Holofotes.
Tem gente que pára o trânsito. Geralmente as loiras. Tem gente que abala Paris em chamas. Geralmente os gays.
Tem gente que derruba holofotes. Eu, por exemplo.
É tudo uma questão de estilo. ?:O)
10 maio, 2004
07 maio, 2004
Batom na cueca.
Era um lindo dia de sol. Calor, céu azul. Daqueles dias que inspiram as pessoas a caprichar no visual. Foi o que aconteceu com o meu amigo. Inventou de vestir uma calça branca. Mas os dias lindos inspiram também os espíritos zombeteiros. Estávamos almoçando as três meninas superpoderosas e o pobre coitado do Fred, todo pimpão a bordo de sua calça nova e, o mais importante, um número menor. Foi quando, numa tremenda vacilada, o leso deixou cair um teco de beterraba na maldita calça.
Foi a hora da lei de Murph entrar em ação. A beterraba caiu na coxa do rapaz e, pasmem, deixou uma mancha no formato de uma boca. Sim, uma boca. E a mancha não queria sair, nem a poder de feitiço.
Comecei a achar que Fred estava mesmo lascado. O que ele iria dizer pra patroa?
Ensaiamos algumas saídas, tipo assim, falar a verdade, mas a gente tinha certeza de que não iria colar. Mulher nenhuma acreditaria no conto da beterraba voadora.
Cheguei a sugerir: - Querida, fui atacado por uma puta completamente doida, no meio do restaurante, na frente de todo mundo.
Ela ficaria surpresa e enternecida com a sinceridade de confessar o inconfessável, de modo que tudo terminaria bem.
Mas, não. O burro foi lá e falou sobre a beterraba voadora. Bem feito. Tá dormindo no sofá há 7 noites. Donde se pode concluir que nem sempre a verdade salva
Era um lindo dia de sol. Calor, céu azul. Daqueles dias que inspiram as pessoas a caprichar no visual. Foi o que aconteceu com o meu amigo. Inventou de vestir uma calça branca. Mas os dias lindos inspiram também os espíritos zombeteiros. Estávamos almoçando as três meninas superpoderosas e o pobre coitado do Fred, todo pimpão a bordo de sua calça nova e, o mais importante, um número menor. Foi quando, numa tremenda vacilada, o leso deixou cair um teco de beterraba na maldita calça.
Foi a hora da lei de Murph entrar em ação. A beterraba caiu na coxa do rapaz e, pasmem, deixou uma mancha no formato de uma boca. Sim, uma boca. E a mancha não queria sair, nem a poder de feitiço.
Comecei a achar que Fred estava mesmo lascado. O que ele iria dizer pra patroa?
Ensaiamos algumas saídas, tipo assim, falar a verdade, mas a gente tinha certeza de que não iria colar. Mulher nenhuma acreditaria no conto da beterraba voadora.
Cheguei a sugerir: - Querida, fui atacado por uma puta completamente doida, no meio do restaurante, na frente de todo mundo.
Ela ficaria surpresa e enternecida com a sinceridade de confessar o inconfessável, de modo que tudo terminaria bem.
Mas, não. O burro foi lá e falou sobre a beterraba voadora. Bem feito. Tá dormindo no sofá há 7 noites. Donde se pode concluir que nem sempre a verdade salva
03 maio, 2004
Maratona.
Ontem, os meninos do parapente estavam com a macaca. A parada começou às 11 h da manhã. Isso é raríssimo. Só sei que foi assim o dia todo. Não parava de pular gente. A brincadeira terminou quando começou a anoitecer, o que tornou a minha vida um verdadeiro inferno. Nem saí de casa. Passei o dia na varanda. Não consigo parar de vê-los saltando. É vício mesmo, sabe? Ainda não existe tratamento.
Ontem, os meninos do parapente estavam com a macaca. A parada começou às 11 h da manhã. Isso é raríssimo. Só sei que foi assim o dia todo. Não parava de pular gente. A brincadeira terminou quando começou a anoitecer, o que tornou a minha vida um verdadeiro inferno. Nem saí de casa. Passei o dia na varanda. Não consigo parar de vê-los saltando. É vício mesmo, sabe? Ainda não existe tratamento.
28 abril, 2004
27 abril, 2004
A UAI Movies, orgulhosamente apresenta: Eu sei o que vocês fizeram com meu queijo no jantar passado.
Com Robert Roqueford, Cheddar Stone, Brad Brie, Nicholas Queijo, Leonardo di Prato.
Direção: Romam Polensgui
Sexo, intriga e poder numa trama que envolve a disputa entre famílias rivais pelo segredo do lendário Grande Queijo, detentor de toda sabedoria em Barbacena do Norte.
Ida do Reino, vivida pela estonteante Cheddar Stone, apaixona-se por Ivo Catupiry, papel que deu a Brad Brie a indicação de melhor ator no prêmio Gouda, Seria um romance perfeito, não fosse o fato de Ivo Catupiry descobrir ser filho bastardo de Cristiano de Minas Silva, interpretado pelo veterano Robert Roquerford. Catupiry, desnorteado, envolve-se com uma facção terrorista de Barbacena do Sul, a Uai Kaeda, e acaba participando de um ataque suicida com um queijo-bomba de fabricação caseira a um trem, ferindo centenas de civis inocentes. Nicolas Queijo, fazendo o papel dele mesmo, surge para investigar o ataque e prender o líder do Uai Kaeda, mas acaba se apaixonando pela irresistível Ida do Reino.
Você vai rir e se emocionar com este enredo de estréia da UAI Movies. De Barbacena do Norte para o mundo.
Criação, roteiro adaptado, casting e tudo mais: Alessandro, Fred, Cláudia e Ana
Com Robert Roqueford, Cheddar Stone, Brad Brie, Nicholas Queijo, Leonardo di Prato.
Direção: Romam Polensgui
Sexo, intriga e poder numa trama que envolve a disputa entre famílias rivais pelo segredo do lendário Grande Queijo, detentor de toda sabedoria em Barbacena do Norte.
