22 janeiro, 2007

E, no sábado, as garotas Gilmore foram às compras.
Tava na lista: 1 calça, 3 blusas e 1 sandália.
Comprei 3 calcinhas, 1 necessaire e 1 bolsa.
Minha objetividade chega a ser comovente.
Dizem que os passageiros do navio ficaram apavorados com a falta de informação. O navio encalhou à noite e o comandante Augusto Moita ficou na dele até o dia seguinte.
Captou?

19 janeiro, 2007

Besteirol a 3, na terça passada.
- Pilates deve ser legal.
- Deve ser. Tenho uma amiga que faz.
- Constava no nosso Plano B. Precisa custar tão caro assim?
- Mês de IPVA depois das Festas é triste, concordo.
- Acho que Pilates é um primo-irmão do Yoga. Versão ocidental.
- Isso é uma grande vantagem. Ninguém precisa deixar de comer carne.
- E tem mais: não deve ter muito lero-lero.
- Resultados. Isso. Uma prática de resultados.
- Eu quero!
- Será que dá pra chorar um desconto?
- Acho que sim. Eles montam pacotes com descontos especiais pra grupos, eu fui lá ver. O lugar é lindo.
- Boa. Somos três.
- Um grupo.
- Um trio.
- Um trio pode ser considerado um grupo?
- Depende. Vamos pensar: somos um trio coeso, de modo a parecer um grupo?
- Acho que não.
- E só tem horário depois das 18h.
- Na hora do almoço não tem ?
- Não.
- Que falta de visão de mercado.
- Entre 12h e 15h, não tem pra grupos.
- Somos apenas um trio. Não tem como negociar?
- Não custa tentar.
- É.
Eu conheço um cara que atropelou um presunto. Parada sinistra.
Não deu tempo de nada. Tum-tum. Passou por cima. Foi sem querer.
O cara é sangue bom. Ele nos contou como foi, no almoço de quarta-feira
Naquela mesma noite, quando eu voltava pra casa, sob chuva forte e com o peito literalmente pegando fogo, percebi um barulho esquisito e cadenciado no Cascão.
Poc-poc-poc.
Arrisquei diferentes velocidades e poc-poc-poc.Sempre ao frear.
Ao estacionar na garagem foi que me ocorreu: será alguém na roda?
Tenho andado tão distraída.

18 janeiro, 2007

Tarde da noite, voltando pra casa após um dia longo. Cigarro aceso. Note que esse péssimo hábito ainda vai me matar.
Chovia forte. Eu entrei no pátio do supermercado, abri o vidro pra pegar o raio do cartãozinho do estacionamento, sem o qual não posso sair antes de mostrar documento do carro, CIC, RG e carteira de vacina atualizada.
O mocinho da cabine, talvez com medo de molhar o bracinho, gesticulou para que eu entrasse. Na tentativa de fechar o vidro rapidamente com a mão direira, não sei o que aconteceu, não sei mesmo, mas a brasa ardente do cigarro caiu inteira no meu decote de tecido sintético. Alto risco de incêndio. No pavor, bati, abafei, gritei, blasfemei e o foco foi controlado. Dentro da loja, numa espécie de operação rescaldo improvisada, fiz compressa com uma latinha de Antarctica, que me pareceu mais gelada que a Sol.
Ardia muito.
Em casa, fiz compressas com meigos chumacinhos de algodão em bebidos em água mineral gelada. Só tinha com gás.
Separei a roupa para a reunião de logo cedo e procurei pensar em assuntos agradáveis para desviar a atenção da dor.
Acordei sonolenta, me vesti e conferi o resultado no espelho.
Conclusão: melhor trocar de blusa. Quem não me conhece pode pensar que tenho um marido violento.

17 janeiro, 2007

Três barulhos que eu não suporto:
- torneira pingando*
- porta batendo
- João Bosco cantando

* a torneira ainda pinga, mas o sifão deprê parou sozinho de chorar. :O)

15 janeiro, 2007

Segundona braba.
Por volta das 10h eu perguntei: aonde vamos almoçar?
Cinco minutos depois, a moça do café perguntou: falta muito pra dezembro, hein?

12 janeiro, 2007

Em dia de acidente nas obras do metrô, a galera aqui tá querendo ir num muquifo chamado Buraco do Tatu.
Tá bom. Happy hour temática.
O Secretário tava todo feliz, arrumando a bagagem pra levar a família pro sítio.
Seu braço direito chega sem avisar: - Secretário, tivemos um probleminha agora há pouco.
- Problema?
- Metrô. Desabamento.
- Desabamento? Foi grave?
- Er. Lembra de Cajamar?
- Cajamar?????
- Pois é.
O projeto da academia tá meio enrolado.
Hoje fui numa cabeça-de-porco aqui perto.
Aula experimental de Yoga ficou pra semana que vem.
Te juro que não é piada.
Meu coração saiu da UTI e já não respira mais com ajuda de aparelhos.
A prática de exercícios regulares é recomendada.
Melhor andar com muita calma e olhar muito bem por onde eu piso.
Encomendei um moleskine em agosto. Chegou em outubro.
Os dias têm sido leves e divertidos. Comprei até canetas novas.
É um bom momento para começar a preencher as páginas amarelinhas.
Tenho uma amiga que sempre acha que o Ray cego é o Conniff.
E eu até hoje não sei se foi o Claudinho ou o Bochecha que morreu.
O amigo que indicou um pedreiro bacana alerta:
- Tá sabendo que você vai ter que se mudar durante as obras, né?
- Dá pra parar?

