Dias longos estão de volta.
São mais de 23h e ainda tô no trabalho. Naquela fase chata, quando você já fez a sua parte mas tem que esperar até que tudo fique pronto.
Enquanto isso, vou procurar música por aqui.
Vontade de ouvir Placebo.
30 janeiro, 2007
Embromation ? A história sem fim.
- Ana, descobri outra academia aqui perto.
- Onde?
- Mas, assim, ó, é só com personal.
- Já vi tudo. Quanto?
- Peguei um papel com os planos pra você.
- Caramba! 600 PAUS?
- É que, sabe, aula individual, né?
- Vem cá, tô vendo aqui: tem opção de aula em dupla. Sai mais em conta.
- Só que se uma faltar, a outra não tem aula.
- Opção pra trio, nem pensar?
- Esquece.
- Mas, porra, 600 PAUS? Os professores são bonitos, pelo menos?
- Ana, descobri outra academia aqui perto.
- Onde?
- Mas, assim, ó, é só com personal.
- Já vi tudo. Quanto?
- Peguei um papel com os planos pra você.
- Caramba! 600 PAUS?
- É que, sabe, aula individual, né?
- Vem cá, tô vendo aqui: tem opção de aula em dupla. Sai mais em conta.
- Só que se uma faltar, a outra não tem aula.
- Opção pra trio, nem pensar?
- Esquece.
- Mas, porra, 600 PAUS? Os professores são bonitos, pelo menos?
24 janeiro, 2007
Embromation - A luta continua.
- Conversa com a P., porque ela foi ver aquela Yoga lá.
- Aquela? Putz, fiquei de ir na cabeça-de-porco e nem fui, ó.
- Então, é aquela que tem aquele postal bacana, lembra?
- Lembro, lembro.
- Diz que é ótima. E nem é tão longe. Sabe a fantástica fábrica de chocolate?
- Sei, sei.
- Em frente.
- Pertinho! Dá pra ir a pé. Caso não chova.
- Isso! Sem chuva, dá pra ir a pé.
- Só que o preço é quase a mesma coisa que o Pilates.
- Sacanagem. Ó, se é assim, não sei de você, mas entre Yoga e Pilates, sou muito mais Pilates.
- Lóóóóóógico. Eu também.
- Então, vamos esperar até o dia 29. Não é no dia 29 a inauguração?
- Errr. Não. Mudaram a data. Ficou pra 5 de fevereiro.
- Que palhaçada é essa?
Silencio diante dos planos que desabavam.
- Mas, vem cá: o que é 5 de fevereiro, se a gente tá enrolando com essa porra desde setembro?
- Sim, o que é 5 de fevereiro? A gente pode esperar.
- É.
- Conversa com a P., porque ela foi ver aquela Yoga lá.
- Aquela? Putz, fiquei de ir na cabeça-de-porco e nem fui, ó.
- Então, é aquela que tem aquele postal bacana, lembra?
- Lembro, lembro.
- Diz que é ótima. E nem é tão longe. Sabe a fantástica fábrica de chocolate?
- Sei, sei.
- Em frente.
- Pertinho! Dá pra ir a pé. Caso não chova.
- Isso! Sem chuva, dá pra ir a pé.
- Só que o preço é quase a mesma coisa que o Pilates.
- Sacanagem. Ó, se é assim, não sei de você, mas entre Yoga e Pilates, sou muito mais Pilates.
- Lóóóóóógico. Eu também.
- Então, vamos esperar até o dia 29. Não é no dia 29 a inauguração?
- Errr. Não. Mudaram a data. Ficou pra 5 de fevereiro.
- Que palhaçada é essa?
Silencio diante dos planos que desabavam.
- Mas, vem cá: o que é 5 de fevereiro, se a gente tá enrolando com essa porra desde setembro?
- Sim, o que é 5 de fevereiro? A gente pode esperar.
- É.
22 janeiro, 2007
19 janeiro, 2007
Besteirol a 3, na terça passada.
- Pilates deve ser legal.
