um tomara-que-caia que beira a perfeiçao. Da Mercearia. Marrom, na altura do joelho. De renda. Um classico.
Dei de presente um colar totalmente vintage.
Com toda cara de herança da bisavo. Lindo.
Mae eh pra essas coisas.
Se bem que minhas intençoes sao as piores possiveis. :)
Huhuuu!
Me enganei quanto as datas.
Ainda tenho mais um dia por aqui.
Conferi a passagem. So volto na terça, pela manha.
Vai dar pra assistir a mais um capitulo inteiro de A Viagem.
[rascunhos finais das noites de domingo e segunda-feira]

Momento 89 FM.
One Last Breath - Creed.
Xii. Isso doi.
Num sabe brincar, num brinca.

07 maio, 2006

Momento Gilmore Girls - Juntas, enfim, na padoca cor-de-rosa.
Ela, de capuccino trufado e pao na chapa.
Eu, de moka e pao na chapa.
Tem inicio a sessao comedia.
Eu: - Eh, a gente não pode dizer ``nossa, que pao lindo, mas eh um pao aceitavel.``
Ela: - O café ta bom.
Eu- Tah bonito.
Ela: - A gente acabou perdendo a novela [A Viagem - Vale a Pena ver de Novo]
Eu- Puta merda. Meu ultimo dia util por aqui. E perdemos a novela!
Ela:- Odeio voce. Voce e a manicure contaram o final.
Eu: - Todo mundo sabe como acaba. E na manicure, soh se fala sobre novela mesmo.
Ela: - Voce não vai ver mais, ne?
Eu:- Acho que voltando pra Manaus, vou na manicure todo dia, na hora do almoço. Viciei.La tem TV.
Ela: - Gargalhadas.
Eu:- Simples: segunda-feira, faço a mao direita. Na terça, a esquerda. Na quarta, o pe direito e assim por diante.
Ela, gargalhando: - Tah, entendi, mas e na sexta?
Eu: - Depilaçao, ue. A gente sempre tem coisa pra fazer num salao de beleza. :D
Voltamos pra casa e assistimos Crash, sob o edredom, no sofa da sala.
Mas a historia na padoca cor-de-rosa continua.
Momento Gilmore Girls - Em busca dos minissonhos perdidos.
Deixamos o hospital e todas as recordaçoes decorrentes.
Sigo sozinha, com meu carro, atras de uma padoca bacana.
Paro na padoca cor-de-rosa. Dali soh pode sair coisa boa, mesmo que o pao seja uma bosta e o suco, de caixinha.
Minissonho? Nem pra remedio.
Saio de la com a sensaçao de que esse mundo ta mesmo perdido.
Os melhores minissonhos do universo, ou os melhores sonhos gigantes do planeta deveriam ser fabricados justamente numa padaria cor-de-rosa.
Não eh bem assim.
Encontrei minissonhos bem fresquinhos, em outro lugar. Mas não com o mesmo encanto. Faltava baunilha. Existe coisa mais cor-de-rosa do que o sabor de baunilha?
Vamos combinar?
Nando Reis deveria ser uma criatura proibida de existir. Ou, no minimo, de compor.
Foda, o ruivinho.
Momento Gilmore Girls - Noite quase fria de domingo, vespera de feriado.
Deixo o quarto do hospital perguntando se ela queria alguma coisa.
Saio em busca da encomenda.
Padaria da esquina fechada. Como pode? Antes das 20h? Jura que estou em Sampa?
Paro pra jantar no Shopping Paulista.
Como um pao de batata, sem graça e sem sabor.
Paro pra tomar café. [note que meu teclado acentua quando bem entende]
Café sem graça e sem aquela espuma que faz toim-oim-oim. Shit.
Compro cigarros e uma pequena surpresa, pra não voltar de maos abanando.
Caminho pela rua sentindo a brisa fria, maos no bolso, surpresa na bolsa, pensando na vida.
Volto pro quarto do hospital, decepcionada pela derrota no desempenho da tarefa tao simples.
O desejo era apenas minissonhos, que não consegui encontrar.
- Como voce adivinhou? Adoro brigadeiro de colher!
Eh. Sem querer, a gente acerta
O Salvador da Patria. [meu teclado continua sem acento. Sorry]
Minha casa viveu sob um silencio sepulcral ate quinta-feira.
TV a cabo desligada, sem som, sem esperança de vida inteligente. Isso estava me enchendo de tedio.
A noite, achei um aparelho veeelho, datado do inicio da decada de 90. Um paraibao empoeirado, duplo deck. Com AM e FM.
Por um milagre dos Ceus, sem ter sido necessario recorrer ao expediente de São Longuinho, localizei o cabo de conexao, em meio a zona sem criterio que virou isso daqui.
Passei a ouvir vozes, e não eram as da minha cabeça. J
Resultado: 89 FM na veia. Dia e noite. E tambem nas horas vagas.
Um ato de bravura, devo reconhecer meu merito e coragem.
Red Hot, Oasis, R.E.M., James You´´re Beatyfull Blunt, Pearl Jam, Jack Johnson (o fo-fo mor do planeta Terra). Tudo que eu julgava não ser mais capaz de ouvir, rolou.
Sem sangue.
O bicho soh pegou numa certa cançao do Coldplay. Aquela.
Eh pedir demais, tambem. Um desconto, plizz.

