Conselho de amiga.
- Reniew para mãos e unhas - Avon
- Fortalecedor de unhas com fibras - Avon
- Protetor labial com FPS 15, aloe vera e vitamina E ? Banana Boat
30 novembro, 2005
Sinais visíveis de pobreza.
Eu me descontrolei completamente. Com essa farra de ir almoçar em casa todo dia, estourei a verba pra condução. Voltei pra agência rezando pra não ter congestionamento, Um fusca quebrado no caminho, e eu estaria lascada.
Tô com R$ 1,75 na bolsa. O jeito vai ser voltar de carona. Ou a pé.
Quer apostar quanto que vai chover?
Eu me descontrolei completamente. Com essa farra de ir almoçar em casa todo dia, estourei a verba pra condução. Voltei pra agência rezando pra não ter congestionamento, Um fusca quebrado no caminho, e eu estaria lascada.
Tô com R$ 1,75 na bolsa. O jeito vai ser voltar de carona. Ou a pé.
Quer apostar quanto que vai chover?
29 novembro, 2005
28 novembro, 2005
25 novembro, 2005
Senta na calçada e chora.
Dia difícil. Noite insone. Acordei com 1 hora de atraso e cheguei tardão na agência.
Tenho uma palestra de um publicitário fodão pra ir à noite. Traje: esporte fino. Minhas unhas estavam um lixo.
Precisavam de cuidados profissionais com urgência.
Na hora do almoço, sempre nessa hora, começou a ameaçar um temporal memorável.
Saí correndo pra agência de viagens comprar as benditas passagens e depois ir à manicure.
Trânsito travado. Já estava com meia hora de atraso no meu cronograma mental.
A marmota da agência de viagens era um poço de má vontade. Fiquei irritada e isso não é nada bom. Decidi fechar negócio em outro lugar, custe o que custar.
Comecei a ver a nuvem da frustração se aproximar. Meleca.
Comprei um cheeseburguer com molho tucumã + fritas pra viagem.
Peguei outro táxi pra ir à manicure, sob uma tempestade boçal. Trânsito caótico. Comi as fritas no congestionamento. Cheguei atrasada na manicure. Lana estava fazendo o pé de outra cliente, porque achou que eu não iria mais. A massagista resolveu brincar de manicure. Deu merda.
Voltei pra agência a pé. Minha sandália ameaçou arrebentar. Clamei aos céus. Acho que a chuva atrapalhou a comunicação divina.
Cheguei no trabalho com 35 minutos de atraso, ensopada, com as unhas ridículas e 3 bifes arrancados da cutícula. Comi o cheeseburguer gelado e fiquei ouvindo piada de corno.
Ainda chove por aqui. No final do dia, vou na A.E. encerrar o assunto das passagens, passar em casa, tomar banhão, me pôr bela [atchim] e vou pra palestra.
Sei não. Sei não. Tem muito dia pela frente.
Dia difícil. Noite insone. Acordei com 1 hora de atraso e cheguei tardão na agência.
Tenho uma palestra de um publicitário fodão pra ir à noite. Traje: esporte fino. Minhas unhas estavam um lixo.
Precisavam de cuidados profissionais com urgência.
Na hora do almoço, sempre nessa hora, começou a ameaçar um temporal memorável.
Saí correndo pra agência de viagens comprar as benditas passagens e depois ir à manicure.
Trânsito travado. Já estava com meia hora de atraso no meu cronograma mental.
A marmota da agência de viagens era um poço de má vontade. Fiquei irritada e isso não é nada bom. Decidi fechar negócio em outro lugar, custe o que custar.
Comecei a ver a nuvem da frustração se aproximar. Meleca.
Comprei um cheeseburguer com molho tucumã + fritas pra viagem.
Peguei outro táxi pra ir à manicure, sob uma tempestade boçal. Trânsito caótico. Comi as fritas no congestionamento. Cheguei atrasada na manicure. Lana estava fazendo o pé de outra cliente, porque achou que eu não iria mais. A massagista resolveu brincar de manicure. Deu merda.
Voltei pra agência a pé. Minha sandália ameaçou arrebentar. Clamei aos céus. Acho que a chuva atrapalhou a comunicação divina.
Cheguei no trabalho com 35 minutos de atraso, ensopada, com as unhas ridículas e 3 bifes arrancados da cutícula. Comi o cheeseburguer gelado e fiquei ouvindo piada de corno.
Ainda chove por aqui. No final do dia, vou na A.E. encerrar o assunto das passagens, passar em casa, tomar banhão, me pôr bela [atchim] e vou pra palestra.
Sei não. Sei não. Tem muito dia pela frente.
24 novembro, 2005
Mandei pra todos os colegas da equipe:
Subject: Amanhã é dia do corno.
Olá, amigos.
Como todos já devem estar cientes, segundo o calendário de datas comemorativas recebido hoje cedo, em 25 de novembro comemora-se o Dia do Corno. Não podemos deixar isso passar em branco.
Vamos, coragem. Quem nunca passou por isso na vida que atire o primeiro casco.
Sugiro que o encontro seja na Choparia São Marcos, tradicional estabelecimento da cidade, reduto de portadores do constrangedor, porém, às vezes, inevitátavel adorno.
Bora lá?
Ana
[Acreditam que ninguém respondeu?]
Subject: Amanhã é dia do corno.
Olá, amigos.
Como todos já devem estar cientes, segundo o calendário de datas comemorativas recebido hoje cedo, em 25 de novembro comemora-se o Dia do Corno. Não podemos deixar isso passar em branco.
Vamos, coragem. Quem nunca passou por isso na vida que atire o primeiro casco.
Sugiro que o encontro seja na Choparia São Marcos, tradicional estabelecimento da cidade, reduto de portadores do constrangedor, porém, às vezes, inevitátavel adorno.
Bora lá?
Ana
[Acreditam que ninguém respondeu?]