- Deve ser. Tenho uma amiga que faz.
- Constava no nosso Plano B. Precisa custar tão caro assim?
- Mês de IPVA depois das Festas é triste, concordo.
- Acho que Pilates é um primo-irmão do Yoga. Versão ocidental.
- Isso é uma grande vantagem. Ninguém precisa deixar de comer carne.
- E tem mais: não deve ter muito lero-lero.
- Resultados. Isso. Uma prática de resultados.
- Eu quero!
- Será que dá pra chorar um desconto?
- Acho que sim. Eles montam pacotes com descontos especiais pra grupos, eu fui lá ver. O lugar é lindo.
- Boa. Somos três.
- Um grupo.
- Um trio.
- Um trio pode ser considerado um grupo?
- Depende. Vamos pensar: somos um trio coeso, de modo a parecer um grupo?
- Acho que não.
- E só tem horário depois das 18h.
- Na hora do almoço não tem ?
- Não.
- Que falta de visão de mercado.
- Entre 12h e 15h, não tem pra grupos.
- Somos apenas um trio. Não tem como negociar?
- Não custa tentar.
- É.
- Pilates deve ser legal.
- Deve ser. Tenho uma amiga que faz.
- Constava no nosso Plano B. Precisa custar tão caro assim?
- Mês de IPVA depois das Festas é triste, concordo.
- Acho que Pilates é um primo-irmão do Yoga. Versão ocidental.
- Isso é uma grande vantagem. Ninguém precisa deixar de comer carne.
- E tem mais: não deve ter muito lero-lero.
- Resultados. Isso. Uma prática de resultados.
- Eu quero!
- Será que dá pra chorar um desconto?
- Acho que sim. Eles montam pacotes com descontos especiais pra grupos, eu fui lá ver. O lugar é lindo.
- Boa. Somos três.
- Um grupo.
- Um trio.
- Um trio pode ser considerado um grupo?
- Depende. Vamos pensar: somos um trio coeso, de modo a parecer um grupo?
- Acho que não.
- E só tem horário depois das 18h.
- Na hora do almoço não tem ?
- Não.
- Que falta de visão de mercado.
- Entre 12h e 15h, não tem pra grupos.
- Somos apenas um trio. Não tem como negociar?
- Não custa tentar.
- É.
Eu conheço um cara que atropelou um presunto. Parada sinistra.
Não deu tempo de nada. Tum-tum. Passou por cima. Foi sem querer.
O cara é sangue bom. Ele nos contou como foi, no almoço de quarta-feira
Naquela mesma noite, quando eu voltava pra casa, sob chuva forte e com o peito literalmente pegando fogo, percebi um barulho esquisito e cadenciado no Cascão.
Poc-poc-poc.
Arrisquei diferentes velocidades e poc-poc-poc.Sempre ao frear.
Ao estacionar na garagem foi que me ocorreu: será alguém na roda?
Tenho andado tão distraída.
Não deu tempo de nada. Tum-tum. Passou por cima. Foi sem querer.
O cara é sangue bom. Ele nos contou como foi, no almoço de quarta-feira
Naquela mesma noite, quando eu voltava pra casa, sob chuva forte e com o peito literalmente pegando fogo, percebi um barulho esquisito e cadenciado no Cascão.
Poc-poc-poc.
Arrisquei diferentes velocidades e poc-poc-poc.Sempre ao frear.
Ao estacionar na garagem foi que me ocorreu: será alguém na roda?
Tenho andado tão distraída.
18 janeiro, 2007
Tarde da noite, voltando pra casa após um dia longo. Cigarro aceso. Note que esse péssimo hábito ainda vai me matar.
Chovia forte. Eu entrei no pátio do supermercado, abri o vidro pra pegar o raio do cartãozinho do estacionamento, sem o qual não posso sair antes de mostrar documento do carro, CIC, RG e carteira de vacina atualizada.
