Horizontes ampliados.
Ontem, ao chegar em casa, encontrei o chefe de Cosme e Damião no elevador. Foi dado o veredito: a responsa é do morador do andar de cima. O cara vai comprar tinta e rejunte, e o condomínio vai bancar a mão-de-obra. É só marcar o dia e reservar 10 reå pra Cosme e Damião porque eles são gente boa pra caramba.
Minha varanda vai voltar a ser transitável e, cá entre nós, aquele teto tava precisando de uma geral faz tempo.
Esse leão tá com os dias contados.
31 março, 2006

Thiago de Mello. Hoje, 80 anos.
Arte de amar
Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.
Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.
30 março, 2006
Caça aos leões. A luta continua.
Como disse, o cara dos documentos vai mandar tudo por sedex. O leão continua na jaula, mas está sedado.
Enquanto isso, corro atrás da parada na Caixa. Baixou-me uma Dita arretada, ontem à noite. Tinha que achar a averbação do divórcio. Pra isso, tive que mexer nas 485 pilhas de papéis e envelopes escondidos no armário da sala. Contas telefônicas, extratos de cartão de crédito, comprovantes de supermercado, muitos ainda de 2003! Teria sido eu um esquilo, em encarnações passadas? Joguei um volume considerável de bobagens fora. Nessas, achei não só a bendita averbação como também uma cópia autenticada. Economizei a ida ao cartório.
Trouxe toda documentação para o trabalho. Fiz uma pesquisa de campo minusciosa com os colegas. Veredito: dia 30 não é um dia legal pra ir à Caixa. Tenho que respeitar a sabedoria popular. Ficou pra amanhã. Mas, ó, melhor assim. Amanhã é sexta, 31, que é 13 ao contrário. Pode ser um bom presságio. Então, some mais um leão sedado na jaula.
Falta descobrir o que há de errado com os telefones da nova hospedagem de Godzila. E resolver a reforma no teto da varanda [suspiro]. Mas eu combinei que é um leão de cada vez.
Como disse, o cara dos documentos vai mandar tudo por sedex. O leão continua na jaula, mas está sedado.
Enquanto isso, corro atrás da parada na Caixa. Baixou-me uma Dita arretada, ontem à noite. Tinha que achar a averbação do divórcio. Pra isso, tive que mexer nas 485 pilhas de papéis e envelopes escondidos no armário da sala. Contas telefônicas, extratos de cartão de crédito, comprovantes de supermercado, muitos ainda de 2003! Teria sido eu um esquilo, em encarnações passadas? Joguei um volume considerável de bobagens fora. Nessas, achei não só a bendita averbação como também uma cópia autenticada. Economizei a ida ao cartório.
Trouxe toda documentação para o trabalho. Fiz uma pesquisa de campo minusciosa com os colegas. Veredito: dia 30 não é um dia legal pra ir à Caixa. Tenho que respeitar a sabedoria popular. Ficou pra amanhã. Mas, ó, melhor assim. Amanhã é sexta, 31, que é 13 ao contrário. Pode ser um bom presságio. Então, some mais um leão sedado na jaula.
Falta descobrir o que há de errado com os telefones da nova hospedagem de Godzila. E resolver a reforma no teto da varanda [suspiro]. Mas eu combinei que é um leão de cada vez.
29 março, 2006
Um leão de cada vez.
Tenho porradas de aborrecimentos cotidianos e burocráticos pra resolver. Não repare. Coisa de procrastinador profissional. Tudo acumulado, atrasado. Pendências perigosas. Prazos estourando.
No desespero, tento resolver tudo ao mesmo tempo. Costuma dar merda.
Então, rezo pra N. Sra. Desatadora de Nós [no caso, Cegos] e vou matar meus leões. Um de cada vez. Estabeleço metas, cronograma de tarefas. Parece piada.
Como disciplina é tudo, dou início aos trabalhos.
Ligo novamente pro cara da hospedagem de Godzila. Celular e fixo. Não atende. Mudo a estratégia. Mando e-mail. Até agora sem resposta. Vou precisar de ajuda local. Esse leão fica solto, por enquanto.
O cara dos documentos. Tento de novo. Não consigo. Prazo: 31. Mudo a estratégia. Vou pegá-lo no pulo. Ligo logo cedo. Antes das 9. Rá! Funciona. Sujeito educado e simpático, com voz de cantor de bolero. Negocio tudo com maestria. Nem parece eu. Combino de mandar os dados necessários. Ainda não mandei. Dependo da menina do Financeiro daqui. Podemos considerar que esse leão não tá morto, mas já tá na jaula. De amanhã não passa.
Cosme e Damião. Encontro os 2 na recepção do prédio. Solicito providências [uau, tô gostando de me ver]. O problema deve ser no apartamento do andar de cima, que precisa ser inspecionado pra saber quem vai arcar com o prejuízo. Passa pra jaula, leão.
A pendência na Caixa. Parece fácil. Com a documentação certinha como está, basta ir à uma agência e transferir a grana. Não é bem assim. Tem que levar xerox autenticada da averbação do divórcio, assim que eu achar a bendita averbação do divórcio. Não faço idéia onde procurar. Final de mês. Vai ter fila gigante. Galera do INSS. Quase 5 leões em 1. Prazo: 31. Fodeu.
Tenho porradas de aborrecimentos cotidianos e burocráticos pra resolver. Não repare. Coisa de procrastinador profissional. Tudo acumulado, atrasado. Pendências perigosas. Prazos estourando.
No desespero, tento resolver tudo ao mesmo tempo. Costuma dar merda.
Então, rezo pra N. Sra. Desatadora de Nós [no caso, Cegos] e vou matar meus leões. Um de cada vez. Estabeleço metas, cronograma de tarefas. Parece piada.
Como disciplina é tudo, dou início aos trabalhos.
Ligo novamente pro cara da hospedagem de Godzila. Celular e fixo. Não atende. Mudo a estratégia. Mando e-mail. Até agora sem resposta. Vou precisar de ajuda local. Esse leão fica solto, por enquanto.
O cara dos documentos. Tento de novo. Não consigo. Prazo: 31. Mudo a estratégia. Vou pegá-lo no pulo. Ligo logo cedo. Antes das 9. Rá! Funciona. Sujeito educado e simpático, com voz de cantor de bolero. Negocio tudo com maestria. Nem parece eu. Combino de mandar os dados necessários. Ainda não mandei. Dependo da menina do Financeiro daqui. Podemos considerar que esse leão não tá morto, mas já tá na jaula. De amanhã não passa.