23 novembro, 2005
22 novembro, 2005
21 novembro, 2005
18 novembro, 2005
17 novembro, 2005
Delírios do tempo.
Saí às 12h10 pra fazer coisas odiáveis, como ir ao banco, pagar contas, farmácia e apurrinhações em geral. Fiz tudo com calma, sem muita pressa. Não tinha fila no banco, nem na lotérica. Comprei cigarros, chamei um táxi e segui pra manicure. O relógio da praça marcava 13h52. (!!!!!)
Impossível. Não levei mais de meia hora pra resolver tudo, tenho certeza. Impossível.
O relógio surtou.
Confirmei a hora com o motorista: - Sim, 13h53, senhora.
Impossível. O relógio do motorista também surtou. Só pode.
Preciso de uma terceira opinião.
Caminhei alguns metros até o salão, num estado confusional sinistro, como se eu tivesse entrado num vácuo de tempo e, desmemoriada, sido desovada ali onde estava.
Entrei no salão e, antes de qualquer coisa, perguntei as horas. Ninguém tinha relógio.
Perguntei a uma transeunte: - 12h55.
Motorista filho da puta.
Saí às 12h10 pra fazer coisas odiáveis, como ir ao banco, pagar contas, farmácia e apurrinhações em geral. Fiz tudo com calma, sem muita pressa. Não tinha fila no banco, nem na lotérica. Comprei cigarros, chamei um táxi e segui pra manicure. O relógio da praça marcava 13h52. (!!!!!)
Impossível. Não levei mais de meia hora pra resolver tudo, tenho certeza. Impossível.
O relógio surtou.
Confirmei a hora com o motorista: - Sim, 13h53, senhora.
Impossível. O relógio do motorista também surtou. Só pode.
Preciso de uma terceira opinião.
Caminhei alguns metros até o salão, num estado confusional sinistro, como se eu tivesse entrado num vácuo de tempo e, desmemoriada, sido desovada ali onde estava.
Entrei no salão e, antes de qualquer coisa, perguntei as horas. Ninguém tinha relógio.
Perguntei a uma transeunte: - 12h55.
Motorista filho da puta.
16 novembro, 2005
Conversas do além.
Mr. Ghost: - Aquela senhora sentada ali no caixa é a viúva do Fulano?
Garçom: - É ela.
Mr. Ghost, com expressão de espanto: - É ela? Ainda tá viva?
Garçom, com expressão de ué: - ?????? (e se manda)
Eu: - Mr. Ghost, temos aqui duas possibilidades, vamos avaliar: ou aquela senhora sentadinha na cadeira está empalhada ou é uma entidade do além. Não olhe agora, ela está se mexendo. :O)
Mr. Ghost: - Aquela senhora sentada ali no caixa é a viúva do Fulano?
Garçom: - É ela.
Mr. Ghost, com expressão de espanto: - É ela? Ainda tá viva?
Garçom, com expressão de ué: - ?????? (e se manda)
Eu: - Mr. Ghost, temos aqui duas possibilidades, vamos avaliar: ou aquela senhora sentadinha na cadeira está empalhada ou é uma entidade do além. Não olhe agora, ela está se mexendo. :O)
14 novembro, 2005
Conversas do além.
- Será que vai chover?
- Acho que agora não, talvez mais tarde.
- Como você sabe?
- Urubu voando alto, Mr. Ghost. Olha lá.
- Com assim?
- Aprendi com meu avô. Ele sabia tudo.
- E por que esses grandões tão voando baixo?
- Procurando comida, talvez. Sei lá.
- Então, os grandões voam baixo pra pegar comida e levam pras crianças que ficam lá em cima. Olha como eles são pequeninhos..
- ???.
- Só as criancinhas pequenas voam alto, não é?
- Mr. Ghost, já falei que você não existe?
Figura.
- Será que vai chover?
- Acho que agora não, talvez mais tarde.
- Como você sabe?
- Urubu voando alto, Mr. Ghost. Olha lá.
- Com assim?
- Aprendi com meu avô. Ele sabia tudo.
- E por que esses grandões tão voando baixo?
- Procurando comida, talvez. Sei lá.
- Então, os grandões voam baixo pra pegar comida e levam pras crianças que ficam lá em cima. Olha como eles são pequeninhos..
- ???.
- Só as criancinhas pequenas voam alto, não é?
- Mr. Ghost, já falei que você não existe?
Figura.
11 novembro, 2005
Gente fina é outra coisa.
Desde que fui a Sampa, em outubro, tenho tido problemas com meu cartão de crédito.
Eu, que hoje estou uma pessoa muito mudada,tinha certeza de que as faturas estavam pontualmente pagas e o crédito longe de estourar o limite. Mas todos estabelcimentos estavam recusando o pobre, mas limpinho e eu passando um carão desgraçado.
Comecei a fantasiar coisas horríveis: clonagem, com gastos astronômicos na Oscar Freire. Foram dias difíceis e noites insones.
Ontem, tomei coragem e atitude. Liguei lá no 08000, com o coração acelerado e a mente inquieta.
- Bruno, boa noite, com quem eu falo?
- Ana, .[e contei toda a minha história triste]
- Número do cartão?
- XYZ
- A sra. confirma a tentativa de compra na Varig, Jacques Janine e Natan?
[puta que me pariu] ? NATAM???? Você disse NATAM?
- Na Tam
- NATAM??? Nããão!!!!
- Mas da Varig a sra. confirma?
- Péra ai: Natan ou na TAM?
- Na TAM.
- Aaaaah, na TAM. Confirmo.
- Houve bloqueio do seu cartão porque alguém digitou seu número foi digitado errado 2 vezes. Foi por medida de segurança. Se a sra,. confirmar alguns dado, vou desbloquear agora mesmo.
Três minutos depois?
- Obrigada por aguardar, já está desbloqueado.