04 maio, 2006

Revisao dos 80.000.
Meu micro começa a dar sinais visiveis de senilidade.
Ta caindo aos pedaços, o pobrezinho.
Desconfio que ele nao sobreviveria ao tratamento de choque do Dr. Lalau.
Melhor deixar a natureza fazer seu trabalho.
Calça justa.
Na falta de uma, agora tenho seis, graças a Oli.Thanks.
Definitavemente usar calças um manequim e meio acima do meu nao estava me fazendo uma pessoa melhor.

Dia gentil comigo

Noite anterior em paz, apesar da rotina punk.
Estou revisitando minha cidade. Do meu jeito, conforme a demanda. Nao vim a passeio.
Os caminhos podem ser os mais longos ou os mais congestionados, desde que sejam os mais bonitos. Preciso disso.
Tarde empanturrada de paezinhos de queijo, minissonhos da Ceci e filme tolo com Oli, no Paraiso. Delicia.
Passei, no inicio da noite, pelo acesso para a Republica do Libano. Ibira.
O transito cruel me fez lembrar recomendaçoes de Ferreira Santos: paradas estrategicas.
Comprei isqueiros, salada de frutas e vitamina de clorofila. Agora sim, a passeio.
Fazendo as pazes com a minha casa.

01 maio, 2006

Everything is gonna be allright.
Trust me.

27 abril, 2006

Tô indo na paz.
Só pra ti lembrar.
Momento iTunes: Paralamas
? Aonde quer que vá, levo você no olhar.

12 abril, 2006

Indagação da semana. Quiçá do trimestre.
[abre aspas] Já que a gente tá aqui, o que é mais uma flecha pra São Sebastião? [fecha aspas]
Louro José.
Coisas do nada.
Manhã de sábado, eu estava na cama lendo, quando me deu vontade de comer algo diferente.
Foi quando me lembrei de um episódio ocorrido há mais de 10 anos, no trabalho.
Um diretor de arte safado, notório comedor de gente, tinha uma namorada.
Uma candura de pessoa. Viviam brigando.
Quando a coisa era feia, a inocente mandava doces, no melhor esquema [abre aspas] volta, amor [fecha aspas]. Só coisa fina.
Numa tarde corriqueira, senti fome. Saí de baia em baia buscando algo mastigável.
- E aí? Tudo certinho? Tudo bem com a patroa? Resolveram aquele lance?
- Tudo na santa paz.
- Cê não quer ligar pra ela e puxar uma briga boa?
- ????
- Tô com fome. Liga lá, vá.
Não que eu torcesse pela desarmonia entre o casal e, todos sabem, nem sou de doce. Mas ela sempre mandava docinhos da Cristallo, pô.
Novidade na geladeira.
Queijo Minas frescal de leite de búfala.
Melhor que mussarela.
Não vivo sem.
O que você tem por dentro?.
Recebi por e-mail: oferta de uma balança que mede gordura e líquido.
O texto é um primor.
[abre aspas, reticências] Com o sistema de bioimpedância, que emite uma corrente elétrica pelos pés para aferir taxas corporais de gordura e líquido, você visualiza com detalhes o que realmente compõe seu corpo. [reticências] É seu espelho por dentro.[fecha aspas]
Não vou nem falar o que eu pensei na hora.
Agora vai.
Ontem, eu fui. Primeiro dia pra valer. Circuito completo. Trabalho pesado. Animador recomeçar com a mesma carga de quando eu parei, em agosto passado.
Incrível como melhora a qualidade de sono.
Dormi como uma rocha.
Acordei como uma pedra: dura. Sem conseguir dobrar os braços.
Hoje, faltei. O dever me chamou e tive que ficar de plantão. Antes assim.
Em vez de carregar, fui ganhar peso. Almocei bem.
Incrível como a qualidade do apetite também melhora.
Pra noite, a previsão é chá de ursinho. Na veia.
Amanhã eu vou.
É só pra vê?
Alex Atala, na Trip.
[suspiros] :O)

