13 julho, 2005

Da estupidez humana.
Tente imaginar. Nove da matina, você chega atrasada no trabalho.
Telefonista passa ligação pra você. Alguém te chamando pelo nome completo. Boa coisa não deve ser.
- Dona Ana Fulana de Tal da Silva Sauro?
- Não. Ana Cicrana de Tal da Silva Sauro.
- Sim, desculpe. Posso falar com ela?
[Puta merda. ]
- É ela.
- É a sra Cicrana da silva sauro?
- Yah.
- Aqui é [não sei quem] da companhia de seguro. Preciso atualizar o cadastro do seu carrro.
- Sim.
- A sra é a principal condutora do veículo em 85% do tempo?
- Estou morando em Manaus e o veículo está em São Paulo, parado na garagem. Pa-ra-do.
[achei que a moça iria pegar o espírito da coisa]
- Pessoas entre 18 e 24 anos residem com a sra?
- Não.
- A sra está estudando atualmente?
- Não
- Usa o veículo para trabahar?
- Não, as estradas são péssimas pra vir todo dia.
[nem assim caiu a ficha da abestada]
- Usa o veículo para visitar clientes?
[comecei a desconfiar que era trote.]
- Querida, vamos economizar seu tempo? Assim, ó: o carro tá em São Paulo e você ligou pra Manaus. O carro tá trancado na garagem. Difícil pra você?
- A sra pode confirmar se o CEP do endereço do veículo é o mesmo da correspondência?
Agora, sou eu que pergunto pra vocês: mereço isso? Mereço?

11 julho, 2005

Preparem-se para o inferno.
Em outubro, Olívia completa 15 anos. Vai ter festa.
Preciso planejar a roupa e não tenho a menor idéia do que usar.
Com a balança tá tudo certo. O pobrema é o espelho. É sempre ele.
Aceito sugestões.
Atrás das grades.
Divirtam-se, crianças.
Cair da cama é minha mais nova modalidade de tombos.
Nessa madrugada caí de novo. Fantasias de abandono, talvez.
Como não tem quem me segure do jeito que eu gostaria, o lance vai ser mesmo comprar um berço. O próximo passo deve ser começar a comer cabelo.
Sei não. Acho que é encosto.
Faxina, urgente.
Domingo a Olívia chega em Manaus. :O)
Minha faxineira, praticamente meu anjo da guarda, desapareceu. Estou à deriva.
Minha casa está à beira do caos. Existe todo um ecossistema já formado.
Dá até dó de mexer.
Storm
Tudo volta ao normal.
Foi um pequeno surto.
Pronto. Passou.
Auki, a poeira já baixou, misifi.

08 julho, 2005

Boa noite, Cinderela.
Odeio gente que dorme cedo.
Momento iTunes
One last breath - Creed
Vai encarar?
Malhação
O jeito vai ser puxar ferro, na hora do almoço. Isso me faz relaxar.
Se agora tô com gana de matar 3, ao voltar, tenho certeza de que só vou querer matar um. Tipo crime hediondo.
E justo esse não tenho como matar agora. Bosta.
Momento iTunes
Wonderwall - Oasis.
Pode parecer estranho, mas pra mim tem um certo cheiro de vingança. Da braba.
Coisas que não consigo aprender na vida.
Esperar, por exemplo.
Subject: Seu cartão chegou
Se tem uma coisa na vida que me deixa puta nas calças é essa onda de spoofs.
Estou indo à loucura com essa merda.
Mantenham-me longe de crianças e animais domésticos, por obséquio.
Ok. Nada que 150 abdominais não resolvam.

06 julho, 2005

Ei, você.
Me tira daqui? ;O)

29 junho, 2005

Pensamento edificante do dia:
Papagaio que acompanha joão-de-barro vira ajudante de pedreiro.
(colaboração de Fred Teixeira)

28 junho, 2005

Conversa de doido.
Papo nada a ver entre 3 cidadãos, pais de família, razoavelmente inteligentes.
- Vocês já comeram carne louca?
- O que é isso?
- Uma carne legal, temperada com um monte de coisa, que é boa de comer com pão.
- Carne de vaca?
- É.
- Vaca louca?
Então o terceiro leso acorda e dispara:
- Tem a versão de frutos do mar. É feita de Lula Lelé.
A camisa de força fica em qual gaveta mesmo, hein?

