19 novembro, 2007
18 novembro, 2007
14 novembro, 2007
e despenca na praia.
Eu já escolhi, toda as noites vou adormecer contando
estrelas no meu quarto, que será na areia.
Vou procurar Iemanjá e puxar assunto sério.
À ela vou pedir um namorado.
Um fofo que combine com meu cabelo novo.
Porque chega de viver assim, né?
13 novembro, 2007
Casa alugada, férias fechadas. Em janeiro, vou passar uns
dias na praia.
Casarão pra oito. Seremos nove: três adultos, sete
adolescentes, entre 15 e 17 anos.
Entre os adultos, pai e mãe de M.
E a caçula, eu, com idade mental já oscilando entre 17 e
18 e meio, dependendo da fase do mês e da lua. Vai ser
divertido passar uma semana com Olívia e seus melhores
amigos de tenra infância.
Se chover, a gente faz bolinho.
12 novembro, 2007
Apenas um deslize por dia, em média.
Noite sexta, comi uma fatia de pizza da Domino's na
agência. Tá bom, duas.
Sábado, tomei um espresso na Livraria.
No domingo, fui santa.
Amanhã, começa minha última semana de tratamento.
Estou praticamente nova.
Hoje, comi uma trufa com zero de açúcar e zero trans.
Ei, e o mundo não acabou. :O)
Aos poucos, a vida e minha dieta voltam ao quase normal.
Até que nem foi tãão difícil. As principais
restrições eram: açúcar, gorduras, álcool e
condimentos.
Problema é que quando eu adoeço, tendo a achar que nunca
mais eu vou poder. E o nunca mais vira pra sempre e tudo
vira um sofrimento sincero. Depois passa.
Se eu aproveitar e seguir o esquema de apenas um deslize por
dia, capaz de eu viver pra sempre. Cês vão ter que me
agüentar. :p
08 novembro, 2007
pesou muito na minha decisão.
- Qual?
- Aquela, de quando chegar a fase da reposição hormonal.
- Sim, e eu só iria ficar olhando pra vc sem poder fazer
na-da.
- É. Imaginei isso e fiquei com muito medo. Eu me imaginei
uma velhinha caquética, abandonada como um maracujá de
gaveta e me afogando em baldes e mais baldes de
Häagen-Dazs. Tive muito medo.
- [gargalhadas]
- Então eu decidi parar de vez.
- [mais gargalhadas] Cê tá ótima. Permaneça com o
espírito elevado.
07 novembro, 2007
05 novembro, 2007
31 outubro, 2007
isso.
O de 2005, acho que nem tive. Estava apaixonada demais.
O inferno de 2006 foi marcado por tragédias financeiras:
quebra de carro a cada 3 dias, táxis, despesas não
planejadas, clonagem de cartão de débito, pequena
fortuna saqueada.
Em 2007, o tema é violência urbana. Tá difícil.
Os tempos de tragédias financeiras foram bem mais mansos.
Em um intervalo de 7 dias, sofri abordagem brutal em loja de
conveniência e trote indireto de falso seqüestro, em
plena madrugada.
Como consolação, ganhei uma esofagite level 5, que se
encontra devidamente auto-medicada e completamente fora de
controle.
Preciso de um especialista, desde que me seja permitido o
consumo desenfreado de chocolate e Häagen Dazs. Quero
apenas um milagre, não é pedir demais.
Emoções fortes por aqui, perceba. E pra dezembro ainda
tem chão. Oremos.
25 outubro, 2007
19 outubro, 2007
18 outubro, 2007
- Negar a realidade e fazer de conta que nada acontece
- Ir morar com a minha mãe, até essa fase difícil passar
- Me mudar pra um motel
- Dar uma de joão-sem-braço e procurar um hospital que me abrigue, porque alé;m de banho quente e TV no quarto, eles devem também servir uma sopa quentinha e eu economizo um troco.
Cascão, o encanamento do banheiro que arrebentou de vez e
a fome no mundo, a maior delas é o comportamento do colega
aqui da firma.
A mudança tem sido nítida. E não me parece que ele
está tentando ser uma pessoa melhor.
A causa: Tropa de Elite.
Eu ainda não assisti ao filme, mas tá na cara que a
história perturbou a mente do menino.
Em parte, sinto uma certa culpa. Eu passei o link do blog do
Capitão e o Teste da Tropa.