07 abril, 2006

Redescobrindo o supino.
Instrutor seleciona 30 kg.
- Puxa pra você.
- [grunidos]
- Muito pesado?
- Táaaaaaaargh.
Instrutor alivia. Deixa por 15kg.
- Melhorou?
- Agora tá moleza.
- Ajeita o cotovelo.
Eu ajeito o cotovelo.
- Isso! Impõe uma postura.
Taí. Impõe uma postura. Gostei. Virou lema. ;O)
Fitness ? Terceira temporada.
Comecei a academia na hora do almoço.
Acho essa coisa de começar na 2a é o princípio da derrota.
Primeiro dia é sempre chato. Instrutor analisa sua ficha, analisa seu corpo pra conferir o tamanho do estrago e fica mais de meia hora escrevendo sua sentença, enquanto você fica na bicicleta, assisitindo à TV sem som.
Hoje fiz uma série reduzida, depois de 8 meses e ócio. Incrível como a musculatura volta a responder rápido. Parece que tem memória.
Desta vez, vou até o fim. Só largo a academia quando voltar definitivamente pra casa.
Não é uma promessa. É um propósito.

Abra a boca e feche os olhos.
Fiz avaliação na academia, logo cedo.
Fiquei de dp em física, é claro.
Preciso ganhar 6 e não 5 kg de massa magra. O apelido Bandeira de Pirata procede.
Isso não quer dizer que eu deva sair por aí comendo o que quiser. Eu não quero massa gorda. Tenho, sim, que abusar do consumo de proteínas magras. Equilibrar a dieta, não estressar e malhar. Vai dar trabalho.
Hoje penso que planejar a perda de 5kg, em 2004, foi mais fácil. Boca fechada. Em dois meses de malhação, ficou tudo no jeito.
Perder é mais fácil do que ganhar. Como tudo na vida, sem trocadilho.
É de cortar.
Você chega no trabalho e tem uma dupla cantando Fio de Cabelo, Nuvem de Lágrimas e vasto repertório do gênero.
É mesmo de cortar. As cordas vocais.
Dos dois.

06 abril, 2006

Coisa feita.
Acordei saltitante. Tirei alguns objetos da varanda e deixei tudo no jeito.
Fui entregar a chave pro Cosme (o Damião tava atrasado) e a casa caiu: a empregada do andar de cima faltou ontem, de modo que eles não puderam realizar o serviço na unidade. Sem isso, não adianta consertar meu teto. Só semana que vem.
Eu que tinha feito tantos planos.
Isso já tá parecendo piada. Ou virando novela.
Frase a calhar.
Não fica muito magrinho senão perde a importância.
[Luciana Gimenez para Ronaldo Esper]
:O)

Só pano e osso, não!
Lá vou eu de novo. Minha Kipling sai dos aposentos e volta a exercer sua função original, embora já tenha feito frilas inesquecíveis como bagagem de mão.
De agora em diante, a tarefa é descansar carregando pedra, entre 13 e 14h.
Puxar ferro para tornear a carne, desopilar as vísceras e relaxar o coração. A meta é resgatar
os 5 kg de massa muscular que tão em falta.Voltarei a fazer sombra.
Minha alma tá muito agradecida. :O)

05 abril, 2006


Quero a empregada da casa do Jake!
Gorda, despachada, senso crítico feroz, senso de humor idem. Não deixa passar nada. Dá palite. E tá sempre certa.
Uma semana lá em casa e ela iria colocar a minha vida pessoal nos eixos.
Aposto.
Eu amo o Jake.
Ambientação: pai, empregada e avó discutindo se o tio está usando drogas, já que tem apresentado comportamentos estranhos.
Avó despirocada: - O ecstase causa efeitos afrodisíacos incríveis.
Todos: = 0
Avó despirocada emenda: - Me disseram.
Jake: Você tem que dizer efeitos afro-americanos-disíacos. É o correto hoje em dia.
:O)
Laundry day.
Pronto. As roupas foram.
A blusa ficou. :O)