Ida do Reino, vivida pela estonteante Cheddar Stone, apaixona-se por Ivo Catupiry, papel que deu a Brad Brie a indicação de melhor ator no prêmio Gouda, Seria um romance perfeito, não fosse o fato de Ivo Catupiry descobrir ser filho bastardo de Cristiano de Minas Silva, interpretado pelo veterano Robert Roquerford. Catupiry, desnorteado, envolve-se com uma facção terrorista de Barbacena do Sul, a Uai Kaeda, e acaba participando de um ataque suicida com um queijo-bomba de fabricação caseira a um trem, ferindo centenas de civis inocentes. Nicolas Queijo, fazendo o papel dele mesmo, surge para investigar o ataque e prender o líder do Uai Kaeda, mas acaba se apaixonando pela irresistível Ida do Reino.
Você vai rir e se emocionar com este enredo de estréia da UAI Movies. De Barbacena do Norte para o mundo.
Criação, roteiro adaptado, casting e tudo mais: Alessandro, Fred, Cláudia e Ana
26 abril, 2004
23 abril, 2004
22 abril, 2004
Loirices de Jamanta.
A companhia das meninas superpodoras tem me feito muito bem. Sexta passada, fui fazer os pés, que estavam um lixo. Passei esmalte e tudo. Ficou bem legal. Terça, foi vez da depilação. Hoje, fui fazer as mãos. A manicure pintando minhas unhas, pergunta:
- Duas mãos?
- Sim, pinte as duas, por favor.
Sou uma pessoa inexperiente, nessa linguagem complexa das manicures, veja bem. É todo um universo que eu desconheço.
Meleca. Tem que saber perguntar, cacete.
A companhia das meninas superpodoras tem me feito muito bem. Sexta passada, fui fazer os pés, que estavam um lixo. Passei esmalte e tudo. Ficou bem legal. Terça, foi vez da depilação. Hoje, fui fazer as mãos. A manicure pintando minhas unhas, pergunta:
- Duas mãos?
- Sim, pinte as duas, por favor.
Sou uma pessoa inexperiente, nessa linguagem complexa das manicures, veja bem. É todo um universo que eu desconheço.
Meleca. Tem que saber perguntar, cacete.
A cliente mais chata do mundo.
Sou eu. Tá, exagerei. Vamos dizer que eu seja a cliente mais impaciente do mundo.
Mas, ó, veja se não tenho razão.
Acho que foi na época do carnaval, vi na vitrine de uma renomada rede de calçados, uma sandália baixinha, que eu julguei estar à beira da perfeição. Era tudo que eu precisava. Entrei na loja disposta a comprar. Obviamente, não tinha o meu número. Encomendei. A moça me deu um prazo de 3 semanas. Achei demorado pra burro, mas não tinha outra saída. Em 3 semanas, voltei. Claro, não tinha chegado ainda. Fiz beicinho. O gerente veio me contar uma história triste, que a porra da sandália vinha de São Paulo pra ser finalizada na Paraíba, e só então ser distriuída por todo Norte/Nordeste. Era mesmo complicada ,a coisa. Passei a Quaresma toda no sacrifício, olha só. Na Páscoa, voltei. A mesma desculpa. Achei que eles tavam me enrolando, aleguei até estar sofrendo de insônia secundária por culpa deles. Desta vez juntou até subgerente na parada. Como pedido de desculpas, me deram um ovinho de Páscoa de cupuaçu. Achei isso muito simpático da parte deles.
Sábado, minha alegria chegou. Begezinha, cor-de-palha. Linda, linda. Praticamente dormi com ela, tamanha a paixão. Acordei no domingo e avaliei melhor. Caralho, ela se parece com um band aid gigante. Onde eu tava com a cabeça, môdeus?
Pensando melhor, sou a cliente mais impulsiva do mundo.
Sou eu. Tá, exagerei. Vamos dizer que eu seja a cliente mais impaciente do mundo.
Mas, ó, veja se não tenho razão.
Acho que foi na época do carnaval, vi na vitrine de uma renomada rede de calçados, uma sandália baixinha, que eu julguei estar à beira da perfeição. Era tudo que eu precisava. Entrei na loja disposta a comprar. Obviamente, não tinha o meu número. Encomendei. A moça me deu um prazo de 3 semanas. Achei demorado pra burro, mas não tinha outra saída. Em 3 semanas, voltei. Claro, não tinha chegado ainda. Fiz beicinho. O gerente veio me contar uma história triste, que a porra da sandália vinha de São Paulo pra ser finalizada na Paraíba, e só então ser distriuída por todo Norte/Nordeste. Era mesmo complicada ,a coisa. Passei a Quaresma toda no sacrifício, olha só. Na Páscoa, voltei. A mesma desculpa. Achei que eles tavam me enrolando, aleguei até estar sofrendo de insônia secundária por culpa deles. Desta vez juntou até subgerente na parada. Como pedido de desculpas, me deram um ovinho de Páscoa de cupuaçu. Achei isso muito simpático da parte deles.
Sábado, minha alegria chegou. Begezinha, cor-de-palha. Linda, linda. Praticamente dormi com ela, tamanha a paixão. Acordei no domingo e avaliei melhor. Caralho, ela se parece com um band aid gigante. Onde eu tava com a cabeça, môdeus?
Pensando melhor, sou a cliente mais impulsiva do mundo.
Os chás e os seus perigos.
Fred começou a fazer dieta e inventou de tomar chá. Hoje, notei que ele está mesmo levando a coisa a sério. Foi quando eu me vi na obrigação de alertar meu amigo sobre os riscos.
Então, eu disse: - Fred, Fred, muito cuidado. Calma nessa hora. Já vi muitas famílias serem destruídas por conta disso. Começa assim mesmo: uma canequinha inocente de chá de erva -cidreira, aqui, outra ali. Daqui a pouco você vai querer algo mais forte, tipo assim, camomila, por exemplo. E daí, sem perceber, você vai perdendo o controle sobre a sua pessoa e começa a precisar de chá de boldo, logo pela manhã. Uma coisa horrível. Pega leve, tá?
Não se salva um por aqui, notou? . :O)
Fred começou a fazer dieta e inventou de tomar chá. Hoje, notei que ele está mesmo levando a coisa a sério. Foi quando eu me vi na obrigação de alertar meu amigo sobre os riscos.
