06 janeiro, 2004

Amanhã, logo cedinho, vou buscar a chave do meu novo pardieiro.
Dá um certo frio na barriga.
Até hoje na vida, só aluguei fitas de vídeo, um vestido pra um casamento e a paciência dos amigos.
Overdose de Joe Coker, nos últimos dois dias.
Isso significa que tenho ouvido quase nada de The Verve.
Pode ser um bom sinal.

05 janeiro, 2004

Apelidos que eu ganhei por aqui: Magrela, Bicicleta, Fratura Exposta.
Não é pra encher de porrada?
Alguém me acuda. Estou, literalmente, devorada por formigas.
Primeiro final de semana do ano e eu não fiz porra nenhuma.

02 janeiro, 2004

A pergunta que não quer calar é: quando Os Delírios de Consumo de Becky Bloom vai virar filme, hein?
Comecei a ler Férias! Da mesma autora do abominável Melancia.
A história até que é divertida, mas aquela mulher escreve mal pra caralho. Sem sacanagem.
Tá, tá. Eu impliquei com o Melancia. Foi um livro que peguei numa fase péssima da minha vida. Tinha acabado de levar o pior pé na bunda que a humanidade teve notícia e o tema não era nada confortável. Parei na metade. Férias! é engraçadinho. Nada mais que isso.
Tive um reveillon diferente. Sem lentilhas, uvas ou ondas pra pular.
Nenhum ritual. Dormi e acordei no ano seguinte. Pensando bem, talvez isso mude a minha sorte. O a falta de.
George Clooney nem deu sinal de vida. Bosta.
Antes que eu me esqueça: Dona Ale Ber, sua batata já assou e torrou. Fui clara? Hunf!

30 dezembro, 2003

Circulamos pela cidade com o dia amanhecendo e me dei conta de como a minha cidade é linda ao crepúsculo. E, como eu sempre digo, nada como estar acompanhada de um boêmio de boa cepa.
Uma casa de pães, nos Jardins, foi a próxima parada. Chopp, é claro.
Quando já se começava a discutir a opção sexual de Papai Noel, achamos por bem pegar o caminho da roça.
Eu ainda tinha guincho e mecânico pra encarar.Voltamos pra Charles Miller.
Meu amigo, gentleman que é, ainda queria me acompanhar até o mecânico. Era um esforço desnecessário.
Despedidas sempre são chatas. Particularmente, eu as odeio.
Tive que seguir meu rumo. O dia estava apenas começando.

Seguimos meio que sem rumo até chegarmos ao bar do Estadão, que eu ainda não conhecia. Fauna variadíssima: travecos, putas e desocupados em geral. Aprendi tudo sobre a produção de pernil de porco assado, especialidade daquele estabelicimento familiar. Lugar divertido, mas barulhento. Nada é perfeito. Umas 4 cerpinhas depois, estávamos em busca de um novo abrigo etílico. Difícil encontrar cerveja gelada depois das 5 da madrugada. Juro que não entendo a razão.
Seguimos pra Vila Madalena. Mais chopp e conversa fiada.
- Vocês vão querer mais alguma coisa? Estamos fechando a cozinha.
- Pode fechar a cozinha. Só não pode fechar o chopp.
- Também estamos fechando, senhor.
Veja que modo mais elegante de se mandar um cliente pro olho da rua.

Paramos numa padoca e pedimos uma ampola pra abrir os trabalhos. Só tem lata ou chopp. É. Não há mais padarias como antigamente por aqui.
O tempo passou rápido e fomos gentilmente expulsos do recinto. Fechamos o primeiro negócio da noite.

E assim começou a nossa maratona noturna:
- O carro tá aquecendo.
- Tem água?
- Grrrr. Tem.
- Deixa eu ver. Sim. Fez bolha no radiador. Tem que sangrar a mangueira.
- Entendo... mas, não é melhor a gente tomar uma e depois chamar o guincho? Bora?
- Tem guincho?
- Tem
- Com socorro mecânico?
- Acho que sim.
- Então, bora.
- Bora.

Finalzinho de tarde. Preguiça na medida certa. Tinha deixado recados e enviado mensagens a um amigo que eu queria muito, muito reencontrar. E não é que ele me ligou? Ueba.
Lá fomos eu e Cascão pra Vila Madalena. O bicho começou a pegar logo ao sair de casa, quando me dei conta de que eu não tinha a menor idéia do trajeto Jaçanã/Vila. Escolhi um caminho burro. Quase absurdo. Mas era o mais garantido. Então fui. Ainda em Santana, a bomba: termômetro avisando superaquecimento no Cascão. Merda.
Parei num posto de gasolina. Tinha água no radiador, nem vem.
O sujeito jogou mais um pouco, só pra garantir e mandou eu seguir viagem.
Tudo parecia normal. Atravessei o Campo de Marte (ó o perigo) e quando estava no início da Pacaembu, a bosta do termômetro acendeu de novo. Avenida escura e deserta. Comecei a achar que eu estava mesmo em sérios apuros. Forcei o carro até a banca da Charles Miller. Foda-se.
Era o mais seguro a fazer.
Liguei lá pro meu amigo, contando minha história triste. Ele veio me socorrer.
- Nossa, você está ótima. A Amazônia está te fazendo muito bem.
- Deve ser o ar puro.
- Você e sua filha estão muito parecidas. Parecem irmãs. (Menos, doutor, menos).
- Tó. Trouxe pro cê.
- Posso abrir?
(não, Pedro Bó) – Muita parcimônia ao beber isso, entende?
- ???? (ele é meio burro, às vezes, não repare)... Voltou pro seu namorado? Aquele.
- Não. Game over. Tô solteríssima.
- Isso é bom. (bom pra quem, misifio?)
- Em setembro, teve um congresso nacional de veterinária, lá em Manaus. Lembrei do cê. Andei pelas ruas, prestando atenção. Pensou se a gente se encontra?
- Em janeiro eu vou pra lá. Como eu faço pra te encontrar?
- Anota aê. O prefixo é 92.
Será que ele pensa mesmo que eu acredito? Tolinho.

Sexta-feira. Dia de ir às compras. Totalmente Becky Bloom. Foda-se. Fui uma boa menina e me lasquei um bocado, o ano todo. Eu mereço presentinhos. :O)
Rê e Oli a bordo do Cascão.
Almoço comemorativo: Rê, comportadíssima, atacou as saladinhas do Viena, a Oli, de pizza Hut e eu, de camarão com shitake, casquinha de siri e um balde de chopp (ataquei um teco da pizza também). Bom pra diabo.
Oli precisava comprar uma calça e eu, tudo que fosse possível. Nenhuma calça me serve mais, não agüento ver minhas blusas e tem o enxoval pra minha casa nova. Ai, minha Santa Edwiges.
Sem muita inspiração, comprei só um jeans e dois jogos de lençóis. Pausa pro café. Tava precisando mesmo tomar uma caneca gigante de capuccino e colocar parte das fofocas em dia.

