26 setembro, 2007
25 setembro, 2007
Cascão subiu no telhado.
E estou sem minhas pernas. :|
Vou ter que suspender os treinos na academia, até minha rotina se normalizar, sendo que seria altamente recomendável para o bem-estar e segurança de todos, que eu mantivesse estáveis os níveis de endorfinas no sangue, durante esta fase conturbada da minha vida.
Adormeci muito contrariada com tudo isso. A temperatura caiu e eu sonhei que era atendida por um dermato que praticava medicina ilegalmente, numa casa enorme, habitada por mulheres, muitas, muitas crianças de todas as idades, cães e duas baratas que se pareciam com tatus e se comportavam como saúvas.
Sim, eu tenho rezado antes de dormir.
O dia amanheceu medonho e eu tive que ir para o trabalho de táxi, numa circunstância em que eu deveria era estar comendo de favor na casa dos outros pra economizar ao máximo.
Trocar de carro constava nos meus planos de delicadezas para 2007. Mas ainda estava longe de ser a prioridade do momento. Então já que é assim, vou comprar um Niva. Vermelho.
E estou sem minhas pernas. :|
Vou ter que suspender os treinos na academia, até minha rotina se normalizar, sendo que seria altamente recomendável para o bem-estar e segurança de todos, que eu mantivesse estáveis os níveis de endorfinas no sangue, durante esta fase conturbada da minha vida.
Adormeci muito contrariada com tudo isso. A temperatura caiu e eu sonhei que era atendida por um dermato que praticava medicina ilegalmente, numa casa enorme, habitada por mulheres, muitas, muitas crianças de todas as idades, cães e duas baratas que se pareciam com tatus e se comportavam como saúvas.
Sim, eu tenho rezado antes de dormir.
O dia amanheceu medonho e eu tive que ir para o trabalho de táxi, numa circunstância em que eu deveria era estar comendo de favor na casa dos outros pra economizar ao máximo.
Trocar de carro constava nos meus planos de delicadezas para 2007. Mas ainda estava longe de ser a prioridade do momento. Então já que é assim, vou comprar um Niva. Vermelho.
24 setembro, 2007
Eu estava na minha mesa de trabalho, trabalhando como costumo fazer todos os dias.
E o fotógrafo oriundo do Leste Europeu chegou do nada perguntando se o café estava bom. Eu respondi, sem que ele me ouvisse, que pelo horário já devia estar café de velório e ninguém entendeu nada. Café de velório é uma piada interna que inventei há muitos anos e ninguém compreende bem o espírito da coisa. E é sem graça mesmo.
Então, Fotógrafo do Leste Europeu passou por mim com um copinho de café, e eu vi que estava café de velório, mas ele bebia mesmo assim e eu o perdi de vista em meio a multidão (?). Eu sentia muita, muita sede. Peguei minha caneca outra, porque roubaram a preta, e essa é branca e tem o tórax e ½ pescoço de uma girafa de um lado e o quadril de uma zebra numa sala de estar do outro lado. Eu fui até a cozinha me servir de água e na volta vi que Fotógrafo do Leste Europeu estava sentado no sofá da sala de vidro e ainda enrolava com o café de velório na mão direita. Nossos olhares se cruzaram e eu senti um baita frio na barriga e tenho certeza que me ruborizei, porque eu não sei mais paquerar. Eu voltei pro meu lugar, de onde podia ver a sala de vidro e Fotógrafo do Leste Europeu se comportava como um ilusionista e desaparecia a todo momento.
Eu estava brincando de ser Adriana Falcão e tentava definir diversos tipos de dores (!), quando ouvi a mais linda voz que já ouvi na minha vida, sussurrar algo ininteligível no meu ouvido esquerdo e me virei, instintivamente, e era Fotógrafo do Leste Europeu desejando minhas coxas enquanto jogava o copinho de café de velório no meu cesto de lixo e aqueles olhos profundamente azuis brilhavam de uma maneira que eu nunca vi.
Eu senti de novo aquele delicioso frio na barriga e balbuciei algo ininteligível e, se eu bem me conheço, algo de conteúdo estúpido e eu e ele ficamos perplexos com o tom delicado e sensual da minha voz.
Ele fez alguma outra coisa que eu não lembro, depois voltou, disse adeus e minha voz não saiu quando tentei dizer algo novamente estúpido, tipo tchau.
Tudo isso me faz crer que devo mesmo seguir os sábios conselhos da Alê e tomar a tal substância pro resto da vida. Passar a ter sonhos recorrentes com Fotógrafo do Leste Europeu, 3 vezes por semana, é tudo que minha pele precisa pra ficar sempre boa.
E o fotógrafo oriundo do Leste Europeu chegou do nada perguntando se o café estava bom. Eu respondi, sem que ele me ouvisse, que pelo horário já devia estar café de velório e ninguém entendeu nada. Café de velório é uma piada interna que inventei há muitos anos e ninguém compreende bem o espírito da coisa. E é sem graça mesmo.
Então, Fotógrafo do Leste Europeu passou por mim com um copinho de café, e eu vi que estava café de velório, mas ele bebia mesmo assim e eu o perdi de vista em meio a multidão (?). Eu sentia muita, muita sede. Peguei minha caneca outra, porque roubaram a preta, e essa é branca e tem o tórax e ½ pescoço de uma girafa de um lado e o quadril de uma zebra numa sala de estar do outro lado. Eu fui até a cozinha me servir de água e na volta vi que Fotógrafo do Leste Europeu estava sentado no sofá da sala de vidro e ainda enrolava com o café de velório na mão direita. Nossos olhares se cruzaram e eu senti um baita frio na barriga e tenho certeza que me ruborizei, porque eu não sei mais paquerar. Eu voltei pro meu lugar, de onde podia ver a sala de vidro e Fotógrafo do Leste Europeu se comportava como um ilusionista e desaparecia a todo momento.
Eu estava brincando de ser Adriana Falcão e tentava definir diversos tipos de dores (!), quando ouvi a mais linda voz que já ouvi na minha vida, sussurrar algo ininteligível no meu ouvido esquerdo e me virei, instintivamente, e era Fotógrafo do Leste Europeu desejando minhas coxas enquanto jogava o copinho de café de velório no meu cesto de lixo e aqueles olhos profundamente azuis brilhavam de uma maneira que eu nunca vi.
Eu senti de novo aquele delicioso frio na barriga e balbuciei algo ininteligível e, se eu bem me conheço, algo de conteúdo estúpido e eu e ele ficamos perplexos com o tom delicado e sensual da minha voz.
Ele fez alguma outra coisa que eu não lembro, depois voltou, disse adeus e minha voz não saiu quando tentei dizer algo novamente estúpido, tipo tchau.
Tudo isso me faz crer que devo mesmo seguir os sábios conselhos da Alê e tomar a tal substância pro resto da vida. Passar a ter sonhos recorrentes com Fotógrafo do Leste Europeu, 3 vezes por semana, é tudo que minha pele precisa pra ficar sempre boa.
21 setembro, 2007
Estou a exatos 10 dias do final do tratamento antitabaco, medicamentosamente falando, e eu já começo a sentir falta dos meus sonhos.
A Alê escreveu sugerindo que eu continue tomando o remédio regularmente pro resto da vida, porque a tal substância tem feito muito bem ao meu blog.
Já a Paty escreveu apostando que eu inventei de parar de fumar porque meu objetivo real era tomar a tal substância e ter sonhos muito doidos, mas tudo conformdade da lei e sem precisar correr da polícia.
Não são umas fofas? :O)
A Alê escreveu sugerindo que eu continue tomando o remédio regularmente pro resto da vida, porque a tal substância tem feito muito bem ao meu blog.
Já a Paty escreveu apostando que eu inventei de parar de fumar porque meu objetivo real era tomar a tal substância e ter sonhos muito doidos, mas tudo conformdade da lei e sem precisar correr da polícia.
Não são umas fofas? :O)
Encontrei C., o mecânico sherlock, no estacionamento, na manhã de quarta-feira.
Ele, lógico, perguntou de sua fonte de renda fixa. Contei que Cascão tem estado meio temperamental e que a última gracinha foi começar a consumir desenfreadamente o óleo do motor.
C. deu um trago profundo no cigarro e sentenciou: motor cansado.
Pela cara dele, deu pra imaginar que isso é algo muito grave, tipo férias não resolvem.
