Pelo sim, pelo não.
Eu voto não.
E eu não confundi a pergunta.
Nunca vi referendo mais cretino na vida.
26 setembro, 2005
16 setembro, 2005
Memória fraca.
Acordei atrasadíssima e, na correria pra vestir algo relativamente decente, encontrei uma sandália que eu não calçava há mais de ano.
Linda, marca boa, vermelha, saltão altão. Perfeita para o que eu precisava hoje. Mas por que diabos ela ficara ali abandonada, por meses a fio?
Foi fácil lembrar, minutos depois de chegar à agência. A bonitinha, mas ordinária, arranca a pele de todos os meus dedos. Por isso estava abandonada. Bingo!
Como dizia meu avô: a cabeça falha, o corpo padece.
Sábias palavras.
Acordei atrasadíssima e, na correria pra vestir algo relativamente decente, encontrei uma sandália que eu não calçava há mais de ano.
Linda, marca boa, vermelha, saltão altão. Perfeita para o que eu precisava hoje. Mas por que diabos ela ficara ali abandonada, por meses a fio?
Foi fácil lembrar, minutos depois de chegar à agência. A bonitinha, mas ordinária, arranca a pele de todos os meus dedos. Por isso estava abandonada. Bingo!
Como dizia meu avô: a cabeça falha, o corpo padece.
Sábias palavras.
13 setembro, 2005
01 setembro, 2005
Conversas do além.
- Vamos sair passear um pouquinho?
- Onde, Mr. Ghost?
- Supermercado. Venha. Você vai amar.
- Veja isso. Uma linda barraca só de produtos orgânicos. Tem isso lá?
- Não, Mr. Ghost. Onde eu vivo não tem desses luxos, não.
- He,he. Açúcar orgânico?
- Não.
- He,he. Tomates livres de agrotóxicos?
- Não. Os de lá tão cheios. Eu sei.
- Ovos Label Rouge, nem pensar, né?
- Vem cá, Mr. Ghost, isso não é coisa de fresco, não?
- He,he. Café orgânico?
- Hum. Cenoura orgânica.. Começo a gostar disso.;O)
- Vamos sair passear um pouquinho?
- Onde, Mr. Ghost?
- Supermercado. Venha. Você vai amar.
- Veja isso. Uma linda barraca só de produtos orgânicos. Tem isso lá?
- Não, Mr. Ghost. Onde eu vivo não tem desses luxos, não.
- He,he. Açúcar orgânico?
- Não.
- He,he. Tomates livres de agrotóxicos?
- Não. Os de lá tão cheios. Eu sei.
- Ovos Label Rouge, nem pensar, né?
- Vem cá, Mr. Ghost, isso não é coisa de fresco, não?
- He,he. Café orgânico?
- Hum. Cenoura orgânica.. Começo a gostar disso.;O)
19 agosto, 2005
Conversas do além.
[após um longo silêncio medittativo]
- Que cara é essa, Mr. Ghost?
- Tenho que ir. Queria ficar mais.
- Você tem que trabalhar. Uma pena.
- Não quero.
- Mata uma curiosidade minha?
- Diga.
- Você é um fantasma, não é?
- Sou.
- O que você faz no seu trabalho?
- Arrasto corrente.
- Entendi. Corre lá. Cê tá atrasado.
[após um longo silêncio medittativo]
- Que cara é essa, Mr. Ghost?
- Tenho que ir. Queria ficar mais.
- Você tem que trabalhar. Uma pena.
- Não quero.
- Mata uma curiosidade minha?
- Diga.
- Você é um fantasma, não é?
- Sou.
- O que você faz no seu trabalho?
- Arrasto corrente.
- Entendi. Corre lá. Cê tá atrasado.
Coisas que uma pessoa do bem não pode deixar de fazer na vida:
- Mergulhar, pelo menos uma vez, nas águas do rio Negro.
- Comer uma boa maniçoba (perdão, amazonenses tão queridos ;O).
- Entrar numa sala de cinema pela saída de emergência.
- Ver um pôr-do-sol no mirante do Educandos.
- Visitar uma farmácia acompanhada de um hipocondríaco assumido.
- Mergulhar, pelo menos uma vez, nas águas do rio Negro.
- Comer uma boa maniçoba (perdão, amazonenses tão queridos ;O).
- Entrar numa sala de cinema pela saída de emergência.
- Ver um pôr-do-sol no mirante do Educandos.
- Visitar uma farmácia acompanhada de um hipocondríaco assumido.
18 agosto, 2005
Conversas do além.
- Humm. Chinelinho novo??
- É
- Mas, amarelo?
- Como assim, amarelo?
- Não é amarelo?
- Claro que não. Endoidou?
- Eu tô vendo amarelo. Será que é a luz?
- Pode ser, Mr. Ghost. Essa luz vermelha tá alterando a cor?
- Vou mudar a luz.
- Mr. Ghost, fala sério. Luz azul?
- Continua amarelo
- Não é amarelo, tô dizendo.
- Estranho.
- Experimenta acender a luz alta.
- Nossa. É lilás!
- Falei que não era amarelo, porra.
- Onde você comprou não tinha de outra cor, não?
Eu mereço.
- Humm. Chinelinho novo??
- É
- Mas, amarelo?
- Como assim, amarelo?
- Não é amarelo?
- Claro que não. Endoidou?
- Eu tô vendo amarelo. Será que é a luz?
- Pode ser, Mr. Ghost. Essa luz vermelha tá alterando a cor?
- Vou mudar a luz.
- Mr. Ghost, fala sério. Luz azul?
- Continua amarelo
- Não é amarelo, tô dizendo.
- Estranho.
- Experimenta acender a luz alta.