* passou recentemente por obras faraônicas na casa dele. Tá escaldado.
O amigo* que indicou um pedreiro bacana pergunta:
- E aí, ligou lá?
- Não. Preciso arrumar um monte de coisas ainda.
- Quer zerar tudo antes?
- Preciso zerar. Tenho até medo de mexer no armário da sala. Nem sei o que fazer com a porcelana.
- Simples. Use.
- Jogo completo pra 12 pessoas. Vou abrir um restaurante grego.

11 janeiro, 2007

O colega me pergunta:
- Já experimentou o Brahma Black?
- Ainda não. É bom?
- Muito. Toda casa deveria ter uma torneira de Brahma Black.
Então, ficou assim: depois da ampla reforma terei 3 torneiras na pia da cozinha. Uma de água quente, uma de água fria e a outra com Brahma Black, que eu tenho certeza de que vou adorar. E na pia do banheiro terei também 3 torneiras. Uma de água quente, uma de água fria e a outra com água oxigenada.

10 janeiro, 2007

Sonhei que eu fui assaltada dentro de um shopping.
O bandido tava meio perturbado e me ameaçava com um revólver. Conversa vai, conversa vem, convenci o ladrão a se matar. Tiro no peito. Quando julguei que a coisa tava encerrada, o defunto sentou-se, afirmou que ainda não tava bem morto e deu outro tiro no peito. O de misericórdia.
Ok, ok. Comer quatro fatias de pizza antes de dormir definitivamente não foi uma grande idéia.

09 janeiro, 2007

Amanhã, vou visitar uma designer de sobrancelhas.
É. Meus problemas acabaram.
Agora eu tenho sinal de TV em casa.
Posso assistir a novela.
Mas, vem cá: o que era aquela fantasma do Pápa-Léguas
correndo da sala pra cozinha e combustão espontânea em
pano de prato? Lassie Helena com o rabinho entre as pernas.To sentindo falta de Gilherme Fontes nesse elenco.
Ontem, teve almoço no shopping. Pra ajudar na digestão,
sempre é bom ver um pouco de vitrine.
Hoje, a amiga comenta e eu tento convencê-la:
- Aquele relógio não sai da minha cabeça.
- A., acho que você deve comprar. É lin-do!
- Muito caro, não posso gastar.
- Isso é muito relativo. Quantos presentes você se deu,
como merecimento por ter trabalhado feito uma louca, 14 ou
16 horas por dia?
- ? É, e depois, este relógio aqui eu tenho há quase
7 anos.
- Sabe que relógio de 7 anos dá o mó azar, né?
- Não é quebrar espelho que dá azar?
- Relógio, espelho. Praticamente a mesma coisa. Compra
lá :D
Acabou a moleza.
Aliás, moleza?
Descansei carregando pedra.
Pelo menos eram pedras minhas. Pedras que não podiam mais
ficar rolando.

05 janeiro, 2007

- Primeiro e-mail recebido no dia nublado: Sol em Capricórnio, era o subject. Agora eu pergunto: o que aquele viado cheio de luz tá fazendo lá com aquele corno e não tá aqui, iluminando pra secar minhas roupas no varal?
2- É. Ontem foi dia punk. A máquina foi consertada. Não pelo sujeito muito esquisito, que voltou, fingiu que terminou o serviço bem pago e não terminou. Ladrão.
3- A máquina fez cachoeira externa ao ser ligada pra valer. Chamei a PS, que além de socorrer pane de carros, atende emergências de ordem domésticas. O técnico, um fofo, consertou a cagada do filho da puta. E não gastei mais nenhum tostão.
4- Deu problema no sifão da pia da cozinha. Começou a vazar. N., a faxineira porreta, disse pra eu não ligar. Sifão de vez em quando chora e depois pára, ela me ensinou. Achei que ela tentava me consolar. Mas N. estava certa. Depois de um tempo, sifão parou de chorar. Era só o que me faltava: um sifão deprê em casa.
5- No dia em que me vi cantarolando canções babacas ouvindo rádio, achei que tava na hora de parar com essa frescura de que eu posso perfeitamente viver sem TV. Pedi pra reeinstalar a NET. Ficaram de chegar até o meio-dia. Estou aqui esperando. Rádio desligado.
6- Ontem, liguei pra Comgás, solicitando o serviço. Mais de vinte minutos pra fazer o cadastro. Mais outros cinco, até a moça conseguir estar marcando pra hoje. Mais outros dois pra ela avisar que o sistema caiu e que ligaria para estar confirmando. A vaca não ligou. Liguei hoje. A solicitação do serviço não tinha sido registrada. O rapaz disse que poderia ser feito amanhã, sábado, entre 8h e 17h. Nem fodendo, desculpa. Continuo sem fogão. Posso perfeitamente viver sem.
7- Liguei ontem pra minha mãe, pra jogar conversa fora.
Contei toda a historia e uma novidade boa:
- Mãe, descobri que a cafeteira elétrica ainda funciona, acredita?
- Mas por onde está saindo a água?
:O))
8- Os caras da NET ainda nao chegaram.

03 janeiro, 2007

Eu amo minhas férias.

Prometi que em 2007 eu seria mais delicada comigo. E isso inclui minha casa, que tem um monte de detalhes estruturais a serem cuidados.

Ontem, tive um dia paralisado pela gripe.
Ainda possuída pela gripe, acordei decidida que, de hoje, não passaria.
Trabalho pra gente grande.
Estava esperando a faxineira, desde as 8h30.
Às 9h, comecei a ficar preocupada. Nada da mocinha chegar.
Talvez, problema na condução.