Então ele descobriu que no filme ele seria o Baiano e,
pela cara de orgulho, isso não pareceu ser boa coisa.
Numa tarde de uma outra sexta-feira, o elemento comentou que
precisava ir às compras, no sábado.
Pensei que era presente para a filhinha. Não, era coisa de
macho, tipo metralhadora e munição.
Outro dia, apareceu usando um boné altamente suspeito.
Eu tô preocupada com esse cara. Muito preocupada.
17 outubro, 2007
16 outubro, 2007
12 outubro, 2007
11 outubro, 2007
Vá, é superlegal, mas não passe vergonha. Passe na manicure antes.
O acaso me surpreende a cada semana.Quinta-feira passada: chopp, pastel, bolinho, telão, jogo do São Paulo, num boteco de catigoria.
Eu não entendo xongas de futebol mas minha amiga do Leste
Europeu bem que merecia levar uma garrafada na cabeça por dar um soco nas costas do desconhecido, torcedor do Flamengo, que estava na mesa ao lado.
Terça-feira, sinuca, cerveja e rock and roll, numa pocilga singela, que aparentemente foi um puteiro num passado remoto, e a cozinha não inspirava a menor confiança. Eu nunca soube jogar.
Sinuca para mulheres II.
Pulseiras e mesa de sinuca são elementos incompativeis entre si. Nem fica bem insistir.
Sinuca para mulheres III.
Feltro é um tecido mais frágil do que aparenta.
Eu ainda não assisti a nenhum capítulo de Duas Caras e confesso que tô; sem a menor curiosidade.
Existe algo de libertador em não assistir novela. Preciso confirmar esta hipótese.
Sinuca para mulheres IV.
Nunca pergunte o que é uma sinuca de bico.
Pra isso Deus lhe deu intuição, querida.
Sinuca para mulheres V
Não seja Ross. Bola 8 e Eight Magic Ball têm funções diferentes, embora visualmente sejam idênticas. Ok?
Na dúvida, reveja Friends, 8a temporada.
Da madrugada de segunda-feira até a manhã de hoje, dormi exatas 18 horas. É pouco.
E não há razão aparente para isso.
Paixonite? Não. Coração permanece no freezer.
Problemas no trampo?
Os de sempre.
Planos para o futuro?
Nenhum. Apenas o desejo inquietante de que algo positivamente avassalador aconteça em minha vida. Hugh Laurie, por exemplo.
Mas isso não justica apenas 18 horas de sono.
Sinuca para mulheres VI:
Seu adversário olha pra vc e diz: vc me sinucou!
Como isso funciona na pratica?
É uma linguagem cheia de duplos sentidos.
Foi apenas ação da Lei da Inércia, fia.
Abstraia.
Sinuca para mulheres VII:
Cuidado com o excesso de confiança.
Sempre.
Sinuca para mulheres VIII - O resgate final.
Vá de salto agulha, se quiser, mas não seja louca de ir de saia.
Fui clara?
10 outubro, 2007
06 outubro, 2007
Mês passado, na semana do feriado, sala de reunião,
quase madrugada, pra fechar o conceito da campanha. Foi
tenso, muito tenso, no final cliente aprovou, deu tudo
certo. Mas durante, teve o momento brainstorm. No caso,
shitstorm.
A.1, o redator e regente da parada: - Qual a imagem?
A.2, no caso, eu: - Agulha, seringa.
D., diretor de arte - E se a gente desse um close num
ventríloquo?
A.1: - ???
A.2: - What?
D. - Vai ficar bonito. A gente mostra o ventríloquo,
página inteira, e A2 faz um puta título. Fechou.
Silencio
A.1 retoma: - Imagem?
A.2: - Putz. Tenho que pensar mais..
D.: - Por que vocês não gostaram do meu ventríloquo?
Tem tudo a ver.
A.1: - Cala a boca.
A.2: - D., cê tá bem?
D.: - Ventríloquo não é aquela válvula do
coração, tem duas, o ventríloquo direito e o
ventríloquo esquerdo?
A.2:- Puta merda, D. Hello!
A.1: Ventrículo, animal. Ventrículo.
D.: - Ventríloquo é o boneco? Não é a válvula?
D. me pareceu um tanto confuso naquela noite. Todo mundo
cansado.