- Nossa. É lilás!
- Falei que não era amarelo, porra.
- Onde você comprou não tinha de outra cor, não?
Eu mereço.
Murmúrios.
Coisas estranhas acontecem comigo, desde que cheguei nessa cidade.
Tombos, trapalhadas, briga de rua, pesadelos, disso todos vocês já sabem. Bobagem.
O que semrpre guardei em segredo é que eu converso com um fantasma. Em casa, no trabalho, no boteco, no barco. Em qualquer lugar ele me acompanha e dá palpite de responsa.
Não. Não se trata de um amiguinho imaginário. Esse ficou abandonado na minha tenra infância.
Tô falando de um fantasma de verdade. Fantasmão. Talvez tenha fugido do Teatro Amazonas, na temporada de ópera de 2003. Ainda não perguntei. Mas não é preciso ter medo.
Ele só quer conversar, aconselhar, brincar, passear e, não raramente, quer me possuir (essa parte eu acho legal ;O)
Vocês podem estar se perguntando: essa mulé surtou?
Ainda não, amigos. Ainda não.
Coisas estranhas acontecem comigo, desde que cheguei nessa cidade.
Tombos, trapalhadas, briga de rua, pesadelos, disso todos vocês já sabem. Bobagem.
O que semrpre guardei em segredo é que eu converso com um fantasma. Em casa, no trabalho, no boteco, no barco. Em qualquer lugar ele me acompanha e dá palpite de responsa.
Não. Não se trata de um amiguinho imaginário. Esse ficou abandonado na minha tenra infância.
Tô falando de um fantasma de verdade. Fantasmão. Talvez tenha fugido do Teatro Amazonas, na temporada de ópera de 2003. Ainda não perguntei. Mas não é preciso ter medo.
Ele só quer conversar, aconselhar, brincar, passear e, não raramente, quer me possuir (essa parte eu acho legal ;O)
Vocês podem estar se perguntando: essa mulé surtou?
Ainda não, amigos. Ainda não.
16 agosto, 2005
22 julho, 2005
Casa caindo.
O teto da varanda precisa de reparos estruturais. O chuveiro tá dando pobrema: quando fecha a torneira, pára de sair água, mas o bicho continua funcionando. A jardineira precisa de terra, plantinhas meigas e cuidados especializados. (eu não sirvo pra isso, sou capaz de inutilizar uma samanbaia de plástico). Tem uma boca do fogão que tá meia-boca, mas o forno tá legal. Precisa instalar campainha e interfone. Puxar a tomada do telefone pra sala. Não. Melhor puxar pra varanda. Talvez seja legal mudar a cor das paredes. A porta do banheiro precisa de aprumo e nova tinta.
Exige-se experiência anterior comprovada. Desejável fluência no idioma nativo para negociação com fornecedores locais.
Oferecem-se vale-transporte e benefícios sem concorrência.
O teto da varanda precisa de reparos estruturais. O chuveiro tá dando pobrema: quando fecha a torneira, pára de sair água, mas o bicho continua funcionando. A jardineira precisa de terra, plantinhas meigas e cuidados especializados. (eu não sirvo pra isso, sou capaz de inutilizar uma samanbaia de plástico). Tem uma boca do fogão que tá meia-boca, mas o forno tá legal. Precisa instalar campainha e interfone. Puxar a tomada do telefone pra sala. Não. Melhor puxar pra varanda. Talvez seja legal mudar a cor das paredes. A porta do banheiro precisa de aprumo e nova tinta.
Exige-se experiência anterior comprovada. Desejável fluência no idioma nativo para negociação com fornecedores locais.
Oferecem-se vale-transporte e benefícios sem concorrência.
20 julho, 2005
[Noção zero.]
O legal das férias (férias?) é ter coisa pra contar.
- Como foi o passeio de barco?
- Bárbaro, superlegal, o dia tava lindo, bla, bla, bla.
- Pra onde cês foram?
- Direto pro encontro das águas e depois passamos por uns igapós legais, bla, bla, bla.
- E o barco?
- Alugamos. Dividindo, saiu baratinho, é legal ter um barqueiro só pra gente, bla,bla, bla.
- Quanto?
- Tanto.
- Só?
- Falei que era negócio da China.
- Mas, vem cá, que barco era?
- Pequenininho. Uma canoa de 3 bancos, com motor?
- ??.. uma voadeira?
- Isso, isso, isso. Tinha esquecido o nome.
- Vocês atravessaram o rio Negro numa voadeira?????
- É. Voadeira é legal. É divertido quando tem banzeiro....
- Ana, é muito perigoso. Essa merda vira fácil?(note o tom de preocupação sincera do meu interlocutor. Um encanto.)
- Eu sei, teve uma hora que quase virou, mas foi leseira nossa. A gente tava admirando uma sumaúma, foi todo mundo pro mesmo lado e quase.
- O motor dessa merda quebra? deixa o passageiro à deriva?.
- Pois é, teve uma hora que o motor parou, demorou um pouco pra pegar. Foi porque tinha um monte de mato que ficou preso no motor, na hora que a gente ficou enroscado numa árvore de um igapó? Mas deu tudo certo, o motor voltou a funcionar e Olívia sentou lá na proa. Tirou um monte de fotos legais, bla, bla, bla?
- ?
- Que foi?
- Olívia na proa de uma voadeira???, indagou o sensato interlocutor.
- Ela a-do-rou. :O))))))
- Salva-vida, nem pensar, né?
- Não vi nenhum por lá.
- ?
- Que foi?
- Ana, você é louca?
- :O)))) Eu?, indagou a sem-noção.
????.
[Niver.]
