08 abril, 2002

Tudo isso acontecendo e Godzila, o come-dorme, não se move no sofá.
E ronca, o desgraçado. Desde ontem.
Destruiu minha caixinha de fósforo. E comeu o que sobrou do bacalhau.
Saco! Teremos ovos mexidos com salsinha, no almoço.
Corrigindo: salsinha com ovos mexidos.
Deusdocéu.
Acaba de passar na TV um comercial de poltronas de cinema.
Kastrop. Sua poltrona preferida.
Alguém pode me tirar daqui?
Você pode estar se perguntando: por que fifilha?
Ora, bolas. Ela não me chama de mamãe?
Faz sentido, vá!
Eu e pequena Oli fizemos um revival básico, ontem, durante a chuva.
Lembramos de coisas divertidas que costumávamos fazer e ela resgatou algumas.
- Mamãe, vc tá vendo o programa da mulher que come o dia inteiro?
- Sim, fifilha, estou vendo o programa da Namaria.
- Mamãe, quero ver o programa do tio que toma café.
- Fifilha, o Jô Onze e Meia começa mais tarde.
E assim fomos..
Ontem, foi o Dia Mundial da Saúde.
É claro que eu brindei. :O)
A programação matinal na TV é mesmo comovente.
Pest offense: o microprocessador para controle de insetos caseiros. Tem na polishop.
A maneira mais natural de proteger a família.
Socorro. Alguém esconda meu cartão de crédito, por favor.
Será um longo dia..
Acordei às 5 e meia.
Dia de rodízio.
Acabo de assistir Touché e Dundun. Há séculos eu não via essa merda.
Deu saudade do Pancho e Toro.
Sim. Será um dia longo.

07 abril, 2002

Depois cês falam de mim..
Godzila é um monstro! Sim. Um monstro meigo, mas um monstro. :p
Godzila comportou-se quase como um gentleman, durante o dia.
Pra demonstrar o poder de sua ira, em cinco segundos atacou a bolsa da Alê, achou uma caixa de medicamentos e destruiu tudo: a caixa e a bula. Preservou a medicação.
Ele não é meigo, Alê? :ppp
Tentamos ligar pro Marujo, mas acho que ele se mandou pra Salinas.
Grrrr.
Eu e a Alê bem que tentamos instalar a porra da impressora e a meleca do scanner.
No way.
Falta de memória no micro. Ginko Biloba nele! Saco!
E num é que a Rosana apareceu por aqui?
:O)))
Fazia séculos que eu não a recebia aqui em casa. ;O)
As sobremesas que a Alê Ber trouxe foram impagáveis.
Tortas geladas, Miss Dayse, maravilhosas.
Vou ter que comprar um cinturão de eletrochoques. :ppp
O almoção aqui em casa acabou sendo muito divertido.
Tá certo que o rango foi servido lá pelas 4 e meia da tarde.
O bacalhau ficou legal. Mas, quem não sabe preparar um bacalhau que dê um tiro na cabeça, certo?
A campeã da tarde foi a farofa de legumes. Amei.
Dia desses mando a receita.
O mico da tarde foi o preparo do arroz. Confesso: não sei preparar arroz, daqueles que não sejam de saquinho ou Uncle Bens.
A Rê assumiu o leme do fogão.
Ok. Lá vou eu: tô dando dois tiros na cabeça, certo?. (sei que isso é imperdoável)

05 abril, 2002

Rosana: sua batata tá assando! :ppp
Acho que a Alê num é muito fã de bacalhau. Comprei uns filés de frango pra você, só pra garantir, certo, mana? :p
A desculpa esfarrapada pro almoção é que as meninas vão me ajudar a instalar a impressora e o scanner que eu ganhei do Marujo.
Ueba! Vou poder postar fotos por aqui e imprimir novos cartões de visita de fabricação caseira. Medo, medo.
Godzila, esqueça! Vais passar o dia trancado no banheiro, misifi! :p
Vou preparar uma farofa de legumes, que aprendi na TV, nesta semana.
Ando meio desnutrida e precisando de sais minerais.
Momento Palmirinha Onofre.
Atenção, cozinheiros de plantão: aqueles pacotes de bacalhau sem pele e já desfiado são uma invenção divina.
É só colocar pra demolhar por 12 horas e mandar pra panela.
Amei a novidade. Há 2 anos que eu não preparava uma bacalhoada.
Fiquei encantada.
Amanhã, vai ser um dia divertido.
A Rê e a Alê vêm almoçar aqui em casa. A Rosana ficou de confirmar.
Já que vai ser uma zona federal mesmo, convidei a Bia, minha afilhada também. Estou devendo um almoço de Páscoa pra ela, madrinha desnaturada que sou.
Ueba!
Hoje tem Os Normais, na Grobo.
Não perda! ;p

