5, 4, 3, 2, 1.
Sei não.
Acho que minha cabeça vai explodir.
04 novembro, 2005
O que? Gato?
Pela fresta da porta, entrou uma notificação da Gerência Executiva de Combate às Perdas, com papel timbrado a empresa que fornce energia elétrica por aqui.
Dizia assim: ?Estivemos em vossa Unidade Consumidora, em 03/11/05, às 16h, para procedermos uma Inspeção Técnica de rotina, na qual se faz necessária a presença do titular e/ou representante legal, conforme estbele artigo tal, da ANEEL, blá, blá,blá, que rege as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica. Entretanto, não foi possível a execução do serviço pelo motivo abaixo assinalado:
(x) Imóvel Fechado
Solicitamos que seja do livre acesso ao(s) nosso(s) equipamento(s) de medição, conforme estabelece blá ,blá, blá. ?
Enfim, ameaçam cortar a luz e demais medidas legais cabíveis, caso o titular ou representante legal não deixe os trogloditas fazerem a vistoria, em 3 dias úteis. Detalhe: aos sábados, atendem das 8 às 12h e isso é considerado dia útil.
Então eu pensei:
1- Bosta. Ninguém me avisou da porra da vistoria.
2- Eu sou inquilina ou representante legal?
3- Liguei durante o dia todo pra referida empresa e ninguém atende.
4- Serea que puram um gato no equipamento de medição da minha unidade consumidora e eu tô de gaiata?
5- Tem cabimento isso?
Pela fresta da porta, entrou uma notificação da Gerência Executiva de Combate às Perdas, com papel timbrado a empresa que fornce energia elétrica por aqui.
Dizia assim: ?Estivemos em vossa Unidade Consumidora, em 03/11/05, às 16h, para procedermos uma Inspeção Técnica de rotina, na qual se faz necessária a presença do titular e/ou representante legal, conforme estbele artigo tal, da ANEEL, blá, blá,blá, que rege as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica. Entretanto, não foi possível a execução do serviço pelo motivo abaixo assinalado:
(x) Imóvel Fechado
Solicitamos que seja do livre acesso ao(s) nosso(s) equipamento(s) de medição, conforme estabelece blá ,blá, blá. ?
Enfim, ameaçam cortar a luz e demais medidas legais cabíveis, caso o titular ou representante legal não deixe os trogloditas fazerem a vistoria, em 3 dias úteis. Detalhe: aos sábados, atendem das 8 às 12h e isso é considerado dia útil.
Então eu pensei:
1- Bosta. Ninguém me avisou da porra da vistoria.
2- Eu sou inquilina ou representante legal?
3- Liguei durante o dia todo pra referida empresa e ninguém atende.
4- Serea que puram um gato no equipamento de medição da minha unidade consumidora e eu tô de gaiata?
5- Tem cabimento isso?
03 novembro, 2005
Conversas do além.
- Eu gosto de maniçoba. Maniçoba é legal. Você gosta?
- Eu não gostava. Achava feio, com cara de pântano.
- He, he. Tem mesmo, nunca tinha pensado nisso.
- Aprendi a gostar. Fui experimentando aos poucos. Primeiro, só o caldinho com farinha, depois fui ousando mais, até aprender o valor da iguaria. Aqui em Manaus nunca comi.
- Aquilo é muito bom. Fora a sabedoria que envolve o preparo.
- Pois é, Mr. Ghost. Aquele lance de cozinhar a folha por 7 dias.
- Como descobriram isso, né? Transformar veneno em comida, veja você.
- Agora, pensa quantos cabocos morreram até o cozinheiro acertar o tempo certo do cozimento. ;O)
- Ana, você anota essas coisas?
- Tenho anotado, Mr. Ghost. Tenho anotado. ;O))
- Eu gosto de maniçoba. Maniçoba é legal. Você gosta?
- Eu não gostava. Achava feio, com cara de pântano.
- He, he. Tem mesmo, nunca tinha pensado nisso.
- Aprendi a gostar. Fui experimentando aos poucos. Primeiro, só o caldinho com farinha, depois fui ousando mais, até aprender o valor da iguaria. Aqui em Manaus nunca comi.
- Aquilo é muito bom. Fora a sabedoria que envolve o preparo.
- Pois é, Mr. Ghost. Aquele lance de cozinhar a folha por 7 dias.
- Como descobriram isso, né? Transformar veneno em comida, veja você.
- Agora, pensa quantos cabocos morreram até o cozinheiro acertar o tempo certo do cozimento. ;O)
- Ana, você anota essas coisas?
- Tenho anotado, Mr. Ghost. Tenho anotado. ;O))
01 novembro, 2005
Segurança máxima.
Cheguei em casa, ontem à noite, e liguei pro mercadinho pedindo minha cerveja habitual.
Eram 18h50 (h.c.), então 20h50 (h.b.)
Pouco mais de 19h15 e nada. Liguei de volta, reclamando.
Mais de 19h50 e nada. Ninguém atendeu. Mercadinho fechado. Sacanagem. Isso nunca aconteceu antes.
Puta nas calças, troquei de roupa, desci e pedi pro porteiro dispensar o moleque do mercadinho, caso ele desse as caras.
Fui pra sorveteria, comprei latinhas e mastiguinhos. Voltei.
O porteiro, cheio de iniciativa, foi logo comunicando que o moleque não apareceu mesmo.
Desertor.
Subi e dei de cara com quem me esperando na porta do apartamento? Hein? Hein?
Não me lembro de ter me sentido mais segura na vida. Hunf.
Cheguei em casa, ontem à noite, e liguei pro mercadinho pedindo minha cerveja habitual.
Eram 18h50 (h.c.), então 20h50 (h.b.)
Pouco mais de 19h15 e nada. Liguei de volta, reclamando.
Mais de 19h50 e nada. Ninguém atendeu. Mercadinho fechado. Sacanagem. Isso nunca aconteceu antes.
Puta nas calças, troquei de roupa, desci e pedi pro porteiro dispensar o moleque do mercadinho, caso ele desse as caras.
Fui pra sorveteria, comprei latinhas e mastiguinhos. Voltei.
O porteiro, cheio de iniciativa, foi logo comunicando que o moleque não apareceu mesmo.
Desertor.