Hoje faz dois anos que desabei em terras manauaras, em pleno dia do Amigo.
Se eu disser ?parece que foi ontem? vai ser uma mentira deslavada, porque a jornada é árdua.
Mas, pra quem chegou com a idéia de ficar por 3 meses?
Beijo, Rê. Não fosse você me dar tanto empurrão nos dias difíceis que antecederam minha vinda, eu não teria tido coragem.
Lembro como se fosse hoje: eu subindo a escada da sala de embarque, chorando feito criança e um tanto constrangida com a aquela sacola horrorosa verde de bolota. Cena antológica.
[Aos meus amigos]
Beijos, cambada.
Saudade.
O legal das férias (férias?) é ter coisa pra contar.
- Como foi o passeio de barco?
- Bárbaro, superlegal, o dia tava lindo, bla, bla, bla.
- Pra onde cês foram?
- Direto pro encontro das águas e depois passamos por uns igapós legais, bla, bla, bla.
- E o barco?
- Alugamos. Dividindo, saiu baratinho, é legal ter um barqueiro só pra gente, bla,bla, bla.
- Quanto?
- Tanto.
- Só?
- Falei que era negócio da China.
- Mas, vem cá, que barco era?
- Pequenininho. Uma canoa de 3 bancos, com motor?
- ??.. uma voadeira?
- Isso, isso, isso. Tinha esquecido o nome.
- Vocês atravessaram o rio Negro numa voadeira?????
- É. Voadeira é legal. É divertido quando tem banzeiro....
- Ana, é muito perigoso. Essa merda vira fácil?(note o tom de preocupação sincera do meu interlocutor. Um encanto.)
- Eu sei, teve uma hora que quase virou, mas foi leseira nossa. A gente tava admirando uma sumaúma, foi todo mundo pro mesmo lado e quase.
- O motor dessa merda quebra? deixa o passageiro à deriva?.
- Pois é, teve uma hora que o motor parou, demorou um pouco pra pegar. Foi porque tinha um monte de mato que ficou preso no motor, na hora que a gente ficou enroscado numa árvore de um igapó? Mas deu tudo certo, o motor voltou a funcionar e Olívia sentou lá na proa. Tirou um monte de fotos legais, bla, bla, bla?
- ?
- Que foi?
- Olívia na proa de uma voadeira???, indagou o sensato interlocutor.
- Ela a-do-rou. :O))))))
- Salva-vida, nem pensar, né?
- Não vi nenhum por lá.
- ?
- Que foi?
- Ana, você é louca?
- :O)))) Eu?, indagou a sem-noção.
????.
[Niver.]
Hoje faz dois anos que desabei em terras manauaras, em pleno dia do Amigo.
Se eu disser ?parece que foi ontem? vai ser uma mentira deslavada, porque a jornada é árdua.
Mas, pra quem chegou com a idéia de ficar por 3 meses?
Beijo, Rê. Não fosse você me dar tanto empurrão nos dias difíceis que antecederam minha vinda, eu não teria tido coragem.
Lembro como se fosse hoje: eu subindo a escada da sala de embarque, chorando feito criança e um tanto constrangida com a aquela sacola horrorosa verde de bolota. Cena antológica.
[Aos meus amigos]
Beijos, cambada.
Saudade.
19 julho, 2005
Garotas Gilmore
Olívia chegou no sábado. Ganhamos um dia a mais. :O)
A pobrezinha estranhou a temperatura, mas desta vez foi mais fácil. Nada como a experiência.
Fomos ao shopping, no esquema "De volta ao lar". Fizemos algumas comprinhas básicas, tipo sabonete líquido, shampoo, condicionador, removedor de esmalte. Note, apenas gêneros de primeira necessidade.
No domingo, dia ensolarado, saímos de barco. O melhor passeio que já fiz por aqui.
Agora, estou enrolando no meu último dia de férias. Férias? ´
Isso foi praticamente um feriado prolongado. Hunf.
A pobrezinha estranhou a temperatura, mas desta vez foi mais fácil. Nada como a experiência.
Fomos ao shopping, no esquema "De volta ao lar". Fizemos algumas comprinhas básicas, tipo sabonete líquido, shampoo, condicionador, removedor de esmalte. Note, apenas gêneros de primeira necessidade.
No domingo, dia ensolarado, saímos de barco. O melhor passeio que já fiz por aqui.
Agora, estou enrolando no meu último dia de férias. Férias? ´
Isso foi praticamente um feriado prolongado. Hunf.
18 julho, 2005
14 julho, 2005
13 julho, 2005
Da estupidez humana.
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?
11 julho, 2005
Atrás das grades.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
08 julho, 2005
06 julho, 2005
29 junho, 2005
28 junho, 2005
Conversa de doido.
Papo nada a ver entre 3 cidadãos, pais de família, razoavelmente inteligentes.
- Vocês já comeram carne louca?
- O que é isso?
- Uma carne legal, temperada com um monte de coisa, que é boa de comer com pão.
- Carne de vaca?
- É.
- Vaca louca?
Então o terceiro leso acorda e dispara:
- Tem a versão de frutos do mar. É feita de Lula Lelé.
A camisa de força fica em qual gaveta mesmo, hein?
Papo nada a ver entre 3 cidadãos, pais de família, razoavelmente inteligentes.
- Vocês já comeram carne louca?
- O que é isso?
- Uma carne legal, temperada com um monte de coisa, que é boa de comer com pão.
- Carne de vaca?
- É.
- Vaca louca?
Então o terceiro leso acorda e dispara:
- Tem a versão de frutos do mar. É feita de Lula Lelé.
A camisa de força fica em qual gaveta mesmo, hein?
27 junho, 2005
24 junho, 2005
Novo formato.
