27 agosto, 2002

Batata Ruffles??? Nem pensar.

Costumo com o bom e velho hábito de consumir, menos 55g de batata chips por dia.
Descobri a marca que vai dominar o mercado: as batatas Crony.
Eu juro. É assim mesmo: Cro-ny. Tá na embalagem.
Igualzinha à Ruffles, na crocância e no sabor. A diferença tá no preço: R$ 0,70 mais barata.
E quer saber mais?
Tem selo For Export e tudo. Coisa fina.
Só como batatas Crony, de agora em diante.
Sozinha em casa.



Estranhei um bocado a ausência do Marujo em casa, nesta primeira noite.
A casa é muito grande. Tem um corredor muito comprido e escuro. Faz lembrar um pouco o hotel do O Iluminado. Brrrrr. Medo.
Coloquei o mala do Redinho pra ficar tomar conta dimim. :O)))) – Se Godzila souber disso, nunca vai me perdoar. :/
A Orca ficou pra fora pra cuidar das praguinhas.
Aliás, depois eu conto o que as pequenas pestes me aprontaram esta noite.
Hunf.

O segredo dos óleos bifásicos para banho.

O frasco é lindo. O princípio é o mesmo da embalagem de 2 litros do sorvete Napolitano.
A diferença é que o sorvete Napolitano é trifásico e o meu frasco de óleo para banho é bifásico.
Tudo é muito simples: o óleo de andiroba e o óleo de maracujá fica formam duas camadas.
Você sacode o frasco e vira uma mistura só: o óleo de andiroba causa um relaxamento muscular profundo e o óleo de maracujá tem efeito calmante.
Marujo disse que eu sou otária. Que o óleo bifásico é coisa pra pegar trouxa.
Agora, volto a perguntar: o que os homens entendem de cosméticos? Hã?
Sinceramente, não sei como pude viver até hoje sem um óleo bifásico.



Simplificando os rituais de beleza.
Dias desses, eu não se contive. :pppp : comprei vários sabonetes da Sementes Amazônicas.
Vê se você seria capaz de resistir.
Copaíba: combate o excesso de oleosidade da pele e tem efeito cicatrizante.
Andiroba: ação bactericida e fungicida.
Buriti: rico em betacaroteno, deixa a pele macia e hidratada, favorecendo o bronzeamento.
Cê güenta??? :O)

Então ficou assim: uso o sabonete de copaíba à noite, para retirar o excesso de oleosidade e impurezas.
Pela manhã, uso o sabonete de andiroba nos pés e nas axilas. Funciona mesmo o desgraçado. No calor da porra que faz nesta terra, ele não deixa mesmo o chulé e a catinga tomar conta.
No corpo e no rosto, eu uso o de Buriti.
Depois do banho, eu uso o óleo bifásico de andiroba e maracujá no corpo e óleo de massagem de andiroba nos pés.
Não é simples e prático? :O)
Você pode estar se perguntando: que cazzo é óleo bifásico?
Isso é uma longa história. Senta aí.

Sementes Amazônicas.
Tenho feito grandes descobertas nestes primeiros dias.
Sementes Amazônicas é uma marca de cosméticos que tem sabonetes, sais para banho e óleos para massagem maravilhosos.

Paraenses experientes advertem..

Recebi do Fer: cuidado com o exagero no sorvete de açaí com tapioca. Se não tomar cuidado, daqui a pouco seu nariz vai deixar de ser assim :o) pra vai ficar assim :O) .
Valeu, Fer! Estou revezando o consumo de açaí com castanha-do-pará.
Boa alimentação.

Estou mudando radicalmente meus hábitos alimentares: muita fruta, sucos naturais, queijos, queijos e mais queijos, pouquíssima carne – mesmo as brancas e magras - , só pães integrais variados – de fibras, de aveia, de centeio, de semente de linhaça - , ovos e toneladas de sorvete de açaí com tapioca e de castanha-do-pará, ambos com granola.
Pra não dizer que estou uma natureba insuportável e astênica, tenho compensado com visitas semanais ao Mc Donald’s e ao Bob’s. Tudo acompanhado de muita batata frita saturada de gordura, sal e catchup de procedência duvidosa. Afinal, equilíbrio é tudo, é o que eu sempre digo. :p

26 agosto, 2002

Visuca Alto-Verão.
Demorou, mas tomei coragem.
Antes de embarcar pra Belém, fiz uma visita muito séria ao cabelereiro.
Radicalizei. Chutei o balde.
Cortei a franja, repiquei a lateral e tirei quase um palmo do comprimento.
Pra foder de vez, migrei do castanho-claro-anta para o loiro-escuro-dourado com alguns reflexos mais dourados. Praticamente, uma perua.
Olhando daqui, até que ficou legal.
Gostei.
Só quero ver quando chegar a hora de retocar as raízes.

Bosta. Tinha esquecido desse detalhe. :{
Marujo ainda não tem uma opinião completamente formada sobre o resultado. Tá em estado de choque. :O)


Eu e os filhotes.
Contrariando todos os meus propósitos e comprovando que eu sou uma mulher sem a menor disciplina e auto-controle, confesso: 4 dos 8 filhotinhos da Orça já tem nome.
Saco.
Não resisti. :O)
Mas, sinta só o drama e veja se você resisitiria:
Magda – uma pequeninha, a menor da ninhada. Linda, toda vermelhinha, de luvinhas brancas nas patas dianteira e meio colar branco no pescoço. Tenta imitar o comportamento dos irmãozinhos, mas faz tuuuuudo errado. Burrinha de dar dó. ;O)
Maria Bonita – também era uma das condenadas à morte da ninhada. Nasceu pele e osso, mas conseguiu sobreviver. Adora um colo e parte pra jugular do infeliz que chegar perto quando ela tá pedindo atenção. Uma peste, a cabra.
Tony Tiger – filhote de pelagem tigrada, todo saradão. Parece um pacote de Sucrilhos.
Papão – gorduchão, guloso. Come mais que todo mundo, mama mais que todo mundo. É o bicho. :p (qualquer semelhança com o apelido do Paysandu, que derrotou o Flamengo no último domingo não é mera coincidência :p)

Você pode estar se perguntando: o que essa anta entende de futebol?
Respondo: Porra nenhuma. :p

Coisas que só acontecem comigo. Episódio de hoje: O Feitiço de Áquila.
Acreditem, eu não estou brincando.
Exatamente no mês em que fui chamada para trabalhar em Belém, o Marujo foi convocado para uma inspeção em Tucuruí. Ficará dez dias embarcado.
Agora, eu pergunto: mera coincidência ou pura feitiçaria??
Meleca!
Bastaram apenas 13 dias sem blogar pra eu levar uma dura da Ale – Totalmente Bridget.
Pronto. Lá vai.


Novidades no Front.
Estou em Belém desde o dia 19 último e devo ficar por aqui nas próximas 4 semanas.
O trabalho é divertido, tranqüilo. Estou gostando muito.
Estou, praticamente, falida. Mas não vou pensar nisso agora.