Em franco processo de negação do problema, ignorei a informação por dois dias.
Hoje, tomei consciência da gravidade da coisa.
Parei no mecânico. Cascão ficou internado, em observação.
C. avisou que precisava examinar o cabeçote e os anéis com calma.
Isso me soou meio pornográfico.
Ele, lógico, perguntou de sua fonte de renda fixa. Contei que Cascão tem estado meio temperamental e que a última gracinha foi começar a consumir desenfreadamente o óleo do motor.
C. deu um trago profundo no cigarro e sentenciou: motor cansado.
Pela cara dele, deu pra imaginar que isso é algo muito grave, tipo férias não resolvem.
Em franco processo de negação do problema, ignorei a informação por dois dias.
Hoje, tomei consciência da gravidade da coisa.
Parei no mecânico. Cascão ficou internado, em observação.
C. avisou que precisava examinar o cabeçote e os anéis com calma.
Isso me soou meio pornográfico.
20 setembro, 2007
Chiclete novo:
Comin' down the world turned over
And angels fall without you there
And I go on as you grow colder
All because I'm
Comin' down the years turn over
And angels fall without you there
And I'll go on now i need you hold me
All because I'm
All because I'm
And I'll become
What you became to me
Daí eu durmo e os sonhos me perseguem de uma forma avassaladora.
Sonho recorrente e com trilha é uma coisa muito nova para mim.
E daí eu acordo e fico com isso na cabeça o dia in-tei-ro-ô.
Comin' down the world turned over
And angels fall without you there
And I go on as you grow colder
All because I'm
Comin' down the years turn over
And angels fall without you there
And I'll go on now i need you hold me
All because I'm
All because I'm
And I'll become
What you became to me
Daí eu durmo e os sonhos me perseguem de uma forma avassaladora.
Sonho recorrente e com trilha é uma coisa muito nova para mim.
E daí eu acordo e fico com isso na cabeça o dia in-tei-ro-ô.
19 setembro, 2007
18 setembro, 2007
17 setembro, 2007
14 setembro, 2007
Saí da academia, por volta das 21h30. Hora perfeita pra comprinha fast que eu precisava fazer numa loja de eletrodomésticos. Pesquisei muito e era um negócio da china: pelo preço do secador de cabelo fodão que eu queria, dava pra comprar um bom e, com o troco, uma sanduicheira linda, com placa removível. Um sonho.
Cheguei na loja 21h35. Fechei a compra por volta de 21h45, nunca vi isso.
Lembrei que eu estava usando mochila. A bolsa ficou no carro.
Desci 3 escadas, peguei a bolsa, deixei a mochila, subi 3 escadas e voltei pra loja.
Vendedor avisou que o secador, só o do mostruário.
Não quero. *
Ele jurou que entregaria um novinho, no sábado.
Eu tinha sono, fome e queria ver House, era quinta-feira.
Fui pra fila do caixa, que pelo adiantado da hora, não deveria estar ali.
Tinha um ogro na minha frente que falava muito alto e fazia piada idiota.
O infeliz fez uma compra de mil e tantos reais. Pagou à vista.
Cash. Te juro. Em notas de 10 e de 20 reá. Deu trabalho.
Cheguei em casa 22h55. House estava começando.
* Hoje, minha chefa, muito da sabida, me fez acordar: eu devia ter chorado um desconto enorme no secador do mostruário. Eu fui mesmo muito inocente.
Cheguei na loja 21h35. Fechei a compra por volta de 21h45, nunca vi isso.
Lembrei que eu estava usando mochila. A bolsa ficou no carro.
Desci 3 escadas, peguei a bolsa, deixei a mochila, subi 3 escadas e voltei pra loja.
Vendedor avisou que o secador, só o do mostruário.
Não quero. *
Ele jurou que entregaria um novinho, no sábado.
Eu tinha sono, fome e queria ver House, era quinta-feira.
Fui pra fila do caixa, que pelo adiantado da hora, não deveria estar ali.
Tinha um ogro na minha frente que falava muito alto e fazia piada idiota.
O infeliz fez uma compra de mil e tantos reais. Pagou à vista.
Cash. Te juro. Em notas de 10 e de 20 reá. Deu trabalho.
Cheguei em casa 22h55. House estava começando.
* Hoje, minha chefa, muito da sabida, me fez acordar: eu devia ter chorado um desconto enorme no secador do mostruário. Eu fui mesmo muito inocente.
Era de manhã cedo. Eu estava com sono, preguiça e 15 minutos atrasada.
Parada no sinal, observei o cara que vende Halls a 1 reá se aproximando.
Ele usava camiseta preta com frase em letras brancas.
Na frente dizia: Eu tive [reticências]
E nas costas: [reticências] cara-a-cara com Jesus.
Deu vontade de puxar assunto: - Vem cá, cê que viu mais recentemente, conta: Ele ainda tá de barba, hein?
Pena que o sinal abriu.
Parada no sinal, observei o cara que vende Halls a 1 reá se aproximando.
Ele usava camiseta preta com frase em letras brancas.
Na frente dizia: Eu tive [reticências]
E nas costas: [reticências] cara-a-cara com Jesus.
Deu vontade de puxar assunto: - Vem cá, cê que viu mais recentemente, conta: Ele ainda tá de barba, hein?
Pena que o sinal abriu.
13 setembro, 2007
Só pode ser estafa.
Descansei na sexta passada, trabalhei feito gente grande no sábado.
Domingo foi dia de plantão à distância. Ou seja, no compasso de espera, eu não podia fazer muita coisa. Pelo menos não aquelas que as pessoas normais fazem, tipo beber com os amigos.
Fui ao supermercado comprar os víveres saudáveis pra semana. Desta vez, não perdi a chave mas perdi o juízo.
Já que eu não estava fazendo nada, a caminho de casa, decidi voltar a cozinhar como nos velhos tempos, mesmo sem fogão. (Outra hora eu falo da salada de abobrinha crua).
Comprei uva sem semente e morangos que precisavam ser lavados e secos naquela hora porque, durante a semana, não tenho tempo nem saco.
Ao chegar em casa, antes mesmo de tirar a sandália de salto, comecei a lavar as frutas. E, como todo mundo sabe, morangos e uvas devem ser lavados em água corrente.
Tirei os cabinhos dos morangos, que foram confortavelmente ajeitados no escorredor de arroz. Fiz o mesmo com as uvinhas, que ficaram no escorredor de macarrão. Abri a torneira e, enquanto os morangos tomavam banho de cachoeira, fui até o quarto a fim de vestir algo mais confortável.
Eu juro, isso não levou nem um minuto, eu uso pouca roupa em casa.
Voltei à cozinha e o cenário era desolador.
A pia transbordou, inundou o chão e a gaveta de talheres que estava aberta.
Enquanto tentava secar o estrago, pensava: nessas horas é que eu sinto falta de um companheiro gentil ao meu lado. Não para me ajudar a secar a cozinha ou enxugar os utensílios da gaveta. Não é isso.
Eu precisava apenas que o fofo me dissesse: - Tire a tampinha do ralo, ANTES, mô bem.
Descansei na sexta passada, trabalhei feito gente grande no sábado.
Domingo foi dia de plantão à distância. Ou seja, no compasso de espera, eu não podia fazer muita coisa. Pelo menos não aquelas que as pessoas normais fazem, tipo beber com os amigos.
Fui ao supermercado comprar os víveres saudáveis pra semana. Desta vez, não perdi a chave mas perdi o juízo.
Já que eu não estava fazendo nada, a caminho de casa, decidi voltar a cozinhar como nos velhos tempos, mesmo sem fogão. (Outra hora eu falo da salada de abobrinha crua).
Comprei uva sem semente e morangos que precisavam ser lavados e secos naquela hora porque, durante a semana, não tenho tempo nem saco.
Ao chegar em casa, antes mesmo de tirar a sandália de salto, comecei a lavar as frutas. E, como todo mundo sabe, morangos e uvas devem ser lavados em água corrente.
Tirei os cabinhos dos morangos, que foram confortavelmente ajeitados no escorredor de arroz. Fiz o mesmo com as uvinhas, que ficaram no escorredor de macarrão. Abri a torneira e, enquanto os morangos tomavam banho de cachoeira, fui até o quarto a fim de vestir algo mais confortável.