Então, eu disse: - Fred, Fred, muito cuidado. Calma nessa hora. Já vi muitas famílias serem destruídas por conta disso. Começa assim mesmo: uma canequinha inocente de chá de erva -cidreira, aqui, outra ali. Daqui a pouco você vai querer algo mais forte, tipo assim, camomila, por exemplo. E daí, sem perceber, você vai perdendo o controle sobre a sua pessoa e começa a precisar de chá de boldo, logo pela manhã. Uma coisa horrível. Pega leve, tá?
Não se salva um por aqui, notou? . :O)
I will survive.
Será na semana que vem, grande show da Gloria Gaynor, no Studio 5.
A Caravana da Coragem aqui da criação diz que vai em peso. Não vai prestar.
Já avisei: só vou se for de cadeira. Já estão arquitetando o plano para roubar a cadeira de rodas da vó da Cláudia.
Puta merda, vai começar tuuuuuuudo de novo.
Será na semana que vem, grande show da Gloria Gaynor, no Studio 5.
A Caravana da Coragem aqui da criação diz que vai em peso. Não vai prestar.
Já avisei: só vou se for de cadeira. Já estão arquitetando o plano para roubar a cadeira de rodas da vó da Cláudia.
Puta merda, vai começar tuuuuuuudo de novo.
19 abril, 2004
Quando a cabeça falha...
Esse é mais um caso que comprova a existência da tal da Lei de Murph.
Fiquei equacionando como resolver a parada da falta de absorvente, já que era noite e o mercadinho da Rita tinha fechado, sem nenhuma chance de acordo.
Manaus amanheceu sob uma chuva torrencial, o que acabou complicando ainda mais a minha situação, uma vez que era impossível subir até o mercadinho lá perto da praça. Eu estava realmente em sérios apuros. Pura falta de planejamento. Ou de um carro, talvez.
No final, deu tudo quase mais ou menos certo. Eu disse quase.
Esse é mais um caso que comprova a existência da tal da Lei de Murph.
Fiquei equacionando como resolver a parada da falta de absorvente, já que era noite e o mercadinho da Rita tinha fechado, sem nenhuma chance de acordo.
Manaus amanheceu sob uma chuva torrencial, o que acabou complicando ainda mais a minha situação, uma vez que era impossível subir até o mercadinho lá perto da praça. Eu estava realmente em sérios apuros. Pura falta de planejamento. Ou de um carro, talvez.
No final, deu tudo quase mais ou menos certo. Eu disse quase.
Cabeça-de-pudim.
Com a lista feita, que não era muita coisa, segui pro supermercado.
Comprei cerveja, 3 garrafas de suco, guaraná Real, água de côco, um xampu, 4 batatas e um pacote de orégano (????).
Quando cheguei em casa que eu fui me dar conta: absorvente e creme dental, nem pensar, né fofa? A pergunta é: o que uma criatura que mora só e há muito já não cozinha, pode estar pensando quando compra um pacote de orégano? Ô, anta.
Com a lista feita, que não era muita coisa, segui pro supermercado.
Comprei cerveja, 3 garrafas de suco, guaraná Real, água de côco, um xampu, 4 batatas e um pacote de orégano (????).
Quando cheguei em casa que eu fui me dar conta: absorvente e creme dental, nem pensar, né fofa? A pergunta é: o que uma criatura que mora só e há muito já não cozinha, pode estar pensando quando compra um pacote de orégano? Ô, anta.
Final de semana com chuvas intensas, por aqui.
Não deu pra fazer muita coisa de diferente. Apenas fui tomar um chope na São Marcos e, como sempre, saí de lá me sentindo uma pessoa honrada. Cheguei e na minha mesa já estavam o chope gelado, a água de bolota e o cinzeiro, do jeito que eu sempre peço. Ataquei meia xanduíce de tender, enquanto eu fazia minha lista de compras no supermercado. É sempre divertido passar por lá.
Não deu pra fazer muita coisa de diferente. Apenas fui tomar um chope na São Marcos e, como sempre, saí de lá me sentindo uma pessoa honrada. Cheguei e na minha mesa já estavam o chope gelado, a água de bolota e o cinzeiro, do jeito que eu sempre peço. Ataquei meia xanduíce de tender, enquanto eu fazia minha lista de compras no supermercado. É sempre divertido passar por lá.
12 abril, 2004
08 abril, 2004
Essa foi o Segundo quem mandou. :O)
Em um belo dia ensolarado, a professorinha de história dá um dever de casa para a classe:
- Meninos e meninas, amanhã todos vocês devem trazer uma frase famosa, com o nome do autor, data e local em que ela foi dita.
Joãozinho pensou logo em duas frases, já que ele era o último da turma, e seria o último a recitar a maldita frase. A primeira que ele pensou foi aquele fatídico " Não me deixem só",F.C. Mello, Palácio do Planalto, 1992, e a segunda foi" Independência ou morte", Dom Pedro I, 1822, às margens do rio Ipiranga.
Na hora da aula o primeiro aluno da turma já queimou uma frase do Joãozinho:
- "Não me deixem só",.....
Joãozinho esperava ansioso para dizer a sua frase, quando um japonezinho, que era o penúltimo aluno da turma e estava na sua frente se levanta e diz:
-" Independência ou morte",....
Joãozinho se levanta prontamente e grita:
- Japonês F.D.P.!!!!!!!!!!!!
A professora espantada já vai torrando o Joãozinho:
- O que é isso, Joãozinho?
- Soldado Johnson professora, Pearl Harbor, 1941
Em um belo dia ensolarado, a professorinha de história dá um dever de casa para a classe:
- Meninos e meninas, amanhã todos vocês devem trazer uma frase famosa, com o nome do autor, data e local em que ela foi dita.
Joãozinho pensou logo em duas frases, já que ele era o último da turma, e seria o último a recitar a maldita frase. A primeira que ele pensou foi aquele fatídico " Não me deixem só",F.C. Mello, Palácio do Planalto, 1992, e a segunda foi" Independência ou morte", Dom Pedro I, 1822, às margens do rio Ipiranga.
Na hora da aula o primeiro aluno da turma já queimou uma frase do Joãozinho:
- "Não me deixem só",.....