13 agosto, 2002

É. A noite promete ser emocionante. Depois do Jô, vai passar uma comedinha com a Doris Day, às 3h da matina, tem Friends, provavelmente, outra reprise. Sim, e Godzila ronca como um urso no sofá.
Onde foi mesmo que eu deixei meu Lexotan?
Há duas noites, estou completamente insone.
Esqueça, Rê. Lexotan é só para emergências. E já tive a minha no sábado. ;O)
Tá certo que é legal ver o dia amanhecer. O duro é acordar ao meio-dia. Isso é muito feio.
Vou fazer meu chá de ursinho, aconchegar-me no sofá com Godzila e ver que bicho dá.
A pergunta que não quer calar é: porque diabos toda vez que alguma novidade está pra acontecer na minha vida, a Globo resolve transmitir filmes com desastres aéreos?
Façam suas apostas.
Em breve, episódio inédito da série Coisas que só acontecem comigo.
O desfecho promete ser inusitado. Aguarde.
Depois, fiquei imaginando o que ele irá dizer quando um chef for ao programa para preparar um caldo verde.
Xá pra lá..
Estou de saco cheio de ver TV. É impressionante o número de reprises na TV a cabo. A TV aberta, esquece.
Só não perdo :O) a Namaria e Louro José.
Aliás, tá cada dia melhor esse menino.
Outro dia, ele experimentou um prato de petit gateau, virou-se para a câmera e falou, solenemente: - Minha senhora, esta é a primeira vez que a TV brasileira mostra um papagaio comendo um gato.
Não é meigo? :O)
Quer saber como fazer um sanduíche de sopa de legumes?
Pergunte-me como.
Ah! Sim, lembre-se também de degustar seu sanduiche de sopa natural de legumes à uma distância segura do seu teclado. Se é que você tem alguma estima por ele.
Boa sorte.
Pra não dizer que não fiz nada de diferente, outro dia preparei um sanduiche de sopa.
Sim, de sopa de legumes.
Você pode tentar fazer isso em casa, mas aconselho a manter longe do alcance de crianças e de animais domésticos.
Não tenho feito muita coisa interessante. Total falta de assunto.
Contrariando todas as previsões, estou viva.

27 julho, 2002

Não saiam daí. Eu prometo voltar, ainda hoje.
Sim., isto é uma ameaça. :p
Sessão Descarrego - sob o patrocínio de Edir Macedo.
A pergunta que não quer calar é: quem foi o filho da puta que fez a porra do meu outloko travar? Vá de retro, mi si fi.

Padre Quevedo, tá na escuta, mano? Hunf!

Como nem tudo é só desgraça por aqui, tenha fé: enquanto há queijo na geladeira, há esperança.
Uma Absolut, nem pensar, né? - essa é a outra pergunta que não quer calar.



Sessão Nostalgia.
Ando tendo sonhos muito interessantes, ultimamente.
Nesta madrugada, sonhei com o Pereba.
O Pereba é um coelhinho de pano, feito de retalhos. Foi o primeiro bichinho a quem minha pequena Olìvia se apegou.
Ela o tem até hoje, guardado em segurança na casa da avó. Temor ao Godzila.
Sim, faz sentido.... :O)))


Mas, errr.., voltando à saia justa...
Alezinha, nossa redenção está a caminho, fofis.
Eu e a Rê abrimos uma saída de emergência perfeita: você acaba de ganhar um almoço exclusivérrimo, preparados por euzinha e pela Rê.
Na casa da Rê, é claro. Meu cafofo anda meio intransitável. Culpa do Godzila. :p

Eu preparo a tapioquinha com queijo, bárbara e dos deuses, com tecnologia exclusiva.
E a Rê dá conta da abóbora com camarão.
Tá, a Rê lembrou que você não gosta de camarão. Mas, abóbora com frango ou com carne seca também fica legal, né? :O)
Se você preferir, posso fazer tapioquinha com côco, de sobremesa.
Ou a gente faz doce de abóbora com côco e compra um frango na padaria. Aqui do lado, eles assam junto umas batatas, naquelas TV de cachorro. Delícia.

Ok, ok.. Sei que a minha batata está assando. Não ria, não, Rê. A sua também deve estar.
(Amigos, cês num tem noção do que é a Alê irada. Medo!)


Então ficamos assim: almoção marcado na casa da Rê e a Alê escolhe o cardápio. A pizzaria delivery, pertinho da casa da Rê também é legal. Eles têm até cigarro. Entregam cerveja. Uma maravilha. :O))))



Sessão Choradeira:
Estou sem o drive D há dois meses. O drive A pifou, faz tempo. O meu outloko inventou de realizar operações ilegais, há 3 dias. Rezo a Deus que ele não tenha se envolvido com crack.
Estou, praticamente, incomunicável.
Bosta.

Pronto, passou.
Por falar nisso, Os Normais deveriam ser rebatizados como Os Insanos.
Num é por nada, não. Mas a Fernanda, a escritora, anda perdendo o tom e carregando na tinta.
Ela tá se saindo melhor no Saia Justa, lá do GNT.
Sessão Mea Culpa:
PERDÂO, DE JOELHOS, ALÊ!!!!!!!!!
Gente, eu não fui na festa do niver da ALÊ BER, Totalmente Bridget.
Eu confesso. Sucumbi ao meu stress, sorry.
Fui derrubada por um meio Lexotan, dose prescrita, logo após o episódio do Os Normais.
E a vida continua por aqui.

O inverno não parece tão longo e tenebroso como se anunciava por aqui.
De um jeito ou de outro, a gente se salva.
Thanks, mom. :O)

24 julho, 2002

Têm coisas, que por mais que eu tente, não consigo entender.
Eu juro que me esforço.
Mas. Hum. Por que Friends e ER é só reprise?
Por que inventeram o telemarketing?
Por que eu atendo à uma chamada telefônica, se a grande chance é de que seja uma chamada de telemarketing?
Por que as mocinhas do telemarketing falam todas em locução verbal, no gerúndio?
Por que o Quino matou a Mafalda e o Angeli matou a Rebordoza?
Saco!
Isso que dá fazer psicoterapia existencialista.
A Lu, do Solomio, mandou uma série de mensagens muito legal pra mim.
Thanks, Lu. Te devo mais essa. :O)
Tenho aprimorado, diariamente, minhas técnicas de preparo de tapioquinha.
A recheada de 2 queijos continua reinando, imbatível.
Até a Elba Ramalho apareceu por lá, rezando e tudo. Vi na TV.
E eu que achei que já tinha visto de tudo nessa vida.
Estou organizando excursões, a preços camaradas, para o Janelão de Ferraz de Vasconcelos.
(pelo jeito que a coisa anda, tá me parecendo uma espécie de Piscinão de Ramos Local, edição de Inverno. )
Alô, Datena?
E por falar em prazo de validade, definitivamente, eu sou uma forte candidata a ser dispensada do rodízio de carros, em Sampa.
Sou um produto perecível, afinal. :p
Não se atreva a morrer antes de ter lido O Lobo do Mar.
Peça prorrogação do seu prazo de validade ao Homi, se for o caso.
Ontem, pela enésima vez, assisti à reprise do Naufrágo, no Telecine.
É incrível como as coisas fazem sentido na minha vida.
Tenho lido alguns livros interessantes e também assistido à coisas interessantes na TV.
O Saia Justa, GNT, canal 41, pra quem assina a Net, foi bem interessante.
Papo-calcinha da noite4: técnicas exclusivas pra fazer xixi em pé, em banheiro público.
E perdão pelo trocadilho infeliz. :O)
Foda-se.
Ei! Cadê? Eles estavam por aqui. Juro que estavam.
Meleca. Lá se foram os meus arquivos, de novo.
Saco.