- Valeu, Bruno, cê não tem idéia de quanta vergonha eu já passei.
- Boa noite, sra Ana. E se não conversarmos novamente até lá, feliz aniversário.
- Caramba, precisava me lembrar disso?
Tea vendo? Em menos de cinco minutos, minha alma atormentada voltou a ter um pouco de paz. Gente fina esse Bruno.
Desde que fui a Sampa, em outubro, tenho tido problemas com meu cartão de crédito.
Eu, que hoje estou uma pessoa muito mudada,tinha certeza de que as faturas estavam pontualmente pagas e o crédito longe de estourar o limite. Mas todos estabelcimentos estavam recusando o pobre, mas limpinho e eu passando um carão desgraçado.
Comecei a fantasiar coisas horríveis: clonagem, com gastos astronômicos na Oscar Freire. Foram dias difíceis e noites insones.
Ontem, tomei coragem e atitude. Liguei lá no 08000, com o coração acelerado e a mente inquieta.
- Bruno, boa noite, com quem eu falo?
- Ana, .[e contei toda a minha história triste]
- Número do cartão?
- XYZ
- A sra. confirma a tentativa de compra na Varig, Jacques Janine e Natan?
[puta que me pariu] ? NATAM???? Você disse NATAM?
- Na Tam
- NATAM??? Nããão!!!!
- Mas da Varig a sra. confirma?
- Péra ai: Natan ou na TAM?
- Na TAM.
- Aaaaah, na TAM. Confirmo.
- Houve bloqueio do seu cartão porque alguém digitou seu número foi digitado errado 2 vezes. Foi por medida de segurança. Se a sra,. confirmar alguns dado, vou desbloquear agora mesmo.
Três minutos depois?
- Obrigada por aguardar, já está desbloqueado.
- Valeu, Bruno, cê não tem idéia de quanta vergonha eu já passei.
- Boa noite, sra Ana. E se não conversarmos novamente até lá, feliz aniversário.
- Caramba, precisava me lembrar disso?
Tea vendo? Em menos de cinco minutos, minha alma atormentada voltou a ter um pouco de paz. Gente fina esse Bruno.
08 novembro, 2005
Tudo combinado, nada resolvido.
- Alô, eu recebi uma notificação de vocês e preciso de algumas informações.
- A senhora aguarda um pouco, que o outro telefone tá tocando.
- Ok.
- Então, eu sou inquilina, é preciso a presença do proprietário ou representante legal do imóvel, não?
- Precisa, não.
- Mas aqui diz que precisa.
- É pro caso de derrepentemente [te juro, ele falou isso] o proprietário morrer, então precisa da figura do representante legal, entende?
- No caso, pode ser eu?
- A sra. é de maior?
- Sou.
- Então tá marcado pro dia 19, entre 8 e meio-dia.
- Não dá pra ser mais específico? Tipo 10 horas?
- A sra. espera um pouco, que o outro telefone tá tocando.
[comecei a sentir uma certa saudade do gerundismo]
- Sra. Ana, então tá marcado.
- Pras 10?
- Não, entre 8 e meio-dia.
Lá se foi meu sábado. :{
- Alô, eu recebi uma notificação de vocês e preciso de algumas informações.
- A senhora aguarda um pouco, que o outro telefone tá tocando.
- Ok.
- Então, eu sou inquilina, é preciso a presença do proprietário ou representante legal do imóvel, não?
- Precisa, não.
- Mas aqui diz que precisa.
- É pro caso de derrepentemente [te juro, ele falou isso] o proprietário morrer, então precisa da figura do representante legal, entende?
- No caso, pode ser eu?
- A sra. é de maior?
- Sou.
- Então tá marcado pro dia 19, entre 8 e meio-dia.
- Não dá pra ser mais específico? Tipo 10 horas?
- A sra. espera um pouco, que o outro telefone tá tocando.
[comecei a sentir uma certa saudade do gerundismo]
- Sra. Ana, então tá marcado.
- Pras 10?
- Não, entre 8 e meio-dia.
Lá se foi meu sábado. :{
04 novembro, 2005
O que? Gato?
Pela fresta da porta, entrou uma notificação da Gerência Executiva de Combate às Perdas, com papel timbrado a empresa que fornce energia elétrica por aqui.
Dizia assim: ?Estivemos em vossa Unidade Consumidora, em 03/11/05, às 16h, para procedermos uma Inspeção Técnica de rotina, na qual se faz necessária a presença do titular e/ou representante legal, conforme estbele artigo tal, da ANEEL, blá, blá,blá, que rege as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica. Entretanto, não foi possível a execução do serviço pelo motivo abaixo assinalado:
(x) Imóvel Fechado
Solicitamos que seja do livre acesso ao(s) nosso(s) equipamento(s) de medição, conforme estabelece blá ,blá, blá. ?
Enfim, ameaçam cortar a luz e demais medidas legais cabíveis, caso o titular ou representante legal não deixe os trogloditas fazerem a vistoria, em 3 dias úteis. Detalhe: aos sábados, atendem das 8 às 12h e isso é considerado dia útil.
Então eu pensei:
1- Bosta. Ninguém me avisou da porra da vistoria.
2- Eu sou inquilina ou representante legal?
3- Liguei durante o dia todo pra referida empresa e ninguém atende.
4- Serea que puram um gato no equipamento de medição da minha unidade consumidora e eu tô de gaiata?
5- Tem cabimento isso?
Pela fresta da porta, entrou uma notificação da Gerência Executiva de Combate às Perdas, com papel timbrado a empresa que fornce energia elétrica por aqui.
Dizia assim: ?Estivemos em vossa Unidade Consumidora, em 03/11/05, às 16h, para procedermos uma Inspeção Técnica de rotina, na qual se faz necessária a presença do titular e/ou representante legal, conforme estbele artigo tal, da ANEEL, blá, blá,blá, que rege as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica. Entretanto, não foi possível a execução do serviço pelo motivo abaixo assinalado:
(x) Imóvel Fechado
Solicitamos que seja do livre acesso ao(s) nosso(s) equipamento(s) de medição, conforme estabelece blá ,blá, blá. ?