Antes da meia-noite e depois da pizza, sucumbi ao cansaço. :O)
Foi difícil adormecer. Bombardeio na vizinhança. Gritaria da molecada na rua, até altas horas.
Só 4 horas de sono agitado. Mas, às 6h30 da madrugada, já estava eu de pé. Sabe criança? Era eu.
Toda saltitante, doida pra dirigir. Eu iria buscar a Oli na casa do pai dela. Ueba. Mais de 18km.
Você pode estar pensando: que bobagem.
Bobagem nada. Eu não dirigia desde 19 de julho. Tava com saudade disso também.
Se eu perdi a prática? Ora, é que nem andar de bicicleta. Acho.

O dia 23 de dezembro foi especialmente cansativo e estressante. A emoção da viagem tava inundando tudo. Saí de casa, a caminho do trabalho, logo às 7h. Fui fazer as penúltimas compras, na hora do almoço. Trabalhei até às 19h. Voltei pra casa correndo, fui arrumar a mochila (sim, tudo pra última hora), tomei banhão, me pus bela e, de bagagem nas costas, segui pra festa de confraternização da agência. Já meio atrasada, fui pro aeroporto. Mais comprinhas, porque sempre falta alguém. Embarquei às 2h30 da madruga. Conexão em Brasília. Sono. Cansaço. Como é longe essa porra. Pisei em solo paulistano às 9h30. Deu uma vontade filha da puta de chorar. Engoli o choro, apaguei o cigarro e segui pra casa da Dona Cecília. A paz voltaria a reinar. :O)

Então, eu fui lá. Mas já voltei.
Foi tudo muito rápido. Quatro dias que me soaram como 48 horas.
Não fiz metade das coisas que eu havia planejado, ao comprar a passagem.
Mas tudo o que eu dei conta de fazer foi muito bom. Eu tava mesmo precisada de carinho e atenção da família e dos amigos. Sinto-me outra, hoje.

20 dezembro, 2003

Até Deus tem dia de cabelo ruim.

Há pouco mais de duas décadas, Deus, todo atrasado nas costuras pra entregar, inventou de fazer a 8a revisão da humanidade. Tudo estaria muito bem, não fosse o fato Dele ter acordado com o pé esquerdo.
Sabe-se lá por que, baixou-Lhe um espírito de porco. E daquele dos bons: feio, sujo, malvado e zombeteiro.
Então, Ele, ainda possuído, resolveu criar um ser para testar o limite da escrotidão humana. Um protótipo. Tinha que ser um homem, é claro. Escolheu Fortaleza como cidade natal (caso não desse certo, seria facinho desovar a criatura no mar. É, Deus pensa em tudo). Para nossa sorte, Ele escolheu um casal de origem humilde, porém com caráter e bom senso para ser pai e mãe.
E, então, no ano de (sei lá), aos (hã?) de algum mês, nasceu Alessandro. Escroto até a tampa, desde criancinha. Seus pais bem que notaram, deram-lhe uma educação rígida, mas, vocês sabem, contra a vontade divina não há porrada que dê jeito.
Um belo dia, Deus, aliviado do encosto, caiu em si e viu que tinha exagerado um pouco. Concluiu que 20% daquela escrotidão toda já tava na marca pra recriar um Haggar, o terrível e ainda tinha uma reculhamba pro Angeli com seu Bob Cusp e, claro, Os Escrotinhos.
Tendo concluído seus experimentos, Ele pensou em descartar a criatura. Mas era tarde demais. Ele já havia se apegado ao menino (achava o cabra engraçado pra caralho).
Resolveu escondê-lo no mato.
Reza a lenda local que foi assim que o Alessandro desabou em terras manauaras: obra da piedade divina.
Até aí, tudo bem. Mas ele precisava dividir a estação de trabalho comigo, lá na agência, porra!
Ô, inferno.

18 dezembro, 2003

Doações à Fome Zero.
Ainda na ilusão de que eu era a feliz inquilina de um lar meio capenga, acordei de madrugada, famélica.
Enquanto esperava a água do miojão ferver, comecei a examinar o que tinha sobrando na dispensa e geladeira. Eu, sem geladeira e sem fogão, vou precisar apenas do telefone do China in Box, ora, ora.
Estava animada que só.
Resultado do inventário:
1 miojo sabor pizza, 2 de strogonoff, 2 de quatro queijos. Mentira, o de pizza eu comi.
1 caixinha de creme de leite
1 frasco de adoçante
Na geladeira, 1/2 pacote de queijo ralado Raladinho. Juro, esse é o nome dele.
3 cebolas, que quase posso jurar serem feitas de um material muito durável. Estão lá, com a mesma cara, há mais de mês.
1/2 barra de manteiga
1/2 embalagem de mini-pizza Clubinho de muzzarela
E o maldito bolinho que foi servido no vôo que me trouxe aqui.
Preciso explicar melhor essa parada do bolinho.


Tudo ainda está indefinido.
Consegui, na segunda, um ap., no mesmo prédio onde estou.
Eu tinha 95,5% de chance de morar no oitavo andar. Era baratinho, direto com o proprietário. Parecia até um presente de aniversário enviado pelo destino.
Perfeito. Mas sem mobília. Quase perfeito.
Uma cama e armários no quarto, cozinha e banheiro e só.
Posso perfeitamente viver sem sofá, geladeira e fogão. Preciso apenas de um caixote pra apoiar a TV que vou comprar de segunda mão, planejei.
Hoje, a notícia fatal: o maldito viajou, sem data pra voltar.
Tô na rua de novo. Bosta

15 dezembro, 2003

Quero agradecer todo mundo que mandou mensagens, comentários, homenagens. Thanks!
Agora, fala sério. Não há o que comemorar.
O que de fato aconteceu foi que meu plano de saúde ficou mais caro e minha carteira de motorista venceu.
Sem falar na lei da gravidade. Odeio essa lei.

12 dezembro, 2003

Ontem.
Um colega, cheio de costura pra entregar, coitado.
- Ana, mor de deus, quem canta essa música: menina, uma vez te fiz chorar. Te carregei..
- Sei, sei
- Quem canta essa porra?
- Putz. Eu sei, mas não lembro o nome do cabra.
- Tenta lembrar
- Olha, não lembro não. Mas lembro que minha tia cantava muito. Serve?
- Vá te lascar

11 dezembro, 2003

Muita calma nessa hora, crianças.
Disse que fiz a reserva, apenas por via das dúvidas.
Ainda não tive resposta se estou dispensada no dia 26.
As orações devem continuar. ;O)
Vai começar tuuudo de novo.
Talvez em homenagem à volta dos meus arquivos, voltei a brigar com a Vasp. Vocês devem estar lembrados do meu tempo de ponte aérea.
Fui tentar ver se havia vôo, fazer reserva, essas coisas.
Claro, esqueci minha senha, há tanto tempo sem uso.
Cliquei pedindo envio da dita por e-mail.
Pois voltei pra página, fui tentando, tentando, até que na 8a vez, lembrei. Foi uma recordação triste. Enfim, o fato é que fiz a porra da reserva. Confirmei e imprimi.
O e-mal com a minha senha chegou 45 minutos depois.
Tem coisas que não mudam nunca, não é?
ELES VOLTARAM!!! :O)))
Todos eles. Meus arquivinhos.
Tô feliz. Muito feliz.

10 dezembro, 2003

Vou tentar recuperar meus arquivos.
Reza aê.