23 julho, 2002

Só agora que eu vi. Teclei errado.
A Orca pariu quatro meninos e quatro meninas.
São OITOS maletinhas, todos vermelhinhos, como o mala do Redinho.
Caraio.

21 julho, 2002

Eu hei de sobreviver.
:O)

20 julho, 2002

A Orca pariu: dois meninos e duas meninas.
Marujo há de sobreviver. ;O)
Essa, eu aprendi hoje.
Amigos são fundamentais. :O)

18 julho, 2002

Como nem tudo é só desgraça por aqui, ainda resta-me um certo otimismo. E uma certa dignidade, porque tenho um nome a zelar. Certo?

Grrr.

De autor desconhecido: "Em alguns casos, é melhor a angústia da dúvida, do que a certeza da dor".
E num é que faz sentido?

Hunf!
Uma pobreza franciscana por aqui. Coisa de dar dó.
Estou aceitando doações sinceras. Do tipo: meigas pilhas AAA pro meu Palm 100, antes que eu o anuncie no E-Bazar, por 30 conto. Precinho de ocasião. Topas?
Ração Premier, pra cães de ambientes pequenos. Godzila está comendo, emergencialmente, Pedrigree - raças pequenas. O pobrezinho já começa a me olhar com uma cara esquisita. Medo.

O próximo passo, rumo ao despreendimento total, é passar a fumar Derby, comprado por unidade, na barraquinha do camelô perto da Igreja de São Judas.
Tenho que parar de fumar.

Danou-se.

Cá estou.
Amanhã é dia do amigo. Saudações, camaradas de plantão! :O)


Que frio da porra!
Sinceramente, isso não é vida.

11 julho, 2002

Por falar no maleta, tô com saudade.
Daqui a pouco, vou buscá-lo no hotelzinho.
Apesar de ter ficado com o coração um pouquinho apertado ao ter notícias do frio selvagem que tá fazendo por aqui, nos últimos dias, eu tava em paz. Godzila tá no hotelzinho da Simone e, mãe cuidadosa que sou, :ppp, lembrei de colocar a mantinha azul na bagagem do monstro. Não sou tão cruel quanto pareço. :O)
Trouxe pra São Paulo uma carga quase vitalícia de farinha pra preparar tapioquinha com queijo, por aqui.
Essa coisa vicia que é um inferno.
Godzila que não se atreva a chegar perto.
Hunf!
Desastres gastronômicos e gastro-intestinais à parte, conheci um pouco mais de Belém, desta vez.
Transitei sozinha pela cidade, descobri caminhos diferentes, me perdi, é claro.
E aqui vai a dica: os frentistas de Belém são uma fonte segura de informação sobre caminhos seguros, caso vc se perca pela cidade.
Fiz compras na feira-livre do Ver-o-Peso como uma habitante da cidade, pechinchei - sem sucesso - o preço do mamão-papaia, comprei farinha pra fazer tapioquinha em casa. Isso sim, foi um sucesso.
:O))
Deixa pra lá. Amanheci no outro dia com a sensação de que o pouco que eu tinha engordado naqueles dias, foi-se, literalmente, água abaixo.
Melhor esquecer.
Pra falar a verdade, prefiro tomar mais 5 baldes de sopa de caranguejo do restaurante do Dedão a enfrentar o frio desgraçado que tá fazendo por aqui.
Por falar nisso, aquele Napoleon que eu tinha pedido, ninguém prodvidenciou, né?
Saco!
Acordei cedinho. Feliz. Os pássaros cantavam. O céu estava azul.
Levantei. Preparei um lindo café da manhã diet.
Coloquei numa linda bandeja e levei pra cama, para acordar o Marujo, no melhor esquema " Um dia perfeito".
Eu sei. Isso é patético. O pior ainda estava por vir.
Marujo saiu pra trabalhar, honrar os impostos pago pelo contribuinte. E a Amélia aqui voltou pra cama, pra acabar de ver as aventuras de Louro José em Orlando.
Foi quando eu comecei a vislumbrar que a morte existe mesmo e ela tava olhando pra mim.
Depois da nona vez, concluí que, com o perdão do trocadilho infeliz, a morte deve ser uma merda.
Sorry.
O restaurante do Dedão é um lugar, posso dizer, pitoresco.
Um pé-sujão divertido: brega rolando solto na caixa de som, uma decoração que junta tudo numa coisa só, os comerciantes locais tem painéis de serviços pintados nas paredes e na tv, tava rolando um futebol. Pela atenção do Marujo, devia ser jogo do Vasco.
Fomos ao que interessava: ao cardápio de entradas.
E lá tava ela, reinando absoluta: sopa de caranguejo. O preço? Seis reá.
Praticamente, uma doação!
Aqui é o lugar. O Dedão deve ser um cara legal.
O garçom, figuraça, foi logo fazendo as honras da casa: cerpinha export pra euzinha, müchen pro Marujo e um balde de sopa de caranguejo, que, sem sacanagem, dava pra 5 pessoas comerem honestamente.
Eu comi tanto que nem deu pra registrar se o Vasco perdeu ou ganhou. Foda-se.
No dia seguinte...... :O)))
A noite da sopa de caranquejo foi divertida. O resultado foi trágico. Tragi-cômico, diria vovó.
Saímos do supermercado tardão, a bordo de comprinhas insuportavelmente saudáveis.
Volto a dizer: Marujo está numa dieta brabérrima. Já perdeu uns 8kg. :O))
A caminho de casa, ele chutou o balde: - Vamos comer lá no Dedão.
- Tá. Explica direito como é que é isso.
- Caranguejo. Sopa.
- Eu amo o Dedão! Eu quero!!!!!!
E lá fomos nós.
Foram dias felizes, em Belém.
Dias calmos, lânguidos, repousantes.
Calor, muito calor. Adoro o calor.
Comi como uma porca. Devo ter engordado os dois e 1/2 quilos que estavam faltando na minha carcaça.
Minha dieta básica foi, digamos, heterodoxa: tapioquinha com queijo e capuccino, no café da manhã, no lanche da tarde e antes de começar o BBB II. Sorvete de açai com tapioca + granola com amêndoa e canela a cada intervalo comercial na TV. Generosas fatias de queijo de búfala entre as refeições, sopa de caranguejo - hum, tive um acidente quase fatal com uma sopa de caranguejo, mas sobrevivi.
E como sou uma pessoa disciplinada, que cuida rigorosamente da alimentação, Raris 7 cereais, frango e peixe, diariamente. Tudo com muito catchup picante e/ou shoyo, porque o Marujo tá numa dieta desgraçada. Tem que comer tudo sem um tico de sal. E eu não güento. Minha pressão arterial vai a 3X4 no calor. Tenho que comer sal, senão eu fico fraquinha. :>)
Acabo de notar: os dedos dos meus pés estão gangrenando pelo frio.
Um Napoleon, plizzzzz!!!!
Não repare a falta de jeito.
Cheguei há pouco em casa. Foram mais de 7 horas de vôo, com o agravante que foi pela Vasp.
Dá um desconto.
Sem contar o choque térmico: saí de Belém com uma temperatura local em torno dos 31oC e desabei por aqui sob uma temperatura siberiana. Neurônios, músculos e ossos congelados.
E num é que eu voltei?