Enfim, ameaçam cortar a luz e demais medidas legais cabíveis, caso o titular ou representante legal não deixe os trogloditas fazerem a vistoria, em 3 dias úteis. Detalhe: aos sábados, atendem das 8 às 12h e isso é considerado dia útil.
Então eu pensei:
1- Bosta. Ninguém me avisou da porra da vistoria.
2- Eu sou inquilina ou representante legal?
3- Liguei durante o dia todo pra referida empresa e ninguém atende.
4- Serea que puram um gato no equipamento de medição da minha unidade consumidora e eu tô de gaiata?
5- Tem cabimento isso?
03 novembro, 2005
Conversas do além.
- Eu gosto de maniçoba. Maniçoba é legal. Você gosta?
- Eu não gostava. Achava feio, com cara de pântano.
- He, he. Tem mesmo, nunca tinha pensado nisso.
- Aprendi a gostar. Fui experimentando aos poucos. Primeiro, só o caldinho com farinha, depois fui ousando mais, até aprender o valor da iguaria. Aqui em Manaus nunca comi.
- Aquilo é muito bom. Fora a sabedoria que envolve o preparo.
- Pois é, Mr. Ghost. Aquele lance de cozinhar a folha por 7 dias.
- Como descobriram isso, né? Transformar veneno em comida, veja você.
- Agora, pensa quantos cabocos morreram até o cozinheiro acertar o tempo certo do cozimento. ;O)
- Ana, você anota essas coisas?
- Tenho anotado, Mr. Ghost. Tenho anotado. ;O))
- Eu gosto de maniçoba. Maniçoba é legal. Você gosta?
- Eu não gostava. Achava feio, com cara de pântano.
- He, he. Tem mesmo, nunca tinha pensado nisso.
- Aprendi a gostar. Fui experimentando aos poucos. Primeiro, só o caldinho com farinha, depois fui ousando mais, até aprender o valor da iguaria. Aqui em Manaus nunca comi.
- Aquilo é muito bom. Fora a sabedoria que envolve o preparo.
- Pois é, Mr. Ghost. Aquele lance de cozinhar a folha por 7 dias.
- Como descobriram isso, né? Transformar veneno em comida, veja você.
- Agora, pensa quantos cabocos morreram até o cozinheiro acertar o tempo certo do cozimento. ;O)
- Ana, você anota essas coisas?
- Tenho anotado, Mr. Ghost. Tenho anotado. ;O))
01 novembro, 2005
Segurança máxima.
Cheguei em casa, ontem à noite, e liguei pro mercadinho pedindo minha cerveja habitual.
Eram 18h50 (h.c.), então 20h50 (h.b.)
Pouco mais de 19h15 e nada. Liguei de volta, reclamando.
Mais de 19h50 e nada. Ninguém atendeu. Mercadinho fechado. Sacanagem. Isso nunca aconteceu antes.
Puta nas calças, troquei de roupa, desci e pedi pro porteiro dispensar o moleque do mercadinho, caso ele desse as caras.
Fui pra sorveteria, comprei latinhas e mastiguinhos. Voltei.
O porteiro, cheio de iniciativa, foi logo comunicando que o moleque não apareceu mesmo.
Desertor.
Subi e dei de cara com quem me esperando na porta do apartamento? Hein? Hein?
Não me lembro de ter me sentido mais segura na vida. Hunf.
Cheguei em casa, ontem à noite, e liguei pro mercadinho pedindo minha cerveja habitual.
Eram 18h50 (h.c.), então 20h50 (h.b.)
Pouco mais de 19h15 e nada. Liguei de volta, reclamando.
Mais de 19h50 e nada. Ninguém atendeu. Mercadinho fechado. Sacanagem. Isso nunca aconteceu antes.
Puta nas calças, troquei de roupa, desci e pedi pro porteiro dispensar o moleque do mercadinho, caso ele desse as caras.
Fui pra sorveteria, comprei latinhas e mastiguinhos. Voltei.
O porteiro, cheio de iniciativa, foi logo comunicando que o moleque não apareceu mesmo.
Desertor.
Subi e dei de cara com quem me esperando na porta do apartamento? Hein? Hein?
Não me lembro de ter me sentido mais segura na vida. Hunf.
28 outubro, 2005
Horário Caboclo de Verão.
Coloque-se no meu lugar.
Você dorme um soninho gostoso na quarta, acorda na quinta ainda de madrugada, mais cedo que os galos e os feirantes. Segue pro aeroporto, chora no avião e desce em Brasília, às 8h30. Até aí, fora os olhos inchados e a saudade corroendo, tudo está mais ou menos sob controle. A virose parece que foi embora. Força na peruca.
Você embarca pacientemente às 10h40, horário de Brasília,, e desaba o esqueleto em Manaus, às 12h15, horário caboclo.
Detalhe: com o horário de verão, você está 2 horas atrasado(a) em relação à vida inteligente. Tente colocar isso na sua cabeça.
Então, sob uma temperatura de 32 graus, você vai pro trabalho. Seu cérebro, ou o que restou dele, e seu estômago parece que não habitam o mesmo corpo. Chega em casa às 19h20 e o pograma da Oprah já era, assim como sua disposição de desfazer as malas e de jogar fora o maldito patê de atum que ficou aprendendo a andar na geladeira. Você olha bem pro tuppaware estranhamente esverdeado, já esboçando um certo movimento e avalia com frieza se é preguiça ou medo de ser atacada. Concluir que se trata das duas coisas é uma decisão bastante sensata. Isso pode ficar pra depois.