09 dezembro, 2003

Atendendo a pedidos.

Essa história é antiga, já bloguei acho que ainda este ano. Mas vá lá.
Eu, em visita a Deus Grego sou surpreendida por esse primor da cantada moderna. E eu despedicei essa.
Estávamos em consulta. Raramente Deus Grego fechava a porta do consultório. Naquela tarde, não só fechou como trancou. Hum.
E deu início a uma saraivada de elogios.
- Você tá linda.
- Obrigada
- Você anda sumida.
- Não. Não tô não.
- Culpa daquele seu namorado, aposto.
- Não é.
- Você podia namorar comigo.
- Não dá. Você casou, lembra?
- Você é ciumenta?
- Nem um pouco. :O)
E então pegou a minha mão e levou-a em direçã ao seu peito
Realmente, seu coração estava disparado e notei que o bicho ia pegar. Tratei logo de fugir.
Burra.
Ele afirmou que eu seria a grande responsável por um suposto ataque cardíaco. Perguntou se eu cuidaria dele caso tivesse que ficar internado.
- Não será necessário. Ataques cardíacos em homens da sua idade costumam ser fatais. Você seria um homem morto.
- Cê é foda, mulé.
- Desculpa aê. (peguei Godzila e me mandei)
Eu fui cruel, sei disso. Cruel e burra.
E então, outro dia, sem ninguém perguntar, afirmei: o algoz que roubou minha alma levou consigo a certidão de habite-se do meu coração.
Faz um pagode aí com essa porra.
Ele é lindo. Esteticamente é um dos seres mais lindos que já vi na vida. Uma espécie de John Stamos de olhos casttanhos e sem topete. Quase capaz de deixar Geoge Clooney no chinelo. Eu disse quase.
O fato é que o homem é lindo. Lindo, lindo, lindo. Paixão à primeira vista.
Ontem, feriado aqui, liguei pra ele. Ele atendeu. Impossível não reconhecer aquela voz. E ele reconheceu a minha. Uau.
Pedi ajuda: um dono para o meu cão. Tarefa simples. Ele se recusou. Disse que dessa forma eu iria sumir definitivamente da sua vida. De certa forma ele estava certo. Já chorei muito por conta disso.
Perguntou um pouco sobre a minha vida. Eu contei. Ele lamentou a distância. Eu também. Perguntou a idade do meu cão. Seis anos. Porra, já faz todo esse tempo que a gente se conhece? Deus Grego do Céu!
Hoje, penso, fui muito burra, isso sim. Doutor Deus Grego era pra ter sido o homem da minha vida e eu deixei passar impunemente. Marujei.
Burra, burra, burra. Jamanta, Jamanta, Jamanta!!!!
Pronto. Passou.
Burra.
Vou voltar pra casa no Natal e vou passar lá pra dar um beijo. Na boca. Do jeito que ele merece. Tá decidido.
Aquela história do ataque cardíaco eu nunca esqueci. Ele é tão deliciosamente tolo. Chega a dar raiva. E eu tô sem vacina.
Chifre. Você ainda vai ter um.
Conversa que rolou por aqui, nesta semana:
- O pobrema não é o Ricardão. Não é ele quem me preocupa. A testa coça mesmo é com o tal do Josenor.
Você chega em casa e pergunta: Mas quem consertou a porta?
- O Josenor passou aqui e consertou.
- E quem trocou a lâmpada da varanda?
- Já que ele tava com a mão na massa, aproveitou e trocou. Faz tudo o Josenor. Prestativo que só.
- É, rapaz. Josenor é um perigo.
- Nem me fale...
Ai, ai, daria tudo por uma dose de querosene agora....

04 dezembro, 2003

Foi a pior TPM que a história da humanidade já teve registro.
Choro compulsivo. Impulsos homicidas. Genocídio. Mulheres, crianças e idosos não seriam poupados. Nem George Clooney.
Passou, passou.

03 dezembro, 2003

A pérola do século:
Não existe traição. O que existe é um elemento insatisfeito em busca de uma nova oportunidade.
(o autor prefere o anonimato)
Hoje, quarta-feira é dia de jantar na feira.
Prático e econômico.
Pra minha sorte, esse tal de inferno astral dura só (??) um mês.
É. O pior já passou.

02 dezembro, 2003

- Onde vais, assim, com esse seu jeito betacaroteno de ser?
Isso é que dá vir trabalhar usando camiseta laranja.

01 dezembro, 2003

Morreu ou não morreu?
Isso foi lá pelos idos de setembro. Eu juro que não tinha bebido. Mas eu vi, eu vi uma apresentação do Tim Maia no Faustão. E era ao vivo. Eu vi no canto da tela o aviso. Achei meio estranha aquela parada e caí na besteira de perguntar aos meninos, na segunda-feira. Claro, todos me olhavam com cara esquisita e aqui ninguém perdoa nada, vocês sabem.
Agora, toda segunda-feira é assim: eles fazem a chamada pra saber quem tá vivo ou morto.
Tá. Eu sei, Elvis não morreu. Mas que o finado Tim Maia tava ao vivo no Faustão, ah, tava que eu vi! :p
Momento Becky Bloom.
Sábado fui ao shopping. Antes que eu ficasse absolutamente convencida de que uma mulher não pode ser feliz sem possuir um anel em ouro branco enfeitado com couro de surubim
(R$ 280,00) resolvi sair correndo e entrei numa livraria.
Saldo do prejuízo: dois Mario Prata e um Veríssimo.
Melhor assim.

23 novembro, 2003

Tempo perdido.
Desabei meu esqueleto no shopping. Comi alguma coisa e, já que eu tava na merda mesmo, uma a mais, outra a menos, who cares?
Decidi que eu iria chegar, finalmente, à praia de Ponta Negra. E não ia seria de táxi. De bumba mesmo, como manda o figurino.
Então eu fui. Dois bumbas, com uma baldeação num terminal assustador.
Cheguei. Isso é o que importa.
Ponta Negra é legal, mas eu tava num humor do cão. Nem George Clooney ajudaria a melhorar a paisagem. Eu tava puta nas calças.
Pra completar o quadro, tava rolando um evento por lá.
Concurso estadual e municipal de bandas e fanfarras.
Uma esbórnia.
Manhê!!


Inexperiências imobiliárias - a novela continua.
Sábado, acordei com a macaca. Levantei decidida a resolver essa porra desse pobrema, nem que fosse preciso matar alguém.
Fui tomar café da manhã na praça, comprei o jornal e chapei num tijolinho que anunciava: Central Park (caraio, é ao lado da agência!!!!), dois quartos, totalmente mobiliado para executivos. Ora, eu sou uma executiva. Esse ap. é meu.
Corri pra casa, liguei na imobiliária. Uma corretora mulher. Ótimo, só uma mulher pra entender meu drama.
Contei minha história triste.
Meia hora depois, a corretora tava na porta do meu prédio, pra me levar ao ap. Legal, economizei um vale-transporte. :O)
Eu tava ali no banco do passageiro, só notando que a mulé tava fazendo um caminho meio esquisito. Merda. Quando ela entrou na Getúlio Vargas, foi a minha conta. Péra aê, pra onde você tá me levando?
Central Park I.
Eu combinei que era o Central Park II, caraio, na Paraíba.
Bosta.
Bosta.
Bosta.
Tem que ter uma paciência chinesa. Acreditem.
O pior ainda está por vir.

