No vestiário, uma moça de lingerie secava os cabelos, diante do espelho.
De repente, dirigiu o jato do secador para a bunda.
Isso: para a bunda.
Segundos depois, voltou a secar os cabelos normalmente.
Na intimidade, as pessoas têm hábitos estranhos.
16 maio, 2007
O acendedor de farol do Cascão quebrou. O farol funciona.
Mas aquela ponta da haste que aciona o comando quebrou. Nem queira saber como, que me dá nervoso.
Fui na Fiat. Apenas R$ 342,00, sem contar a mão de obra. E o explorador de desgraças não parcela no cartão.
Fui numa outra loja de auto-peças, na hora do almoço. Baixou pra R$ 120,00.
Fiquei tão animada que deu vontade de comprar duas e ainda sobraria trocão.
Ainda vou traçar um Plano C.
Ódio.
Mas aquela ponta da haste que aciona o comando quebrou. Nem queira saber como, que me dá nervoso.
Fui na Fiat. Apenas R$ 342,00, sem contar a mão de obra. E o explorador de desgraças não parcela no cartão.
Fui numa outra loja de auto-peças, na hora do almoço. Baixou pra R$ 120,00.
Fiquei tão animada que deu vontade de comprar duas e ainda sobraria trocão.
Ainda vou traçar um Plano C.
Ódio.
15 maio, 2007
As desculpas acabaram.
Não restou um motivo racional sequer.
Tá. Eu fui tragada resolução inadiável das minhas
pendências burocraticas e completamente absorvida pelo horário de trabalho fora de órbita. Certo?
- Não, Ana, disse-me o espelho da minha consciência.
(quando minha consciência resolve ser lacônica, fodeu)
Tem feito muito frio.
O exame médico já foi providenciado, but, algo me diz que tá
faltando um carimbo.
A depilação tá com o prazo estourado, não dá pra treinar com a perna desse jeito.
Eu sei. Nada justifica.
Quando decidi que eu faria (!) de 2007 um ano mais delicado
pra mim, eu sabia que não ia ser mole.
E tava indo tudo tão bem.
E meu corpo tava ficando tão mais bonitinho.
Só que o tempo passa e o treino todo se perde, se eu bobear.
Não é um bom momento para o manjado número do auto-boicote
resolver sair da manga.
Delicadeza é também aprender com erros e fugir das
repetições. Isso a gente deveria aprender nos bancos da
escola.
Entao, foi auto-decretada minha volta a academia.
E vai ser hoje, terça-feira.
Mesmo que o PCC ataque.
Ontem à noite, eu fui apenas pra levar o atestado médico e marcar a
avaliação física, adiada desde o final de março. (a vantagem
é que, pensa, com os 2 meses de treino provisório,
eu vou sair bem melhor na foto do ANTES. :O)
E vamos combinar que segunda-feira nunca foi mesmo um dia
muito produtivo pra treinar.
Era melhor encarar trânsito desgraçado do que o espelho da
consciência. Eu não brinco mais com isso
A mocinha-toda-sorriso-sincero da academia marcou minha
avaliação para daqui a 15 dias (!!!) e me deu a folha de
procedimentos. Ui.
Deu pra notar que eles vão me virar do avesso.
Como eu não tinha muita certeza de que em 15 dias minha
depilação estará em dia, achei legal comprar duas calças
bem compridonas, já que eu não estava fazendo nada mesmo.
Não dá pra treinar ou ser virada do avesso de calça curta.
Morro de preguiça de experimentar roupa. Prefiro comprar e trocar
depois.
Experimentei.
Decidi a compra: uma calca de ginástica entre duas iguais, P ou M, e outra mais bonitona.
Calcei a bota ¾, salto algulha 11.
Esqueci do jeans.
Tirei a bota, vesti o jeans.
Péra aê: foi a P ou a M que ficou boa?
Bem que minha mãe me ensinou a não fazer compras
com fome.
Fui comer. Comi.
Esqueci a porra do envelope do exame médico na Praça de
Alimentação.
Só fui dar pela falta quando eu estava na fila da Americanas.
Voltei. Falei do envelope.
A moça de voz pra dentro me mandou pro Achado e Perdidos.
Acho que eu preciso de um acompanhante terapêutico.
Não restou um motivo racional sequer.
Tá. Eu fui tragada resolução inadiável das minhas
pendências burocraticas e completamente absorvida pelo horário de trabalho fora de órbita. Certo?
- Não, Ana, disse-me o espelho da minha consciência.
(quando minha consciência resolve ser lacônica, fodeu)
Tem feito muito frio.
O exame médico já foi providenciado, but, algo me diz que tá
faltando um carimbo.
A depilação tá com o prazo estourado, não dá pra treinar com a perna desse jeito.
Eu sei. Nada justifica.
Quando decidi que eu faria (!) de 2007 um ano mais delicado
pra mim, eu sabia que não ia ser mole.
E tava indo tudo tão bem.
E meu corpo tava ficando tão mais bonitinho.
Só que o tempo passa e o treino todo se perde, se eu bobear.
Não é um bom momento para o manjado número do auto-boicote
resolver sair da manga.
Delicadeza é também aprender com erros e fugir das
repetições. Isso a gente deveria aprender nos bancos da
escola.
Entao, foi auto-decretada minha volta a academia.
E vai ser hoje, terça-feira.
Mesmo que o PCC ataque.
Ontem à noite, eu fui apenas pra levar o atestado médico e marcar a
avaliação física, adiada desde o final de março. (a vantagem
é que, pensa, com os 2 meses de treino provisório,
eu vou sair bem melhor na foto do ANTES. :O)
E vamos combinar que segunda-feira nunca foi mesmo um dia
muito produtivo pra treinar.
Era melhor encarar trânsito desgraçado do que o espelho da
consciência. Eu não brinco mais com isso
A mocinha-toda-sorriso-sincero da academia marcou minha
avaliação para daqui a 15 dias (!!!) e me deu a folha de
procedimentos. Ui.
Deu pra notar que eles vão me virar do avesso.
Como eu não tinha muita certeza de que em 15 dias minha
depilação estará em dia, achei legal comprar duas calças
bem compridonas, já que eu não estava fazendo nada mesmo.