Tente adormecer às 2h30 da madruga (4h30 no h.b.) e despertar às 6h30 (no h.c.). Assista ao pograma da Namaria com um imenso sentimento de culpa pela vaga sensação de estar perdendo a hora. Calma, são apenas 7 horas (h.c.), portanto 9 horas (h.b.). Deixe de preguiça, é só fazer as contas. Está tudo nos conformes, mas é difícil pra você concatenar tudo ao mesmo tempo. O mundo há de entender, acredite.
Melhor relaxar, tomar um bom banho, lavar o cabelo no capricho, escolher com calma uma roupinha mais ou menos, porque todas as outras ou estão usadas ou socadas na mala. Tente achar suas sandálias no meio dessa zona toda instalada no seu quarto. Dá tempo. Anda, isso pode ser divertido.
É hora (que horas mesmo, hein?) de chamar o táxi e pegar o caminho da roça. Parabéns. Você, assim como eu, conseguiu chegar atrasado(a) no trampo.
Entendeu como é?
Coloque-se no meu lugar.
Você dorme um soninho gostoso na quarta, acorda na quinta ainda de madrugada, mais cedo que os galos e os feirantes. Segue pro aeroporto, chora no avião e desce em Brasília, às 8h30. Até aí, fora os olhos inchados e a saudade corroendo, tudo está mais ou menos sob controle. A virose parece que foi embora. Força na peruca.
Você embarca pacientemente às 10h40, horário de Brasília,, e desaba o esqueleto em Manaus, às 12h15, horário caboclo.
Detalhe: com o horário de verão, você está 2 horas atrasado(a) em relação à vida inteligente. Tente colocar isso na sua cabeça.
Então, sob uma temperatura de 32 graus, você vai pro trabalho. Seu cérebro, ou o que restou dele, e seu estômago parece que não habitam o mesmo corpo. Chega em casa às 19h20 e o pograma da Oprah já era, assim como sua disposição de desfazer as malas e de jogar fora o maldito patê de atum que ficou aprendendo a andar na geladeira. Você olha bem pro tuppaware estranhamente esverdeado, já esboçando um certo movimento e avalia com frieza se é preguiça ou medo de ser atacada. Concluir que se trata das duas coisas é uma decisão bastante sensata. Isso pode ficar pra depois.
Tente adormecer às 2h30 da madruga (4h30 no h.b.) e despertar às 6h30 (no h.c.). Assista ao pograma da Namaria com um imenso sentimento de culpa pela vaga sensação de estar perdendo a hora. Calma, são apenas 7 horas (h.c.), portanto 9 horas (h.b.). Deixe de preguiça, é só fazer as contas. Está tudo nos conformes, mas é difícil pra você concatenar tudo ao mesmo tempo. O mundo há de entender, acredite.
Melhor relaxar, tomar um bom banho, lavar o cabelo no capricho, escolher com calma uma roupinha mais ou menos, porque todas as outras ou estão usadas ou socadas na mala. Tente achar suas sandálias no meio dessa zona toda instalada no seu quarto. Dá tempo. Anda, isso pode ser divertido.
É hora (que horas mesmo, hein?) de chamar o táxi e pegar o caminho da roça. Parabéns. Você, assim como eu, conseguiu chegar atrasado(a) no trampo.
Entendeu como é?
27 outubro, 2005
Me recuso a comer e beber sem aquela companhia perfeita.
- Chandon Rouge
- Brie
- Baden Baden
- Chopp da Brahma
- Água de bolota + café de toin-oin-oin
- Elma Chips sabor frango à passarinho
- Elma Chips sabor espetinho de camarão
- Qualquer coisa que me lembre Elma Chips
- Costelinha de porco com mandioca frita
- Chandon Brut
- Bolinhos de carne seca, com direito à discussão filosófica profunda sobre a liga perfeita
para que o recheio não seja todo devorado na primeira mordida
- Lindt
- Ranquear bolinhos de bacalhau, com critérios definidos
- Biquinho com nada
- Berinjela em conserva
- Bolinho de camarão com aipim
- Ranquear cervejas, com critérios definidos
Faltou alguma? ;O)
- Chandon Rouge
- Brie
- Baden Baden
- Chopp da Brahma
- Água de bolota + café de toin-oin-oin
- Elma Chips sabor frango à passarinho
- Elma Chips sabor espetinho de camarão
- Qualquer coisa que me lembre Elma Chips
- Costelinha de porco com mandioca frita
- Chandon Brut
- Bolinhos de carne seca, com direito à discussão filosófica profunda sobre a liga perfeita
para que o recheio não seja todo devorado na primeira mordida
- Lindt
- Ranquear bolinhos de bacalhau, com critérios definidos
- Biquinho com nada
- Berinjela em conserva
- Bolinho de camarão com aipim
- Ranquear cervejas, com critérios definidos
Faltou alguma? ;O)
07 outubro, 2005
03 outubro, 2005
01 outubro, 2005
Vida nova
Foram cinco horas e meia no salão pra consertar o estrago que uma açogueira fez nas minhas lindas madeixas, meses atrás.
Sou outra mulher.
Agora, é hora de entrar na regressiva. Falta pouco. :O)
Sou outra mulher.
Agora, é hora de entrar na regressiva. Falta pouco. :O)
Ok, congesso.
Postando diretamente de um cyber localizado dentro de uma loja de Cds, posso concluir: odeio Ana Carolina. Haja.
29 setembro, 2005
Cada uma.
Fico impressionada com o que a falta de job pode fazer com uma pessoa.
Em dois dias, fui convidada a participar de 2 comunidades no orkut.
Sociedade dos boêmios vivos. [entendam, eu larguei essa vida]
Eu tenho um amigo corno. [e quem não tem, hoje em dia? ]
Well. Palpite pra jogo do bicho não me falta mais.
Fico impressionada com o que a falta de job pode fazer com uma pessoa.
Em dois dias, fui convidada a participar de 2 comunidades no orkut.