Pedi ao zelador que abrisse o registro de água na área de serviço, fechado há mais de 3 anos.
Por isso, sem água na cozinha, sem máquina de lavar roupa, sem água no tanque.
Coisa triste.

Em pouco mais de 10 minutos, foi dada a minha sentença. O meu inferno estava apenas começando.
E a mocinha não chegava. A bronquite atacou o filho menorzinho, talvez.
O registro foi aberto. Liguei a máquina e, milagre, funcionou.
- Hoje, posso dizer que tenho como eu mesma lavar minha trouxa de roupa, pensei.
E eu me senti feliz.

Só que ela foi enchendo, enchendo, claro, o botão travou e tudo transbordou.
Em, poucos segundos, recebi a água fria que eu precisava para refrescar minha memória.
Era este o problema da maquina. Lembrei.

Enquanto tentava arrastar a poça gigante que inundou a área e a cozinha toda, eu me perguntava: o que aconteceu com a mocinha, aquela vaca, que não apareceu até agora??

O zelador me deu o telefone de um técnico desconhecido, sem referências no prédio.
O sujeito muito esquisito chegou em menos de 15 minutos e comecei a acreditar que as coisas iriam se resolver.
Ele avaliou a situação e, num primeiro momento, não era tão grave assim.
Num primeiro momento.

A máquina precisava ser desmontada. E os parafusos estavam emperrados pela falta de manutenção.
Depois de muita porrada, havia um desmanche na área de serviço, com peças e poças pra todo lado. Cenário bruto.
O sujeito muito esquisito avisou que iria sair pra comprar peças. E foi.

Desencanei das poças.
Liguei pra minha mãe, pra jogar um pouco de conversa fora.
Descobri que a mocinha estava trabalhando na casa dela, porque o dia combiando pra mim foi quinta-feira.
Oh, isso explica tudo. A mocinha sempre foi mesmo uma fofa.

E o tempo passava.
E nada do sujeito muito esquisito voltar.
Comecei a acreditar que as coisas não iam nada bem.

E o tempo continuou passando, até que o telefone tocou:
- Olha, desculpa a demora, é que minha moto foi apreendida pela polícia, mas eu vou pegar um carro e já volto com as peças.
=0| .

01 janeiro, 2007

Que 2007 seja mais delicado.

22 dezembro, 2006

Eu odeio americanas.com.br
Odeio.
De morte.
Aliás, hoje é o dia perfeito para aniquilar os meus desafetos.
Com requintes de maldade.

21 dezembro, 2006

Às compras.
Pela primeira vez na semana, relaxei sem pensar em trabalho.
Junk food no Market Place e comprinhas meigas com 2 diretoras de arte.
Mais de uma hora na Livraria Cultura. Quase me aconcheguei na arquibancada fofa pra tirar uma soneca. Quase comprei agendinha, caderno de notas, DVDs, livros, livros.
Quase.
Finalmente comprei a sandália que eu tanto precisava, do jeito que eu queria.
Isso tem seu preço. No ano que vem eu penso nisso.
Isso aqui tá uma balbúrdia.
Saí às 3h da madruga, voltei às 11h e não tenho previsão de saída.
Tem neguinho por aqui que virou a noite, foi pra casa às 13h e tá voltando agora.
Sei lá como, eu superei a fase da exaustão. Sorvo café aos baldes.
Já estou entrando em fase de mania. Anjos-da-guarda talvez estejam redobrando o cuidado com a minha pessoa. Assim espero.

19 dezembro, 2006


Compressa de camomila.
Na segundona, acordei às 4h da madruga. Rodízio. Cheguei no trabalho às 7h e saí às 23h50.
Capotei às 2h, na terça, e caí da cama às 6h.
A previsão é que antes das 23h, nada de pijama.
Minhas olheiras me consomem.
Sou um Heródoto Barbeiro de saias.

18 dezembro, 2006

Domingo azul.

Manhã de compras no comércio do bairro.
Ordens expressas de Ciça-mãe para que eu não entrasse em determinada loja.
Segui saltitante e avoada. Comprei milhões de tranqueiras que não somaram 10 reá.
Faltava comprar a sandália que combinasse com o vestido da menina KC.
Vi na vitrine algo que me agradou. Eu tinha que raciocinar como uma menina de 15 anos, e eu estava sem minha assessora para esses assuntos.
Ignorando todas as recomendações, entrei.
Menino F. me atendeu com cortesia e ainda deu sábios palpites na escolha difícil.
Fiz negócio da China.

Eu tinha que comprar torta de mamona (!!) pra minha mãe, na loja mais bizarra do universo.
Eu, que passei 3 anos naquela comarca distante, já vi muita coisa esquisita, mas nada parecido com aquilo.
A disposição das mercadorias seguia critérios indecifráveis.
Quero voltar lá com mais tempo.
Vou descobrir o critério. Deve haver algum.
Já para a torta de mamona...

Voltei pela feira.
Ouvi algumas bobagens.
Conclusão da semana: é, eu engordei.

Cheguei em casa saltitante, avoada e um pouquinho exausta.
Levei bronca. Comprei sandália na loja proibida.
Eu confundi as informações.
Mas não entendo minha mãe.
F. é o cara.

Matei duas taças do vinho bom que estava vacilando na geladeira, enquanto eu preparava macarrão gostoso.
Vi o fofo do Nando Reis no programa da insuportável Fernanda e um pedacinho do Oi Mundo Afora. Nova York.
Capotei no meio da tarde. Sono profundo.