Cosme e Damião. Encontro os 2 na recepção do prédio. Solicito providências [uau, tô gostando de me ver]. O problema deve ser no apartamento do andar de cima, que precisa ser inspecionado pra saber quem vai arcar com o prejuízo. Passa pra jaula, leão.
A pendência na Caixa. Parece fácil. Com a documentação certinha como está, basta ir à uma agência e transferir a grana. Não é bem assim. Tem que levar xerox autenticada da averbação do divórcio, assim que eu achar a bendita averbação do divórcio. Não faço idéia onde procurar. Final de mês. Vai ter fila gigante. Galera do INSS. Quase 5 leões em 1. Prazo: 31. Fodeu.
Quaresma longa.
Segunda-feira brabérrima, hora do almoço.
Eu em casa, esperando Cosme e Damião para consertarem o maldito teto da varanda. Aquilo tá sinistro demais.
Enquanto isso, tentava insistentemente falar com o cara dos documentos que tanto preciso, sob o risco de ficar sem salário. Ocupado. Ligo de novo. Alguém atende. O caboclo saiu.
O tempo se esgotando e nada de Cosme, nada de Damião.
Olhei pra minha imagem no espelho da sala. Deu vontade de quebrar. Lembrei dos 7 anos de azar. Quebrei um, uma vez. Já cumpri 3 anos e meio. Tô na condicional. Melhor não abusar.
Pela primeira vez, depoisde quase um ano, consegui visualizar com precisão cirúrgica os pontos que ficaram submersos na epiderme, após a remoção do cisto no rosto. Aflitivo. Barberagem do médico. Filho da puta.
Peguei a pinça. Arranquei um por um. Sem dó. Joguei methiolate. Misericórdia.
Melhorou muito.
Deu minha hora. Voltei pro trabalho. Não xinguei ninguém.
Às vezes, minha serenidade me surpreende.
Segunda-feira brabérrima, hora do almoço.
Eu em casa, esperando Cosme e Damião para consertarem o maldito teto da varanda. Aquilo tá sinistro demais.
Enquanto isso, tentava insistentemente falar com o cara dos documentos que tanto preciso, sob o risco de ficar sem salário. Ocupado. Ligo de novo. Alguém atende. O caboclo saiu.
O tempo se esgotando e nada de Cosme, nada de Damião.
Olhei pra minha imagem no espelho da sala. Deu vontade de quebrar. Lembrei dos 7 anos de azar. Quebrei um, uma vez. Já cumpri 3 anos e meio. Tô na condicional. Melhor não abusar.
Pela primeira vez, depoisde quase um ano, consegui visualizar com precisão cirúrgica os pontos que ficaram submersos na epiderme, após a remoção do cisto no rosto. Aflitivo. Barberagem do médico. Filho da puta.
Peguei a pinça. Arranquei um por um. Sem dó. Joguei methiolate. Misericórdia.
Melhorou muito.
Deu minha hora. Voltei pro trabalho. Não xinguei ninguém.
Às vezes, minha serenidade me surpreende.
28 março, 2006
Comunicação cortada.
Tento falar com o cara da nota, não consigo.
Com o cara que vai hospedar Godzila, também não.
Ligo pro 0800 do banco, necas. Pro 0300, idem.
Tento falar com minha mãe, a Telefônica informa que o n. não existe.
O teto da varanda desaba. Chamo o cara da manutenção e nada.
Melhor cortar os pulsos.
Tento falar com o cara da nota, não consigo.
Com o cara que vai hospedar Godzila, também não.
Ligo pro 0800 do banco, necas. Pro 0300, idem.
Tento falar com minha mãe, a Telefônica informa que o n. não existe.
O teto da varanda desaba. Chamo o cara da manutenção e nada.
Melhor cortar os pulsos.
27 março, 2006
24 março, 2006
Momento Gilmore. A padoca cor-de-rosa.
- Me mostra as coisas legais do seu bairro novo. Dei uma xeretada nas padocas. Achei a
dessa esquina com jeito bom.
- É boa. A outra também. Mas eu gosto mesmo é da padaria rosa.
- Me mostra.
- Vira ali.
- O que tem de irresistível?
- O pão não é muito legal.
- Sei..
- Eles fazem sanduíches bons.
- Num pão que é uma bosta?
- [risos] Pão de fôrma
- Sei. Padaria cujo melhor sanduíche é no pão Pullman. Fale mais sobre isso.
- [risos] Os sucos são bons também.
- De caixinha, aposto.
- [gargalhadas] É ali, ó.
- É. Vamos concordar que a fachada é bonitinha. Mas, pão de fôrma?
- Me mostra as coisas legais do seu bairro novo. Dei uma xeretada nas padocas. Achei a
dessa esquina com jeito bom.
- É boa. A outra também. Mas eu gosto mesmo é da padaria rosa.
- Me mostra.
- Vira ali.
- O que tem de irresistível?
- O pão não é muito legal.
- Sei..
- Eles fazem sanduíches bons.
- Num pão que é uma bosta?
- [risos] Pão de fôrma
- Sei. Padaria cujo melhor sanduíche é no pão Pullman. Fale mais sobre isso.
- [risos] Os sucos são bons também.
- De caixinha, aposto.
- [gargalhadas] É ali, ó.
- É. Vamos concordar que a fachada é bonitinha. Mas, pão de fôrma?
08 março, 2006
Tô indo.
If you're out on the road
Feeling lonely, and so cold
All you have to do is call my name
And I'll be there on the next train
Where you lead, I will follow
Anywhere that you tell me to
If you need, you need me to be with you
I will follow where you lead
I will follow you
Anywhere that you tell me to
If you need, you need me to be with you
I will follow where you lead
Where You Lead - Carole King e Louise Goffin
Gilmore Girls.
If you're out on the road
Feeling lonely, and so cold
All you have to do is call my name
And I'll be there on the next train
Where you lead, I will follow
Anywhere that you tell me to
If you need, you need me to be with you
I will follow where you lead
I will follow you
Anywhere that you tell me to
If you need, you need me to be with you
I will follow where you lead
Where You Lead - Carole King e Louise Goffin
Gilmore Girls.
