Agora vai.
No sábado, fui ao Mercado Central e comprei uma panela. Perfeita. Vou voltar a cozinhar em casa e preparar omeletes e batatas-rosti maravilhosas. Eu já estava farta de jantar sanduíches de queijo toda noite. A única coisa que não tem como enjoar é sorvete de açaí. Duas bolotas, todas as noites.
11 agosto, 2003
08 agosto, 2003
05 agosto, 2003
Notícias de Godzila.
A Simone me ligou, ontem. Contou que o maleta tá ótimo e brinca com todo mundo. Parece que nem está sentindo mais a minha falta. Ingrato.
Depois fiquei pensando: bem que Deus Grego podia ter cumprido a promessa de montar um pet hotel na clínica dele. Preciso me lembrar de mandar um cartão postal. Suspiros.
A Simone me ligou, ontem. Contou que o maleta tá ótimo e brinca com todo mundo. Parece que nem está sentindo mais a minha falta. Ingrato.
Depois fiquei pensando: bem que Deus Grego podia ter cumprido a promessa de montar um pet hotel na clínica dele. Preciso me lembrar de mandar um cartão postal. Suspiros.
03 agosto, 2003
Sonho recorrente.
Nesta madrugada, ele, de novo. Oh, boy!
Não exatamente o mesmo sonho. Mas o mesmo tema. Uma espécie de continuação do filme. Bosta. Não quero mais dormir, nem sonhar. Não esse sonho. Traga-me um outro cardápio, por favor. Acordei travada, novamente. Não, não. Chega.
Antes de levantar-me, tomei algumas decisões importantes:
1- Nunca mais ouvir Velvet Morning na vida, o que inclui jogar o CD do The Verve no lixo, sem dó, nem piedade. Que dó.Sou contra radicalismos.
2- Dar um tempo na leitura do livro Vivendo no Limete. Tenho sérias suspeitas de que ele é o grande culpado na origem dessa porra toda. Mas, justo agora que eu tô quase acabando? Só mais 5 minutos, vá!
3- Não ficar parada em casa. Sair. Ver gente na rua. Descobrir coisas. É isso.
Sair, bom. Ficar em casa, não bom.
Amanhã é segunda. Tudo de volta à normalidade.
Nesta madrugada, ele, de novo. Oh, boy!
Não exatamente o mesmo sonho. Mas o mesmo tema. Uma espécie de continuação do filme. Bosta. Não quero mais dormir, nem sonhar. Não esse sonho. Traga-me um outro cardápio, por favor. Acordei travada, novamente. Não, não. Chega.
Antes de levantar-me, tomei algumas decisões importantes:
1- Nunca mais ouvir Velvet Morning na vida, o que inclui jogar o CD do The Verve no lixo, sem dó, nem piedade. Que dó.Sou contra radicalismos.
2- Dar um tempo na leitura do livro Vivendo no Limete. Tenho sérias suspeitas de que ele é o grande culpado na origem dessa porra toda. Mas, justo agora que eu tô quase acabando? Só mais 5 minutos, vá!
3- Não ficar parada em casa. Sair. Ver gente na rua. Descobrir coisas. É isso.
Sair, bom. Ficar em casa, não bom.
Amanhã é segunda. Tudo de volta à normalidade.
Pesquisa de preços.
Se tem uma coisa que sobra nesta terra é salão de beleza. É sério. Sem sacanagem. Tem um em cada esquina. Tem mais salão de beleza do que butecos. Só aqui, no bairro, já contei uns 5. Sem falar daqueles nos shoppings. Esses são pra madame, portanto não entram na conta.
Tô falando de salão de beleza pra pobres mortais, assim como nós.
Então, eu tava num pequeno shopping, onde habita meu supermercado predileto (sim, eu já tenho um) e vi um salão de beleza com uma tabela de preços colada na porta. Aquela listinha básica que toda mulher conhece desde o berço. O que me chamou a atenção foram os últimos ítens:
- depilação básica e artística (sic) - R$ 15
- enrolados em geral (sic) - R$ 10
Achei melhor sair correndo dalí.
Se tem uma coisa que sobra nesta terra é salão de beleza. É sério. Sem sacanagem. Tem um em cada esquina. Tem mais salão de beleza do que butecos. Só aqui, no bairro, já contei uns 5. Sem falar daqueles nos shoppings. Esses são pra madame, portanto não entram na conta.
Tô falando de salão de beleza pra pobres mortais, assim como nós.
Então, eu tava num pequeno shopping, onde habita meu supermercado predileto (sim, eu já tenho um) e vi um salão de beleza com uma tabela de preços colada na porta. Aquela listinha básica que toda mulher conhece desde o berço. O que me chamou a atenção foram os últimos ítens:
- depilação básica e artística (sic) - R$ 15
- enrolados em geral (sic) - R$ 10
Achei melhor sair correndo dalí.
A melhor tapioquinha do mundo.
Ela mora aqui, bem perto de casa. Na pracinha do Conjunto Eldorado, perto da lavanderia.Descobri isso ontem, olha só. Toda tapioquinha que eu já comi na vida era sempre feita de dois jeitos: ou dobrada como um crepe, ou enrolada como uma panqueca.
Pois a mulher da pracinha faz uma recheada. Isso mesmo. Ela prepara duas bases de tapioquinha e coloca o queijo no meio pra derreter. Fica do tamanho de uma pizza brotinho. Depois ela corta em 4 triângulos e serve num prato retangular. Um charme. E aí, você senta-se à uma mesa sob uma árvore e lê o jornal do dia, enquanto degusta aquele manjar dos deuses. Acompanha um café preto.
Não existe brunch melhor. Acredite.
Ela mora aqui, bem perto de casa. Na pracinha do Conjunto Eldorado, perto da lavanderia.Descobri isso ontem, olha só. Toda tapioquinha que eu já comi na vida era sempre feita de dois jeitos: ou dobrada como um crepe, ou enrolada como uma panqueca.
Pois a mulher da pracinha faz uma recheada. Isso mesmo. Ela prepara duas bases de tapioquinha e coloca o queijo no meio pra derreter. Fica do tamanho de uma pizza brotinho. Depois ela corta em 4 triângulos e serve num prato retangular. Um charme. E aí, você senta-se à uma mesa sob uma árvore e lê o jornal do dia, enquanto degusta aquele manjar dos deuses. Acompanha um café preto.
Não existe brunch melhor. Acredite.
Momento Seinfeld.
Na lavanderia, a moça tava conferindo as roupas e ficou mais tempo do que o normal olhando pro meu vestido marrom. Na hora, lembrei-me do episódio de sexta-feira, quando o Jerry levou o seu terno Armani pra lavanderia e, à noite, enconcontrou o tintureiro usando o próprio, na fila do cinema.
Se eu encontrar a moça da lavanderia na rua usando meu vestido marrom, juro que eu mato. Morte lenta e com requintes de crueldade.
Sorry. Eu morro de ciúmes do meu vestido marrom.
Na lavanderia, a moça tava conferindo as roupas e ficou mais tempo do que o normal olhando pro meu vestido marrom. Na hora, lembrei-me do episódio de sexta-feira, quando o Jerry levou o seu terno Armani pra lavanderia e, à noite, enconcontrou o tintureiro usando o próprio, na fila do cinema.
Se eu encontrar a moça da lavanderia na rua usando meu vestido marrom, juro que eu mato. Morte lenta e com requintes de crueldade.
Sorry. Eu morro de ciúmes do meu vestido marrom.
The Day After - Sábado, 10h.
Acordei com uma ressaca existencial braba. Talvez eu precisasse ir à agência, mas nada confirmado. Eu estava sem reação.
Bora resolver a vida, sua anta, pq você não viajou mais de 15.000 km pra ficar de bobeira, certo? Certo. Liguei pra agência, conversei com o chefe. Ueba! Ele aprovou, por telefone, o texto que eu havia deixado sobre sua mesa, na tarde de sexta-feira. Meu chefe é mesmo um anjo.
Mas já era um pouco tarde pra ir ao Mercado Central. O legal é ir logo cedo.
Decidi levar minhas roupas à lavanderia, fazer uma caminhada pelo bairro e depois ir ao supermercado pra garantir os víveres da semana.
O dia e alma não estavam pra grandes performances.
Acordei com uma ressaca existencial braba. Talvez eu precisasse ir à agência, mas nada confirmado. Eu estava sem reação.
Bora resolver a vida, sua anta, pq você não viajou mais de 15.000 km pra ficar de bobeira, certo? Certo. Liguei pra agência, conversei com o chefe. Ueba! Ele aprovou, por telefone, o texto que eu havia deixado sobre sua mesa, na tarde de sexta-feira. Meu chefe é mesmo um anjo.