27 junho, 2005

Domingo quase perfeito.
Chuva forte + China in Box + Filmes, filmes e filmes.
Faltou gente.
Sonho de consumo.
Um fone daqueles de operadora de telemarketing, manja? ;O)

24 junho, 2005

E antes que eu me esqueça:
Viva São João.
Pensamento edificante do dia:
O paraíso é o berço do tédio. O inferno é mais quentinho.
[Ana Almgren]
Novo formato.
Quinta-feira é dia de manicure, na hora do almoço. Eu passei a porra dessa minha vida inteira só usando esmalte beginho, neutrinho, tudo muito discretinho. Chatinho.
Cansei. Ladeira abaixo, a destrambelhada mandou lixar quadradinho e jogar uma mistura de café com cobertura beterraba.
Os meninos tão dizendo que ficou unha de quenga. Eu disconcordo.
Fortunate fool.
Ouça. É Jack Johnson. ;O)
Abestada.
Outra noite, sonhei que andava numa bike completamente sem freio. Ladeira abaixo.
Acredite você, não tive medo.

20 junho, 2005

Pronto.
Agora eu sarei de vez. :O)

13 junho, 2005

Alta médica.
No final deu tudo certo e amanhã posso voltar pra academia. Iuuu-piiii.
Na faca.
Segunda-feira passada, não tinha mais como fugir. Entrei na faca e fiquei o dia todo em casa., tomando sorvete. Viciei.
De castigo.
A coisa tava tão feia, mas tão feia que não foi possível mexer no bicho do jeito que tava. Não tinha como anestesiar. A saída foi entrar no antibiótico. Dez dias de lei seca. Bosta.
Doutor Figuraça.
Fui parar num doutor altamente recomendado.
Quando ele me viu, se apavorou. E me apavorou também.
O maldito cisto destrambelhado tava a poucos milímetros do tal nervo trigêmeo, de modo que eu estava prestes a, no mínimo, ficar de boca torta.
Tomei um esporro federal.
O motim.
Tudo começou há cerca de um mês. Eu tinha um pequeno cisto sebáceo no rosto, com o qual tive uma coexistência pacífica por quase uma década. Eu fingia que ele não existia, ele não me dava a mínima e ficava tudo certo. De uns tempos pra cá, tudo mudou. O bicho começou a ganhar espaço e aquilo começou a me incomodar profundamente. Até que um dia, decidi partir pra ignorância e tentei executá-lo sem dó nem piedade. Não preciso dizer que deu merda e da grande. O desgraçado se revoltou. Não contente em inchar e inflamar, resolveu também infeccionar. E doía, Como doía.
Foi então que na quarta-feira da outra semana tive que fazer uma consulta de urgência.

08 junho, 2005

Sou toda ouvidos.
Quatro pontos no pé da orelha. Pode isso?

03 junho, 2005

Se alguém souber como fazer para trazer meus comments de volta, plizzzzz.....

30 maio, 2005

Sem comentários.