Quinta-feira é dia de manicure, na hora do almoço. Eu passei a porra dessa minha vida inteira só usando esmalte beginho, neutrinho, tudo muito discretinho. Chatinho.
Cansei. Ladeira abaixo, a destrambelhada mandou lixar quadradinho e jogar uma mistura de café com cobertura beterraba.
Os meninos tão dizendo que ficou unha de quenga. Eu disconcordo.
Quinta-feira é dia de manicure, na hora do almoço. Eu passei a porra dessa minha vida inteira só usando esmalte beginho, neutrinho, tudo muito discretinho. Chatinho.
Cansei. Ladeira abaixo, a destrambelhada mandou lixar quadradinho e jogar uma mistura de café com cobertura beterraba.
Os meninos tão dizendo que ficou unha de quenga. Eu disconcordo.
20 junho, 2005
13 junho, 2005
O motim.
Tudo começou há cerca de um mês. Eu tinha um pequeno cisto sebáceo no rosto, com o qual tive uma coexistência pacífica por quase uma década. Eu fingia que ele não existia, ele não me dava a mínima e ficava tudo certo. De uns tempos pra cá, tudo mudou. O bicho começou a ganhar espaço e aquilo começou a me incomodar profundamente. Até que um dia, decidi partir pra ignorância e tentei executá-lo sem dó nem piedade. Não preciso dizer que deu merda e da grande. O desgraçado se revoltou. Não contente em inchar e inflamar, resolveu também infeccionar. E doía, Como doía.
Foi então que na quarta-feira da outra semana tive que fazer uma consulta de urgência.
Tudo começou há cerca de um mês. Eu tinha um pequeno cisto sebáceo no rosto, com o qual tive uma coexistência pacífica por quase uma década. Eu fingia que ele não existia, ele não me dava a mínima e ficava tudo certo. De uns tempos pra cá, tudo mudou. O bicho começou a ganhar espaço e aquilo começou a me incomodar profundamente. Até que um dia, decidi partir pra ignorância e tentei executá-lo sem dó nem piedade. Não preciso dizer que deu merda e da grande. O desgraçado se revoltou. Não contente em inchar e inflamar, resolveu também infeccionar. E doía, Como doía.
Foi então que na quarta-feira da outra semana tive que fazer uma consulta de urgência.
23 maio, 2005
As compras:
- Óculos escuros preto porque eu tava PRECISANDO realmente e nunca vi um pra de óculos me que caísse tão bem. Sou capaz de tomar banho com ele, de tão legal que eu me sinto.
- Uma bolsinha kipling bege, fo-fa e superfuncional.
Calma nessa hora. O preço era praticamente de graça se você for levar em consideração a qualidade do produto, e eu tava merecendo mesmo. Entenda meus motivos. Uma cabelereira fez um estrago de dimensões tsunâmicas no meu tão estimado cabelo, o que me deixou não só puta nas calças como também um ouco deprimida. Portanto eu precisava e merecia, certo?
- Óculos escuros preto porque eu tava PRECISANDO realmente e nunca vi um pra de óculos me que caísse tão bem. Sou capaz de tomar banho com ele, de tão legal que eu me sinto.
- Uma bolsinha kipling bege, fo-fa e superfuncional.
Calma nessa hora. O preço era praticamente de graça se você for levar em consideração a qualidade do produto, e eu tava merecendo mesmo. Entenda meus motivos. Uma cabelereira fez um estrago de dimensões tsunâmicas no meu tão estimado cabelo, o que me deixou não só puta nas calças como também um ouco deprimida. Portanto eu precisava e merecia, certo?
Nostalgia.
Entrei no meu bom e velho mercadão, o Adolpho Lisboa. Quantas peripécias vivi e quantas trapalhadas passei, vocês devem estar lembrados.
Reconheci a velhinha que eu quase mandei enfiar uma garrafa de guaraná Real, com tampinha e tudo, no cu (perdão, é que ela foi mesmo muito mal-criada comigo, na época do Natal de 2003). Não, amigos, não sou uma pessoa rancorosa, apenas tenho boa memória.
O velhinho da tabacaria me reconheceu. Aquele que tem cabelo azul marinho de tão preto. Imagino que ele deva gastar os tubos em tablete Santo Antonio pra manter a cabeleira nos trinques.
A presença dele me fez lembrar que ali comprei uma porrada de latinhas de rapé e esqueci de distriubui-las entre os amigos, no Natal.
Fui até os fundos do mercado observar o movimento na orla. Gosto de ver a muvuca, a zona federal que é aquilo, as embarcações e sentir a maresia do rio Negro.
Agora, eu pergunto o que nenhum nativo, do mais humilde ao mais letrado, soube me responder até agora: que nome tem a maresia fluvial? Ficarei muito agradecida.
Voltando. Aquela profusão de lembranças, a movimentação intensa e o calor absurdo me deixaram um pouco tonta. Achei por bem procurar o Gordão, que tem uma barraca de côco dentro do mercado. Ele, como sempre, me recebeu superbem, me ofereceu o banquinho mais limpo (ou menos sujo, que fique bem claro) e um côco que, sem sacanagem, devia ter 1/2 litro de água geladérrima.
Agradeci, desejei bom final de semana e saí do mercado sem muito saber pra onde ir.
Agora, vamos combinar: o dia em que você for lá, não o chame de Gordão, não. A criatura não sabe do codinome e pode ficar um pouco aborrecido. E isso pode não ser nada bom. Tá?
Entrei no meu bom e velho mercadão, o Adolpho Lisboa. Quantas peripécias vivi e quantas trapalhadas passei, vocês devem estar lembrados.