Mas já era um pouco tarde pra ir ao Mercado Central. O legal é ir logo cedo.
Decidi levar minhas roupas à lavanderia, fazer uma caminhada pelo bairro e depois ir ao supermercado pra garantir os víveres da semana.
O dia e alma não estavam pra grandes performances.
Noites terríveis.
Tudo começou na noite de 5a.-feira passada.
Tava terminando um episódio de Seinfeld, quando começou a barulheira.
Um maldito show de pagode, a algumas quadras de casa. A maldição começou eram mais de 22h30. Notem que lei do silêncio não existe por aqui. Se existe, pelo menos às 5as-feiras está liberado. Pois a porra toda rolou até 2h30 da madruga.
O som parecia vir da minha sala.
Ninguém trabalha amanhã, não? Merda.
Cheguei na agência com um humor do cão. Os meninos foram logo me avisando que o pior ainda estava por vir. Ensaios de escola de samba também costumam rolar por alí. Além do que, na sexta-feira teria um show da Ivete Sangalo. Puta que me pariu. Assim não dá. E assim foi. Na noite de sexta-feira, logo depois do Seinfeld, começou a barulheira de novo. Sim, são pontuais os filhos da puta.
Eu estava tão exausta que capotei por volta da meia-noite.
Tive o sonho mais estranho dos últimos anos. Não foi um pesadelo. Foi um sonho. Um sonho inquietante. Angustiante é a palavra exata.
Acordei achando que já era de manhã. Bosta. Ainda era 1h30.
Vi o dia amanhecer, enquanto bitucas de cigarro se acumulavam no cinzeiro improvisado.
Bem feito. Quem mandou ouvir Velvet Morning durante a tarde? Quem Mandou? Bem feito.
E trate de comprar logo um cinzeiro de gente.
Tudo começou na noite de 5a.-feira passada.
Tava terminando um episódio de Seinfeld, quando começou a barulheira.
Um maldito show de pagode, a algumas quadras de casa. A maldição começou eram mais de 22h30. Notem que lei do silêncio não existe por aqui. Se existe, pelo menos às 5as-feiras está liberado. Pois a porra toda rolou até 2h30 da madruga.
O som parecia vir da minha sala.
Ninguém trabalha amanhã, não? Merda.
Cheguei na agência com um humor do cão. Os meninos foram logo me avisando que o pior ainda estava por vir. Ensaios de escola de samba também costumam rolar por alí. Além do que, na sexta-feira teria um show da Ivete Sangalo. Puta que me pariu. Assim não dá. E assim foi. Na noite de sexta-feira, logo depois do Seinfeld, começou a barulheira de novo. Sim, são pontuais os filhos da puta.
Eu estava tão exausta que capotei por volta da meia-noite.
Tive o sonho mais estranho dos últimos anos. Não foi um pesadelo. Foi um sonho. Um sonho inquietante. Angustiante é a palavra exata.
Acordei achando que já era de manhã. Bosta. Ainda era 1h30.
Vi o dia amanhecer, enquanto bitucas de cigarro se acumulavam no cinzeiro improvisado.
Bem feito. Quem mandou ouvir Velvet Morning durante a tarde? Quem Mandou? Bem feito.
E trate de comprar logo um cinzeiro de gente.
02 agosto, 2003
31 julho, 2003
O longo caminho de volta.
Saí da agência um pouco mais tarde. Perdi o 118. (aqui, você pede o ônibus pelo número). Como depois do 118, sempre vem o 404, fiquei esperando. Passaram o 645, 613, 403, 405, 407. Depois vieram o 516, 504, 508, 13 e o 407 de novo. Deu vontade de pegar o 403 que, afinal, é vizinho do 404, se a gente for pensar bem.
Mais de 20 minutos e nem sinal do 118, nem do 404.
Minha vontade mesmo, era de pegar um taxi. Antes que eu voltasse a blasfemar compulsivamente, surgiu o 118.
Nada como chegar em casa e desmaiar na cadeira da varanda, não?
Saí da agência um pouco mais tarde. Perdi o 118. (aqui, você pede o ônibus pelo número). Como depois do 118, sempre vem o 404, fiquei esperando. Passaram o 645, 613, 403, 405, 407. Depois vieram o 516, 504, 508, 13 e o 407 de novo. Deu vontade de pegar o 403 que, afinal, é vizinho do 404, se a gente for pensar bem.
Mais de 20 minutos e nem sinal do 118, nem do 404.
Minha vontade mesmo, era de pegar um taxi. Antes que eu voltasse a blasfemar compulsivamente, surgiu o 118.
Nada como chegar em casa e desmaiar na cadeira da varanda, não?
Dia de cão.
Todo mundo tem um. E o meu primeiro dia de cão em Manaus foi ontem.
Eu tinha que ir a um Banco 24h para efetuar um depósito, na hora do almoço. Coisa simples: pegar um ônibus, chegar lá, depositar, pegar outro ônibus de volta. E com um pouco de sorte, ainda daria tempo de comer alguma coisa.
Então, eu fui. Peguei o ônibus certinho. Desci no hipermercado onde tem um 24h. Descobri que aquele equipamento não aceita depósitos. Voltei para o ponto do ônibus. Um calor também do cão. Nada do ônibus passar.
Consegui chegar ao Caixa Eletrônico, dentro de um posto de gasolina.
Tentei mandar o doc. Não sabia o n. do banco. Esqueci o celular na agência. Entrei no Select pra comprar cartão telefônico. Andei até o orelhão. Liguei pra São Paulo. Anotei o n. do banco. Voltei ao Caixa Eletrônico. Consegui mandar bendito o doc. Voltei ao Select, comprei cigarros a preço de tabela (isso é raríssimo por aqui) e tomei um copo de iogurte. Caminhei uns 200 metros até o ponto de ônibus, sob uma temperatura de 36 graus. Peguei um ônibus errado, que me deixou a uns 300 metros da agência. Cheguei com a camisa grudada no corpo e os cabelos ensopados. Eu era puro suor e blasfêmias. Temperatura da sala: 19 graus. Ainda vou morrer disso.
Todo mundo tem um. E o meu primeiro dia de cão em Manaus foi ontem.
Eu tinha que ir a um Banco 24h para efetuar um depósito, na hora do almoço. Coisa simples: pegar um ônibus, chegar lá, depositar, pegar outro ônibus de volta. E com um pouco de sorte, ainda daria tempo de comer alguma coisa.
Então, eu fui. Peguei o ônibus certinho. Desci no hipermercado onde tem um 24h. Descobri que aquele equipamento não aceita depósitos. Voltei para o ponto do ônibus. Um calor também do cão. Nada do ônibus passar.
Consegui chegar ao Caixa Eletrônico, dentro de um posto de gasolina.
Tentei mandar o doc. Não sabia o n. do banco. Esqueci o celular na agência. Entrei no Select pra comprar cartão telefônico. Andei até o orelhão. Liguei pra São Paulo. Anotei o n. do banco. Voltei ao Caixa Eletrônico. Consegui mandar bendito o doc. Voltei ao Select, comprei cigarros a preço de tabela (isso é raríssimo por aqui) e tomei um copo de iogurte. Caminhei uns 200 metros até o ponto de ônibus, sob uma temperatura de 36 graus. Peguei um ônibus errado, que me deixou a uns 300 metros da agência. Cheguei com a camisa grudada no corpo e os cabelos ensopados. Eu era puro suor e blasfêmias. Temperatura da sala: 19 graus. Ainda vou morrer disso.
28 julho, 2003
Livros
O susto inicial: não há livros para se comprar nessa terra. Cheguei até a pensar em deixar um bilhete pro povo da agência dizendo: valeu, meninos. Foi lindo, mas não vai dar pra eu ficar, não.
Medo. Até que eu achei uma bookstore.
Alívio. Não só tinham livros interessantes, como também tinha uma barraquinha de ofertas: qualquer título a 9 reá.
Uma maravilha.
Estou lendo 4.
- Mrs. Dalloway de Virgínia Wolf, com tradução de Mario Quintana. Esse eu me dei de presente, primeiro porque eu mereço e também porque o livro da Simone de Beauvoir estava me deixando profundamente deprimida. Eu odeio Nelson Algren. Odeio.
- Megalomania de Freud de Israel Rosenfield.
É o tipo de leitura que não recomendo para leigos. Pra entender a ironia do tema, tem que ter lido muito Freud na vida. Lamento ter deixado o Freud Além da Alma, de Sartre em Sampa. A leitura simultânea seria perfeita.
- Vivendo no limite de Joe Connely.