Subi e dei de cara com quem me esperando na porta do apartamento? Hein? Hein?
Não me lembro de ter me sentido mais segura na vida. Hunf.
28 outubro, 2005
Horário Caboclo de Verão.
Coloque-se no meu lugar.
Você dorme um soninho gostoso na quarta, acorda na quinta ainda de madrugada, mais cedo que os galos e os feirantes. Segue pro aeroporto, chora no avião e desce em Brasília, às 8h30. Até aí, fora os olhos inchados e a saudade corroendo, tudo está mais ou menos sob controle. A virose parece que foi embora. Força na peruca.
Você embarca pacientemente às 10h40, horário de Brasília,, e desaba o esqueleto em Manaus, às 12h15, horário caboclo.
Detalhe: com o horário de verão, você está 2 horas atrasado(a) em relação à vida inteligente. Tente colocar isso na sua cabeça.
Então, sob uma temperatura de 32 graus, você vai pro trabalho. Seu cérebro, ou o que restou dele, e seu estômago parece que não habitam o mesmo corpo. Chega em casa às 19h20 e o pograma da Oprah já era, assim como sua disposição de desfazer as malas e de jogar fora o maldito patê de atum que ficou aprendendo a andar na geladeira. Você olha bem pro tuppaware estranhamente esverdeado, já esboçando um certo movimento e avalia com frieza se é preguiça ou medo de ser atacada. Concluir que se trata das duas coisas é uma decisão bastante sensata. Isso pode ficar pra depois.
Tente adormecer às 2h30 da madruga (4h30 no h.b.) e despertar às 6h30 (no h.c.). Assista ao pograma da Namaria com um imenso sentimento de culpa pela vaga sensação de estar perdendo a hora. Calma, são apenas 7 horas (h.c.), portanto 9 horas (h.b.). Deixe de preguiça, é só fazer as contas. Está tudo nos conformes, mas é difícil pra você concatenar tudo ao mesmo tempo. O mundo há de entender, acredite.
Melhor relaxar, tomar um bom banho, lavar o cabelo no capricho, escolher com calma uma roupinha mais ou menos, porque todas as outras ou estão usadas ou socadas na mala. Tente achar suas sandálias no meio dessa zona toda instalada no seu quarto. Dá tempo. Anda, isso pode ser divertido.
É hora (que horas mesmo, hein?) de chamar o táxi e pegar o caminho da roça. Parabéns. Você, assim como eu, conseguiu chegar atrasado(a) no trampo.
Entendeu como é?
Coloque-se no meu lugar.
Você dorme um soninho gostoso na quarta, acorda na quinta ainda de madrugada, mais cedo que os galos e os feirantes. Segue pro aeroporto, chora no avião e desce em Brasília, às 8h30. Até aí, fora os olhos inchados e a saudade corroendo, tudo está mais ou menos sob controle. A virose parece que foi embora. Força na peruca.
Você embarca pacientemente às 10h40, horário de Brasília,, e desaba o esqueleto em Manaus, às 12h15, horário caboclo.
Detalhe: com o horário de verão, você está 2 horas atrasado(a) em relação à vida inteligente. Tente colocar isso na sua cabeça.
Então, sob uma temperatura de 32 graus, você vai pro trabalho. Seu cérebro, ou o que restou dele, e seu estômago parece que não habitam o mesmo corpo. Chega em casa às 19h20 e o pograma da Oprah já era, assim como sua disposição de desfazer as malas e de jogar fora o maldito patê de atum que ficou aprendendo a andar na geladeira. Você olha bem pro tuppaware estranhamente esverdeado, já esboçando um certo movimento e avalia com frieza se é preguiça ou medo de ser atacada. Concluir que se trata das duas coisas é uma decisão bastante sensata. Isso pode ficar pra depois.
Tente adormecer às 2h30 da madruga (4h30 no h.b.) e despertar às 6h30 (no h.c.). Assista ao pograma da Namaria com um imenso sentimento de culpa pela vaga sensação de estar perdendo a hora. Calma, são apenas 7 horas (h.c.), portanto 9 horas (h.b.). Deixe de preguiça, é só fazer as contas. Está tudo nos conformes, mas é difícil pra você concatenar tudo ao mesmo tempo. O mundo há de entender, acredite.
Melhor relaxar, tomar um bom banho, lavar o cabelo no capricho, escolher com calma uma roupinha mais ou menos, porque todas as outras ou estão usadas ou socadas na mala. Tente achar suas sandálias no meio dessa zona toda instalada no seu quarto. Dá tempo. Anda, isso pode ser divertido.
É hora (que horas mesmo, hein?) de chamar o táxi e pegar o caminho da roça. Parabéns. Você, assim como eu, conseguiu chegar atrasado(a) no trampo.
Entendeu como é?
27 outubro, 2005
Me recuso a comer e beber sem aquela companhia perfeita.
- Chandon Rouge
- Brie
- Baden Baden
- Chopp da Brahma
- Água de bolota + café de toin-oin-oin
- Elma Chips sabor frango à passarinho
- Elma Chips sabor espetinho de camarão
- Qualquer coisa que me lembre Elma Chips
- Costelinha de porco com mandioca frita
- Chandon Brut
- Bolinhos de carne seca, com direito à discussão filosófica profunda sobre a liga perfeita
para que o recheio não seja todo devorado na primeira mordida
- Lindt
- Ranquear bolinhos de bacalhau, com critérios definidos
- Biquinho com nada
- Berinjela em conserva
- Bolinho de camarão com aipim
- Ranquear cervejas, com critérios definidos
Faltou alguma? ;O)
- Chandon Rouge
- Brie
- Baden Baden
- Chopp da Brahma
- Água de bolota + café de toin-oin-oin
- Elma Chips sabor frango à passarinho
- Elma Chips sabor espetinho de camarão
- Qualquer coisa que me lembre Elma Chips
- Costelinha de porco com mandioca frita
- Chandon Brut
- Bolinhos de carne seca, com direito à discussão filosófica profunda sobre a liga perfeita
para que o recheio não seja todo devorado na primeira mordida
- Lindt
- Ranquear bolinhos de bacalhau, com critérios definidos
- Biquinho com nada
- Berinjela em conserva
- Bolinho de camarão com aipim
- Ranquear cervejas, com critérios definidos
Faltou alguma? ;O)
07 outubro, 2005
03 outubro, 2005
01 outubro, 2005
Vida nova
Foram cinco horas e meia no salão pra consertar o estrago que uma açogueira fez nas minhas lindas madeixas, meses atrás.