Reconheci a velhinha que eu quase mandei enfiar uma garrafa de guaraná Real, com tampinha e tudo, no cu (perdão, é que ela foi mesmo muito mal-criada comigo, na época do Natal de 2003). Não, amigos, não sou uma pessoa rancorosa, apenas tenho boa memória.
O velhinho da tabacaria me reconheceu. Aquele que tem cabelo azul marinho de tão preto. Imagino que ele deva gastar os tubos em tablete Santo Antonio pra manter a cabeleira nos trinques.
A presença dele me fez lembrar que ali comprei uma porrada de latinhas de rapé e esqueci de distriubui-las entre os amigos, no Natal.
Fui até os fundos do mercado observar o movimento na orla. Gosto de ver a muvuca, a zona federal que é aquilo, as embarcações e sentir a maresia do rio Negro.
Agora, eu pergunto o que nenhum nativo, do mais humilde ao mais letrado, soube me responder até agora: que nome tem a maresia fluvial? Ficarei muito agradecida.
Voltando. Aquela profusão de lembranças, a movimentação intensa e o calor absurdo me deixaram um pouco tonta. Achei por bem procurar o Gordão, que tem uma barraca de côco dentro do mercado. Ele, como sempre, me recebeu superbem, me ofereceu o banquinho mais limpo (ou menos sujo, que fique bem claro) e um côco que, sem sacanagem, devia ter 1/2 litro de água geladérrima.
Agradeci, desejei bom final de semana e saí do mercado sem muito saber pra onde ir.
Agora, vamos combinar: o dia em que você for lá, não o chame de Gordão, não. A criatura não sabe do codinome e pode ficar um pouco aborrecido. E isso pode não ser nada bom. Tá?
Franca decadência.
Segui caminhando rumo ao mercadão.
A sensação de andar pela calçada era a de que você caiu dentro de um caldeirão de sopa, manja? Tava quente pra caraio e ameaçando chuva. Difícil.
Nesse caso, fui obrigada a fazer uma coisa que acho ridícula, mas não teve jeito: caminhar com garrafinha de água mineral na mão. Eu sei, é feio. Mas era isso ou desmaiar. O que você prefere?
Segui caminhando rumo ao mercadão.
A sensação de andar pela calçada era a de que você caiu dentro de um caldeirão de sopa, manja? Tava quente pra caraio e ameaçando chuva. Difícil.
Nesse caso, fui obrigada a fazer uma coisa que acho ridícula, mas não teve jeito: caminhar com garrafinha de água mineral na mão. Eu sei, é feio. Mas era isso ou desmaiar. O que você prefere?
O fim da picada.
Desci no terminal do porto e fui fazer um acertinho de contas básico com Nossa Senhora da Conceição. Ando meio inadimplente com ela desde agosto do ano passado. Subi a escadaria pensando em desabart meu esqueleto num ambiente celestial, cercada de paz e de graças.
Qual não foi minha surpresa quando me deparei quando me deparei com 4 caixas de som, isso mesmo, 4 caixas de som no úrtimo.
Tocava uma musiquinha furreca, cuja letra dizia que a traição é pecado, que o homem nunca deve trair a mulher (essa parte eu achei legal), que a traição destrói a família e aquela papagaiada toda. Achei melhor vazar da área. Saí de lá meio indignada. Nem na igreja mais se pode buscar silêcia e ninguém toma uma providência. Incrível.
Desci no terminal do porto e fui fazer um acertinho de contas básico com Nossa Senhora da Conceição. Ando meio inadimplente com ela desde agosto do ano passado. Subi a escadaria pensando em desabart meu esqueleto num ambiente celestial, cercada de paz e de graças.
Qual não foi minha surpresa quando me deparei quando me deparei com 4 caixas de som, isso mesmo, 4 caixas de som no úrtimo.
Tocava uma musiquinha furreca, cuja letra dizia que a traição é pecado, que o homem nunca deve trair a mulher (essa parte eu achei legal), que a traição destrói a família e aquela papagaiada toda. Achei melhor vazar da área. Saí de lá meio indignada. Nem na igreja mais se pode buscar silêcia e ninguém toma uma providência. Incrível.
Direto do túnel do tempo
Acordei cedão, no sábado.
Mas cedão mesmo. Tipo 6h30.
Ameaçava chover torrencialmente. O dia prometia ser longo. Metade da manhã passou naquele chove-não-chove e eu não tava a fim de ficar mofando em casa.
Resolvi refazer trajetos há muito tempo abandonados.
Fui comer tapioquinha na praça e, olha só que coragem, segui para o ponto de ônibus, coisa que há séculos eu não fazia. O 427 apareceu em menos de 2 minutos. Era mesmo o meu dia de sorte.
Acordei cedão, no sábado.
Mas cedão mesmo. Tipo 6h30.
Ameaçava chover torrencialmente. O dia prometia ser longo. Metade da manhã passou naquele chove-não-chove e eu não tava a fim de ficar mofando em casa.
Resolvi refazer trajetos há muito tempo abandonados.
Fui comer tapioquinha na praça e, olha só que coragem, segui para o ponto de ônibus, coisa que há séculos eu não fazia. O 427 apareceu em menos de 2 minutos. Era mesmo o meu dia de sorte.
19 maio, 2005
Sem noção.
Há algumas semanas, um jornal local noticiou que existe um restaurante na Alemanha especializado no atendimento a pessoas que sofrem de bulimia e de anorexia. Desenvolveram cardápios especiais, ambiente acolhedor, tudo para que o convívio com a comida seja o mais agradável possível, ajudando na recuperação do indivíduo. Montaram até um cardápio especial Achei muito bacana a iniciativa e tudo, mas?