EU QUERO MINHA CIÇA-MÃE!
Hoje é o aniversário dela. Saudades, muitas saudades.

22 novembro, 2003

21 novembro, 2003

Inexperiências imobiliárias.

As minhas últimas semanas têm sido assim: pesquisas alucinadas nos anúncios de classificados e telefonemas surreais à imobiliárias ou ao proprietário do imóvel. Imóvel? Sinta o drama. Alguns aps. eu vi com meus próprios olhos.

Apto. com 1 suíte, mobiliado, no Centro. R$250,00.
A verdade nua e crua: Um quarto com cama, armário, penteadeira e banqueta. Por 350 reá você fica num com banheiro individual.

Apto 1 quarto, banho, living, cozinha e varanda. Totalmente mobiliado.
R$ 650,00. O pobrema é que o "totalmente mobiliado" é literal. Ninguém consegue andar ou respirar lá dentro. Nem na varanda.

Lindo apto., 1 quarto, mobiliado, com varanda. Ótima localização.
A mobília: 2 armários no quarto e uma estante pra tv. No térreo. A varanda fica na porta de entrada do prédio. Grr.
Fé, Jamanta. Você consegue.

Apto. 2 quarto, coz., living, a.s., gar., piscina, totalmente mobiliado.
R$ 1.400,00. Tratar com Sra. Amanda.
Ora, francamente, dona Amanda, vá se foder.

E a pérola das pérolas:
Ap. ideal para solteiro ou casal sem filhos, com 5 compartimentos. Ótima localização.
What?
Imagino que seja uma espécie de área coberta com 5 caixotes de laranja. Perfeito mesmo para casais em séria crise conjugal. Dormem em caixotes separados.
Pensando bem, pode ser bom pra mim. Não corro o risco de cair da cama.
Amanhã vou ligar lá, pra saber quanto custa.

A última: agora à tarde, liguei pra uma outra imobiliária e, amanhã vou visitar um ap. de 2 quartos, condomínio com piscina e tudo. Mui rico.
Detalhe: o corretor é argentino.
Um arsênico duplo e sem gelo, por favor.

20 novembro, 2003

Os 120 dias.

De falsa magra à magra esquelética em 4 meses.
Incrível como 2kg me fazem falta.

19 novembro, 2003

Lullaby - Creed.
Ouvi umas 15 vezes, hoje.
Acho que estou um pouco triste. E melancólica.

18 novembro, 2003

Chata, eu?
Segunda-feira, levei pra agência uma foto muito bonita que tirei do pôr-do-sol no Rio Negro. Queria que os meninos fizessem um porta-retrato pra mim. Foi aí que começou a minha desgraça.
Tive que ouvir o seguinte diálogo:
- Rapá, essa mulé tá ficando insuportável. Deu tudo quanto foi palpite na gravação, vive dando pitaco na direção de arte, agora inventou de ser fotógrafa. Danou-se.
- Pois tá insuportável mesmo, rapá.
E eu quieta no meu canto.
Então chega o outro: - É fácil. Já viram Um Corpo que Cai? É isso. Dia desses vai cair um corpo lá do quarto andar, e aí a gente tem sossego.
A barra tá pesada pro meu lado, ou é impressão minha?



16 novembro, 2003

Que merda é essa?
Porra, será que perdi meus arquivos de novo?
Bosta.

15 novembro, 2003

Fotos.
Mandei revelar um montão. Ficaram ótimas.
Preciso parar com essa porra de comprar filme de 36 poses. Sai muito caro. :{
Não tem nenhuma minha. Tô magra demais pra ser fotografada. Sem sacanagem, se eu mando uma foto agora pra Ciça-mãe, ela vai achar que eu tô passando fome, tadinha.
Viva eu.
Só hoje me dei conta que ainda não havia comemorado minha contratação. Tirei o dia pra fazer isso.
Acordei cedão e já fui ligando pra 3 imobiliárias. Descobri que tem um ap. pra alugar no mesmo prédio onde estou. Bingo. Agendei uma visita a outro pra segunda-feira.
Estou mais animadinha com isso.
Resolvi só cuidar de mim. Fui ao salão de beleza depilar as pernas - isso era urgente. Tomei suco de taperabá com tapioquinha na praça e fui ao shopping. Dei-me de presente uma bolsa de lona maravilhosa, pra ser minha nova companheira de minhas andanças insanas. Cabe tudo nela. Tem até um bolsinho externo pra colocar minha câmera. Chique no úrtimo.
Juro que não vou abandonar minha cesta de palha linda de morrer. Uma não exclui a outra. :O)
Casa da Sopa.
Conheci esse achado na noite de quinta-feira. Fui com uma colega. É um buffet com 12 tipos de sopas da melhor qualidade, esquema cê-que-serve-se, a 8 reá.
Você pode estar se perguntando: Jama, sopa nesse calor da porra?
Juro que eu pensei a mesma coisa. Mas, acredite, é uma delícia. Matei 5 cumbucas: 2 de creme de palmito, uma de abóbora com camarão, uma de caldo verde com paio e outra de legumes.
O legal é forrar a cumbuca com um montão de pedacinhos de queijo-manteiga e jogar a sopa por cima pra derreter. Não seja louco de fazer isso com o caldo verde.
Acampanham toneladas de biscoito de polvilho fresquinho e torradinhas de pão francês.
Adorei a Casa da Sopa.
Na trave.
Quinta-feira, quase consegui uma casa legal, perto da praia de Ponta Negra. Não rolou. Impossível morar lá e trabalhar onde eu trabalho sem carro. Voltei à estaca zero. Bosta.

08 novembro, 2003

Na quarta-feira, tava eu na parada de ônibus, quando uma mocinha me segurou pelo braço e pediu que eu a avisasse quando o ônibus dela chegasse. Foi quando eu reparei que ela era portadora de um estrabismo muito grave. Tremenda sacanagem. Ela me disse que esperava o 600 ou 651. Ok, xá comigo.
Então, passou 561. Achei melhor tirar minha dúvida: 651 ou 561?
- 651.
Puta merda, presta atenção, Jamanta! Conversamos um pouquinho, mas logo em seguida passou o 118, que é o meu. Eu me despedi e segui meu caminho. Eu me arrependi amargamente por ter feito isso. Não tinha porra nenhuma pra fazer em casa e eu podia muito bem ter esperado o ônibus da mocinha passar, caramba.
Estúpida.
Chegando em casa, pensei: a fraca das vistas pára pra pedir ajuda à uma fraca das idéia. Isso não tinha como acabar bem.

E o Papai Noel que não chega, hein?
Da arte de pedir quentinha pelo telefone.
Então, sobrou pra mim. Peguei o pedido de todo mundo. Teve um que pediu uma picanha completa. Então tá. Liguei lá pro moço das quentinhas.
Disse lá: - Pra fulano, você manda uma picanha completa, com roda de liga leve e ar-condicionado.
- Hã?
- Nada não, esquece.
Essa tava na área, sem goleiro.
Desculpa aê.
Semana corrida. Mal tem dado tempo pra escrever aos amigos.
Continuo sem ter onde morar. É bem provável que eu acabe morando em algum puxadinho em cima de uma lajii. Ó, céus.