24 junho, 2002

Sunshine Days!! :O)))

No próximo domingo, vou a Belém. Cuidar dele, dar carinho, preparar chazinhos, essas coisas.
Ganhei a passagem de presente.
Bosta. Sou apaixonada por ele, fazer o quê?
O Marujo tá com pneumonia. Pneunonia branda. Mas uma pneumonia.
Saco!!!!
Na primeira semana de julho é aniversário do Marujo. E fui eu que ganhei o presente, uia só! :O)))
A Orca, minha boa e velha Orca tá prenha. Fez um cio seco e o Marujo não se deu conta.
A Orca costuma produzir uma ninhada generosa.
Aguardem emoções fortes. Hunf!

08 junho, 2002

Estou morta! Dia duro, hoje.
Acordei às 5h30 da manhã, achando que o jogo era às 6h.
Maldição!

Raios duplos: perdi o bolão, armado pela molecada aqui do prédio.
Apostei no bom e velho 2 X 1.
Lá se foram dois réa. :/

Por volta do meio-dia, segui pros lados desconhecidos de Santo André, a bordo da pequena Oli, que me fez o favor de armar uma parada suicida: ir buscar duas amiguinhas delas em suas respectivas casas, uma beeeemmm longe da outra. E chegarmos em Santo André, num lugar que eu não tinha a menor noção, às 13h30. Tudo isso pra enfrentar uma maratona de 4 horas, num amistoso de futebol de salão dos meninos da escola dela, sob um ginásio coberto com telhas de amianto, à uma tempertura de 31o C .
Topas?

Ok, quem mandou?
Agora, güenta o tranco, fofa!



E lá fomos nós...
Um calor dos diabos.
E eu com a vaga impressão de que estava errando o caminho.
Sabe-se lá como, chegamos.
Eu daria meu braço braço direito por uma cerveja gelada, mas não era o caso.
Na cantina da tal escola só tinha refrigerante, isotônicos e chá diet de limão.
E alguns pães de queijo de aparência duvidosa.

Oli olhou no fundo dos meus olhos e, sem noção de perigo, disparou ..: - Errrr. Agora que eu lembrei.. E se a gente desse um pulinho lá em casa pra pegar umas tampas de panela??? Fazer um panelaço na torcida? Hã? Tipo: "ai, ai, ai, ai, em cima, em baixo, puxa e vai". Que nem a Tina, do BBB!!!! ;O)
- Esquece. :/

E lá foram as meninas, fazer sucesso na torcida da escola.
E eu, pagando o mico: você que é mãe da Oli? Vc que trouxe as meninas? Que lindo, né? Que amizade linda a deles, né?
E eu olhava pra cima e pensava: quem foi o filho da puta que armou esse ginásio com telha de amianto, deusdocéu?
Sorry! É tudo muito meigo, mas dá um desconto.

E fizemos um vôo no stop, de Santo André rumo ao Shopping Paulista. Eu no comando. Cansada, destreinada, a bordo das 3 pré-aborrecentes, rumo ao segundo round: a festa no PlayLand.

Ao avistar o cenário, confesso que comecei a sentir saudade de Godzila, do meu sofá e do meu micro.
Caraio!


Relax!
Nada pode ser tão cruel hoje que piore, amanhã.
Domingão é dia de atravessar mais trocentos quilômetros, pra visitar Cissa-Mãe. E com Godzila a bordo. Emoções fortes, pensa o quê? ;O)

Tô morrendo de saudade da Cissa-Mãe.
No fundo, no fundo, me diverti um bocado com as meninas. E torci como uma doida pela vitória mais do que merecida dos meninos.
Foi um dia divertido.
Bizarro, mas divertido.


Tenha fé! Amanhã será pior! ;O)

05 junho, 2002

Meu Marujo tá doente.
Tadinho.

Estou mais ou menos feliz.
Assisti ao Os Normais. :O)
Adoro Os Normais.
Meleca! Há uma semana, eu tava lá, comendo pizza quadrada com catchup e vinho.
Saco!
Amo meu Marujo, mais do que assistir ao Os Normais sozinha em casa.
Meleca!

03 junho, 2002

Voltei.
Acabo de desembarcar em casa. Foram dias longos. Longos e divertidos.
Aliás, fazia tempo em que eu não tinha dias tão ativos.

Cheguei em Belém, na quarta-feira passada, às 12h30.
Isso significa que acordei às 6h00 pra arrumar tudo, não esquecer nada e embarcar às 7h30. Uma correria do cão.
A TAM e meu anjo da guarda armaram uma força-tarefa do bem e tudo deu certo, sem muito stress. Eles tavam me devendo essa, faz tempo.


Quando Marujo me encontrou no aeroporto, ele tomou um susto. Ficou muito mal impressionado com meu aspecto cadavérico.
Hunf! Saco! Perdi mais de 3 kilos naquela brincadeira da crise gástrica.
E eu tava cansada: há mais de 6 horas em trânsito. Tá certo que eu tive a sorte de pegar um assento no corredor e nenhuma criatura sentada na fileira do meio.
Aprendi o caminho e todos os truques pra não morrer de tédio, com as cinco horas de vôo: saindo de São Paulo, assista ao filminho que passa na telinha enquanto degusta o serviço de bordo. Tire uma soneca até chegar em Brasília.
Quando decolar do JK ao Val-de-Cães, leia um jornal inteirinho. Leia tu-do- editorial, agrofolha, classificados, obituário, horóscopo, o diabo. Se o vôo estiver atrasado, aproveita pra fazer palavras-cruzadas também. Passa rapidinho. :p


Marujo decretou um feriado oficial de engorda pra essa pobre Jamanta que vos tecla.
Ele me desovou em casa e seguiu de volta pra Marinha, de uniforme e quepe branco. Uau! |:O) .
Fiquei em casa. Adorei. Nem quis ficar com o carro. Tava com saudade. Na verdade, ainda não tive tempo suficiente pra assumir completamente a função de rainha daquele lar. :O)
Tudo seria perfeito se tivesse algo comestível na geladeira. Tinha água sem bolota, coca-light sem gás, 2 garrafas de vinho, queijo ralado, um camembert com validade vencida, nenhuma migalha de pão e super bonder.
A desgraça daquele lugar é que não tem nenhuma padaria ou boteco nas imediações. Quase morri de inanição.
Marujo voltou eram mais de 21h e eu tinha impressão de que eu estava uns 2kg mais esquelética. Li Freud, ouvi Jam Garbarek, assisti alguns DVDs, li alguns artigos sobre cães, evitei assistir programas de culinária, por motivos óbveis. Enfim, sobrevivi.