Joãozinho esperava ansioso para dizer a sua frase, quando um japonezinho, que era o penúltimo aluno da turma e estava na sua frente se levanta e diz:
-" Independência ou morte",....
Joãozinho se levanta prontamente e grita:
- Japonês F.D.P.!!!!!!!!!!!!
A professora espantada já vai torrando o Joãozinho:
- O que é isso, Joãozinho?
- Soldado Johnson professora, Pearl Harbor, 1941
06 abril, 2004
Essa foi a Cacau quem mandou. :O)
Prezado Papai Noel:
Você, na certa, vai achar estranho te escrever hoje, 26 de dezembro. Mas quero falar logo da minha reação ao receber os presentes que você deixou na minha árvore ontem, dia de Natal. Como você bem deve se recordar, eu tinha pedido um bicicleta, um trem elétrico, um nintendo e um par de patins.
Pois bem: quero lhe informar que durante o ano passado inteiro eu me matei de estudar, fui um dos primeiros da turma, tirei 10 em todas as matérias. Ouso afirmar que ninguém se comportou melhor do que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os vizinhos. Tem mais. Cumpri minhas tarefas e obrigações sem cobrar. Ajudei velhinhos a travessar as ruas. Não houve nada que eu não fizesse de bom e de gentil com os meus semelhantes. Mesmo assim, com uma tremenda cara-de-pau, você, Papai Noel de bosta, me deixou debaixo da árvore a porcaria de um pião, uma porra de uma corneta e uma merda de um par de meias. Seu barrigudo miserável de uma figa!! Ou seja, comporto-me como um imbecil de merda o ano inteiro e você me faz uma putaria dessas? E o que é pior, ao filho da vizinha, esse veado sem educação, malcriado e desobediente, que grita com a mãe e chama o pai de corno, para esse anormal você trouxe tudo o que ele pediu. Por isso eu estou desejando do fundo de minha alma que aconteça um terremoto para irmos todos à puta que nos pariu, já que com um Papai Noel incompetente e retardado como você é melhor que a terra nos engula. Mas não deixe de vir no Natal do ano que vem, pois pretendo arrebentar a pedradas as putas das tuas renas. Começando por este homossexual do Rudolph que tem nome de bicha enrustida. Vou espantar estas renas todas para que você se foda e tenha que andar a pé como eu, velho broxa!! A bicicleta que eu pedi era para ir à escola, que fica longe pra cacete da merda da minha casa!
Eu não quero nem devo me despedir sem mandar você tomar no cu... Espero que quando você estiver no seu trenó, aquela bosta vire com você dentro, para que você se arrebente no chão feito um pacote de merda, gordo e vermelho. Isto é um aviso. No ano que vem você vai ficar sabendo o que é um garoto mal-educado, doido para se vingar.
Atenciosamente,
Joãozinho
PS: o pião, a corneta e o par de meias estão à sua disposição aqui em casa para que você possa vir buscar e enfiar no cu!
Prezado Papai Noel:
Você, na certa, vai achar estranho te escrever hoje, 26 de dezembro. Mas quero falar logo da minha reação ao receber os presentes que você deixou na minha árvore ontem, dia de Natal. Como você bem deve se recordar, eu tinha pedido um bicicleta, um trem elétrico, um nintendo e um par de patins.
Pois bem: quero lhe informar que durante o ano passado inteiro eu me matei de estudar, fui um dos primeiros da turma, tirei 10 em todas as matérias. Ouso afirmar que ninguém se comportou melhor do que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os vizinhos. Tem mais. Cumpri minhas tarefas e obrigações sem cobrar. Ajudei velhinhos a travessar as ruas. Não houve nada que eu não fizesse de bom e de gentil com os meus semelhantes. Mesmo assim, com uma tremenda cara-de-pau, você, Papai Noel de bosta, me deixou debaixo da árvore a porcaria de um pião, uma porra de uma corneta e uma merda de um par de meias. Seu barrigudo miserável de uma figa!! Ou seja, comporto-me como um imbecil de merda o ano inteiro e você me faz uma putaria dessas? E o que é pior, ao filho da vizinha, esse veado sem educação, malcriado e desobediente, que grita com a mãe e chama o pai de corno, para esse anormal você trouxe tudo o que ele pediu. Por isso eu estou desejando do fundo de minha alma que aconteça um terremoto para irmos todos à puta que nos pariu, já que com um Papai Noel incompetente e retardado como você é melhor que a terra nos engula. Mas não deixe de vir no Natal do ano que vem, pois pretendo arrebentar a pedradas as putas das tuas renas. Começando por este homossexual do Rudolph que tem nome de bicha enrustida. Vou espantar estas renas todas para que você se foda e tenha que andar a pé como eu, velho broxa!! A bicicleta que eu pedi era para ir à escola, que fica longe pra cacete da merda da minha casa!
Eu não quero nem devo me despedir sem mandar você tomar no cu... Espero que quando você estiver no seu trenó, aquela bosta vire com você dentro, para que você se arrebente no chão feito um pacote de merda, gordo e vermelho. Isto é um aviso. No ano que vem você vai ficar sabendo o que é um garoto mal-educado, doido para se vingar.
Atenciosamente,
Joãozinho
PS: o pião, a corneta e o par de meias estão à sua disposição aqui em casa para que você possa vir buscar e enfiar no cu!
05 abril, 2004
Homenagem.
Era uma sexta-feira ensolarada. Dia de pouco trabalho. Véspera de carnaval.
Como diria meu avô: mãos vazias, oficina do diabo.
Então, criamos um samba enredo em homenagem ao Biruta Café, o lugar do nosso martírio.
Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Alegre
do Caralho a Quatro.
Carnaval 2005
Enredo: Sou biruta, sou filho da puta, sou carnaval.
Carnavalesca: Cristiane, a louca.
Letra e samba: Fred Teixeira e Ana Almgren (eu só fiz a última estrofe)
É fome zero
É CPI e coisa e tal
Vem chegando o Biruta
Pra endoidar seu carnaval
O Biruta tá aí
Essa porra é toda doida
Você pede um x-salada
Eles te mandam um jaraqui.
Eu quero... eu quero
Quero botar pra fuder
A chapa tá quente
O caldeirão vai ferver
Eu só como...