Sociedade dos boêmios vivos. [entendam, eu larguei essa vida]
Eu tenho um amigo corno. [e quem não tem, hoje em dia? ]
Well. Palpite pra jogo do bicho não me falta mais.
28 setembro, 2005
Conversas do além.
- Vou te levar a um lugar diferente, hoje.
- O que, Mr. Ghost?
- Supresa. Você vai gostar. E eu sei que onde você vive não tem isso, não.
- Lá vem você de novo, Mr. Ghost. Onde é?
- Perto da minha casa.
- Xiii.
- Tem todos os tipos de cerveja que você pode imaginar.
- Hum?
- Um balcão legal, com uns banquinhos confortáveis.
- Tá começando a ficar interessante?
- Servem hamburgueres. Milhões deles.
- Interessante isso.
- E pode fumar lá. Eu parei de fumar. E de beber. Mas, com você, até encaro.
- Mr. Ghost, isso é praticamente o paraíso.
- É exatamente aí que eu queria chegar? Vem comigo?
- Mr. Ghost, não sabe brincar não brinca, porra.
- Vou te levar a um lugar diferente, hoje.
- O que, Mr. Ghost?
- Supresa. Você vai gostar. E eu sei que onde você vive não tem isso, não.
- Lá vem você de novo, Mr. Ghost. Onde é?
- Perto da minha casa.
- Xiii.
- Tem todos os tipos de cerveja que você pode imaginar.
- Hum?
- Um balcão legal, com uns banquinhos confortáveis.
- Tá começando a ficar interessante?
- Servem hamburgueres. Milhões deles.
- Interessante isso.
- E pode fumar lá. Eu parei de fumar. E de beber. Mas, com você, até encaro.
- Mr. Ghost, isso é praticamente o paraíso.
- É exatamente aí que eu queria chegar? Vem comigo?
- Mr. Ghost, não sabe brincar não brinca, porra.
26 setembro, 2005
16 setembro, 2005
Memória fraca.
Acordei atrasadíssima e, na correria pra vestir algo relativamente decente, encontrei uma sandália que eu não calçava há mais de ano.
Linda, marca boa, vermelha, saltão altão. Perfeita para o que eu precisava hoje. Mas por que diabos ela ficara ali abandonada, por meses a fio?
Foi fácil lembrar, minutos depois de chegar à agência. A bonitinha, mas ordinária, arranca a pele de todos os meus dedos. Por isso estava abandonada. Bingo!
Como dizia meu avô: a cabeça falha, o corpo padece.
Sábias palavras.
Acordei atrasadíssima e, na correria pra vestir algo relativamente decente, encontrei uma sandália que eu não calçava há mais de ano.
Linda, marca boa, vermelha, saltão altão. Perfeita para o que eu precisava hoje. Mas por que diabos ela ficara ali abandonada, por meses a fio?
Foi fácil lembrar, minutos depois de chegar à agência. A bonitinha, mas ordinária, arranca a pele de todos os meus dedos. Por isso estava abandonada. Bingo!
Como dizia meu avô: a cabeça falha, o corpo padece.
Sábias palavras.
13 setembro, 2005
01 setembro, 2005
Conversas do além.
- Vamos sair passear um pouquinho?
- Onde, Mr. Ghost?
- Supermercado. Venha. Você vai amar.
- Veja isso. Uma linda barraca só de produtos orgânicos. Tem isso lá?
- Não, Mr. Ghost. Onde eu vivo não tem desses luxos, não.
- He,he. Açúcar orgânico?
- Não.
- He,he. Tomates livres de agrotóxicos?
- Não. Os de lá tão cheios. Eu sei.
- Ovos Label Rouge, nem pensar, né?
- Vem cá, Mr. Ghost, isso não é coisa de fresco, não?
- He,he. Café orgânico?
- Hum. Cenoura orgânica.. Começo a gostar disso.;O)
- Vamos sair passear um pouquinho?
- Onde, Mr. Ghost?
- Supermercado. Venha. Você vai amar.
- Veja isso. Uma linda barraca só de produtos orgânicos. Tem isso lá?
- Não, Mr. Ghost. Onde eu vivo não tem desses luxos, não.
- He,he. Açúcar orgânico?
- Não.
- He,he. Tomates livres de agrotóxicos?
- Não. Os de lá tão cheios. Eu sei.
- Ovos Label Rouge, nem pensar, né?
- Vem cá, Mr. Ghost, isso não é coisa de fresco, não?
- He,he. Café orgânico?
- Hum. Cenoura orgânica.. Começo a gostar disso.;O)
19 agosto, 2005
Conversas do além.
[após um longo silêncio medittativo]
- Que cara é essa, Mr. Ghost?
- Tenho que ir. Queria ficar mais.
- Você tem que trabalhar. Uma pena.
- Não quero.
- Mata uma curiosidade minha?
- Diga.
- Você é um fantasma, não é?
- Sou.
- O que você faz no seu trabalho?
- Arrasto corrente.
- Entendi. Corre lá. Cê tá atrasado.
[após um longo silêncio medittativo]
- Que cara é essa, Mr. Ghost?
- Tenho que ir. Queria ficar mais.
- Você tem que trabalhar. Uma pena.
- Não quero.
- Mata uma curiosidade minha?
- Diga.
- Você é um fantasma, não é?
- Sou.
- O que você faz no seu trabalho?
- Arrasto corrente.
- Entendi. Corre lá. Cê tá atrasado.
Coisas que uma pessoa do bem não pode deixar de fazer na vida:
- Mergulhar, pelo menos uma vez, nas águas do rio Negro.
- Comer uma boa maniçoba (perdão, amazonenses tão queridos ;O).
- Entrar numa sala de cinema pela saída de emergência.
- Ver um pôr-do-sol no mirante do Educandos.
- Visitar uma farmácia acompanhada de um hipocondríaco assumido.
- Mergulhar, pelo menos uma vez, nas águas do rio Negro.