............
Quarta-feira desta semana, um mês depois, horário de
almoço, japa, esquema 30-reá-e-come-até-morrer. Lindo.
À mesa, D1, que era o D., o perturbado da sala de
reunião do mês passado, D2, um rapaz que eu julgava
inocente e A., no caso, eu .
D2 despeja shoyo na vasilhinha e nela mergulha um sushi
diferentão, que parecia um barquinho com o casco feito de
pão, eu nunca tinha visto aquilo.
Silêncio contemplativo. Os três de olho no shushi
diferentão, mergulhado naquele mar de shoyo.
D2, em tom quase pueril: - Olha! O mar de shoyo se abriu
para a Arca de Moisés passar!
Silêncio.
D1. e A. se entreolham, tentando concordar telepaticamente
que D2 tava zoando.
D2 continua maravilhado com a imagem do mar de shoyo que se
abriu para a Arca de Moisés passar.
Por um momento, A. teme que D2 afirme que a Arca de Moisés
transportava uma porrada de hebreus fugitivos do Egito.
Não. D2 apenas devora a Arca de Moisés, num bocado
só. E o mar de shoyo se fecha.
D1 faz questão de esclarecer, professoralmente, a D2 o
brutal equívoco histórico.
A. colabora, trazendo uma informação atual e relevante,
tipo, em breve, vai chegar ao Brasil O Todo Poderoso 2, que
trata exatamente da reconstrução a arca de NOÉ, aquela
que transportava casais de bichinhos.
E todos voltam ao trabalho quase morrendo de tanto comer. E
A., eu, intui que, em breve, um fato novo há de acontecer
para fechar todo esse ciclo de surtos bizarros.
E eu juro pra vocês que a gente nunca bebe quando tá de
serviço. Juro.Nem usamos drogas.
No dia seguinte, A ., no caso, eu, recebe um e-mail do amigo
G., que nem é de São Paulo. O cara mora longe.
Subject: A verdadeira história do sacrifício de
Abraão.
Perceba que todo um horizonte divino de merdas possíveis
vai se abrindo.
A piada, muito boa por sinal, contava que Abraão amarrou o
filho na árvore (outro equívoco histórico, né?) e na
hora que iria matar o garoto, ouviu a voz do Homi:
- Solta o moleque, Abraão! Eu só tava te testando,
rapaz!
E rolou aquela indagação toda, tipo: - Mas não foi o
Senhor mesmo que mandou?
- Solta o moleque! Deixa de leseira, Abraão!
Abraão obedece, desamarrra o filho e o dito cujo saiu
correndo.
E Abraão grita: - Filho, filho, o Senhor te perdoou.
Volta, volta, filho!
E, enquanto corria, o moleque gritava: - Perdoou, o
caralho! Se não fosse o ventríloquo, eu tava fodido!
Notou?
Desconfio que seja esta a minha função na Terra: o poder
de síntese.
Copiei a piada que G., oriundo lá do extremo Sul do
país, inocentemente mandou.
Encaminhei pra D1, o cara do ventríloquo, e pra D2, o
rapaz da Arca de Moisés.
Apenas com duas pequenas observações necessárias:.
D2, assim ó: esta parada do Abraão rolou bem depois
daquele lance da Arca de Moisés, ok?
D1, onde lê-se ventríloquo, leia-se ventrículo, tá?
Beijo.
Não obtive resposta.
04 outubro, 2007
02 outubro, 2007
assistido a M.A.S.H. todo dia, pra equilibrar. Encontrei
zapeando.
Foi o seriado que me apresentou solenemente à
escrotidão humana, em tenra idade. Adorava. E não guardo
traumas.
Alan Alda ainda era broto. Muito broto, hoje eu avalio com
critério adulto. Ele era o capitão Hawkeye, médico
cirurgião e escroto até a tampa. Escrevia cartas fofas
ao pai, contando sobre o acampamento, durante a guerra com a
Coréia. Ele era um cara sensível, no fundo.
Hawkeye foi o primeiro homem mais velho por quem eu me
apaixonei na vida. Eu tinha 9 anos.
Porque Hawkeye era Alan Alda, na fase broto, muito broto. E
um escroto bom caráter. Caso contrário, não teria a
menor graça. Nem eu teria me apaixonado.
Passa no FX, às 7h30 da madruga.