Eu juro, isso não levou nem um minuto, eu uso pouca roupa em casa.
Voltei à cozinha e o cenário era desolador.
A pia transbordou, inundou o chão e a gaveta de talheres que estava aberta.
Enquanto tentava secar o estrago, pensava: nessas horas é que eu sinto falta de um companheiro gentil ao meu lado. Não para me ajudar a secar a cozinha ou enxugar os utensílios da gaveta. Não é isso.
Eu precisava apenas que o fofo me dissesse: - Tire a tampinha do ralo, ANTES, mô bem.
12 setembro, 2007
Semana passada, eu sofri um bocado.
Na quarta-feira, fiz a primeira pequena gengivectomia com Dr. S.
Apesar de eu ter seguido direitinho todos procedimentos pré-cirúrgicos, a gengiva ainda estava um pouco inflamada, de modo que aquela compressinha de xilo que o dentista costuma fazer só serviu pra adormecer minha língua.
Vi estrelas durante a anestesia e Dr. S. fazia cara de paisagem, diante do meu olhar de súplica.
Doutor S. é um cavalo.
Sexta-feira, eu tenho nova visita ao Dr. Horse.
A gengiva está praticamente nova, mas eu sei que vou sangrar e sofrer de novo.
Melhor atualizar estoque de Häagen-Dazs em casa.
Na quarta-feira, fiz a primeira pequena gengivectomia com Dr. S.
Apesar de eu ter seguido direitinho todos procedimentos pré-cirúrgicos, a gengiva ainda estava um pouco inflamada, de modo que aquela compressinha de xilo que o dentista costuma fazer só serviu pra adormecer minha língua.
Vi estrelas durante a anestesia e Dr. S. fazia cara de paisagem, diante do meu olhar de súplica.
Doutor S. é um cavalo.
Sexta-feira, eu tenho nova visita ao Dr. Horse.
A gengiva está praticamente nova, mas eu sei que vou sangrar e sofrer de novo.
Melhor atualizar estoque de Häagen-Dazs em casa.
11 setembro, 2007
04 setembro, 2007
As madrugadas têm sido cada vez mais produtivas.
Vi uma comédia, cujo nome eu não lembro. O protagonista, cujo nome eu também não lembro, contracenava com Jack Lemmon, bem velhinho lindo, e comia a Bonnie Hunt nas horas vagas.
Jack Lemmon era, supostamente, o pior entre os mais cruéis carrascos nazistas, durante a Segunda Guerra, e vizinho do protagonista, a quem vamos chamar de Jake.
Jake era um professor de Ética, solitário e um tanto problemático, logo vocês vão notar.
Então teve uma festa na casa do Carrasco e Jake foi. Contrariado mas foi. E deu briga feia. Saiu no braço com dois caras, apanhou pra caramba, foi atendido no hospital por uma médica fofa (Bonnie) e rolou uma safadeza branda entre os dois.
Bem branda, uma vez que Jake vivia broxando, porque não parava de pensar em tanta maldade que o Carrasco fez na vida.
Pra encurtar a história, Jake matou Carrasco. De uma maneira ridícula mas matou.
Jake, além de solitário e um tanto problemático, era também muito azarado.
Como Carrasco foi assassinado por envenenamento, a polícia considerou todas evidências como suicídio e ficou tudo por isso mesmo.
Só que, como já disse, Jake tem problemas. O fato de Carrasco ter passado para a história como um suicida o deixou deveras abalado.
Então eu cochilei um pouquinho porque já passava das cinco e tive um sonho sinistro.
Quando acordei, o Jake tinha inventado de fazer terapia, essa parte foi legal. Um dia, a imprensa descobriu que houve uma troca de identidade, que Carrasco era um simples cozinheiro e o carrasco de verdade ainda tava vivo, em algum lugar do planeta.
Jake se sentiu muito culpado. Jake era um cara sensível. Matou um velhinho inocente.
Optou, então, pela auto-punição. (Come on, Jake!)
Embora fosse um broxa e num desse à fofa a atenção merecida, ele a amava, havia marcadado casamento, de aliança e tudo. Jake decidiu romper a relação com a fofa, sem alguma explicação. Nada além da boa e velha pataquada “eu não mereço você” .
Percebam que Jake, além de burro, também pode ser muito mau quando decide se auto-punir.
Fofa ficou a sofrer e Jake continuou se aprimorando no seu novo esporte.
Passou a freqüentar a casa do Carrasco, cuja filha, mãe dos gêmeos, tava passando necessidade. Compadecido com a situação, envolveu-se com a baranga. E bota baranga nisso.
Jake casou-se com Baranga, levando os gêmeos e o cachorro mala no pacote.
Na noite de núpcias, ele constata um fato e descobre um segredo. O fato é que Baranga era frígida. (Ora, isso tava na cara, Jake!). O segredo eu não conto, porque vai que vocês resolvem assistir à fita.
Só sei que isso tudo me levou a pensar numa série de coisas, parte delas muito sérias. A única que posso contar é a mais conclusiva: não posso continuar assim, tenho que voltar a dormir direitinho.
As outras, morrem comigo.
Vi uma comédia, cujo nome eu não lembro. O protagonista, cujo nome eu também não lembro, contracenava com Jack Lemmon, bem velhinho lindo, e comia a Bonnie Hunt nas horas vagas.
Jack Lemmon era, supostamente, o pior entre os mais cruéis carrascos nazistas, durante a Segunda Guerra, e vizinho do protagonista, a quem vamos chamar de Jake.
Jake era um professor de Ética, solitário e um tanto problemático, logo vocês vão notar.
Então teve uma festa na casa do Carrasco e Jake foi. Contrariado mas foi. E deu briga feia. Saiu no braço com dois caras, apanhou pra caramba, foi atendido no hospital por uma médica fofa (Bonnie) e rolou uma safadeza branda entre os dois.
Bem branda, uma vez que Jake vivia broxando, porque não parava de pensar em tanta maldade que o Carrasco fez na vida.
Pra encurtar a história, Jake matou Carrasco. De uma maneira ridícula mas matou.
Jake, além de solitário e um tanto problemático, era também muito azarado.
Como Carrasco foi assassinado por envenenamento, a polícia considerou todas evidências como suicídio e ficou tudo por isso mesmo.
Só que, como já disse, Jake tem problemas. O fato de Carrasco ter passado para a história como um suicida o deixou deveras abalado.
Então eu cochilei um pouquinho porque já passava das cinco e tive um sonho sinistro.
Quando acordei, o Jake tinha inventado de fazer terapia, essa parte foi legal. Um dia, a imprensa descobriu que houve uma troca de identidade, que Carrasco era um simples cozinheiro e o carrasco de verdade ainda tava vivo, em algum lugar do planeta.
Jake se sentiu muito culpado. Jake era um cara sensível. Matou um velhinho inocente.
Optou, então, pela auto-punição. (Come on, Jake!)
Embora fosse um broxa e num desse à fofa a atenção merecida, ele a amava, havia marcadado casamento, de aliança e tudo. Jake decidiu romper a relação com a fofa, sem alguma explicação. Nada além da boa e velha pataquada “eu não mereço você” .
Percebam que Jake, além de burro, também pode ser muito mau quando decide se auto-punir.
Fofa ficou a sofrer e Jake continuou se aprimorando no seu novo esporte.
Passou a freqüentar a casa do Carrasco, cuja filha, mãe dos gêmeos, tava passando necessidade. Compadecido com a situação, envolveu-se com a baranga. E bota baranga nisso.
Jake casou-se com Baranga, levando os gêmeos e o cachorro mala no pacote.
Na noite de núpcias, ele constata um fato e descobre um segredo. O fato é que Baranga era frígida. (Ora, isso tava na cara, Jake!). O segredo eu não conto, porque vai que vocês resolvem assistir à fita.
Só sei que isso tudo me levou a pensar numa série de coisas, parte delas muito sérias. A única que posso contar é a mais conclusiva: não posso continuar assim, tenho que voltar a dormir direitinho.
As outras, morrem comigo.
Chegou o dia, da sempre tão temida visita anual ao dentista.
A do ano passado foi tranqüila, porque Dr. Pokemon é um doce. Conseguiu até restaurar um dente meu sem anestesia, onde já se viu? Tenho pavor.