- Comer uma boa maniçoba (perdão, amazonenses tão queridos ;O).
- Entrar numa sala de cinema pela saída de emergência.
- Ver um pôr-do-sol no mirante do Educandos.
- Visitar uma farmácia acompanhada de um hipocondríaco assumido.
18 agosto, 2005
Conversas do além.
- Humm. Chinelinho novo??
- É
- Mas, amarelo?
- Como assim, amarelo?
- Não é amarelo?
- Claro que não. Endoidou?
- Eu tô vendo amarelo. Será que é a luz?
- Pode ser, Mr. Ghost. Essa luz vermelha tá alterando a cor?
- Vou mudar a luz.
- Mr. Ghost, fala sério. Luz azul?
- Continua amarelo
- Não é amarelo, tô dizendo.
- Estranho.
- Experimenta acender a luz alta.
- Nossa. É lilás!
- Falei que não era amarelo, porra.
- Onde você comprou não tinha de outra cor, não?
Eu mereço.
- Humm. Chinelinho novo??
- É
- Mas, amarelo?
- Como assim, amarelo?
- Não é amarelo?
- Claro que não. Endoidou?
- Eu tô vendo amarelo. Será que é a luz?
- Pode ser, Mr. Ghost. Essa luz vermelha tá alterando a cor?
- Vou mudar a luz.
- Mr. Ghost, fala sério. Luz azul?
- Continua amarelo
- Não é amarelo, tô dizendo.
- Estranho.
- Experimenta acender a luz alta.
- Nossa. É lilás!
- Falei que não era amarelo, porra.
- Onde você comprou não tinha de outra cor, não?
Eu mereço.
Murmúrios.
Coisas estranhas acontecem comigo, desde que cheguei nessa cidade.
Tombos, trapalhadas, briga de rua, pesadelos, disso todos vocês já sabem. Bobagem.
O que semrpre guardei em segredo é que eu converso com um fantasma. Em casa, no trabalho, no boteco, no barco. Em qualquer lugar ele me acompanha e dá palpite de responsa.
Não. Não se trata de um amiguinho imaginário. Esse ficou abandonado na minha tenra infância.
Tô falando de um fantasma de verdade. Fantasmão. Talvez tenha fugido do Teatro Amazonas, na temporada de ópera de 2003. Ainda não perguntei. Mas não é preciso ter medo.
Ele só quer conversar, aconselhar, brincar, passear e, não raramente, quer me possuir (essa parte eu acho legal ;O)
Vocês podem estar se perguntando: essa mulé surtou?
Ainda não, amigos. Ainda não.
Coisas estranhas acontecem comigo, desde que cheguei nessa cidade.
Tombos, trapalhadas, briga de rua, pesadelos, disso todos vocês já sabem. Bobagem.
O que semrpre guardei em segredo é que eu converso com um fantasma. Em casa, no trabalho, no boteco, no barco. Em qualquer lugar ele me acompanha e dá palpite de responsa.
Não. Não se trata de um amiguinho imaginário. Esse ficou abandonado na minha tenra infância.
Tô falando de um fantasma de verdade. Fantasmão. Talvez tenha fugido do Teatro Amazonas, na temporada de ópera de 2003. Ainda não perguntei. Mas não é preciso ter medo.
Ele só quer conversar, aconselhar, brincar, passear e, não raramente, quer me possuir (essa parte eu acho legal ;O)
Vocês podem estar se perguntando: essa mulé surtou?
Ainda não, amigos. Ainda não.
16 agosto, 2005
22 julho, 2005
Casa caindo.
O teto da varanda precisa de reparos estruturais. O chuveiro tá dando pobrema: quando fecha a torneira, pára de sair água, mas o bicho continua funcionando. A jardineira precisa de terra, plantinhas meigas e cuidados especializados. (eu não sirvo pra isso, sou capaz de inutilizar uma samanbaia de plástico). Tem uma boca do fogão que tá meia-boca, mas o forno tá legal. Precisa instalar campainha e interfone. Puxar a tomada do telefone pra sala. Não. Melhor puxar pra varanda. Talvez seja legal mudar a cor das paredes. A porta do banheiro precisa de aprumo e nova tinta.
Exige-se experiência anterior comprovada. Desejável fluência no idioma nativo para negociação com fornecedores locais.
Oferecem-se vale-transporte e benefícios sem concorrência.
O teto da varanda precisa de reparos estruturais. O chuveiro tá dando pobrema: quando fecha a torneira, pára de sair água, mas o bicho continua funcionando. A jardineira precisa de terra, plantinhas meigas e cuidados especializados. (eu não sirvo pra isso, sou capaz de inutilizar uma samanbaia de plástico). Tem uma boca do fogão que tá meia-boca, mas o forno tá legal. Precisa instalar campainha e interfone. Puxar a tomada do telefone pra sala. Não. Melhor puxar pra varanda. Talvez seja legal mudar a cor das paredes. A porta do banheiro precisa de aprumo e nova tinta.
Exige-se experiência anterior comprovada. Desejável fluência no idioma nativo para negociação com fornecedores locais.
Oferecem-se vale-transporte e benefícios sem concorrência.
20 julho, 2005
[Noção zero.]
O legal das férias (férias?) é ter coisa pra contar.
- Como foi o passeio de barco?
- Bárbaro, superlegal, o dia tava lindo, bla, bla, bla.
- Pra onde cês foram?
- Direto pro encontro das águas e depois passamos por uns igapós legais, bla, bla, bla.
- E o barco?
- Alugamos. Dividindo, saiu baratinho, é legal ter um barqueiro só pra gente, bla,bla, bla.
- Quanto?
- Tanto.
- Só?
- Falei que era negócio da China.
- Mas, vem cá, que barco era?
- Pequenininho. Uma canoa de 3 bancos, com motor?
- ??.. uma voadeira?