Não dá pra treinar ou ser virada do avesso de calça curta.
Morro de preguiça de experimentar roupa. Prefiro comprar e trocar
depois.
Experimentei.
Decidi a compra: uma calca de ginástica entre duas iguais, P ou M, e outra mais bonitona.
Calcei a bota ¾, salto algulha 11.
Esqueci do jeans.
Tirei a bota, vesti o jeans.
Péra aê: foi a P ou a M que ficou boa?
Bem que minha mãe me ensinou a não fazer compras
com fome.
Fui comer. Comi.
Esqueci a porra do envelope do exame médico na Praça de
Alimentação.
Só fui dar pela falta quando eu estava na fila da Americanas.
Voltei. Falei do envelope.
A moça de voz pra dentro me mandou pro Achado e Perdidos.
Acho que eu preciso de um acompanhante terapêutico.
14 maio, 2007
11 maio, 2007
10 maio, 2007
Eu tenho um distúrbio.
E não é um distúrbio qualquer, desses que tão na onda, que aparecem em revista de celebridades e em programa-mulherzinha na TV.
Não. Tô falando de coisa quente mesmo. Aposto que não consta nem no CID.
Um desafio à ciência e à classe médica como um todo.
É. Eu esqueci de deixar a chave para a faxineira. De novo.
E nem venha, você. Não é Alzheimer.
E não é um distúrbio qualquer, desses que tão na onda, que aparecem em revista de celebridades e em programa-mulherzinha na TV.
Não. Tô falando de coisa quente mesmo. Aposto que não consta nem no CID.
Um desafio à ciência e à classe médica como um todo.
É. Eu esqueci de deixar a chave para a faxineira. De novo.
E nem venha, você. Não é Alzheimer.
08 maio, 2007
A novela continua e os capítulos me parecem longe de ser decisivos.
Domingo, tive que chamar o guincho e deixar Olívia na mão. Odeio isso.
Segunda-feira, fui direto pro mecânico. De guincho e com Cascão se fazendo de morto.
Estratégia perfeita, se a gente for pensar bem. C, o mecânico-sherlok, tem que investigar o veículo em surto para confirmar suas suspeitas, mas continua com aquela mania irritante de descartar hipóteses de estranhos.
O técnico de domingo sugeriu sensor de temperatura e/ou vela suja.
C. ouviu com desdém.
Eu tô falando todo santo dia que é o sensor de rotação.
C. me ouve e provavelmente pensa: tolinha.
Ontem, no final do dia, problema aparentemente resolvido: problema no aterramento da bateria (what??) e eu levei a maior bronca dos últimos tempos:
- Eu troquei o óleo do carro.
- Que bom, tava precisando, né?
- Na verdade, eu COLOQUEI óleo no carro, porque NÃO TINHA UMA GOTA DE ÓLEO!
- É?
- E você teve muita sorte do carro não ter funcionado ontem, porque se tivesse funcionado, você sabe o que teria acontecido? VOCÊ SABE O QUE TERIA ACONTECIDO? (ele parecia estar mesmo muito contrariado)
- =:/
- NÃO TINHA NADA! SE EU NÃO TIVESSE VISTO, bla-bla-bla.
- Tá-á. Já entendi.
Foi a maior bronca que eu já levei nos últimos tempos. Acho que a última desse porte foi quando eu tinha uns 9 anos de idade.
E, desta vez, eu não podia falar nada, porque o cara tava certo. Vergonha.
Hoje, acordei feliz e saltitante, disposta a sair mais cedo de casa pra comer pão de queijo no Café, antes ir trabalhar.
Lógico que você está pensando que o maldito não deu partida. E você está absolutamente certo.
Chamei o técnico do Seguro e troquei de sapato, porque subir e descer de caminhão com salto 11 não é uma opção muito inteligente. A., um baiano decidido e casca-grossa, deu o veredicto de primeira: sensor de rotação.
Juro que eu deveria ganhar dinheiro com isso.
Com uma prática invejável em descer de veículos de grande porte, encontrei C. na porta da oficina.
- Não acredito! De novo?
- Eu pergunto: por que de novo?
No final, foi colocado um novo sensor de rotação, C. não cobrou peça nem serviço. Ao sair da oficina, C. se despediu:
- Maria Luiza, né? Qualquer problema, deixa o carro aqui de novo, hein?
Eu mereço.
Domingo, tive que chamar o guincho e deixar Olívia na mão. Odeio isso.
Segunda-feira, fui direto pro mecânico. De guincho e com Cascão se fazendo de morto.
Estratégia perfeita, se a gente for pensar bem. C, o mecânico-sherlok, tem que investigar o veículo em surto para confirmar suas suspeitas, mas continua com aquela mania irritante de descartar hipóteses de estranhos.
O técnico de domingo sugeriu sensor de temperatura e/ou vela suja.
C. ouviu com desdém.
Eu tô falando todo santo dia que é o sensor de rotação.
C. me ouve e provavelmente pensa: tolinha.
Ontem, no final do dia, problema aparentemente resolvido: problema no aterramento da bateria (what??) e eu levei a maior bronca dos últimos tempos:
- Eu troquei o óleo do carro.
- Que bom, tava precisando, né?
- Na verdade, eu COLOQUEI óleo no carro, porque NÃO TINHA UMA GOTA DE ÓLEO!
- É?
- E você teve muita sorte do carro não ter funcionado ontem, porque se tivesse funcionado, você sabe o que teria acontecido? VOCÊ SABE O QUE TERIA ACONTECIDO? (ele parecia estar mesmo muito contrariado)
- =:/
- NÃO TINHA NADA! SE EU NÃO TIVESSE VISTO, bla-bla-bla.
- Tá-á. Já entendi.
Foi a maior bronca que eu já levei nos últimos tempos. Acho que a última desse porte foi quando eu tinha uns 9 anos de idade.
E, desta vez, eu não podia falar nada, porque o cara tava certo. Vergonha.
Hoje, acordei feliz e saltitante, disposta a sair mais cedo de casa pra comer pão de queijo no Café, antes ir trabalhar.
Lógico que você está pensando que o maldito não deu partida. E você está absolutamente certo.