Eu acordo cedão, todo santo dia, o que você quer que eu
faça, numa hora dessa? Que adquira discernimento pela TV?
altamente capacitados, que ocupam cargos importantes numa
das mais premiadas agências do Brasil, dentro do segmento,
gente com diploma do estrangeiro, assistindo Pocoyo pelo
youtube.
E juro que não fui eu quem começou. Eu só perguntei se
alguém conhecia. Juro.
Então, ficou assim: a gente vai fazer sessões, no final
do expediente. Chamaremos os colegas do andar de cima. Mas
só um episódio por dia. Um. E cada um pra sua casa,
porque todo mundo tem família.
Cogitou-se tele, com o pessoal de Nova York, mas pode rolar
um choque cultural. Melhor não.
Amanhã, veremos Olimpic Games. Um dos meus prediletos. :O)
Quando iniciei o tratamento antitabaco, em 01/07, a meta seria a alta em 01/10, de modo a comemorar o niver da Oli com pele linda. Ocorre que eu andei esquecendo de tomar o medicamento, vez ou outra. Note que isso nem pegou nada. Desconfio que eu fui sorteada pra integrar grupo dos otários do placebo, no estudo duplo-cego :). Consegui cumprir a parada definitiva no dia marcado e assim vou seguindo, atravessando provas de fogo diversas, sem lembrar que cigarro existe. Para alegria dos leitores, ainda teremos mais 8 ou 10 dias/noites de sonhos anormais pela frente. Ainda nao sei bem como vou viver sem eles. Mas parar de fumar foi a melhor coisa que eu consegui fazer por mim, nos últimos 15 anos.
E eu não vi setembro passar. Nem a primavera chegar.
Estou insone e vou me ferrar se eu não dormir exatamente agora.
Eu e Oli estamos numa cruzada insana, em busca de adesivos, bonecos e/ou camisetas do Pocoyo.
Nada consta no mercado nacional. :/
Dri, minha chefa, grávida de 4 meses, esteve em NY, semana passada. Não encontrou nada. Está atualmente em Miami, onde também nada consta. O mundo ainda nao descobriu o verdadeiro valor de Pocoyo. :/
Pocoyo eh consumo secreto de muito marmanjo, eu sei. Poucos têm coragem de assumir publicamente. Sem querer, apenas jogando verde, eu já flagrei 3 diretores de arte fazerem carinha meiga, apenas quando eu cito: POCOYO! (pronuncia-se po-co-yô (com circunflexo no último o)
Ok, os d.as. têm filhotes pequenos, o mais velhinho deles tá no Maternal II. Mas todo mundo em casa assiste e ama. Né? Numa tarde dessas, descemos todo mundo pra tomar café no Café, como a gente faz sempre que dá jeito, e surgiu o assunto. Diretor de arte, pai do garotinho do Maternal II, bem apontou a genialidade do cenário, ou seja, a ausência de.
Isso é mesmo genial. Os elementos vão surgindo, conforme a história evolui. O cenário, em tese, é branco e o episódio termina numa grande festa de elementos coloridos. A redatora, no caso, eu, apontou para a genialidade da narrativa. Pocoyo é o garotinho mais expressivo do mundo. Tem 3, no máximo, 4 anos de idade. Pouco fala. É quase monossilábico. Tem amigos imaginários: o pato chamado (buh!) Pato e uma elefanta cor-de-rosa de mochila azul chamada Elly. Tem uma cachorrinha filhotona chamada Lolla e um passarinho que só dorme, chamado errr... Sonequita. Eles brincam todos juntos, mas Sonequita sempre dorme. E os elementos da brincadeira vão entrando no cenário, conforme eu já falei. E se a imaginação os mandar para outras paragens, eles têm uma Pokonave, que, por sinal, é muito mais legal e tem muito mais opcionais que o meu Cascão. Só que tem também um narrador, acompanhado de uma platéia imaginária de crianças um pouquinho mais experientes, tipo 5 ou 6 anos de idade, que ensinam coisas bacanas ao Pocoyo. As histórias sempre se encaminham pra aquela coisa de que o mundo sempre pode ser melhor, que é sempre bom fazer amigos e todo aquele universo do discurso edificante, tendendo pra PNL. (confesso que no episódio do aniversário da baleia eu chorei no fim).