Assim não tem a menor graça. :[

23 maio, 2005

Considerações finais.
1- Tenho plena consciîencia de que óculos escuros não disfarçam cabelo cagado mas desviam a atenção.
2- Aquela cabelereira desqualificada não está habilitada nem pra cortar cabelo de preso, na máquina zero. Odeio ela.
As compras:
- Óculos escuros preto porque eu tava PRECISANDO realmente e nunca vi um pra de óculos me que caísse tão bem. Sou capaz de tomar banho com ele, de tão legal que eu me sinto.
- Uma bolsinha kipling bege, fo-fa e superfuncional.
Calma nessa hora. O preço era praticamente de graça se você for levar em consideração a qualidade do produto, e eu tava merecendo mesmo. Entenda meus motivos. Uma cabelereira fez um estrago de dimensões tsunâmicas no meu tão estimado cabelo, o que me deixou não só puta nas calças como também um ouco deprimida. Portanto eu precisava e merecia, certo?
Resumo da ópera.
Saí de casa pra ir ao centro matar saudade, fazer umas comprinhas e, claro, almoçar. Tudo muito objetivo, notem.
Na lista constavam os seguintes itens:
- calcinhas
- shampoo
- tesoura (a minha quebrou)
- alguma coisinha que eu mereça mesmo, porque tive uma semana filha da puta.
Nostalgia.
Entrei no meu bom e velho mercadão, o Adolpho Lisboa. Quantas peripécias vivi e quantas trapalhadas passei, vocês devem estar lembrados.
Reconheci a velhinha que eu quase mandei enfiar uma garrafa de guaraná Real, com tampinha e tudo, no cu (perdão, é que ela foi mesmo muito mal-criada comigo, na época do Natal de 2003). Não, amigos, não sou uma pessoa rancorosa, apenas tenho boa memória.
O velhinho da tabacaria me reconheceu. Aquele que tem cabelo azul marinho de tão preto. Imagino que ele deva gastar os tubos em tablete Santo Antonio pra manter a cabeleira nos trinques.
A presença dele me fez lembrar que ali comprei uma porrada de latinhas de rapé e esqueci de distriubui-las entre os amigos, no Natal.
Fui até os fundos do mercado observar o movimento na orla. Gosto de ver a muvuca, a zona federal que é aquilo, as embarcações e sentir a maresia do rio Negro.
Agora, eu pergunto o que nenhum nativo, do mais humilde ao mais letrado, soube me responder até agora: que nome tem a maresia fluvial? Ficarei muito agradecida.
Voltando. Aquela profusão de lembranças, a movimentação intensa e o calor absurdo me deixaram um pouco tonta. Achei por bem procurar o Gordão, que tem uma barraca de côco dentro do mercado. Ele, como sempre, me recebeu superbem, me ofereceu o banquinho mais limpo (ou menos sujo, que fique bem claro) e um côco que, sem sacanagem, devia ter 1/2 litro de água geladérrima.
Agradeci, desejei bom final de semana e saí do mercado sem muito saber pra onde ir.
Agora, vamos combinar: o dia em que você for lá, não o chame de Gordão, não. A criatura não sabe do codinome e pode ficar um pouco aborrecido. E isso pode não ser nada bom. Tá?
Franca decadência.
Segui caminhando rumo ao mercadão.
A sensação de andar pela calçada era a de que você caiu dentro de um caldeirão de sopa, manja? Tava quente pra caraio e ameaçando chuva. Difícil.
Nesse caso, fui obrigada a fazer uma coisa que acho ridícula, mas não teve jeito: caminhar com garrafinha de água mineral na mão. Eu sei, é feio. Mas era isso ou desmaiar. O que você prefere?
O fim da picada.
Desci no terminal do porto e fui fazer um acertinho de contas básico com Nossa Senhora da Conceição. Ando meio inadimplente com ela desde agosto do ano passado. Subi a escadaria pensando em desabart meu esqueleto num ambiente celestial, cercada de paz e de graças.
Qual não foi minha surpresa quando me deparei quando me deparei com 4 caixas de som, isso mesmo, 4 caixas de som no úrtimo.
Tocava uma musiquinha furreca, cuja letra dizia que a traição é pecado, que o homem nunca deve trair a mulher (essa parte eu achei legal), que a traição destrói a família e aquela papagaiada toda. Achei melhor vazar da área. Saí de lá meio indignada. Nem na igreja mais se pode buscar silêcia e ninguém toma uma providência. Incrível.
Direto do túnel do tempo
Acordei cedão, no sábado.
Mas cedão mesmo. Tipo 6h30.
Ameaçava chover torrencialmente. O dia prometia ser longo. Metade da manhã passou naquele chove-não-chove e eu não tava a fim de ficar mofando em casa.
Resolvi refazer trajetos há muito tempo abandonados.
Fui comer tapioquinha na praça e, olha só que coragem, segui para o ponto de ônibus, coisa que há séculos eu não fazia. O 427 apareceu em menos de 2 minutos. Era mesmo o meu dia de sorte.

19 maio, 2005

Sem noção.