03 novembro, 2003

Enquanto isso...
Tenho que achar uma moradia rapidinho.
Estou pesquisando o preço de uma canoa e buscando um igarapé limpinho pra morar.
Minha mãe morreira de desgosto, mas ela há de entender. :O)
Vem chumbo grosso.
Liginha vem morar em Manaus. Támerda. Isso nõa vai prestar.
Liginha é uma amiga muito, muito, muito querida. E vem pra cá de mala e cuia. Chegará em janeiro.
Aguardem emoções fortes. Liginha é mais atrapalhada do que eu. Ela consegue.

Homeless
Então, ficou assim. Fui efetivada. :O)
Passei pelo período de experiência e cá estou.
Uma paulistana da gema, hoje manauara de paixão.
Agora começa uma nova etapa: procurar um ap. pra euzinha. Isso vai dar trabalho. O esquema de imoboliária e classificados rola de um jeito muito diferente de Sampa.
Tudo começa na segunda. Não existe plantão. Semana inglesa. Quando você consegue ligar e alguém atender, o caboclo responde: - Fica ali, ao lado do prédio tal.
E você, do outro lado, pergunta: - Você pode me dizer o nome da rua?
A que seu interlocutor responde: - Égua, sei não.
Então tá.
Daí liguei pra um hotel. Falei com a Joyce e contei minha história triste. A Joyce é ótima. Ela me deu altas dicas. Mandoyu eu esquecer essa parada de morar em hotel, que sai caro pra burro e pasme, pediu para eu ligar de volta, porque ela iria achar um ap. legal pra mim. Agora, eu pergunto a você: dá pra ser infeliz numa terra como essa?

27 outubro, 2003

Xingamentos que eu adoro.

Burro
Palhaço
Paspalho
Desgraçado
Ordinário
Lazarento
Cretino
Cachorro
Nojento
Sua anta
Bicha
Filho de uma que ronca e fuça.
Infeliz das costa oca.
Vadia
Safado
Salafrário
Abestado
Calhorda
Babaca

Pronto, passou.

26 outubro, 2003

Saudades.
Tenho muitas. De todo mundo: da minha filha, minha mãe, minha família, minhas melhores amigas, dos amigos mais próximos. Até de Deus Grego eu morro de saudades.
Quase liguei pra ele, ontem, ouvindo 10,000 Maniacs.
É uma história divertida. Dia desses eu conto pro cês.

Pequenas indulgências.
Sonhos ruins me abalam. Eles conseguem isso.
Pra compensar, me dei um presente. Ao sair do trabalho, no sábado, fui dar uma voltinha no shopping, tirar um troco no caixa eletrônico pro final de semana, enfim, arejar a cabeça.
Dei de cara com uma VHS do acústico do 10,000 Maniacs.
Achei que eu merecia, como de fato mereço.

Dias difíceis.
Eu tô aqui, brincando, brincando, mas a vida não tá fácil.
Ontem foi um dia de cabelo ruim.
Sexta foi feriado. Trabalhei.
Sábado, trabalhei.
Não reclamo disso. O que odeio é acordar constatando que sonhei com fantasmas do passado. Odeio, odeio, odeio.
O perigo vem do céu.
Vocês devem ter notado que há muito tempo eu parei de cair.
Pois não é que outra noite, saindo da agência, eu quase morri? E não foi de tombo, não. Uma manga quase caiu na minha cabeça.
É sério. Foi por pouco. Uma fração de segundos. Desviei no reflexo.
O duro foi chegar no dia seguinte e contar pro povo.
Já tavam dizendo que o traje adequado pra mim seria uma armadura medieval.
Depois dessa, armadura e capacete vai ficar difícil.

Acabou outra novela.
Ganhei dois cachos de pupunha. Um de pupunha vermelha e outro de amarela. Adorei. Achei a vermelha mais legal.
Entrou para o meu cardápio regional, ao lado do queijo coalho, tucumã, jaraqui, feijão verde e sorvete de açaí.

19 outubro, 2003

Pensando bem...
Ontem foi um dia mesmo especial.
Enquanto estava lá no quiosque de frente pro rio eu pensava na vida. Nas coisas do passado. Feridas antigas e recentes. O saldo geral foi muito estimulante. Há exatos 6 meses eu havia tomado um pé na bunda de proporções catastróficas. Achei que nunca iria me recuperar daquele tombo e daquela dor. E cá estou. Livre, feliz e atrapalhada como sempre.
A vida é mesmo uma coisa muito cínica.
A andarilha.
Nessa brincadeira de sair pra comprar pupunha acabei fazendo uma porrada de coisas legais.
1- Fui ao mercado central, o que é sempre muito divertido.
2- Consertei dois relógios que estavam com a bateria pifada. E vale aqui um conselho de amiga: nunca comprem aqueles óculos de grau em camelô. Principalmente se o cara que vende óculos também conserta relógios e é míope. Deu pra entender?
3- Tirei uma porrada de fotos. Da praça da Matriz, do mercado, do porto.
4- Fui a pé ao Teatro Amazonas. Mais uma porrada fotos. Fiz a visita monitorada e aprendi um montão de coisas legais. Deixei minhas anotações em casa. Dia desses conto tudo pro cês.
5- A louca que vos tecla saiu do Teatro Amazonas e foi a pé até o Galo Carijó, sob uma temperatura de 39 graus. A distância? Difícil de calcular. Apenas posso dizer que é longe pra caralho.
6- Finalmente comi jaraqui com muuuita pimenta (adoro pimenta, sem ligar o nome à pessoa, que fique bem claro.) e baião de dois. Amei aquilo.
7- Segui pro Educandos. Ver o rio e pensar na vida. Outra porrada de fotos. Acho que ando pensando muito na vida, porque tenho voltado lá com muita freqüência. Gosto disso.
8- O ônibus de volta pra casa é uma das coisas mais divertidas da vida. Preciso escrever tudo que acontece nele. É muito legal.
9- Cheguei em casa morta. Acho que foi o dia mais agitado dos últimos 3 meses. Caralho!!! Três meses. Amanhã é dia 20 né? Pois, então, é isso. Três meses.
10- Hoje acordei de bem com a vida. Agora, vou lá no Caranguejo almoçar. É bem provável que eu coma caranguejo. E vou continuar lendo Debaixo da Minha Pele. A autobiografia de Doris Lessing. Ando precisando da referência de mulheres fortes, ultimamente.

Boa semana pro cês. :O)



A novela da pupunha.
Após resolver a parada da câmera fotográfica, eu precisava de uma sarna nova pra me coçar. Se não for assim, sou capaz de morrer de tédio.
Então cismei que estou morrendo de vontade de comer pupunha, como de fato estou. De verdade.
Há duas semanas eu tento comprar um cacho de pupunha e não consigo. Quando encontro, estou sem grana. Saio de casa com grana e a pupunha some.
Ontem, pensei: hoje a porra da pupunha não me escapa.
Pois escapou. Não tinha pupunha no mercado central. Nem pra remédio.
Buá.