Como no Biruta
Porque sou filho da puta
Porque gosto de sofrer
Comendo e bebendo
Nesse carnaval
O melhor de tudo isso.
É que tô perto do Hospital
E agora eu me pergunto
Como pode ser normal
Se o dono do Biruta
É o dono do Hospital.
Os ensaios do bloco do Biruta acontecem todas as sextas, no próprio Biruta
Era uma sexta-feira ensolarada. Dia de pouco trabalho. Véspera de carnaval.
Como diria meu avô: mãos vazias, oficina do diabo.
Então, criamos um samba enredo em homenagem ao Biruta Café, o lugar do nosso martírio.
Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Alegre
do Caralho a Quatro.
Carnaval 2005
Enredo: Sou biruta, sou filho da puta, sou carnaval.
Carnavalesca: Cristiane, a louca.
Letra e samba: Fred Teixeira e Ana Almgren (eu só fiz a última estrofe)
É fome zero
É CPI e coisa e tal
Vem chegando o Biruta
Pra endoidar seu carnaval
O Biruta tá aí
Essa porra é toda doida
Você pede um x-salada
Eles te mandam um jaraqui.
Eu quero... eu quero
Quero botar pra fuder
A chapa tá quente
O caldeirão vai ferver
Eu só como...
Como no Biruta
Porque sou filho da puta
Porque gosto de sofrer
Comendo e bebendo
Nesse carnaval
O melhor de tudo isso.
É que tô perto do Hospital
E agora eu me pergunto
Como pode ser normal
Se o dono do Biruta
É o dono do Hospital.
Os ensaios do bloco do Biruta acontecem todas as sextas, no próprio Biruta
Acidente.
A turma do parapente estava num dia de cabelo ruim, ontem.
Dois saltaram fora de rota e foram pousar lá na puta que pariu.
Outro, conseguiu se safar de estourar o peito na parede do estádio. Deu um giro de 180 e estorou os cornos numa árvore. Deu dó.
Foi pro hospital de ambulância, com escolta da polícia.
Parece que a coisa foi feia.
A turma do parapente estava num dia de cabelo ruim, ontem.
Dois saltaram fora de rota e foram pousar lá na puta que pariu.
Outro, conseguiu se safar de estourar o peito na parede do estádio. Deu um giro de 180 e estorou os cornos numa árvore. Deu dó.
Foi pro hospital de ambulância, com escolta da polícia.
Parece que a coisa foi feia.
02 abril, 2004
Xarope de Matruz com Leite de Amapá. Acabaram os meus pobremas.
Estou com uma tosse crônica há quase um mês.
Tenho até dó de tomar xarope, porque já me afeioçoei a ela.
Hoje, decidi me libertar. Comprei xarope indicado para gripe, resfriado, tosse, bronqueite e, pasme você, para casos de debilidade orgânica, física e mental. Acho que foi feito pra mim.
Estou com uma tosse crônica há quase um mês.
Tenho até dó de tomar xarope, porque já me afeioçoei a ela.
Hoje, decidi me libertar. Comprei xarope indicado para gripe, resfriado, tosse, bronqueite e, pasme você, para casos de debilidade orgânica, física e mental. Acho que foi feito pra mim.
01 abril, 2004
Da escrotidão humana – A que ponto chegamos.
Conversa rápida, ao telefone.
- Comprei ingresso pro show do Skank. Vamos?
- Cadeira?
- Pista.
- Bosta. Pista, nem fodendo gostoso.
- Tu é dessas, é?
- Entenda: sou uma mulher idosa e quase enferma. Minha coluna num güenta isso, não. Vamu de cadeira, vá?
- De rodas?
- Porra, boa idéia.
- Minha vó tem uma. Quer?
- A que horas é o show?
- Às 23.
- E a que horas a vovó dorme?
- Às 21.
- Uia, então tá safo. Bora.
- Beijo, amiga.
- Beijo e grampo no aplique.
Tu,tu,tu,tu,tu,tu,
Sabe quando eu falo do processo involutivo? É isso.
Conversa rápida, ao telefone.
- Comprei ingresso pro show do Skank. Vamos?
- Cadeira?
- Pista.
- Bosta. Pista, nem fodendo gostoso.
- Tu é dessas, é?
- Entenda: sou uma mulher idosa e quase enferma. Minha coluna num güenta isso, não. Vamu de cadeira, vá?
- De rodas?
- Porra, boa idéia.
- Minha vó tem uma. Quer?
- A que horas é o show?
- Às 23.
- E a que horas a vovó dorme?
- Às 21.
- Uia, então tá safo. Bora.
- Beijo, amiga.
- Beijo e grampo no aplique.
Tu,tu,tu,tu,tu,tu,
Sabe quando eu falo do processo involutivo? É isso.
Coisas boas da vida: cenas de peruagem explícita.
Receber um telefonema no trabalho, pegar um táxi e seguir correndo encontrar uma amiga querida.
Almocei com a Liginha, no meu restaurante predileto. No cardápio, além das saladinhas lindas, carpaccio e camarão ao creme, assuntos importantíssimos: excesso ou falta de peso, hormônios, dietas, tinturas de cabelos, novas nuances e, claro, a solidão involuntária que esta terra impõe.
É bom tê-la por perto.
Receber um telefonema no trabalho, pegar um táxi e seguir correndo encontrar uma amiga querida.
Almocei com a Liginha, no meu restaurante predileto. No cardápio, além das saladinhas lindas, carpaccio e camarão ao creme, assuntos importantíssimos: excesso ou falta de peso, hormônios, dietas, tinturas de cabelos, novas nuances e, claro, a solidão involuntária que esta terra impõe.
É bom tê-la por perto.
Oba!
Adoro receber piadas do Jo?zinho logo cedo. :O)
A REDA??O DO JO?OZINHO
A professora de uma escola mandou que seus brilhantes alunos escrevessem
uma reda??o, onde fossem tratados os seguintes temas:
1. Monarquia;
2. Sexo;
3. Religi?o;
4. Mist?rio.
Quem terminasse em meia hora, estaria dispensado e poderia voltar para
casa.
Passados m?seros segundos, Jo?ozinho levanta a m?o e diz que terminou.