Chamei o técnico do Seguro e troquei de sapato, porque subir e descer de caminhão com salto 11 não é uma opção muito inteligente. A., um baiano decidido e casca-grossa, deu o veredicto de primeira: sensor de rotação.
Juro que eu deveria ganhar dinheiro com isso.
Com uma prática invejável em descer de veículos de grande porte, encontrei C. na porta da oficina.
- Não acredito! De novo?
- Eu pergunto: por que de novo?
No final, foi colocado um novo sensor de rotação, C. não cobrou peça nem serviço. Ao sair da oficina, C. se despediu:
- Maria Luiza, né? Qualquer problema, deixa o carro aqui de novo, hein?
Eu mereço.
04 maio, 2007
03 maio, 2007
Cronologia de uma manhã insana - Da arte de dar nó em pingo d’água.
8h10 – Saio de casa
8h15 – Estou no despachante para pegar documento do carro
8h25- Estou no supermercado comprando material de limpeza para Santa N., a faxineira porreta
8h40- Passo na portaria do prédio para deixar as compras
9h10- Para no mecânico para deixar o Cascão. É. O problema voltou
9h20- Chego ao trabalho com o frescor de quem acabou de sair do banho
9h25- Antes de começar a labuta, aproveito para conferir os lançamentos futuros em conta corrente.
Fodeu.
8h10 – Saio de casa
8h15 – Estou no despachante para pegar documento do carro
8h25- Estou no supermercado comprando material de limpeza para Santa N., a faxineira porreta
8h40- Passo na portaria do prédio para deixar as compras
9h10- Para no mecânico para deixar o Cascão. É. O problema voltou
9h20- Chego ao trabalho com o frescor de quem acabou de sair do banho
9h25- Antes de começar a labuta, aproveito para conferir os lançamentos futuros em conta corrente.
Fodeu.
02 maio, 2007
27 abril, 2007
Operação Enxuga Gelo.
Foi uma decisão radical: ou eu começava a regularizar tudo que estava pendente na minha vida, buracraticamente falando, ou iria enlouquecer daqui a 5 minutos.
Lancei mão do recurso manjado da listinha. Era gigante.
Estabeleci as prioridades e lá fui eu.
A cada item riscado, mais dois se somavam.
Isso não vai acabar tão cedo.
Foi uma decisão radical: ou eu começava a regularizar tudo que estava pendente na minha vida, buracraticamente falando, ou iria enlouquecer daqui a 5 minutos.
Lancei mão do recurso manjado da listinha. Era gigante.
Estabeleci as prioridades e lá fui eu.
A cada item riscado, mais dois se somavam.
Isso não vai acabar tão cedo.
Consegui ir até a auto escola para entregar o exame de vista e quase encerrar a novela da renovação da carteira.
- Seu exame já tem 15 dias e você só trouxe agora?
- Isso não é nada. Repare na data em que eu contratei a renovação.
- Novembro!
- Pois é.
- Falta de tempo é fogo.
- Isso nem é mais falta de tempo. Virou regime semi-aberto.
- Seu exame já tem 15 dias e você só trouxe agora?
- Isso não é nada. Repare na data em que eu contratei a renovação.
- Novembro!
- Pois é.
- Falta de tempo é fogo.
- Isso nem é mais falta de tempo. Virou regime semi-aberto.

Seu Blogger mandou, eu obedeci. Odeio isso.
Tive que abrir mão dos comentários antigos, do contador de visitas.
O layout tá todo zoado, mas alguém há de me ajudar a dar um tapa nesse treco. Aos poucos eu me acostumo.
O que importa mesmo é que meus arquivinhos estão de volta.
Alguma coisa tinha que dar funcionar. :O)
23 abril, 2007
Chiclete infernal.
Tem sido assim, há muitos dias. Semanas, talvez.
Acordo com bendita Little by little (Oasis) na cabeça e daqui ela não sai [Little by little You have to give it all in all your life And all the time I just ask myself why are you really here?] por nada deste mundo. Enquanto eu trabalho, enquanto tomo banho, enquanto estou dirigindo, então, nem se fala [But my god woke up on the wrong side of his bed And it just don't matter now 'Cause Little by little]
Difícil viu? ['Cause Little by little]
Tem sido assim, há muitos dias. Semanas, talvez.
Acordo com bendita Little by little (Oasis) na cabeça e daqui ela não sai [Little by little You have to give it all in all your life And all the time I just ask myself why are you really here?] por nada deste mundo. Enquanto eu trabalho, enquanto tomo banho, enquanto estou dirigindo, então, nem se fala [But my god woke up on the wrong side of his bed And it just don't matter now 'Cause Little by little]
Difícil viu? ['Cause Little by little]
13 abril, 2007
12 abril, 2007
05 abril, 2007
A noite do apagão foi pavorosa. Ontem, passei o dia inteiro com sono e não me restava outra alternativa a não ser partir para o plano B. Minhas olheiras têm que aceitar uma verdade: ficar acordada até altas horas, com ou sem TV, não está me tornando um ser melhor enquanto pessoa, entende?
Então, faltei de novo na academia. Saí em horário de gente normal, direto pra casa.
1- Preparei jantar frugal, com 6 ingredientes da lista dos 11 alimentos poderosos* [tô ficando boa nisso]
2- Desliguei a TV às 23h, antes sucumbir à tentação ver Law & Order SVU
3- Escolhi uma mais leitura leve.
4- Adormeci pouco depois da meia-noite [milagre] e acordei às 7h15. Sete horas de sono, quem diria
5- Acordei leve e quase feliz: - Thanks God It’s Friday!
6- Quase chegando ao trabalho, o celular tocou: N., a faxineira porreta. Quinta e não sexta-feira, God. Esqueci de deixar a chave. Bosta.
7- Pra cabeça na lua não há remédio
* A Dieta do Abdômen – Ted Spiker e David Zinczenko
Então, faltei de novo na academia. Saí em horário de gente normal, direto pra casa.
1- Preparei jantar frugal, com 6 ingredientes da lista dos 11 alimentos poderosos* [tô ficando boa nisso]
2- Desliguei a TV às 23h, antes sucumbir à tentação ver Law & Order SVU
3- Escolhi uma mais leitura leve.