Tive o sonho do século.
Um jogo de sedução entre mim e um conhecido, com uma carga de erotismo jamais registrada pela Sétima Arte.
Meu superego foi surpreendentemente genoroso ao permitir que eu me recordasse dos detalhes. Sim, porque o jogo tinha histórinha. Uma trama complexa.
Não sei bem o motivo, mas quase 24 horas depois ainda me sinto assim, meio tonta. :O)



Anotei com cuidado o nome do frisante.
Só uma coisa é certa: já sei o que vou beber no reveillon. :D

04 dezembro, 2006

Cascao tem apenas 77.000 km.
Olhando, ninguem diz.
Carro bom, tratado no azulejo.
Precinho de ocasiao.
Efeito Zidane.
Tenho abusado do recurso.
Eu sei. Vai passar.
Chuva desnecessaria na cidade.
Mais de 95 minutos pra chegar em casa.
Sofrimento desnecessario.
O porco do George Clooney morreu.
Pobre Max.

30 novembro, 2006


Sonoterapia já! :O)
Fiz matrícula.
Voltei para os bancos da auto-escola.
Antes que eu seja chamada ao banco dos réus.
Erro estratégico.
Descobri que já conheci tudo quanto é tipo de mau-elemento.
Menos um advogado.
Mó azar
Problemas à vista.
Hoje fui tomar providências necessárias.
Descobri que a situação da minha carteira de motorista é bem grave do que eu imaginava.
A solução é só a longo prazo.

29 novembro, 2006


Sonoterapia já! :O)
Dois meses.
Dois meses de tormento e prejuízo. E eu quase entrando em parafuso.
Tudo por causa de um simples sensor de rotação.
Ah, sim, entrando na Berrini, Cascão ferveu.
Eu nem explodi.
Tudo resolvido.
Acho.

24 novembro, 2006

Enquanto isso, tudo vai bem.
Como se nada estivesse acontecendo.
Nada que justifique estas
adoráveis borboletas no estômago. O tal do frio.
Melhor eu me amasiar com meus sonhos. E deixar que o amor volte ser
apenas platônico, como era quando começou.
Nenhuma surpresa.
Quando o orgulho e a timidez resolvem se juntar em proporções boçais
dentro de uma pessoa como eu, só poderiam mesmo gerar a
solidão.
Depois do almoco, voltando pro batente.
Silêncio entre o trio de meninas, sempre tão decididas.
- E a academia, hein?
- A gente nem foi?
- Nem deu. Correria.
- Semana que vem?
- Isso, de segunda-feira não passa.
- Sei.
- Daqui a quatro semanas começam as coletivas...
Tudo começou em setembro.
Preciso de um BK sarado amanhã.
Minha naturebice repentina começa a atingir níveis preocupantes.
Só não abri o pote lacrado de umeboshi porque eu tinha
compromisso, logo cedo.
Desde o início da semana, o único ser morto que eu
ingeri foi um casquinho de siri Delicioso, mas nem valeu.
Haja soja.
No dia que alguém me vir comprando tofu, por favor, avisem
a família.
Frio na barriga.
Dentre os frios que me gelam, é o mais perigoso. :O)

20 novembro, 2006

Cascão tem prejudicado meu convívio em sociedade.
Porto Seguro, lá vou eu.
Ciça-mãe tem chamado Cascão de Sucatão.
Eis um belo exemplo de sabedoria materna.
Gambiarra.
E teclado funciona.
Domingo de manhã, comprinhas no supermercado. Antes, tenho que passar na manicure pra buscar minha encomenda, bem pertinho dali.
Saio do estacionamento e vou caminhando alegremente. Cigarro acesso.
Um mendigo franzino e barbudo, sentado na calçada pede: - Tia, me dá um cigarro?
- Dou, mas eu vou até ali e na volta eu te dou.
Poucos metros adiante constato minha suspeita: a manicure não esta e nem a minha encomenda. Odeio compras por catálogo.
Pego o cigarro pro rapaz e volto.
- Tó.
- Já tenho. Eu quero um real.
Noto que ele tem um cigarro aceso na mão.
- Um real eu não tenho. Mas fica com o cigarro.
- Não quero.
- Mais tarde você vai ficar com vontade. Guarda pra depois.
- Não, obrigado.
Fumante moderado. Tenho inveja disso.

18 novembro, 2006

Eu olho pra minha casa e não acredito.
Não tem por onde começar.
Ou tem: pela estaca zero.
Sei exatamente o que precisa ser feito.
Os esboços estão prontos.
Por onde eu começo?
Lidar com pedreiro me faz desistir.
Semana que vem, academia.
Puxar ferro.
Cheguei no peso certo, hora de criar músculo.
De turminha, que é mais bacaninha.
Precinho de ocasião.
Semana que vem.
Deixa quieto.
Que assim seja.
Vícios, vícios:
- Biscoito salgado de polvilho.
- Brigadeiro de chumbinho
- Mufin de castanha-do-pará com frutas secas, do Mosteiro que não é bento.
- Amendoim japonês com casquinha de salsa e cebola
- Malbec barato
- Comida natureba radical. Uma vez por semana. Ou duas
- Salada crua de abobrinha. Melhor no La Traviatta.
- Hamburguer com cheddar e cebola ao shoyu
- Açaí com banana e granola, de sobremesa
- Guioza cozido
- Pãozinho de parmesão meigo, do Pão de Açúcar
- Berinjela, sempre. Amo.
- Häagen-Dasz de tiramissu, todo sábado. E domingo
- Soá Brut.
- Cerveja com S. Se fosse possível.