Sou outra mulher.
Agora, é hora de entrar na regressiva. Falta pouco. :O)
Sou outra mulher.
Agora, é hora de entrar na regressiva. Falta pouco. :O)
Ok, congesso.
Postando diretamente de um cyber localizado dentro de uma loja de Cds, posso concluir: odeio Ana Carolina. Haja.
29 setembro, 2005
Cada uma.
Fico impressionada com o que a falta de job pode fazer com uma pessoa.
Em dois dias, fui convidada a participar de 2 comunidades no orkut.
Sociedade dos boêmios vivos. [entendam, eu larguei essa vida]
Eu tenho um amigo corno. [e quem não tem, hoje em dia? ]
Well. Palpite pra jogo do bicho não me falta mais.
Fico impressionada com o que a falta de job pode fazer com uma pessoa.
Em dois dias, fui convidada a participar de 2 comunidades no orkut.
Sociedade dos boêmios vivos. [entendam, eu larguei essa vida]
Eu tenho um amigo corno. [e quem não tem, hoje em dia? ]
Well. Palpite pra jogo do bicho não me falta mais.
28 setembro, 2005
Conversas do além.
- Vou te levar a um lugar diferente, hoje.
- O que, Mr. Ghost?
- Supresa. Você vai gostar. E eu sei que onde você vive não tem isso, não.
- Lá vem você de novo, Mr. Ghost. Onde é?
- Perto da minha casa.
- Xiii.
- Tem todos os tipos de cerveja que você pode imaginar.
- Hum?
- Um balcão legal, com uns banquinhos confortáveis.
- Tá começando a ficar interessante?
- Servem hamburgueres. Milhões deles.
- Interessante isso.
- E pode fumar lá. Eu parei de fumar. E de beber. Mas, com você, até encaro.
- Mr. Ghost, isso é praticamente o paraíso.
- É exatamente aí que eu queria chegar? Vem comigo?
- Mr. Ghost, não sabe brincar não brinca, porra.
- Vou te levar a um lugar diferente, hoje.
- O que, Mr. Ghost?
- Supresa. Você vai gostar. E eu sei que onde você vive não tem isso, não.
- Lá vem você de novo, Mr. Ghost. Onde é?
- Perto da minha casa.
- Xiii.
- Tem todos os tipos de cerveja que você pode imaginar.
- Hum?
- Um balcão legal, com uns banquinhos confortáveis.
- Tá começando a ficar interessante?
- Servem hamburgueres. Milhões deles.
- Interessante isso.
- E pode fumar lá. Eu parei de fumar. E de beber. Mas, com você, até encaro.
- Mr. Ghost, isso é praticamente o paraíso.
- É exatamente aí que eu queria chegar? Vem comigo?
- Mr. Ghost, não sabe brincar não brinca, porra.
26 setembro, 2005
16 setembro, 2005
Memória fraca.
Acordei atrasadíssima e, na correria pra vestir algo relativamente decente, encontrei uma sandália que eu não calçava há mais de ano.
Linda, marca boa, vermelha, saltão altão. Perfeita para o que eu precisava hoje. Mas por que diabos ela ficara ali abandonada, por meses a fio?
Foi fácil lembrar, minutos depois de chegar à agência. A bonitinha, mas ordinária, arranca a pele de todos os meus dedos. Por isso estava abandonada. Bingo!
Como dizia meu avô: a cabeça falha, o corpo padece.
Sábias palavras.
Acordei atrasadíssima e, na correria pra vestir algo relativamente decente, encontrei uma sandália que eu não calçava há mais de ano.
Linda, marca boa, vermelha, saltão altão. Perfeita para o que eu precisava hoje. Mas por que diabos ela ficara ali abandonada, por meses a fio?
Foi fácil lembrar, minutos depois de chegar à agência. A bonitinha, mas ordinária, arranca a pele de todos os meus dedos. Por isso estava abandonada. Bingo!
Como dizia meu avô: a cabeça falha, o corpo padece.
Sábias palavras.
13 setembro, 2005
01 setembro, 2005
Conversas do além.
- Vamos sair passear um pouquinho?
- Onde, Mr. Ghost?
- Supermercado. Venha. Você vai amar.
- Veja isso. Uma linda barraca só de produtos orgânicos. Tem isso lá?
- Não, Mr. Ghost. Onde eu vivo não tem desses luxos, não.
- He,he. Açúcar orgânico?
- Não.
- He,he. Tomates livres de agrotóxicos?
- Não. Os de lá tão cheios. Eu sei.
- Ovos Label Rouge, nem pensar, né?
- Vem cá, Mr. Ghost, isso não é coisa de fresco, não?
- He,he. Café orgânico?
- Hum. Cenoura orgânica.. Começo a gostar disso.;O)
- Vamos sair passear um pouquinho?
- Onde, Mr. Ghost?
- Supermercado. Venha. Você vai amar.
- Veja isso. Uma linda barraca só de produtos orgânicos. Tem isso lá?
- Não, Mr. Ghost. Onde eu vivo não tem desses luxos, não.
- He,he. Açúcar orgânico?
- Não.
- He,he. Tomates livres de agrotóxicos?
- Não. Os de lá tão cheios. Eu sei.
- Ovos Label Rouge, nem pensar, né?
- Vem cá, Mr. Ghost, isso não é coisa de fresco, não?
- He,he. Café orgânico?
- Hum. Cenoura orgânica.. Começo a gostar disso.;O)
19 agosto, 2005
Conversas do além.
[após um longo silêncio medittativo]
- Que cara é essa, Mr. Ghost?
- Tenho que ir. Queria ficar mais.
- Você tem que trabalhar. Uma pena.
- Não quero.
- Mata uma curiosidade minha?
- Diga.
- Você é um fantasma, não é?
- Sou.
- O que você faz no seu trabalho?
- Arrasto corrente.
- Entendi. Corre lá. Cê tá atrasado.
[após um longo silêncio medittativo]
- Que cara é essa, Mr. Ghost?
- Tenho que ir. Queria ficar mais.
- Você tem que trabalhar. Uma pena.