Só que Dr. Pokemon fica do outro da cidade e não atende o convênio da firma. :/
A amiga do Leste Europeu que trabalha comigo descobriu uma clínica bem legal, praticamente do outro lado da rua. Ela foi lá e aprovou o serviço.
Fui na confiança, porque amiga do Leste Europeu consegue ser mais cagona do que eu.
E foi assim que fui cair nas garras temível do Dr. S. (preciso de mais algumas consultas pra criar um apelido legal)
- Dói algum dente?
- Não, mas minha gengiva tá muito, muito sensível. Sangra só de olhar. Quando eu fumava não tinha esse problema.
- Casada ou solteira?
- Divorciada.
- O que vai acontecer é que na primeira vez que o ex esquecer de pagar a pensão, você vai estressar e voltar de fumar.
- Não recebo pensão.
- Então vamos fazer limpeza e clareamento…
(achei legal a idéia do clareamento, mas fiquei com medo dos meus dentes ficarem brilhando no escuro, que nem os do Ross*. :O))
… mas antes vamos ter que fazer duas gengivectomias.
(puta merda, tava indo tudo tão bem).
- Vai doer?
- Na hora, não.
- Tá querendo me dizer que eu vou sofrer é no pós?
- Vai.
- Você conseguiu me apavorar.
(nessa hora, jurei vingança)
Dr. S. recomeçou o exame clínico. Contou que tem uma filha de 15 anos. Outro dia, a garota chegou em casa com as unhas pintadas de marrom. E que é difícil pra ele aceitar que filha sua pinte as unhas de marrom.
(huh! Era a vingança começando a se desenhar)
Eu acho a relação dentista/paciente muito desigual. O cara enche a tua boa de algodão, bota aquele sugador que faz barulhão e fica o tempo falando coisas sem noção e você, vítima, sem chance de revidar. Chega a ser uma humilhante.
Ele me perguntou se minha filha estudava.
Repondi, monossilábica e com voz de cadeira de dentista.
Na hora, pensei: não, Dr. S. Ela costuma promover pequenos espetáculos de pirofagia, no farol da Rebouças. Aliás, isso me deixa muito preocupada com esmalte dos dentes dela.
Impossibilitada de qualquer outra forma de verbalização, fui obrigada a me calar.
No final da consulta, marcamos o cronograma do tratamento.
Mas antes de sair, não resisti: - Dr. S., como mãe de adolescente eu tenho dois anos a mais experiência. Pensa que, não vai demorar muito, cê vai ter saudades do tempo que sua maior preocupação era com a cor do esmalte da sua filha. Vai por mim.
- Não fala isso. Agora você me assustou.
Próxima consulta, amanhã. Isso tá começando a ficar divertido.
* Ross, em episódio de alguma temporada de Friends, tinha um encontro com uma garota linda e decidiu fazer clareramento dos dentes em casa. Deixou o negócio agir além do indicado e seus dentes ficaram assustadoramente brancos. A ponto de brilharem mesmo no escuro. Medo.
A do ano passado foi tranqüila, porque Dr. Pokemon é um doce. Conseguiu até restaurar um dente meu sem anestesia, onde já se viu? Tenho pavor.
Só que Dr. Pokemon fica do outro da cidade e não atende o convênio da firma. :/
A amiga do Leste Europeu que trabalha comigo descobriu uma clínica bem legal, praticamente do outro lado da rua. Ela foi lá e aprovou o serviço.
Fui na confiança, porque amiga do Leste Europeu consegue ser mais cagona do que eu.
E foi assim que fui cair nas garras temível do Dr. S. (preciso de mais algumas consultas pra criar um apelido legal)
- Dói algum dente?
- Não, mas minha gengiva tá muito, muito sensível. Sangra só de olhar. Quando eu fumava não tinha esse problema.
- Casada ou solteira?
- Divorciada.
- O que vai acontecer é que na primeira vez que o ex esquecer de pagar a pensão, você vai estressar e voltar de fumar.
- Não recebo pensão.
- Então vamos fazer limpeza e clareamento…
(achei legal a idéia do clareamento, mas fiquei com medo dos meus dentes ficarem brilhando no escuro, que nem os do Ross*. :O))
… mas antes vamos ter que fazer duas gengivectomias.
(puta merda, tava indo tudo tão bem).
- Vai doer?
- Na hora, não.
- Tá querendo me dizer que eu vou sofrer é no pós?
- Vai.
- Você conseguiu me apavorar.
(nessa hora, jurei vingança)
Dr. S. recomeçou o exame clínico. Contou que tem uma filha de 15 anos. Outro dia, a garota chegou em casa com as unhas pintadas de marrom. E que é difícil pra ele aceitar que filha sua pinte as unhas de marrom.
(huh! Era a vingança começando a se desenhar)
Eu acho a relação dentista/paciente muito desigual. O cara enche a tua boa de algodão, bota aquele sugador que faz barulhão e fica o tempo falando coisas sem noção e você, vítima, sem chance de revidar. Chega a ser uma humilhante.
Ele me perguntou se minha filha estudava.
Repondi, monossilábica e com voz de cadeira de dentista.
Na hora, pensei: não, Dr. S. Ela costuma promover pequenos espetáculos de pirofagia, no farol da Rebouças. Aliás, isso me deixa muito preocupada com esmalte dos dentes dela.
Impossibilitada de qualquer outra forma de verbalização, fui obrigada a me calar.
No final da consulta, marcamos o cronograma do tratamento.
Mas antes de sair, não resisti: - Dr. S., como mãe de adolescente eu tenho dois anos a mais experiência. Pensa que, não vai demorar muito, cê vai ter saudades do tempo que sua maior preocupação era com a cor do esmalte da sua filha. Vai por mim.
- Não fala isso. Agora você me assustou.
Próxima consulta, amanhã. Isso tá começando a ficar divertido.
* Ross, em episódio de alguma temporada de Friends, tinha um encontro com uma garota linda e decidiu fazer clareramento dos dentes em casa. Deixou o negócio agir além do indicado e seus dentes ficaram assustadoramente brancos. A ponto de brilharem mesmo no escuro. Medo.
31 agosto, 2007
30 agosto, 2007
Fui renovar minha matrícula na academia e descobri que perdi o prazo e o descontão. Achei muito injusto da parte deles e desabafei com o simpático da recepção, porque isso não é prudente, pois eles deviam cogitar que estou sendo assediada por uma academia fodona de Pilates quase que diariamente, oferecendo descontos tentadores mas, não, eu decidi renovar minha matrícula porque prefiro continuar puxando ferro com eles, e que eu merecia mais consideração e o meu desconto de volta (dispnéia + beicinho).
- Não tem como dar o desconto. Mas você quer uma mochila verde ou cor-de-rosa?
Se tem uma coisa que eu amo na vida são as pequenas gentilezas, tipo brinde-surpresa.
- Não tem como dar o desconto. Mas você quer uma mochila verde ou cor-de-rosa?
Se tem uma coisa que eu amo na vida são as pequenas gentilezas, tipo brinde-surpresa.
29 agosto, 2007
27 agosto, 2007
A novela da chave.
Domingo, final de tarde, deixei Oli na casa do namorado, passei
em casa pra deixar as compras dos perecíveis da semana e
ia me mandar pra casa da amiga.
Só que cadê a chave de casa? Hein? Hein?
Desespero 1: pra conter custos, mudei o plano do meu seguro,
de modo que não tenho mais seguro residencial. Economia
porca, eu descobri.
Desespero 2: os caras da seguradora não sabem onde fica
meu bairro, de modo que só me forneceram telefones de
chaveiros localizados na Lapa ou em Santana. Ódio.
Conselho 1: quando você vir um anúncio de chaveiro com destaque 24
HORAS, saiba que é mentira. Ou, pelo menos, não vale
para as tardes/noites de domingo.
Desespero 3: a bateria do meu celular estava no talo.
Desespero 4: eu estava com muita vontade de ir ao banheiro.
E seria fortemente aconselhável que fosse o MEU banheiro.
Desesperto 5: peguei o carro e comecei a vagar sem rumo.
Quando dei por mim, estava na minha padaria predileta.