04 abril, 2006

Hoje tem.
Vou sair do trabalho em cima da hora. Rezar pra não ter trânsito.
É dia de ver o Jake. O fofo mais escroto do planeta.
Deu no Globo Online
SÃO PAULO - A temperatura mínima registrada na madrugada desta terça-feira foi a menor do ano. Segundo a Climatempo, o Mirante de Santana marcou 15,7 graus.
É, Deus sabe o que faz. :O)
Objeto transicional.
As roupas ainda não foram pra lavanderia, mas já estão separadas e devidamente ensacadas. Apenas uma blusa, ainda impregnada com notas de incenso, suor e óleo de buriti ficou de fora. Assim como Mônica tem o seu Sansão e Linus, o seu cobertorzinho, aquela blusa está sob meus travesseiros para eu relembrar aquele aroma nos momentos de saudade.
Boas sensações ele me traz ;O).
Carapanãs diários.
Apurrinhações domésticas sempre vão existir. Eu sei. Não tem pra onde correr.
Mas na briga com os leões, deixei escapar algumas obrigações básicas, como lembrar de pagar conta de luz, IPTU, mandar as roupas pra lavanderia, etc, etc. E a burra foi ao banco, ao lado da lotérica, ontem e esqueceu de levar os boletos. Fui hoje, de novo. Não adianta dizer: débito automático, internet e as demais facilidades da tecnologia moderna. Meu banco não aceita, Só lotérica.
Calma. Nem doeu. Se bem que uma secretária particular pra tratar desses assuntos não seria nada mau. Prometo que eu nem iria bater nela com o telefone e ir parar na delegacia.
A matança dos leões ? A batalha final.
1- Documentos por sedex: chegaram. Tá morto.
2- Lance da Caixa: tá na conta. Já era.
3- Reforma na varanda: agendada pra quinta-feira. Aceita seu destino, felino.
4- Hospedagem de Godzila: tá quase. Dorme mais um pouquinho, Simba.
Sinto-me outra pessoa.

03 abril, 2006


Voltei a ler no domingo chuvoso.
É triste. Muito triste.
Já sei como termina, mas não tenho coragem de chegar na última página.
Declaração pública.
Eu amo a Varig.
Eu amo a Izabel, a fada madrinha. :O)
Mistérios oníricos.
Sonhei que comprava uma barra de chocolate Nestlé classico, outra coisa gostosa que não lembro e uma escova de dentes em forma de coração. Pra presente.
Retrocesso aparente.
Tava indo tudo tão bem.
Tarefas agendadas para o sábado: chamar Cosme e Damião para reforma na varanda, conversar com o cara da nova hospedagem de Godzila à tarde, colocar as leituras em dia, escrever um pouco e terminar a arrumação do armário da sala.
Só que na quinta-feira, minha agente de viagem, no caso, fada madrinha me ligou.
Descontos nas passagens aéreas de até 84%, válidos apenas para sábado e domingo.
Meu olho cresceu.
Com um descontaço desse seria o caso de pegar cadeira de praia, garrafa térmica, pacote de Cheetos, palavras cruzadas e amanhecer na porta da loja.
No sábado, acordei tardão. Tava cansada. Porém, às 14h30 eu já tinha minha senha em mãos.
Tarefa ninja. Quase 4 horas na fila dos pobres. Uma espécie de SUS dos turistas nacionais.
Suponha que você pague habitualmente pela ida (note, só pela ida) R$100,00. Pois, na promoção, a passagem de ida e volta custou R$ 30,00.
Por esse preço dava pra fazer estoque para o calendário anual de feriados prolongados. Não é mais o caso.
Optei pelo que me pareceu mais sensato e as tarefas agendadas ficaram pra depois.
O que você faria no meu lugar?
Ficaria em casa vigiando pedreiro?

31 março, 2006

Horizontes ampliados.
Ontem, ao chegar em casa, encontrei o chefe de Cosme e Damião no elevador. Foi dado o veredito: a responsa é do morador do andar de cima. O cara vai comprar tinta e rejunte, e o condomínio vai bancar a mão-de-obra. É só marcar o dia e reservar 10 reå pra Cosme e Damião porque eles são gente boa pra caramba.
Minha varanda vai voltar a ser transitável e, cá entre nós, aquele teto tava precisando de uma geral faz tempo.
Esse leão tá com os dias contados.
31 ao contrário. Bingo!
Em menos de 15 minutos, tudo resolvido.
A mocinha da Caixa nem quis conferir a averbação. E olha que eu insisti em apresentar o documento.
A merreca foi transferida.
E esse leão tá morto e enterrado.

Thiago de Mello. Hoje, 80 anos.

Arte de amar

Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.

Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.
Começou cedo.
Diretor de arte: - Ai, #@$#@*&&??!!!
Revisora: - Que foi?
Diretor de arte: - Fechei a gaveta e esqueci o dedo dentro. Dói, dói, dói.
Revisora: - Mas se foi o dedo da mão, por que tá mancando?
Diretor de arte: - Puta merda. Até minha dor você revisa.