- Não quero.
- Mata uma curiosidade minha?
- Diga.
- Você é um fantasma, não é?
- Sou.
- O que você faz no seu trabalho?
- Arrasto corrente.
- Entendi. Corre lá. Cê tá atrasado.
Coisas que uma pessoa do bem não pode deixar de fazer na vida:
- Mergulhar, pelo menos uma vez, nas águas do rio Negro.
- Comer uma boa maniçoba (perdão, amazonenses tão queridos ;O).
- Entrar numa sala de cinema pela saída de emergência.
- Ver um pôr-do-sol no mirante do Educandos.
- Visitar uma farmácia acompanhada de um hipocondríaco assumido.
- Mergulhar, pelo menos uma vez, nas águas do rio Negro.
- Comer uma boa maniçoba (perdão, amazonenses tão queridos ;O).
- Entrar numa sala de cinema pela saída de emergência.
- Ver um pôr-do-sol no mirante do Educandos.
- Visitar uma farmácia acompanhada de um hipocondríaco assumido.
18 agosto, 2005
Conversas do além.
- Humm. Chinelinho novo??
- É
- Mas, amarelo?
- Como assim, amarelo?
- Não é amarelo?
- Claro que não. Endoidou?
- Eu tô vendo amarelo. Será que é a luz?
- Pode ser, Mr. Ghost. Essa luz vermelha tá alterando a cor?
- Vou mudar a luz.
- Mr. Ghost, fala sério. Luz azul?
- Continua amarelo
- Não é amarelo, tô dizendo.
- Estranho.
- Experimenta acender a luz alta.
- Nossa. É lilás!
- Falei que não era amarelo, porra.
- Onde você comprou não tinha de outra cor, não?
Eu mereço.
- Humm. Chinelinho novo??
- É
- Mas, amarelo?
- Como assim, amarelo?
- Não é amarelo?
- Claro que não. Endoidou?
- Eu tô vendo amarelo. Será que é a luz?
- Pode ser, Mr. Ghost. Essa luz vermelha tá alterando a cor?
- Vou mudar a luz.
- Mr. Ghost, fala sério. Luz azul?
- Continua amarelo
- Não é amarelo, tô dizendo.
- Estranho.
- Experimenta acender a luz alta.
- Nossa. É lilás!
- Falei que não era amarelo, porra.
- Onde você comprou não tinha de outra cor, não?
Eu mereço.
Murmúrios.
Coisas estranhas acontecem comigo, desde que cheguei nessa cidade.
Tombos, trapalhadas, briga de rua, pesadelos, disso todos vocês já sabem. Bobagem.
O que semrpre guardei em segredo é que eu converso com um fantasma. Em casa, no trabalho, no boteco, no barco. Em qualquer lugar ele me acompanha e dá palpite de responsa.
Não. Não se trata de um amiguinho imaginário. Esse ficou abandonado na minha tenra infância.
Tô falando de um fantasma de verdade. Fantasmão. Talvez tenha fugido do Teatro Amazonas, na temporada de ópera de 2003. Ainda não perguntei. Mas não é preciso ter medo.
Ele só quer conversar, aconselhar, brincar, passear e, não raramente, quer me possuir (essa parte eu acho legal ;O)
Vocês podem estar se perguntando: essa mulé surtou?
Ainda não, amigos. Ainda não.
Coisas estranhas acontecem comigo, desde que cheguei nessa cidade.
Tombos, trapalhadas, briga de rua, pesadelos, disso todos vocês já sabem. Bobagem.
O que semrpre guardei em segredo é que eu converso com um fantasma. Em casa, no trabalho, no boteco, no barco. Em qualquer lugar ele me acompanha e dá palpite de responsa.
Não. Não se trata de um amiguinho imaginário. Esse ficou abandonado na minha tenra infância.
Tô falando de um fantasma de verdade. Fantasmão. Talvez tenha fugido do Teatro Amazonas, na temporada de ópera de 2003. Ainda não perguntei. Mas não é preciso ter medo.
Ele só quer conversar, aconselhar, brincar, passear e, não raramente, quer me possuir (essa parte eu acho legal ;O)
Vocês podem estar se perguntando: essa mulé surtou?
Ainda não, amigos. Ainda não.
16 agosto, 2005
22 julho, 2005
Casa caindo.
O teto da varanda precisa de reparos estruturais. O chuveiro tá dando pobrema: quando fecha a torneira, pára de sair água, mas o bicho continua funcionando. A jardineira precisa de terra, plantinhas meigas e cuidados especializados. (eu não sirvo pra isso, sou capaz de inutilizar uma samanbaia de plástico). Tem uma boca do fogão que tá meia-boca, mas o forno tá legal. Precisa instalar campainha e interfone. Puxar a tomada do telefone pra sala. Não. Melhor puxar pra varanda. Talvez seja legal mudar a cor das paredes. A porta do banheiro precisa de aprumo e nova tinta.
Exige-se experiência anterior comprovada. Desejável fluência no idioma nativo para negociação com fornecedores locais.
Oferecem-se vale-transporte e benefícios sem concorrência.
O teto da varanda precisa de reparos estruturais. O chuveiro tá dando pobrema: quando fecha a torneira, pára de sair água, mas o bicho continua funcionando. A jardineira precisa de terra, plantinhas meigas e cuidados especializados. (eu não sirvo pra isso, sou capaz de inutilizar uma samanbaia de plástico). Tem uma boca do fogão que tá meia-boca, mas o forno tá legal. Precisa instalar campainha e interfone. Puxar a tomada do telefone pra sala. Não. Melhor puxar pra varanda. Talvez seja legal mudar a cor das paredes. A porta do banheiro precisa de aprumo e nova tinta.
Exige-se experiência anterior comprovada. Desejável fluência no idioma nativo para negociação com fornecedores locais.
Oferecem-se vale-transporte e benefícios sem concorrência.
20 julho, 2005
[Noção zero.]
O legal das férias (férias?) é ter coisa pra contar.
- Como foi o passeio de barco?
- Bárbaro, superlegal, o dia tava lindo, bla, bla, bla.
- Pra onde cês foram?
- Direto pro encontro das águas e depois passamos por uns igapós legais, bla, bla, bla.
- E o barco?
- Alugamos. Dividindo, saiu baratinho, é legal ter um barqueiro só pra gente, bla,bla, bla.