É o livro que inspirou Martin Scorsese no filme com o mesmo nome. O filme é foda. O livro também. O porra-louca do Joe viajou tudo que pode pelos EUA, até que decidiu fazer um curso de enfermagem e desabou no Harlem como paramédico. O cara é bom. Mas só pra quem tem estômago, se é que me entendem.
Crônicas de um País bem grande de Bill Bryson.
Um americano que viveu por 20 anos na Inglaterra e, já a caminho da meia-idade, voltou aos EUA. É uma leitura que estou economizando. Leio 2 ou 3 crônicas, choro de rir, fecho e deixo o restante para depois. Sim, algumas leituras me obrigam a isso. Eu gosto tanto que não quero que acabe. Fiz isso com Viciada em Feing Shuy, cujo autor é, surpreendentemente, um homem.
MAs, enfim, estou completamente apaixonada pelo Bryson. Ele é genial.
O susto inicial: não há livros para se comprar nessa terra. Cheguei até a pensar em deixar um bilhete pro povo da agência dizendo: valeu, meninos. Foi lindo, mas não vai dar pra eu ficar, não.
Medo. Até que eu achei uma bookstore.
Alívio. Não só tinham livros interessantes, como também tinha uma barraquinha de ofertas: qualquer título a 9 reá.
Uma maravilha.
Estou lendo 4.
- Mrs. Dalloway de Virgínia Wolf, com tradução de Mario Quintana. Esse eu me dei de presente, primeiro porque eu mereço e também porque o livro da Simone de Beauvoir estava me deixando profundamente deprimida. Eu odeio Nelson Algren. Odeio.
- Megalomania de Freud de Israel Rosenfield.
É o tipo de leitura que não recomendo para leigos. Pra entender a ironia do tema, tem que ter lido muito Freud na vida. Lamento ter deixado o Freud Além da Alma, de Sartre em Sampa. A leitura simultânea seria perfeita.
- Vivendo no limite de Joe Connely.
É o livro que inspirou Martin Scorsese no filme com o mesmo nome. O filme é foda. O livro também. O porra-louca do Joe viajou tudo que pode pelos EUA, até que decidiu fazer um curso de enfermagem e desabou no Harlem como paramédico. O cara é bom. Mas só pra quem tem estômago, se é que me entendem.
Crônicas de um País bem grande de Bill Bryson.
Um americano que viveu por 20 anos na Inglaterra e, já a caminho da meia-idade, voltou aos EUA. É uma leitura que estou economizando. Leio 2 ou 3 crônicas, choro de rir, fecho e deixo o restante para depois. Sim, algumas leituras me obrigam a isso. Eu gosto tanto que não quero que acabe. Fiz isso com Viciada em Feing Shuy, cujo autor é, surpreendentemente, um homem.
MAs, enfim, estou completamente apaixonada pelo Bryson. Ele é genial.
O trânsito em Manaus.
Se tem uma coisa complicada aqui é a vida de pedestre. O risco de atravessar uma rua é enorme. Ninguém respeita as faixas de rolamento. Uma selvageria.
Andar de ônibus até que é fácil de encarar. Na boa. E antes que me perguntem, já vou logo adiantando: ainda nao levei nenhum tombo no ônibus. Mas é tudo uma questão de tempo. É só aguardar.
Se tem uma coisa complicada aqui é a vida de pedestre. O risco de atravessar uma rua é enorme. Ninguém respeita as faixas de rolamento. Uma selvageria.
Andar de ônibus até que é fácil de encarar. Na boa. E antes que me perguntem, já vou logo adiantando: ainda nao levei nenhum tombo no ônibus. Mas é tudo uma questão de tempo. É só aguardar.
26 julho, 2003
O primeiro passeio.
Pelo menos até agora, tá tudo dentro do planejado.
Acordei cedo e fiquei bundando um pouco em casa. Decidi que eu iria conhecer o Mercado Central. Acho que esse é um hábito que herdei do meu avô, um grande viajante: eu sempre preciso conhecer o mercado central das cidades por onde eu passo. Fumei um cigarro na varanda e me lembrei das recomendações de um colega:
- Se você vai ao mercado sozinha, tudo bem, mas tenta não parecer muito turista pra não ser assaltada.
- Tá. Como eu faço isso?
Silêncio. - Hum, não tem muito jeito não.
- Melhor rezar?
- Melhor rezar, e não levar bolsa.
- Certo, mano.
E lá fui eu, crente que estava mimetizada entre os nativos.
Desci na estação hidroviária e ao dar o primeiro passo sobre a calçada, um homem me aborda, oferecendo serviços de passeios de barco e city tour de taxi.
Puta merda, eu não acerto uma.
No final, deu tudo certo.
Me diverti um bocado. Fiquei menos do que eu imaginava, tá certo. Mas, o calor estava começando a ficar insuportável, por volta das 11h.
E eu que tava doida pra comer um caboquinho, tive que mudar de planos.
Calma, aê. Caboquinho não é gente, é um sanduba feito com casca de tucumã e queijo coalho.
Comprei uma cesta de palha linda de morrer, pra transportar pequenas compras cotidianas e as roupas pra lavanderia. Nela estou trazendo pra casa o jornal do dia, maços de cigarro, mamão papaia, sabonete líquido de andiroba, um garfo e uma faca. Parei no supermercado e me dei de presente uma garrafa da Sunny Days pra brindar as minhas vitórias.
Amanhã eu passo aqui de novo, pra contar mais coisas. Deixei minhas anotações em casa.
Ah, sim. Comprei eu caboquinho pra viagem. E não fui assaltada.
Pelo menos até agora, tá tudo dentro do planejado.
Acordei cedo e fiquei bundando um pouco em casa. Decidi que eu iria conhecer o Mercado Central. Acho que esse é um hábito que herdei do meu avô, um grande viajante: eu sempre preciso conhecer o mercado central das cidades por onde eu passo. Fumei um cigarro na varanda e me lembrei das recomendações de um colega:
- Se você vai ao mercado sozinha, tudo bem, mas tenta não parecer muito turista pra não ser assaltada.
- Tá. Como eu faço isso?
Silêncio. - Hum, não tem muito jeito não.
- Melhor rezar?
- Melhor rezar, e não levar bolsa.
- Certo, mano.
E lá fui eu, crente que estava mimetizada entre os nativos.
Desci na estação hidroviária e ao dar o primeiro passo sobre a calçada, um homem me aborda, oferecendo serviços de passeios de barco e city tour de taxi.
Puta merda, eu não acerto uma.
No final, deu tudo certo.
Me diverti um bocado. Fiquei menos do que eu imaginava, tá certo. Mas, o calor estava começando a ficar insuportável, por volta das 11h.
E eu que tava doida pra comer um caboquinho, tive que mudar de planos.
Calma, aê. Caboquinho não é gente, é um sanduba feito com casca de tucumã e queijo coalho.
Comprei uma cesta de palha linda de morrer, pra transportar pequenas compras cotidianas e as roupas pra lavanderia. Nela estou trazendo pra casa o jornal do dia, maços de cigarro, mamão papaia, sabonete líquido de andiroba, um garfo e uma faca. Parei no supermercado e me dei de presente uma garrafa da Sunny Days pra brindar as minhas vitórias.
Amanhã eu passo aqui de novo, pra contar mais coisas. Deixei minhas anotações em casa.
Ah, sim. Comprei eu caboquinho pra viagem. E não fui assaltada.
A primeira semana.
Poucas coisas são mais embaraçosas na vida do que o primeiro dia de trabalho.
Mas o povo da agência é muito divertido, e logo nas primeiras horas já estava me sentindo em casa.
No segundo dia, começou a vida dura pra valer. O que significa ir e voltar do trabalho de ônibus. Não deixa de ser interessante. A gente saca um bocado sobre o comportamento humano. Na quinta-feira, já tinha aprendido um pouco sobre as leis: Deus criou o cotovelo pra abrir passagem nos ônibus lotados. Essa é a lição n. 1.
Poucas coisas são mais embaraçosas na vida do que o primeiro dia de trabalho.
Mas o povo da agência é muito divertido, e logo nas primeiras horas já estava me sentindo em casa.
No segundo dia, começou a vida dura pra valer. O que significa ir e voltar do trabalho de ônibus. Não deixa de ser interessante. A gente saca um bocado sobre o comportamento humano. Na quinta-feira, já tinha aprendido um pouco sobre as leis: Deus criou o cotovelo pra abrir passagem nos ônibus lotados. Essa é a lição n. 1.
Reconhecimento do terreno.
O flat é uma delícia. Tudo no jeito. Naquele domingo faltava apenas descobrir o que fazer. No meio da tarde, eu estava famélica. Peguei um táxi e fui comer alguma coisa no shopping, que fica relativemente perto. Com um pouco de boa vontade, dá até pra ir a pé. Notem o perigo. Isso ainda vai dar merda.