01 abril, 2002

E cá estou.
Sem jibóia, sem Marujo, sem bóia. À deriva.
Meleca.
Hunf!
Tudo bem. Tem mês novo começando.
Reza a lenda, que o ano tá começando mesmo agora.
Que essa coisa de que o ano começa depois do Carnaval é balela.
Dizem que o bicho começa a pegar mesmo é depois da Páscoa.
Alôoo!!! Tô na gôndola!
Alguém ainda na escuta??? :O)))
Fui visitar minha amiga Iracilda, lá no Ver-o-Peso.
Fiquei orgulhosa de mim: Iracilda me reconheceu.
Há séculos eu não aparecia por lá.
Iracilda quer porque quer que eu traga pra casa uma jibóia.
- Iracilda, pelamordedeus, minha filha: ou uma jibóia, ou Godzila. Os dois não dá. Melhor eu ficar com Godzila. Ele é autorizado pelo Ibama. ;O)
Foi um final de semana divertido, a despeito desse stress desgraçado.
Não deu tempo de passear de barco, muito menos de ir conhecer Salinas.
Buá.
Mas, fiz novas aventuras gastronômicas: comi filé de filhote com molho de caranguejo, camarão e farofa de pirarucu.
Conheci Mosqueiro e reafirmei minha tese de que Amazon Bier River, acompanhada de linguiça de metro recheada de queijo ou de patolas de caranguejo é a melhor receita de felicidade do planeta. ;O)
A sexta-santa chegou, e com ela partimos no primeiro vôo seguinte, rumo a Belém.
Chegamos lá por volta das 13h00.
Bosta. Doze horas do feriado perdidas por causa de uma vaca burocrática.
Não há de ser nada. ;O)
Tudo perfeito.
Eram 17h40 e a moça do check-in nos atendeu: reservas, bilhetes, autorização de embarque da "de menor". Nunca fui tão organizada. Coisa bonita de ser ver.
Até que a moça do check-in dispara: - A certidão de nascimento da menina, por favor.
Muita calma nessa hora.
- Ei-la. Tá aqui a cópia que eu SEMPRE levo na bolsa.
- Ela não pode embarcar.
- Hã?
- A cópia tem que ser autenticada.
- Mas é cópia de uma certidão autenticada. Eu que tirei.
- Num serve.
- Mas o pai autorizou o embarque da criança. Tá aqui: olha só o carimbinho do tabelião...
- Mas precisa da certidão autenticada.
- Minha filha, olha bem pra minha cara e olha pra cara da criança. Resta alguma dúvida de que ela é minha filha?
- Mas, precisa da certidão autenticada.
- Então, chama o juiz de menores aqui e vamos resolver isso já.
- Tem boletim de ocorrência?
- Como assim? Você tá me pedindo a certidão de nascimento, que tá aqui.
- É que pra chamar o juiz de menores precisa de boletim de ocorrência.
- Você quer que eu chame a polícia?
- Não. Só precisa da certidão de nascimento.
Eu tive uma vaga impressão de que a mocinha do check-in da TAM já foi mocinha do Bradesco, em outra encarnação. Melhor não discutir.
Deixei a pequena Oli e a Cissa-mãe, apavoradas, no aeroporto.
Peguei um taxi correndo pra casa, peguei a certidão de nascimento ORIGINAL da pequena, voltei pra Congonhas e me apresentei novamente no balcão.
A mocinha burocrata já tinha largado o selviço.
Eram 18h35 e as "meninas" do check-in não conseguiam localizar as nossas passagens, que tinham ficado com a mocinha burocrata, antes dela largar o tal do selviço.
Quando conseguiram localizar a porra das nossas passagens, descobriram que o nosso vôo tinha acabado de decolar.
Ui!!! Não é lindo?
Resumo da ópera: na noite de quinta-santa, quando deveríamos desembarcar em Belém, esperávamos, ansiosas pela chegada de meia pizza de catupiry e meia napolitana, com coca-cola, aqui em casa.
Bosta.
Não se pode confiar em nada mais, hoje em dia.
Se fosse pela VASP, aposto que teríamos embarcado. :pp
Tudo começou na quinta-santa.
Todo o esquema estava milimetricamente esquematizado e deu certo: embarque marcado pras 18h45. Então, eu, pequena Oli e Cissa-mãe estávamos, pontualmente, às 17h30 em Congonhas.
Milagres acontecem, pensa o que?
:O)
Esqueça que hoje é 1o. de abril, certo?
Faz de conta que ainda é domingo de Páscoa - dá um desconto.
Cheguei há pouco de Belém.
Foi uma viagem e tanto.
E eu que achei que viajando pela TAM estaria a salvo dos bons e velhos imprevistos.
Hunf.

24 março, 2002

Ok. À 0h00, tem E.R., na Warner. Só Doctor Doug salva uma noite insípida de domingo.
Será uma grande semana, meninas.
Coragem. ;O)
Hoje, no Discovery vai passar um pograma interessante: Sobrevivência Aérea - Crimes no Céu.
Melhor ligar no Cartoon.
Pensa noutra coisa que passa. :p
A caminho da casa da Cissa-Mãe, no taxi, eu folheava uma revista.
Tinha um anúncio do tal cinturão de choque elétrico, que promete milagres no desenvolvimento do tônus muscular. Pura tecnologia, manja?
Pequena Oli, brilhantemente, concluiu: - Acho que a Feiticeira andou usando essa coisa no pescoço.
O motorista tentou disfarçar o riso.
Realmente, sejamos francos: a moça tá parecendo um tubarão.
Dominguinho escroto este, hã?
Tá certo que teve festa de aniversário familiar, mas eu não tava me sentindo nada bem, fisicamente.
Fui de taxi à casa da Cissa-Mãe.
Agora, me diz: como se consegue um taxi, de volta, às 20h30 de um domingo que choveu torrecialmenteo dia inteiro?
Sim. Eu consegui. Os créditos vão para os anjos da guarda de plantão.
Deu na TV: dia 5, Rui e Vani voltam à cena.
Finalmente, um pouco de normalidade no horário nobre.
Eu já estava com síndrome de abstinência.

22 março, 2002

Definitivamente, A Vida de Brian é o filme do século.
Perdão, Bergman.
:ppp
Prenderam o tal do Pediatra, acusado de pedofilia.
O infeliz tá em cela especial.
Como mãe de uma menina de 11 anos, só tenho uma coisa a desejar: Pavilhão 9 na criatura.
E sem KY.

21 março, 2002

Acho que preciso assistir A Vida de Brian, novamente.
Vou à Blockbuster.
Já volto.
Tá decidido: Dr Eduardo vai ganhar um pacotão de bombons. De açaí, de cupuaçú e de castanha do Pará.
Com a recomendação: meio por dia, Dr.. Que nem o Lexotan. ;O)
E também um pacote de sachê de coquinho de açaí.
O perfume é lindo :O)
A sessão foi mais de hora e meia. Eu mereço. ;O)
O assunto foi minha auto-estima.
Meleca.
Sempre soube que eu era inteligente. Pra tudo ficar perfeito só faltava eu me achar bonita.
Saco! Sardenta, branquela e gorducha.
Assim, não dá jogo.
Bosta.
O Dr. Eduardo rolava de rir.
Contou que com ele foi o contrário.
Ele era um adolescente lindo. - creio nisso, fui aluna dele e ele era bonitão, há decadas.
E o ser lindão era um pobrema pra ele.
Saco!
A gente não tem por onde correr nessa vida, né? :O)
E eu sobrevivi à terapia.
Ueba!
Dr. Eduardo é mesmo uma grande figura.
Um psicoteraputa que assistiu à Vida de Brian, do Monty Pyton só pode ter o meu respeito.
:p
Daqui a uma semana, vou voltar a Belém. ;O)
Saudade, muita saudade da Orca.
E um tiquinho de saudade do mala do Redinho também, confesso.
Dessa vez, Cissa-Mãe e a pequena Oli vão comigo.
Vou levá-las ao Ver-o-Peso, comprar mandingas com a Iracilda, adoro ela, :O), refazer o estoque de sachês de coquinho de açaí, comprar colares que dão boa sorte, tomar sorvete de açaí grosso e desabar o esqueleto na Estação das Docas pra acabar com as patinhas de caranqueijo que habitam por lá. Um desastre ecológico.
Amazon Bier, lá vou ee-uu!!!
Falta pouco, falta pouco. ;O)
Ganhei o Toda a Mafalda de presente de aniversário. Do Nestor. Eu gostava muito do Nestor. Era amigão de um ex-namorado meu. O Heraldo. Eu gostava muito do Heraldo também. Ele era uma espécie de um irmão que eu não tive. Talvez seja por isso que a gente não tenha dado certo.
Por que eu me lembrei disso?
Por causa da Mafalda. Claro!
Adoro a Mafalda. :O)
Em alguma coisa eu devo estar acertando.
Minha filha começou a ouvir Beatles e está lendo Toda a Mafalda - da primeira à última tira.
Não é meigo?
:O)
Well.. Enquanto houver um cubo de gelo ainda resta uma esperança, reza a lenda.
Vamos ver o que o Dr. Eduardo pensa a respeito.
Saco!