4- Adormeci pouco depois da meia-noite [milagre] e acordei às 7h15. Sete horas de sono, quem diria
5- Acordei leve e quase feliz: - Thanks God It’s Friday!
6- Quase chegando ao trabalho, o celular tocou: N., a faxineira porreta. Quinta e não sexta-feira, God. Esqueci de deixar a chave. Bosta.
7- Pra cabeça na lua não há remédio
* A Dieta do Abdômen – Ted Spiker e David Zinczenko
04 abril, 2007
Ontem, foi um dia pertubador, psicologicamente falando.
Antes de sair da agência, eu já imaginava que a barra seria pesada, mas nenhum portal online foi capaz de dar a exata dimensão dos estragos no trânsito.
Decidi não ir à academia. Eu tava cheia de sono, fome e cansaço. Queria chegar em casa, preparar algo gostoso para comer, ver TV e ler um pouco, antes de capotar nos braços de Morpheu.
Deu tudo mais ou menos errado:
1- Saí do trampo por volta das 20h. Pde Antonio travada, eu com o tanque na reserva e sem saber ao certo quais eram os pontos de lentidão no meu trajeto.
2- Notei que a coisa tava mesmo feia pro meu lado. Achei prudente cuidar da gasolina. Pinguei 10 reá no tanque* e vazei da Pde Antonio, porque aquilo não ia me levar a lugar nenhum.
3- Tentei escapar pelas travessinhas estreitas do Brooklin. Mais de 40 minutos para chegar na Bandeirantes, totalmente às escuras e mais 35 minutos para chegar ao meu bairro.
4- A poucos metros de casa, eu ainda amargava uma forte esperança de, com um pouco de sorte, haver energia elétrica na minha rua. Isso já me aconteceu antes.
5- Subi 9 andares pela escada mal-iluminada. Salto 11 cm. Isqueiros podem não salvar vidas, mas protegem tornozelos.
6- Sem eletricidade, nada de rango quente. De raiva, comi Elma Chips e ½ tablete de crunch.
7- Sem eletricidade, nada de TV. Ímpetos incontroláveis de sair para comprar um radinho de pilha.
8- Lia Veja da semana, à luz de vela.
9- Terminei um livro. Leitura inquietante. Morpheu cruzou os braços e me deu as costas. Comecei a ler outro, já com a segunda vela queimando.
10- Mais de 23h, a luz voltou. Vizinhos soltaram fogos de artifícios. Mas era alegria de pobre.
11- Novo apagão no bairro inteiro. Acendi a 3a e última vela. Quase terminei o segundo livro e nada do sono vingar.
12- Mais de 2 da madrugada, nova tempestade de boas proporções. Pensei: fodeu.
13- Noite difícil.
* soube de gente sofreu parado, com pane seca, porque os postos também ficaram sem energia elétrica.
Antes de sair da agência, eu já imaginava que a barra seria pesada, mas nenhum portal online foi capaz de dar a exata dimensão dos estragos no trânsito.
Decidi não ir à academia. Eu tava cheia de sono, fome e cansaço. Queria chegar em casa, preparar algo gostoso para comer, ver TV e ler um pouco, antes de capotar nos braços de Morpheu.
Deu tudo mais ou menos errado:
1- Saí do trampo por volta das 20h. Pde Antonio travada, eu com o tanque na reserva e sem saber ao certo quais eram os pontos de lentidão no meu trajeto.
2- Notei que a coisa tava mesmo feia pro meu lado. Achei prudente cuidar da gasolina. Pinguei 10 reá no tanque* e vazei da Pde Antonio, porque aquilo não ia me levar a lugar nenhum.
3- Tentei escapar pelas travessinhas estreitas do Brooklin. Mais de 40 minutos para chegar na Bandeirantes, totalmente às escuras e mais 35 minutos para chegar ao meu bairro.
4- A poucos metros de casa, eu ainda amargava uma forte esperança de, com um pouco de sorte, haver energia elétrica na minha rua. Isso já me aconteceu antes.
5- Subi 9 andares pela escada mal-iluminada. Salto 11 cm. Isqueiros podem não salvar vidas, mas protegem tornozelos.
6- Sem eletricidade, nada de rango quente. De raiva, comi Elma Chips e ½ tablete de crunch.
7- Sem eletricidade, nada de TV. Ímpetos incontroláveis de sair para comprar um radinho de pilha.
8- Lia Veja da semana, à luz de vela.
9- Terminei um livro. Leitura inquietante. Morpheu cruzou os braços e me deu as costas. Comecei a ler outro, já com a segunda vela queimando.
10- Mais de 23h, a luz voltou. Vizinhos soltaram fogos de artifícios. Mas era alegria de pobre.
11- Novo apagão no bairro inteiro. Acendi a 3a e última vela. Quase terminei o segundo livro e nada do sono vingar.
12- Mais de 2 da madrugada, nova tempestade de boas proporções. Pensei: fodeu.
13- Noite difícil.
* soube de gente sofreu parado, com pane seca, porque os postos também ficaram sem energia elétrica.
02 abril, 2007
You with the sad eyes
don't be discouraged
oh I realize
it's hard to take courage
in a world full of people
you can lose sight of it all
and the darkness inside you
can make you fell so small
But I see your true colors
shining through
I see your true colors
and that's why I love you
so don't be afraid to let them show
your true colors
true colors are beautiful like a rainbow
Show me a smile then
don't be unhappy, can't remember
when I last saw you laughing
if this world makes you crazy
and you've taken all you can bear
you call me up
because you know I'll be there
And I'll see your true colors
shining through
I see your true colors
and that's why I love you
so don't be afraid to let them show
your true colors
true colors are beautiful like a rainbow
(Cindy Lauper)
don't be discouraged
oh I realize
it's hard to take courage
in a world full of people
you can lose sight of it all
and the darkness inside you
can make you fell so small
But I see your true colors
shining through
I see your true colors
and that's why I love you
so don't be afraid to let them show
your true colors
true colors are beautiful like a rainbow
Show me a smile then
don't be unhappy, can't remember
when I last saw you laughing
if this world makes you crazy
and you've taken all you can bear
you call me up
because you know I'll be there
And I'll see your true colors
shining through
I see your true colors
and that's why I love you
so don't be afraid to let them show
your true colors
true colors are beautiful like a rainbow
(Cindy Lauper)
30 março, 2007
29 março, 2007
Deu no Blue Bus: Gol elimina 1a classe em vôos internacionais da Varig e mantém Smiles.