O flat é uma delícia. Tudo no jeito. Naquele domingo faltava apenas descobrir o que fazer. No meio da tarde, eu estava famélica. Peguei um táxi e fui comer alguma coisa no shopping, que fica relativemente perto. Com um pouco de boa vontade, dá até pra ir a pé. Notem o perigo. Isso ainda vai dar merda.
Pânico no ar.
Conexão em Brasília, com destino a Manaus. Avião lotado até a tampa.
Meu nariz já começou a se amotinar contra o ar condicionado.
Dei pela falta dos cartões de embarque com os comprovantes da bagagem. Puta merda. Sem eles, não tenho roupas para usar. Na sacola de bolotas só tem sapatos. Maldição.
Essa idéia me atormentou o resto da viagem, o que de certa forma foi bom. Neutralizou a choradeira.
A pouco minutos de pousar, achei os benditos no meio do meu livro.
Agradeci a São Longuinho. Não pude dar 3 pulinhos, porque o avião tava lotado e eu estava na janelinha. Tô devendo essa.
Conexão em Brasília, com destino a Manaus. Avião lotado até a tampa.
Meu nariz já começou a se amotinar contra o ar condicionado.
Dei pela falta dos cartões de embarque com os comprovantes da bagagem. Puta merda. Sem eles, não tenho roupas para usar. Na sacola de bolotas só tem sapatos. Maldição.
Essa idéia me atormentou o resto da viagem, o que de certa forma foi bom. Neutralizou a choradeira.
A pouco minutos de pousar, achei os benditos no meio do meu livro.
Agradeci a São Longuinho. Não pude dar 3 pulinhos, porque o avião tava lotado e eu estava na janelinha. Tô devendo essa.
23 julho, 2003
22 julho, 2003
20 julho, 2003
E teve o bota-fora.
Foi um monte de gente legal, de quem eu gosto pra caraio.
Isso merecia um post gigante, contando mais detalhes. Mas agora não dá tempo. Depois eu conto. Só posso adiantar uma coisa: Alê, você é uma mulher mor-ta. Fui clara?
Foi um monte de gente legal, de quem eu gosto pra caraio.
Isso merecia um post gigante, contando mais detalhes. Mas agora não dá tempo. Depois eu conto. Só posso adiantar uma coisa: Alê, você é uma mulher mor-ta. Fui clara?
Despedidas familiares.
Então, teve um jantar em família, na casa da minha mãe.
E entrou um maldito mosquito na cozinha. Um mosquitinho, menor do que uma drosófila. E a Olivia inventou de matar o infeliz. Corria pela cozinha, plac, errou. Plac, errou. Já tinha dado duas voltas em torno da mesa, plac. Errou de novo.
Plac. Agora ela acertou.
- Porra, Olívi-a. O mosquito caiu sobre o queijo.
- Hum, foi mal.
Confesso, vou sentir falta disso.
Então, teve um jantar em família, na casa da minha mãe.
E entrou um maldito mosquito na cozinha. Um mosquitinho, menor do que uma drosófila. E a Olivia inventou de matar o infeliz. Corria pela cozinha, plac, errou. Plac, errou. Já tinha dado duas voltas em torno da mesa, plac. Errou de novo.
Plac. Agora ela acertou.
- Porra, Olívi-a. O mosquito caiu sobre o queijo.
- Hum, foi mal.
Confesso, vou sentir falta disso.
19 julho, 2003
Ligações perigosas.
Por falar no maleta, preciso lembrar de ligar pro vet. do Godzila para avisá-lo. Tantos anos, ele cuidando tão bem do ser. Poucas vezes na vida a criatura ficou doente. Ele salvou a vida de Godzila quando o alucinado devorou um frasco de Cataflan e quase morreu. O cara é mesmo competente. Acho que merece essa consideração. Merece, merece. Eu sei, ter um caso com o veterinário do seu pet é uma coisa Jim Davis demais da conta. Não é o meu número. He,he. ;O)
Por falar no maleta, preciso lembrar de ligar pro vet. do Godzila para avisá-lo. Tantos anos, ele cuidando tão bem do ser. Poucas vezes na vida a criatura ficou doente. Ele salvou a vida de Godzila quando o alucinado devorou um frasco de Cataflan e quase morreu. O cara é mesmo competente. Acho que merece essa consideração. Merece, merece. Eu sei, ter um caso com o veterinário do seu pet é uma coisa Jim Davis demais da conta. Não é o meu número. He,he. ;O)
Momento Mãe e Filha.
Churrascaria. Só nós duas. Recordando bons momentos. A gente já se divertiu muito ali. Comemos mais dos que os nossos dois magrelos esqueletos são capazes de suportar. Recordamos e praticamos o velho truque do café com chantily. É assim: a gente pede o café com chantily. A mãe toma o café e a filha come o chantily. Bons tempos.
Conversamos feito gente grande.
Churrascaria. Só nós duas. Recordando bons momentos. A gente já se divertiu muito ali. Comemos mais dos que os nossos dois magrelos esqueletos são capazes de suportar. Recordamos e praticamos o velho truque do café com chantily. É assim: a gente pede o café com chantily. A mãe toma o café e a filha come o chantily. Bons tempos.
Conversamos feito gente grande.
Eu, Oli e Godzila.
Estávamos aqui. Muita coisa pra conversar.
Algumas apurrinhações pra resolver. Mudanças são assim, não tem jeito.
Então, ficou assim: - Godzila, cuida da Oli, eu já volto.
E lá fui, pensando em tudo.
Resolvi o que tinha a ser resolvido.
De volta, pela sombra sob a porta, ele tava lá, cuidando da Oli e da segurança amiga da casa.
Meleca.
Haja coração.
É chega a hora. Godzila vai pro hotel da Simone.
A gente tem a plena certeza de que ele estará bem com ela.
Ele sente o esquema.Cobertor e brinquedos socados na mochila. Ele uiva e chora.
A gente segura a onda. A Simone vai cuidar bem dele, sem dúvida. Relax.
Estávamos aqui. Muita coisa pra conversar.
Algumas apurrinhações pra resolver. Mudanças são assim, não tem jeito.
Então, ficou assim: - Godzila, cuida da Oli, eu já volto.
E lá fui, pensando em tudo.
Resolvi o que tinha a ser resolvido.
De volta, pela sombra sob a porta, ele tava lá, cuidando da Oli e da segurança amiga da casa.
Meleca.
Haja coração.
É chega a hora. Godzila vai pro hotel da Simone.
A gente tem a plena certeza de que ele estará bem com ela.
Ele sente o esquema.Cobertor e brinquedos socados na mochila. Ele uiva e chora.
A gente segura a onda. A Simone vai cuidar bem dele, sem dúvida. Relax.
17 julho, 2003
16 julho, 2003
15 julho, 2003
Faltam 14 dias pra última temporada.
A última temporada de Frieds está um must. Não perdam, plizz. ;O)
Apareceu a Janice, das cinzas. Ela é muito escrota. E o John Stamos é o canditado à inseminação artificial na Monica. Inseminação artificial, fofa? Uau. Acorda, Monica!
Sem sacanagem, eu encho o saco de todo mundo com Friends. Eu sei. Mas o povo de lá é bom. Ninguém brinca em serviço, não. Tem o David, cujo sobrenome é uma sopa de consoantes impronunciável, - o mala do Ross, o palenteólogo - que escreveu e participou de um episódio lindo do Wonder Years - lembra disso? Eu sempre chorava no final.
Anos Incríveis, passava na TV Cultura. Hoje, passa lá pelas 7h30 da madrugada, no Multishow. I love Wonder Years. :O) I love Friends, foda-se. ;O)
Vou sentir falta dessa porra. Sei disso.
A última temporada de Frieds está um must. Não perdam, plizz. ;O)
Apareceu a Janice, das cinzas. Ela é muito escrota. E o John Stamos é o canditado à inseminação artificial na Monica. Inseminação artificial, fofa? Uau. Acorda, Monica!
Sem sacanagem, eu encho o saco de todo mundo com Friends. Eu sei. Mas o povo de lá é bom. Ninguém brinca em serviço, não. Tem o David, cujo sobrenome é uma sopa de consoantes impronunciável, - o mala do Ross, o palenteólogo - que escreveu e participou de um episódio lindo do Wonder Years - lembra disso? Eu sempre chorava no final.
Anos Incríveis, passava na TV Cultura. Hoje, passa lá pelas 7h30 da madrugada, no Multishow. I love Wonder Years. :O) I love Friends, foda-se. ;O)
Vou sentir falta dessa porra. Sei disso.
Crianças não tomam Lipton.