Tem um prato chamado ?Cuspe da Feiticeira?.
Te juro.
Há algumas semanas, um jornal local noticiou que existe um restaurante na Alemanha especializado no atendimento a pessoas que sofrem de bulimia e de anorexia. Desenvolveram cardápios especiais, ambiente acolhedor, tudo para que o convívio com a comida seja o mais agradável possível, ajudando na recuperação do indivíduo. Montaram até um cardápio especial Achei muito bacana a iniciativa e tudo, mas?
Tem um prato chamado ?Cuspe da Feiticeira?.
Te juro.
13 maio, 2005
Odeio o orkut.
Eu sou mesmo muito lesa. Cedi à insistência brutal de uma certa amiga, que ficou martelando: coloca-sua-foto-no-orkut-larga-a-mão-de-ser-chata-coloca-você-é-muito-fresca-todo-mundo-coloca-blá-blá-blá?.
Até que chegou o dia do ?tá bom, porra?. Então eu fui lá e resolvi o assunto.
Depois me toquei da merda que fiz: cinco anos de mistério sobre a minha pessoa revelado assim, do nada. Gente que achava que eu era uma gordinha feliz, decepcionou-se com meu olhar melancólico e sorriso aeróbico. Gente que me imaginava como um esqueleto, deu de cara com praticamente uma baleia. Todo o encanto jogado pela janela.
Posso até imaginar eu andando ingenuamente pelas ruas e as pessoas observando. Posso imaginar também o diálogo:
- Tá vendo aquela ali?
- Aquela?
- Aquela branquela lá.
- Sim.
- É a Jamanta. Acredita?
- Tá brincando? Aquela que vive caindo da cama?
- É, aquela abestada que caiu do ônibus
- A do coentro?
- A pópria, mana.
- Égua! Quem diria, não?
Eu sou mesmo muito lesa. Cedi à insistência brutal de uma certa amiga, que ficou martelando: coloca-sua-foto-no-orkut-larga-a-mão-de-ser-chata-coloca-você-é-muito-fresca-todo-mundo-coloca-blá-blá-blá?.
Até que chegou o dia do ?tá bom, porra?. Então eu fui lá e resolvi o assunto.
Depois me toquei da merda que fiz: cinco anos de mistério sobre a minha pessoa revelado assim, do nada. Gente que achava que eu era uma gordinha feliz, decepcionou-se com meu olhar melancólico e sorriso aeróbico. Gente que me imaginava como um esqueleto, deu de cara com praticamente uma baleia. Todo o encanto jogado pela janela.
Posso até imaginar eu andando ingenuamente pelas ruas e as pessoas observando. Posso imaginar também o diálogo:
- Tá vendo aquela ali?
- Aquela?
- Aquela branquela lá.
- Sim.
- É a Jamanta. Acredita?
- Tá brincando? Aquela que vive caindo da cama?
- É, aquela abestada que caiu do ônibus
- A do coentro?
- A pópria, mana.
- Égua! Quem diria, não?
Ganhei de presente.
Teu movimento é tua saúde. Se a flecha não parte, és tu que ficas. É indispensável que a flecha esteja a caminho do alvo, que, bem ou mal, miraste.
Tua mente se deteriora se não te comprometes com o futuro. O resto é supérfluo.
O passado é só a certeza de que existe no futuro uma outra janela, uma outra pessoa, melhor ou pior, outro tipo de dor ou de tédio.
O presente é pura tensão, a vizinhança da ansiedade, caso a flecha não parta. Se afrouxares a corda do presente, adoecerás de ti mesmo.
Portanto, faze projetos. Planeja a viagem; muda de casa; marca hora no dentista.
Paulo Mendes Campos
Teu movimento é tua saúde. Se a flecha não parte, és tu que ficas. É indispensável que a flecha esteja a caminho do alvo, que, bem ou mal, miraste.
Tua mente se deteriora se não te comprometes com o futuro. O resto é supérfluo.
O passado é só a certeza de que existe no futuro uma outra janela, uma outra pessoa, melhor ou pior, outro tipo de dor ou de tédio.
O presente é pura tensão, a vizinhança da ansiedade, caso a flecha não parta. Se afrouxares a corda do presente, adoecerás de ti mesmo.
Portanto, faze projetos. Planeja a viagem; muda de casa; marca hora no dentista.
Paulo Mendes Campos
04 maio, 2005
Da escrotidão humana.
Li no Palmeiras Centenárias, da Rê (tô sem link), um post do dia 28/04, onde ela, com seu humor britânico muito próprio, falava da quimio do amigo.
Contei a ?piada? pros animais aqui e, pasmem, eles ficaram chocados. Eles são sensíveis, às vezes.
Ontem, sabendo do sucesso da quimio do Carlos, comentei:
- Lembram daquele meu amigo dos 10 leocócitos?
- Sim,
- Pois é, foi tudo bem, ele está reagindo bem?
- Que legal, quantos leocócitos ele já juntou?
Puta que me pariu.
Li no Palmeiras Centenárias, da Rê (tô sem link), um post do dia 28/04, onde ela, com seu humor britânico muito próprio, falava da quimio do amigo.
Contei a ?piada? pros animais aqui e, pasmem, eles ficaram chocados. Eles são sensíveis, às vezes.
Ontem, sabendo do sucesso da quimio do Carlos, comentei:
- Lembram daquele meu amigo dos 10 leocócitos?
- Sim,
- Pois é, foi tudo bem, ele está reagindo bem?
- Que legal, quantos leocócitos ele já juntou?
Puta que me pariu.
Tudo vai mudar.
Ontem, fui conversar com o cara que vai ser meu treinador. Ou adestrador, como queiram.