A Gol informou a extinção da 1a classe nos vôos internacionais, que terão serviços de classe econômica e executiva, segundo informações da Folha de São Paulo.
Na prática, isso significa que a galera da classe econômica continua mascando sua barrinha miserável de Nutry, 2 opções de sabor. E os bacanas da executiva vão receber classudas embalagens de Nature Valley, pensa o quê?
Acompanha suco de caixinha.
A Gol informou a extinção da 1a classe nos vôos internacionais, que terão serviços de classe econômica e executiva, segundo informações da Folha de São Paulo.
Na prática, isso significa que a galera da classe econômica continua mascando sua barrinha miserável de Nutry, 2 opções de sabor. E os bacanas da executiva vão receber classudas embalagens de Nature Valley, pensa o quê?
Acompanha suco de caixinha.
28 março, 2007
27 março, 2007
Elevador de empresa é um negócio mesmo engraçado.
Tenho vivido episódios inéditos, ultimamente.
Depois daquele lance do Coelho que nunca foi Coelho, teve o velhinho poderoso que me cutuca elogiando com o meu cabelo e implica com meu cigarro toda vez. Esse faz tempo que eu não encontro. Tenho medo dele, é verdade.
Hoje, no térreo, o elevador demorou um ano pra chegar.
Ao entrar, distraída, apertei o botão do meu andar.
- Bla,bla! (o nome da empresa onde trabalho), exclamou o cara que entrou comigo.
- Sim.
- Redatora, dá pra notar que você é uma redatora.
- Eu sou tão caricata assim? Que mensagens tão reveladoras estou enviando?
- O silêncio inquieto e o pensamento distante. Isso é típico.
Fui obrigada a concordar.
Ora, que sujeito mais observador. Coisa tão rara.
Contei pras meninas. Elas gostam das minhas histórias de elevador, sabe? Acharam que o cara estava me paquerando.
Eu acho que não.
Tenho vivido episódios inéditos, ultimamente.
Depois daquele lance do Coelho que nunca foi Coelho, teve o velhinho poderoso que me cutuca elogiando com o meu cabelo e implica com meu cigarro toda vez. Esse faz tempo que eu não encontro. Tenho medo dele, é verdade.
Hoje, no térreo, o elevador demorou um ano pra chegar.
Ao entrar, distraída, apertei o botão do meu andar.
- Bla,bla! (o nome da empresa onde trabalho), exclamou o cara que entrou comigo.
- Sim.
- Redatora, dá pra notar que você é uma redatora.
- Eu sou tão caricata assim? Que mensagens tão reveladoras estou enviando?
- O silêncio inquieto e o pensamento distante. Isso é típico.
Fui obrigada a concordar.
Ora, que sujeito mais observador. Coisa tão rara.
Contei pras meninas. Elas gostam das minhas histórias de elevador, sabe? Acharam que o cara estava me paquerando.
Eu acho que não.
26 março, 2007
Sábado, academia e manicure.
Ainda estou em busca da cor perfeita. Tem sido uma longa procura.
Orientei a manicure: vermelho fechado, quase pro vinho. Ou talvez outra nuance. Estou sempre aberta à sugestões.
Então, lá veio a mulher com um monte de vidrinhos.
O que me encanta é a criatividade dos nomes:
Exótica [não orna muito comigo]
Pirata [tá zoando, né?]
Saga [cê tá de sacanagem]
Luxúria [adoraria, mas falta-me candidato]
Na falta de algo mais selvagem, acabei escolhendo um Vermelho Rústico inocente.
Me parece mais de acordo.
Ainda estou em busca da cor perfeita. Tem sido uma longa procura.
Orientei a manicure: vermelho fechado, quase pro vinho. Ou talvez outra nuance. Estou sempre aberta à sugestões.
Então, lá veio a mulher com um monte de vidrinhos.
O que me encanta é a criatividade dos nomes:
Exótica [não orna muito comigo]
Pirata [tá zoando, né?]
Saga [cê tá de sacanagem]
Luxúria [adoraria, mas falta-me candidato]
Na falta de algo mais selvagem, acabei escolhendo um Vermelho Rústico inocente.
Me parece mais de acordo.
23 março, 2007
Considerando todos os maus-tratos que sofri nos últimos dias, comi cheese-burguer do Fifties no almoço. Com fritas. Sem nadica de culpa
Mais à noite, vou esticar um treino de 2 horas, chegar em casa, pôr pijaminha bobo e caçar alguma reprise de Law&Order SVU naTV. Hägen-Dazz cairia muito bem. Tô merecendo.
Com um pouco de sorte, só acordarei no domingo, às 19, na horinha da biografia de Martha Stewart, no GNT.
Difícil pensar em algo mais profundo.
Não foi uma boa semana. Não mesmo.
Mais à noite, vou esticar um treino de 2 horas, chegar em casa, pôr pijaminha bobo e caçar alguma reprise de Law&Order SVU naTV. Hägen-Dazz cairia muito bem. Tô merecendo.
Com um pouco de sorte, só acordarei no domingo, às 19, na horinha da biografia de Martha Stewart, no GNT.
Difícil pensar em algo mais profundo.
Não foi uma boa semana. Não mesmo.
21 março, 2007
19 março, 2007
16 março, 2007
15 março, 2007
Marque bem este dia.
Hoje, entra em vigor o meu Planejamento Provisório de Saneamento Orçamentário (PPSO).
Um método empírico superexclusivo que visa o meu ingresso no superprevisível universo dos seres economicamente responsáveis. Cada passo foi elaborado por mim mesma: sem riscos, sem investimento inicial e sem nenhuma orientação especializada.
Isso posto, ficou assim, por enquanto: com uma módica quantia diária e uma inenarrável força de vontade, garra e determinação, vou sobreviver dignamente e fechar o saldo deste mês desgraçado no azul.
Já posso até prever a evolução do sistema e sua concomitante alteração para Programa Permanente de Saúde Orçamentária. Uma estratégia bem arroz-com-feijão, entende?