A professora, sem acreditar, pede que leia a sua reda??o.
Ele levanta e diz:
- "Mandaram a Rainha tomar no cu. Meu Deus ! Quem ter? sido?"
Ele n?o ? um amor? :O)))
Adoro receber piadas do Jo?zinho logo cedo. :O)
A REDA??O DO JO?OZINHO
A professora de uma escola mandou que seus brilhantes alunos escrevessem
uma reda??o, onde fossem tratados os seguintes temas:
1. Monarquia;
2. Sexo;
3. Religi?o;
4. Mist?rio.
Quem terminasse em meia hora, estaria dispensado e poderia voltar para
casa.
Passados m?seros segundos, Jo?ozinho levanta a m?o e diz que terminou.
A professora, sem acreditar, pede que leia a sua reda??o.
Ele levanta e diz:
- "Mandaram a Rainha tomar no cu. Meu Deus ! Quem ter? sido?"
Ele n?o ? um amor? :O)))
29 março, 2004
Reações adversas.
“As mais freqüentes são tonteira, sonolência ou insônia ,(querem decidir isso logo, por favor? Vocês estão me confundindo.) cansaço, enjôo, nervosismos, palpitações, tremores, azia, vermelhidão e coceira na pele. No caso de surgirem estas ou quaisquer outras reações desagradáveis, interromper o uso do medicamento e comunicar ao médico”.
Mas essa gente não sabe mesmo o que quer. Acabaram de falar que não é pra interromper, sem antes comunicar o doutor. E agora vêm com essa.
Bem, pelo menos não engorda, nem dá celulite. Acho.
“As mais freqüentes são tonteira, sonolência ou insônia ,(querem decidir isso logo, por favor? Vocês estão me confundindo.) cansaço, enjôo, nervosismos, palpitações, tremores, azia, vermelhidão e coceira na pele. No caso de surgirem estas ou quaisquer outras reações desagradáveis, interromper o uso do medicamento e comunicar ao médico”.
Mas essa gente não sabe mesmo o que quer. Acabaram de falar que não é pra interromper, sem antes comunicar o doutor. E agora vêm com essa.
Bem, pelo menos não engorda, nem dá celulite. Acho.
Medidas extremas.
Neste final de semana, resolvi dar um basta químico na minha dor no pescoço. Comprei um remédio prescrito por um ortopedista, há um cinco anos.
Sentei-me na varanda e comecei a ler a bula.
Fiquei sábado e domingo lendo aquela porra. Uma leitura muito instrutiva.
Estou sabendo tudo sobre interações medicamentosas e reações adversas.
Um perigo.
Neste final de semana, resolvi dar um basta químico na minha dor no pescoço. Comprei um remédio prescrito por um ortopedista, há um cinco anos.
Sentei-me na varanda e comecei a ler a bula.
Fiquei sábado e domingo lendo aquela porra. Uma leitura muito instrutiva.
Estou sabendo tudo sobre interações medicamentosas e reações adversas.
Um perigo.
26 março, 2004
Pogramação.
Cerveja no café da Louca, depois do selviço e ver Bigbróde, no aconchego do meu lar.
Sábado, dar um pulinho lá no Centro pra comprar cabide (R$ 2,50 a dúzia, oferta imperdível), parar na choparia e dar prosseguimento à minha catalogação dos tipos de cornos existentes. São muitos. Uma trabalheira.
Domingo, ah, sei lá. Não sei pensar a longo prazo.
Cerveja no café da Louca, depois do selviço e ver Bigbróde, no aconchego do meu lar.
Sábado, dar um pulinho lá no Centro pra comprar cabide (R$ 2,50 a dúzia, oferta imperdível), parar na choparia e dar prosseguimento à minha catalogação dos tipos de cornos existentes. São muitos. Uma trabalheira.
Domingo, ah, sei lá. Não sei pensar a longo prazo.
25 março, 2004
24 março, 2004
23 março, 2004
Cuidados com a carcaça.
Comprei um novo creminho esfoliante, pra remover os bitrilhões de células mortas que habitam minha delicada cutis. De apricot. Uma maravilha. Estou praticamente em carne viva.
Só não funciona muito nos pés, que estão especialmente prejudicados. Pra eles, acho que somente língua de pirarucu vai funcionar.
E antes que eu me esqueça: engraçadinhos de plantão, calai-vos.:O)
Comprei um novo creminho esfoliante, pra remover os bitrilhões de células mortas que habitam minha delicada cutis. De apricot. Uma maravilha. Estou praticamente em carne viva.
Só não funciona muito nos pés, que estão especialmente prejudicados. Pra eles, acho que somente língua de pirarucu vai funcionar.
E antes que eu me esqueça: engraçadinhos de plantão, calai-vos.:O)
22 março, 2004
19 março, 2004
Cenas bizarras do nosso cotidiano.
Há uns quinze dias, a diretoria resolveu que todos os funcionários deveriam fazer as refeições no refeitório (???)
Acabou aquela putaria de almoçar na sala da produção.
O lance é que chamar aquele espaço diminuto de refeitório é uma espécie de otimismo delirante.
Trata-se de uma mesa fixa na parede e 5 banquinhos iguais àqueles da casa dos 7 anões.
Éramos 5 meliantes, comendo em marmitas daquelas com divisórias, tipo bandejão. Três comiam de garfo, dois de colher. Coisa mais pobre, impossível.
Foi então que comentei: - Isso aqui tá com todo jeito de refeitório de presídio. Que nem naqueles filmes de quinta, reprisados nas madrugadas de sábado, manja?
Pior é que trata-se da mais pura verdade. O finalizador estava preso porque deu uma facada e uma bicuda na costela na revisora. Tudo por causa de uma vírgula, veja que coisa.
A revisora, por sua vez, está presa por estrangulamento de um ficante. Crime passional. Alegou que o cabra falava demais. Confessou que planejava arrancar a língua do coitado, mas ficou com dó. Tem um coração de ouro, essa menina.
A menina do tráfego está detida por tentativa de homicídio. Fez uso de arma química. Colocou chumbinho no café do diretor de criação, mas errou feio na subdosagem. Saiu na urina. Se fodeu, a pobrezinha.