Quase quarenta minutos de entrevista sobre meu ciclo menstrual.
Terei 2 diferentes circuitos a cumprir: um na fase da TPM e outro pós-TPM.
Tudo para manter estável meu equilíbrio emocional. Já posso me ver como um poço de serenidade. Achei lindo.
Mas é óbvio que vai chegar o dia em que eu vou trocar as fichas e as fases.
Acho que vai dar merda, isso sim.
Ontem, fui conversar com o cara que vai ser meu treinador. Ou adestrador, como queiram.
Quase quarenta minutos de entrevista sobre meu ciclo menstrual.
Terei 2 diferentes circuitos a cumprir: um na fase da TPM e outro pós-TPM.
Tudo para manter estável meu equilíbrio emocional. Já posso me ver como um poço de serenidade. Achei lindo.
Mas é óbvio que vai chegar o dia em que eu vou trocar as fichas e as fases.
Acho que vai dar merda, isso sim.
27 abril, 2005
[Diálogo insano]
Cenário: um diretor de arte com uma tosse insuportável, há mais de 6 meses e uma redatora pelas tampas com a criatura.
- Cuida dessa tosse, animal!
- Tô cuidando, mas tá foda.
- É, tá foda mesmo.
- Cof, cof, cof, raatch, plof.
- Tenho um jeito de acabar com essa tosse de uma vez por todas.
- Qual?
- Você sabe? Um passeio de barco? É época de chuva?. Uma forma muito mais natural de acabar com tudo isso, copiô? Você já até se acostumou com falta de ar. Nem vai doer, te juro.
- Ora, vá-te à porra.
Cenário: um diretor de arte com uma tosse insuportável, há mais de 6 meses e uma redatora pelas tampas com a criatura.
- Cuida dessa tosse, animal!
- Tô cuidando, mas tá foda.
- É, tá foda mesmo.
- Cof, cof, cof, raatch, plof.
- Tenho um jeito de acabar com essa tosse de uma vez por todas.
- Qual?
- Você sabe? Um passeio de barco? É época de chuva?. Uma forma muito mais natural de acabar com tudo isso, copiô? Você já até se acostumou com falta de ar. Nem vai doer, te juro.
- Ora, vá-te à porra.
[Tesoura nelas]
De uns tempos pra cá, tenho mantido minhas unhas um pouco mais longas do que o de hábito.
Ao acordar, notei pequenas manchas de sangue no travesseiro. Sonolenta, não dei bola.
Ao chegar no trabalho, fui obrigada a ouvir:
- Dormiu com uma onça, foi?
- Não, esqueci de lichar minhas unhas. Bosta.
De uns tempos pra cá, tenho mantido minhas unhas um pouco mais longas do que o de hábito.
Ao acordar, notei pequenas manchas de sangue no travesseiro. Sonolenta, não dei bola.
Ao chegar no trabalho, fui obrigada a ouvir:
- Dormiu com uma onça, foi?
- Não, esqueci de lichar minhas unhas. Bosta.
22 abril, 2005
[Comilança]
Passei o feriado na casa da Liginha, aproveitando da sua mais nova fase sushiwoman. Ela bem que leva jeito pra coisa. Preparei um riso de alho-poró com queijo brie. Né por nada não, mas ficou bom pra dedéu. Passamos o resto da tarde assistindo a episódios de Friends. Como sempre, chorei no fim.
Passei o feriado na casa da Liginha, aproveitando da sua mais nova fase sushiwoman. Ela bem que leva jeito pra coisa. Preparei um riso de alho-poró com queijo brie. Né por nada não, mas ficou bom pra dedéu. Passamos o resto da tarde assistindo a episódios de Friends. Como sempre, chorei no fim.
[Não é bem assim]
Meu amigo Auki fez um questionamento interessante que achei legal.
É mais ou menos isso, Auki.
Bombom é chocolate. Chocolate é chocolate de qualquer tipo: chokito, Nestlé ao leite, sonho de valsa, serenata de amor e por aí vai.
Então, você deve ter chegado à brilhante conclusão: seguindo essa lógica, alpino é choclate, certo?
Errada a resposta. Alpino é docinho. Entendeu?
Meu amigo Auki fez um questionamento interessante que achei legal.
É mais ou menos isso, Auki.
Bombom é chocolate. Chocolate é chocolate de qualquer tipo: chokito, Nestlé ao leite, sonho de valsa, serenata de amor e por aí vai.
Então, você deve ter chegado à brilhante conclusão: seguindo essa lógica, alpino é choclate, certo?
Errada a resposta. Alpino é docinho. Entendeu?
20 abril, 2005
[Cuidado com o que diz]
Fiz uma pequena confusão com o nome de alimentos, na sexta-feira.
Bombom é bala. Canjica é curau. Mugunzá é canjica. Cuscuz é um doce com côco. Farofa é farinha pura. Cheese salada é sanduíche de carne, ovo, presunto, alface, tomate e 1/2 fatia de queijo. Dim-dim é gelinho.
Tudo aqui tem uma lógica muito própria. Portanto, você, forasteriro desavisado, se ligue. Cuidado ao pedir uma bala. Sempre há o risco de levar um tiro na nuca.
Fiz uma pequena confusão com o nome de alimentos, na sexta-feira.
Bombom é bala. Canjica é curau. Mugunzá é canjica. Cuscuz é um doce com côco. Farofa é farinha pura. Cheese salada é sanduíche de carne, ovo, presunto, alface, tomate e 1/2 fatia de queijo. Dim-dim é gelinho.
Tudo aqui tem uma lógica muito própria. Portanto, você, forasteriro desavisado, se ligue. Cuidado ao pedir uma bala. Sempre há o risco de levar um tiro na nuca.