14 outubro, 2003

Acabou a novela. :O)
Minha câmera fotográfica está novinha em folha.
Agora vai.

12 outubro, 2003

Curiosidades manauaras.
Risoles é risolio (nem sempre com acento). Tem de queijo, carne, presunto com queijo, camarão ou caranguejo. Muita cautela com o de caranguejo. A vida me ensinou.
- Ponto de ônibus é parada de ônibus.
- Aqui se diz "saltar" do ônibus e não "descer" do ônibus. Tem gente que "cai" do ônibus, mas isso é muito feio e dói um bocado. Esqueça.
- Um sanduíche é meia xanduice. Muito complicado? É fácil. Pura matemática. Assim ó: meia xanduice = um sanduiche. Uma xanduice = dois sanduiches.
Entendeu? Ok. Demorou um pouco pra eu me acostumar também.
- x-burguer = hamburguer, queijo, alface e tomate (dois reá)
- x- salada = idem + presunto e ovo (treis reá)
- x- tudo = idem + nem queira saber - posso adiantar que tem até calabreza na parada (cinco reá)
- kikão = cachorro quente. Não tem muita firula: salsicha, creme de leite (= molho branco) e muita cebola. Muito bom. Eu adoro. (só um reá)
- x-kikão = idem + pasme você, muito queijo. Maravilhoso. (1 reá e cinqüenta)
Confesso pra vocês que essas diferenças de nomenclaturas regionais causam alguns constrangimentos.
Por exemplo, é difícil ligar pra lanchonete e pedir: manda aê um kikão pra mim, no capricho.
Pensa bem.
Alô, criançada, o Bozo voltou.
Perdão pela falta de notícias. Vida corrida por aqui. Não tem dado tempo de blogar. Rascunhei uma porrada de coisas. Aos poucos, vou colocar a vida em dia.

05 outubro, 2003

Hoje, o dia é só dela.
Se eu disser que Olívia é uma garota linda, inteligente e brilhante ninguém vai acreditar. Eu sou altamente suspeita, sei disso.
Então, vamos ver o que os famosos diriam sobre ela:
- Ela é uma gracinha (Hebe Camargo)
- A Olívia? Ô môdeus!!!!!! ( Louro José)
- Olívia é uma gata. (Marcelo Antony)
- Concordo. Ela é uma gata (John Stamos)
- Acho a Olívia magrela demais. Deveria engordar um pouco. (Preta Gil)
- Vejo que, mais uma vez, Olívia passará de ano (Mãe Dinah)
- Nossa!!! Ela está mais alta do que eu!!!! (Ferrugem)
- A gente ainda vai falar muito sobre ela (Leão Lobo)
- Que a paz esteja sempre convosco (Padre Marcelo)
- Olívia é uma linda garota. Incrível como ela se parece com a mãe.
(George Clooney ) Tá. Menos, menos, desculpa aê. :p
- Acho que ela canta muito mal. (Britney Spears)
- Escreve muito bem e tem um grande senso de humor a Olívia (Mario Prata)
- Olívia é a definição da garota chic. (Glorinha Kalil)
- Acho que ela se veste muito mal. (Geena Davis)
- Tenho muito o que aprender. Ela sabe fazer compras. (Becky Bloom)
- Olívia dança muito bem (John Travolta)
- Eu adoro a Olívia. Ela também gosta de pizza de catupiry. (Godzila)
- Acho que ela deveria falar mais merdas, cê tá me entendendo? (Fernanda Young)
- Olívia é uma garota pato firme. (Magda)
- Deveria, de verdade, ganhar uma guitarra. (Eric Clapton)
- É uma grande artilheira. (Ronaldinho)
- Mais do que bom gosto, Olívia tem bom senso. (Danusa Leão)
- Olívia tem um sorriso lindo, que vem da sua alma (Arnaldo Jabor)
- Olívia é o amor da minha vida. (Ana Almgren)

Feliz Aniversário, Olívia.
Saudades muitas.

23 setembro, 2003

Jamanta Produções Oníricas.

Noite passada, sonhei que eu estava chegando em uma festa, acompanhada de um amigo. A festa ficava numa chácara. O quintal escuro era vigiado por muitos cães e notei a presença de 3 felinos. Comentei com ele: - Parecem ser onças.
- São onças.
Ops.
E continuamos a procurar a casa, andando lado a lado.
Até que eu virei para o meu amigo e pedi, muito calmamente:
- Você pode me ajudar a tirar essa onça pendurada na minha mão? Os dentes dela afiados pra burro.
- Não vai dar.
- Por que não?
- Porque eu me cago de medo de onça.
Ô, modeus!
Lembro que me livrei da onça e entramos na casa. Meu amigo foi conversar na cozinha e eu fui para o quarto dormir. Eu estava morrendo de sono e de dor na mão. Os cães e as onças subiram na cama e não me deixavam adormecer.
Agora danou-se de vez.
Eu já tive tudo quanto é tipo de sonho nessa vida. Mas sonhar com a própria insônia foi a minha primeira vez.