Perguntei ao moço do caixa se ele conhecia algum outro
chaveiro, porque o 24 horas do bairro, aquele vagabundo,
não atende celular aos domingos. E o moço do caixa falou
que ontem mesmo tinha passado um sujeito lá e deixado
telefones pra contato.
Desespero 6: a bateria do celular estava mesmo acabando. E o
cara que atendeu o telefone era meio surdo e falava devagar.
Desespero 7: o cara levou mais de 40 minutos para chegar. E
até que ele era um cara legal. Enquanto arrombava a fechadura,
me contou que perdeu o pai recentemente, é artista
plástico, escritor e como a gente já sabe, chaveiro nas
horas vagas, foi assaltado, levaram todas as suas
ferramentas e hoje ele usa furadeira elétrica do falecido.
Desespero 8: o cara até que legal me deu uma facada de 85
reais e um esporro por causa das condições precárias
de segurança da minha porta.
Desespero 9: o cara até que legal anotou o telefone dele e
o endereço do fotolog com suas obras de arte num pedaço de papel. Medo.
Desespero 10: hoje de manhã, tive que chamar o chaveiro do bairro, pra trocar o miolo da fechadura, de modo que soma-se ao prejuízo mais 35 reais. E eu reconheci o desgraçado: ele não atendia o maldito celular porque tava enchendo a cara na padaria, eu o reconheci.
Disso tudo conclui-se que, se depois de um fim de tarde como aquele eu não voltei a fumar, eu não volto nunca mais.
PS: e antes que me perguntem, eu digo: Não, a porra da
chave não está no freezer. Grr.
Domingo, final de tarde, deixei Oli na casa do namorado, passei
em casa pra deixar as compras dos perecíveis da semana e
ia me mandar pra casa da amiga.
Só que cadê a chave de casa? Hein? Hein?
Desespero 1: pra conter custos, mudei o plano do meu seguro,
de modo que não tenho mais seguro residencial. Economia
porca, eu descobri.
Desespero 2: os caras da seguradora não sabem onde fica
meu bairro, de modo que só me forneceram telefones de
chaveiros localizados na Lapa ou em Santana. Ódio.
Conselho 1: quando você vir um anúncio de chaveiro com destaque 24
HORAS, saiba que é mentira. Ou, pelo menos, não vale
para as tardes/noites de domingo.
Desespero 3: a bateria do meu celular estava no talo.
Desespero 4: eu estava com muita vontade de ir ao banheiro.
E seria fortemente aconselhável que fosse o MEU banheiro.
Desesperto 5: peguei o carro e comecei a vagar sem rumo.
Quando dei por mim, estava na minha padaria predileta.
Perguntei ao moço do caixa se ele conhecia algum outro
chaveiro, porque o 24 horas do bairro, aquele vagabundo,
não atende celular aos domingos. E o moço do caixa falou
que ontem mesmo tinha passado um sujeito lá e deixado
telefones pra contato.
Desespero 6: a bateria do celular estava mesmo acabando. E o
cara que atendeu o telefone era meio surdo e falava devagar.
Desespero 7: o cara levou mais de 40 minutos para chegar. E
até que ele era um cara legal. Enquanto arrombava a fechadura,
me contou que perdeu o pai recentemente, é artista
plástico, escritor e como a gente já sabe, chaveiro nas
horas vagas, foi assaltado, levaram todas as suas
ferramentas e hoje ele usa furadeira elétrica do falecido.
Desespero 8: o cara até que legal me deu uma facada de 85
reais e um esporro por causa das condições precárias
de segurança da minha porta.
Desespero 9: o cara até que legal anotou o telefone dele e
o endereço do fotolog com suas obras de arte num pedaço de papel. Medo.
Desespero 10: hoje de manhã, tive que chamar o chaveiro do bairro, pra trocar o miolo da fechadura, de modo que soma-se ao prejuízo mais 35 reais. E eu reconheci o desgraçado: ele não atendia o maldito celular porque tava enchendo a cara na padaria, eu o reconheci.
Disso tudo conclui-se que, se depois de um fim de tarde como aquele eu não voltei a fumar, eu não volto nunca mais.
PS: e antes que me perguntem, eu digo: Não, a porra da
chave não está no freezer. Grr.
Então, depois de um século, eu escrevo pro moço contando que, desde que voltei a São Paulo, engordei 10 quilos. Só que eu não entro no detalhe que cheguei fraquinha, pesando quase 45.
E nada do moço responder. Deve mesmo ter se assustado. E deve também estar imaginando se tratar da triste fábula da baleia encalhada.
E aí, era uma vez.
E nada do moço responder. Deve mesmo ter se assustado. E deve também estar imaginando se tratar da triste fábula da baleia encalhada.
E aí, era uma vez.
24 agosto, 2007
Nada, não.
Foi apenas uma semaninha meio que pra rasgar e jogar no lixo.
Noite passada, meu inconsciente resolveu quebrar minha perna e me fez sonhar mais ou menos assim:
… I was scared,
I was scared Tired and under prepared But I waited for it If you go, if you go Then leave me down here on my own Then I'll wait for you, yeah Yeah, how long must you wait for it? Yeah, how long must you pay for it? Yeah, how long must you wait for it? For it, yeah Sing it please, please, please Come back and sing to me To me, me Come on and sing it out, now, now Come on and sing it out, to me, me Come back and sing. In my place, in my place Were lines that I couldn't change I was lost, oh yeah…
[ColdPlay]
Foi apenas uma semaninha meio que pra rasgar e jogar no lixo.
Noite passada, meu inconsciente resolveu quebrar minha perna e me fez sonhar mais ou menos assim:
… I was scared,
I was scared Tired and under prepared But I waited for it If you go, if you go Then leave me down here on my own Then I'll wait for you, yeah Yeah, how long must you wait for it? Yeah, how long must you pay for it? Yeah, how long must you wait for it? For it, yeah Sing it please, please, please Come back and sing to me To me, me Come on and sing it out, now, now Come on and sing it out, to me, me Come back and sing. In my place, in my place Were lines that I couldn't change I was lost, oh yeah…
[ColdPlay]
20 agosto, 2007
Um amigo da família, sósia do lindo de Law & Order, aparece na casa da minha mãe e se apaixona irremediavelmente pela minha pessoa. O cara, de uma beleza perturbadora, faz declaração de amor eterno e diz que vai cuidar bem de mim (suspiros)*. Interrompo o discurso do moço: - eu nunca disse isso a um homem antes, mas seu delineador está borrado. :|
Na mesma noite, sou atacada por um pit bull conhecido e consigo dominar o bicho no ar, segurando-o pela garganta, no exato momento em que ele tenta dar o bote na minha jugular. Um lance meio Tarantino, entende?
E de onde veio esse, tem muito mais.
Então, quando o pessoal do laboratório escreveu na bula que 1 a cada 100 pacientes apresenta sonhos anormais, eles não estavam brincando.
Acredite em mim.
* dispnéia também consta na bula.
Na mesma noite, sou atacada por um pit bull conhecido e consigo dominar o bicho no ar, segurando-o pela garganta, no exato momento em que ele tenta dar o bote na minha jugular. Um lance meio Tarantino, entende?
E de onde veio esse, tem muito mais.
Então, quando o pessoal do laboratório escreveu na bula que 1 a cada 100 pacientes apresenta sonhos anormais, eles não estavam brincando.
Acredite em mim.
* dispnéia também consta na bula.
08 agosto, 2007
07 agosto, 2007
06 agosto, 2007
24 julho, 2007
06 julho, 2007
25 junho, 2007
Sábado, teve arraial no colégio.
A turma do terceiro ano dançou quadrilha.
Menino vestido de menina e vice-versa. Esquemão.
Teve até um padre.
No caminho da nossa roça, perguntei à Oli:
- Filha, aquele padre é casado, hein?
- Hã?
- Analisa. Um cinqüentão que se dispõe a ser padre numa quadrilha de adolescentes transformistas merece todo meu respeito e consideração.
- Mãe!
A turma do terceiro ano dançou quadrilha.
Menino vestido de menina e vice-versa. Esquemão.
Teve até um padre.
No caminho da nossa roça, perguntei à Oli:
- Filha, aquele padre é casado, hein?
- Hã?
- Analisa. Um cinqüentão que se dispõe a ser padre numa quadrilha de adolescentes transformistas merece todo meu respeito e consideração.