- Quanto?
- Tanto.
- Só?
- Falei que era negócio da China.
- Mas, vem cá, que barco era?
- Pequenininho. Uma canoa de 3 bancos, com motor?
- ??.. uma voadeira?
- Isso, isso, isso. Tinha esquecido o nome.
- Vocês atravessaram o rio Negro numa voadeira?????
- É. Voadeira é legal. É divertido quando tem banzeiro....
- Ana, é muito perigoso. Essa merda vira fácil?(note o tom de preocupação sincera do meu interlocutor. Um encanto.)
- Eu sei, teve uma hora que quase virou, mas foi leseira nossa. A gente tava admirando uma sumaúma, foi todo mundo pro mesmo lado e quase.
- O motor dessa merda quebra? deixa o passageiro à deriva?.
- Pois é, teve uma hora que o motor parou, demorou um pouco pra pegar. Foi porque tinha um monte de mato que ficou preso no motor, na hora que a gente ficou enroscado numa árvore de um igapó? Mas deu tudo certo, o motor voltou a funcionar e Olívia sentou lá na proa. Tirou um monte de fotos legais, bla, bla, bla?
- ?
- Que foi?
- Olívia na proa de uma voadeira???, indagou o sensato interlocutor.
- Ela a-do-rou. :O))))))
- Salva-vida, nem pensar, né?
- Não vi nenhum por lá.
- ?
- Que foi?
- Ana, você é louca?
- :O)))) Eu?, indagou a sem-noção.
????.
[Niver.]
Hoje faz dois anos que desabei em terras manauaras, em pleno dia do Amigo.
Se eu disser ?parece que foi ontem? vai ser uma mentira deslavada, porque a jornada é árdua.
Mas, pra quem chegou com a idéia de ficar por 3 meses?
Beijo, Rê. Não fosse você me dar tanto empurrão nos dias difíceis que antecederam minha vinda, eu não teria tido coragem.
Lembro como se fosse hoje: eu subindo a escada da sala de embarque, chorando feito criança e um tanto constrangida com a aquela sacola horrorosa verde de bolota. Cena antológica.
[Aos meus amigos]
Beijos, cambada.
Saudade.
O legal das férias (férias?) é ter coisa pra contar.
- Como foi o passeio de barco?
- Bárbaro, superlegal, o dia tava lindo, bla, bla, bla.
- Pra onde cês foram?
- Direto pro encontro das águas e depois passamos por uns igapós legais, bla, bla, bla.
- E o barco?
- Alugamos. Dividindo, saiu baratinho, é legal ter um barqueiro só pra gente, bla,bla, bla.
- Quanto?
- Tanto.
- Só?
- Falei que era negócio da China.
- Mas, vem cá, que barco era?
- Pequenininho. Uma canoa de 3 bancos, com motor?
- ??.. uma voadeira?
- Isso, isso, isso. Tinha esquecido o nome.
- Vocês atravessaram o rio Negro numa voadeira?????
- É. Voadeira é legal. É divertido quando tem banzeiro....
- Ana, é muito perigoso. Essa merda vira fácil?(note o tom de preocupação sincera do meu interlocutor. Um encanto.)
- Eu sei, teve uma hora que quase virou, mas foi leseira nossa. A gente tava admirando uma sumaúma, foi todo mundo pro mesmo lado e quase.
- O motor dessa merda quebra? deixa o passageiro à deriva?.
- Pois é, teve uma hora que o motor parou, demorou um pouco pra pegar. Foi porque tinha um monte de mato que ficou preso no motor, na hora que a gente ficou enroscado numa árvore de um igapó? Mas deu tudo certo, o motor voltou a funcionar e Olívia sentou lá na proa. Tirou um monte de fotos legais, bla, bla, bla?
- ?
- Que foi?
- Olívia na proa de uma voadeira???, indagou o sensato interlocutor.
- Ela a-do-rou. :O))))))
- Salva-vida, nem pensar, né?
- Não vi nenhum por lá.
- ?
- Que foi?
- Ana, você é louca?
- :O)))) Eu?, indagou a sem-noção.
????.
[Niver.]
Hoje faz dois anos que desabei em terras manauaras, em pleno dia do Amigo.
Se eu disser ?parece que foi ontem? vai ser uma mentira deslavada, porque a jornada é árdua.
Mas, pra quem chegou com a idéia de ficar por 3 meses?
Beijo, Rê. Não fosse você me dar tanto empurrão nos dias difíceis que antecederam minha vinda, eu não teria tido coragem.
Lembro como se fosse hoje: eu subindo a escada da sala de embarque, chorando feito criança e um tanto constrangida com a aquela sacola horrorosa verde de bolota. Cena antológica.
[Aos meus amigos]
Beijos, cambada.
Saudade.
19 julho, 2005
Garotas Gilmore
Olívia chegou no sábado. Ganhamos um dia a mais. :O)
A pobrezinha estranhou a temperatura, mas desta vez foi mais fácil. Nada como a experiência.
Fomos ao shopping, no esquema "De volta ao lar". Fizemos algumas comprinhas básicas, tipo sabonete líquido, shampoo, condicionador, removedor de esmalte. Note, apenas gêneros de primeira necessidade.
No domingo, dia ensolarado, saímos de barco. O melhor passeio que já fiz por aqui.
Agora, estou enrolando no meu último dia de férias. Férias? ´
Isso foi praticamente um feriado prolongado. Hunf.
A pobrezinha estranhou a temperatura, mas desta vez foi mais fácil. Nada como a experiência.
Fomos ao shopping, no esquema "De volta ao lar". Fizemos algumas comprinhas básicas, tipo sabonete líquido, shampoo, condicionador, removedor de esmalte. Note, apenas gêneros de primeira necessidade.
No domingo, dia ensolarado, saímos de barco. O melhor passeio que já fiz por aqui.
Agora, estou enrolando no meu último dia de férias. Férias? ´
Isso foi praticamente um feriado prolongado. Hunf.
18 julho, 2005
14 julho, 2005
13 julho, 2005
Da estupidez humana.
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?
11 julho, 2005
Atrás das grades.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
08 julho, 2005
06 julho, 2005
29 junho, 2005
28 junho, 2005
Conversa de doido.