20 março, 2002

Na próxima, vou detonar o Kleber.
Grrr...
Hum... Eu faria um chanelzinho básico com o Sérgio. :O)
Vixxeeeee.
Eliminaram a Estela no BBB.
Entre nós: estou torcendo pelo André. Gosto dele.;O)
Tudo o que eu preciso hoje é um colo de mãe.
Sabe como é?
Aquela coisa de deitar no colinho, se aconchegar.
E nisso, não tem almofada caseira que dê jeito.
Meleca!
Eu quero minha Cissa-Mãe!!

15 março, 2002

Sejamos otimistas. Tudo tem seu lado bom: sobrou risoto de ontem.
Isso significa que o jantar está pronto! E comprei coca-cola! :O)
Godzila, vais papar ração e dormir sem sobremesa, hoje, meu filho. :pp
Ontem, experimentei preparar o risoto de cogumelo Tio João.
Pode fazer, sem susto.
Craaaro que não chega aos pés do Risoto à Lewis Carroll que perpetramos na casa da Rê. Mas o pacotinho não faz feio não.
O único pobrema foi que eu só tinha na geladeira uma garrafa de groselha e um pacote de suco de goiaba.
Vinho tinto, nem pensar.
O jeito foi arriscar o suco de goiaba. Não se atreva a fazer isso em casa.
Definitivamente, cogumelos e goiabas não devem se sentar à mesma mesa.
Godzila odiou o risoto de cogumelo. Olhava para o prato e olhava pra minha cara como quem perguntava: - Não tem mais daquela sopinha, não?
Pensando bem, o jantar de ontem foi um fiasco.
Mas, vai por mim: o risoto de cogumelo é do bem.
Na terça-feira, estava me sentindo fraquinha, fraquinha.
Resolvi fazer uma sopa que não fosse daquelas sintéticas, que a gente toma de canequinha, que nem presidiário.
Quis preparar uma sopa de gente do bem: legumes, frango, essas coisas que as revistas de beleza recomendam pra evitar o envelhecimento precoce, radicais livres e osteosporose.
Achei uma alternativa superprática: acho que é Bom Apetite o fabricante. É um pacote com uma porrada de legumes já picadinhos, congelados e com sachês de caldo de frango. Vem com cenoura, vagem, ervilha, aipo, batata, abobrinha, mandioquinha, o diabo.
É só preparar o caldo numa panela. Na outra, descongelar os legumes. Jogar os legumes no caldo e em 10 minutos a feitiçaria tá pronta.
Pra reforçar, coloquei uns pedaços de peito de frango no caldo.
O único defeito é que na embalagem dizia que rendia 2 porções. Pensei: eu e Godzila somos 2. Isso!
Hum.. Olhando o caldeirão pronto, realmente, serve 2 pessoas: Obelix e João Gordo.
Mas pode comprar que é bom. Godzila comeu e repetiu. :p


Esta foi uma semana de férias forçadas.
Resolvi relaxar e colocar a vida em dia: jogar papéis fora, organizar documentos, essas coisas.
Resolvi também fazer algumas incursões gastronômicas na minha cozinha.
É triste cozinhar sozinha. Ou cozinhar só pra mim. É melancólico.
Ok. Godzila me acompanhou na degustação.
Eu sei, seu sei. Estou criando um monstro. Cadê a novidade? :p
Godzila não está gostando nada, nada da novidade.
Sentei-me no sofá e ele veio ao ataque. Foi com o focinho no meu Dolce & Gabbana novinho em folha.
Isso é pecado, seu herege. Grrrr.
É estranho usar óculos.
O chão fica loooonge. Isso me faz sentir como se eu tivesse 1m70 de altura.
Esquisito.
Tropecei no degrau da escada do shopping. Bosta. Preciso me acostumar.
Voltei. E de visuca novo. Pronta pro Outono/Inverno.
Hã?
Esquece. Digamos visuca altíssimo-Verão-retardado: estou usando óculos de grau.
Deus me salve.
Do jeito que eu ando caindo, ultimamente, vou acabar furando o olho. ;O)

09 março, 2002

Coisas que só acontecem comigo...

Na noite de quinta, ao sair da terapia, parei no supermercado.
Ameaçava chover. Torrencialmente.
Fiz minhas comprinhas modestas.
Legal, mas cadê a porra da chave do carro?
Depois de um mico desgraçado com a gerente e com o moço do estacionamento, fui obrigada a me render: a porra da chave evaporou-se. O tipo da coisa que Deus não explica. Talvez eu deva consultar Paulo Coelho, quem sabe..
Chovia torrencialmente. E eu, debaixo de chuva, com duas sacolinhas de supermercado, saí à caça de um taxi. Cascão ficou adormecido no estacionamento.
Mereço.
Eu tinha na bolsa a pícola fortuna de 9 reá. Tudo trocadinho. Era mesmo o caso de rezar. A coisa num anda muito boa pro meu lado.
A corrida morreu em 7 reá. Ainda saí no lucro, sejamos otimistas.
Passei o dia ilhada em casa, com dor no ciático e tentando equacionar como voltar à porra do estacionamento pra resgatar o Cascão. Eram apenas 2 reá na bolsa, afinal.
Bosta.
No início da noite, fui salva pelo meu amigo Lalau. Ele, gentilmente, passou aqui e me deu uma carona pro supermercado.
Cascão está são e salvo lá na garagem.
A pergunta que não quer calar é: onde foi parar a bosta daquela chave?
Godzila, isso não teve a menor graça.


06 março, 2002

Sei não. Tem algo estranho rolando por aqui.
Há quase 15 dias, voltando do almoção legal na casa da Rê, levei um tombaço na porta do elevador. Estourei minha boca.
Foi meio animal o tombo.
Ontem, de madrugada, do nada, caí no banheiro.
Meleca. Tô com um discreto galo na testa e o nariz doendo.
Sai, Exú. :ppp