03 março, 2006
02 março, 2006
Eu ia, mas num fui.
Segunda de carnaval teve apresentação da Banda da Fuleragem.
Achei que era piada, mas dizem que tem até carteirinha de sócio. Coisa muito séria.
O animador da Banda fica gritando ao microfone:
- Quem é fuleiro aí?
Os lesos: - Eeeeeu!
- Agora só as fuleiras?
As lesas: - EEEEHHHHHHHH!!!!
Na hora de começar, o som pifou. Tiveram que dar um jeito.
E o animador resmungando: - É muita fuleragem.
Fred Fuleirão tocou bateria.
E eu perdi essa, acredita?
Sacanagem.
Segunda de carnaval teve apresentação da Banda da Fuleragem.
Achei que era piada, mas dizem que tem até carteirinha de sócio. Coisa muito séria.
O animador da Banda fica gritando ao microfone:
- Quem é fuleiro aí?
Os lesos: - Eeeeeu!
- Agora só as fuleiras?
As lesas: - EEEEHHHHHHHH!!!!
Na hora de começar, o som pifou. Tiveram que dar um jeito.
E o animador resmungando: - É muita fuleragem.
Fred Fuleirão tocou bateria.
E eu perdi essa, acredita?
Sacanagem.
22 fevereiro, 2006
21 fevereiro, 2006
17 fevereiro, 2006
Se essa moda pega.
Sexta-feira, 9 da matina. Alteração urgente no layout. Coisa pouca. Uma palavra. Pra ser mais exata, apenas uma vogal.
Chefe: - Quanto tempo cês levam pra mudar isso e mandar pra produção?
Dupla: - A manhã inteira. :O)
Chefe: - Sabem pra onde vou mandar vocês?
Dupla: - À merda? :O))
Chefe: - Paredão.
Dupla: - Sujô. Corre logo com essa porra.
Sexta-feira, 9 da matina. Alteração urgente no layout. Coisa pouca. Uma palavra. Pra ser mais exata, apenas uma vogal.
Chefe: - Quanto tempo cês levam pra mudar isso e mandar pra produção?
Dupla: - A manhã inteira. :O)
Chefe: - Sabem pra onde vou mandar vocês?
Dupla: - À merda? :O))
Chefe: - Paredão.
Dupla: - Sujô. Corre logo com essa porra.
Programação normal.
Sábado termina o horário de verão.
Em termos práticos, não pega nada. Não se mexe em ponteiro de relógio por aqui.
Apenas ficamos 2 horas a menos, em relação ao horário de Brasília.
Por exemplo, se você correr pra chegar em casa antes das 19 horas, dá tempo de pegar o finalzinho do JN. Oprha? Esqueça. Duro mesmo é ouvir a musiquinha de encerramento do Fantástico às 20h30. É triste.
Pela primeira vez, duas horas passaram a fazer uma diferença brutal na minha rotina.
Nem sei mais se agüento o próximo.
Sábado termina o horário de verão.
Em termos práticos, não pega nada. Não se mexe em ponteiro de relógio por aqui.
Apenas ficamos 2 horas a menos, em relação ao horário de Brasília.
Por exemplo, se você correr pra chegar em casa antes das 19 horas, dá tempo de pegar o finalzinho do JN. Oprha? Esqueça. Duro mesmo é ouvir a musiquinha de encerramento do Fantástico às 20h30. É triste.
Pela primeira vez, duas horas passaram a fazer uma diferença brutal na minha rotina.
Nem sei mais se agüento o próximo.
Nome aos bois.
A Rê Santa Aventureira (tô sem link) me ligou ontem. Entre outros assuntos, ela me perguntou sobre o tal Shopping do Tururi. Aproveito então pra esclarecer.
Tururi = camiseta usada pela torcida na apresentação do Boi Bumbá.
Shopping = Barraquinhas que vendem tururis espalhadas pelo estacionamento do Vivaldão.
Vivaldão = Estádio de futebol que fica a 2 quadras da minha casa.
Carro de som = Caminhão que transporta caixas de som. No caso, caixas elevadas a uma potência desumana, com o levantador cantando as toadas.
Toada = Canção que conta a saga do boi.
Levantador = o equivalente ao puxador de samba.
Enquanto isso, gato miando no espetinho e a cachaça rolando solta.
Uma putaria desgraçada.
A muvuca rola, impiedosamente, de segunda a domingo, das 20 às 23h30.
Então você pode pensar: ?Fecha a janela. ? Não adianta.
?Pensa noutra coisa que passa.? É que nem dor de dente. Não passa.
?Então, se mata. ?Ainda acho a idéia da granada de mão mais legal.
A Rê Santa Aventureira (tô sem link) me ligou ontem. Entre outros assuntos, ela me perguntou sobre o tal Shopping do Tururi. Aproveito então pra esclarecer.
Tururi = camiseta usada pela torcida na apresentação do Boi Bumbá.
Shopping = Barraquinhas que vendem tururis espalhadas pelo estacionamento do Vivaldão.
Vivaldão = Estádio de futebol que fica a 2 quadras da minha casa.
Carro de som = Caminhão que transporta caixas de som. No caso, caixas elevadas a uma potência desumana, com o levantador cantando as toadas.
Toada = Canção que conta a saga do boi.
Levantador = o equivalente ao puxador de samba.
Enquanto isso, gato miando no espetinho e a cachaça rolando solta.
Uma putaria desgraçada.
A muvuca rola, impiedosamente, de segunda a domingo, das 20 às 23h30.
Então você pode pensar: ?Fecha a janela. ? Não adianta.
?Pensa noutra coisa que passa.? É que nem dor de dente. Não passa.
?Então, se mata. ?Ainda acho a idéia da granada de mão mais legal.
16 fevereiro, 2006
15 fevereiro, 2006
Escondam as facas.
O técnico do ar-condicionado não apareceu pela segunda vez consecutiva.
A faxineira nova até que limpa tudo direitinho. E também guarda tudo direitinho. Onde estão minhas coisas?
O documento que mensalmente sou obrigada a entregar não chegou pelo correio. Sinto o cheiro da encrenca.
O novo cartão de crédito chegou dentro do prazo. O número para desbloqueio não vale para o Amazonas. O número alternativo vale, mas tira qualquer um do sério.
Maldito Shopping do Tururi.
O técnico do ar-condicionado não apareceu pela segunda vez consecutiva.