15 novembro, 2006

Foi feriado, foi?
Sono, muito sono.
Dormi tarde e nem foi na balada.
Trabalho.
Acordei. Era mais de onze horas. Foi pouco.
Quase 16, conversei com Oli, Luiz, Cecilia.
Colo de mae por telefone. Adoro.
Preciso dormir. Ok.
Sono.
Sonhos lindos. Eu tive.[Olha nos meus olhos, esqueca o que passou - All I ask of you.].
Sonhei.
Tenho que comprar panela de pressao, samambaia, combinar almoco em restaurante.
Cecilia, minha mae lindona, pediu. Merece muito mais.
Mae??? Jura que vc quer uma samabaia nova??? Que tal uma blusa linda?
Tenho que ligar pro Wal, meu irmao e compadre querido.
Preciso de um ombro amigo.
O inferno astral ferve solto.
Aguardem.

13 novembro, 2006

Momento Petistil.
Conheci menino-moço com nome de arcanjo e lábios desenhados pelo 7 pele.
Não foi quimica nem dermatologicamente testado.
Quero nem encostar.
Deus me defenda.

08 novembro, 2006

Há,há,há.
Hoje, fui modelo fotográfico.
Amanhã, teremos nova sessåo de retratos.
Já avisei: Cindy Crawford não se deixa fotografar antes das 15 horas.
Tenho que fazer meu soninho da beleza. Dá licença.
Calote à vista.
O novo cartão ficou pronto e a conta tá desbloqueada.
Indaguei sobre o ressarcimento da minha pequena fortuna .
Até agora, ninguém sabe, ninguém viu.
Sei.
Momento Polyana.
O rapazinho do estacionamento não se conforma com a minha situação. Hoje, me aconselhou a comprar um santinho, levar chave e documento na igreja pra benzer e lavar o carro com sal grosso. ? ? Acho que as pessoas têm inveja da senhora?.
O mecânico já assumiu o paciente como se fosse dele. ? ? A sra. tem deixar que EU conserte. Agora é questão de honra descobrir qual é o problema.?
Note que existe toda uma rede de solidariedade ao meu redor.
Brigaderio de chumbinho para mim.
Fui uma boa menina.
Sete e quarenta e cinco da manhã, o guincho já estava estacionado diante do prédio.
Contrariando todas as orientações do mecânico, o técnico resolveu testar o carro.
Funcionou. Ninguém acredita em mim.
Pra minha sorte, descobri que o cara é meu vizinho.
Foi combinado que quando acontecer de novo, provavelmente amanhã, eu interfono e ele poderá flagrar o rebelde em pleno colapso matinal.
Na hora do almoço, eu consegui ir ao banco, lá longe.
E voltar pro tampo.
Só ainda não sei como vou chegar em casa.
Ou quando. A coisa por aqui vai longe.
Conforme o previsto: guincho.
Quer apostar quanto que chegando na oficina vai funcionar?
E ganha um brigadeiro com chumbinho (do bom) quem apostar que nao vai funcionar na hora do almoco, quando eu tenho que ir falar com a gerente do banco.
Ta facinho.

07 novembro, 2006

Dá pra parar, por favor?
Hoje a coisa estourou feio.
Meu cartão de débito foi clonado, na semana passada. E o prejuízo não foi pouco.
Tomei todas as providências e agora só me resta aguardar o desbloqueio da conta.
Tá.
Hoje, tinha contas a pagar e transferências a fazer. Não rolou.
As dívidas se acumulam.
Tenho 40 reá na carteira e o Cascão continua na oficina.
Estou começando a ficar seriamente preocupada.
Acho que vou levar o carro agora pra casa, porque na frente do mecânico o bandido sempre funciona.
Amanhã cedo, eu sei que ele não vai funcionar. Então, eu ligo pro guincho. Economizo a grana do táxi e ainda ganho o lanchinho da seguradora.
Na hora do almoço, tenho que ir ao banco. A gerente quer falar comigo.
Mesmo esquema: o carro vai estar no mecânico, portanto vai funcionar, certo?
Pra voltar pro trampo, ligo pro guincho, de novo.
Simples.
Foram os caras da seguradora que disseram pra eu chamar sempre que necessário.
E, no caso, trata-se de uma emergência level 5.
Nada mais justo.
Grrr.

06 novembro, 2006

Cinema em casa.
- Mãe, o áudio é 2.0 ou 5.1??
- Faço a menor idéia.
- Vou colocar 2.0.
- Que falta de ambição, minha filha! Fosse comigo, eu já chutaria 5.1 logo de uma vez.
Sejamos práticos.
A oficina fica a poucos metros da agência. Cheguei de guincho, shure.
Vergonha.
Encontrei um colega na calçada,
Ele perguntou e eu contei toda minha história triste.
Ele deu a solução no mesmo instante: - Taca fogo.
Gostei da idéia.
A chave do mistério.
O carro maldito não ligou no feriado. Chamei o guincho. O desgraçado funcionou na frente do técnico. Passei por louca.
Nos demais dias, o infeliz funcionou direitinho.
Hoje de manhã, adivinha?
Chamei o guincho de novo e deixei o carro no mecânico, conforme o combinado.
Pois não é que o filha-da-puta [o carro, não o mecânico] funcionou como se nada tivesse acontecido?
Até então, eu estava levando tudo na esportiva, com uma serenidade jamais vista em algum ser humano normal. Agora eu me enfezei.
O desgraçado só volta pra casa quando apresentar o defeito pro moço poder arrumar.
Mas já existe um diagnóstico.
Depois eu conto.