Adeus, sushis. Adeus, smothies tão meigos! Lembranças minhas ao meu wrap predileto sim?
Zara, minha perdição, não me leve a mal, mas vamos dar um tempo, ok?
Bye Becky Bloom, my dear. I miss you.
Meu Departamento de Cobranças, conto com a força bruta de vocês: o japa do delivery ficou me devendo um recibo, semana passada. Preciso do reembolso.
Empório Naka, meu querido, desde o início a gente sabia que estava indo longe demais.
Vocês não tem idéia do quanto isso me dói.
Hoje, entra em vigor o meu Planejamento Provisório de Saneamento Orçamentário (PPSO).
Um método empírico superexclusivo que visa o meu ingresso no superprevisível universo dos seres economicamente responsáveis. Cada passo foi elaborado por mim mesma: sem riscos, sem investimento inicial e sem nenhuma orientação especializada.
Isso posto, ficou assim, por enquanto: com uma módica quantia diária e uma inenarrável força de vontade, garra e determinação, vou sobreviver dignamente e fechar o saldo deste mês desgraçado no azul.
Já posso até prever a evolução do sistema e sua concomitante alteração para Programa Permanente de Saúde Orçamentária. Uma estratégia bem arroz-com-feijão, entende?
Adeus, sushis. Adeus, smothies tão meigos! Lembranças minhas ao meu wrap predileto sim?
Zara, minha perdição, não me leve a mal, mas vamos dar um tempo, ok?
Bye Becky Bloom, my dear. I miss you.
Meu Departamento de Cobranças, conto com a força bruta de vocês: o japa do delivery ficou me devendo um recibo, semana passada. Preciso do reembolso.
Empório Naka, meu querido, desde o início a gente sabia que estava indo longe demais.
Vocês não tem idéia do quanto isso me dói.
14 março, 2007
07 março, 2007
O diabo nem chegou e já tá causando o inferno.
A Berrini vai ficar interditada na quinta e na sexta-feira, disseram no rádio. Boato?
E eu não tenho a menor idéia de como vou chegar ao trabalho.
No início da noite, consegui sair quase cedo. Precisava muito, muito de minhas endorfinas para azeitar o tranco que me aguarda.
Foram mais de 25 minutos para percorrer duas quadras.
A espera é um compasso enlouquecedor. Não suporto.
Tive que desistir da academia por hoje, amanhã e depois.
Filho-da-puta.
A Berrini vai ficar interditada na quinta e na sexta-feira, disseram no rádio. Boato?
E eu não tenho a menor idéia de como vou chegar ao trabalho.
No início da noite, consegui sair quase cedo. Precisava muito, muito de minhas endorfinas para azeitar o tranco que me aguarda.
Foram mais de 25 minutos para percorrer duas quadras.
A espera é um compasso enlouquecedor. Não suporto.
Tive que desistir da academia por hoje, amanhã e depois.
Filho-da-puta.
05 março, 2007
Depois de meses incontáveis, quiçá anos, de reclusão: balada.
Produçãozinha básica, modelinho Juliete Binoche quase recatado.
Pratiquei voyerismo explícito. Eu sempre me divirto um bocado com isso.
Comportamento exemplar, nenhuma unidade de álcool consumida e eu estava feliz, sã e salva no aconchego do meu lar, quase às 4 da madruga.
Se bem que se ficasse mais meia hora no recinto, eu ia pegar aquele bartender.
Tava bem no jeito.
Produçãozinha básica, modelinho Juliete Binoche quase recatado.
Pratiquei voyerismo explícito. Eu sempre me divirto um bocado com isso.
Comportamento exemplar, nenhuma unidade de álcool consumida e eu estava feliz, sã e salva no aconchego do meu lar, quase às 4 da madruga.
Se bem que se ficasse mais meia hora no recinto, eu ia pegar aquele bartender.
Tava bem no jeito.
Dos sábados solitários decicados exclusivamente a mim, este último foi, de longe, o mais alegre e produtivo dos últimos tempos.
Providenciei cuidados pessoais elementares, tipo depil, pé e mão. Eu estava me devendo este carinho há séculos.
Fui à academia, treinei por duas horas. Comidinhas saudáveis o dia inteiro e só pra confirmar o novo vício: smoothie.
IMC atual = 19,62. Ui. Falta muito, muito pouco pra eu voltar a ser gostosa. :p
Providenciei cuidados pessoais elementares, tipo depil, pé e mão. Eu estava me devendo este carinho há séculos.
Fui à academia, treinei por duas horas. Comidinhas saudáveis o dia inteiro e só pra confirmar o novo vício: smoothie.
IMC atual = 19,62. Ui. Falta muito, muito pouco pra eu voltar a ser gostosa. :p
02 março, 2007
27 fevereiro, 2007
16 fevereiro, 2007
Você já entendeu. Fiz minha escolha entre a primeira e a segunda. Isso deu um certo trabalho. Criei critérios de segurança, economia e praticidade para o desempate.
Ficou assim: a primeira tem um estacionamento mais seguro, considerando que, algumas vezes, só vou poder treinar a partir das 21 horas. Tá bom , tá bom, o fato de ser no shoppping pesou meio ponto a favor.
A primeira oferece armário de uso exclusivo grátis. É lógico, eu sei que esse custo tá embutido, mas a segunda cobra à parte pelo serviço. Tô economizando.
A primeira oferece toalhas esterilizadas e sabonetes gratuitamente. Acabou o tormento de carregar toalha molhada de volta pra casa, esquecer dentro da mochila e demais transtornos. A segunda nem tocou neste assunto.
Portanto, a primeira academia venceu de lavada.
Ficou assim: a primeira tem um estacionamento mais seguro, considerando que, algumas vezes, só vou poder treinar a partir das 21 horas. Tá bom , tá bom, o fato de ser no shoppping pesou meio ponto a favor.
A primeira oferece armário de uso exclusivo grátis. É lógico, eu sei que esse custo tá embutido, mas a segunda cobra à parte pelo serviço. Tô economizando.
A primeira oferece toalhas esterilizadas e sabonetes gratuitamente. Acabou o tormento de carregar toalha molhada de volta pra casa, esquecer dentro da mochila e demais transtornos. A segunda nem tocou neste assunto.