O mocinho da cabine, talvez com medo de molhar o bracinho, gesticulou para que eu entrasse. Na tentativa de fechar o vidro rapidamente com a mão direira, não sei o que aconteceu, não sei mesmo, mas a brasa ardente do cigarro caiu inteira no meu decote de tecido sintético. Alto risco de incêndio. No pavor, bati, abafei, gritei, blasfemei e o foco foi controlado. Dentro da loja, numa espécie de operação rescaldo improvisada, fiz compressa com uma latinha de Antarctica, que me pareceu mais gelada que a Sol.
Ardia muito.
Em casa, fiz compressas com meigos chumacinhos de algodão em bebidos em água mineral gelada. Só tinha com gás.
Separei a roupa para a reunião de logo cedo e procurei pensar em assuntos agradáveis para desviar a atenção da dor.
Acordei sonolenta, me vesti e conferi o resultado no espelho.
Conclusão: melhor trocar de blusa. Quem não me conhece pode pensar que tenho um marido violento.
Chovia forte. Eu entrei no pátio do supermercado, abri o vidro pra pegar o raio do cartãozinho do estacionamento, sem o qual não posso sair antes de mostrar documento do carro, CIC, RG e carteira de vacina atualizada.
O mocinho da cabine, talvez com medo de molhar o bracinho, gesticulou para que eu entrasse. Na tentativa de fechar o vidro rapidamente com a mão direira, não sei o que aconteceu, não sei mesmo, mas a brasa ardente do cigarro caiu inteira no meu decote de tecido sintético. Alto risco de incêndio. No pavor, bati, abafei, gritei, blasfemei e o foco foi controlado. Dentro da loja, numa espécie de operação rescaldo improvisada, fiz compressa com uma latinha de Antarctica, que me pareceu mais gelada que a Sol.
Ardia muito.
Em casa, fiz compressas com meigos chumacinhos de algodão em bebidos em água mineral gelada. Só tinha com gás.
Separei a roupa para a reunião de logo cedo e procurei pensar em assuntos agradáveis para desviar a atenção da dor.
Acordei sonolenta, me vesti e conferi o resultado no espelho.
Conclusão: melhor trocar de blusa. Quem não me conhece pode pensar que tenho um marido violento.
17 janeiro, 2007
15 janeiro, 2007
12 janeiro, 2007
O amigo* que indicou um pedreiro bacana pergunta:
- E aí, ligou lá?
- Não. Preciso arrumar um monte de coisas ainda.
- Quer zerar tudo antes?
- Preciso zerar. Tenho até medo de mexer no armário da sala. Nem sei o que fazer com a porcelana.
- Simples. Use.
- Jogo completo pra 12 pessoas. Vou abrir um restaurante grego.
- E aí, ligou lá?
- Não. Preciso arrumar um monte de coisas ainda.
- Quer zerar tudo antes?
- Preciso zerar. Tenho até medo de mexer no armário da sala. Nem sei o que fazer com a porcelana.
- Simples. Use.
- Jogo completo pra 12 pessoas. Vou abrir um restaurante grego.
11 janeiro, 2007
O colega me pergunta:
- Já experimentou o Brahma Black?
- Ainda não. É bom?
- Muito. Toda casa deveria ter uma torneira de Brahma Black.
Então, ficou assim: depois da ampla reforma terei 3 torneiras na pia da cozinha. Uma de água quente, uma de água fria e a outra com Brahma Black, que eu tenho certeza de que vou adorar. E na pia do banheiro terei também 3 torneiras. Uma de água quente, uma de água fria e a outra com água oxigenada.
- Já experimentou o Brahma Black?
- Ainda não. É bom?
- Muito. Toda casa deveria ter uma torneira de Brahma Black.
Então, ficou assim: depois da ampla reforma terei 3 torneiras na pia da cozinha. Uma de água quente, uma de água fria e a outra com Brahma Black, que eu tenho certeza de que vou adorar. E na pia do banheiro terei também 3 torneiras. Uma de água quente, uma de água fria e a outra com água oxigenada.