01 novembro, 2006

A coisa é complicada. Assim como tudo que me diz respeito.
Cascão tá com um problema misterioso, que ninguém consegue descobrir.
O atual já é o terceiro mecânico, em menos de 3 semanas.
É assim, ó: eu acordo de manhã, saio pra trabalhar. Ligo o carro e ele funciona.
Beleza.
Fim do dia, vou no estacionamento, ligo e ele não liga.
Ou pega no tranco. Ou eu, um táxi.
No dia seguinte, ele funciona normalmente.
No outro também.
Nas manhãs de reunião logo cedo, no horário em que todas as oficinas do Brasil estão fechadas, táxi.
Note que não existe um comportamento padrão.
Segunda-feira à noite, não funcionou. Táxi.
Armei o plano perfeito: deixei a recomendação expressa de que ninguém tentasse dar partida. O problema tem rolar na frente do mecânico pra que ele possa identificar a causa de tamanho transtorno e prejuízo.
Terça-feira de manhã, ligou.
Saco.
Dormiu na oficina.
Amanheceu funcionando que é uma beleza.
Ordinário!
Cheguei.
De táxi.
Bosta.
Digo bom dia porque sou educada.
Estou prontinha pra sair. Acordei disposta pro meu segundo dia como feliz usuária do transporte coletivo.
Chove torrecialmente.
Guarda-chuva ficou no carro. Do outro lado da cidade.
O prognóstico nao é nada bom.
Ta bom pra ti?

31 outubro, 2006

Pobre mortal.
Eu me sinto plenamente identificada com as camadas menos favorecidas da população.
Usei meu bilhete único e quase comprei fritura pesada na barraquinha do terminal.
Fiquei admirada. Nunca vi tanta gente bonita e cheirosa dentro de um coletivo. Oba! Vou ter ?amiguinhos do ônibus?.
Acho que vou optar pelo transporte público diariamente. Muito mais legal.
É.
Cascão pifou.

27 outubro, 2006

O dia.
O carro quebrou.
O táxi era até Cotia.
Trânsito lento.
O caminho, quase errado
A reunião atrasou.
O recibo não valeu.
A alça da bolsa arrebentou.
A unha quebrou.
E eu nem caí do salto.
Ainda.
E foi assim que eu voltei a me sentir a mulher quase mais feliz do mundo.
Eu disse quase.
Foi um longo dia.
Amanha, vai ser tbm.
Melhor eu dormir.
Nao sei se consigo.

26 outubro, 2006

Na boa.
Hoje, após um belo insight, tive a sensação de que tudo vai se resolver a contento. Só que de um modo completamente diferente do que eu sonhava. Tenho apenas que aceitar que vai ser assim. E pronto.
Chega de sofrer.
Sei não.
Desconfio que meu novo corte requer vistas quinzenais ao cabelereiro.
Me ferrei.

24 outubro, 2006

Momento Gilmore Girls.
Noite de domingo passado, voltando de um dia feliz na casa da Ciça-mãe.
Em plena 23, quase no Ibira.
Do nada, surgiram lembranças remotas dos tempos da Oli, ainda na fase da Pré-Escola. Coisa muito cuti-cuti. Ela era uma fofa e escrevia muito bem. Tinha idéias geniais, embora me deixasse louca com a opção quase religiosa de sobreviver à base de uma dieta pouco recomendada pelos médicos e pelos dentistas.
Eu: - Legal mesmo foi quando você respondeu, numa prova de História, que os homens primatas alimentavam-se de caça e de salsicha.
Ela: - Eu escrevi isso?????
Eu: - Escreveu. Preciso achar onde guardei essa pérola.
Ela: - Onde eles achavam o porco pra fazer a salsicha? Que absurdo! Há, há!
Eu: - O porco é o de menos, fia. Com um pouco de boa vontade ou de sorte, talvez desse pra encontrar. Mutações eram muito freqüentes, naquela época. Duro mesmo devia ser descolar um jornal em condições. Porque, você sabe, salsicha sem jornal pra temperar, não fica a mesma coisa.

Eu juro que tento ser uma mãe exemplar. Juro. É a maldita influência de Greg House que tem me prejudicado. :O)
A Mesa das 7 Mulheres. - Episódio inédito.

Final de tarde de um outro, outro sábado nublado, quase frio, porém alegre. Churrascaria.
Mesa redonda.
Água Tônica à vontade, sem uma gota sequer de gim na parada, note bem.
Uma conversa fiada rolando, daquelas que invariavelmente terminam no assunto filmes, esquema ?cinema + combo pipoca-refri, eu fui!? ou ?DVD + chocolate, eu desabei!?.
Eu ando deveras desatualizada nesse quesito, confesso. Só tenho visto enlatados americanos, na casa da minha mãe. Prudente que sou, fiquei apenas de ouvinte atenta. Acompanhe a conversa.

- ... então, é aquele filme que tinha sido rogada uma praga. Lembram? A pessoa seria transformada em algum ser do mar...
- Sei, eu vi! Eu vi! Mas num lembro o nome.

Até aí, eu tava boiando. Mas continuava tentando entender o pressuposto.

- Sim, a pessoa podia ser transformada em qualquer coisa, até numa sereia. Eu assisti!
- Mas virar sereia não é praga! É lindo! Lindo!
- Também acho... Pensou? Eu quero ser seria!

Comecei a me preocupar profundamente com o rumo daquela prosa. Fiquei na minha, porque todo mundo sabe que eu não sou de falar besteira. E o assunto prosseguia.

- Não, não acho que ser transformada numa sereia é uma praga. Eu sempre quis ser uma sereia, desde pequenininha...