Portanto, a primeira academia venceu de lavada.
14 fevereiro, 2007
Ontem, fui visitar a academia concorrente, tão fodona quanto.
Comparando as duas, minha situação começa a ficar difícil.
A primeira fica, com sorte, a 10 minutos de carro [0]
A segunda, com coragem, dá pra ir a pé [1]
A segunda parece um colégio na hora do recreio [0]
A primeira é pequena e aconchegante [1]
A lanchonete da primeira é um charme [1]
A da segunda, óbvio, parece cantina de colégio [0]
A primeira tem Pilates [1]
A segunda também [1]
A segunda tem Body Balance (modalidade frank de Tai Chi, Yoga e Pilates) [1]
A primeira não tem [0]
A primeira tem homens lindos [1]
A segunda também [1]
O banheiro da segunda é meio esculhambadão [0]
O da primeira, dá vontade de morar nele [1]
A primeira é um tico mais cara [0]
A segunda, tem plano mensal [1]
Droga! Como eu desempato isso?
Comparando as duas, minha situação começa a ficar difícil.
A primeira fica, com sorte, a 10 minutos de carro [0]
A segunda, com coragem, dá pra ir a pé [1]
A segunda parece um colégio na hora do recreio [0]
A primeira é pequena e aconchegante [1]
A lanchonete da primeira é um charme [1]
A da segunda, óbvio, parece cantina de colégio [0]
A primeira tem Pilates [1]
A segunda também [1]
A segunda tem Body Balance (modalidade frank de Tai Chi, Yoga e Pilates) [1]
A primeira não tem [0]
A primeira tem homens lindos [1]
A segunda também [1]
O banheiro da segunda é meio esculhambadão [0]
O da primeira, dá vontade de morar nele [1]
A primeira é um tico mais cara [0]
A segunda, tem plano mensal [1]
Droga! Como eu desempato isso?
13 fevereiro, 2007
Totalmente Becky Bloom.
Ao sair do trabalho, tive que passar no shopping. Não deu nada certo. Segunda-feira, normal.
Eu estava a caminho do guichê pra pagar o estacionamento e dei de cara com a academia nunca antes pesquisada. Sempre fui terminantemente contra essa palhaçada de pagar estacionamento em shopping.
Eu decidi que 2007 seria um ano delicado pra mim. Em todas as escolhas.
Não vou malhar numa cabeça-de-porco qualquer. Nem em lugar feio, sujo e malvado. Não vou.
E aquela outra bacana, do Pilates, ainda está com as obras em andamento.
Resolvi entrar, só pra matar a curiosidade.
Recepcionista simpática, sorriso meio aeróbico. Deve ser o ambiente.
Falei sobre os meus planos. Ela parecia me entender.
Não entendi direito o lance do Pilates, porque o som tava meio alto demais.
Falamos, então, de uma parte importante: custos.
[pigarros]
Well, já que estamos aqui, vamos conhecer as instalações.
Não vou precisar levar toalha, nem sabonete, tem secador potente de cabelo, um armário só pra mim, cuja chave fica em meu poder, sem nenhum custo adicional. E a parte boa vem agora: estacionamento grátis. No shopping! Pensou? :O)))
Enquanto a moça falava, eu fazia meus cálculos mentais.
Tudo vai dar certo. Basta apenas eu não gastar tanto com bobagens. Só no que vou economizar em energia elétrica, uma vez que eu não vou precisar levar toalhas; no estacionamento, já que, de agora em diante, eu posso ir ao shopping na hora que eu bem entender, está configurada uma redução considerável das minhas despesas, certo?
E eu ainda posso reciclar os sabonetes! Tenho que pensar em tudo.
Enquanto eu subia as escadas, tentando absorver todas aquelas informações, um professor de judô ou de karatê (eu ainda não entendo muito bem dessa coisa de artes marciais) estendeu o kimono para eu passar.
Olha, que fofo!
Tenho que conseguir um atestado médico, declarando que estou apta a praticar atividades físicas.
Claro que estou.
Parece coisa do destino, né?
:O)
Ass: Becky
PS: Vou parcelar o IPTU.
Ao sair do trabalho, tive que passar no shopping. Não deu nada certo. Segunda-feira, normal.
Eu estava a caminho do guichê pra pagar o estacionamento e dei de cara com a academia nunca antes pesquisada. Sempre fui terminantemente contra essa palhaçada de pagar estacionamento em shopping.
Eu decidi que 2007 seria um ano delicado pra mim. Em todas as escolhas.
Não vou malhar numa cabeça-de-porco qualquer. Nem em lugar feio, sujo e malvado. Não vou.
E aquela outra bacana, do Pilates, ainda está com as obras em andamento.
Resolvi entrar, só pra matar a curiosidade.
Recepcionista simpática, sorriso meio aeróbico. Deve ser o ambiente.
Falei sobre os meus planos. Ela parecia me entender.
Não entendi direito o lance do Pilates, porque o som tava meio alto demais.
Falamos, então, de uma parte importante: custos.
[pigarros]
Well, já que estamos aqui, vamos conhecer as instalações.
Não vou precisar levar toalha, nem sabonete, tem secador potente de cabelo, um armário só pra mim, cuja chave fica em meu poder, sem nenhum custo adicional. E a parte boa vem agora: estacionamento grátis. No shopping! Pensou? :O)))
Enquanto a moça falava, eu fazia meus cálculos mentais.
Tudo vai dar certo. Basta apenas eu não gastar tanto com bobagens. Só no que vou economizar em energia elétrica, uma vez que eu não vou precisar levar toalhas; no estacionamento, já que, de agora em diante, eu posso ir ao shopping na hora que eu bem entender, está configurada uma redução considerável das minhas despesas, certo?
E eu ainda posso reciclar os sabonetes! Tenho que pensar em tudo.
Enquanto eu subia as escadas, tentando absorver todas aquelas informações, um professor de judô ou de karatê (eu ainda não entendo muito bem dessa coisa de artes marciais) estendeu o kimono para eu passar.
Olha, que fofo!
Tenho que conseguir um atestado médico, declarando que estou apta a praticar atividades físicas.
Claro que estou.
Parece coisa do destino, né?
:O)
Ass: Becky
PS: Vou parcelar o IPTU.