Tem dias também que eu fico de saco cheio, porque essa merda passa às 6h30 da manhã. E nao é todo dia que você acorda achando que o mundo pode e deve ser melhor, muito pelo contrário. Eu assisto aquilo e penso: esses três roteiristas estão tentando criar toda uma geração de frouxos e despreparados para a vida. Depois eu mudo de idéia. Porque aposto que você não viu no dia que Pocoyo e Elly inventaram de criar um restaurante de mentirinha e convidam o Pato pra jantar. E o Pato chegou ao estabelecimento morrendo de fome e ficou puto da vida porque a comida era fake.
Foi do caralho. :O)
Passa todo dia, às 6h30 e reprisa às 16h, no Discovery Kids. Você vai ficar com cara de retardado, vai emitir sons regredidos, tipo Ohn, tchuco!, ohnnnnnn! Pocoyo! (com circunflexo no último o;). Acontece com todo mundo.
Assista e depois me conta.

2h15, agora, e eu vou me ferrar.
01 outubro, 2007
queimou alguns dias depois que eu solicitei o cancelamento
temporário na academia
Diante dos fatos, minhas alternativas são:
- Negar a realidade e fazer de conta que nada está
acontecendo.
- Nunca mais lavar o cabelo
- Passar a tomar banho de favor na casa dos outros (e
aproveitar a viagem pra filar um rango)
- Me mudar pra um motel
Não é por nada, não, mas sinto cheiro de inferno
astral chegando, com a antecedência exagerada de sempre.
28 setembro, 2007
lições úteis para a vida.
Aprendi, por exemplo, que fazer auto-maquiagem em táxi
requer uma técnica muito diferente da auto-maquiagem à
direção.
É preciso também tomar alguns cuidados extras. A
probabilidade de você machucar o olho com a ponta do
kajal, acredite, triplica quando você está no táxi.
27 setembro, 2007
26 setembro, 2007
25 setembro, 2007
E estou sem minhas pernas. :|
Vou ter que suspender os treinos na academia, até minha rotina se normalizar, sendo que seria altamente recomendável para o bem-estar e segurança de todos, que eu mantivesse estáveis os níveis de endorfinas no sangue, durante esta fase conturbada da minha vida.
Adormeci muito contrariada com tudo isso. A temperatura caiu e eu sonhei que era atendida por um dermato que praticava medicina ilegalmente, numa casa enorme, habitada por mulheres, muitas, muitas crianças de todas as idades, cães e duas baratas que se pareciam com tatus e se comportavam como saúvas.
Sim, eu tenho rezado antes de dormir.
O dia amanheceu medonho e eu tive que ir para o trabalho de táxi, numa circunstância em que eu deveria era estar comendo de favor na casa dos outros pra economizar ao máximo.
Trocar de carro constava nos meus planos de delicadezas para 2007. Mas ainda estava longe de ser a prioridade do momento. Então já que é assim, vou comprar um Niva. Vermelho.
24 setembro, 2007
E o fotógrafo oriundo do Leste Europeu chegou do nada perguntando se o café estava bom. Eu respondi, sem que ele me ouvisse, que pelo horário já devia estar café de velório e ninguém entendeu nada. Café de velório é uma piada interna que inventei há muitos anos e ninguém compreende bem o espírito da coisa. E é sem graça mesmo.
Então, Fotógrafo do Leste Europeu passou por mim com um copinho de café, e eu vi que estava café de velório, mas ele bebia mesmo assim e eu o perdi de vista em meio a multidão (?). Eu sentia muita, muita sede. Peguei minha caneca outra, porque roubaram a preta, e essa é branca e tem o tórax e ½ pescoço de uma girafa de um lado e o quadril de uma zebra numa sala de estar do outro lado. Eu fui até a cozinha me servir de água e na volta vi que Fotógrafo do Leste Europeu estava sentado no sofá da sala de vidro e ainda enrolava com o café de velório na mão direita. Nossos olhares se cruzaram e eu senti um baita frio na barriga e tenho certeza que me ruborizei, porque eu não sei mais paquerar. Eu voltei pro meu lugar, de onde podia ver a sala de vidro e Fotógrafo do Leste Europeu se comportava como um ilusionista e desaparecia a todo momento.