- Isso, isso, isso. Tinha esquecido o nome.
- Vocês atravessaram o rio Negro numa voadeira?????
- É. Voadeira é legal. É divertido quando tem banzeiro....
- Ana, é muito perigoso. Essa merda vira fácil?(note o tom de preocupação sincera do meu interlocutor. Um encanto.)
- Eu sei, teve uma hora que quase virou, mas foi leseira nossa. A gente tava admirando uma sumaúma, foi todo mundo pro mesmo lado e quase.
- O motor dessa merda quebra? deixa o passageiro à deriva?.
- Pois é, teve uma hora que o motor parou, demorou um pouco pra pegar. Foi porque tinha um monte de mato que ficou preso no motor, na hora que a gente ficou enroscado numa árvore de um igapó? Mas deu tudo certo, o motor voltou a funcionar e Olívia sentou lá na proa. Tirou um monte de fotos legais, bla, bla, bla?
- ?
- Que foi?
- Olívia na proa de uma voadeira???, indagou o sensato interlocutor.
- Ela a-do-rou. :O))))))
- Salva-vida, nem pensar, né?
- Não vi nenhum por lá.
- ?
- Que foi?
- Ana, você é louca?
- :O)))) Eu?, indagou a sem-noção.
????.
[Niver.]
Hoje faz dois anos que desabei em terras manauaras, em pleno dia do Amigo.
Se eu disser ?parece que foi ontem? vai ser uma mentira deslavada, porque a jornada é árdua.
Mas, pra quem chegou com a idéia de ficar por 3 meses?
Beijo, Rê. Não fosse você me dar tanto empurrão nos dias difíceis que antecederam minha vinda, eu não teria tido coragem.
Lembro como se fosse hoje: eu subindo a escada da sala de embarque, chorando feito criança e um tanto constrangida com a aquela sacola horrorosa verde de bolota. Cena antológica.
[Aos meus amigos]
Beijos, cambada.
Saudade.
O legal das férias (férias?) é ter coisa pra contar.
- Como foi o passeio de barco?
- Bárbaro, superlegal, o dia tava lindo, bla, bla, bla.
- Pra onde cês foram?
- Direto pro encontro das águas e depois passamos por uns igapós legais, bla, bla, bla.
- E o barco?
- Alugamos. Dividindo, saiu baratinho, é legal ter um barqueiro só pra gente, bla,bla, bla.
- Quanto?
- Tanto.
- Só?
- Falei que era negócio da China.
- Mas, vem cá, que barco era?
- Pequenininho. Uma canoa de 3 bancos, com motor?
- ??.. uma voadeira?
- Isso, isso, isso. Tinha esquecido o nome.
- Vocês atravessaram o rio Negro numa voadeira?????
- É. Voadeira é legal. É divertido quando tem banzeiro....
- Ana, é muito perigoso. Essa merda vira fácil?(note o tom de preocupação sincera do meu interlocutor. Um encanto.)
- Eu sei, teve uma hora que quase virou, mas foi leseira nossa. A gente tava admirando uma sumaúma, foi todo mundo pro mesmo lado e quase.
- O motor dessa merda quebra? deixa o passageiro à deriva?.
- Pois é, teve uma hora que o motor parou, demorou um pouco pra pegar. Foi porque tinha um monte de mato que ficou preso no motor, na hora que a gente ficou enroscado numa árvore de um igapó? Mas deu tudo certo, o motor voltou a funcionar e Olívia sentou lá na proa. Tirou um monte de fotos legais, bla, bla, bla?
- ?
- Que foi?
- Olívia na proa de uma voadeira???, indagou o sensato interlocutor.
- Ela a-do-rou. :O))))))
- Salva-vida, nem pensar, né?
- Não vi nenhum por lá.
- ?
- Que foi?
- Ana, você é louca?
- :O)))) Eu?, indagou a sem-noção.
????.
[Niver.]
Hoje faz dois anos que desabei em terras manauaras, em pleno dia do Amigo.
Se eu disser ?parece que foi ontem? vai ser uma mentira deslavada, porque a jornada é árdua.
Mas, pra quem chegou com a idéia de ficar por 3 meses?
Beijo, Rê. Não fosse você me dar tanto empurrão nos dias difíceis que antecederam minha vinda, eu não teria tido coragem.
Lembro como se fosse hoje: eu subindo a escada da sala de embarque, chorando feito criança e um tanto constrangida com a aquela sacola horrorosa verde de bolota. Cena antológica.
[Aos meus amigos]
Beijos, cambada.
Saudade.
19 julho, 2005
Garotas Gilmore
Olívia chegou no sábado. Ganhamos um dia a mais. :O)
A pobrezinha estranhou a temperatura, mas desta vez foi mais fácil. Nada como a experiência.
Fomos ao shopping, no esquema "De volta ao lar". Fizemos algumas comprinhas básicas, tipo sabonete líquido, shampoo, condicionador, removedor de esmalte. Note, apenas gêneros de primeira necessidade.
No domingo, dia ensolarado, saímos de barco. O melhor passeio que já fiz por aqui.
Agora, estou enrolando no meu último dia de férias. Férias? ´
Isso foi praticamente um feriado prolongado. Hunf.
A pobrezinha estranhou a temperatura, mas desta vez foi mais fácil. Nada como a experiência.
Fomos ao shopping, no esquema "De volta ao lar". Fizemos algumas comprinhas básicas, tipo sabonete líquido, shampoo, condicionador, removedor de esmalte. Note, apenas gêneros de primeira necessidade.
No domingo, dia ensolarado, saímos de barco. O melhor passeio que já fiz por aqui.
Agora, estou enrolando no meu último dia de férias. Férias? ´
Isso foi praticamente um feriado prolongado. Hunf.
18 julho, 2005
14 julho, 2005
13 julho, 2005
Da estupidez humana.
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?
11 julho, 2005
Atrás das grades.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
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