Há algumas semanas, um jornal local noticiou que existe um restaurante na Alemanha especializado no atendimento a pessoas que sofrem de bulimia e de anorexia. Desenvolveram cardápios especiais, ambiente acolhedor, tudo para que o convívio com a comida seja o mais agradável possível, ajudando na recuperação do indivíduo. Montaram até um cardápio especial Achei muito bacana a iniciativa e tudo, mas?
Tem um prato chamado ?Cuspe da Feiticeira?.
Te juro.
Santa ignorância.

Descobri um lugar mais ou menos perto, o Aloprado, que tem um x-tudo (sic) que combina com o nome do estabelecimento.
Dizem, inclusive, que vem servido num container. Será?

13 maio, 2005

Odeio o orkut.
Eu sou mesmo muito lesa. Cedi à insistência brutal de uma certa amiga, que ficou martelando: coloca-sua-foto-no-orkut-larga-a-mão-de-ser-chata-coloca-você-é-muito-fresca-todo-mundo-coloca-blá-blá-blá?.
Até que chegou o dia do ?tá bom, porra?. Então eu fui lá e resolvi o assunto.
Depois me toquei da merda que fiz: cinco anos de mistério sobre a minha pessoa revelado assim, do nada. Gente que achava que eu era uma gordinha feliz, decepcionou-se com meu olhar melancólico e sorriso aeróbico. Gente que me imaginava como um esqueleto, deu de cara com praticamente uma baleia. Todo o encanto jogado pela janela.
Posso até imaginar eu andando ingenuamente pelas ruas e as pessoas observando. Posso imaginar também o diálogo:
- Tá vendo aquela ali?
- Aquela?
- Aquela branquela lá.
- Sim.
- É a Jamanta. Acredita?
- Tá brincando? Aquela que vive caindo da cama?
- É, aquela abestada que caiu do ônibus
- A do coentro?
- A pópria, mana.
- Égua! Quem diria, não?
Ganhei de presente.

Teu movimento é tua saúde. Se a flecha não parte, és tu que ficas. É indispensável que a flecha esteja a caminho do alvo, que, bem ou mal, miraste.

Tua mente se deteriora se não te comprometes com o futuro. O resto é supérfluo.

O passado é só a certeza de que existe no futuro uma outra janela, uma outra pessoa, melhor ou pior, outro tipo de dor ou de tédio.

O presente é pura tensão, a vizinhança da ansiedade, caso a flecha não parta. Se afrouxares a corda do presente, adoecerás de ti mesmo.

Portanto, faze projetos. Planeja a viagem; muda de casa; marca hora no dentista.


Paulo Mendes Campos

04 maio, 2005

Da escrotidão humana.
Li no Palmeiras Centenárias, da Rê (tô sem link), um post do dia 28/04, onde ela, com seu humor britânico muito próprio, falava da quimio do amigo.
Contei a ?piada? pros animais aqui e, pasmem, eles ficaram chocados. Eles são sensíveis, às vezes.
Ontem, sabendo do sucesso da quimio do Carlos, comentei:
- Lembram daquele meu amigo dos 10 leocócitos?
- Sim,
- Pois é, foi tudo bem, ele está reagindo bem?
- Que legal, quantos leocócitos ele já juntou?
Puta que me pariu.
Tudo vai mudar.
Ontem, fui conversar com o cara que vai ser meu treinador. Ou adestrador, como queiram.
Quase quarenta minutos de entrevista sobre meu ciclo menstrual.
Terei 2 diferentes circuitos a cumprir: um na fase da TPM e outro pós-TPM.
Tudo para manter estável meu equilíbrio emocional. Já posso me ver como um poço de serenidade. Achei lindo.
Mas é óbvio que vai chegar o dia em que eu vou trocar as fichas e as fases.
Acho que vai dar merda, isso sim.
Academia
Vou recomeçar hoje, agora pra valer.
Fiz avaliação física na quinta-feira e o quadro não está tão desesperador como naquela outra vez.
Não tenho que perder nada de peso, só dar um sacode nos músculos. Bico.
Ufa!
Respondi à maioria dos comments. :O)