Ok. Vamos ficar em casa. Vamos pedir pizza e tomar vinho. Dormir cedinho, pra acordar com o dia amanhecendo e aproveitar bastante os próximos dias.
Ueba!
Cinqüenta minutos depois, e eu mais 1kg mais magra, chegou a pizza.
Uia só! A pizza é quadrada!!!!! Eu nunca tinha comido pizza quadrada, rapaz!
Então, já que é assim, passe o catchup pra cá, por favor.
(Lá em Belém eles entregam pizza quadrada com meigos sachês de catchup e maionese. Medo! )
Cheguei à brilhante conclusão que pizza quadrada com catchup e vinho é uma combinação interessante. Desde que esteja rolando um DVD de Carlos Santana na telinha, é claro. Mantenha uma distância segura do meigo sachê de maionese.


É divertido cantar Smother , com Rob Thomas em dupla com Carlos Santana, a bordo de uma pizza quadrada lotada de catchup. :O))

Acordamos relativamente cedo no dia seguinte.
A geladeira continuava apenas com a mesma água sem bolota, a coca-light sem gas, etc, etc. A diferença é que agora tinham dois pedaços de pizza quadrada, um sachê de catchup e trocencentos de maionese. E uma garrafa de vinho vazia repousando sobre a pia.
Vida dura.

Lembro de ter despertado com o som do telefone tocando. Resmunguei algo incompreensível. Talvez um "puta merda" básico.
Trinta segundos depois, o Marujo comunica, triunfante: - Levanta! A gente vai pra Salinas!
Caraios me fodam! Agora? Hã? Como assim?
Quando me dei por si, estávamos rumo a Salinópolis, a 260km de Belém, em comboio amigo, com a adorável companhia do casal Trinta - Lili e o Comandante Trinta, a bordo das gêmeas, Ju e Bel - duas garotas do balacobaco, do alto da sabedoria dos seus sete anos de idade, recém-completos.

E lá fomos nós.
Salinópolis fica na região Oceânica do Pará.
Uma cidade adorável.
E em Salinópolis tem o Farol, pelo qual o Marujo é responsável.
Notem que foi, praticamente, uma viagem a trabalho. ;O)
A tarefa do feriado era conhecer e inspecionar o Farol de Salinópolis. Unir o útil ao agradável.


Acordamos na quinta-feira, com a dura tarefa de conhecer a cidade. :O)
Comprar filtro solar, sabonete e creme dental. Nada é perfeito.
Fomos conhecer o Farol.
Tava fechado. É claro, mané! Feriado! O Faroleiro também é filho de Deus, dá um desconto, ora pois!
Em frente ao Farol, tinha uma biroska onde preparavam uma tapioquinha com queijo e café preto dos deuses. Eu precisava entrar no regime de engorda, afinal.
Na seqüência, fomos pra Atalaia, quase ali perto.
Coisa folclórica!
Uma praia linda. Geograficamente linda.
Mas com trocentos carros passando pra lá e pra cá, com sons dos mais diversos rolando, às alturas. Um sincretismo musical divertidíssimo: brega, axé, skank, uma zona federal.
E uma zona gastronômica igualmente maravilhosa.
Trouxemos porradas de cocadas: de cupuaçu, de maracujá, cocada branca, cocada queimada. Casadinhos, brigadeiros, um tal de um doce chamado de Monteiro Lopes. Delícias. Delícias!
Um sacão lotado de guloseimas.
Não sei quem, nem sei de onde anunciou: - O Monstro Pimentão vai atacar!!!!!!
E aí nasceu o mistério e a brincadeira do feriadão! :O)

Ao entardecer, saímos Atalaia à fora, de carro, eu e o Marujo, pra tirar umas fotos.
A maré tava enchendo.
Well.. Notem que isso pode dar merda. :O)
Pedi pra dirigir o carro.
Tiramos uma porrada de fotos.
A maré enchendo.
E o 4X4 da Ranger lá, no level hight.
Eu sentia a direção meio esquisita. Olhava pro retrovisor e eu via um rastro meio anormal, coisa de mais de 20cm de areia afundada.
Hum.... - Marujo, plizz, assuma o leme.
Sim, minha intuição funcionou: a gente ia mesmo atolar na areia.
Porque lá, os canais vão se enchendo, enchendo de água, amolecem o solo e quando você acorda, é tarde demais: o carro afunda! Bosta.
Marujo assumiu o leme, botou o 4x4 em slow e chegamos em casa. ;O)

Saímos pra jantar no Bife de Ouro.
Esse restaurante merece uma nota aqui, nesse cantinho gastronômico.
É do caraio!
Eu na dieta de engorda, e o Marujo de dieta de emagrecimento.
Nada incompatível, quando a gente tá lá, no Bife de Ouro.
Camarão com legumes grelhados, arroz, fritas, e farofa de mandioca amarela.

Então, anota aí: numa chapa de ferro, jogue um tico de manteiga, um punhadão de repolho em microtirinhas, com cenoura ralada no ralo grosso e cheiro verde. Deixe murchar um pouquinho. Jogue os camarões, daqueles que parecem um gancho de telefone. Nada mais que 3 minutos, plizz.
Tá feita a festa.
Comi como uma alucinada.

No dia seguinte....
Voltamos pra Atalaia e estacionamos na piscina do Hotel.
Um Hotelzão legal, que habita por lá.
Uma delícia.
Chapa de legumes e frutos de mar.
Cerpa gelada à vontade e a rodo.
E tobo - águas!
E as meninas, as gêmeas, alucinadas pra comer docinhos: brigadeiros, casadinhos. :O)
E o Monstro Pimentão atacou!
Comeu a metade dos docinhos das meninas. Mordeu o isopor da caixa de sorvete de açaí.
O Monstro Pimentão barbarizou! :O)

Ao entardecer do domingo, todos nós, a Família Trinta, eu, Marujo, com a orientação do bom e não tão velho Paulino, o Faroleiro lá de Salinópolis, subimos os 245 degraus e chegamos lá. Todo mundo, de um jeito ou de outro, tinha medo de altura.

Uma vista maravilhosa. Um trabalho maravilhoso que o Faroleiro Paulino tá fazendo por lá.
Assinamos o livro de visitas, do Farol de Salinópolis.