Papo nada a ver entre 3 cidadãos, pais de família, razoavelmente inteligentes.
- Vocês já comeram carne louca?
- O que é isso?
- Uma carne legal, temperada com um monte de coisa, que é boa de comer com pão.
- Carne de vaca?
- É.
- Vaca louca?
Então o terceiro leso acorda e dispara:
- Tem a versão de frutos do mar. É feita de Lula Lelé.
A camisa de força fica em qual gaveta mesmo, hein?
Papo nada a ver entre 3 cidadãos, pais de família, razoavelmente inteligentes.
- Vocês já comeram carne louca?
- O que é isso?
- Uma carne legal, temperada com um monte de coisa, que é boa de comer com pão.
- Carne de vaca?
- É.
- Vaca louca?
Então o terceiro leso acorda e dispara:
- Tem a versão de frutos do mar. É feita de Lula Lelé.
A camisa de força fica em qual gaveta mesmo, hein?
27 junho, 2005
24 junho, 2005
Novo formato.
Quinta-feira é dia de manicure, na hora do almoço. Eu passei a porra dessa minha vida inteira só usando esmalte beginho, neutrinho, tudo muito discretinho. Chatinho.
Cansei. Ladeira abaixo, a destrambelhada mandou lixar quadradinho e jogar uma mistura de café com cobertura beterraba.
Os meninos tão dizendo que ficou unha de quenga. Eu disconcordo.
Quinta-feira é dia de manicure, na hora do almoço. Eu passei a porra dessa minha vida inteira só usando esmalte beginho, neutrinho, tudo muito discretinho. Chatinho.
Cansei. Ladeira abaixo, a destrambelhada mandou lixar quadradinho e jogar uma mistura de café com cobertura beterraba.
Os meninos tão dizendo que ficou unha de quenga. Eu disconcordo.
20 junho, 2005
13 junho, 2005
O motim.
Tudo começou há cerca de um mês. Eu tinha um pequeno cisto sebáceo no rosto, com o qual tive uma coexistência pacífica por quase uma década. Eu fingia que ele não existia, ele não me dava a mínima e ficava tudo certo. De uns tempos pra cá, tudo mudou. O bicho começou a ganhar espaço e aquilo começou a me incomodar profundamente. Até que um dia, decidi partir pra ignorância e tentei executá-lo sem dó nem piedade. Não preciso dizer que deu merda e da grande. O desgraçado se revoltou. Não contente em inchar e inflamar, resolveu também infeccionar. E doía, Como doía.
Foi então que na quarta-feira da outra semana tive que fazer uma consulta de urgência.
Tudo começou há cerca de um mês. Eu tinha um pequeno cisto sebáceo no rosto, com o qual tive uma coexistência pacífica por quase uma década. Eu fingia que ele não existia, ele não me dava a mínima e ficava tudo certo. De uns tempos pra cá, tudo mudou. O bicho começou a ganhar espaço e aquilo começou a me incomodar profundamente. Até que um dia, decidi partir pra ignorância e tentei executá-lo sem dó nem piedade. Não preciso dizer que deu merda e da grande. O desgraçado se revoltou. Não contente em inchar e inflamar, resolveu também infeccionar. E doía, Como doía.
Foi então que na quarta-feira da outra semana tive que fazer uma consulta de urgência.
23 maio, 2005
As compras:
- Óculos escuros preto porque eu tava PRECISANDO realmente e nunca vi um pra de óculos me que caísse tão bem. Sou capaz de tomar banho com ele, de tão legal que eu me sinto.
- Uma bolsinha kipling bege, fo-fa e superfuncional.
Calma nessa hora. O preço era praticamente de graça se você for levar em consideração a qualidade do produto, e eu tava merecendo mesmo. Entenda meus motivos. Uma cabelereira fez um estrago de dimensões tsunâmicas no meu tão estimado cabelo, o que me deixou não só puta nas calças como também um ouco deprimida. Portanto eu precisava e merecia, certo?
- Óculos escuros preto porque eu tava PRECISANDO realmente e nunca vi um pra de óculos me que caísse tão bem. Sou capaz de tomar banho com ele, de tão legal que eu me sinto.
- Uma bolsinha kipling bege, fo-fa e superfuncional.
Calma nessa hora. O preço era praticamente de graça se você for levar em consideração a qualidade do produto, e eu tava merecendo mesmo. Entenda meus motivos. Uma cabelereira fez um estrago de dimensões tsunâmicas no meu tão estimado cabelo, o que me deixou não só puta nas calças como também um ouco deprimida. Portanto eu precisava e merecia, certo?
Nostalgia.
Entrei no meu bom e velho mercadão, o Adolpho Lisboa. Quantas peripécias vivi e quantas trapalhadas passei, vocês devem estar lembrados.
Reconheci a velhinha que eu quase mandei enfiar uma garrafa de guaraná Real, com tampinha e tudo, no cu (perdão, é que ela foi mesmo muito mal-criada comigo, na época do Natal de 2003). Não, amigos, não sou uma pessoa rancorosa, apenas tenho boa memória.
O velhinho da tabacaria me reconheceu. Aquele que tem cabelo azul marinho de tão preto. Imagino que ele deva gastar os tubos em tablete Santo Antonio pra manter a cabeleira nos trinques.
A presença dele me fez lembrar que ali comprei uma porrada de latinhas de rapé e esqueci de distriubui-las entre os amigos, no Natal.
Fui até os fundos do mercado observar o movimento na orla. Gosto de ver a muvuca, a zona federal que é aquilo, as embarcações e sentir a maresia do rio Negro.
Agora, eu pergunto o que nenhum nativo, do mais humilde ao mais letrado, soube me responder até agora: que nome tem a maresia fluvial? Ficarei muito agradecida.
Voltando. Aquela profusão de lembranças, a movimentação intensa e o calor absurdo me deixaram um pouco tonta. Achei por bem procurar o Gordão, que tem uma barraca de côco dentro do mercado. Ele, como sempre, me recebeu superbem, me ofereceu o banquinho mais limpo (ou menos sujo, que fique bem claro) e um côco que, sem sacanagem, devia ter 1/2 litro de água geladérrima.
Agradeci, desejei bom final de semana e saí do mercado sem muito saber pra onde ir.