05 março, 2002

Tava eu, agora há pouco, lá o Totalmente Bridget www.leleber.blogspot.com e li que a doida terminou uma noite insana no Chicohamburguer.
Ô, sardade!
Sei lá o que acontece, mas o Chicohamburguer tem mesmo o poder de reunir insanos no final da noite.
Isso me trouxe boas recordações. (uau, que termos quase parnasiano! )
Lembrei-me de uma madrugada, há quase exatos 3 anos, quando o Marujo veio a São Paulo.
Éramos apenas bons amigos, na época. Uma segunda-feira que teve aquelas tempestades com o poder de entupir o túnel do Anhangabaú até a tampa. Carros boiando. O caos instalado no trânsito. O Cidade Alerta tendo orgasmos múltiplos.
E o Marujo em Sampa.
Boa amiga e boa anfitriã que eu era, marquei de encontrá-lo na Av. Paulista, por volta das 21h.
A Paulista tava travada. Meleca. Cheguei por volta das 22h.
Tentei arrastar meu amigo pro Riviera. (num repare não. Ele vinha pouca vezes a São Paulo e ele gostava do Riviera)
Segunda-feira. Num deu outra: Riviera fechado. ;O)
Levei-o ao Bar do Sacha - que na época ainda era um lugar frequentável.
Comemos e bebemos muito.
Quase 2h da matina. Era hora de desovar o Marujo no hotel onde ele estava hospedado.
À porta ho hotel, ele disparou a frase que eu temia: Quero tomar uma saideira.
E lá fui eu, boa amiga que sou. ;O)
Desci a Brigadeiro Luis (com z???) Antônio, segui caminho em direção ao Ibirapuera e tentei a barraca que vendia açaí, aquela em frente ao Viveiro do Manequinho.
Parei o carro. O Marujo desceu e voltou com uma cara assustada: - Aqui só tem suco de abaxi, cai fora.
Putz..
Acabamos por desabar nossos esqueletos no balcão do Chicohamburguer.
Foi uma noite longa. :O)
Bebemos pra caraio.
À uma dada altura, tinha um sujeito que me pareceu familiar. Eu conheço aquele cara....
- Lindomar Castilho, é ele !
- Lindomar Castilho não morreu?
- É, pode ser.
- Péra aí, Lindomar Castilho não tá preso??? Aquele que matou a mulher.
- Será que ele fugiu do Carandiru??
- Silvio Santos
- Bebeu? Ele não é o Silvio Santos.
- Não, mas ele é de lá
- De onde?
- Do Silvio Santos.
- Lindomar Castilho. Era jurado, eu lembro.
Eram 4 horas da matina e meu bom juízo lembrou que era hora de voltar pra casa.
Desovei o Marujo no hotel onde ele estava hospedado e voltei pra minha casinha.
Ele de volta ao Rio, e eu aqui em Sampa.
Cinco ou seis e-mails depois, concluímos: - Era o Pedro de Lara, pateta! Lindomar Castilho morreu.
E, assim, o Chicohamburguer, uma das casas capaz de perpetrar um dos melhores hamburguer dessa terra paulistana ficou registradada na memória de um casal insano como o Bar do Pedro de Lara.
Boas recordações. ;O)

03 março, 2002

Compramos um brinquedinho novo pro maleta.
Oli escolheu um de plástico que imita, quase que perfeitamente, uma bomba de chocolate.
Godzila adorou.
Tudo estaria perfeito se a maldita bomba de chocolate de plástico não tivesse aquele maldito assobio, que fica fazendo fiu-fiu-fiu, cada vez que o maleta morde o brinquedo.
Grrrr.
Dormi no sofá. O aniversariante passou a noite toda mastigando a bomba, que ficou fazendo fiu-fiu-fiu a noite inteira, na minha orelha.
Quase atirei os dois pela janela: Godzila e a bomba.
Mas, como era dia de niver, relevei.
Tá. Eu sei. Cães também não deveriam comer lasanha.
Mas se Garfield pode, porque meu monstro não?
Godzila ama lasanha. Deixa o menino ser feliz. :O)
Pra sobremesa, pequena Oli assumiu o comando do fogão: casadinhos - aqueles docinhos básicos, meia massa de brigadeiro branco e meia massa de brigadeiro com chocolate.
Godzila, senta e fica. Cães não podem comer doces.
Ontem, foi aniversário do Godzila - o demolidor de lares. Cinco aninhos. Não é meigo? :O)
Tivemos uma tarde gastronômica do balacobaco: eu e pequena Oli preparamos lasanha à bolonhesa, de fabricação caseira. Molho preparado em casa, com muito carinho e brincadeiras. Senti-me o próprio Jeff Smith de saias.
Hunf! Xá pra lá! ;O)

23 fevereiro, 2002

Saiu hoje, no UOL:

"Se eu pudesse ser feita novamente, gostaria de ser uma criação de Chuck Jones, assim sempre conseguiria fazer os outros gargalharem", disse a atriz Whoopi Goldberg sobre o desenhista

Bip, bip! Eu também. Eu também.
Diretamente das organizações ACME! :O)
That´s all, folks!
Ok, Chuck.
Chegou sua hora de chutar alguns traseiros lá em cima, né, velhinho?
Manda bala! :O)
publicada em 23/2/2002, às 14:00:00


MORRE CHUCK JONES, UM DOS MESTRES DO DESENHO ANIMADO

O mestre dos desenhos animados Chuck Jones, criador de personagens como Coiote e o Papa-Léguas, morreu na sexta-feira em sua casa de Corona del Mar, perto de Los Angeles, nos EUA.

Jones morreu aos 90 anos vítima de um ataque cardíaco, depois de sofrer diversos problemas de saúde nos últimos meses.

Para muitos, sua obra é considerada como uma das mais importantes no campo da animação, comparável inclusive com a do "gênio" Walt Disney.

Jones fez parte da "Idade de Ouro" da animação nos estúdios Warner e foi um dos cinco criadores de personagens imortais como Bugs Bunny (Pernalonga), Daffy Duck (Patolino) ou o porquinho Porky (Gaguinho), aos quais deu sua forma e personalidade definitiva.

Além disso, de sua mente surgiram personagens como o Coiote, sempre perseguindo o Papa-Léguas sem sucesso; o marciano Marvin; o gambá Pepe le Pew, sempre tentando namorar alguma gatinha com seu sotaque francês.

A obra deste prolífico artista cuja carreira durou mais de 60 anos durante os quais realizou 300 produções de animação, foi recompensada com numerosos prêmios, entre eles três prêmios Oscar como diretor e um Oscar de Honra que foi concedido em 1996.

Além disso, uma de suas obras mais conhecidas, o curta-metragem "What`s Opera Doc?", foi incluída em 1992 nos arquivos nacionais como "um dos filmes mais importantes de nosso tempo, tanto em nível cultural como histórico e estético".

Nascido em Spokane, Washington, Jones teve a oportunidade de observar os grandes do cinema mudo como Charles Chaplin ou Buster Keaton quando trabalhou como ator-mirim nas comédias de Mac Sennett.

Sua carreira no mundo da animação começou com ele limpando acetatos para Ub Iwerks, o criador do Mickey Mouse, uma vez que este abandonou os estúdios Disney.

Posteriormente, trabalhou para a Warner, à frente da conhecida como "terraço dos cupins", a área de trabalho desses animadores que deram ao mundo alguns dos desenhos animados mais irreverentes de todos os tempos.

Em seus últimos anos, Jones voltaria a esse mesmo edifício com seu último estúdio, com o qual voltou a dar vida a seus personagens mais populares.

No momento de sua morte, Jones estava acompanhado de sua mulher, Marian, sua filha, Linda, entre outros familiares e amigos.