E o Monstro Pimentão pairava, na brincadeira.
A Ju e a Bel tavam se borrando de medo do Monstro Pimentão.
Sacanagem!
Monstro Pimentão não faz mal há ninguém! :O)
É apenas um sujeito guloso, que gosta de sorvete de açaí.
E que estar casadinho :O)

27 maio, 2002

Confesso que ando assistindo ao BBB II, quase que diariamente.
Adorei o surto da Tina.
Surtou legal a garota.
Confesso que raramente, me dou ao trabalho de votar nessas paradas.
Mas, no que depender de mim, a outra lá, aquela oxigenada com permanente será fuzilada. Eta mundo cruel! ;O)
Aqui entre nós, Marujo vai ter um enfarte quando me vir: emagreci demais da conta. Coisa de uns 3kg. Tá feio.
Bosta. Preciso caprichar na roupa.

A situação anda meio braba por aqui . Portanto, só vou levar alguns trocados, pra trazer umas mandingas do bem, lá da Iracilda, no Ver-o-Peso. Juro que não vou comprar a bendita jibóia, que ela vive insistindo pra eu trazer pra casa. Não quero problemas com o IBAMA, muito menos com Godzila.
Talvez eu traga na bagagem um pouco de farinha de mandioca amarela - que eu adoro, pra uma farofa de legumes básica.
E se o Marujo não me levar à Estação das Docas, pra tomar uma River, na Amazon Bier com patinhas de caranguejo, será um homem morto: nunca mais preparo quiche de shitake e purê de mandioquinha pra ele. Hunf! :p

Consegui a melhor tarifa pela TAM, parcelada em 6 vezes, no cartão. .
Com direito a serviço de despertador, às seis da matina, um serviço de bordo decente e com vinho honesto.
Tá certo que, de vez em quando, os aviões da TAM costumam cair, mas isso é detalhe. Pensa noutra coisa que passa. A Varig e a VASP estavam com preços pela hora da morte.
Hoje, fiz as reservas das minhas passagens aéreas. Saudade do Marujo, eu confesso. Perdendo a noção.
Quarta-feira próxima, por volta das 12h30, estarei desembarcando no aeroporto de Val-de-Cães, em Belém.
Juro, que dia desses, encontro uma criatura capaz de me explicar a origem desse nome. Tenham fé.

Ueba!
Amanhã é terça-feira: dia de Mc-França.
Eu e a pequena Oli bem que tentamos, terça-feira passada, mas não deu jogo. Perdão pelo trocadilho infeliz.
Loja lotada de aborrecentes barulhentos, fila que não andava. Sem chance. Almoçamos croissant com suco de frutas, na Sagres - uma padoca do bem.

24 maio, 2002

Meleca. Preciso pesquisar preços promocionais de passagens aéreas pra Belém.
Devo voltar pra lá, semana que vem.
:O))))
Preciso visitar a Iracilda, lá do Ver-o-Peso, urgentemente.
ZSe eu voltar com uma jibóia pra casa, me internem, plizzz.. :p
Cê já comprou ovos na padaria?
Ando fazendo isso, ultimamente.
Explico: no supermercado, o mínimo que vc consegue comprar é uma caixinha com meia dúzia.
Juro que sou incapaz de consumir meia dúzias de ovos, em uma semana.
Prefiro comprar, diariamente, o que sou capaz de consumir.
Tem uma padaria aqui ao lado do prédio, e outra, um pouco mais distante, onde costumo comprar cigarros. E ovos.
A pergunta que não quer calar é: por que diabos o cara da padaria te olha com uma cara esquisita quando você chega no balcão e pede: um LM, uma água de coco, 2 ovos, um croisant e um isqueiro azul?
.
E a Rezinha, lá do Manueladas, andou esperneando.
A panela já tá lá no fogo: músculo magrinho, cebola, cravo, cenoura e um tico de paciência pro caldinho de calne ficar pronto.
Sim.
Hoje vai ter sopão, de novo, aqui em casa.
Godzila está alucinado com o aroma.
Tomara que a Rê lembre de trazer cerveja.
Lembrei até de comprar amendoim japonês.
A Lu, sim, a boa e velha Lu, companheirona lá do Solomio, mandou uma dica preciosa, por e-mail.
Lu! Já me cadastrei. Se tudo der certo, tenha a certeza de que você será a primeira a saber!
Smack! :O)
Parei de assistir ao João Kleber.
Me deu no saco.
Definitivamente, a programação vespertina da TV aberta está caótica.
Parâmetro zero.
No mulheres, descobriram, brilhantemente, uma culinarista com uma receita de pizza na panela de pressão.
Lindo! Anota aí: você prepara a massa, manda ver o recheio e o caraio.
Daí, vc rega a panela de pressão com óleo, manda UMA PIZZA BROTINHO pra dentro, tampa a panela e espera de 3 a 4 minutos.
Então, faça as contas: pra uma família de 4 pessoas comerem, você vai gastar, no mínimo, 20 minutos.
Raios! Basta acender o forno e as pizzas estão assadas, de uma vez só, em 10 minutos.
Tem gente que não pensa, né?

23 maio, 2002

Então, ficou combinado assim: o inverno tá chegando, quarta-feira é sempre uma merda, por definição. Precisamos reagir. Instituímos as noites de quarta-feira, oficialmente, como A NOITE DA SOPA, aqui em casa.
Acho que vai ser divertido.
Rê!!!!! Se liga, mulé! :ppp
E num é que a Alê Ber, Totalmente Bridget, veio mesmo jantar aqui em casa?
Tá certo que a casa tava numa zona federal. Quarta-feira é assim mesmo. Na quinta, é dia da Santa Nice. Foda-se. A Alê é de casa.
Como eu tô de dietinha, fui obrigada a submeter minha dileta amiga à minha operação-levanta-defunto: caldo de músculo, básico, preparado com salsão, cenoura, cebola e cravo. E dá-lhe folhas e legumes cozidos ao dente, somados a ovos poche.
Pra acompanhar, meigos triângulos de pão árabe (pita bread, SEMPRE) com queijo minas cremoso e mussarela. Tudo derretido na frigideira.
Modéstia a parte, ficou legal. Não fez feio, não. :O)
Coisas que eu sou obrigada a ouvir.... :
Hora do almoço. Fui buscar a pequena Oli na escola.
A caminho do McDonald´s, ela dispara, sem dó nem piedade: - Uma loira tingiu o cabelo de castanho escuro. Qual é o nome do filme?
- Faço a menor idéia.
- Inteligência Artificial.
- Cê tem dinheiro pro taxi? Vai voltar a pé. Grrrrr.
Eu mereço isso?
Quando eu falo pra vocês que Santa Rita é porreta, não duvidem. ;O)
Ainda não posso falar nada, concretamente.
Talvez, na semana que vem. Me aguardem.