10 janeiro, 2007
Sonhei que eu fui assaltada dentro de um shopping.
O bandido tava meio perturbado e me ameaçava com um revólver. Conversa vai, conversa vem, convenci o ladrão a se matar. Tiro no peito. Quando julguei que a coisa tava encerrada, o defunto sentou-se, afirmou que ainda não tava bem morto e deu outro tiro no peito. O de misericórdia.
Ok, ok. Comer quatro fatias de pizza antes de dormir definitivamente não foi uma grande idéia.
O bandido tava meio perturbado e me ameaçava com um revólver. Conversa vai, conversa vem, convenci o ladrão a se matar. Tiro no peito. Quando julguei que a coisa tava encerrada, o defunto sentou-se, afirmou que ainda não tava bem morto e deu outro tiro no peito. O de misericórdia.
Ok, ok. Comer quatro fatias de pizza antes de dormir definitivamente não foi uma grande idéia.
09 janeiro, 2007
Ontem, teve almoço no shopping. Pra ajudar na digestão,
sempre é bom ver um pouco de vitrine.
Hoje, a amiga comenta e eu tento convencê-la:
- Aquele relógio não sai da minha cabeça.
- A., acho que você deve comprar. É lin-do!
- Muito caro, não posso gastar.
- Isso é muito relativo. Quantos presentes você se deu,
como merecimento por ter trabalhado feito uma louca, 14 ou
16 horas por dia?
- ? É, e depois, este relógio aqui eu tenho há quase
7 anos.
- Sabe que relógio de 7 anos dá o mó azar, né?
- Não é quebrar espelho que dá azar?
- Relógio, espelho. Praticamente a mesma coisa. Compra
lá :D
sempre é bom ver um pouco de vitrine.
Hoje, a amiga comenta e eu tento convencê-la:
- Aquele relógio não sai da minha cabeça.
- A., acho que você deve comprar. É lin-do!
- Muito caro, não posso gastar.
- Isso é muito relativo. Quantos presentes você se deu,
como merecimento por ter trabalhado feito uma louca, 14 ou
16 horas por dia?
- ? É, e depois, este relógio aqui eu tenho há quase
7 anos.
- Sabe que relógio de 7 anos dá o mó azar, né?
- Não é quebrar espelho que dá azar?
- Relógio, espelho. Praticamente a mesma coisa. Compra
lá :D
05 janeiro, 2007
- Primeiro e-mail recebido no dia nublado: Sol em Capricórnio, era o subject. Agora eu pergunto: o que aquele viado cheio de luz tá fazendo lá com aquele corno e não tá aqui, iluminando pra secar minhas roupas no varal?
2- É. Ontem foi dia punk. A máquina foi consertada. Não pelo sujeito muito esquisito, que voltou, fingiu que terminou o serviço bem pago e não terminou. Ladrão.
3- A máquina fez cachoeira externa ao ser ligada pra valer. Chamei a PS, que além de socorrer pane de carros, atende emergências de ordem domésticas. O técnico, um fofo, consertou a cagada do filho da puta. E não gastei mais nenhum tostão.
4- Deu problema no sifão da pia da cozinha. Começou a vazar. N., a faxineira porreta, disse pra eu não ligar. Sifão de vez em quando chora e depois pára, ela me ensinou. Achei que ela tentava me consolar. Mas N. estava certa. Depois de um tempo, sifão parou de chorar. Era só o que me faltava: um sifão deprê em casa.
5- No dia em que me vi cantarolando canções babacas ouvindo rádio, achei que tava na hora de parar com essa frescura de que eu posso perfeitamente viver sem TV. Pedi pra reeinstalar a NET. Ficaram de chegar até o meio-dia. Estou aqui esperando. Rádio desligado.
6- Ontem, liguei pra Comgás, solicitando o serviço. Mais de vinte minutos pra fazer o cadastro. Mais outros cinco, até a moça conseguir estar marcando pra hoje. Mais outros dois pra ela avisar que o sistema caiu e que ligaria para estar confirmando. A vaca não ligou. Liguei hoje. A solicitação do serviço não tinha sido registrada. O rapaz disse que poderia ser feito amanhã, sábado, entre 8h e 17h. Nem fodendo, desculpa. Continuo sem fogão. Posso perfeitamente viver sem.