22 setembro, 2003

A vista lá no Panorama é mesmo maravilhosa.
Fui disposta a ver o entardecer e acabei ficando até tardão.
Cheguei em casa exausta e feliz. Acho que encontrei minha praia pro aqui. Voltarei sempre. Mas prometo ser uma boa menina e nunca mais subir no 704. Au. Meu braço ainda dói.
Coisas que até Deus duvida II
Após desabar meu esqueleto no Amarelinho, percebi que eu estava doida de vontade de fazer xixi. Óbvio. Consumi 700ml de água nessa andança toda. Fui ao banheiro e qual não foi minha surpresa: 2 vasos sanitários no mesmo ambiente. What?
Então, pensei: o povo do amarelinho leva essa coisa das muulheres irem juntas ao banheiro a sério demais.
Tentei analisar, mas, entendam, era uma urgência. (700ml de água, eu já disse)
Desabei no primeiro vaso sanitário que vi pela frente.
Enquanto a natureza fazia seu trabalho, eu refletia: não é assim que funciona. O legal de 2 mulheres no banheiro é conversar, retocar maquiagem, falar mal dos outros. Procurei a descarga e não achei. Ops. Olhei pro vaso ao lado e ela estava lá. Então me dei conta de que havia algo de muito errado no projeto daquele banheiro. Olha a situação.
Tarde demais. Já foi. Agora, pensa bem: dá pra criar uma máxima com isso. Algo do tipo: - Mijei na bacia errada.
Ou quando você está aconselhando um amigo, você pode dizer: - Rapaz, você mijou na bacia errada. Que coisa.
Grande lição de vida esse banheiro do Amarelinho.
Coisa que até Deus duvida I
A bordo do 702, tinha uma freia anã. Eu nunca tinha visto uma freira anã. Essa linha 700 nos revela grandes surpresas mesmo. A freirinha era muito fofa. De um alegria que só vendo pra crer.
He,he.
Meia hora depois, eis o 702. Ueba!
A cobradora conersava animadamente com uma amiga de longa data. Oh, boy! De novo, não!
- Errr, desculpe interromper a conversa de vocês, mas eu queria pagar a passagem e saber onde saltar para ir ao Panorama. Pode ser? Note que eu estava decidida, mas um tanto puta nas calças. A cobradora e sua amiga de longa data foram muito simpáticas, prometeram me avisar e continuaram lá no pa-tá-ti-pa-tá-tá. A viagem foi longa. Pra mais de meia hora. Passei pelo Cachoeirinha, depois pela Base Aérea, SIVAM. Uma espécie de city-tour a R$1,50. Adorei. Chegamos no ponto final de 702 eu, o motorista, a cobradora e sua amiga matraqueira. (como falavam aquela duas, môdeus).
Andei mais umas duas quadras e desabei meu esqueleto na melhor mesa do Panorama, mais conhecido no submundo do crime como Amarelinho.
Num falei pro cês que eu chegava? :O)
À estaca zero.
Perdi o rumo. Segui de volta pra parada de ônibus, aquela onde tudo começou. Agora virou questão de honra. Eu vou chegar na porra do Restaurante Panorama e de ônibus, o 702 ou eu não me chamo Ana Jamanta Almgren, cacete.
O 702.
Eu fiquei mais de 1/2 hora criando raízes na parada de ônibus. E nada do 702. Parou um 704, cuja placa dizia ir para o Educandos. Pensei: o que são 2 números de diferença, afinal? Ok. Eu nunca fui muito boa em números.
Subi o 1o degrau e tentei perguntar à cobradora se o dito passava perto do Panorama.
A criatura mugiu algo ininteligível, enquanto falava ao celular. Não entendi a resposta. Perguntei novamente. O ônibus arrancou no exato momento em que a bovina proferiu: - Não, não passa lá.
Vaca.
Fiquei no degrau onde eu estava e esperei a próxima parada. Eu não pago passagem de ônibus errado, ora pois.
Então, o ônibus parou, um passageiro subiu e eu tentei descer.
O motorista lazarento acelerou e eu fui arremessada para fora do coletivo.
Em slow-motion. Coisa de cinema.
Saldo de prejuízo: um corte no tornozelo - coisa pouca e a tampa do meu cotovelos esquerdo ficou no asfalto. Au. Isso dói.
Resolvi seguir em frente e tomar um café no quiosque do Pina. Pedi um café, uma água e um marlboro lights. (o Pina vende cigarro a preço de tabela. Uia. Adorei o Pina)
Fiquei l'apensando o que fazer da minha vida. Decidi perguntar que ônibus eu deveria pegar para ir ao Educandos (nome bonito para um bairro). O pina é um senho a caminho dos seus 60 e poucos anos, franzino, olhos azuis-turqueza e uma retração gengival preocupante. Perguntei sobre o Restaurante Panarama e ele deu seu sábio veredito: pega o 702 na parada do outro lado e peça ao motorista que te avise quando chegar.
- 702?
- 702.
- 702? Mesmo?
Eu estava indo para a o ponto do ônibus, quando o Pina alertou: - Vai pela passarela que é melhor.
Parece até que ele me conhece.
O grande dia.
Em comemoração aos 2 meses em Manaus, resolvi fazer algo diferente, mas ainda não sabia exatamento o quê.
Antes de qualquer coisa, fui ao correio (primeiro a obrigação), depois fui tentar, pela 3a vez, consertar minha câmera. É inadimissível eu não ter nenhuma foto daqui até agora. Saí do shopping, peguei o buzão e desci no terminal em frente ao porto. Andei pra caraio até chegar na loja que consertaria a bendita. Eram 13h33. Loja fechada. Grande. Eu devia ter ligado antes pra me informar. Mas, um dia de comemoração merece uma cota básica de atrapalhações e imprevistos nesta minha saga (ops) jamantácea.
Primeiro, eu tinha saído de casa disposta a voltar ao Bar do Galo Carijó pra comer jaraqui. Cheguei numa encruzilhada cruel: à direita , andando um pouco, eu chegaria no Bar do Armando (um estabelecimento muito tradicional) ou, à esquerda eu seguiria para o Carijó. Santa Indecisão, Jamanta. Acorda.

20 setembro, 2003

Apenas pra constar.
Hoje completo exatos 2 meses em Manaus.
Que coisa.
Já comi tapioquinha na praça, agora vou ao correio, depois vou ao centro da cidade ver se consigo, finalmente, consertar minha câmera. E se ainda me restar forças, vou comer jaraqui. Tá um calor dos diabos.

19 setembro, 2003

E só pra lembrar, não perdam!!!!!
Maratona Seinfeld, sábado e domingo, a partir das 14h.
Eu não perdo um. :O)
O quase fim da insônia.
Noite passada, deu quase tudo certo.
Dobrei minha caminhada noturna. Descobri, pasmem vocês, que meu condicionamento físico melhorou visivelmente. Não chego em casa tão cansada quanto chegava antes. O jeito é andar mais.
Dobrei o consumo de suco natural de maracujá. Tomei, literalmente, 1 litro.
Dobrei o n. de cápsulas fitoterápicas. Tomei 4.
Mantive as 2 canecas de chá durante Sienfeld.
Capotei antes das meia noite. Ótimo sinal.
Acordei após um sono profundo e repousante.
À 1h20 da madrugada e morrendo de vontade de fazer xixi.
Onde foi que eu errei????
Dando início às comemorações dos meus 2 meses aqui em Manaus, Momento Cala a Boca, Magda I:
Foi na minha primeira semana. No terceiro ou quarto dia de trabalho. Eu estava precisando ir ao supermercado, e tinha o visto o comercial de dois, na tv.
Virei-me pra um colega e disparei, toda cheia de segurança:
- Onde fica o OB?
- =:o !!!!!
- O OB, o supermercado.
- Tem o CO e o DB. Qual você quer?
- Putz, foi mal. As siglas me confundem.
Corta.
Eu tô me achando.
Tava eu na parada de ônibus, quando uma garota me perguntou qual ônibus passava na porta de um determinado supermercado.
- Você pode esperar o 118 ou o 404. Mas, ó, pode pegar esse aí, que ele pára lá.
Rá. Eu tô manjando tudo por aqui. :p
Fiquei lá esperando o meu bumba, e me lembrei de um episódio ocorrido logo na minha primeira semana aqui. Uma jamantada clássica, que merece ser registrada. Ei-la.


18 setembro, 2003

Outro dia, comprei uma tesoura. Sei lá porquê. O preço tava bom. E a tesoura era legal pra caramba. Nunca soube qual utilidade prática ela teria na minha vida.
Noites passada, sonhei (tá, estou insone, mas ainda não virei zumbi) que eu usava a tesoura para colher tulipas e enfeitar minha mesa de trabalho. Não é uma coisa meiga?
Ciclo vicioso
Mais uma noite praticamente em claro.
Pela primeira vez, quase, mas quase perdi a hora. Foi por pouco. Tinha sobrado um anjo-da-guarda, também insone, de plantão.
Parece que a coisa não é só comigo. A Luciana comentou que a Rita Lee tá padecendo do mesmo mal. Esqueci do Saia Justa e liguei direto no Law & Ordem: Criminal Intent. :O)
Ontem à noite, tomei meio litro de suco natural de maracujá com duas cápsulas de um calmante fitoterápico à base de Valeriana, Melissa (já notou que essas duas estão sempre juntas nessas formulações?) e de um tal de Cratacavalus (que imaginei ser uma espécie de Contacarneirus).
Enquanto assistia Seinfeld, tomei duas canecas chá para bebezinhos. E nada do sono chegar.
Especialistas dizem que não é legal ir pra cama sem estar no estado capotante. Voltei pra varanda e comecei a ler. Nada.
Liguei a tv. Nada.
Voltei pra cama. Desisti. Estava começando a ficar no estado enervante.
Voltei pra varanda. Contei estrelas. Várias delas. Assisti a mais um episódio inédito de Mad About You.
Fui pra cama. Não sei como adormeci.
Acordei às 7h15. Puta merda. Isso não é hora de acordar. É hora de estar no ônibus. Meleca.
Agora, 13h30, horário local, já tomei meio balde de café, mas continuo no estado capotante.
MANHÊÊÊ!!!!