27 abril, 2005

[Cleptomania]
Dizem por aqui que é uma compulsão que atinge a pessoa que gosta demasiadamente de Eric Clepton (sic).
Ok.
[Diálogo insano]
Cenário: um diretor de arte com uma tosse insuportável, há mais de 6 meses e uma redatora pelas tampas com a criatura.
- Cuida dessa tosse, animal!
- Tô cuidando, mas tá foda.
- É, tá foda mesmo.
- Cof, cof, cof, raatch, plof.
- Tenho um jeito de acabar com essa tosse de uma vez por todas.
- Qual?
- Você sabe? Um passeio de barco? É época de chuva?. Uma forma muito mais natural de acabar com tudo isso, copiô? Você já até se acostumou com falta de ar. Nem vai doer, te juro.
- Ora, vá-te à porra.
[Tesoura nelas]
De uns tempos pra cá, tenho mantido minhas unhas um pouco mais longas do que o de hábito.
Ao acordar, notei pequenas manchas de sangue no travesseiro. Sonolenta, não dei bola.
Ao chegar no trabalho, fui obrigada a ouvir:
- Dormiu com uma onça, foi?
- Não, esqueci de lichar minhas unhas. Bosta.
[Essa é a Bia que eu conheço]
Adoro passar ho-ras ao telefone com essa pateta.

22 abril, 2005

[O cúmulo da solidão]
Tá. Confesso. Às vezes mando e-mail pra mim mesma, só pro mail box não ficar vazio.
Mas só às vezes.
[O marido da Bia]
Zapeando pela TV, demos de cara com um comentarista esportivo de renome.
- O marido da Bia!!!!
- É, é ele, o marido da Bia.
(o marido) - Vem cá. Ele não tem nome, não?
- Tem, mas pra nós ele é o marido da Bia e pronto.
-É, ele é só o marido e pronto.
- Mulheres...
[Comilança]
Passei o feriado na casa da Liginha, aproveitando da sua mais nova fase sushiwoman. Ela bem que leva jeito pra coisa. Preparei um riso de alho-poró com queijo brie. Né por nada não, mas ficou bom pra dedéu. Passamos o resto da tarde assistindo a episódios de Friends. Como sempre, chorei no fim.
[Não é bem assim]
Meu amigo Auki fez um questionamento interessante que achei legal.
É mais ou menos isso, Auki.
Bombom é chocolate. Chocolate é chocolate de qualquer tipo: chokito, Nestlé ao leite, sonho de valsa, serenata de amor e por aí vai.
Então, você deve ter chegado à brilhante conclusão: seguindo essa lógica, alpino é choclate, certo?
Errada a resposta. Alpino é docinho. Entendeu?

20 abril, 2005

[Questionamento pertinente]
?Por que nunca se comemora o Descobrimento do Brasil?? ? perguntou a espertinha querendo decretar feriado na sexta.
[Enforcada tô eu]
A correria tá grande, mas acho que vai ter feriado.
Claro que não vai dar pra enforcar a sexta, mas não se pode querer tudo na vida.
[Cuidado com o que diz]
Fiz uma pequena confusão com o nome de alimentos, na sexta-feira.
Bombom é bala. Canjica é curau. Mugunzá é canjica. Cuscuz é um doce com côco. Farofa é farinha pura. Cheese salada é sanduíche de carne, ovo, presunto, alface, tomate e 1/2 fatia de queijo. Dim-dim é gelinho.
Tudo aqui tem uma lógica muito própria. Portanto, você, forasteriro desavisado, se ligue. Cuidado ao pedir uma bala. Sempre há o risco de levar um tiro na nuca.

19 abril, 2005

[Mas será o capeta?]
Analisando friamente, esse padre novo aí tem uma cara de mau elemento que vou te contar uma coisa.
[Piada pronta]
Mas será o Benedito?
Desculpa aê.

15 abril, 2005

[Volta pro tronco, Jama]
Vou ter que trabalhar no domingo. Reunião de pré produção com cliente enjoada.
Justo agora, que eu mandei praticamente to-das minhas roupas melhorzinhas pra lavanderia.
Bárbaro
[Limpa-trilho]
Passei o dia inteirinho comendo, comendo, comendo.
Almocei Tapioca Mixtão (sic) que consiste numa tapioqueinh recheada de tucumã, queijo coalho, ovo e banana frita.
À tarde, bolo de macaxeira, pamonha com café e canjica (que é curau), como se não houvesse depois de amanhã.
Foi praticamente um arraiá.