30 março, 2006

Sem sacanagem.
Em todas minhas ida e vinda, eu nunca tive uma volta tão conturbada. Nunca.
Volta?
Nó em pingo d?água.
Vou rezar pra N. Sra. Desatadora dos Nós pra ver se ela também pode dar um jeitiho nos nós que tenho nos músculos das costas. E na garganta.
Caça aos leões. A luta continua.
Como disse, o cara dos documentos vai mandar tudo por sedex. O leão continua na jaula, mas está sedado.
Enquanto isso, corro atrás da parada na Caixa. Baixou-me uma Dita arretada, ontem à noite. Tinha que achar a averbação do divórcio. Pra isso, tive que mexer nas 485 pilhas de papéis e envelopes escondidos no armário da sala. Contas telefônicas, extratos de cartão de crédito, comprovantes de supermercado, muitos ainda de 2003! Teria sido eu um esquilo, em encarnações passadas? Joguei um volume considerável de bobagens fora. Nessas, achei não só a bendita averbação como também uma cópia autenticada. Economizei a ida ao cartório.
Trouxe toda documentação para o trabalho. Fiz uma pesquisa de campo minusciosa com os colegas. Veredito: dia 30 não é um dia legal pra ir à Caixa. Tenho que respeitar a sabedoria popular. Ficou pra amanhã. Mas, ó, melhor assim. Amanhã é sexta, 31, que é 13 ao contrário. Pode ser um bom presságio. Então, some mais um leão sedado na jaula.
Falta descobrir o que há de errado com os telefones da nova hospedagem de Godzila. E resolver a reforma no teto da varanda [suspiro]. Mas eu combinei que é um leão de cada vez.
Você manda, eu pago. Não, você paga, eu mando.
Conversei com o cara da voz de cantor de bolero. Comprovei que sou uma péssima negociadora. Então ficou assim: paguei. Ele vai mandar.
Será que manda?

29 março, 2006

Eu amo o Jake II
- Um canibal condenado à morte pede comida chinesa como última refeição. Ele pode comer um chinês?
- Pare, Jake!
- Nem se o chinês também for condenado e eletrocutado antes?
:O)))
Um leão de cada vez.
Tenho porradas de aborrecimentos cotidianos e burocráticos pra resolver. Não repare. Coisa de procrastinador profissional. Tudo acumulado, atrasado. Pendências perigosas. Prazos estourando.
No desespero, tento resolver tudo ao mesmo tempo. Costuma dar merda.
Então, rezo pra N. Sra. Desatadora de Nós [no caso, Cegos] e vou matar meus leões. Um de cada vez. Estabeleço metas, cronograma de tarefas. Parece piada.
Como disciplina é tudo, dou início aos trabalhos.
Ligo novamente pro cara da hospedagem de Godzila. Celular e fixo. Não atende. Mudo a estratégia. Mando e-mail. Até agora sem resposta. Vou precisar de ajuda local. Esse leão fica solto, por enquanto.
O cara dos documentos. Tento de novo. Não consigo. Prazo: 31. Mudo a estratégia. Vou pegá-lo no pulo. Ligo logo cedo. Antes das 9. Rá! Funciona. Sujeito educado e simpático, com voz de cantor de bolero. Negocio tudo com maestria. Nem parece eu. Combino de mandar os dados necessários. Ainda não mandei. Dependo da menina do Financeiro daqui. Podemos considerar que esse leão não tá morto, mas já tá na jaula. De amanhã não passa.
Cosme e Damião. Encontro os 2 na recepção do prédio. Solicito providências [uau, tô gostando de me ver]. O problema deve ser no apartamento do andar de cima, que precisa ser inspecionado pra saber quem vai arcar com o prejuízo. Passa pra jaula, leão.
A pendência na Caixa. Parece fácil. Com a documentação certinha como está, basta ir à uma agência e transferir a grana. Não é bem assim. Tem que levar xerox autenticada da averbação do divórcio, assim que eu achar a bendita averbação do divórcio. Não faço idéia onde procurar. Final de mês. Vai ter fila gigante. Galera do INSS. Quase 5 leões em 1. Prazo: 31. Fodeu.
Sacanagem.
Já tem gente aqui achando a Mara gostosinha.
Eu amo o Jake I
- Um condenado à morte tem direito de fazer o último cocô depois da última refeição?
:O)
Faquir.
Preciso comer algo.
Bono, não.
Cansei.