17 setembro, 2003

Bobagens.
Os meninos, na sexta-feira, contando a vida pregressa de suas famílias.
Então, um começou: - É, eu tinha a tia Fulana, irmã de mamãe. Tia Fulana era terrível. Dava pra Deus e todo mundo. Ela deu pra tanta gente, que resolveu virar freira.
- Sim, já que deu pra todo mundo, tava faltando dar pra Deus.
- É isso mesmo, rapaz. Ela entrou pra um convento carmelita. É daqueles que a mulher entra, não pode receber visita, só sai de lá morta.
- Já ouvi falar. Congregação Carmelita. É... Congregação Carmelita é o Big Brother do Senhor.
Ô, modeus.
Só passei aqui pra avisar que estou bem, gozando (hã?) de ótima saúde. A insônia tem acabado um pouco comigo. Mas, entendam, tudo tem seu lado bom. Pelo menos, tenho assistido a Mad About You toda madrugada.

14 setembro, 2003

Hoje, é só pra ela.
Niver da Bia, niver da Bia, niver da Bia.
La, la, ri, la, ri, la.
Bia é minha 1a afilhada, por ordem cronológica. (sou madrinha da Babica também)
Lembro-me até hoje da sensaçao de pegar a Bia no colo, em seu 3o ou 4o dia de vida, ainda na maternidade.
Foi quando, pra mim, ela passou a ser a Bióca. Tao pequena, tao querida.
Mas a Bióca passou a infância deixando todo mundo de cabelo em pé.
Nao comia nada a Bióca. Era de enlouquecer. Vontade de dar um soco.
Cresceu à base de miojo, batata frita, hamburguer do Bob´s e chicletes Ploc.(desconfio que ela colecionava as figurinhas).
Contrariando todos os dogmas de médicos, nutricionistas e das revistas femininas sempre de plantao, Bia tá linda, leve e poderosa, a bordo dos seus 16 anos. Eu tento imitar a dieta dela, mas nao dá o mesmo resultado.
Quis o destino que eu nao estivese presente na festa dos seus 15 anos. Eu estava em Belém, a trabalho.
E cá estou, longe de novo.
Sinto-me uma madrinha desnaturada, eu confesso. A pior das madrinhas.
O que me resta a dizer?
Feliz aniversário, Beatriz.
Eu amo você.

08 setembro, 2003

Noite insone. Estou em frangalhos.
Depois eu conto.

05 setembro, 2003

Ei???
Cheguei um pouco mais tarde do que de costume na agência.
- Bom dia
- Ana, você quer ir na Chácara com a gente? (note que a criatura nem me falou bom dia)
- Tá, o que é isso?? (sempre é bom perguntar)
- Um puteiro legal. Bora?
- Eu já te mandei à merda, hoje? (enquanto, calmamente, eu me servia de café)
Aos poucos, a equipe foi chegando. O trânsito tava mesmo brabo. Todo mundo chegou um pouco atrasado.
Lá pelas tantas:
- Ana, vc precisa me emprestar esse vestido.
- What???? (enquanto eu tirava o fone de ouvido)
- Ano passado, eu fui fantasiado de Mary Pink. Neste ano, quero ir com seu vestido. Me empresta?
Alguém pode me explicar o que está acontecendo por aqui, cacete?
Ninguém me explicou.
Quase na hora do almoco, reuniao de pré-produção de uma foto.
Conversa daqui, conversa dali, meu dupla dispara:
- Acho que o vestido da Ana seria uma toalha de mesa perfeita.
Danou-se.
Virei-me pro meu chefe e avisei: - Aê, chefia, vou chegar um pouco atrasada do almoco. Tenho que ir pra casa, trocar de roupa.
- ????
- Primeiro, me chamam pra ir a um puteiro, depois querem o meu vestido pra usar em desfile gay, agora pra toalha de mesa. Olha a situação.
Ele, pessoa muito séria, gargalhou.
O povo estava mesmo com a macaca, naquele dia.
Meio da tarde, producao pra foto toda montada. Parecia obra de prédio: 3 peões trabalhando e cinco em volta só olhando, manja? Era véspera de feriado, dá um desconto.
Até que um descoordenado derrubou café no chão. Senti 8 olhares esquisitos em minha direção.
- Nem vem! PANO DE CHAO, NÃOOOO!!!!!!!
Aromaterapia

A véspera do feriado foi muito divertida.
Um dia absurdamente quente, com céu azul, azul.
Parecia que todos os motoristas da cidade resolveram tirar suas carangas da garagem. Uma esbórnia.
Minha madrugada de quarta pra quinta havia sido desconfortável. Só adormeci por volta das 3h. Sono superficial e agitado. Na preguica de pensar, escolhi o primeiro vestido que vi no armário. Pela 1ª vez, lembrei de usar filtro solar. Minhas sardas triplicaram, desde que cheguei. Saí rtumo ao ponto de ônibus e comecei a me sentir melhor, apesar do sono absurdo. Notei que algo estava me deixando feliz. Muito feliz. Comecei a prestar aten´cao em mim e concluí que o aroma do filtro solar mudou meu estado de espírito. Eu me sentia em férias,, na praia. Delícia. Usem sempre, amigos. É muito bom.
Ueba!
Hoje é feriado por aqui.
Vou aproveitar o dia pra colocar a casa em ordem. Assistir Anjo Mau. :O)))
E se eu encontrar uma alma caridosa que me indique o ônibus correto, talvez eu vá à Praia de Ponta Negra. Tá um calor dos diabos e o céu tá lindo de morrer.

03 setembro, 2003

P.F.
Mudei o roteiro e fui almoçar no restaurante da Faculdade de Enfermagem. Arroz, feijão preto (eu amo), farofa, espaguete e um filé de frango grelhado do tamanho de um prato de sobremesa.
Suco de cupuacú e picolé de açaí. Tudo a 4 reá.
Preciso comer lá pra sempre. Tenho comido muita tranqueira, ultimamente.
ACHEI!!!!
Ueba. Sou a mulher mais feliz do mundo. Meu Armani estava escondido num compartimento qualquer da minha mochila.
Estou saltitante.
Obrigada, São Longuinho. Obrigada, São Longuinho. Obrigada, São Longuinho.

02 setembro, 2003

Lágrimas de sangue.
Perdi meu óculos Armani que eu amava de paixão.
Não o encontro em lugar nenhum. Estou inconsolável.