As informações são do Último Segundo.
Voltei a fazer psicoterapia, pasme você.
Talvez a isso se deva minha ausência temporária, por estas paragens.
Meus registros pessoais adotaram outro endereço. Eram íntimos demais. Sorry!
Tenho, agora, uma lição de casa a cumprir: imaginar finais felizes para as situações cotidianas que parecem ameaçadoras.
Ok. Vamos lá!
Garibaldo (o pássaro-pirulão da Vila Sésamo) reencarnou, anos depois, como um pé de abacaxi.
Isso, isso! Lindo!
O Garibaldo adorava abacaxi, vcs devem se lembrar disso.
Não me pergunte por que lembrei do Garibaldo, agora.
Talvez pelo adiantado da hora.
Ou talvez porque o Garibaldo fazia aniversário no mesmo dia que eu: 13 de dezembro.
Dia do marinheiro. Meu Marujo é marinheiro. E eu adoro abacaxi. :O)
Li, outro dia, que o Selênio, um elemento químico, presente em grande quantidade no abacaxi e na castanha-do-pará. ajuda a regular o bom humor.
Garibaldo, alegria, Vila Sésamo, abacaxi. Pará.
Belém.
Meu Marujo tá lá.
E eu posso ir e voltar. ;O)

Putz. Levei um nocaute de socos e broncas por ter ficado tanto tempo sem arejar o Ventilador.
Juro pro cês que o Chá de Ursinho não me fez dormir por uma semana inteira. ;O)
Mas que me fez um bem danado, ah, isso fez sim.
Eu recomeiiindo ;O)

15 fevereiro, 2002

Ai, ai.
Tô tãããão feliz.
Saí do trabalho, passei no supermercado e, milagrosamente, encontrei o Chá de Ursinho.
Acabou o meu tormento. Adeus, noites insones.
Chá de Ursinho é uma dádiva: uma angelical mistura de flores de camomila, folhas de menta, capim-limão, flores de tília, folhas de amora preta, flores de laranjeira, frutos de pilriteiro e fruto de roseira.
Não é meigo?
Bendito seja, Sleepytime, amém.
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

14 fevereiro, 2002

Foram poucos dias por lá. Menos do que eu merecia.
Mas deu tempo de fazer um passeio de barco, conhecer aquele município que tem as cerâmicas marajoara, comer caldeirada de peixe ao tucupi, experimentar aquele prato feito da folha da mandioca - que sempre esqueço o nome, tomar litros de sorvete de castanha-do-pará e de açaí. E, sim, claro, calma, meninas: deu tempo de comprar todas aquelas encomendas ecologicamente incorretas que vocês me fizeram, viu?
O duro foi explicar pra dona Iracilda, que vende as mandingas lá no Ver o Peso, que aquilo tudo não era pra mim. Pela cara com que ela olhava pro Marujo, pelo jeito, não acreditou muito, não.
Cês me fazem passar por cada uma, francamente... :ppp
Cheguei em Belém pouco mais das 22h30 - horário local. O Marujo não estava me esperando. grrrr.
Aguardei alguns longos 10 minutos. Tempo o suficiente para o meu pé acordar.
Ele chegou! :O) Fomos beber pra comemorar.
Amazon Bier é, realmente, a melhor cerveja do planeta. Principalmente quando acompanhada das meigas patinhas de caranguejo lá da Estação das Docas.
Por volta das 2 da matina, estávamos perdidos a caminho de casa.
Reza a lenda que Deus protege os bêbados e as criancinhas.
Faz sentido.
No sábado, segui caminho. Apesar de ter ido pela TAM, foi um vôo meio tumultuado, cheio de escalas.
A meleca do banco da aeronave era de couro. Antes da primeira escala, minha bunda já estava quadrada e eu tava viajando no corredor. Tava doida pra roubar uma janelinha, na escala em Brasília.
Foi um crime quase perfeito. Pouco antes da decolagem, a dona da janelinha apareceu. Hunf.
Era uma garota muito simpática, mas estava visivelmente abatida. Contou-me que viajou um tempão até Porto Alegre, para embarcar para Belém. Estava em trânsito desde o dia anterior a pobrezinha. Também estava indo encontrar o namorado. Que coisa, né?
Tive ímpetos de oferecer um Lexotan à ela. Mas isso é exercício ilegal de medicina. É muito feio. Ofereci uma balinha. Ela não quis.
Certíssima. Não se deve aceitar balinhas de estranhos, por mais inocentes que pareçam.
Fomos conversando sobre as agruras dos namoros à distância. Praguejamos juntas a maldita escala em Marabá, que atrasou nossa chegada em mais meia hora - o que é uma eternidade, quando se está doida pra chegar logo e com a bunda quadrada desde Uberlândia.
Ela me deu algumas dicas preciosas sobre lugares para se conhecer em Belém. Falou de um pequeno município, acho que Ica...Icaroaci, acho. Uma cidade onde fabricam cerâmica marajoara. Falou de bons restaurantes.Coisa de quem já conhece a cidade de longa data. ;O)
Sem que a gente se desse conta, o comandante anunciou a operação de descida no aeroporto internacional de Belém.
Nada como uma boa prosa pro tempo passar mais rápido e você esquecer a sensação de que sua bunda está irremediavelmente quadrada.
Procurei meu batom pra dar um jeito na cara, que deveria estar um lixo. Minha nova amiga ofereceu um espelhinho. Nada como a boa e velha solidariedade feminina.
No desembarque, nos despedimos com uma vaga impressão de que a gente ainda vai se encontrar mais vezes nesses vôos da vida.
Vai saber.
Caminhei para a saída apenas com a certeza de que não só a minha bunda estava quadrada, como também meu pé tinha adormecido. Meleca.

Ah! Sim. Antes que eu me esqueça: cortei o cabelo. Aliás, tosei o cabelo. Repiquei a frente, tirei 7cm do comprimento, fiz o diabo.
Confesso que estou me sentindo meio nua, mas até que ficou legalzinho. ;O)
Voltei.
Deusdocéu! como Belém é longe. Carai..
Voltei pela Vasp, ontem. A sensação que eu tive é de que a aeronave veio por terra. Foram 7 horas de viagem. (Ö)

08 fevereiro, 2002

Amanhã, vou viajar. Belém. Encontrar o Marujo.
Levo na bagagem uma lista gigante de encomendinhas básicas feitas pelas minhas amigas. (vidrinho disso, vidrinho daquilo, coisa que num acaba mais).
Se tudo der certo, até o final do ano vou acabar abrindo "um lojinha" por aqui. ;O)
Ontem, recebi uma oferta de CD, por e-mail. Dizia: compre esse CD de Rock imbatível por um preço arrasador.
Ué? Rock imbatível. Como assim? :p
Que chuva, não?