14 abril, 2005

[Frango metido à besta.]
Te juro. Isso existe mesmo.
Tinha ontem, lá naquele restaurante que serve Torta Madalena.
O bicho é mesmo metido à besta. Uma tentativa esnobe de apresentar um frango medíocre.
Mas, pelo menos, não tem coentro. Caso tivesse, se chamaria Frango metido à besta quadrada.
[Momento mulherzinha.]
Hora de almoço, novo salão de beleza: manicure e pedicure com esfoliação e massagem. Costumo chamar de ?esquema bate e assopra?.
Tudo a 10 reá. Aceita cartão e vale-transporte.
Meus pés, até então detonados, amaram. Sinto-me outra.
[Segura a doida.]
Logo cedo, enquanto preparava meu café da manhã na cozinha, ouvia as últimas notícias do Bom Dia Brasil. Num delírio auditivo, entendi a Renata dizer: - Uma ótima sexta-feira pra você.
Hã? Dormi tanto assim?
Como não ouvi a musiquinha das imagens da semana, dei de ombros. Bobagem.
Sentei-me na varanda pra comer, enquanto assistia à mensagem edificante do dia, no pograma da Namaria. Foi quando ela disse: - Hoje, dia 15 de abril...
Caralhos me fodam. Dormi mesmo por 30 horas. Tô lascada.
Desenvolvi um quadro de confusão mental. Foi quando Louro José devolveu-me a sanidade perdida: - Hoje é 14, Namaria, 14 de abril.
Ufa! Mas, que merda. Já tava ficando feliz. Dia 15 é dia de pagamento.

11 abril, 2005

[Banana de pijama]
Final de semana de chuvas torrenciais por aqui. Saí um pouquinho no sábado. Cheguei em casa por volta das 15h30. Só saí hoje de manhã pra trabalhar. Mas, ó, li bastante e até fiz risoto gostoso.
[Mudança de rota]
Parei pela enésima vez a leitura de Um Amor Transatlântico por motivos que não vêm ao caso. Comecei a ler Relato de um Certo Oriente.
Engraçadinhas de plantão, calai-vos. Fui clara?
[Não confunda]
Esmalte de secagem rápida não significa secagem automática. Grrr.

07 abril, 2005

[Torta Madalena]
Descoberta a razão do nome: primeiro, você fica puta porque tem coentro. Depois, fica arrependida por ter colocado no prato.
Simples assim.
Do latim coriandru]
Se você não conhece, não tá perdendo nada. Aconselho, inclusive, a manter distância higiênica daquela planta glabra, da família das umbelíferas. Se bem que a família, coitada, não tem culpa. Imagino até que morra de desgosto. Essa erva psicopata pensa que engana os desavisados com suas flores róseas ou alvas, mas comigo não, vioão. Aquelas folhas usadas como condimento, exalam odor caractísco, tentam justificar. Aliás, bastante característico: de maria-fedida. E é esse sabor que o mundo quer que eu aceite goela abaixo. Morte lenta e cruel ao coentro. Vou criar uma comunidade no orkut.
[O arquiinimigo]
Ele de novo. Não me deixa em paz, por mais que eu tente evitar. Conheço bem onde costuma se esconder, mas a peste é traiçoira. Hoje ele me pegou em cheio e sofro até agora as conseqüências daquela emboscada covarde. Coentro maldito.
Mas, bem feito pra mim. Quem mandou confiar num prato chamado Torta Madalena?
Hunf.

06 abril, 2005

[Inutilidade]
Hoje é noite de tomar sopa.
[À deriva]
O cartão do banco venceu. Grana bloqueada e contas a pagar vencendo.
Onde deixei meu arsênico da última vez?

05 abril, 2005

[....]
Tem dias que nem eu me suporto.
[Sem palavra]
Noite insone. Adormeci por volta das 6 e pouco da madruga. Fui brutalmente acordada às 8. Sai de casa praticamente de pijama. Justo agora que eu tinha prometido que iria andar sempre nos trinques. É sempre nessas situações que a gente encontra quem não devia. Hunf.