Uma onda sonhadora começou a inundar aquela mesa.
Xii.
Comecei a refletir sobre o aspecto prático da coisa, se é que você me entende.
Achei melhor entrar com um dado de realidade, mesmo não tendo assistido à tal da fita:
- Meninas, onde vocês estão com a cabeça?
- ???? (em uníssono)

Minha indagação não surtiu o efeito esperado. Era chegada a hora de partir pra ignorância:

- Uma mulher transformada em sereia está condenada à inatividade. Impossibilita o principal. Mó friaca!
- ???? (novo uníssono)
- Anatomicamente pensando, meninas!... Hello-ow!!!

As fichas finalmente caíram.

23 outubro, 2006

Inacreditavel.
Pela primeira vez, em quinze dias, consegui chegar em casa pouco depois das 20h30.
Desacostumei. Nem sei o que fazer com essa eternidade de tempo livre.

21 outubro, 2006

"Nao ha bala perdida. Apenas desencontros."
(Ivan Lessa - revista Piaui - outubro/06)
Cortei o cabelo.
Estou me sentindo nua.
Na ultima vez que fiz isso, Olivia ficou uma semana sem falar comigo. Ela tinha 4 anos de idade. :O)
Desta vez, ela adorou.
Quero a segunda opiniao.
Liga?

05 outubro, 2006

No iPod: Roam - B52
Pra garota Gilmore.
:O)

04 outubro, 2006

São Francisco, rogai.
Embora o problema seja na bateria e nao na ventuinha, vou vestir minha camiseta do ventilador.
Bosta.
Reuniao as 9h, sem hora pra acabar.
Sao pouco mais de 7h e quem tah acabada sou eu.
O Cascao nao quer pegar. Problema na bateria desde sexta-feira passada.
Mecanico soh abre as 8h e tem hora certa pra fechar.
Entao tah.

02 outubro, 2006

Frivolidades absolutamente necessarias.
- Tenho me comportado muito bem, me alimentado direitinho e nao vislumbro mais renovar meu guarda-roupa com a colecao Primavera-Verao na Petistil.
- Preciso daquela bolsa preta da Dior, que eu vi na Elle. AGORA.
- Comprei uma bota gelo, bico fino, cano alto, salto agulha 9 cm. Linda. No pe esquerdo, tava pegando um pouco. Na sexta-feira, fui trabalhar. Na rua, as pessoas olhavam. Nao sei bem se era pra beleza da bota, ou se estavam notando o meu andar manquitola. Tava doendo pra burro. Faltou-me um Chandler pra me carregar.(lembra do episodio de Friends, 8a temporada?)Pois eh.
- Se alguem souber como se faz pra remover hematoma sob a unha do pe, serei eternamente grata. A unha do dedao do pe direito ficou bastante prejudicada. E nem doeu. Tenho que voltar ao esmalte vermelho nos pes. Vermelho.
- Eu e Oli bem que tentamos, mas foi impossivel assistir O Diabo Veste Prada. Lotado. Nos acabamos de engordar na Parmalat, pra nao perder o passeio. :O)
- Compramos um vestido lindo,em sociedade,numa loja completamente improvavel. Essa eh a vantagem de ter filha adolescente, somada ao talento de uma mae boa no garimpo.:O)
- Oli escreveu um depoimento lindo pra mim, no Orkut. Chorei.
Eu sou uma besta quadrada.:O)
1907.
Lembro-me disso como se fosse hoje.
Arrepios.
Era início de abril. Eu, sentada na minha varanda ampla, com calendário e bloco de notas pessoais sobre a mesa, ouvindo Oasis. Tracei planos sobre os meus vôos futuros.
Uma vinda a São Paulo estava inclusa naquele pacote hipotético.
Justamente naquela sexta-feira, 29/09. Pra cumprir o tal do dever cívico, no domingo. E comemorar o aniversário da Olívia, no dia 5/10.
Muito provável que seria naquele vôo finado. Tudo iria depender apenas da melhor tarifa, conforme a indicacao da minha santa Izabel, o meu anjo manauara pra esses assuntos de deslocamentos.
Quis o destino que eu entrasse em rota de colisao bem antes. Voltei pra casa. Esse penaulti não era meu.
Sensação estranha.
Fiquei passada.

28 setembro, 2006

Seis coisas muito rápidas sobre mim.
1- Há jobs em tudo que eu vejo.
2- Há 5 dias não sei o que é TV. Sem reclamar, veja só.
3- Preciso urgentemente cortar o cabelo. Não sei como nem com quem. Nem quando.
4- Pediram o n. do meu RG, na entrada do prédio. Dei o da placa do carro.
[algumas coisas não mudam nunca].
5- Engordei 4 kg. Só faltam 2.
6- Estou quase feliz. Quase.

22 setembro, 2006

Sei lá.
Mil coisas.

20 setembro, 2006

Desejem Feliz 2006 pra mim!
O ano acabou de recomeçar. Foi em 13 de setembro.
Quem sabe, de agora em diante, 2006 deixe definitivamente de ser o ano do cão e volte a ser apenas o ano do cachorro. E nem precisa ser um labrador. Só cachorro, já tá bom.
Obrigada, viu?

19 setembro, 2006

Alê Totalmente Bridget mandou. Então, eu considero como uma ordem.
Mas calma, aí.
Ainda tô juntando as 6 coisiquinhas. :O)
Tá na bula, pra quem quiser ler.

"Contra-indicações: hipersensibilidade compravada a produtos originários de células de ovário de hamster chinês."
E eu não tô de sacanagem. Te juro.
Fiquei imaginando o diálogo entre médico e paciente.
- Tem alguma hipersensibilidade comprovada a produtos orignários de células de ovário de hamster chinês?
- Que eu me lembre, não, doutor. Tive problema com um hamster, uma vez. Mas não era chinês.
- Ótimo.