Um diretor de arte foi preso em flagrante assassinando um redator muito folgado, que vivia dando palpite nos layouts. Matou o mala de rir, entre rios de sangue e cócegas, com 232 facadas no sovaco.
Eu tô lá porque arranquei o olho direito de um diretor de arte com uma colher de sobremesa. Quem mandou ter a ousadia de colocar o meu tíulo brilhante e criativo em corpo 8? Hein? Hein?
O produtor gráfico, que foi preso pelo duplo homicídio de fornecedores, está foragido, mas deve ser capturado em breve.
É assim que nóis veve aqui, sabe
Há uns quinze dias, a diretoria resolveu que todos os funcionários deveriam fazer as refeições no refeitório (???)
Acabou aquela putaria de almoçar na sala da produção.
O lance é que chamar aquele espaço diminuto de refeitório é uma espécie de otimismo delirante.
Trata-se de uma mesa fixa na parede e 5 banquinhos iguais àqueles da casa dos 7 anões.
Éramos 5 meliantes, comendo em marmitas daquelas com divisórias, tipo bandejão. Três comiam de garfo, dois de colher. Coisa mais pobre, impossível.
Foi então que comentei: - Isso aqui tá com todo jeito de refeitório de presídio. Que nem naqueles filmes de quinta, reprisados nas madrugadas de sábado, manja?
Pior é que trata-se da mais pura verdade. O finalizador estava preso porque deu uma facada e uma bicuda na costela na revisora. Tudo por causa de uma vírgula, veja que coisa.
A revisora, por sua vez, está presa por estrangulamento de um ficante. Crime passional. Alegou que o cabra falava demais. Confessou que planejava arrancar a língua do coitado, mas ficou com dó. Tem um coração de ouro, essa menina.
A menina do tráfego está detida por tentativa de homicídio. Fez uso de arma química. Colocou chumbinho no café do diretor de criação, mas errou feio na subdosagem. Saiu na urina. Se fodeu, a pobrezinha.
Um diretor de arte foi preso em flagrante assassinando um redator muito folgado, que vivia dando palpite nos layouts. Matou o mala de rir, entre rios de sangue e cócegas, com 232 facadas no sovaco.
Eu tô lá porque arranquei o olho direito de um diretor de arte com uma colher de sobremesa. Quem mandou ter a ousadia de colocar o meu tíulo brilhante e criativo em corpo 8? Hein? Hein?
O produtor gráfico, que foi preso pelo duplo homicídio de fornecedores, está foragido, mas deve ser capturado em breve.
É assim que nóis veve aqui, sabe
Programa mulherzinha.
Segunda-feira, as três meninas superpoderosas foram passear.
Saímos cedinho do trabalho rumo à primeira parada: delicatessem.
Pãezinhos, quichezinhos, sanduichinhos, suquinhos. Tudo muito meigo. Não era hora de pensar em calorias.
Então, chegou a 4a menina superpoderosa, a irmã da Cláudia.
Seguimos para um shopping distante. Chegamos cedo demais.
Hora dos docinhos. Puta merda.
Hora das comprinhas. Ai, ai, ai. Isso é que dá sair às 6h30 da agência pra pegar sessão das 21h10.
Alguém tem que ceder. Jack Nicholson e Diane Keaton.
Ela, mais amorrotada do que o necessário. Ele, a bordo de sua sobrancelha canastrona de sempre.
Final completamente previsível, a partir da terceira cena.
Valeu pelo passeio.
Segunda-feira, as três meninas superpoderosas foram passear.
Saímos cedinho do trabalho rumo à primeira parada: delicatessem.
Pãezinhos, quichezinhos, sanduichinhos, suquinhos. Tudo muito meigo. Não era hora de pensar em calorias.
Então, chegou a 4a menina superpoderosa, a irmã da Cláudia.
Seguimos para um shopping distante. Chegamos cedo demais.
Hora dos docinhos. Puta merda.
Hora das comprinhas. Ai, ai, ai. Isso é que dá sair às 6h30 da agência pra pegar sessão das 21h10.
Alguém tem que ceder. Jack Nicholson e Diane Keaton.
Ela, mais amorrotada do que o necessário. Ele, a bordo de sua sobrancelha canastrona de sempre.
Final completamente previsível, a partir da terceira cena.
Valeu pelo passeio.
15 março, 2004
Domingo é dia de me divertir com a turma do parapente.
Fico horas observando e, não raro, torcendo pra alguém se foder. Ontem, teve um pobre que pegou uma corrente de ar errada e foi parar lá no Eduardo Gomes. Judiacão.
Então, decidi: vou praticar essa merda. Preciso de emoções fortes na minha vida. É um jeito também de conhecer gente nova. De preferência rico, lindo de morrer, fiel, carinhoso, que leve e busque minhas roupas na lavanderia, que deixe dirigir o carro dele sem reclamar e, claro, que dobre certinho o parapente pra mim. :O)
Fico horas observando e, não raro, torcendo pra alguém se foder. Ontem, teve um pobre que pegou uma corrente de ar errada e foi parar lá no Eduardo Gomes. Judiacão.
Então, decidi: vou praticar essa merda. Preciso de emoções fortes na minha vida. É um jeito também de conhecer gente nova. De preferência rico, lindo de morrer, fiel, carinhoso, que leve e busque minhas roupas na lavanderia, que deixe dirigir o carro dele sem reclamar e, claro, que dobre certinho o parapente pra mim. :O)
Sexta-feira. logo cedo, estava eu esperando o táxi, quando o porteiro do prédio veio me avisar que vai vagar um apê mobiliado, que o rapaz vai sair logo, aquela conversa toda. Não sabe o preço. Apenas que é no 10o andar, com a varanda virada para o páteo interno. Nem fodendo. Não abro mão da vista que tenho. Só hoje é que fui me dar conta. Não tinha ligado o andar à pessoa, entende? Décimo andar. Puta merda, não pode ser. Será que o bonitão que está se mudando? Assim, tão cedo? Sem nem tempo da gente se conhecer? Sacanagem..
O urubu que odeia Creed.
Domingo, acordei de madrugada, em estado de agonia pura.
Uma agonia procedente. Motivos concretos.
Fui ver o dia amanhecer na minha varanda. O dia prometia ser de sol.