04 abril, 2005

[Disputando miséria]
- É difícil morar longe de casa, né?
- Muito
- A gente estranha tudo. A gente tem até boa vontade. Mas tem coisa que é difícil. Veja o meu caso, por exemplo: tudo tem coentro. Tudo. Até no feijão. Ninguém merece.
- ......
- Coentro é sacanagem, pensa bem. Devia ser proibido. Eu sofro com isso...
- Mas pelo menos você entende o que tá escrito no cardápio.
- Ok, você venceu.
[Reclusão]
Final de semana quietinha em casa. Em respeito ao Papa.

31 março, 2005

[Diálogo insano]
A pedicure disse ao caboclo bruto:
- O sr. tem olho de peixe.
- E a sra. tem cara de puta.
Desculpa, aê. Foi mal. :O)
[Hoje é 31]
Dia mais esperado que menstruação atrasada.
Nunca vi mês tão demorado. Faltou salário, entende?

30 março, 2005

[Próximos passos. 2005 começa agora, nem vem]
1- voltar pra academia.
2- manter depilação, pés, mãos e sobrancelhas sempre nos trinques.
3- sair de casa bem arrumadinha, no mínimo. Nunca se sabe.
4- manter as correspondências em dia.
5- procurar não falar, nem escrever tanto palavrão
6- terminar de ler Um Amor Transatântico.
7- baixar a auto-exigência
8- levar o conceito de saneamento financeiro mais a sério
9- planejar melhor a vida
10- não chorar no final de Um Amor Transatlântico
Acho que por enquanto tá bom.
[Boa notícia, meninas]
Cavalheirismo ainda existe sobre a face dessa terra, mesmo que seja do outro lado do planeta. Juro que eu vi.
[Que mané-chocolate, o que?]
Presentão de Páscoa de verdade? Xá pra lá. Pensa noutra coisa que passa.
[Em casinha]
Passei a Páscoa com a família, em Sampa.
Pra variar, não fiz metade das coisas que planejei, mas do que consegui dar conta, foi bárbaro. Comi feito uma condenada à morte, preparei risoto, vi novela da tarde.
Saí às compras com Oli, fizemos pé e mão, cortamos cabelo, acendi algumas luzes, fomos a restaurantes bacanas. Perfeito, mas o fato é: estou literalmente quebrada. Que Deus me dê juízo.
[De volta.]
Olá, amiguinhos.
Perdão pela falta de notícias. Dias atribulados por aqui, mas parece que as coisas tendem a se acalmar de agora em diante. Ou não.

20 janeiro, 2005

O lado bom da coisa.

Sejamos justos na avaliação dos acontecimentos. Se a caixa da descarga não tivesse quebrado, eu não teria sido obrigada a aproveitar a viagem e comprar logo a porra da pia logo de uma vez.
Com isso, se tudo ajudar, amanhã terei um banheiro com porcelanas e rejuntes novinhos. Isso tudo também me ajudou a descobrir que não tenho tendência a ter osteosporose. A porrada no cotovelo foi coisa pra fratura exposta.
Tá, tá, tá. Confesso: quebrei a caixa da descarga com o cotovelo.
Doeu pra burro, fez um corte de responsa, mas não quebrou. Sou dura na queda. :O)
Meu fiel amigo, o balde.

Desde o início da semana, não descarga no banheiro. A pia quebrou no ano passado.
Não que eu seja preguiçosa (ou porca) pra demorar tanto a tomar uma providência. Nada disso. É que eu sei bem a encrenca que me espera: a dor de cabeça pra lidar com fornecedor de material de construção e pedreiros indomáveis. Já ouvi depoimentos horríveis sobre isso. Uma coisa impressionante. Deu um certo desânimo, eu confesso. Ter o conforto de uma pia e descarga funcionando direitinho passou a ser uma espécie de valor pequeno-burguês, entende?
Por isso que eu gosto tanto do meu baldinho branco.

Enfeito Blondor.