Agora, vamos combinar: o dia em que você for lá, não o chame de Gordão, não. A criatura não sabe do codinome e pode ficar um pouco aborrecido. E isso pode não ser nada bom. Tá?
Entrei no meu bom e velho mercadão, o Adolpho Lisboa. Quantas peripécias vivi e quantas trapalhadas passei, vocês devem estar lembrados.
Reconheci a velhinha que eu quase mandei enfiar uma garrafa de guaraná Real, com tampinha e tudo, no cu (perdão, é que ela foi mesmo muito mal-criada comigo, na época do Natal de 2003). Não, amigos, não sou uma pessoa rancorosa, apenas tenho boa memória.
O velhinho da tabacaria me reconheceu. Aquele que tem cabelo azul marinho de tão preto. Imagino que ele deva gastar os tubos em tablete Santo Antonio pra manter a cabeleira nos trinques.
A presença dele me fez lembrar que ali comprei uma porrada de latinhas de rapé e esqueci de distriubui-las entre os amigos, no Natal.
Fui até os fundos do mercado observar o movimento na orla. Gosto de ver a muvuca, a zona federal que é aquilo, as embarcações e sentir a maresia do rio Negro.
Agora, eu pergunto o que nenhum nativo, do mais humilde ao mais letrado, soube me responder até agora: que nome tem a maresia fluvial? Ficarei muito agradecida.
Voltando. Aquela profusão de lembranças, a movimentação intensa e o calor absurdo me deixaram um pouco tonta. Achei por bem procurar o Gordão, que tem uma barraca de côco dentro do mercado. Ele, como sempre, me recebeu superbem, me ofereceu o banquinho mais limpo (ou menos sujo, que fique bem claro) e um côco que, sem sacanagem, devia ter 1/2 litro de água geladérrima.
Agradeci, desejei bom final de semana e saí do mercado sem muito saber pra onde ir.
Agora, vamos combinar: o dia em que você for lá, não o chame de Gordão, não. A criatura não sabe do codinome e pode ficar um pouco aborrecido. E isso pode não ser nada bom. Tá?
Franca decadência.
Segui caminhando rumo ao mercadão.
A sensação de andar pela calçada era a de que você caiu dentro de um caldeirão de sopa, manja? Tava quente pra caraio e ameaçando chuva. Difícil.
Nesse caso, fui obrigada a fazer uma coisa que acho ridícula, mas não teve jeito: caminhar com garrafinha de água mineral na mão. Eu sei, é feio. Mas era isso ou desmaiar. O que você prefere?
Segui caminhando rumo ao mercadão.
A sensação de andar pela calçada era a de que você caiu dentro de um caldeirão de sopa, manja? Tava quente pra caraio e ameaçando chuva. Difícil.
Nesse caso, fui obrigada a fazer uma coisa que acho ridícula, mas não teve jeito: caminhar com garrafinha de água mineral na mão. Eu sei, é feio. Mas era isso ou desmaiar. O que você prefere?
O fim da picada.
Desci no terminal do porto e fui fazer um acertinho de contas básico com Nossa Senhora da Conceição. Ando meio inadimplente com ela desde agosto do ano passado. Subi a escadaria pensando em desabart meu esqueleto num ambiente celestial, cercada de paz e de graças.
Qual não foi minha surpresa quando me deparei quando me deparei com 4 caixas de som, isso mesmo, 4 caixas de som no úrtimo.
Tocava uma musiquinha furreca, cuja letra dizia que a traição é pecado, que o homem nunca deve trair a mulher (essa parte eu achei legal), que a traição destrói a família e aquela papagaiada toda. Achei melhor vazar da área. Saí de lá meio indignada. Nem na igreja mais se pode buscar silêcia e ninguém toma uma providência. Incrível.
Desci no terminal do porto e fui fazer um acertinho de contas básico com Nossa Senhora da Conceição. Ando meio inadimplente com ela desde agosto do ano passado. Subi a escadaria pensando em desabart meu esqueleto num ambiente celestial, cercada de paz e de graças.
Qual não foi minha surpresa quando me deparei quando me deparei com 4 caixas de som, isso mesmo, 4 caixas de som no úrtimo.
Tocava uma musiquinha furreca, cuja letra dizia que a traição é pecado, que o homem nunca deve trair a mulher (essa parte eu achei legal), que a traição destrói a família e aquela papagaiada toda. Achei melhor vazar da área. Saí de lá meio indignada. Nem na igreja mais se pode buscar silêcia e ninguém toma uma providência. Incrível.
Direto do túnel do tempo
Acordei cedão, no sábado.
Mas cedão mesmo. Tipo 6h30.
Ameaçava chover torrencialmente. O dia prometia ser longo. Metade da manhã passou naquele chove-não-chove e eu não tava a fim de ficar mofando em casa.
Resolvi refazer trajetos há muito tempo abandonados.
Fui comer tapioquinha na praça e, olha só que coragem, segui para o ponto de ônibus, coisa que há séculos eu não fazia. O 427 apareceu em menos de 2 minutos. Era mesmo o meu dia de sorte.
Acordei cedão, no sábado.
Mas cedão mesmo. Tipo 6h30.
Ameaçava chover torrencialmente. O dia prometia ser longo. Metade da manhã passou naquele chove-não-chove e eu não tava a fim de ficar mofando em casa.
Resolvi refazer trajetos há muito tempo abandonados.
Fui comer tapioquinha na praça e, olha só que coragem, segui para o ponto de ônibus, coisa que há séculos eu não fazia. O 427 apareceu em menos de 2 minutos. Era mesmo o meu dia de sorte.
19 maio, 2005
Sem noção.
Há algumas semanas, um jornal local noticiou que existe um restaurante na Alemanha especializado no atendimento a pessoas que sofrem de bulimia e de anorexia. Desenvolveram cardápios especiais, ambiente acolhedor, tudo para que o convívio com a comida seja o mais agradável possível, ajudando na recuperação do indivíduo. Montaram até um cardápio especial Achei muito bacana a iniciativa e tudo, mas?
Tem um prato chamado ?Cuspe da Feiticeira?.
Te juro.
Há algumas semanas, um jornal local noticiou que existe um restaurante na Alemanha especializado no atendimento a pessoas que sofrem de bulimia e de anorexia. Desenvolveram cardápios especiais, ambiente acolhedor, tudo para que o convívio com a comida seja o mais agradável possível, ajudando na recuperação do indivíduo. Montaram até um cardápio especial Achei muito bacana a iniciativa e tudo, mas?