Um urubu pousou no peitoril. Eta bicho feio..
- Diga, meu rei. A que viestes?
- .............. (ele só olhava pra mim e virava a cabeça, conforme a entonação da minha voz)
- Muita reculhamba por aí?
- .....................
- É ,fio, a vida é assim. Agora, se você me dá licença, eu vou ali na cozinha pegar uma cervejinha e já volto. Pode ficar aí. Só não vale cagar na jardineira, tá?
- .....................
E não é que ele ficou ali me esperando e não cagou? Bonitinho.
- Mas, rapaz, me conta um negócio: esse seu pescoço em S, assim desse jeito, não dói não?
Acredita que ele coçou o pescoço com a perna (??) direita? Note a sintonia.
- Porque o meu tá também meio em S e dói pra caraio. Cê nem queira saber.
- ............................
E ele veio se aproximando. Sujeito abusado.
- Mas esse teu bico é feio, hein, colega? Onde Deus tava com a cabeça?
- ..............................
Então, começou a tocar Creed (Higher) e o urubu bateu asas e vôou, aquele ingtrato.
Resolvi sair pra andar um pouco. Pensar em soluções necessárias. Fui até a pracinha do Eldorado, comi uma tapioquinha com queijo coalho e tucumã e suco de maracujá pra ficar bem calminha.
Nessa brincadeira, acabei caminhando quase 1km, transpirei um bocado e me senti melhor.
Consegui a solução para o meu problema. Uma solução brilhante, por sinal. Simples e brilhante.
Tudo resolvido, voltei pra varanda. Não vivo mais sem ela.
Liguei o som e o urubu voltou.
Continuamos nossa conversa superanimada, até que começou a tocar outra música do Creed.
Claro, ele foi embora.
- Ora, vá-te à porra.
Domingo, acordei de madrugada, em estado de agonia pura.
Uma agonia procedente. Motivos concretos.
Fui ver o dia amanhecer na minha varanda. O dia prometia ser de sol.
Um urubu pousou no peitoril. Eta bicho feio..
- Diga, meu rei. A que viestes?
- .............. (ele só olhava pra mim e virava a cabeça, conforme a entonação da minha voz)
- Muita reculhamba por aí?
- .....................
- É ,fio, a vida é assim. Agora, se você me dá licença, eu vou ali na cozinha pegar uma cervejinha e já volto. Pode ficar aí. Só não vale cagar na jardineira, tá?
- .....................
E não é que ele ficou ali me esperando e não cagou? Bonitinho.
- Mas, rapaz, me conta um negócio: esse seu pescoço em S, assim desse jeito, não dói não?
Acredita que ele coçou o pescoço com a perna (??) direita? Note a sintonia.
- Porque o meu tá também meio em S e dói pra caraio. Cê nem queira saber.
- ............................
E ele veio se aproximando. Sujeito abusado.
- Mas esse teu bico é feio, hein, colega? Onde Deus tava com a cabeça?
- ..............................
Então, começou a tocar Creed (Higher) e o urubu bateu asas e vôou, aquele ingtrato.
Resolvi sair pra andar um pouco. Pensar em soluções necessárias. Fui até a pracinha do Eldorado, comi uma tapioquinha com queijo coalho e tucumã e suco de maracujá pra ficar bem calminha.
Nessa brincadeira, acabei caminhando quase 1km, transpirei um bocado e me senti melhor.
Consegui a solução para o meu problema. Uma solução brilhante, por sinal. Simples e brilhante.
Tudo resolvido, voltei pra varanda. Não vivo mais sem ela.
Liguei o som e o urubu voltou.
Continuamos nossa conversa superanimada, até que começou a tocar outra música do Creed.
Claro, ele foi embora.
- Ora, vá-te à porra.
12 março, 2004
Objeto do desejo.
Bracelete de couro de tambaqui. Um, não. Dois. São maravilhosos.
Não posso me imaginar voltando pra São Paulo sem ter um desses.
Como poderei olhar nos olhos da minha neta, quando eu estiver velhinha e dizer: Então, querida, eu, na minha mocidade (quiá,quiá,quiá), vivi um tempo em Manaus. Naquela época, o uso de couro de peixe em jóias e acessórios estava apenas começando. A anta da sua vó ficou naquela bobagem de se controlar pra não gastar dinheiro e não comprou nenhuminha, pra ficar na caixa de herança da sua mãe Olívia.
Aí, ela vai responder: - Pô, vó. Que mancada!
- Mancada é não ter comido George Clooney, Santa!
Fala a verdade, serei uma vó cheia de história pra contar, né não?
Bracelete de couro de tambaqui. Um, não. Dois. São maravilhosos.
Não posso me imaginar voltando pra São Paulo sem ter um desses.
Como poderei olhar nos olhos da minha neta, quando eu estiver velhinha e dizer: Então, querida, eu, na minha mocidade (quiá,quiá,quiá), vivi um tempo em Manaus. Naquela época, o uso de couro de peixe em jóias e acessórios estava apenas começando. A anta da sua vó ficou naquela bobagem de se controlar pra não gastar dinheiro e não comprou nenhuminha, pra ficar na caixa de herança da sua mãe Olívia.
Aí, ela vai responder: - Pô, vó. Que mancada!
- Mancada é não ter comido George Clooney, Santa!
Fala a verdade, serei uma vó cheia de história pra contar, né não?
Delicatessen.
Boas padarias são raras nesta cidade. Raríssimas.
Ontem, fui a uma bem legal. Comprei broa de milho, pão árabe, queijo e manteiga Fazendinha. Eu queria a Cabeça de Touro é melhor, mas é difícil de encontrar. Voltei pra casa feliz da vida.
Tá certo que o pão árabe era praticamente uma panqueca americana, mas dá pra enganar.
Boas padarias são raras nesta cidade. Raríssimas.
Ontem, fui a uma bem legal. Comprei broa de milho, pão árabe, queijo e manteiga Fazendinha. Eu queria a Cabeça de Touro é melhor, mas é difícil de encontrar. Voltei pra casa feliz da vida.
Tá certo que o pão árabe era praticamente uma panqueca americana, mas dá pra enganar.
Assinar:
Postagens (Atom)