Perfeito. Eu amo aquilo. Mad about You. Tá certo, o horário não colabora. Às 16h é coisa pra gente desocupada. Mas tem reprise às 4 h da manhã.
Helen Hunt. Acho aquela mulher o máximo. Ela grávida. O marido, juro que não sei o nome dele. São ótimos. Jamie e Paulie. É muito bom aquilo. O texto deve ter sido escrito por um judeu. Pronto, agora eu apanho. Mas os judeus são ótimos redatores, fazer o que?
Perfeito. Eu amo aquilo. Mad about You. Tá certo, o horário não colabora. Às 16h é coisa pra gente desocupada. Mas tem reprise às 4 h da manhã.
Helen Hunt. Acho aquela mulher o máximo. Ela grávida. O marido, juro que não sei o nome dele. São ótimos. Jamie e Paulie. É muito bom aquilo. O texto deve ter sido escrito por um judeu. Pronto, agora eu apanho. Mas os judeus são ótimos redatores, fazer o que?
Em tempo.
Quem souber sobre a música de Friends. Banda, título. Essas coisas. Procurei pelo Google e não achei. Ouvi a música na 89 FM, no meio de um trânsito insano. Não deu tempo de anotar. Vou sentir saudade dessa porra. Eu faço tudo pelos meus amigos. Até sacaneá-los. É meu jeitinho. Cês sabem. ;O)
Quem souber sobre a música de Friends. Banda, título. Essas coisas. Procurei pelo Google e não achei. Ouvi a música na 89 FM, no meio de um trânsito insano. Não deu tempo de anotar. Vou sentir saudade dessa porra. Eu faço tudo pelos meus amigos. Até sacaneá-los. É meu jeitinho. Cês sabem. ;O)
14 julho, 2003
Negócios fechados.
Já que ele contou, então eu conto também.
Fechamos dois bares. Pois é. Eu tava fora de forma. Há séculos eu não fazia isso.
Não lembrava que os bares de São Paulo fechavam às 4h da manhã.
Francamente, isso não é hora. Custava muito fechar às 6h? Que coisa.
Franz Café eu me recuso.
Já que ele contou, então eu conto também.
Fechamos dois bares. Pois é. Eu tava fora de forma. Há séculos eu não fazia isso.
Não lembrava que os bares de São Paulo fechavam às 4h da manhã.
Francamente, isso não é hora. Custava muito fechar às 6h? Que coisa.
Franz Café eu me recuso.
12 julho, 2003
Programa de índio.
Tenho planos de passar um final de semana em um hotel flutuante na floresta. Deve ser divertido.
Descobri ontem a origem da expressão "programa de índio".
Depois eu conto. Mas não tem nada a ver com o show de lançamento do cd do Apolinário, por exemplo.
Tenho planos de passar um final de semana em um hotel flutuante na floresta. Deve ser divertido.
Descobri ontem a origem da expressão "programa de índio".
Depois eu conto. Mas não tem nada a ver com o show de lançamento do cd do Apolinário, por exemplo.
Tudo culpa do Apolinário.
Fui visitar minha mãe. O trânsito travou em frente ao Clube Tietê. Perguntei a um vendedor de chiclete o que estava acontecendo. Ele contou que o Apolinário ia fazer o show de lançamento do seu cd.
Certo. O Apolinário deve cantar bem pra caramba, porque tinha gente que não acabava mais.
Levei 35 minutos para conseguir chegar até a av. Cruzeiro do Sul.
Eu odeio o Apolinário.
Fui visitar minha mãe. O trânsito travou em frente ao Clube Tietê. Perguntei a um vendedor de chiclete o que estava acontecendo. Ele contou que o Apolinário ia fazer o show de lançamento do seu cd.
Certo. O Apolinário deve cantar bem pra caramba, porque tinha gente que não acabava mais.
Levei 35 minutos para conseguir chegar até a av. Cruzeiro do Sul.
Eu odeio o Apolinário.
11 julho, 2003
Elixir da juventude.
Essa eu li numa revista, na sala de espera da terapia. O texto era relativamente longo. Não deu tempo de ler inteiro. Mas, a idéia desse elixir é devolver à pele suas funções, etc, etc. Aquela papagaiada toda que a gente bem conhece.
O legal era que o kit, formado por umas 4 ou 5 ampolas, custava a bagatela de R$ 1.140,00. Tudo feito com malte e cevada fermentada.
Péra aê. Uma latinha de Bohemia não sairia mais em conta, não?
Essa eu li numa revista, na sala de espera da terapia. O texto era relativamente longo. Não deu tempo de ler inteiro. Mas, a idéia desse elixir é devolver à pele suas funções, etc, etc. Aquela papagaiada toda que a gente bem conhece.
O legal era que o kit, formado por umas 4 ou 5 ampolas, custava a bagatela de R$ 1.140,00. Tudo feito com malte e cevada fermentada.
Péra aê. Uma latinha de Bohemia não sairia mais em conta, não?
10 julho, 2003
09 julho, 2003
Momento "Então tá".
Estávamos eu e a Rê no balcão da padoca, pra um lanchinho rápido.
Nenhum gardanapo ao nosso alcance.
Olhei pro lado e, gentilmente, pedi ao velhote que estava ao meu lado.
- Por favor, os gardanapos.
- Você quer a TV?
- Hã?
- A TV - e apontou para o suporte de guardanapos.
Caiu a ficha. Entendi a piada.
Pensei: - Depende, em que canal está?
Eu juro. Só pensei.
Respondi: - Sim, empreste a TV, por favor.
Engraçadinho aquele velhote.
Estávamos eu e a Rê no balcão da padoca, pra um lanchinho rápido.
Nenhum gardanapo ao nosso alcance.
Olhei pro lado e, gentilmente, pedi ao velhote que estava ao meu lado.
- Por favor, os gardanapos.
- Você quer a TV?
- Hã?
- A TV - e apontou para o suporte de guardanapos.
Caiu a ficha. Entendi a piada.
Pensei: - Depende, em que canal está?
Eu juro. Só pensei.
Respondi: - Sim, empreste a TV, por favor.
Engraçadinho aquele velhote.
06 julho, 2003
Turbulência.
Vai passar hoje, no Domingo Maior.
É uma tremenda babaquice. Mas o filme é divertido, se você considerar que é domingo à noite, depois do Fantástico.
Incrível como quando tem algum assunto envolvendo aviões na minha vida, surge um filme que trata de tragédias aéreas.
No final, tudo dá certo. Tudo dá certo.
Vai passar hoje, no Domingo Maior.
É uma tremenda babaquice. Mas o filme é divertido, se você considerar que é domingo à noite, depois do Fantástico.
Incrível como quando tem algum assunto envolvendo aviões na minha vida, surge um filme que trata de tragédias aéreas.
No final, tudo dá certo. Tudo dá certo.
Adote um raposinha.
A Ro encontrou um filhote abandonado, lá na Chácara Viana. Ela não tem esquema de ficar com o filhote.
Olha só o que ela me mandou:
[...] Ele parece uma raposinha, porte médio, peludinho, ruivo, com um rabo espanador. É muito inteligente, e parece q faz de tudo pra não incomodar. Coisa de vira-lata [...]
Se alguém se interessar, é só escrever que a gente manda uma foto do pequeno Raposa. Combinado?
A Ro encontrou um filhote abandonado, lá na Chácara Viana. Ela não tem esquema de ficar com o filhote.
Olha só o que ela me mandou:
[...] Ele parece uma raposinha, porte médio, peludinho, ruivo, com um rabo espanador. É muito inteligente, e parece q faz de tudo pra não incomodar. Coisa de vira-lata [...]
Se alguém se interessar, é só escrever que a gente manda uma foto do pequeno Raposa. Combinado?
05 julho, 2003
Promessa de ano novo.
Momento Becky Bloom.
Parar de fumar - ainda não, mas eu chego lá
Academia - não vai rolar
Arrumar os armários - semana que vem,talvez
Tirar as roupas da mochila de viagem - deixa quieto, nunca se sabe. Nunca se sabe
Organizar as fotos - hum, tá bom assim. Bagunça organizada
Começar a escrever aquele livro, aquele - tá bom, tá bom. De amanhã não passa
Não gastar com bobagem - eu tento, é o mundo que não colabora
Comprar um mouse novo - eu prometi não gastar com bobagem, não inventa.
Não perder tanto tempo assistindo TV - enlouqueceu? Mad About You, Seinfeld, Friends, E.R., Becker, Caroline in the City, CSI, Law & Order Criminal Intent, Less than Perfect, Newsradio, 3rd Rock From the Sun??? Enlouqueceu, foi? Não prometa o que não pode cumprir, sua tonta
Lavar a louça todo dia - quiá, quiá, quiá
Não comprar mais anéis e colares - autopunição não vale, pára com isso
Vender Godzila - só se for agora. Não, tadinho, esquece.