06 fevereiro, 2002

Acredita que agora há pouco, consegui abrir a porra dos potes de sopinha?
Hunf! Descobri que tudo era mais uma questão de jeito do que de força. Aliás, como tudo na vida. ;O)
A ALê, Totalmente Bridget, sempre solidária, deu seu soco amigo.
Tivemos um papo-cabeça sobre ansiolíticos e antidepressivos.
Concluímos, de um modo brilhante, que tomar Prozac é muito mais elegante. Desde que com champagne, é claro. :O)
Mas é como eu sempre digo: amigo é tudo na vida.
Pedi socorro à Rê, e ela veio me resgatar, antes que eu morresse de inanição.
Fomos ao supermercado. Não estava me sentindo nada bem. Escolhi mamão, água de coco, suco de maçã, biscoitos integrais, queijo branco e uma bandeja de LC1. Sim, era uma espécie de Operação Levanta-Defunto.
A Rê, gentilmente, me desovou aqui e procurei me comportar como uma boa menina.
Comi um pouco de queijo, tomei suco e iogurte. O mamão tava duro. Meleca.
Amanhã vai ser melhor. Mamões costumam amadurecer de um dia pro outro, né?
Estou meio doente, por isso passando uns dias de molho aqui em casa.
Não consigo cozinhar. Passei no supermercado pra umas comprinhas de urgência, ontem: sopinhas da Gerber, alguns kiwis, uma manga e algumas caixinhas de água de coco. Mais saudável, impossível. Certo?
Hum... Mais o menos.
Tudo estaria relativamente perfeito se: eu tivesse conseguido abrir a porra dos potinhos de sopa. Estavam indomáveis.
Os kiwis estavam insuportavelmente azedos. E manga inacreditavelmente verde.
Bosta. Passei o dia, literalmente, à base de pão (velho) e água de coco.

05 fevereiro, 2002

Mais coisas valiosas na vida. Sim, mais amigos. Não postei ontem por falta de tempo.
A Alê, do Totalmente Bridget, o Corbi - o meu bom e velho tio Corbê, o Günter e a Malu.
Uia! Quanta gente boa!
Meleca, tô sofrendo à toa.
Quem tem amigos assim não tem o direito de sofrer, ora pois. ;O)
Thanks!!!! Thanks!!! Thanks!!!

04 fevereiro, 2002

Se tem uma coisa que é realmente valiosa na vida são os amigos.
Isso sim, são presentes raros.
Hoje, num dia difícil, tive provas disso.
A Rezinha, lá do Manueladas, o Edu, o Fer Freitas, a Sandra, Andrea, e a Carlota, lá do trampo.
:O)
Thanks!
Rê! Desculpa pela choradeira, viu? Acho que eu precisava mesmo chorar um pouco.
Bosta.

30 janeiro, 2002

Passeamos pelas barraquinhas espremidas entre si. Buscávamos apenas uma entre elas que aparentasse ser mais confiável.
Confesso que isso levou um certo tempo. Mas finalmente, achamos: o plástico que forrava a barraca era limpinho, assim como os panos de prato que forravam o balcão do preparo da comida.
Nos empuleiramos no banco e pedimos, humildemente: - Tem Tacacá?
:O)
Um senhor nos atendeu. Ele olhou pra mim. Olhou pro Marujo.
Voltou a olhar pra mim.
Silêncio sepulcral.
Voltou a olhar pro Marujo.
Após mais um longo silêncio, respondeu: - Tem, mas vá ali naquela barraca. E apontou pro rumo.
À pouca distância, deu pra ver: era uma barraca comandada por uma velhinha que usava uma touca diferente, que parecia um pouco aquelas toucas que as enfermeiras usavam antigamente.
Aquele velhinho tinha uma certa docilidade no olhar e sem questionar nada, seguimos pra barraca da velhinha que usava aquela touca diferente.
Chegamos lá. Marujo pediu: - Tacacá? :O)))
A velhinha olhou pra mim. Olhou pra ele.
Silêncio. Longo silêncio.
Com uma voz baixa e com um sotaque que não consegui entender direito, ela fez alguns gestos. Fomos atrás dela.
Ela falava muito rápido. Difícil de entender.
Gentilmente, nos conduziu à uma plataforma, à beira do rio, onde havia um carrinho pronto pra preparar um Tacacá legal, com lugar pra sentar de costas pra um posto da Delegacia de Polícia e de frente pro rio.
Meleca! Claro, achei o atendimento nota 10!
Mas, porra, eu tenho tanta cara de turista nórdica assim? (Ö)

29 janeiro, 2002

Vale aqui um parênteses. Eu e o Marujo temos uma tradição, nesses anos todos, de realizar experiências gastronômicas, sem nenhum critério muito rígido.
Quem já foi capaz de enfrentar um caldinho de mocotó, num pé-sujaço ao lado do Lamas - RJ, não seria capaz de recusar uma aventura em plena Belém. Ara! Tão me estranhando?
Eu tinha em mãos duas opções: encarar um Tacacá ou avançar em território absolutamente desconhecido e arriscar um caldinho de carne em um mercadão sinistro, esse sim, suspeitíssimo da cidade.
Hum.. Já que é assim, vamos ao Tacacá.
Passado o sufoco, na manhã seguinte, era hora de explorar as novas paragens.
Consegui umas horinhas vagas pra enfrentar de frente a boa e famosa Belém. :O)
Roteiro traçado, ao acordar e antes de espreguiçar: Ver-o-Peso, Estação das Docas e a Igreja de Nossa Senhora do Nazaré, amém!
Foi tudo que eu consegui pensar.
E lá fomos nós:eu e meu bom e velho Marujo. ;O)
Desembarque 1: Mercado do Ver-o-Peso. (juro que eu não lembro se tem hífem mesmo)
Emoções fortes. Calor, muito calor.
Não sei qual o truque que os fotógrafos conseguem nas fotos jornalísticas, mas o que eu conhecia pelas matérias que eu li, o dito não era assim, tão digamos... Tá vamos aos fatos.
A parte renovada do Mercado tá bonitona. Banquinhas bonitas, ajeitadas, frutas, legumes, tipo uma feira-livre, ao redor.
O bicho começa a pegar mesmo na ala das barraquinhas de comida.
Como diria Luis Fernando Veríssimo, me pareceu algo que soa como o limite entre a vida inteligente e a vida orgânica.
Esqueça qualquer parâmetro normal de higiene ou qualquer outra regra.
Ora, bolas, relax! Nada que a visão de um churrasquinho grego com suco - tang sabor laranja - de grátis vc já não tenha visto na vida, em plena Av. São João. Larga a mão de frescura! ;O)

28 janeiro, 2002

Serviço de Utilidade Pública - ou de Futilidade Pública, se assim preferir. ;O)