A faxineira nova até que limpa tudo direitinho. E também guarda tudo direitinho. Onde estão minhas coisas?
O documento que mensalmente sou obrigada a entregar não chegou pelo correio. Sinto o cheiro da encrenca.
O novo cartão de crédito chegou dentro do prazo. O número para desbloqueio não vale para o Amazonas. O número alternativo vale, mas tira qualquer um do sério.
Maldito Shopping do Tururi.
10 fevereiro, 2006
Acerto de contas.
Ontem, a caminho de casa, eu, 2 redatores e 1 diretor de arte paramos no Habib?s.
Cada qual fez uma comprinha pra viagem, o diretor de arte não quis nada e todos voltamos saltitantes para casa.
No dia seguinte:
Redator: No final, o beirute do Habib?s acaba sendo bom pra caramba.
Diretor de arte: Tinha beirute?
Redator: Claro que tinha.
Diretor de arte: Por que cês não me falaram?
Eu: - Mas você tava com a gente dentro da loja.
Diretor de arte: - Mas eu não vi que tinha.
Eu- Tava lá no cardápio.
Diretor de arte: - Não vi.
(note que ele deixa a bola quicando na área)
Eu: - Era só texto. Não tinha figurinha. Vai ver que foi por isso.
Se eu for vítima de alguma emboscada, já temos um suspeito.
Ontem, a caminho de casa, eu, 2 redatores e 1 diretor de arte paramos no Habib?s.
Cada qual fez uma comprinha pra viagem, o diretor de arte não quis nada e todos voltamos saltitantes para casa.
No dia seguinte:
Redator: No final, o beirute do Habib?s acaba sendo bom pra caramba.
Diretor de arte: Tinha beirute?
Redator: Claro que tinha.
Diretor de arte: Por que cês não me falaram?
Eu: - Mas você tava com a gente dentro da loja.
Diretor de arte: - Mas eu não vi que tinha.
Eu- Tava lá no cardápio.
Diretor de arte: - Não vi.
(note que ele deixa a bola quicando na área)
Eu: - Era só texto. Não tinha figurinha. Vai ver que foi por isso.
Se eu for vítima de alguma emboscada, já temos um suspeito.
09 fevereiro, 2006
Não perda.
Marília Gabriela entrevistou Dr. Eduardo Ferreira Santos, autor do livro
Ciúme. O medo da perda.
Eduardo foi meu professor no cursinho. E depois, na faculdade. Por alguns meses, foi meu psicoterapeuta.
Ótimo professor. Grande profissional. Um poço de candura.
Vai rolar reprise no sábado, dia 11, às 10h30 e às 15 horas. No GNT.
Vou ver de novo.
Marília Gabriela entrevistou Dr. Eduardo Ferreira Santos, autor do livro
Ciúme. O medo da perda.
Eduardo foi meu professor no cursinho. E depois, na faculdade. Por alguns meses, foi meu psicoterapeuta.
Ótimo professor. Grande profissional. Um poço de candura.
Vai rolar reprise no sábado, dia 11, às 10h30 e às 15 horas. No GNT.
Vou ver de novo.
Tudo a ver.
Assunto: cuidados com instrumentos de manicure e pedicure. Matéria bem editada, embora o conteúdo seja aquela coisa eternamente paranóica. Tudo é risco de contaminação. Até de morte. Melhor nem sair de casa. Mesmo assim, sei não.
Final da matéria, vamos aos comentários dos apresentadores.
Brito: Ana [a Hickmann], o que você acha disso?
Ana: Acho que as pessoas têm que tomar cuidado mesmo. Sempre usar alicates esterilizados na?, na?, na?
Brito: Autoclave.
Ana: Não. Autoclave é um liquidozinho que passam pra esterelizar o alicate.
Brito: :/
Misericórdia.
Assunto: cuidados com instrumentos de manicure e pedicure. Matéria bem editada, embora o conteúdo seja aquela coisa eternamente paranóica. Tudo é risco de contaminação. Até de morte. Melhor nem sair de casa. Mesmo assim, sei não.
Final da matéria, vamos aos comentários dos apresentadores.
Brito: Ana [a Hickmann], o que você acha disso?
Ana: Acho que as pessoas têm que tomar cuidado mesmo. Sempre usar alicates esterilizados na?, na?, na?
Brito: Autoclave.
Ana: Não. Autoclave é um liquidozinho que passam pra esterelizar o alicate.
Brito: :/
Misericórdia.
Conversas do além.
- Mr Ghost, tava sumido. Como vai a vida?
- Daquele jeito de sempre. E por aí?
- Coisas estranhas acontecendo. Objetos voltaram a sumir. Assim, do nada. Quando eu paro de procurar, eles aparecem num lugar completamente absurdo. Sinistro.
- Isso é normal, Ana. Até você se perde nesse apartamento.
- Nem vem. Você tem considerar toda a complexidade arquitetônica do imóvel. Até você se perderia aqui, num momento de distração.
- Eu não. Nunca me perdi aí.
- Isso não conta, Mr Ghost. Você é um fenômeno.
- De resto tá tudo bem?
- Tá. Aquela coisa básica de sempre.
- Nunca se sinta sozinha. Saiba que estou sempre aí e pensando em você.
- Coisa boa de saber. Vê se aparece, dia desses.
Acho que perdi o juízo de vez.
- Mr Ghost, tava sumido. Como vai a vida?
- Daquele jeito de sempre. E por aí?
- Coisas estranhas acontecendo. Objetos voltaram a sumir. Assim, do nada. Quando eu paro de procurar, eles aparecem num lugar completamente absurdo. Sinistro.
- Isso é normal, Ana. Até você se perde nesse apartamento.
- Nem vem. Você tem considerar toda a complexidade arquitetônica do imóvel. Até você se perderia aqui, num momento de distração.
- Eu não. Nunca me perdi aí.
- Isso não conta, Mr Ghost. Você é um fenômeno.
- De resto tá tudo bem?
- Tá. Aquela coisa básica de sempre.
- Nunca se sinta sozinha. Saiba que estou sempre aí e pensando em você.
- Coisa boa de saber. Vê se aparece, dia desses.
Acho que perdi o juízo de vez.
08 fevereiro, 2006
02 fevereiro, 2006
A casa é sua.