Tá vendo? Promessa de ano novo é uma coisa que não serve pra nada. Tipo assim, filme com Robin Williams. Pura enganação. :p
Momento Becky Bloom.
Parar de fumar - ainda não, mas eu chego lá
Academia - não vai rolar
Arrumar os armários - semana que vem,talvez
Tirar as roupas da mochila de viagem - deixa quieto, nunca se sabe. Nunca se sabe
Organizar as fotos - hum, tá bom assim. Bagunça organizada
Começar a escrever aquele livro, aquele - tá bom, tá bom. De amanhã não passa
Não gastar com bobagem - eu tento, é o mundo que não colabora
Comprar um mouse novo - eu prometi não gastar com bobagem, não inventa.
Não perder tanto tempo assistindo TV - enlouqueceu? Mad About You, Seinfeld, Friends, E.R., Becker, Caroline in the City, CSI, Law & Order Criminal Intent, Less than Perfect, Newsradio, 3rd Rock From the Sun??? Enlouqueceu, foi? Não prometa o que não pode cumprir, sua tonta
Lavar a louça todo dia - quiá, quiá, quiá
Não comprar mais anéis e colares - autopunição não vale, pára com isso
Vender Godzila - só se for agora. Não, tadinho, esquece.
Tá vendo? Promessa de ano novo é uma coisa que não serve pra nada. Tipo assim, filme com Robin Williams. Pura enganação. :p
03 julho, 2003
Então, eu fui lá. ;O)
Cês já devem saber. Visitar a Rê nunca é um sacrifício.
A gente ficou lá, falando sobre a vida. Perdemos a novela. E também o episódio inédito de E.R. Faz mal, não. No domingo tem reprise.
O legal de ter uma amigaça, do jeito que ela é, é isso: cê liga lá, pede um livro pra sua filha emprestado. Avisa que tá levando um pedaço de torta, que tá sobrando na geladeira. Fica lá, por horas, jogando conversa fora.Comemorando por ter encontrado muita gente boa durante o dia. Recebendo beijos dos cães. Tudo em casa. Tudo em casa.
Isso é tão bom. Verdade.
Cês já devem saber. Visitar a Rê nunca é um sacrifício.
A gente ficou lá, falando sobre a vida. Perdemos a novela. E também o episódio inédito de E.R. Faz mal, não. No domingo tem reprise.
O legal de ter uma amigaça, do jeito que ela é, é isso: cê liga lá, pede um livro pra sua filha emprestado. Avisa que tá levando um pedaço de torta, que tá sobrando na geladeira. Fica lá, por horas, jogando conversa fora.Comemorando por ter encontrado muita gente boa durante o dia. Recebendo beijos dos cães. Tudo em casa. Tudo em casa.
Isso é tão bom. Verdade.
É brincadeira!
Minha bolsa aprontou comigo, de novo.
O anel, aquele lindo de morrer, que eu tinha a impressão de tê-lo perdido. Pois é. Tava lá. Num compartimento perdido.
Agora, tô aqui, a bordo dele. Tão lindo. Adoro aquele anel. É a minha cara. Ele tem ondas, brilhantes. Tem movimento. E combina com o meu dedo indicador. Adoro.
Minha bolsa aprontou comigo, de novo.
O anel, aquele lindo de morrer, que eu tinha a impressão de tê-lo perdido. Pois é. Tava lá. Num compartimento perdido.
Agora, tô aqui, a bordo dele. Tão lindo. Adoro aquele anel. É a minha cara. Ele tem ondas, brilhantes. Tem movimento. E combina com o meu dedo indicador. Adoro.
É amanhã!
Oli, finalmente, vai pra Disney.
Ela merece!
É uma menina que tem juízo. ;O)
Ainda tenho que dar conta de uma correria por aqui: ela quer levar "Becky Bloom na 5a Avenida".
Oh, boy! Contenha-se, Oli, plizz.
Vou ter que passar na casa da Rê, pra pegar o livro emprestado. Aproveito a viagem e levo os pedaços da torta de canela que estão criando raízes aqui na geladeira. Perfeito.
Oli, finalmente, vai pra Disney.
Ela merece!
É uma menina que tem juízo. ;O)
Ainda tenho que dar conta de uma correria por aqui: ela quer levar "Becky Bloom na 5a Avenida".
Oh, boy! Contenha-se, Oli, plizz.
Vou ter que passar na casa da Rê, pra pegar o livro emprestado. Aproveito a viagem e levo os pedaços da torta de canela que estão criando raízes aqui na geladeira. Perfeito.
Quer saber?
Adorei. Tá certo que levei um susto, ao acordar.
Ok. É assim mesmo. Eu demoro um pouco pra acordar.
Então, tomei banho, lavei o cabelo e parti pro enfrentamento com meu maior inimigo: o espelho. E ele tava lá, de plantão. Até que a gente se entendeu bem.
Gostei da mudança.
Oli disse que eu pareço 10 anos mais moça. Fui obrigada a concordar com ela.
Gostei. ;O)
Adorei. Tá certo que levei um susto, ao acordar.
Ok. É assim mesmo. Eu demoro um pouco pra acordar.
Então, tomei banho, lavei o cabelo e parti pro enfrentamento com meu maior inimigo: o espelho. E ele tava lá, de plantão. Até que a gente se entendeu bem.
Gostei da mudança.
Oli disse que eu pareço 10 anos mais moça. Fui obrigada a concordar com ela.
Gostei. ;O)
02 julho, 2003
Crise de identidade.
Cortei o cabelo. Sim. Foi radical a coisa.
Tava aqui fazendo as contas. Acho que desde 86 eu não cortava a franja. Sempre vivi oscilando naquele limbo: deixa o cabelo reto, compridão. That´70s Show. Depois radicaliza pra um chanelzinho clássico, comportadíssima. Daí, deixa crescer de novo. E assim levei a vida. Um tédio. Grandes ousadias nunca foram o meu número.
Hoje, chutei o balde. Mandei cortar, sem dó nem piedade. E lá se foi a minha franja. Ou melhor, agora eu tenho uma franja e não sei exatamente o que fazer com ela. Franjinha. Inferno. Eu me olho no espelho e não sei se estou parecida com o Cascatinha ou com a Hilda (a irmã da Helena, da novela, sabe?).
Pois é. Daí eu começo a reparar direito no tamanho do estrago e noto que a alucinada da cabelereira mandou pro chão mais de 20cm do meu cabelo.
Meleca. Ele está pouco abaixo do meu ombro. Daí, eu coloco meus óculos. Sim, eu preciso de óculos pra ver tv ou teclar. Olho pro espelho e penso: o que o Ferrugem tá fazendo aqui?
Merda. Acho que serão longos dias, até eu me acostumar.
Relax. Cabelo é o tipo da coisa que cresce rapidinho. Pensa em outra coisa que passa. Pensa em outra coisa.
Cortei o cabelo. Sim. Foi radical a coisa.
Tava aqui fazendo as contas. Acho que desde 86 eu não cortava a franja. Sempre vivi oscilando naquele limbo: deixa o cabelo reto, compridão. That´70s Show. Depois radicaliza pra um chanelzinho clássico, comportadíssima. Daí, deixa crescer de novo. E assim levei a vida. Um tédio. Grandes ousadias nunca foram o meu número.
Hoje, chutei o balde. Mandei cortar, sem dó nem piedade. E lá se foi a minha franja. Ou melhor, agora eu tenho uma franja e não sei exatamente o que fazer com ela. Franjinha. Inferno. Eu me olho no espelho e não sei se estou parecida com o Cascatinha ou com a Hilda (a irmã da Helena, da novela, sabe?).
Pois é. Daí eu começo a reparar direito no tamanho do estrago e noto que a alucinada da cabelereira mandou pro chão mais de 20cm do meu cabelo.
Meleca. Ele está pouco abaixo do meu ombro. Daí, eu coloco meus óculos. Sim, eu preciso de óculos pra ver tv ou teclar. Olho pro espelho e penso: o que o Ferrugem tá fazendo aqui?
Merda. Acho que serão longos dias, até eu me acostumar.
Relax. Cabelo é o tipo da coisa que cresce rapidinho. Pensa em outra coisa que passa. Pensa em outra coisa.
01 julho, 2003
30 junho, 2003
Calcule seu IMC.
É segunda-feira, né? Então aproveite e calcule seu Índice de Massa Corpórea, antes de matar a aula na academia ou mandar a dieta às favas.
É assim: confira o seu peso em kg. Anote. A sua altura, em m., multiplique por 2. Anote.