- Mãe!
20 junho, 2007
Meio-dia em ponto. Há 36 horas sem fumar e eu ainda não matei nem feri ninguém gravemente.
Nem me reconheço.
Dezoito em ponto. Há 42 horas sem fumar e eu sinto como se meu corpo se amotinasse, foco da pressão na minha garganta, e ordenasse: ok, você já provou do que é capaz, mô bem. Agora pára com essa palhaçada e acende logo a porra do cigarro, antes que eu fique bravo, baibe.
O mais difícil é isso. Minha garganta fica seca a cada 30 segundos.
Comporto-me como uma esponja não alcóolica.
É inacreditável o volume de água consumido desde então.
Hoje, foram 3 litros.
Largar o cigarro é mais ou menos como tentar esquecer aquele amor cachorro que te abandonou à deriva, te maltratou e tanto te fez sofrer. Do nada, você esquece a parte chata e vem a saudade imensa dos momentos inesquecíveis e felizes que você e o amor-cachorro passaram juntos, madrugadas adentro, mundo afora. Vontade incontrolável de recomeçar tudo, e tê-lo novamente entre seus dedos e seus lábios. Cof.
Abstinência é foda. Saudade é pior.
Tudo bem que o amor cachorro não é da sua conta.
Mas, quanto ao abandono do vício, que ninguém aqui ouse sequer tentar sair de uma dependência química pesada sozinho. Melhor chamar os caras de branco, aqueles que têm registro em conselho regional.
Num seja louco.
Nem me reconheço.
Dezoito em ponto. Há 42 horas sem fumar e eu sinto como se meu corpo se amotinasse, foco da pressão na minha garganta, e ordenasse: ok, você já provou do que é capaz, mô bem. Agora pára com essa palhaçada e acende logo a porra do cigarro, antes que eu fique bravo, baibe.
O mais difícil é isso. Minha garganta fica seca a cada 30 segundos.
Comporto-me como uma esponja não alcóolica.
É inacreditável o volume de água consumido desde então.
Hoje, foram 3 litros.
Largar o cigarro é mais ou menos como tentar esquecer aquele amor cachorro que te abandonou à deriva, te maltratou e tanto te fez sofrer. Do nada, você esquece a parte chata e vem a saudade imensa dos momentos inesquecíveis e felizes que você e o amor-cachorro passaram juntos, madrugadas adentro, mundo afora. Vontade incontrolável de recomeçar tudo, e tê-lo novamente entre seus dedos e seus lábios. Cof.
Abstinência é foda. Saudade é pior.
Tudo bem que o amor cachorro não é da sua conta.
Mas, quanto ao abandono do vício, que ninguém aqui ouse sequer tentar sair de uma dependência química pesada sozinho. Melhor chamar os caras de branco, aqueles que têm registro em conselho regional.
Num seja louco.
18 junho, 2007
31 maio, 2007
28 maio, 2007
Final de semana cheio de preguiça. O frio me engessa.
Ontem, cassoulet, brigadeiro de colher, tv, sofá e cobertor.
Ouvi frases memoráveis. Tipo assim:
- Nunca coma neve amarela. (Charlie – Two and a half men)
Pura sabedoria.
- Mais vale um sapo na mão do que um príncipe que te dá o cano. (1o episódio da 2a temporada de Mothern)
É.
Foi um domingo muito instrutivo.
Ontem, cassoulet, brigadeiro de colher, tv, sofá e cobertor.
Ouvi frases memoráveis. Tipo assim:
- Nunca coma neve amarela. (Charlie – Two and a half men)
Pura sabedoria.
- Mais vale um sapo na mão do que um príncipe que te dá o cano. (1o episódio da 2a temporada de Mothern)
É.
Foi um domingo muito instrutivo.
Passou na 5a, reprisou no domingo.
House mostrou ser o maior calhorda de todos os tempos. Um calhorda adorável, é fato. Mas, ainda assim, um calhorda.
Fora aquele lance do cara ter que esquecer a garota na marra. Eletrochoque para deletar a memória afetiva. Achei tudo muito prático. Adorei. Eu também quero, pra ontem.
House mostrou ser o maior calhorda de todos os tempos. Um calhorda adorável, é fato. Mas, ainda assim, um calhorda.
Fora aquele lance do cara ter que esquecer a garota na marra. Eletrochoque para deletar a memória afetiva. Achei tudo muito prático. Adorei. Eu também quero, pra ontem.
23 maio, 2007
22 maio, 2007
Existe um movimento, criado à minha revelia, para arranjar namorado pra mim. Acho fofo da parte deles, mas.
Soube que, outro dia, um cara apareceu na agência, ficou encantado com a minha pessoa (cof, cof) e foi levantar minha ficha como a moça do café.
Já cansei de falar que alcovitagem não costuma dar certo. Namorado não se procura nem se arranja. Namorado, com alguma sorte, a gente encontra quando menos espera.
Também já falei que meu target, hoje em dia, é coroa viúvo e sem filho. Porque se é pra conviver com fantasma de ex, que seja um fantasma de verdade. Tipo morta e literalmente enterrada.
Ninguém me escuta. :O)
Soube que, outro dia, um cara apareceu na agência, ficou encantado com a minha pessoa (cof, cof) e foi levantar minha ficha como a moça do café.
Já cansei de falar que alcovitagem não costuma dar certo. Namorado não se procura nem se arranja. Namorado, com alguma sorte, a gente encontra quando menos espera.
Também já falei que meu target, hoje em dia, é coroa viúvo e sem filho. Porque se é pra conviver com fantasma de ex, que seja um fantasma de verdade. Tipo morta e literalmente enterrada.
Ninguém me escuta. :O)
21 maio, 2007
- Filha, minha consciência tá pesada. A máquina de lavar não tem conserto e eu gastei quase o equivalente a uma lava-roupa nova em 4 calças jeans.
- Relax, mami. Você fez o que tinha que ser feito.
- Como assim?
- Pensa. Agora você tem roupas para colocar na máquina. Quando você comprar uma.
- Olívia Bloom, sua forma de raciocinar me conforta.
- Relax, mami. Você fez o que tinha que ser feito.
- Como assim?
- Pensa. Agora você tem roupas para colocar na máquina. Quando você comprar uma.
- Olívia Bloom, sua forma de raciocinar me conforta.
- Filha, você deveria usar todo seu poder de fazer amigos e influenciar pessoas a meu favor.
- Tipo?
- Tipo, lançar a campanha Quero House Para Meu Padrasto. Que tal?
- Cê não vai agüentar o cara. Em 3 dias, você desiste.
- Cê que pensa. Na primeira que ele aprontar, eu posso fraudar o frasco de vicodin do fofo. Jogo os comprimidos na privada e coloco aspirina no lugar.
- Tic Tac é mais legal.
- Boa.
Acho que eu criei um monstro.
- Tipo?
- Tipo, lançar a campanha Quero House Para Meu Padrasto. Que tal?
- Cê não vai agüentar o cara. Em 3 dias, você desiste.
- Cê que pensa. Na primeira que ele aprontar, eu posso fraudar o frasco de vicodin do fofo. Jogo os comprimidos na privada e coloco aspirina no lugar.
- Tic Tac é mais legal.
- Boa.
Acho que eu criei um monstro.
20 maio, 2007
18 maio, 2007
17 maio, 2007
Um amor correspondido.
Eu tenho uma escova de cabelo anã. Daquelas que a gente compra na boca do caixa, em farmácia de bairro. Custou 3 reá. É bem vagabunda mas é perfeita para levar na bolsa para ajeitar as madeixas, em caso de emergência. Tipo, tropeçar num homem lindo. Casos de emergência têm sido cada vez mais raros por aqui, o que eu acho um desperdício.
Eu tenho também um porta-níquel. Ele é todo metido, todo cheio de brilhos e tal. Não fosse o comportamento que tem apresentado de uns tempos pra cá, eu diria que ele é gay. Ele vive na minha bolsa, porque moedinhas são itens de primeira necessidade. Mais do que a escova.
Basicamente eu tenho duas bolsas para usar no dia-a-dia. Uma bege, outra preta.