Parece que o pograma acertou o caminho. Contratou aquela boxeadora (ex-BBB) pra comentar a fuleragem que rola na versão BBB6.
Hoje, na falta de assunto, falaram os casais que passaram pela casa.
O locutor falava sobre o romance entre Sol e o coveiro. E encerra a matéria com a pérola da semana:? ?E então o romance entre eles acabou exatamente como o coveiro queria: morto e enterrado. ?
Eu mereço.
Parece que o pograma acertou o caminho. Contratou aquela boxeadora (ex-BBB) pra comentar a fuleragem que rola na versão BBB6.
Hoje, na falta de assunto, falaram os casais que passaram pela casa.
O locutor falava sobre o romance entre Sol e o coveiro. E encerra a matéria com a pérola da semana:? ?E então o romance entre eles acabou exatamente como o coveiro queria: morto e enterrado. ?
Eu mereço.
Esse mundo tá perdido.
As minhas idas pra casa na hora do almoço têm sido muito instrutivas. Lúdicas, inclusive.
Hoje, quase saindo de volta pra agência, me deparei com criações bizarras.
Era evidente que a matéria era paga. Pograma da Craudete, só podia.
Uma lanchonete, cujo nome eu não sei, inventou novos salgados.
O primeiro choque foi a coxinha de estrogonofe de frango. Tem gosto pra tudo.
Mas o melhor ainda estava por vir.
Tá sentado?
Uma coxinha feita com massa de quibe, recheada com frango desfiado.
Note o verdadeiro espírito empreendedor do cidadão.
Quer saber o nome do acepipe?
Preparado?
Então toma: quibixinha.
Te juro.
As minhas idas pra casa na hora do almoço têm sido muito instrutivas. Lúdicas, inclusive.
Hoje, quase saindo de volta pra agência, me deparei com criações bizarras.
Era evidente que a matéria era paga. Pograma da Craudete, só podia.
Uma lanchonete, cujo nome eu não sei, inventou novos salgados.
O primeiro choque foi a coxinha de estrogonofe de frango. Tem gosto pra tudo.
Mas o melhor ainda estava por vir.
Tá sentado?
Uma coxinha feita com massa de quibe, recheada com frango desfiado.
Note o verdadeiro espírito empreendedor do cidadão.
Quer saber o nome do acepipe?
Preparado?
Então toma: quibixinha.
Te juro.
01 fevereiro, 2006
Indagações inquietantes.
1] Por que minha faxineira resolve desaparecer do mapa quando eu mais preciso dela?
2] Por que tenho uma vontade incontrolável de eu mesma cortar minha franja justamente quando tenho que estar mais ou menos bonitinha?
3] Por que eu não sei cortar minha franja?
4] Quanto tempo dura um litro de tucupi na geladeira?
1] Por que minha faxineira resolve desaparecer do mapa quando eu mais preciso dela?
2] Por que tenho uma vontade incontrolável de eu mesma cortar minha franja justamente quando tenho que estar mais ou menos bonitinha?
3] Por que eu não sei cortar minha franja?
4] Quanto tempo dura um litro de tucupi na geladeira?
31 janeiro, 2006
Eu me sinto a melhor das criaturas quando:
1- Termino o mês com o saldo no azul. Tudo bem que é um azul beeeem clarinho, mas ainda assim é azul. Raridade.
2- Consigo deixar a pia brilhando, depois de preparar o jantar.
3- Me preponho a não fazer algo e realmente não faço. Mesmo que isso me custe as vísceras e 20 cigarros a mais no pulmão.
4- Consigo dormir uma noite inteirinha de sono, sem nenhum pesadelo.
1- Termino o mês com o saldo no azul. Tudo bem que é um azul beeeem clarinho, mas ainda assim é azul. Raridade.
2- Consigo deixar a pia brilhando, depois de preparar o jantar.
3- Me preponho a não fazer algo e realmente não faço. Mesmo que isso me custe as vísceras e 20 cigarros a mais no pulmão.
4- Consigo dormir uma noite inteirinha de sono, sem nenhum pesadelo.
30 janeiro, 2006
Miséria.
Consegui sobreviver à adversidade, com a minha fé e determinação.
Para vir trabalhar, tive que torrar 6 mangos.
Agora não tem como escapar: vou ter que pegar um táxi e ir ao banco. Operação de alto risco, note bem.
Se você puder rezar para que o sistema não tenha caído, ou o banco tenha sido assaltado, eu ficarei muito agradecida.
Consegui sobreviver à adversidade, com a minha fé e determinação.
Para vir trabalhar, tive que torrar 6 mangos.
Agora não tem como escapar: vou ter que pegar um táxi e ir ao banco. Operação de alto risco, note bem.
Se você puder rezar para que o sistema não tenha caído, ou o banco tenha sido assaltado, eu ficarei muito agradecida.
Alegria de pobre.
Domingo pela manhã, acordei cedão. Céu azul, sol bonito e ventinho gostoso. Era um convite irrecusável para uma leve caminhada até a Select mais próxima. Eu não saía de casa desde a noite de sexta, afinal.
Ao vestir uma calça, encontrei duas moedas que estavam ali esquecidas. Passei a ter
R$ 8, 60!! Definitivamente, era o meu dia de sorte. Ou não.
Domingo pela manhã, acordei cedão. Céu azul, sol bonito e ventinho gostoso. Era um convite irrecusável para uma leve caminhada até a Select mais próxima. Eu não saía de casa desde a noite de sexta, afinal.
Ao vestir uma calça, encontrei duas moedas que estavam ali esquecidas. Passei a ter
R$ 8, 60!! Definitivamente, era o meu dia de sorte. Ou não.
Lei de Murphie volta a atacar.
Sexta-feira, 27/01, horário de almoço. Ameaçava chover uma chuva braba. Eu tinha exatos R$ 7,35 na bolsa. Para ir ao caixa eletrônico, eu teria que pegar um táxi, o que seria uma despesa desnecessária, nessa dura fase de vacas magras. Deixei pra fazer a operação na volta pra casa, abusando da gentileza do colega que tem me dado carona. No exato instante em que eu me aproximava do que seria a salvação do meu final de semana, puf. Apagaram-se as luzes e descobri que caixa eletrônico não dispõe de um elemento de primeira necessidade para quem se diz prestar serviço de primeira qualidade: gerador de energia elétrica
Óbviamente, cheguei em casa com os mesmos R$ 7,35 e sem parte da unha do polegar direito. Não sabia que eu era capaz de roer unhas, olha só.