Tem um prato chamado ?Cuspe da Feiticeira?.
Te juro.
13 maio, 2005
Odeio o orkut.
Eu sou mesmo muito lesa. Cedi à insistência brutal de uma certa amiga, que ficou martelando: coloca-sua-foto-no-orkut-larga-a-mão-de-ser-chata-coloca-você-é-muito-fresca-todo-mundo-coloca-blá-blá-blá?.
Até que chegou o dia do ?tá bom, porra?. Então eu fui lá e resolvi o assunto.
Depois me toquei da merda que fiz: cinco anos de mistério sobre a minha pessoa revelado assim, do nada. Gente que achava que eu era uma gordinha feliz, decepcionou-se com meu olhar melancólico e sorriso aeróbico. Gente que me imaginava como um esqueleto, deu de cara com praticamente uma baleia. Todo o encanto jogado pela janela.
Posso até imaginar eu andando ingenuamente pelas ruas e as pessoas observando. Posso imaginar também o diálogo:
- Tá vendo aquela ali?
- Aquela?
- Aquela branquela lá.
- Sim.
- É a Jamanta. Acredita?
- Tá brincando? Aquela que vive caindo da cama?
- É, aquela abestada que caiu do ônibus
- A do coentro?
- A pópria, mana.
- Égua! Quem diria, não?
Eu sou mesmo muito lesa. Cedi à insistência brutal de uma certa amiga, que ficou martelando: coloca-sua-foto-no-orkut-larga-a-mão-de-ser-chata-coloca-você-é-muito-fresca-todo-mundo-coloca-blá-blá-blá?.
Até que chegou o dia do ?tá bom, porra?. Então eu fui lá e resolvi o assunto.
Depois me toquei da merda que fiz: cinco anos de mistério sobre a minha pessoa revelado assim, do nada. Gente que achava que eu era uma gordinha feliz, decepcionou-se com meu olhar melancólico e sorriso aeróbico. Gente que me imaginava como um esqueleto, deu de cara com praticamente uma baleia. Todo o encanto jogado pela janela.
Posso até imaginar eu andando ingenuamente pelas ruas e as pessoas observando. Posso imaginar também o diálogo:
- Tá vendo aquela ali?
- Aquela?
- Aquela branquela lá.
- Sim.
- É a Jamanta. Acredita?
- Tá brincando? Aquela que vive caindo da cama?
- É, aquela abestada que caiu do ônibus
- A do coentro?
- A pópria, mana.
- Égua! Quem diria, não?
Ganhei de presente.
Teu movimento é tua saúde. Se a flecha não parte, és tu que ficas. É indispensável que a flecha esteja a caminho do alvo, que, bem ou mal, miraste.
Tua mente se deteriora se não te comprometes com o futuro. O resto é supérfluo.
O passado é só a certeza de que existe no futuro uma outra janela, uma outra pessoa, melhor ou pior, outro tipo de dor ou de tédio.
O presente é pura tensão, a vizinhança da ansiedade, caso a flecha não parta. Se afrouxares a corda do presente, adoecerás de ti mesmo.
Portanto, faze projetos. Planeja a viagem; muda de casa; marca hora no dentista.
Paulo Mendes Campos
Teu movimento é tua saúde. Se a flecha não parte, és tu que ficas. É indispensável que a flecha esteja a caminho do alvo, que, bem ou mal, miraste.
Tua mente se deteriora se não te comprometes com o futuro. O resto é supérfluo.
O passado é só a certeza de que existe no futuro uma outra janela, uma outra pessoa, melhor ou pior, outro tipo de dor ou de tédio.
O presente é pura tensão, a vizinhança da ansiedade, caso a flecha não parta. Se afrouxares a corda do presente, adoecerás de ti mesmo.
Portanto, faze projetos. Planeja a viagem; muda de casa; marca hora no dentista.
Paulo Mendes Campos
04 maio, 2005
Da escrotidão humana.
Li no Palmeiras Centenárias, da Rê (tô sem link), um post do dia 28/04, onde ela, com seu humor britânico muito próprio, falava da quimio do amigo.
Contei a ?piada? pros animais aqui e, pasmem, eles ficaram chocados. Eles são sensíveis, às vezes.
Ontem, sabendo do sucesso da quimio do Carlos, comentei:
- Lembram daquele meu amigo dos 10 leocócitos?
- Sim,
- Pois é, foi tudo bem, ele está reagindo bem?
- Que legal, quantos leocócitos ele já juntou?
Puta que me pariu.
Li no Palmeiras Centenárias, da Rê (tô sem link), um post do dia 28/04, onde ela, com seu humor britânico muito próprio, falava da quimio do amigo.
Contei a ?piada? pros animais aqui e, pasmem, eles ficaram chocados. Eles são sensíveis, às vezes.
Ontem, sabendo do sucesso da quimio do Carlos, comentei:
- Lembram daquele meu amigo dos 10 leocócitos?
- Sim,
- Pois é, foi tudo bem, ele está reagindo bem?
- Que legal, quantos leocócitos ele já juntou?
Puta que me pariu.
Tudo vai mudar.
Ontem, fui conversar com o cara que vai ser meu treinador. Ou adestrador, como queiram.
Quase quarenta minutos de entrevista sobre meu ciclo menstrual.
Terei 2 diferentes circuitos a cumprir: um na fase da TPM e outro pós-TPM.
Tudo para manter estável meu equilíbrio emocional. Já posso me ver como um poço de serenidade. Achei lindo.
Mas é óbvio que vai chegar o dia em que eu vou trocar as fichas e as fases.
Acho que vai dar merda, isso sim.
Ontem, fui conversar com o cara que vai ser meu treinador. Ou adestrador, como queiram.
Quase quarenta minutos de entrevista sobre meu ciclo menstrual.
Terei 2 diferentes circuitos a cumprir: um na fase da TPM e outro pós-TPM.
Tudo para manter estável meu equilíbrio emocional. Já posso me ver como um poço de serenidade. Achei lindo.
Mas é óbvio que vai chegar o dia em que eu vou trocar as fichas e as fases.
Acho que vai dar merda, isso sim.
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