Eu estava brincando de ser Adriana Falcão e tentava definir diversos tipos de dores (!), quando ouvi a mais linda voz que já ouvi na minha vida, sussurrar algo ininteligível no meu ouvido esquerdo e me virei, instintivamente, e era Fotógrafo do Leste Europeu desejando minhas coxas enquanto jogava o copinho de café de velório no meu cesto de lixo e aqueles olhos profundamente azuis brilhavam de uma maneira que eu nunca vi.
Eu senti de novo aquele delicioso frio na barriga e balbuciei algo ininteligível e, se eu bem me conheço, algo de conteúdo estúpido e eu e ele ficamos perplexos com o tom delicado e sensual da minha voz.
Ele fez alguma outra coisa que eu não lembro, depois voltou, disse adeus e minha voz não saiu quando tentei dizer algo novamente estúpido, tipo tchau.
Tudo isso me faz crer que devo mesmo seguir os sábios conselhos da Alê e tomar a tal substância pro resto da vida. Passar a ter sonhos recorrentes com Fotógrafo do Leste Europeu, 3 vezes por semana, é tudo que minha pele precisa pra ficar sempre boa.
21 setembro, 2007
A Alê escreveu sugerindo que eu continue tomando o remédio regularmente pro resto da vida, porque a tal substância tem feito muito bem ao meu blog.
Já a Paty escreveu apostando que eu inventei de parar de fumar porque meu objetivo real era tomar a tal substância e ter sonhos muito doidos, mas tudo conformdade da lei e sem precisar correr da polícia.
Não são umas fofas? :O)
Ele, lógico, perguntou de sua fonte de renda fixa. Contei que Cascão tem estado meio temperamental e que a última gracinha foi começar a consumir desenfreadamente o óleo do motor.
C. deu um trago profundo no cigarro e sentenciou: motor cansado.
Pela cara dele, deu pra imaginar que isso é algo muito grave, tipo férias não resolvem.
Em franco processo de negação do problema, ignorei a informação por dois dias.
Hoje, tomei consciência da gravidade da coisa.
Parei no mecânico. Cascão ficou internado, em observação.
C. avisou que precisava examinar o cabeçote e os anéis com calma.
Isso me soou meio pornográfico.
20 setembro, 2007
Comin' down the world turned over
And angels fall without you there
And I go on as you grow colder
All because I'm
Comin' down the years turn over
And angels fall without you there
And I'll go on now i need you hold me
All because I'm
All because I'm
And I'll become
What you became to me
Daí eu durmo e os sonhos me perseguem de uma forma avassaladora.
Sonho recorrente e com trilha é uma coisa muito nova para mim.
E daí eu acordo e fico com isso na cabeça o dia in-tei-ro-ô.
19 setembro, 2007
18 setembro, 2007
17 setembro, 2007
14 setembro, 2007
Cheguei na loja 21h35. Fechei a compra por volta de 21h45, nunca vi isso.
Lembrei que eu estava usando mochila. A bolsa ficou no carro.
Desci 3 escadas, peguei a bolsa, deixei a mochila, subi 3 escadas e voltei pra loja.
Vendedor avisou que o secador, só o do mostruário.
Não quero. *
Ele jurou que entregaria um novinho, no sábado.
Eu tinha sono, fome e queria ver House, era quinta-feira.
Fui pra fila do caixa, que pelo adiantado da hora, não deveria estar ali.
Tinha um ogro na minha frente que falava muito alto e fazia piada idiota.
O infeliz fez uma compra de mil e tantos reais. Pagou à vista.
Cash. Te juro. Em notas de 10 e de 20 reá. Deu trabalho.
Cheguei em casa 22h55. House estava começando.
* Hoje, minha chefa, muito da sabida, me fez acordar: eu devia ter chorado um desconto enorme no secador do mostruário. Eu fui mesmo muito inocente.
Parada no sinal, observei o cara que vende Halls a 1 reá se aproximando.
Ele usava camiseta preta com frase em letras brancas.
Na frente dizia: Eu tive [reticências]
E nas costas: [reticências] cara-a-cara com Jesus.
Deu vontade de puxar assunto: - Vem cá, cê que viu mais recentemente, conta: Ele ainda tá de barba, hein?
Pena que o sinal abriu.
13 setembro, 2007
Descansei na sexta passada, trabalhei feito gente grande no sábado.