Sexta-feira, 27/01, horário de almoço. Ameaçava chover uma chuva braba. Eu tinha exatos R$ 7,35 na bolsa. Para ir ao caixa eletrônico, eu teria que pegar um táxi, o que seria uma despesa desnecessária, nessa dura fase de vacas magras. Deixei pra fazer a operação na volta pra casa, abusando da gentileza do colega que tem me dado carona. No exato instante em que eu me aproximava do que seria a salvação do meu final de semana, puf. Apagaram-se as luzes e descobri que caixa eletrônico não dispõe de um elemento de primeira necessidade para quem se diz prestar serviço de primeira qualidade: gerador de energia elétrica
Óbviamente, cheguei em casa com os mesmos R$ 7,35 e sem parte da unha do polegar direito. Não sabia que eu era capaz de roer unhas, olha só.
Num falei?
O engodo foi pro paredão, embora muito antes do que eu imaginava.
Tô com vontade de votar no pica doce, só pra ver a tortura do queridinho do Brasil se prolongar por mais algumas semanas.Vai ser divertido. Se eu fosse a patroa, já iria providenciando a venda do carango novo e escolheria uma lava-louça mais em conta, porque foto na G acho que não vai rolar, não. Ele vai voltar pro trampo lá na gerença na Pavuna e a vida vai melhorar de qualquer jeito.
O engodo foi pro paredão, embora muito antes do que eu imaginava.
Tô com vontade de votar no pica doce, só pra ver a tortura do queridinho do Brasil se prolongar por mais algumas semanas.Vai ser divertido. Se eu fosse a patroa, já iria providenciando a venda do carango novo e escolheria uma lava-louça mais em conta, porque foto na G acho que não vai rolar, não. Ele vai voltar pro trampo lá na gerença na Pavuna e a vida vai melhorar de qualquer jeito.
27 janeiro, 2006
Agustinho, o engodo.
Nunca fui muito com os cornos daquele sujeito. O cabra entra no sorteio, mal esquenta a bunda na cadeira e já leva o carro e a liderança, justamente numa prova de adivinhação numérica. Sei não. Desconfio de informação privilegiada. Ninguém nunca sentiu o cheiro dessa marmelada, não? O leso passa o dia no lava-e-passa, sacudindo a pança pra fazer gracinha e vira o queridinho do Brasil. Uma espécie de Bam-Bam, só com um pouco mais de experiência de vida. Quero ver no dia que ele começar a deprimir, o que não vai demorar muito. Torço por isso em silêncio Caboco vai chorar escondidinho e vai causar verdadeira comoção nacional. Quer apostar?
Nunca fui muito com os cornos daquele sujeito. O cabra entra no sorteio, mal esquenta a bunda na cadeira e já leva o carro e a liderança, justamente numa prova de adivinhação numérica. Sei não. Desconfio de informação privilegiada. Ninguém nunca sentiu o cheiro dessa marmelada, não? O leso passa o dia no lava-e-passa, sacudindo a pança pra fazer gracinha e vira o queridinho do Brasil. Uma espécie de Bam-Bam, só com um pouco mais de experiência de vida. Quero ver no dia que ele começar a deprimir, o que não vai demorar muito. Torço por isso em silêncio Caboco vai chorar escondidinho e vai causar verdadeira comoção nacional. Quer apostar?
26 janeiro, 2006
Overdose.
Experimentei um teco de rapadura cremosa. Pouca coisa, do tamanho de um brigadeiro pequenininho. O suficiente para estourar a minha cota bienal de consumo de açúcar.
Coisa impressionante.
Acho que isso pode, inclusive, desobstruir a demanda de bêbados que recorrem ao SUS, em busca de glicose na veia. Bota uma lasquinha dessa rapadura embaixo da língua, que nem aqueles remédios pra pressão, e o caboco volta pra casa andando.
Experimentei um teco de rapadura cremosa. Pouca coisa, do tamanho de um brigadeiro pequenininho. O suficiente para estourar a minha cota bienal de consumo de açúcar.
Coisa impressionante.
Acho que isso pode, inclusive, desobstruir a demanda de bêbados que recorrem ao SUS, em busca de glicose na veia. Bota uma lasquinha dessa rapadura embaixo da língua, que nem aqueles remédios pra pressão, e o caboco volta pra casa andando.
25 janeiro, 2006
Malvada, eu?
Entra o desavisado na sala e comenta algo ininteligível.
Uníssono: - Hã?
- Cheiro de banana.
Unissono: Hã?
- Cheiro de banana aqui.
Eu - Sabes que delírio olfativo pode ser sintoma de derrame cerebral?
A gente quer compartilhar a informação com o colega e dá nisso. Me chamaram de cruel.
Entra o desavisado na sala e comenta algo ininteligível.
Uníssono: - Hã?
- Cheiro de banana.
Unissono: Hã?
- Cheiro de banana aqui.
Eu - Sabes que delírio olfativo pode ser sintoma de derrame cerebral?
A gente quer compartilhar a informação com o colega e dá nisso. Me chamaram de cruel.
Espírito suíno.
Certas oportunidades a gente perde na vida e depois fica se corroendo pela vacilada ou pelo súbito ataque de piedade cristã.
Ontem, por exemplo, eu estava na área de fumantes esperando meu táxi, quando reparei que no cinzeiro havia uns 7 ou 8 palitos de fósforo espetados, como se fossem velinhas num bolo de aniversário. Imaginei que fosse obra de algum fumante precavido que roubou os palitos e os deixou ali, para um momento de desespero e necessidade.
Peguei calmanente o isqueiro na bolsa no exato momento em que o carro chegou.
Guardei a arma do crime e segui meu caminho. Não incendiei os fósforos.
Aquilo não sai da minha cabeça.
Certas oportunidades a gente perde na vida e depois fica se corroendo pela vacilada ou pelo súbito ataque de piedade cristã.
Ontem, por exemplo, eu estava na área de fumantes esperando meu táxi, quando reparei que no cinzeiro havia uns 7 ou 8 palitos de fósforo espetados, como se fossem velinhas num bolo de aniversário. Imaginei que fosse obra de algum fumante precavido que roubou os palitos e os deixou ali, para um momento de desespero e necessidade.