09 fevereiro, 2007
08 fevereiro, 2007
Eu não gosto de comentar notícias que me chocam.
Mas essa do garoto de 6 anos que foi arrastado, pendurado para fora do carro pelo cinto de segurança me abalou.
De um modo geral, não sou muito adepta ao princípio da coisa, mas em casos de chifre e de crime hediondo, a Lei do Talião funciona que é uma beleza.
Mas essa do garoto de 6 anos que foi arrastado, pendurado para fora do carro pelo cinto de segurança me abalou.
De um modo geral, não sou muito adepta ao princípio da coisa, mas em casos de chifre e de crime hediondo, a Lei do Talião funciona que é uma beleza.
06 fevereiro, 2007
05 fevereiro, 2007
04 fevereiro, 2007
02 fevereiro, 2007
01 fevereiro, 2007
As Marginais de São Paulo são um grande aprendizado.
Tudo ia mais ou menos bem até eu ter uma vaga sensação de que seria mesmo muito bom que eu abastecesse o carro. Não era hora de pensar em comida.
Pobrema foi que eu caí numa zona de tráfego intenso pela pista expressa da Marginal (tô me sentindo o Datena falando assim).
Só consegui passar pra pista local perto do Center Norte.
Luz da reserva gritando desesperadamente.
Eu me perdi. Quando eu dei por mim, estava entrando no estacionamento da Rodoviária do Tietê.
Achei um posto de gasolina num lugar completamente fora do trajeto.
Voltei pro bom caminho e tudo ia bem. Até que parou, quase perto do buracão gigante. Parou. Ia e parava. Ia e parava.
De repente comecei a achar que tinha ocorrido uma hecatombe, porque os carros voltavam pela contra-mão, na pista local*. Só depois fui me tocar que ali pelas bandas da ponte do Butantã, as pistas são assim mesmo, tantan.
Isso é o que eu chamo de efeito mongolisador do stress.
Acontece muito comigo.
Tudo ia mais ou menos bem até eu ter uma vaga sensação de que seria mesmo muito bom que eu abastecesse o carro. Não era hora de pensar em comida.
Pobrema foi que eu caí numa zona de tráfego intenso pela pista expressa da Marginal (tô me sentindo o Datena falando assim).
Só consegui passar pra pista local perto do Center Norte.
Luz da reserva gritando desesperadamente.
Eu me perdi. Quando eu dei por mim, estava entrando no estacionamento da Rodoviária do Tietê.
Achei um posto de gasolina num lugar completamente fora do trajeto.
Voltei pro bom caminho e tudo ia bem. Até que parou, quase perto do buracão gigante. Parou. Ia e parava. Ia e parava.
De repente comecei a achar que tinha ocorrido uma hecatombe, porque os carros voltavam pela contra-mão, na pista local*. Só depois fui me tocar que ali pelas bandas da ponte do Butantã, as pistas são assim mesmo, tantan.
Isso é o que eu chamo de efeito mongolisador do stress.
Acontece muito comigo.
Ao dar a partida, começaram as dificuldades pra valer.
Ponteiro de gasolina: ¼ de tanque.
Temperatura local estimada: 30 graus Celsius
Alimentos no estômago: zero
Docinho de emergência na bolsa: zero
Pressão arterial estimada: 1,5 x 3
Distância: longe pra burro
Trajeto: indefinido
Postos de gasolina entre Cumbica e Santana: zero
Pois é.
Ponteiro de gasolina: ¼ de tanque.
Temperatura local estimada: 30 graus Celsius
Alimentos no estômago: zero
Docinho de emergência na bolsa: zero
Pressão arterial estimada: 1,5 x 3
Distância: longe pra burro
Trajeto: indefinido
Postos de gasolina entre Cumbica e Santana: zero
Pois é.
O dia prometia ser agitado e cumpriu.
Eu tinha que levar Olivia até Cumbica. V., seu grande amor, regressaria após 6 longos meses dedicados com afinco aos estudos e às técnicas de plantio e colheita de tomates.
Acordei estressada, por motivos que não interessam agora.
Ao buscar a pequena na escola, deu branco. Não conseguia avaliar se era melhor pegar a Marginal Pinheiros ou a 23. Stress.
O bedel (bedeu?) de nome perigoso me orientou.
O trânsito, pela 23, até que colaborou. A Marginal Tietê também. Incrível.
Chegamos em Cumbica e o avião já estava pousado. Continuo odiando Cumbica. Foi tenso.
Olívia ficou com os sogros e o namorado e eu voltei, louca-babando, para o trabalho.
Claro, perdi o carro no estacionamento. Lembrava que era alguma coisa 7. Podia ser B7 ou C7.
Lembrei do episódio de Seinfeld, quando eles se perdem num estacionamento do shopping.
Jerry, em seu show, aborda o tema e conclui: tudo seria muito mais fácil se as áreas tivessem nomes e não números. Tipo, minha mãe é uma vaca. Ou, meu pai é alcóolatra. Todo mundo iria lembrar.
Jerry tá certo.
Eu tinha que levar Olivia até Cumbica. V., seu grande amor, regressaria após 6 longos meses dedicados com afinco aos estudos e às técnicas de plantio e colheita de tomates.
Acordei estressada, por motivos que não interessam agora.
Ao buscar a pequena na escola, deu branco. Não conseguia avaliar se era melhor pegar a Marginal Pinheiros ou a 23. Stress.
O bedel (bedeu?) de nome perigoso me orientou.
O trânsito, pela 23, até que colaborou. A Marginal Tietê também. Incrível.
Chegamos em Cumbica e o avião já estava pousado. Continuo odiando Cumbica. Foi tenso.
Olívia ficou com os sogros e o namorado e eu voltei, louca-babando, para o trabalho.
Claro, perdi o carro no estacionamento. Lembrava que era alguma coisa 7. Podia ser B7 ou C7.
Lembrei do episódio de Seinfeld, quando eles se perdem num estacionamento do shopping.
Jerry, em seu show, aborda o tema e conclui: tudo seria muito mais fácil se as áreas tivessem nomes e não números. Tipo, minha mãe é uma vaca. Ou, meu pai é alcóolatra. Todo mundo iria lembrar.
Jerry tá certo.
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