Domingo foi dia de plantão à distância. Ou seja, no compasso de espera, eu não podia fazer muita coisa. Pelo menos não aquelas que as pessoas normais fazem, tipo beber com os amigos.
Fui ao supermercado comprar os víveres saudáveis pra semana. Desta vez, não perdi a chave mas perdi o juízo.
Já que eu não estava fazendo nada, a caminho de casa, decidi voltar a cozinhar como nos velhos tempos, mesmo sem fogão. (Outra hora eu falo da salada de abobrinha crua).
Comprei uva sem semente e morangos que precisavam ser lavados e secos naquela hora porque, durante a semana, não tenho tempo nem saco.
Ao chegar em casa, antes mesmo de tirar a sandália de salto, comecei a lavar as frutas. E, como todo mundo sabe, morangos e uvas devem ser lavados em água corrente.
Tirei os cabinhos dos morangos, que foram confortavelmente ajeitados no escorredor de arroz. Fiz o mesmo com as uvinhas, que ficaram no escorredor de macarrão. Abri a torneira e, enquanto os morangos tomavam banho de cachoeira, fui até o quarto a fim de vestir algo mais confortável.
Eu juro, isso não levou nem um minuto, eu uso pouca roupa em casa.
Voltei à cozinha e o cenário era desolador.
A pia transbordou, inundou o chão e a gaveta de talheres que estava aberta.
Enquanto tentava secar o estrago, pensava: nessas horas é que eu sinto falta de um companheiro gentil ao meu lado. Não para me ajudar a secar a cozinha ou enxugar os utensílios da gaveta. Não é isso.
Eu precisava apenas que o fofo me dissesse: - Tire a tampinha do ralo, ANTES, mô bem.
12 setembro, 2007
Na quarta-feira, fiz a primeira pequena gengivectomia com Dr. S.
Apesar de eu ter seguido direitinho todos procedimentos pré-cirúrgicos, a gengiva ainda estava um pouco inflamada, de modo que aquela compressinha de xilo que o dentista costuma fazer só serviu pra adormecer minha língua.
Vi estrelas durante a anestesia e Dr. S. fazia cara de paisagem, diante do meu olhar de súplica.
Doutor S. é um cavalo.
Sexta-feira, eu tenho nova visita ao Dr. Horse.
A gengiva está praticamente nova, mas eu sei que vou sangrar e sofrer de novo.
Melhor atualizar estoque de Häagen-Dazs em casa.
11 setembro, 2007
04 setembro, 2007
Vi uma comédia, cujo nome eu não lembro. O protagonista, cujo nome eu também não lembro, contracenava com Jack Lemmon, bem velhinho lindo, e comia a Bonnie Hunt nas horas vagas.
Jack Lemmon era, supostamente, o pior entre os mais cruéis carrascos nazistas, durante a Segunda Guerra, e vizinho do protagonista, a quem vamos chamar de Jake.
Jake era um professor de Ética, solitário e um tanto problemático, logo vocês vão notar.
Então teve uma festa na casa do Carrasco e Jake foi. Contrariado mas foi. E deu briga feia. Saiu no braço com dois caras, apanhou pra caramba, foi atendido no hospital por uma médica fofa (Bonnie) e rolou uma safadeza branda entre os dois.
Bem branda, uma vez que Jake vivia broxando, porque não parava de pensar em tanta maldade que o Carrasco fez na vida.
Pra encurtar a história, Jake matou Carrasco. De uma maneira ridícula mas matou.
Jake, além de solitário e um tanto problemático, era também muito azarado.
Como Carrasco foi assassinado por envenenamento, a polícia considerou todas evidências como suicídio e ficou tudo por isso mesmo.
Só que, como já disse, Jake tem problemas. O fato de Carrasco ter passado para a história como um suicida o deixou deveras abalado.
Então eu cochilei um pouquinho porque já passava das cinco e tive um sonho sinistro.
Quando acordei, o Jake tinha inventado de fazer terapia, essa parte foi legal. Um dia, a imprensa descobriu que houve uma troca de identidade, que Carrasco era um simples cozinheiro e o carrasco de verdade ainda tava vivo, em algum lugar do planeta.
Jake se sentiu muito culpado. Jake era um cara sensível. Matou um velhinho inocente.
Optou, então, pela auto-punição. (Come on, Jake!)