Meninas, atenção!
Num coquetel formal, evitem as empadas.
A todo custo.
Sei que isso é um sacrifício descomunal. Eu sei. Mas, pensem bem: salto alto, calor, sem ar condicionado, pés doendo. Sim, existe coisa pior. Você é capaz de resistir ao apelo de uma empada.
Fé, irmãs.
Pensem bem.
Não existe armadilha pior na vida social de uma mulher do que uma simples e inocente empadinha na bandeja.
Você olha pra ela, ela olha pra você. Você imagina aquela massa macia, esfarelenta, recheio cremoso, provavelmente de camarão ou de palmito. (se for de frango, fuja da festa. Empada de frango não está à sua altura. Você não gastou horas planejando o vestido e se maquiando pra dar de cara com uma empada de frango com milho. Hunf! )
Pensa noutra coisa que passa. Seja forte.
Lembre que aquela massa macia irá se derreter na sua boca. E vai se alojar, incomodamente, naquele espaço que existe entre seus dentes, por menor que ele seja.
Pior do que isso: Lei de Murphy existe e costuma entrar em ação exatamente nessas horas. Por exemplo, na primeira abocanhada, alguém vai dirigir a palavra a você. E você estará com aquela massa disforme, dissolvendo na sua boca e se alojando confortavelmente naqueles malditos espacinhos que existem entre seus dentes.
Constrangida, você será obrigada a grunir: Féra aí.. (enquanto, difarçadamente, tenta dar conta daquela massaroca que se formou na sua boca)
Não se iluda: não só você terá uma massaroca alojada entre seus dentes, como também um rastro constrangedor poderá ter escorrido entre a sua boca e seu queixo, sem perceber. Empadinhas são sorrateiras. Todos os guardanapos do mundo não seriam capazes de dar conta de tamanha fúria.
Pior do que isso, elas deixam marcas em sua roupa. Inocentes poeirinhas da massa podem se alojar em sua roupa. Você, desavisada, pode tentar dar um pitaco nelas. E aí, o caráter traiçoeiro da inocente empada se revela: deixa um rastro de poeira e gordura na sua roupa novinha em folha.
Sim, aceite esse fato cruel: empadinhas de buffet são traiçoeiras e podem acabar com a sua imagem.
Fujam delas.
Recuse. Resista bravamente.
Se você usa aparelho e o garçom insistir, chame a polícia. Você estará coberta de razão. ;O)
Chegou a hora do indefectível coquetel. Só para os oficiais e poucos convidados.
Calor. Sede. Meus pezinhos. Ai.
Ufa! Sofá, bebida, comida e ar condicionado.
Era tudo que eu precisava.
Um pouco mais relaxada, comecei a entender um pouco o meu novo papel.
A esposa do comandante é mesmo uma espécie de primeira-dama da Vila. Promove chás, reuniões entre as esposas dos comandantes. Eu jurava que essas coisas só existiam em novela.
A mulherada ficou surpresa ao saber que eu não iria morar lá. Disse que iria mensalmente visitar, aproveitar os feriados prolongados.
Confesso que achei tudo muito divertido e fui muito bem recebida. Óbvio que cometi algumas gafes protocolares, mas foda-se. É o meu jeitinho. :O)
Começou a cerimônia.
Tudo muito objetivo: uma passagem comando.
Discurso do Almirante. Discurso do Comandante que está saindo e discurso do Comandante que está assumindo.
Coisa rápida. No discurso do Marujo, a minha surpresa. Ele falou da dor de se separar da família e do meu apoio irrestrito à sua decisão de assumir esse comando. Referiu-se a mim como sua esposa.
Uia! Eu casei! :O))
Fiquei extremamente comovida. De verdade. Mas tive que conter minhas lágrimas.
Eu não podia borrar a porra do meu rímel depois daquela trabalheira toda. :pp
Cheguei no local da cerimônia. Oficiais e a marujada toda com farda de festa: todos de branco.
Alguns convidados, uns 50. Calor, muito calor. Minha amiga me apresentou, informalmente, à algumas pessoas, como a esposa do Comandante. E num é que essa coisa de primeira-dama existe mesmo, rapaz? Eu achava que era brincadeira do Marujo.
Calor. Bosta. Num tem cadeira. Vai ser tudo de pé.
Meleca.
Procurei o Marujo. Achei.
Sim, quase desmaiei. Ele estava lin-do!
Nesses anos todos, eu nunca o tinha visto fardado, acredita?
Lin-do!!!!! Ele me viu. Veio falar comigo. Cochichou ao meu ouvido que eu estava linda. (ele é um gentleman ;O)
A pergunta que não queria calar era: pra que as luvas? É estranho ver o Marujo de luvas brancas. :O)
O calor era dos diabos.
E úmido, muito úmido.
A impressão era que eu tinha caído num grande caldeirão de sopa.
Meleca. Minha pressão costuma cair nesses casos.
Não. Eu não vou dar esse vexame. Não esse.
Por volta das 9h15, minha amiga passou em casa com a esposa de outro oficial pra seguirmos pra bendita cerimônia.
Comecei a achar que minha roupa estava básica demais, mas era tarde demais. Foda-se. Eu tava no meu estilo. Eu era a primeira-dama. Estava lançando o estilo jamanteano de se vestir. Ueba. Até que isso é divertido. ;O)
O dia tão temido e esperado chegou.
Fui me arrumar onde seria a nossa nova casa.
Minha cara tava um lixo e levou deu um certo trabalho para que minha maquiagem perpetrasse algum milagre. Meleca.
Eu estava um pouco nervosa, não sei bem como me comportar nessas cerimônias lotadas de formalidades protocolares. Um pouco antes, Marujo me deu uns toques básicos, do tipo: se eu te apresentar a um oficial, por exemplo - comandante fulano e sua esposa, dona fulana. Você, necessariamente, vai se dirigir à criatura como comandante fulano e à sua esposa, como dona fulana. Você a chamará de DONA fulana, até que ela libere ser chamada pelo nome. Certo?
Certo.
Pra minha sorte, eu conhecia a esposa de uns dos oficiais. Ela me deu a maior força. Eu tava sozinha e ela passou lá pra ver se eu precisava de alguma coisa. Agradeci a atenção e disse que tava dando pra me virar sozinha. Antes de sair, virou-se pra mim e solidária perguntou: quer que eu chame um maquiador pra você? Ele vem em casa. Dá tempo. Quer?
Puta merda. Eu devia estar pior do que o espelho me mostrava. (Ö) .
Quinta-feira passada, véspera de feriadão, estava eu de malas prontas pra bendita cerimônia de posse do Marujo, em Belém.
Pra tornar tudo mais divertido, caiu uma tempestade no final da tarde. Não foi uma grande tragédia. Choveu apenas o suficiente pra interditar o aeroporto de Congonhas. Básico.
A Vasp, pra variar, manteve a tradição de fazer lambança. A aeronave que seguiria pra Belém pousou em Cumbica, de modess que houve um atraso de quase 3 horas. Se você pensar que meu vôo estava marcado pras 19h38 (piada). Eram quase 22h15 e ainda não tinham chamado para o embarque. Congonhas fecha às 23h. Se o vôo fosse cancelado, eu iria perder a meleca da cerimônia.
Que nerbios!
Embarquei às 22h30 e cheguei a Belém mais de 2h (horário local - lá não tem horário de verão). Isso significa que meu relógio biológico apontava pras 3 da matina.
Estava exausta e sem teto. O Marujo ainda estava num abrigo provisório, na Marinha.
Dormimos num motel. Na verdade, capotamos. Acordei 3 horas depois, pra me aprontar pra cerimônia.
Sinceramente, eu daria meu braço direito por mais 5 horas de sono. (Ö)
Óia só: eu voltei! :O)
Aconteceram tantas coisas, nestes últimos 4 dias, que nem sei por onde começar.
Vou ver se consigo escrever tudo por aqui, até pra poder lembrar de tudo depois. Minha memória anda péssima. E não sei onde anda minha cartela de Ginko Biloba. :p

21 janeiro, 2002

Um dia quase perfeito.