Quando eu uso a preta, nem me importo muito de não ocorrerem casos de emergência, porque não levo a escova. Não cabe. Já no dia em que decido pela bege, vira a festa do caqui: até óculos escuro viaja com estojo. E é também quando, numa espécie de Feitiço de Áquila no reino dos inanimados, o porta-níquel metrossexual encontra sua alma-gêmea, a escova vagaba.
E é aí que começam os meus problemas. Por mais que eu os coloque em lados separados, eles dão um jeito de ficar juntinhos. Eles têm vontade própria. E que vontade!
Na hora da correria, tento achar o porta-níquel, que nunca está no lugar. Vira, mexe, remexe, tá ele lá, com a escova.
Pior: tem vezes que eu pego o bendito e a vagaba vem junto, fazendo escâncalo, espalhando fios de cabelo sobre o balcão. Passo vergonha.
Porque |juntinhos| é modo de dizer. Eles vivem atracados, nas posições mais bizarras. Uma coisa quase pornográfica. Parece que rola um sentimento.
E quer mesmo saber? Chega a dar inveja.
Eu tenho uma escova de cabelo anã. Daquelas que a gente compra na boca do caixa, em farmácia de bairro. Custou 3 reá. É bem vagabunda mas é perfeita para levar na bolsa para ajeitar as madeixas, em caso de emergência. Tipo, tropeçar num homem lindo. Casos de emergência têm sido cada vez mais raros por aqui, o que eu acho um desperdício.
Eu tenho também um porta-níquel. Ele é todo metido, todo cheio de brilhos e tal. Não fosse o comportamento que tem apresentado de uns tempos pra cá, eu diria que ele é gay. Ele vive na minha bolsa, porque moedinhas são itens de primeira necessidade. Mais do que a escova.
Basicamente eu tenho duas bolsas para usar no dia-a-dia. Uma bege, outra preta.
Quando eu uso a preta, nem me importo muito de não ocorrerem casos de emergência, porque não levo a escova. Não cabe. Já no dia em que decido pela bege, vira a festa do caqui: até óculos escuro viaja com estojo. E é também quando, numa espécie de Feitiço de Áquila no reino dos inanimados, o porta-níquel metrossexual encontra sua alma-gêmea, a escova vagaba.
E é aí que começam os meus problemas. Por mais que eu os coloque em lados separados, eles dão um jeito de ficar juntinhos. Eles têm vontade própria. E que vontade!
Na hora da correria, tento achar o porta-níquel, que nunca está no lugar. Vira, mexe, remexe, tá ele lá, com a escova.
Pior: tem vezes que eu pego o bendito e a vagaba vem junto, fazendo escâncalo, espalhando fios de cabelo sobre o balcão. Passo vergonha.
Porque |juntinhos| é modo de dizer. Eles vivem atracados, nas posições mais bizarras. Uma coisa quase pornográfica. Parece que rola um sentimento.
E quer mesmo saber? Chega a dar inveja.
16 maio, 2007
O acendedor de farol do Cascão quebrou. O farol funciona.
Mas aquela ponta da haste que aciona o comando quebrou. Nem queira saber como, que me dá nervoso.
Fui na Fiat. Apenas R$ 342,00, sem contar a mão de obra. E o explorador de desgraças não parcela no cartão.
Fui numa outra loja de auto-peças, na hora do almoço. Baixou pra R$ 120,00.
Fiquei tão animada que deu vontade de comprar duas e ainda sobraria trocão.
Ainda vou traçar um Plano C.
Ódio.
Mas aquela ponta da haste que aciona o comando quebrou. Nem queira saber como, que me dá nervoso.
Fui na Fiat. Apenas R$ 342,00, sem contar a mão de obra. E o explorador de desgraças não parcela no cartão.
Fui numa outra loja de auto-peças, na hora do almoço. Baixou pra R$ 120,00.
Fiquei tão animada que deu vontade de comprar duas e ainda sobraria trocão.
Ainda vou traçar um Plano C.
Ódio.
15 maio, 2007
As desculpas acabaram.
Não restou um motivo racional sequer.
Tá. Eu fui tragada resolução inadiável das minhas
pendências burocraticas e completamente absorvida pelo horário de trabalho fora de órbita. Certo?
- Não, Ana, disse-me o espelho da minha consciência.
(quando minha consciência resolve ser lacônica, fodeu)
Tem feito muito frio.
O exame médico já foi providenciado, but, algo me diz que tá
faltando um carimbo.
A depilação tá com o prazo estourado, não dá pra treinar com a perna desse jeito.
Eu sei. Nada justifica.
Quando decidi que eu faria (!) de 2007 um ano mais delicado
pra mim, eu sabia que não ia ser mole.
E tava indo tudo tão bem.
E meu corpo tava ficando tão mais bonitinho.
Só que o tempo passa e o treino todo se perde, se eu bobear.
Não é um bom momento para o manjado número do auto-boicote
resolver sair da manga.
Delicadeza é também aprender com erros e fugir das
repetições. Isso a gente deveria aprender nos bancos da
escola.
Entao, foi auto-decretada minha volta a academia.
E vai ser hoje, terça-feira.
Mesmo que o PCC ataque.
Ontem à noite, eu fui apenas pra levar o atestado médico e marcar a
avaliação física, adiada desde o final de março. (a vantagem
é que, pensa, com os 2 meses de treino provisório,
eu vou sair bem melhor na foto do ANTES. :O)
E vamos combinar que segunda-feira nunca foi mesmo um dia
muito produtivo pra treinar.
Era melhor encarar trânsito desgraçado do que o espelho da
consciência. Eu não brinco mais com isso
A mocinha-toda-sorriso-sincero da academia marcou minha
avaliação para daqui a 15 dias (!!!) e me deu a folha de
procedimentos. Ui.
Deu pra notar que eles vão me virar do avesso.
Como eu não tinha muita certeza de que em 15 dias minha
depilação estará em dia, achei legal comprar duas calças
bem compridonas, já que eu não estava fazendo nada mesmo.
Não dá pra treinar ou ser virada do avesso de calça curta.
Morro de preguiça de experimentar roupa. Prefiro comprar e trocar
depois.
Experimentei.
Decidi a compra: uma calca de ginástica entre duas iguais, P ou M, e outra mais bonitona.
Calcei a bota ¾, salto algulha 11.
Esqueci do jeans.
Tirei a bota, vesti o jeans.
Péra aê: foi a P ou a M que ficou boa?
Bem que minha mãe me ensinou a não fazer compras
com fome.
Fui comer. Comi.
Esqueci a porra do envelope do exame médico na Praça de
Alimentação.
Só fui dar pela falta quando eu estava na fila da Americanas.
Voltei. Falei do envelope.
A moça de voz pra dentro me mandou pro Achado e Perdidos.
Acho que eu preciso de um acompanhante terapêutico.
Não restou um motivo racional sequer.
Tá. Eu fui tragada resolução inadiável das minhas
pendências burocraticas e completamente absorvida pelo horário de trabalho fora de órbita. Certo?
- Não, Ana, disse-me o espelho da minha consciência.
(quando minha consciência resolve ser lacônica, fodeu)
Tem feito muito frio.
O exame médico já foi providenciado, but, algo me diz que tá
faltando um carimbo.
A depilação tá com o prazo estourado, não dá pra treinar com a perna desse jeito.
Eu sei. Nada justifica.
Quando decidi que eu faria (!) de 2007 um ano mais delicado
pra mim, eu sabia que não ia ser mole.
E tava indo tudo tão bem.
E meu corpo tava ficando tão mais bonitinho.
Só que o tempo passa e o treino todo se perde, se eu bobear.
Não é um bom momento para o manjado número do auto-boicote
resolver sair da manga.
Delicadeza é também aprender com erros e fugir das
repetições. Isso a gente deveria aprender nos bancos da
escola.
Entao, foi auto-decretada minha volta a academia.
E vai ser hoje, terça-feira.
Mesmo que o PCC ataque.
Ontem à noite, eu fui apenas pra levar o atestado médico e marcar a
avaliação física, adiada desde o final de março. (a vantagem
é que, pensa, com os 2 meses de treino provisório,
eu vou sair bem melhor na foto do ANTES. :O)
E vamos combinar que segunda-feira nunca foi mesmo um dia
muito produtivo pra treinar.
Era melhor encarar trânsito desgraçado do que o espelho da
consciência. Eu não brinco mais com isso
A mocinha-toda-sorriso-sincero da academia marcou minha
avaliação para daqui a 15 dias (!!!) e me deu a folha de
procedimentos. Ui.