Embora fosse um broxa e num desse à fofa a atenção merecida, ele a amava, havia marcadado casamento, de aliança e tudo. Jake decidiu romper a relação com a fofa, sem alguma explicação. Nada além da boa e velha pataquada “eu não mereço você” .
Percebam que Jake, além de burro, também pode ser muito mau quando decide se auto-punir.
Fofa ficou a sofrer e Jake continuou se aprimorando no seu novo esporte.
Passou a freqüentar a casa do Carrasco, cuja filha, mãe dos gêmeos, tava passando necessidade. Compadecido com a situação, envolveu-se com a baranga. E bota baranga nisso.
Jake casou-se com Baranga, levando os gêmeos e o cachorro mala no pacote.
Na noite de núpcias, ele constata um fato e descobre um segredo. O fato é que Baranga era frígida. (Ora, isso tava na cara, Jake!). O segredo eu não conto, porque vai que vocês resolvem assistir à fita.
Só sei que isso tudo me levou a pensar numa série de coisas, parte delas muito sérias. A única que posso contar é a mais conclusiva: não posso continuar assim, tenho que voltar a dormir direitinho.
As outras, morrem comigo.
A do ano passado foi tranqüila, porque Dr. Pokemon é um doce. Conseguiu até restaurar um dente meu sem anestesia, onde já se viu? Tenho pavor.
Só que Dr. Pokemon fica do outro da cidade e não atende o convênio da firma. :/
A amiga do Leste Europeu que trabalha comigo descobriu uma clínica bem legal, praticamente do outro lado da rua. Ela foi lá e aprovou o serviço.
Fui na confiança, porque amiga do Leste Europeu consegue ser mais cagona do que eu.
E foi assim que fui cair nas garras temível do Dr. S. (preciso de mais algumas consultas pra criar um apelido legal)
- Dói algum dente?
- Não, mas minha gengiva tá muito, muito sensível. Sangra só de olhar. Quando eu fumava não tinha esse problema.
- Casada ou solteira?
- Divorciada.
- O que vai acontecer é que na primeira vez que o ex esquecer de pagar a pensão, você vai estressar e voltar de fumar.
- Não recebo pensão.
- Então vamos fazer limpeza e clareamento…
(achei legal a idéia do clareamento, mas fiquei com medo dos meus dentes ficarem brilhando no escuro, que nem os do Ross*. :O))
… mas antes vamos ter que fazer duas gengivectomias.
(puta merda, tava indo tudo tão bem).
- Vai doer?
- Na hora, não.
- Tá querendo me dizer que eu vou sofrer é no pós?
- Vai.
- Você conseguiu me apavorar.
(nessa hora, jurei vingança)
Dr. S. recomeçou o exame clínico. Contou que tem uma filha de 15 anos. Outro dia, a garota chegou em casa com as unhas pintadas de marrom. E que é difícil pra ele aceitar que filha sua pinte as unhas de marrom.
(huh! Era a vingança começando a se desenhar)
Eu acho a relação dentista/paciente muito desigual. O cara enche a tua boa de algodão, bota aquele sugador que faz barulhão e fica o tempo falando coisas sem noção e você, vítima, sem chance de revidar. Chega a ser uma humilhante.
Ele me perguntou se minha filha estudava.
Repondi, monossilábica e com voz de cadeira de dentista.
Na hora, pensei: não, Dr. S. Ela costuma promover pequenos espetáculos de pirofagia, no farol da Rebouças. Aliás, isso me deixa muito preocupada com esmalte dos dentes dela.
Impossibilitada de qualquer outra forma de verbalização, fui obrigada a me calar.
No final da consulta, marcamos o cronograma do tratamento.
Mas antes de sair, não resisti: - Dr. S., como mãe de adolescente eu tenho dois anos a mais experiência. Pensa que, não vai demorar muito, cê vai ter saudades do tempo que sua maior preocupação era com a cor do esmalte da sua filha. Vai por mim.
- Não fala isso. Agora você me assustou.
Próxima consulta, amanhã. Isso tá começando a ficar divertido.
* Ross, em episódio de alguma temporada de Friends, tinha um encontro com uma garota linda e decidiu fazer clareramento dos dentes em casa. Deixou o negócio agir além do indicado e seus dentes ficaram assustadoramente brancos. A ponto de brilharem mesmo no escuro. Medo.