19 abril, 2005
15 abril, 2005
[Limpa-trilho]
Passei o dia inteirinho comendo, comendo, comendo.
Almocei Tapioca Mixtão (sic) que consiste numa tapioqueinh recheada de tucumã, queijo coalho, ovo e banana frita.
À tarde, bolo de macaxeira, pamonha com café e canjica (que é curau), como se não houvesse depois de amanhã.
Foi praticamente um arraiá.
Passei o dia inteirinho comendo, comendo, comendo.
Almocei Tapioca Mixtão (sic) que consiste numa tapioqueinh recheada de tucumã, queijo coalho, ovo e banana frita.
À tarde, bolo de macaxeira, pamonha com café e canjica (que é curau), como se não houvesse depois de amanhã.
Foi praticamente um arraiá.
14 abril, 2005
[Segura a doida.]
Logo cedo, enquanto preparava meu café da manhã na cozinha, ouvia as últimas notícias do Bom Dia Brasil. Num delírio auditivo, entendi a Renata dizer: - Uma ótima sexta-feira pra você.
Hã? Dormi tanto assim?
Como não ouvi a musiquinha das imagens da semana, dei de ombros. Bobagem.
Sentei-me na varanda pra comer, enquanto assistia à mensagem edificante do dia, no pograma da Namaria. Foi quando ela disse: - Hoje, dia 15 de abril...
Caralhos me fodam. Dormi mesmo por 30 horas. Tô lascada.
Desenvolvi um quadro de confusão mental. Foi quando Louro José devolveu-me a sanidade perdida: - Hoje é 14, Namaria, 14 de abril.
Ufa! Mas, que merda. Já tava ficando feliz. Dia 15 é dia de pagamento.
Logo cedo, enquanto preparava meu café da manhã na cozinha, ouvia as últimas notícias do Bom Dia Brasil. Num delírio auditivo, entendi a Renata dizer: - Uma ótima sexta-feira pra você.
Hã? Dormi tanto assim?
Como não ouvi a musiquinha das imagens da semana, dei de ombros. Bobagem.
Sentei-me na varanda pra comer, enquanto assistia à mensagem edificante do dia, no pograma da Namaria. Foi quando ela disse: - Hoje, dia 15 de abril...
Caralhos me fodam. Dormi mesmo por 30 horas. Tô lascada.
Desenvolvi um quadro de confusão mental. Foi quando Louro José devolveu-me a sanidade perdida: - Hoje é 14, Namaria, 14 de abril.
Ufa! Mas, que merda. Já tava ficando feliz. Dia 15 é dia de pagamento.
11 abril, 2005
07 abril, 2005
Do latim coriandru]
Se você não conhece, não tá perdendo nada. Aconselho, inclusive, a manter distância higiênica daquela planta glabra, da família das umbelíferas. Se bem que a família, coitada, não tem culpa. Imagino até que morra de desgosto. Essa erva psicopata pensa que engana os desavisados com suas flores róseas ou alvas, mas comigo não, vioão. Aquelas folhas usadas como condimento, exalam odor caractísco, tentam justificar. Aliás, bastante característico: de maria-fedida. E é esse sabor que o mundo quer que eu aceite goela abaixo. Morte lenta e cruel ao coentro. Vou criar uma comunidade no orkut.
Se você não conhece, não tá perdendo nada. Aconselho, inclusive, a manter distância higiênica daquela planta glabra, da família das umbelíferas. Se bem que a família, coitada, não tem culpa. Imagino até que morra de desgosto. Essa erva psicopata pensa que engana os desavisados com suas flores róseas ou alvas, mas comigo não, vioão. Aquelas folhas usadas como condimento, exalam odor caractísco, tentam justificar. Aliás, bastante característico: de maria-fedida. E é esse sabor que o mundo quer que eu aceite goela abaixo. Morte lenta e cruel ao coentro. Vou criar uma comunidade no orkut.
[O arquiinimigo]
Ele de novo. Não me deixa em paz, por mais que eu tente evitar. Conheço bem onde costuma se esconder, mas a peste é traiçoira. Hoje ele me pegou em cheio e sofro até agora as conseqüências daquela emboscada covarde. Coentro maldito.
Mas, bem feito pra mim. Quem mandou confiar num prato chamado Torta Madalena?
Hunf.
Ele de novo. Não me deixa em paz, por mais que eu tente evitar. Conheço bem onde costuma se esconder, mas a peste é traiçoira. Hoje ele me pegou em cheio e sofro até agora as conseqüências daquela emboscada covarde. Coentro maldito.
Mas, bem feito pra mim. Quem mandou confiar num prato chamado Torta Madalena?
Hunf.
06 abril, 2005
05 abril, 2005
04 abril, 2005
[Disputando miséria]
- É difícil morar longe de casa, né?
- Muito
- A gente estranha tudo. A gente tem até boa vontade. Mas tem coisa que é difícil. Veja o meu caso, por exemplo: tudo tem coentro. Tudo. Até no feijão. Ninguém merece.
- ......
- Coentro é sacanagem, pensa bem. Devia ser proibido. Eu sofro com isso...
- Mas pelo menos você entende o que tá escrito no cardápio.
- Ok, você venceu.
- É difícil morar longe de casa, né?
- Muito
- A gente estranha tudo. A gente tem até boa vontade. Mas tem coisa que é difícil. Veja o meu caso, por exemplo: tudo tem coentro. Tudo. Até no feijão. Ninguém merece.
- ......
- Coentro é sacanagem, pensa bem. Devia ser proibido. Eu sofro com isso...
- Mas pelo menos você entende o que tá escrito no cardápio.
- Ok, você venceu.
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