Acordei cedo. Cedo o suficiente para assistir ao Bom Dia São Paulo.
(mas, tarde o suficiente pra não assistir à aula de Química do Telecurso 2000, he,he)
Triste. Muito triste os fatos. Celso Daniel era uma grande figura. Adormeci ontem e acordei hoje ainda meio estarrecida com o fato.
Enfim.
Dia de rodízio.
Ueba! Dá pra ficar até mais tarde em casinha.
Segui pro trabalho sentindo uma paz que há muito eu não lembrava.
Chefe voltando de férias. Medo.
Até que ele voltou de bom humor. Mal pude acreditar.

Na hora do almoço, fui retirar meus bilhetes pra viagem a Belém. Loja da Vasp, obvs.
Eu sei. Eu sei. Eu num aprendo.
Mas, dá um desconto: eu tinha direito a um trecho de grátis. Num ia perder essa. ;O)
A operação toda durou uns 40 minutos. Vasp é Vasp também em terra, pensa o que? :p
Foi coisa do anjo da guarda. Tudo resolvido, a trapaiada que fizeram com a minha reserva foi toda acertada, paguei parte do trecho, assinei a porra do comprovante, a impressora acabou de cuspir a meleca da passagem e.. acaba a luz.
Peguei meus bilhetes (com conexão em Brasília. Isso ainda vai dar merda.. anota aí) e segui de volta pra agência.
Juro que eu achei que a energia elétrica tinha sido cortada na loja da Vasp. Não me culpe por isso. ;P
Chegando ao sagüão do prédio da agência, tá o povo todo lá. Coisa bonita. Todo mundo voltando do almoção e sem elevador.
São 15 andares pra subir.
Até então, ninguém sabendo de nada.
Fumamos um cigarrinho na área de fumantes do térreo e lá ficamos.
Chega uma hora em que a consciência começa a pesar. Melhor subir de escada, né?
É!
Legal. A iluminação de emergência estava apagada. (Ö)
Praticamente, um crime. Se um fiscal da prefeitura aparece por lá, pode interditar o prédio. (hu,huuu!!! :O)
Esquece.
O Segurança do prédio se ofereceu pra nos acompanhar até lá em cima, a bordo de uma lanterna.
Meleca! São 15 andares. No escuro, de salto alto, eu não vou conseguir.
E não é que eu consegui, rapá!?? :O)


O pior ainda estava por vir.
E a porra da energia elétrica não voltava..
Comecei a imaginar o pior: sim, err..., dia de rodízio, tanque de gasolina do carro no talo da reserva.
Soube que postos de gasolina não funcionam com falta de energia elétrica.
Grande! Como não pensei nisso antes?
Lembrei que eu tinha R$12,35 na carteira, saldo insuficiente pra voltar pra casa de táxi, se fosse o caso. E desconta-se desse montante o R$ 1,40 sagrado para o maço de cigarro.
Danou-se: caixas eletrônicos também estavam fora de cogitação, pela mesma razão.
Mãe? Manhê??
Esquece, deixa mon em paz, Jamanta! Te vira!
Por volta das 17h40, a luz voltou.
Ueba! :O))
E apagou de novo, cinco minutos depois. (Ö)
Comecei a olhar em volta e pensei: vou dormir aqui. Isso! Não tem outro jeito.
Resumo: às 19h00 a luz já tinha voltado. Voltei pra casa, sem pegar trânsito. Foi lindo. Voltei cantando pra casa.
Até pensei, no elevador: lesgal, vai dar tempo de pegar o finalzinho primeiro capítulo da novela e assistir ao filme do Tela Quente. Era tudo que eu precisava. Juro.
Chego em casa e.. e.. e..? Sim, vc acertou: a Net está fora do ar. Sem sinal e sem previsão de volta.
Grrrr...






Marujo ficou sem dar notícias por dois dias, semana passada, porque estava hospitalizado.
Bosta.
A longa viagem desencadeou uma crise de dor na coluna e, sem trocadilhos, teve que ir pro estaleiro.
Morri de dó. Ele lá, sozinho e eu aqui, nem sabendo de nada.
Vou fazer babaganuch pra ele, quando eu chegar a Belém.
Ele deve estar com saudade. ;O)

20 janeiro, 2002

Já mandou alguém pentear a gengiva, hoje?
Eu mandei! ;O)
Hoje, fui assistir Harry Potter..
Pequena Oli me arrastou. Bosta.
Tá, confesso: chorei no final.
Gostei da fita. :O)
E o garoto é gente boa.
Tá certo que o mirim é uma caricatura de Bill Gates, aos 11 anos: cara redonda, óculos idem e cabelo tijelinha.
Tá certo também que aquela cena da fuga do cão de 3 cabeças lembra um pouco Indiana Jones.
Mas vamos dar um desconto? Vamos? ;O)
Finalmente, o Marujo chegou a Belém, quarta-feira passada.
As ligações telefônicas são meio, digamos, difíceis. A linha cai toda hora. Ódio mortal.
Descobri que em Belém não tem horário de verão, de modess que eu vou ter que fazer uma adaptação rápida de fuso horário.
Mas, o que a gente não faz por amor, não é?
Hunf!
Fui ao dentista, semana passada.
Dr. Anselmo, do alto de sua candura, foi categórico: - Você precisa aprender a pentear a gengiva.
- Errrr.. (Ö) .. Como assim, dr. ? (Ö)
- Pentear a gengiva, como se você estive escovando seu cabelo.
- Sei.
Pentear a gengiva..
Legal. Claro que vou fazer isso. Confio muito no Dr. Anselmo, afinal.
Mas, foi inevitável: enquanto ele falava, saquei que o "pentear a gengiva" pode ser um xingamento duca!
Na mesma categoria do " vá pentear macaco", ou "vá plantar batata".
Adorei! E adotei! :O)
Olá. Sei que eu sumi.
Mas estou firme e forte por aqui.
Forte?
Hum, menos Jamanta!

16 janeiro, 2002

Telecurso 2000 dá um soninho...
Pra quebrar o galho, estou me afogando num balde de chá de camomila. Acho que já tomei uns 820ml.
Mas acho que é meio tarde demais. São 6h10 e tá começando a dar soninho.
Daqui a pouco é hora de pegar caminho da roça.
Quer apostar quanto que vai dar merda e eu vou acordar às 11h40?
Melhor jogar o chá de camomila no ralo e preparar um capuccino. Pra acordar. :´/
Há alguns anos, eu tomava um chazinho pra dormir que era o bicho. Tinham uns ursinhos supermeigos na latinha. Se eu não me engano chamava Sleep Time.
Eu chamava de Chá de Ursinho. Eu tomava uma dose e dormia que era uma beleza.
Se alguém souber onde vende essa porra, pelamordedeus, dá um berro.
Tô comprando 5 caixas. Ou um lote fechado, pra garantir o estoque. (Ö)