Peguei calmanente o isqueiro na bolsa no exato momento em que o carro chegou.
Guardei a arma do crime e segui meu caminho. Não incendiei os fósforos.
Aquilo não sai da minha cabeça.
24 janeiro, 2006
Vigilância sanitária.
Incrível como alguns assuntos passam a perseguir você.
Deu no Mascate*, primeira página, sábado: Surto de caganeira apavora a população.
Juro, era assim mesmo a manchete.A matéria, obviamente, falava sobre a péssima conservação dos alimentos e as condições precárias de grande parte dos restaurantes e lanchonetes da cidade.
Na hora do almoço fui pra casa. Passou um episódio de Friends na Warner. Aquele que a Phoebe conhece o mala da vigilância sanitearia e fecha tudo que é restaurante.
Na seqüência, zapenado, parei no programa da Craudete. Um especialista em conservação de alimentos falava sobre os 10 mais perigosos no verão: salsicha, carne, vinagrete, camarão, pastel de feira e por aí foi.
Misericórdia. Não se pode ter sossego nessa vida.
*Mascate é um periódico que segue uma linha editorial muito semelhante a do finado Notícias Populares.
Incrível como alguns assuntos passam a perseguir você.
Deu no Mascate*, primeira página, sábado: Surto de caganeira apavora a população.
Juro, era assim mesmo a manchete.A matéria, obviamente, falava sobre a péssima conservação dos alimentos e as condições precárias de grande parte dos restaurantes e lanchonetes da cidade.
Na hora do almoço fui pra casa. Passou um episódio de Friends na Warner. Aquele que a Phoebe conhece o mala da vigilância sanitearia e fecha tudo que é restaurante.
Na seqüência, zapenado, parei no programa da Craudete. Um especialista em conservação de alimentos falava sobre os 10 mais perigosos no verão: salsicha, carne, vinagrete, camarão, pastel de feira e por aí foi.
Misericórdia. Não se pode ter sossego nessa vida.
*Mascate é um periódico que segue uma linha editorial muito semelhante a do finado Notícias Populares.
Descontrol total.
Cartão de crédito bloqueado. Sim, Becky Bloom ainda insite em habitar o meu ser. Exagerei no final do ano, mas pra tudo se dá um jeito.
Lâmpadas queimadas pela casa. O xampu já era. Miojo acabou.
Desde que cheguei de volta nunca mais fui ao supermercado. Quebra de confiança. Deu no jornal: comerciantes de grandes redes estão adulterando prazo de validade de tudo quanto é produto, de carne a sabonete íntimo.
Minha casa carece de cuidados. Eu também. E esse carnaval que não chega nunca.
Meu braço direito por um pouco de paz.
Cartão de crédito bloqueado. Sim, Becky Bloom ainda insite em habitar o meu ser. Exagerei no final do ano, mas pra tudo se dá um jeito.
Lâmpadas queimadas pela casa. O xampu já era. Miojo acabou.
Desde que cheguei de volta nunca mais fui ao supermercado. Quebra de confiança. Deu no jornal: comerciantes de grandes redes estão adulterando prazo de validade de tudo quanto é produto, de carne a sabonete íntimo.
Minha casa carece de cuidados. Eu também. E esse carnaval que não chega nunca.
Meu braço direito por um pouco de paz.
23 janeiro, 2006
Tortura chinesa.
Desde a manhã de quinta-feira até o início da noite de sábado foram 34 horas confinada numa maldita ilha de edição. Documentário de 6 minutos sobre abate e controle de qualidade de carne bovina.
Minha vida pessoal virou no avesso e estou com o humor do cão.
É bem proválvel que eu fique uns 4 meses sem comer hamburguer. E nem é por dozinho do bicho, não. O boi que se dane. Eu tô é com raiva mesmo.
Desde a manhã de quinta-feira até o início da noite de sábado foram 34 horas confinada numa maldita ilha de edição. Documentário de 6 minutos sobre abate e controle de qualidade de carne bovina.
Minha vida pessoal virou no avesso e estou com o humor do cão.
É bem proválvel que eu fique uns 4 meses sem comer hamburguer. E nem é por dozinho do bicho, não. O boi que se dane. Eu tô é com raiva mesmo.
13 janeiro, 2006
Ainda a cerveja com S.
Auki entendeu se tratar uma comemoração à conquista da conta da Skol. Como eu disse a ele, antes sesse. Mas quem sabe assim Fabinho descobre meu talento. Nunca se sabe.
Ale Totalmente Bridge, curiosíssima, perguntou se estava vendo um paSSarinho verde. Não exatamente. Listou uma ampla fauna verde que inicia com S. Achei por bem assumir que se trata de um sapo verde por uma questão bastante simples. Reza a lenda que você beija o sapo e leva o príncipe. Tudo muito prático. Me pareceu uma idéia sensacional.
Depois, no silêncio da noite, fiquei supondo: e se o sapo verde virar o Shreck? Vou me transformar em Fiona?
Não, não. Podemos perfeitamente mudar o rumo desse conto do vigário.
O Shreck dá uma bota na Fiona e se apaixona perdidamente por She Ra, no caso, eu, que juro, vou começar a academia na segunda-feira.
E viveram felizzzzzes para sempre.
Notem que a leseira caminha a passos largos em 2006.
Alguém tem um Serenus por aí? Se não tiver, Somalium serve.
Auki entendeu se tratar uma comemoração à conquista da conta da Skol. Como eu disse a ele, antes sesse. Mas quem sabe assim Fabinho descobre meu talento. Nunca se sabe.
Ale Totalmente Bridge, curiosíssima, perguntou se estava vendo um paSSarinho verde. Não exatamente. Listou uma ampla fauna verde que inicia com S. Achei por bem assumir que se trata de um sapo verde por uma questão bastante simples. Reza a lenda que você beija o sapo e leva o príncipe. Tudo muito prático. Me pareceu uma idéia sensacional.
Depois, no silêncio da noite, fiquei supondo: e se o sapo verde virar o Shreck? Vou me transformar em Fiona?
Não, não. Podemos perfeitamente mudar o rumo desse conto do vigário.
O Shreck dá uma bota na Fiona e se apaixona perdidamente por She Ra, no caso, eu, que juro, vou começar a academia na segunda-feira.
E viveram felizzzzzes para sempre.
Notem que a leseira caminha a passos largos em 2006.