7- Liguei ontem pra minha mãe, pra jogar conversa fora.
Contei toda a historia e uma novidade boa:
- Mãe, descobri que a cafeteira elétrica ainda funciona, acredita?
- Mas por onde está saindo a água?
:O))
8- Os caras da NET ainda nao chegaram.
2- É. Ontem foi dia punk. A máquina foi consertada. Não pelo sujeito muito esquisito, que voltou, fingiu que terminou o serviço bem pago e não terminou. Ladrão.
3- A máquina fez cachoeira externa ao ser ligada pra valer. Chamei a PS, que além de socorrer pane de carros, atende emergências de ordem domésticas. O técnico, um fofo, consertou a cagada do filho da puta. E não gastei mais nenhum tostão.
4- Deu problema no sifão da pia da cozinha. Começou a vazar. N., a faxineira porreta, disse pra eu não ligar. Sifão de vez em quando chora e depois pára, ela me ensinou. Achei que ela tentava me consolar. Mas N. estava certa. Depois de um tempo, sifão parou de chorar. Era só o que me faltava: um sifão deprê em casa.
5- No dia em que me vi cantarolando canções babacas ouvindo rádio, achei que tava na hora de parar com essa frescura de que eu posso perfeitamente viver sem TV. Pedi pra reeinstalar a NET. Ficaram de chegar até o meio-dia. Estou aqui esperando. Rádio desligado.
6- Ontem, liguei pra Comgás, solicitando o serviço. Mais de vinte minutos pra fazer o cadastro. Mais outros cinco, até a moça conseguir estar marcando pra hoje. Mais outros dois pra ela avisar que o sistema caiu e que ligaria para estar confirmando. A vaca não ligou. Liguei hoje. A solicitação do serviço não tinha sido registrada. O rapaz disse que poderia ser feito amanhã, sábado, entre 8h e 17h. Nem fodendo, desculpa. Continuo sem fogão. Posso perfeitamente viver sem.
7- Liguei ontem pra minha mãe, pra jogar conversa fora.
Contei toda a historia e uma novidade boa:
- Mãe, descobri que a cafeteira elétrica ainda funciona, acredita?
- Mas por onde está saindo a água?
:O))
8- Os caras da NET ainda nao chegaram.
03 janeiro, 2007
Eu amo minhas férias.
Prometi que em 2007 eu seria mais delicada comigo. E isso inclui minha casa, que tem um monte de detalhes estruturais a serem cuidados.
Ontem, tive um dia paralisado pela gripe.
Ainda possuída pela gripe, acordei decidida que, de hoje, não passaria.
Trabalho pra gente grande.
Estava esperando a faxineira, desde as 8h30.
Às 9h, comecei a ficar preocupada. Nada da mocinha chegar.
Talvez, problema na condução.
Pedi ao zelador que abrisse o registro de água na área de serviço, fechado há mais de 3 anos.
Por isso, sem água na cozinha, sem máquina de lavar roupa, sem água no tanque.
Coisa triste.
Em pouco mais de 10 minutos, foi dada a minha sentença. O meu inferno estava apenas começando.
E a mocinha não chegava. A bronquite atacou o filho menorzinho, talvez.
O registro foi aberto. Liguei a máquina e, milagre, funcionou.
- Hoje, posso dizer que tenho como eu mesma lavar minha trouxa de roupa, pensei.
E eu me senti feliz.
Só que ela foi enchendo, enchendo, claro, o botão travou e tudo transbordou.
Em, poucos segundos, recebi a água fria que eu precisava para refrescar minha memória.
Era este o problema da maquina. Lembrei.
Enquanto tentava arrastar a poça gigante que inundou a área e a cozinha toda, eu me perguntava: o que aconteceu com a mocinha, aquela vaca, que não apareceu até agora??