As coisas andam um pouco mais atrapalhadas do que o habitual na minha vida, depois que adotei as madeixas 2 tons abaixo.
Não que tenham sido atrapalhações no nível da minha época áurea da jamantice. Coisas básicas, do tipo perder documentos vitais ou esquecer nomes de pessoas importantes. Eu já deveria ter me acustumado. Mas quebrar sozinha, numa manobra improvável, a caixa de descarga do vaso sanitário foi mesmo uma cagada federal. Francamente. Se eu estivesse acompanhada, vá lá.

11 janeiro, 2005

Buá.

Dez dias em São Paulo e nem deu tempo de ir ver o mar.
Ninguém merece.



Injustiça.

Já tem gente me chamando de Barbie por aqui.
Nunca vi tamanho exagero. ;O)


Humor negro.

Foi o livro mais violento que já li na minha vida, disse o ceguinho após ganhar um ralador de queijo.
Desculpa aê. Foi mal.

10 janeiro, 2005

Fui promovida.

Virei até presente de Natal.
Antes sesse. Antes sesse.
Voltei.

Linda. Leve. E (pasmem) Loira.
Agora fodeu de vez.

23 dezembro, 2004

Bizarrices

Sou a pessoa mais feliz do mundo.
Paguei o IPTU atrasado.
Contagem regressiva

Falta pouco, muito pouco mesmo. :O)))

18 dezembro, 2004

Não é má vontade minha, não.
Gosto de comprar coisinhas pra minha família e amigos.
Mas a ansiedade pela viagem tá inundando tudo.
Ansiedade do bem, se é que me entendem. :O)

Dia de shopping

Sábado à tarde. Shopping. Sei que é redundante dizer que está tudo lotado. Intransitável.
Comprei o que deu. E não foi nem a metade.
Amanhã vou ter que voltar lá.
Bosta.

17 dezembro, 2004

Diálogo insano:

O dono do restaurante, educadamente: O senhor já parou de comer?
O animal: Ainda não, só acabei o segundo tempo.
O dono do restaurante, muito sorridente: Então o sr. vai agora pro penalti?
O animal: Ou pra morte súbita....

Tamerdaaaa.

Peixaria Chapéu de Palha da Benção.

Almocei hoje lá. Aqui, eles chamam de -rodízio de peixe-. Imaginei que fosse uma espécie de churrascaria, onde os ex-seres das águas são servidos no espeto ou em badejas por garçons enlouquecidos, que não deixam você em paz um minuto. Chegando lá, descobri que é um cê-que-serve-se básico. Paga-se 15 reá e come até espocar. Tinha uns 5 ou 6 tipos de peixe e 4 ou 5 acompanhamentos. Examinei minuciosamente o baião-de-dois, que por obra e graça divina, não tinha coentro. Isso é raro. Acabei me deparando com um negócio que não dava pra sacar se era doce ou salgado. Me contaram que era salgado. A questão passou a ser outra: se tinha ou não coentro. Ó céus. Como o troço era bonito pra burro, arrisquei e mandei bem: não tinha coentro. Notem que está sendo meu dia de sorte. Era uma torta do deuses: uma camada de banana frita, outra de pirão de peixe que servia de apoio para lascas de filé de dourado. Repete a sequência de camadas até terminar com a banana e cobertura de queijo. De comer ajoelhada, rezando. Uma Cerpa geladinha acompanharia perfeitamente a combinação de baião-de-dois, filé de pirurucu à dorê e aquela torta de dourado. Mas a casa é de crentes. Só servem refri. ô, inferno.


Diálogo insano:

- Eu te amo como uma irmã, mas não agora.
- Cretino.
Muito thanks.

Valeu, amigos queridos que se lembraram do meu niver.
Foi uma comemoração modesta com os amigos. Ganhei presentinhos meigos e voltei pra casa com a vaga lembrança de que a mensalidade do meu plano de saúde vai ficar mais caro e minha carteira de motorista continua vencida. É. A história se repete.

09 dezembro, 2004

Atenção todos os carros.

O plantão Jamanta no Ventilador informa:
segundo informações colhidas (sic), hoje é o Dia Internacional do Alcóolatra Recuperado.
Donde pode se entender que é o dia daquele bêbado que meteu o pé na jaca e acordou pronto pra outra.
Mais informações a qualquer momento.