Agora pegue o seu peso e divida pela sua altura ao quadrado. Refaça as contas, pra ter certeza de que tá tudo certo.
Deu um score entre 20 e 25? Parabéns. Tudo ok com seu esqueleto.
Se você tá na marca perto dos 30, é sobrepeso. (tem ífem essa coisa?). Corte o chocolate, o chopp, o fandangos e siga em frente. Vá à academia e coma salada.
Entre 30 e 40, meu filho, fica esperto. Você está obeso.
Mais de 40? Sorry. Obesidade mórbida. Passou demais da conta.
Aprendi essa no pograma da Orga.
Meu score? 18. Saco. Preciso de um pacote de Rufles.
Oli, minha filha, fica fora disso. Essa tabela só vale pra gente maior de 17 anos, combinado?
É segunda-feira, né? Então aproveite e calcule seu Índice de Massa Corpórea, antes de matar a aula na academia ou mandar a dieta às favas.
É assim: confira o seu peso em kg. Anote. A sua altura, em m., multiplique por 2. Anote.
Agora pegue o seu peso e divida pela sua altura ao quadrado. Refaça as contas, pra ter certeza de que tá tudo certo.
Deu um score entre 20 e 25? Parabéns. Tudo ok com seu esqueleto.
Se você tá na marca perto dos 30, é sobrepeso. (tem ífem essa coisa?). Corte o chocolate, o chopp, o fandangos e siga em frente. Vá à academia e coma salada.
Entre 30 e 40, meu filho, fica esperto. Você está obeso.
Mais de 40? Sorry. Obesidade mórbida. Passou demais da conta.
Aprendi essa no pograma da Orga.
Meu score? 18. Saco. Preciso de um pacote de Rufles.
Oli, minha filha, fica fora disso. Essa tabela só vale pra gente maior de 17 anos, combinado?
Adivinhe que vem para o jantar.
Pois é. Katharine Hepburn se foi. Provavelmente, de calças compridas. ;O)
Tem mais detalhes sobre ela aqui.
Pois é. Katharine Hepburn se foi. Provavelmente, de calças compridas. ;O)
Tem mais detalhes sobre ela aqui.
29 junho, 2003
Já que eu tava por aqui, melhor inventar coisa.
Liguei no Telecine Premium. Infidelidade. Rá. Não deixa de ser divertido ver Richard Gere fazendo papel de corno.
Zap. Argh, não quero mais ver TV. Chega.
Peguei um envelope que há dias eu tava enrolando pra mexer.
Coragem. Vamos lá. Minhas correspondências preciosas com minha amiga Karin estavam todas ali, criteriosamente ordenadas, carinhosamente guardadas e covardemente esquecidas. PUC. Bons tempos.
Respirei fundo e mergulhei no passado de quase duas décadas.
Eu aqui, ela em Montevideo. Estavam ali nossos registros das primeiras experiências profissionais, casamentos, gestações, nascimentos. Juan nasceu no mesmo mês e ano que minha pequena Olívia, eu tinha até esquecido. Fotos, rabiscos, garranchos, cartões de cumpleaños.
Anêmola. Era assim que ela me chamava. É, eu sempre tive apelidos estranhos.
Deu uma tremenda saudade dela. Assim que sobrar uma grana, vou ligar.
Fala a verdade: o que seria de mim sem meus amigos? Hã?
Liguei no Telecine Premium. Infidelidade. Rá. Não deixa de ser divertido ver Richard Gere fazendo papel de corno.
Zap. Argh, não quero mais ver TV. Chega.
Peguei um envelope que há dias eu tava enrolando pra mexer.
Coragem. Vamos lá. Minhas correspondências preciosas com minha amiga Karin estavam todas ali, criteriosamente ordenadas, carinhosamente guardadas e covardemente esquecidas. PUC. Bons tempos.
Respirei fundo e mergulhei no passado de quase duas décadas.
Eu aqui, ela em Montevideo. Estavam ali nossos registros das primeiras experiências profissionais, casamentos, gestações, nascimentos. Juan nasceu no mesmo mês e ano que minha pequena Olívia, eu tinha até esquecido. Fotos, rabiscos, garranchos, cartões de cumpleaños.
Anêmola. Era assim que ela me chamava. É, eu sempre tive apelidos estranhos.
Deu uma tremenda saudade dela. Assim que sobrar uma grana, vou ligar.
Fala a verdade: o que seria de mim sem meus amigos? Hã?
Declinei.
Coisa estranha que aconteceu comigo, ontem.
Tava tudo certo. Tinha uma festa legal. Preparei uma torta do balacobaco, com o maior carinho pra levar. Canela, maçã, banana, ovos aromatizados com baunilha e limão. Um espetáculo. Esperei a bendita ficar pronta. Experimentei. Não tava legal. Amarga como fel. Estranho. Bebi água. Comi um pedaço de queijo, pra limpar o paladar.
Experimentei de novo. Puro fel. Não é possível.
Humilhada, perdi o pique. Olhei-me no espelho e pensei: você é feia, boba e burra. Mais feia do que burra, porque boba você sempre foi.
Pronto. Acabou minha noite. Fiquei em casa. Não fui à festa.
Hoje, levei a maldita torta pra casa da minha mãe. A mulherada lá entende de doces e eu poderia descobrir onde errei, afinal. Mistério.
Todos comeram. Disseram que estava divina. Experimentei, descrente. Realmente, estava perfeita.
Até agora não entendi o que houve.
Sou uma tonta mesmo.
Coisa estranha que aconteceu comigo, ontem.
Tava tudo certo. Tinha uma festa legal. Preparei uma torta do balacobaco, com o maior carinho pra levar. Canela, maçã, banana, ovos aromatizados com baunilha e limão. Um espetáculo. Esperei a bendita ficar pronta. Experimentei. Não tava legal. Amarga como fel. Estranho. Bebi água. Comi um pedaço de queijo, pra limpar o paladar.
Experimentei de novo. Puro fel. Não é possível.
Humilhada, perdi o pique. Olhei-me no espelho e pensei: você é feia, boba e burra. Mais feia do que burra, porque boba você sempre foi.
Pronto. Acabou minha noite. Fiquei em casa. Não fui à festa.
Hoje, levei a maldita torta pra casa da minha mãe. A mulherada lá entende de doces e eu poderia descobrir onde errei, afinal. Mistério.
Todos comeram. Disseram que estava divina. Experimentei, descrente. Realmente, estava perfeita.
Até agora não entendi o que houve.
Sou uma tonta mesmo.
28 junho, 2003
Como assim?
Que ator de Friends
eu sou ?
Só queria entender de onde tiraram esse papo da Monica ser uma mulher meiga. É uma louca de atirar pedra em avião.
E eu não tenho nada com isso.
Eu sou a Courteney Cox Arquette !
Simpática, meiga e casei com um
guest star com quem eu fiz quatro filmes ! Eu sou o oposto da Monica, apesar
de que sou meiga como ela !
Que ator de Friends
eu sou ?
Só queria entender de onde tiraram esse papo da Monica ser uma mulher meiga. É uma louca de atirar pedra em avião.
E eu não tenho nada com isso.
27 junho, 2003
22 junho, 2003
Domingo em família e com visita.
E então chegaram minha tia e minha prima.
Duas figuraças. Essa minha tia tem idade pra ser minha avó. E essa minha prima, idade pra ser minha mãe. A gente se diverte muito. Adoro elas. Acabaram de se mudar pra um apartamento novo. Adaptação à vida nova. Novidades pra contar, principalmente sobre os hábitos dos novos vizinhos.
Vizinho é sempre um ser bizarro.
Então, começa a merda de novo.
Minha prima: - Ih, mas aqueles são estranhos, viu? Ainda não entendi direito o que acontece naquela casa.
Eu: - Tá. Mas você não tem um pirata morando no apartamento de cima, tem? Rá. Na categoria de vizinhos bizarros, eu ganho de longe.
A mesa toda: - ??????
Eu: - Tem um cara que, todo início da madrugada, deixa cair o olho de vidro no chão, e eu ouço o barulho.
A mesa toda: - ?????
Eu: - Gente, pensa bem. Toda santa noite, no silêncio da madrugada, ouço um barulho que vem do andar de cima. Um barulho assim: plec,plec, plec.... plec, plec, plec. Parece bolinha de gude caindo no chão, sabe? Imagino que crianças não devam brincar com bolinhas de gude no início da madrugada. Só pude concluir que a criatura deva ter olho de vidro. Ué?
Minha prima, chorando de rir: - Mas o olho deve estar todo riscado, então.