22 maio, 2002

E eu nem me dei conta de que o feriado de Porcus Tristes está chegando.
Se tudo der certo, do jeito que eu tô imaginando, talvez eu vá passar uma semana em Belém. Aproveitar o início do verão. :O)
Façam suas encomendas agora.
Depois, só quando setembro chegar.
Vou processar a Loreal.
Hoje, estou castanho-lontra, com fios grisalhos.
Hunf!
Dia desses, entro em surto de vez, passo na farmácia, compro uma oxigenada 10 volumes e um platinnum blondie.
Me aguardem.
Falando em mudanças radicais, passei um tonalizante no cabelo.
Uma tentativa deseperada de cobrir os fios brancos que insistem em cobrir, precocemente, minha cabeleira.
Usei uma nuance chamada Camurça. - piada.
Isso significa que migrei do castanho-anta pro castanho-lontra.
Notem que a evolução é notória. :ppp
Preciso, urgentemente, parar de fumar.
Cortar minhas unhas.
Aparar meu cabelo.
Na verdade, ando precisando tosar meu cabelo.
Acho que vou radicalizar.
Ando assistindo muita novela, sabe?
Desejos de Mulher: vou cortar igual ao da Selma, poderosérrima, absolutamente do mal.
Uiii.
Franja longa, cabelo longo, levemente repicado.
Ando precisando de mudanças radicais. :p
Estou assistindo As Brumas da Avalon, no TNT.
A Princesa Morgana é a Carol, do ER, manja?
O filme é longo.
Muito longo.
Parece que filmaram mesmo os 4 volumes da saga da Marion Zimmer.
Tô desde às 10h da manhã esperando o George Clooney aparecer, mas, pelo adiantado da hora - 13h08, acho que não vai dar jogo.
O Lancelot é bonitão e o Rei Arthur até que dá um caldo.
Mas o casting poderia ser bem melhor.
Nada é perfeito.
A Lu, lá do Solomio, gentilmente me indicou o chazinho de espinheira santa.
Thanks, Lu! :O)))
A pergunta é: onde eu encontro espinheira santa? Tem em saquinho? :O)
Minha dieta, digamos, heterodoxa e auto-prescrita está surtindo algum efeito.
Sinto-me bem. Com fome.
Ou teria sido efeito do Maalox, prescrito pelo Dr. Jaspion?
Vai saber..
E hoje é dia de Santa Rita.
Ela há de zelar por mim. Há, sim.
Santa Rita nunca me deixou na mão! ;O)

21 maio, 2002

Se eu esquecer de postar, podem me cobrar três coisas:
- o purê de mandioquinha básico, pro começo da dieta.
- o caldinho de músculo básico pro consumê-levanta-defunto
- e o purê de batata de pedreiro lesado.
Sem contar que o trio mamão-pêra-banana regado a farelo de aveia perpetrua milagres à auto-estima.
Vai nessa! :O))
Ontem, domingo, enfiei o pé na jaca: churrascaria.
Tia Cida fez 80 anos, dá licença! :O)
Mas fui com calma: folhas de alface, rúcula, aspargos, erva doce, tomates assados, muitos, muitos queijos, umas tiras de picanha e de fraldinha.
Disciplina tibetana, notem vocês.
Passei a semana inteira de dieta: frutas, legumes cozidos em caldinho de carne caseiro, pão árabe e aveia.
Sinto-me outra pessoa.
O pior já passou. Tô pronta pra outra.
Aguardem "Momentos Ofélia", nesta semana.
Descobri receitinhas deliciosas pra levantar defunto. :O)
O médico me atendeu.
Ouviu minha história triste com atenção.
Sem nenhum exame clínico, tipo ausculta de pulmão ou apalpação de abdome, concluiu: crise gástrica.
Me mandou pra sala do soro e lá fiquei por duas horas.
Espetada numa agulha dolorida, com um bando de gente passando mal.
Ao meu lado tinha uma velhota no bico do corvo.
A velhota tava ruim mesmo.
Tinha uma tv na sala e tentei me destrair assistindo ao Vale a Pena Ver de Novo - Uma História de Amor..
Minha concentração foi pro brejo quando a velhota da cadeira vizinha começou a vomitar, no chão.
E eu tava de sandália.
Meleca.
Respingou um bocadinho. Arghhh.
Sei lá o que o Dr. Japion mandou botar no meu soro. O fato é que eu dormi. Com a agulha espetada no braço e a velhota vomitando no meu pé.
Voltei pra casa com a Cissa-mãe de taxi, não lembro como cheguei em casa. Lembro apenas de ter lavado o pé, antes de me esticar no sofá. Sinal de que minha consciência ainda tava nos trinques.
Ufa!

20 maio, 2002

Chegou a minha hora.
O médico me chamou.
Um japinha gorducho.
Ouviu minha história triste com atenção.
Não fez exame clínico, não auscultou meus detonados pulmões, tampouco apalpou meu abdomem flácido.
Concluiu, brilhantemente: é uma crise gástrica.
Pensa que é só detetive??? Médico também recebe uma mãe-Dinah de frente, pensa o que?
A segunda-feira chegou e eu tava na mesma.
Não conseguia levantar. Tontura, enjôo, dor de estômago. Náusea.
Hunf!
Sono. Muito sono.
- Filha, tem certeza de que você não está grávida.
- Puta merda, manhê!!!!!! Vira essa boca pra lá!
Hunf!
Toc, toc, toc, pé de pato, mangalô, 3 vezes.
Hunf!
Por volta das 14h, távamos eu e Cissa-mãe desabando no Pronto-Socorro.
Passei pela Triagem. A enfermeira ouviu minha história triste e concordou comigo: cê tá meio abatidinha, mesmo.
Hunf! Abatidinha? Eu tô prestes a lavrar meu testamento!!! Godzila ficará com a minha mãe!

É.
A coisa num anda nada fácil pros meus lados.
Uma saga.
No dia das Mães, amanheci um caco.
Um lixo. Sentindo-me muito, muito mal.
Fui pra casa da Cissa-mãe de taxi.
Sem condições de dirigir.
Bosta.
Cheguei a bordo do taxi, na casa de mom.
O almoção familiar já tinha rolado e eu me arrepiando ao pensar em comida.
Desabei meu detonado esqueleto no sofá e lá fiquei.
Lembro, vagamente, da minha querida mãe, oferecendo: - Filhinha, tem um franguinho grelhado. Quer que eu faça um pratinho pro cê, com arroz e caldinho de feijão??
- Buá. Quero água.
Duas horas depois: - Filha, quer um mingau de aveia?
- Quero água. E colo. Tô com frio.
Três horas depois: desmaiei no sofá. Capotei. Dormi muito, muito.
Cinco horas depois, acordei: já era noite. Hora de voltar pra casa, a bordo da pequena Oli de muletas - ela fez uma luxação no pé e estava com o pé esquerdo engessado. Mereço.
Eu estava muito mal.
Minha mãe sacou que a coisa tava feia mesmo e atravessou a cidade conosco. Pra cuidar de mim, ajudar a deixar a Oli na casa do pai e pra me levar ao Pronto Socorro.
Essa mulher é uma Santa, é o que eu sempre digo. Foi uma prova de amor e carinho dela por mim. Tava precisando disso. :O)
Cheguei em casa e dasabei.
O Pronto Socorro poderia ficar pro dia seguinte. Eu não tinha força pra descer de elevador e esperar um taxi.
Capotei.