18 setembro, 2006

Cascao voltou pra oficina.

Sábado, eu conheci a ira em estado bruto. E bota bruto nisso.
O barulho voltou, como se nunca tivesse visto um mecânico.
Em Manaus, isso se resolveria facinho. A golpe de terçado.
Grr.

15 setembro, 2006

Dr. House, em eletrizante episódio inédito.
- Precisamos testar o limite da dor que está causando os delírios.
- Como se testa o limite da dor de uma pessoa?
- Simples. Machucando-a, responde House, dano de ombros e levantando uma sobrancelha só.
Ai.
Tamanho pragmatismo não é encantador? :O)

13 setembro, 2006

Pre-datado.
Tava eu fazendo minha ficha, na oficina do Lilico.

O assistente do chefe, um garoro de uns vinte e pouquissimos anos, diante do computador, fazia o inquerito. Me senti na 39a. DP.
- Data dde nascimento:
(Oba! Vou receber cartao de aniversario!)
- A sra. acredita que eu tive 3 namoradas que nasceram nesse dia?
- Tres? Duas, va la. Mas, tres?
- Tres, dona Ana.
- Rapaz, eu nunca vi isso na vida. E olha que eu ja vi um bocado de coisa. Vem ca: tres, na sequencia?
- Uma seguida da outra.
- Voce tem talento, cara. Nunca vi nada parecido.
- Eh, dona Ana. Talento pra arrumar encrenca. A sra. nem queira saber.
Melhor nao.
-
Momento E.R. II
Cascao foi deixado as pressas na UTI.
Aquele barulho tava se tornando insuportavel. Eu tava passando vergonha.
Ontem de manha, deixei o coitado na oficina do Lilico. VE se isso eh nome de mecanico.
Lilico, sujeito antigo no bairro, eh um negao de quase dois metros de altura. CAmiseta imunda, nao de graxa. Sei nao, me pareceu ser gordura de pastel.
Fomos dar uma volta no quarteirao, pra ele ouvir o barulho, tao dificil de explicar na base da onomatopeica.
Ele foi dirigindo e eu ja sabendo que isso nao iria funcionar.
- Dona Ana, essa imbriagi ta dura demais.
(dura vou ficar eu, na hora do orcamento, misifio)
- Pra mim ta normal. O lance eh o barulho. Nao vamos pensar na embreagem agora.
- Dona Ana, como a sra. consegue dirigir com a imbriagi dura desse jeito?
- E que eu sou Ninja, Lilico. Ninja.
Duas quadras depois, nada do lazarento do Cascao fazer o maldito barulho.
- Lilico, encosta esse carro agora. Eu dirijo.
Meia quadra adiante, bingo! Eis o barulho.
- Eh grave, doutor?
- Freio traseiro. Vai ter que trocar as panela. (sic) Mas a senhora reparou que eu abri uma loja de seminovos do lado da oficina?
O que ele quis dizer com isso?
Meia hora depois e muitas centenas de pratas mais pobre, deixei o Cascao internado.
Lilico me convenceu a fazer a tal da imbriagi.
Fica pronto na quinta.
Acho.
Momento E.R I
Segunda-feira. Dia raro de compromisso importante, marcado pras 17h30. Rodizio. Hora ruim. Esquema milimetricamente armado.
Inicio da tarde, toca do telefone: Olivia.
- Mae, nao se assusta. Err... Ta tudo bem.
Quando filha (o) liga e inicia a conversa com esse tipo de discurso, uma coisa eh certa: ou fez ou aconteceu alguma merda. E da boa.
- Tudo bem?, imaginando a natureza e o tamanho da encrenca.
- Mais ou menos. Eh que, ipo assim... Eu nao me senti bem.. Err... Eu desmaiei. To na enfermaria do Santa Cruz e nao posso sair daqui sem a autorizacao de um responsavel.
No caso, eu.
- EU VOU TE BUSCAR AGORA!!!!!
- Nao precisa. E soh falar com o moco da enfermaria e dizer pra ele que voce deixa eu sair. Tenho Ingles, as 2 horas. Conversa com ele.
- VOCE ALMOCOU?????
- Nao. Eu desmaiei antes.
Ai, meus sais.
Soube depois que juntou gente. Ela ouviu sermao do enfermeiro, do seguranca do shopping, do bombeiro que ajudou a carregar e de uma velhinha que tambem tinha passado mal e tava de repouso na enfermaria.
Outra que espertinha que tentou pular o almoco. Aposto.

11 setembro, 2006

E o Trofeu Vaselina da semana vai para...
Ricardo Lisias - escritor.
Em entrevista para o Caderno 2- Cultura, no Estadao de domingo.
Confira.
I love Dr. House.
Hugh Laurie, manja?
Casa, comida e roupa lavada pra ele.
O que me encanta eh o cinismo defensivo. :O).
(meu teclado continua não funcionando direito. Hunf!)
Feriadao.
Eu e Olivia, na casa da Cica-Mae.
Cica recolheu-se aos seus aposentos, pelo adiantado a hora.
Eu e Oli, diante da TV.
House no ar. (pelo Universal Channel)
- Mae, eu morro de curiosidade: o que Dr. House tem na perna????
- Filha, minha pergunta e outra: Dr. House TEM uma perna???
- :O)))
Go on.
A vida segue, a passos inusitados. Mas ta seguindo.
Meu carro.
Ai, o meu carro tao amado e incompreendido, o Cascao.
Continua com aquele barulho maldito.
E ninguem sabe do que se trata.