O zelador me deu o telefone de um técnico desconhecido, sem referências no prédio.
O sujeito muito esquisito chegou em menos de 15 minutos e comecei a acreditar que as coisas iriam se resolver.
Ele avaliou a situação e, num primeiro momento, não era tão grave assim.
Num primeiro momento.
A máquina precisava ser desmontada. E os parafusos estavam emperrados pela falta de manutenção.
Depois de muita porrada, havia um desmanche na área de serviço, com peças e poças pra todo lado. Cenário bruto.
O sujeito muito esquisito avisou que iria sair pra comprar peças. E foi.
Desencanei das poças.
Liguei pra minha mãe, pra jogar um pouco de conversa fora.
Descobri que a mocinha estava trabalhando na casa dela, porque o dia combiando pra mim foi quinta-feira.
Oh, isso explica tudo. A mocinha sempre foi mesmo uma fofa.
E o tempo passava.
E nada do sujeito muito esquisito voltar.
Comecei a acreditar que as coisas não iam nada bem.
E o tempo continuou passando, até que o telefone tocou:
- Olha, desculpa a demora, é que minha moto foi apreendida pela polícia, mas eu vou pegar um carro e já volto com as peças.
=0| .
Prometi que em 2007 eu seria mais delicada comigo. E isso inclui minha casa, que tem um monte de detalhes estruturais a serem cuidados.
Ontem, tive um dia paralisado pela gripe.
Ainda possuída pela gripe, acordei decidida que, de hoje, não passaria.
Trabalho pra gente grande.
Estava esperando a faxineira, desde as 8h30.
Às 9h, comecei a ficar preocupada. Nada da mocinha chegar.
Talvez, problema na condução.
Pedi ao zelador que abrisse o registro de água na área de serviço, fechado há mais de 3 anos.
Por isso, sem água na cozinha, sem máquina de lavar roupa, sem água no tanque.
Coisa triste.
Em pouco mais de 10 minutos, foi dada a minha sentença. O meu inferno estava apenas começando.
E a mocinha não chegava. A bronquite atacou o filho menorzinho, talvez.
O registro foi aberto. Liguei a máquina e, milagre, funcionou.
- Hoje, posso dizer que tenho como eu mesma lavar minha trouxa de roupa, pensei.
E eu me senti feliz.
Só que ela foi enchendo, enchendo, claro, o botão travou e tudo transbordou.
Em, poucos segundos, recebi a água fria que eu precisava para refrescar minha memória.
Era este o problema da maquina. Lembrei.
Enquanto tentava arrastar a poça gigante que inundou a área e a cozinha toda, eu me perguntava: o que aconteceu com a mocinha, aquela vaca, que não apareceu até agora??
O zelador me deu o telefone de um técnico desconhecido, sem referências no prédio.
O sujeito muito esquisito chegou em menos de 15 minutos e comecei a acreditar que as coisas iriam se resolver.
Ele avaliou a situação e, num primeiro momento, não era tão grave assim.
Num primeiro momento.
A máquina precisava ser desmontada. E os parafusos estavam emperrados pela falta de manutenção.
Depois de muita porrada, havia um desmanche na área de serviço, com peças e poças pra todo lado. Cenário bruto.
O sujeito muito esquisito avisou que iria sair pra comprar peças. E foi.
Desencanei das poças.
Liguei pra minha mãe, pra jogar um pouco de conversa fora.
Descobri que a mocinha estava trabalhando na casa dela, porque o dia combiando pra mim foi quinta-feira.
Oh, isso explica tudo. A mocinha sempre foi mesmo uma fofa.
E o tempo passava.
E nada do sujeito muito esquisito voltar.
Comecei a acreditar que as coisas não iam nada bem.
E o tempo continuou passando, até que o telefone tocou:
- Olha, desculpa a demora, é que minha moto foi apreendida pela polícia, mas eu vou pegar um carro e já volto com as peças.
=0| .
01 janeiro, 2007
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