06 maio, 2002

Desabei em Cumbica por volta das 10h05.
Foi apenas uma hora de atraso, ora pois.
Praticamente, um atraso social. :O)))
Alguém pode explicar isso pro Marujo, plizz?
Que stress! :{

De volta a São Paulo. Quase 11h da matina.
Ambos famélicos.
Vamos almoçar?
Às 11h, no feriado?
Onde?
Sei lá.
Pizza Hut?
Brunch no Poderoso?
Tortilha na Casa do Padeiro, que tal?
Quando me dei por si, estávamos sentadinhos, candidamente, numa mesa legal lá do Fogo de Chão.
Sim, às 11h da manhã. Confesso, foi a minha primeira vez, numa hora dessas. E num é que já tinha gente por lá?
Famélicos. Saudosos. E um pouco mais relaxados, afinal.
A carraspana rolou até por volta das 17h.
Sambuca e café pra encerrar.
Na verdade, dois sambucas e dois cafés por cada. :O)
Perfeito.

Viemos pra casa e acordamos tardão, lá pelas 22h.
Fomos buscar um filminho na locadora.
Marujo queria alugar o A Noiva do Chuck.
Eu, A Fuga das Galinhas.
Marujo e eu nascemos um para o outro, percebe? ;O)

Em comum acordo, trouxemos pra casa o A Teia da Aranha, sorvete, 4 envelopes de sonrisal , um de Tylenol e duas cervejas.
O filme é bom. Mas vai um pouco na esteira inaugurada pelo Colecionador de Ossos.
Essa coisa do detetive "Mãe Dinah" dá um pouco no saco.

Dia 2 de maio. - quinta-feira.

Dia de branco. Saco! Tava tão bom o feriado. (Ö)
Uma porrada de coisas pra fazer: dia de terapia, organização da casa e do departamento Contas a Pagar. (blaag) . O Marujo tinha umas coisas pra resolver em Sampa. Meleca! Dia útil perdido.
A noite chegou: enfim sós! :O)
Hora de devolver o filme e pegar outro, se fosse o caso.



Saldo do prejuízo: 2 garrafas de vinho, com um queijo maravilhoso (depois eu conto o segredo deles, dos vinhos e do queijo ;O) . Amnésia e Briget Jones pra rolar no video.
(confesso que Briget Jones foi uma provocação. Marujo se recusou ;O)
O que eu posso dizer é: Amnésia é do grande caralho.
Num é coisa pra assistir uma vez só na vida. ;O)

Assisti O Diário de Briget Jones enquanto o Marujo dormia.
É uma bosta.
LEIA O LIVRO. NÃO VEJA O FILME.
Uma das melhores partes do livro é o episódio do preparo do jantar do aniversário dela, quando a pateta perde o atum, que reaparece, magicamente, dias depois.
No filme, ficou insípido.
Aliás, o filme todo é insípido. Como uma sopa azul.
Odiei.
Mantenha fora do alcance de crianças e de animais domésticos.

Dia 3 de maio. - puta que me pariu, já é sexta-feira???? Saco!!!

Dia de curtir um pouco de preguiça em casa.
Merecemos, ué!
À tarde, Shopping Ibirapuera e Bienal do Livro.
Deus me salve! A paulistana sou eu e quem passa ho-ras no shopping é o carioca Marujo.
Ele é o meu número, percebe?
Hunf!
Sobrevivi!
Ganhei um livro de presente dele, na Bienal. Ueba!
A Oli ganhou Contos Escolhidos, de Machado de Assis.
Sim, nessa casa também habita um pouco de cultura, pensa o que? :p

Ei!!!! Pára aí??? Quem mexeu no meu queijo??????
;O)

E o sábado chegou....
Preguiça.
Paixão. (dá licença, também sou filha de Deus ;O)
Ok. Hora de acordar.
Vamos almoçar?
Ueba! Wagmar, esposa, filhos, pits bulls amigos! Bárbaro!
Adoro eles!
Churrascaria durante a tarde toda.
Pizza da Monte Alegre e TV à noite.
Eu querendo assistir Pernalonga e Patolino. Ele querendo ver sangue: Velozes e Ferozes.
Nascemos um para o outro, percebe?
Quero viver assim a vida inteira.



E assim também chegou o domingo.
Bosta.
Passou tão rapido...
Ok. Vamos lá no sítio do Wagmar e família ver o Peper, o filho da Ono com o mala do Redinho.
Caraiii, o Peper já tem um ano de idade. E já é papai. Carreguei esse menino no colo... Tem foto e tudo. Eu o trouxe pra São Paulo. Parece que foi ontem.
Um almoço maravilhoso.
Todo mundo junto, contando causos da vida, gargalhando.
Trocando receitas de cozinha e de felicidade.
Uma delícia!


Hora de desovar o Marujo em Cumbica.
Mulher precavida que sou, notem vocês, cuidei de chegar cedo ao aeroporto.
Chega de stress. Essa é a ordem do meu terapeuta. Certo?
Hum..
Acho que exagerei um pouco. Chegamos com duas horas e meia de antecedência.
Eu tentei. Vocês são testemunhas.
Hunf!
Cartão de embarque em mãos, uma passada na La Selva e todas as obrigações burocráticas estavam resolvidas.
Bacana. Temos duas horas e 10 minutos sobrando.
Pizza Hut? Pão de queijo?
Hum... preciso ir ao caixa eletrônico. Não tenho um puto pra pagar o estacionamento.
Legal. Agora temos duas horas e 5 minutos sobrando.
- Quer dar um tempo lá na sala vip? (notem que apesar de tudo, eu ainda tô podendo. Uia! )
- Tá com fome?
- Não muita. Comi como uma porca no sítio do Wagmar.
- Sede?
- Isso sim.
- Chopp???
- Eu te amo!

Quatro chopps depois, chegou a hora.
A mocinha do microfone chamou o vôo.
E ele voltou pra Belém.
Bosta.
Nascemos mesmo um para o outro, deu pra perceber? ;O)


Hoje, ao acordar, tinha uma chamada não atendida no meu celular.
Tá registrado que ele me ligou às 3h, lá de Belém. Ele chegou em casa, em total segurança.
Não ouvi o telefone tocar. Tava exausta. Fiz um circuito São Judas- Itapecerica da Serra - Itapecerica da Serra - Cumbica - Cumbica - São Judas. Coisa pra mais de 100km.
Dá um desconto.
Desmaiei.
Ele vai voltar, em breve.
Cheguei em casa feliz, pelos cinco dias intensamente vividos.
Saudade de Belém. :O)

Às 9h10, estava eu a caminho do aeroporto: olho amassado, cabelo molhado e a bordo da primeira roupa que encontrei no armário. Era o retrato do inferno.
Sem café da manhã, sem cigarro, sem gasolina no carro e com uma vaga noção de como se chega ao aeroporto de Cumbica. Emergência 5, notem.
Eu mereço.

Meus Deuses (gregos) : por que? Por que? Por que???
Muita calma nessa hora.
Pensa em outra coisa que passa.