Deu pra notar que eles vão me virar do avesso.
Como eu não tinha muita certeza de que em 15 dias minha
depilação estará em dia, achei legal comprar duas calças
bem compridonas, já que eu não estava fazendo nada mesmo.
Não dá pra treinar ou ser virada do avesso de calça curta.
Morro de preguiça de experimentar roupa. Prefiro comprar e trocar
depois.
Experimentei.
Decidi a compra: uma calca de ginástica entre duas iguais, P ou M, e outra mais bonitona.
Calcei a bota ¾, salto algulha 11.
Esqueci do jeans.
Tirei a bota, vesti o jeans.
Péra aê: foi a P ou a M que ficou boa?
Bem que minha mãe me ensinou a não fazer compras
com fome.
Fui comer. Comi.
Esqueci a porra do envelope do exame médico na Praça de
Alimentação.
Só fui dar pela falta quando eu estava na fila da Americanas.
Voltei. Falei do envelope.
A moça de voz pra dentro me mandou pro Achado e Perdidos.
Acho que eu preciso de um acompanhante terapêutico.
14 maio, 2007
11 maio, 2007
10 maio, 2007
Eu tenho um distúrbio.
E não é um distúrbio qualquer, desses que tão na onda, que aparecem em revista de celebridades e em programa-mulherzinha na TV.
Não. Tô falando de coisa quente mesmo. Aposto que não consta nem no CID.
Um desafio à ciência e à classe médica como um todo.
É. Eu esqueci de deixar a chave para a faxineira. De novo.
E nem venha, você. Não é Alzheimer.
E não é um distúrbio qualquer, desses que tão na onda, que aparecem em revista de celebridades e em programa-mulherzinha na TV.
Não. Tô falando de coisa quente mesmo. Aposto que não consta nem no CID.
Um desafio à ciência e à classe médica como um todo.
É. Eu esqueci de deixar a chave para a faxineira. De novo.
E nem venha, você. Não é Alzheimer.
08 maio, 2007
A novela continua e os capítulos me parecem longe de ser decisivos.
Domingo, tive que chamar o guincho e deixar Olívia na mão. Odeio isso.
Segunda-feira, fui direto pro mecânico. De guincho e com Cascão se fazendo de morto.
Estratégia perfeita, se a gente for pensar bem. C, o mecânico-sherlok, tem que investigar o veículo em surto para confirmar suas suspeitas, mas continua com aquela mania irritante de descartar hipóteses de estranhos.
O técnico de domingo sugeriu sensor de temperatura e/ou vela suja.
C. ouviu com desdém.
Eu tô falando todo santo dia que é o sensor de rotação.
C. me ouve e provavelmente pensa: tolinha.
Ontem, no final do dia, problema aparentemente resolvido: problema no aterramento da bateria (what??) e eu levei a maior bronca dos últimos tempos:
- Eu troquei o óleo do carro.
- Que bom, tava precisando, né?
- Na verdade, eu COLOQUEI óleo no carro, porque NÃO TINHA UMA GOTA DE ÓLEO!
- É?
- E você teve muita sorte do carro não ter funcionado ontem, porque se tivesse funcionado, você sabe o que teria acontecido? VOCÊ SABE O QUE TERIA ACONTECIDO? (ele parecia estar mesmo muito contrariado)
- =:/
- NÃO TINHA NADA! SE EU NÃO TIVESSE VISTO, bla-bla-bla.
- Tá-á. Já entendi.
Foi a maior bronca que eu já levei nos últimos tempos. Acho que a última desse porte foi quando eu tinha uns 9 anos de idade.
E, desta vez, eu não podia falar nada, porque o cara tava certo. Vergonha.
Hoje, acordei feliz e saltitante, disposta a sair mais cedo de casa pra comer pão de queijo no Café, antes ir trabalhar.
Lógico que você está pensando que o maldito não deu partida. E você está absolutamente certo.
Chamei o técnico do Seguro e troquei de sapato, porque subir e descer de caminhão com salto 11 não é uma opção muito inteligente. A., um baiano decidido e casca-grossa, deu o veredicto de primeira: sensor de rotação.
Juro que eu deveria ganhar dinheiro com isso.
Com uma prática invejável em descer de veículos de grande porte, encontrei C. na porta da oficina.
- Não acredito! De novo?
- Eu pergunto: por que de novo?
No final, foi colocado um novo sensor de rotação, C. não cobrou peça nem serviço. Ao sair da oficina, C. se despediu:
- Maria Luiza, né? Qualquer problema, deixa o carro aqui de novo, hein?
Eu mereço.
Domingo, tive que chamar o guincho e deixar Olívia na mão. Odeio isso.
Segunda-feira, fui direto pro mecânico. De guincho e com Cascão se fazendo de morto.
Estratégia perfeita, se a gente for pensar bem. C, o mecânico-sherlok, tem que investigar o veículo em surto para confirmar suas suspeitas, mas continua com aquela mania irritante de descartar hipóteses de estranhos.
O técnico de domingo sugeriu sensor de temperatura e/ou vela suja.
C. ouviu com desdém.
Eu tô falando todo santo dia que é o sensor de rotação.
C. me ouve e provavelmente pensa: tolinha.
Ontem, no final do dia, problema aparentemente resolvido: problema no aterramento da bateria (what??) e eu levei a maior bronca dos últimos tempos:
- Eu troquei o óleo do carro.
- Que bom, tava precisando, né?
- Na verdade, eu COLOQUEI óleo no carro, porque NÃO TINHA UMA GOTA DE ÓLEO!
- É?
- E você teve muita sorte do carro não ter funcionado ontem, porque se tivesse funcionado, você sabe o que teria acontecido? VOCÊ SABE O QUE TERIA ACONTECIDO? (ele parecia estar mesmo muito contrariado)
- =:/
- NÃO TINHA NADA! SE EU NÃO TIVESSE VISTO, bla-bla-bla.
- Tá-á. Já entendi.
Foi a maior bronca que eu já levei nos últimos tempos. Acho que a última desse porte foi quando eu tinha uns 9 anos de idade.
E, desta vez, eu não podia falar nada, porque o cara tava certo. Vergonha.
Hoje, acordei feliz e saltitante, disposta a sair mais cedo de casa pra comer pão de queijo no Café, antes ir trabalhar.
Lógico que você está pensando que o maldito não deu partida. E você está absolutamente certo.
Chamei o técnico do Seguro e troquei de sapato, porque subir e descer de caminhão com salto 11 não é uma opção muito inteligente. A., um baiano decidido e casca-grossa, deu o veredicto de primeira: sensor de rotação.
Juro que eu deveria ganhar dinheiro com isso.
Com uma prática invejável em descer de veículos de grande porte, encontrei C. na porta da oficina.
- Não acredito! De novo?
- Eu pergunto: por que de novo?
No final, foi colocado um novo sensor de rotação, C. não cobrou peça nem serviço. Ao sair da oficina, C. se despediu:
- Maria Luiza, né? Qualquer problema, deixa o carro aqui de novo, hein?
Eu mereço.
04 maio, 2007
03 maio, 2007
Cronologia de uma manhã insana - Da arte de dar nó em pingo d’água.
8h10 – Saio de casa
8h15 – Estou no despachante para pegar documento do carro
8h25- Estou no supermercado comprando material de limpeza para Santa N., a faxineira porreta
8h40- Passo na portaria do prédio para deixar as compras
9h10- Para no mecânico para deixar o Cascão. É. O problema voltou
9h20- Chego ao trabalho com o frescor de quem acabou de sair do banho
9h25- Antes de começar a labuta, aproveito para conferir os lançamentos futuros em conta corrente.
Fodeu.
8h10 – Saio de casa
8h15 – Estou no despachante para pegar documento do carro
8h25- Estou no supermercado comprando material de limpeza para Santa N., a faxineira porreta
8h40- Passo na portaria do prédio para deixar as compras
9h10- Para no mecânico para deixar o Cascão. É. O problema voltou
9h20- Chego ao trabalho com o frescor de quem acabou de sair do banho
9h25- Antes de começar a labuta, aproveito para conferir os lançamentos futuros em conta corrente.
Fodeu.
02 maio, 2007
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