Eu: - Outro dia, eu tava no elevador e um sujeito acionou o botão do 9o. andar. Pensei: deve ser ele. Olhei, assim, disfarçadamente. O olho não parecia ser de vidro. Tive vontade de perguntar se ele tem um papagaio. Piratas têm papagaios, não? Achei melhor deixar quieto.
Minha mãe: - Onde foi que eu errei?????
E então chegaram minha tia e minha prima.
Duas figuraças. Essa minha tia tem idade pra ser minha avó. E essa minha prima, idade pra ser minha mãe. A gente se diverte muito. Adoro elas. Acabaram de se mudar pra um apartamento novo. Adaptação à vida nova. Novidades pra contar, principalmente sobre os hábitos dos novos vizinhos.
Vizinho é sempre um ser bizarro.
Então, começa a merda de novo.
Minha prima: - Ih, mas aqueles são estranhos, viu? Ainda não entendi direito o que acontece naquela casa.
Eu: - Tá. Mas você não tem um pirata morando no apartamento de cima, tem? Rá. Na categoria de vizinhos bizarros, eu ganho de longe.
A mesa toda: - ??????
Eu: - Tem um cara que, todo início da madrugada, deixa cair o olho de vidro no chão, e eu ouço o barulho.
A mesa toda: - ?????
Eu: - Gente, pensa bem. Toda santa noite, no silêncio da madrugada, ouço um barulho que vem do andar de cima. Um barulho assim: plec,plec, plec.... plec, plec, plec. Parece bolinha de gude caindo no chão, sabe? Imagino que crianças não devam brincar com bolinhas de gude no início da madrugada. Só pude concluir que a criatura deva ter olho de vidro. Ué?
Minha prima, chorando de rir: - Mas o olho deve estar todo riscado, então.
Eu: - Outro dia, eu tava no elevador e um sujeito acionou o botão do 9o. andar. Pensei: deve ser ele. Olhei, assim, disfarçadamente. O olho não parecia ser de vidro. Tive vontade de perguntar se ele tem um papagaio. Piratas têm papagaios, não? Achei melhor deixar quieto.
Minha mãe: - Onde foi que eu errei?????
Domingo em família.
Depois de 3 dias de confinamento doméstico, resolvi sair um pouco. Atravessar a cidade e visitar mamãe. Tava com saudade dela.
É sempre divertido, apesar de eu, invariavelmente, levar bronca por comer pouco, por estar magra, porque 3 horas da tarde não é hora de almoçar. As mães são assim. Há que se dar um desconto.
Então, a gente continuou na cozinha e aí começaram as atrapalhações.
- Mãe. Lembra de uma novela, passou faz tempo.. Eu era pequena. Do tempo que tinha novela das 10.
- Uma que tinha uma mulher que falava ao telefone? Ela falava coisas horríveis..
- Quem era a atriz?
- Não lembro.
- Tá, mas conta mais.
- Esquece, você não era nascida.
- Tá, mas daquela você não lembra? A novela toda era numa festa.
- O Rebu?
- Isso! Era bárbaro.
- Como você assistia aquilo, menina? Eu não deixava.
- Você dormia cedo, né, manhê?
- Que coisa. Mas não lembro quem era o assassino, não. Quer que eu faça um café pro cê?
- Nããããoooo!!!!
- Eu faço café forte, do jeito que você gosta.
- Não, mã, não!!!!!!
Depois de 3 dias de confinamento doméstico, resolvi sair um pouco. Atravessar a cidade e visitar mamãe. Tava com saudade dela.
É sempre divertido, apesar de eu, invariavelmente, levar bronca por comer pouco, por estar magra, porque 3 horas da tarde não é hora de almoçar. As mães são assim. Há que se dar um desconto.
Então, a gente continuou na cozinha e aí começaram as atrapalhações.
- Mãe. Lembra de uma novela, passou faz tempo.. Eu era pequena. Do tempo que tinha novela das 10.
- Uma que tinha uma mulher que falava ao telefone? Ela falava coisas horríveis..
- Quem era a atriz?
- Não lembro.
- Tá, mas conta mais.
- Esquece, você não era nascida.
- Tá, mas daquela você não lembra? A novela toda era numa festa.
- O Rebu?
- Isso! Era bárbaro.
- Como você assistia aquilo, menina? Eu não deixava.
- Você dormia cedo, né, manhê?
- Que coisa. Mas não lembro quem era o assassino, não. Quer que eu faça um café pro cê?
- Nããããoooo!!!!
- Eu faço café forte, do jeito que você gosta.
- Não, mã, não!!!!!!
21 junho, 2003
O que é o amor.
Peguei já tava no finalzinho. Que dó.
O Resgate de Harrison. Com Andy MacDowell, David Strathaim, Elias Koteas.
É um drama desgraçado. Sou fã de carteirinha da Andy MacDowell. Ela, uma esposa apaixonada vai atrás do marido, um jornalista, fotógrafo, dado como desaparecido. Guerra na Bósnia. Limpeza étnica. Ela sofre os diabos e presencia coisas horríveis. O caos. E a mulher não arrega não. Pensa o que? Ela sofre, mas o encontra. E resgata o seu amor, ferido, sem memória. Começa tudo de novo.
É impressionante. Comovente. Chorei pra caraio.
E eu que achava que 8 horas de vôo pela Vasp era prova de amor..
Que nada.
Esquece.
Peguei já tava no finalzinho. Que dó.
O Resgate de Harrison. Com Andy MacDowell, David Strathaim, Elias Koteas.
É um drama desgraçado. Sou fã de carteirinha da Andy MacDowell. Ela, uma esposa apaixonada vai atrás do marido, um jornalista, fotógrafo, dado como desaparecido. Guerra na Bósnia. Limpeza étnica. Ela sofre os diabos e presencia coisas horríveis. O caos. E a mulher não arrega não. Pensa o que? Ela sofre, mas o encontra. E resgata o seu amor, ferido, sem memória. Começa tudo de novo.
É impressionante. Comovente. Chorei pra caraio.
E eu que achava que 8 horas de vôo pela Vasp era prova de amor..
Que nada.
Esquece.
Pipoca requentada no microondas.
Vai começar daqui a pouco. Refém do Silêncio.
Michael Douglas. Sean Bean. Brittany Murphy.
Michael Douglas é um psiquiatra chamado pra tratar de uma garota catatônica e acaba se envolvendo em uma enrascada dos diabos.
É do caraio esse filme. No Telecine Premium. Deve reprisar. Não perda.
Sorry. Comportamento humano é uma coisa que sempre me interessou.
Vai começar daqui a pouco. Refém do Silêncio.
Michael Douglas. Sean Bean. Brittany Murphy.
Michael Douglas é um psiquiatra chamado pra tratar de uma garota catatônica e acaba se envolvendo em uma enrascada dos diabos.
É do caraio esse filme. No Telecine Premium. Deve reprisar. Não perda.
Sorry. Comportamento humano é uma coisa que sempre me interessou.
Que Madre Vasconcelos tenha-me piedade, Telinha.
Ok, ok, eu explico.
Há coisa de um dia ou dois, antes da viagem a São Xico, perdi um anel de estimação. Bonito o anel. Precisa de ver.
Perdi. Sumiu. Desapareceu. Coisa de mágica. Dá pra entender? Não tem explicação.
Ok. Pro lixo não foi. Apenas sumiu. Relax. Respira, respira. Relax. Um dia ele aparece.
Voltei de viagem. Tudo legal. Semana depois, e nada do anel. Haja, né?
E agora sumiu um CD que tava lá, no porta-CDs do meu carro. Eu juro que tava lá. Um CD antigo do Midnight Oil. Pensa bem. Ninguém, em sã consciência, entraria sorrateiramente no Cascão, procuraria entre os meus CDs e roubaria justamente esse.
Sem sacanagem. Só pode ser bruxaria, pensa bem.
Não tenho mais saúde pra essas coisas.
Pára tudo.
Ok, ok, eu explico.
Há coisa de um dia ou dois, antes da viagem a São Xico, perdi um anel de estimação. Bonito o anel. Precisa de ver.
Perdi. Sumiu. Desapareceu. Coisa de mágica. Dá pra entender? Não tem explicação.
Ok. Pro lixo não foi. Apenas sumiu. Relax. Respira, respira. Relax. Um dia ele aparece.
Voltei de viagem. Tudo legal. Semana depois, e nada do anel. Haja, né?
E agora sumiu um CD que tava lá, no porta-CDs do meu carro. Eu juro que tava lá. Um CD antigo do Midnight Oil. Pensa bem. Ninguém, em sã consciência, entraria sorrateiramente no Cascão, procuraria entre os meus CDs e roubaria justamente esse.
Sem sacanagem. Só pode ser bruxaria, pensa bem.
Não tenho mais saúde pra essas coisas.
Pára tudo.
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