Alguém tem um Serenus por aí? Se não tiver, Somalium serve.
Modos à mesa, crianças.
Comentários sobre o almoço legal no dia anterior, à mesa do restaurante escroto.
Menina 1- Ontem, foi bom. Comi um pacu inteiro, uma banda de jaraqui, um pedaço de pirarucu e outro de surubim.
Eu- Calma aí. Não era um pacuuu. Era um pacuzão.
Cretino: - Sei. Um pacuzão tipo assim Carla Peres.
Eu: - Bingo.
A inocente Menina 2: - O pacu é grande, mas quando você abre ele é fino.
Eu: - Gente, não é melhor mudar de assunto, não?
Comentários sobre o almoço legal no dia anterior, à mesa do restaurante escroto.
Menina 1- Ontem, foi bom. Comi um pacu inteiro, uma banda de jaraqui, um pedaço de pirarucu e outro de surubim.
Eu- Calma aí. Não era um pacuuu. Era um pacuzão.
Cretino: - Sei. Um pacuzão tipo assim Carla Peres.
Eu: - Bingo.
A inocente Menina 2: - O pacu é grande, mas quando você abre ele é fino.
Eu: - Gente, não é melhor mudar de assunto, não?
12 janeiro, 2006
Boas compras
Ganhei coisas lindas no Natal e acabei não comprando quase nada em Sampa.
Como não sou de ferro, sucumbi aos irrestíveis apelos de um protetor labial FP15,
com extrato de caviar. Já foi testado e devidamente aprovado. Pena que acabe tão rápido.
O grande achado de 2006 foi a coletânia de 4 DVDs de Mad About You, com episódios comentados, selecionados criteriosamente por Helen Hunt e Paul Reiser. Raridade. Pensa bem, se eu não comprasse iria sofrer pelo resto da minha vida e seria a mulher mais infeliz do mundo. Pretendia saborear esse mimo calmamente, mantendo a sensata média de 1 disco por semana. Não rolou. Só no sábado e domingo, assisti a 3. Tô tentando economizar o último, mas tá difícil. São Seinfeld tem me apoiado muito nessa hora difícil, tenho que reconhecer e agradecer.
Tudo bem que eles não colocaram o meu episódio predileto, aquele do aniversário no metrô. Pra compensar, tem aquele que conta como eles se conheceram e se apaixonaram. Delícia.
A grande cagada de 2006 foi a compra de uma bolsa que eu estava longe de precisar. Já foi devidamente apelidada por terceiros como gancho de rede. Tá. Compra por impulso dá nisso. Nada é perfeito.
Mas eu melhorei bastante, reconheçam.
Ganhei coisas lindas no Natal e acabei não comprando quase nada em Sampa.
Como não sou de ferro, sucumbi aos irrestíveis apelos de um protetor labial FP15,
com extrato de caviar. Já foi testado e devidamente aprovado. Pena que acabe tão rápido.
O grande achado de 2006 foi a coletânia de 4 DVDs de Mad About You, com episódios comentados, selecionados criteriosamente por Helen Hunt e Paul Reiser. Raridade. Pensa bem, se eu não comprasse iria sofrer pelo resto da minha vida e seria a mulher mais infeliz do mundo. Pretendia saborear esse mimo calmamente, mantendo a sensata média de 1 disco por semana. Não rolou. Só no sábado e domingo, assisti a 3. Tô tentando economizar o último, mas tá difícil. São Seinfeld tem me apoiado muito nessa hora difícil, tenho que reconhecer e agradecer.
Tudo bem que eles não colocaram o meu episódio predileto, aquele do aniversário no metrô. Pra compensar, tem aquele que conta como eles se conheceram e se apaixonaram. Delícia.
A grande cagada de 2006 foi a compra de uma bolsa que eu estava longe de precisar. Já foi devidamente apelidada por terceiros como gancho de rede. Tá. Compra por impulso dá nisso. Nada é perfeito.
Mas eu melhorei bastante, reconheçam.
Recado educadinho para Sr. Jorge.
Tem sido asim, ultimamente: chego no trampo ansiosa pra ler minhas mensagens, na esperança de receber notícias de amigos distantes, quem sabe até uma inesperada declaração de amor logo cedo. Mas não.
Quase todo dia ele marca presença, com uma fidelidade canina impressionante.
Já mandei mensagem educada explicando a situação. Também já parti pra ignorância, mas não tem jeito. Ele insiste. Talvez ele leia blogs. Não custa tentar.
Então, seu Jorge, a parada é a seguinte: eu não tenho interesse nenhum em comprar ou locar galpões no Brás, Móoca ou Alphaville. Nem com todas as facilidades de pagamento que só sua empresa oferece. Pega o beco, mano.
Tem sido asim, ultimamente: chego no trampo ansiosa pra ler minhas mensagens, na esperança de receber notícias de amigos distantes, quem sabe até uma inesperada declaração de amor logo cedo. Mas não.
Quase todo dia ele marca presença, com uma fidelidade canina impressionante.
Já mandei mensagem educada explicando a situação. Também já parti pra ignorância, mas não tem jeito. Ele insiste. Talvez ele leia blogs. Não custa tentar.
Então, seu Jorge, a parada é a seguinte: eu não tenho interesse nenhum em comprar ou locar galpões no Brás, Móoca ou Alphaville. Nem com todas as facilidades de pagamento que só sua empresa oferece. Pega o beco, mano.
11 janeiro, 2006
Cerveja com S.
Dia desses, descobri que as melhores coisas da vida têm uma mesma consoante.
Silêncio na madrugada, solidão compartilhada, sonhos. Snacks, sol, saciar a sede de espumante sob lençóis, talvez de seda. Sacanagem.Sandubas de salame e salsichas preparadas com sabedoria dos santos.
São Paulo. Saudade.
Aliás, cerveja deveria ser com S, sim. Sempre.
Smack.
Dia desses, descobri que as melhores coisas da vida têm uma mesma consoante.
Silêncio na madrugada, solidão compartilhada, sonhos. Snacks, sol, saciar a sede de espumante sob lençóis, talvez de seda. Sacanagem.Sandubas de salame e salsichas preparadas com sabedoria dos santos.
São Paulo. Saudade.
Aliás, cerveja deveria ser com S, sim. Sempre.
Smack.
10 janeiro, 2006
Assinar:
Postagens (Atom)





